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Opinião: novo vexame consolida eleição ‘sem situação’ no São Paulo

Leia o post original por Perrone

A vexatória eliminação do São Paulo nas quartas de final do Paulista diante do Mirassol tende a aumentar a tendência dos grupos que disputarão a próxima eleição no clube de rejeitarem ligações com a atual gestão. A impopularidade da admnistração de Leco criou um fenômeno na disputa eleitoral tricolor: não há uma chapa assumidamente de situação.

Júlio Casares, membro do Conselho de Administração do São Paulo e que mantém bom relacionamento com Leco, não aceita ser chamado de candidato de situação. Diz que sua chapa é de coalizão, pois reúne conselheiros de diferentes correntes. O candidato faz críticas pontuais à atual gestão.

Membros do grupo de Casares tentam empurrar a ligação com a situação para a ala conhecida como oposição. A alegação é de que há por lá gente que apoiou Leco.

Roberto Natel, um dos pré-candidatos da oposição, é vice-presidente do clube. Porém, se tornou desafeto do Leco. Ele vai disputar a convenção do grupo oposicionista com Marco Aurélio Cunha e Sylvio de Barros.

A falta de títulos, apesar de altos gastos no futebol, é o principal motivo de impopularidade do atual presidente junto a torcedores e conselheiros. Vale lembrar que na eleição no final do ano o novo mandatário será escolhido pelos membros do Conselho Deliberativo.

A derrota por 3 a 2 para o Mirassol, desfigurado por conta da perda de jogadores durante a suspensão do Estadual, reforça a imagem da atual administração de gastar demais sem conseguir quebrar o jejum tricolor de títulos.

Logo após à nova eliminação já houve manifestações de conselheiros nas redes sociais para demonstrarem que faz tempo que pedem mudanças na estrutura do futebol são-paulino.

Essa corrida para se afastar de Leco deve aumentar já que o novo fiasco faz crescer o desejo por mudanças no Morumbi. Por sua vez, o presidente não tem se envolvido na campanha eleitoral. É difícil imaginar que algum dos grupos solicite publicamentente seu apoio depois do desastre da última quarta (29).

 

Casares recebe apoio de outro ex-integrante da oposição são-paulina

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Homero Bellintani Filho, conselheiro do São Paulo  Foto: Arquivo pessoal

Júlio Casares, candidato à presidência do São Paulo pelo grupo que se define como coalizão entre diferentes correntes políticas, ganhou o apoio de mais um ex-pré-candidato a presidir o Conselho Deliberativo pela oposição.

Homero Bellintani Filho, o Homerinho, afirmou ao blog que decidiu apoiar Casares e o candidato dele pra o conselho, Olten Ayres de Abreu Júnior.

“Minha decisão não tem a ver com qualquer tipo de mágoa. O projeto do grupo do Júlio é bom, e eu não conheço ainda o projeto da oposição, que ainda não definiu candidato. O pessoal da coalizão do Júlio vai assimilar itens do meu plano para o conselho e projetos para a diretoria executiva, para ajudar a enfrentar essa imensa dívida que está sendo herdada. Vou apoiar o Júlio por esses motivos. E também, porque não tive respaldo na oposição”, declarou Homerinho.

Ele desistiu de participar da convenção oposicionista para definir o candidato à presidência do conselho depois de o filho  do ex-presidente do clube Marcelo Portugal Gouvêa anunciar sua pré-candidatura.

José Roberto Ópice Blum, outro pré-candidato da oposição ao posto no conselho, também retirou seu nome da prévia e passou a apoiar Casares após Marcelinho Portugal Gouvêa entrar no páreo. O filho do ex-presidente passou a ser o único candidato da oposição à presidência do conselho.

Homerinho diz  que devolve para Olten Júnior oito votos que afirma ter tirado dele e que levará pelo menos mais oito, de seus aliados, para o grupo de Casares. Os presidentes do conselho e do clube serão eleitos pelos conselheiros no final do ano. A oposição ainda fará uma convenção para escolher seu candidato entre Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros.

Abaixo, leia na íntegra texto que Homerinho enviou a conselheiros para explicar a decisão de apoiar Casares

“Vão dizer que mudei de lado, porém, meu único lado sempre foi e sempre será o SPFC. Vão dizer que fui para a situação, mas o que é a oposição se não um mesclado de antigos situacionistas e opositores ? O que é a dita situação, se não a mesma coisa?  Interessante esta eleição, os que dirão ao contrário , realmente faltarão com a cristalina verdade! Sempre fui independente , embarco neste sonho de ver um futuro melhor para a instituição, de saber que as pessoas que me aguardam me ouviram e me respeitaram. Levo na minha bagagem inúmeros companheiros, não vou sozinho, vou com aqueles que estavam em meu barco, diversos independentes como eu,  para realizar este sonho de ver o SPFC novamente protagonista e vanguardista, devolvo os 8 votos que tinha da coalizão de Júlio Casares, na minha candidatura.  Vou consciente de que o plano de governo é muito bom e que serão assimilados itens de meu plano, para o conselho e nossos projetos que serão incorporados, para ajudar nossas cores a enfrentar a imensa divida que será herdada! Levo comigo a vontade de muito trabalho, o mesmo trabalho de mais de 55 anos,  de muita luta, o mesmo trabalho que os grandes mestres do passado me ensinaram e que incorporei no meu dia a dia! Uma vida de amor dedicada ao SPFC! 

Minha decisão nada tem a ver com mágoas ou qualquer tipo de outra coisa, para os que dirão ao contrário, não dimensionaram ainda que eu tinha a eleição ganha e desdenharam, minha dignidade é maior que qualquer candidatura, nunca tive vaidades pelo poder efêmero. Minha decisão simplesmente se deve à minha crença e fé em minha bandeira, que ajudei a hastear com 6 anos de idade, ao plantar o Ipê no terreno do Morumbi. Hoje estou plantando outro e que nunca me falte entusiasmo para continuar cumprir o que estabeleci como meta e abracei como missão de vida. Salve sempre e eternamente  o SPFC !”

 

Ex-presidente do São Paulo vai coordenar campanha de Casares

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José Eduardo Mesquita Pimenta, ex-presidente do São Paulo, foi escolhido neste domingo (5), para ocupar o cargo de coordenador-geral da chapa que tem Júlio Casares como candidato à presidência do clube em eleição prevista para o final do ano.

A escolha aumenta o tom de pluralidade do grupo, que rejeita o rótulo de situacionista e se define como una coalizão de diferentes correntes políticas. Isso porque Pimenta foi candidato de oposição contra Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que venceu a eleição de 2017. Atualmente, o ex-presidente tricolor preside o Conselho Consultivo do clube.

Casares enfrentará o candidato do grupo que se define como oposição e que ainda não apontou um nome. Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros disputarão uma prévia.

Eleição no Corinthians: candidato fala em ‘fim de benesses’ para agentes

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Entrevista com Augusto Melo, oposicionista e candidato à presidência do Corinthians na eleição marcada para 28 de novembro.

Entre suas propostas está escrito “fim das benesses para empresários”. O que isso significa?

Fim das benesses para os empresários é acabar com a farra da base, né, Perrone? Quando eu fui diretor da base, nós tiramos empresário do vestiário da base. Empresário comia lanche das crianças, tomava suco das crianças. Nós tiramos a farra dos empresários no vestiário da base. Com a gente na presidência, jogador da base vai ser do clube, 100%. Claro que existe uma parcela quando você traz o jogador de outro clube, mas, hoje, essa parcela seria de 20%. O Corinthians ficaria com 80%. (Nota do blog: Melo foi assessor da diretoria de futebol de base na gestão de Roberto de Andrade, do grupo de Andrés. Em 2016, ele era assessor do diretor José Onofre de Souza, que entregou o cargo após uma série de problemas no setor. Melo e os outros assessores também acabaram saindo).

Quando eu li “fim das benesses” imaginei que você se referia a parar de contratar jogadores principalmente de um pequeno grupo de empresários.

É isso também, acabar com algumas comissões. Por exemplo, quando você compra o jogador, você não tem que pagar comissão, quem paga comissão é quem está vendendo. Hoje se paga comissão pra comprar e pra vender. Nós vamos acabar com esse tipo de comissão (na compra). E empresário também, são sempre os mesmos. Claro que, hoje, você falar que vai acabar com empresário, isso não existe, porque o jogador nasce e já tem empresário. Mas nós teremos um controle rigoroso sobre isso. Tanto que estou implantando compliance para isso. Para eu também ser investigado, os diretores serem investigados, o treinador ser investigado, os jogadores serem investigados, os funcionários serem investigados, tudo nesse sentido. Por que só faz contratação com esse empresário? Por que dois empresários estão oferecendo (o jogador) pelo mesmo valor e você vai comprar com A, não com B, entendeu? Vamos acabar com essas coisas. E outra, você também tem que dar chance para o empresário pequeno, que às vezes tem uma joia rara que ele descobriu em algum lugar. Você tem que dar uma abertura para esse pessoal também. Mas tudo com contrato rigoroso, contrato de risco. Como o Jô, por exemplo. Por que não se faz um contrato de um ano e meio e, depois, por produtividade? Se ele for bem como foi na última passagem, você renova com ele. Agora, você não pode ficar correndo risco do (volante) Cristian da outra vez. Faz um contrato enorme, o cara se acomoda e fica recebendo pelo resto da vida. Na nossa gestão não vai ter isso. E contratação vai ser de qualidade, não em quantidade.

Você falou em compliance. Hoje, todo candidato à presidência de um clube fala em compliance. Então, é importante esclarecer como vai ser isso. Pode explicar melhor? Quem fiscaliza?

Isso é o departamento de compliance, que nós já criamos. Não é só de fala, o meu diretor de compliance se chama doutor Luís Castelo, um advogado tributarista renomado, palestrante, já está montando um departamento no qual ele tomará conta de tudo e tudo que for contratação, compra, venda, gastos em geral, sempre vai ter o complaince por trás investigando porque está sendo feito dessa forma. Por que está sendo feito com essa pessoa, vai ser investigada toda empresa de terceirização, funcionários, diretores, conselheiros, presidente, jogadores, enfim, geral. Justamente pra isso, pra inibir certas transações obscuras, essas coisas todas.

Seu programa prevê estabelecimento de metas, isso vai ser em geral, para jogadores, diretores…

Em geral, departamentos, diretoria, assessores. O clube vai ser gerido por metas. Por exemplo, vamos criar um departamento de marketing só para o clube (social) no qual cada departamento vai ter uma área comercial. Por exemplo, o basquete, para se manter, vai ter que trabalhar para ser sustentável. Isso vai acontecer no basquete, no vôlei, no futsal… Porque, futuramente, a gente quer separar o clube do futebol (nota do blog: as fontes de receitas seriam diferentes, mas o CNPJ continuaria sendo o mesmo). O clube (social) vai ter que ser autossustentável. Ele é autossustentável, o que falta no clube é uma administração profissional. O futebol também vai ter essas metas. Por exemplo, o Tiago Nunes chegou e falou: ‘Augusto, isso aqui está sucateado, o sub-23 não fala com o sub-20, a base não fala comigo. Como eu posso ter uma transição da base para o profissional? Como a gente pode ter um diálogo nesse sentido?” Então, a minha diretoria de base tem que ter essa meta, a minha diretoria do profissional tem que ter essa meta, a minha comissão tem que ter essa meta, são metas que terão que ser cumpridas.

Você acredita que a maioria dos contratos dos jogadores possa ser com meta?

Não, vai ser caso a caso. Mais os contratos de risco. Por exemplo, o do Jô. O Jô para nós foi uma surpresa na última passagem dele, ninguém discute a qualidade do Jô. Excelente jogador, foi uma ótima contratação. Só acho errada a forma como ele foi contratado. A gente faria uma meta. Um ano e meio, ele já estaria com quase 35 anos, ele vem de uma lesão, um tempão parado, o que garante que ele vai render? Ele quer terminar a carreira aqui, então também tem que abrir mão de algumas coisas. A gente faz essa produtividade, depois de um ano e meio.

É um desafio convencer o torcedor dessa visão mais profissional? O torcedor, na média, não se incomodou com o fato de o contrato do Jô ser até o final de 2023  e hoje eletele 33 anos.

Por isso é que nós estamos nessa situação, porque eles (diretorias ligadas ao grupo de Andrés Sanchez) sempre viram títulos e não viram a parte financeira, agora a conta chegou. Se você escutar a fala do presidente da Gaviões, ele fala exatamente isso. A Gaviões da Fiel, eu acho um absurdo isso, mas ela está admitindo que ela fica cinco anos sem títulos, mas coloca as finanças em ordem para não ser mais motivo de chacota, de gozação. Então, tenho certeza que, a gente colocando isso em prática, dando certo, eles vão absorver rapidamente. E esse é o futuro, não tem outra. Os clubes brasileiros estão fazendo contratos absurdos, querendo se comparar a times europeus, por isso que estão todos nessa situação.

Mas você tem um tópico no seu programa que fala em time vencedor. Como vai ser, você prevê o Corinthians sem títulos por um período para colocar as finanças em ordem?

Não existe isso, haja vista que os últimos três campeonatos nos ganhamos com time medíocre. O Corinthians tem uma força inexplicável. E outra, time de futebol não se faz só com contratações de peso. O Corinthians foi campeão em 2012 (venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes) com um time, entre aspas, medíocre, no sentido que ninguém o conhecia (nota do blog: esses títulos foram conquistados na gestão de Mário Gobbi, também candidato na próxima eleição). Todo mundo se destacou e era para ser vendido por milhões, mas foi vendido por mixaria. Nós fizemos esses jogadores. Ninguém conhecia Ralf, Paulinho, o prório Renato Augusto não tinha tanta valorização, o Cássio era reserva do Júlio César, o Alessandro era um jogador normal, o Chicão ninguém conhecia. Enfim, Jorge Henrique só jogou no Corinthians, mas se enquadrou num esquema tático, num planejamento de futuro do Corinthians. E é o que nós vamos fazer. Nós não vamos buscar jogadores baratos, vamos buscar jogadores de qualidade. O time se faz no vestiário, disso eu conheço um pouco. Todos nós sabemos que, se não tiver vestiário, não tem time, pode ser o melhor time do mundo.

Seu programa fala em respeitar o corintiano. O que isso significa?

Nós vamos trazer o Corinthians de volta para o corintiano. De que forma nós vamos respeitar o torcedor? Dando estrutura pra ele, com ingresso mais barato, com congelamento de preços. Vamos ter um congelamento anual de preços, um preço único de janeiro a janeiro. Com isso nós vamos ganhar na parte de Fiel Torcedor. Nós temos um projeto nacional de Fiel Torcedor (programa de sócio-torcedor), com o qual vamos triplicar a receita com o Fiel Torcedor. Com estádio cheio, a gente consegue um patrocinador master melhor, a gente consegue exigir um pouco mais da televisão. Então vamos respeitar o Fiel Torcedor em todos os sentidos.

Sei que isso depende de mudança estatutária, do conselho, mas você pretende dar direito a voto para o sócio do Fiel Torcedor?

Nossa intenção é essa. Não todos eles. Mas a gente quer, já no próximo ano, entrar com um projeto de estatuto da seguinte forma: o Fiel Torcedor que tem mais pontuação, mais antigo, trazer ele para o clube, para ele ser sócio do clube. Não adianta o Fiel Torcedor ficar longe do clube, porque senão ele não sabe o que acontece dentro do clube, ele nunca vai saber o que acontece na parte de administração, ele vai estar votando por resultado.

Como você vai triplicar o número de sócios do Fiel Torcedor?

A partir do momento em que você tem um ingresso congelado, a partir do momento em que você tem o preço do ingresso congelado,automaticamente a pessoa vai ter que ficar sócia do Fiel Torcedor para ter direito a esses benefícios. É aí que ele vai aumentar. E outra, nossa intenção não é que (o sócio-torcedor) pague antecipadamente (os ingressos). É pagar no dia a dia para dar chance para outros irem nos jogos também. Por exemplo, a torcida organizada (setor norte da Arena Corinthians), tem o melhor preço do mundo: R$ 24. A parte sul tem a mesma visibilidade, então tem que ter o mesmo preço (nota do blog: por pedido das organizadas, o setor norte não tem cadeiras). Nas partes leste e oeste vamos abaixar o custo.

O que você propõe é manter o preço do setor norte e reduzir em todos os outros setores? A ideia é cobrar menos, mas ter uma média de público maior?

Isso. Vamos ter um projeto legal para as cativas. A maioria das pessoas da cativa compra o ingresso (para garantir pontos no programa de benefícios), mas não  vai. Aí você fica com ela vazia. Qual é o nosso projeto. Vamos supor, a pessoa compra uma cativa, R$ 100 o ingresso de um jogo, um dia, dois dias antes da partida, se ela resolver que não vai no jogo, eu recoloco esse ingresso na bilheteria pra vender e devolvo  pra ela 40% do valor. O clube ainda tem um lucro de 60%  com o ingresso dele.

 

Saiba o que os postulantes à presidência do SPFC pensam para o futebol

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O blog ouviu o candidato à presidência do São Paulo, Júlio Casares, que tem o apoio da situação, e os três pré-candidatos da oposição, Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros, sobre o que eles pensam para o futebol do clube. Veja abaixo o que disse cada um.

Júlio Casares

“Vamos mudar a dinâmica do futebol. Vamos ter um diretor executivo que venha do mercado, porém, ele não vai ter um salário astronômico, a não ser na composição de fixo e variável, meritocracia. Na nossa gestão, o diretor vai poder ganhar (quantia em) três dígitos, só que ele vai ter que ter um plano de metas para chegar em três dígitos. Ele não pode ganhar três dígitos no conforto e só ficar chateado quando contrata errado, quando perde. A composição da remuneração vai ter legado esportivo, que é conquista, performance, e legado financeiro. Legado financeiro entra, primeiro, quando você promove jogador com sucesso da base. Quando você vende bem, foi um produto que o futebol cultivou, ele (executivo) também vai ter um percentual, é a consultoria que está nos ajudando que vai definir quanto. Quando ele compra bem, também ele vai ter um handicap bom na avaliação da remuneração variável. Então, em primeiro lugar o legado esportivo, mas também vai ter o legado financeiro. No frigir dos ovos, ele trouxe um jogador em final de carreira, mas ele trouxe um campeonato, ele já cumpriu um item importante do seu variável. Se ele revelar, comprar bem, vender bem, ele vai ganhar mais. Eu vou ficar feliz se o cara ganhar três dígitos porque o São Paulo vai ficar feliz. O executivo ficar contrariado quando o time perde não basta pra gente.  A cada 90 dias vamos avaliar as metas. Se ele estiver abaixo da meta, vamos acender o sinal amarelo, falar: ‘você tem que correr atrás’, mas, claro, vamos fechar a avaliação em um ano. Essa é a primeira ação estrutural. Outra ação estrutural eu chamo de hierarquização das contratações. Hoje, como as pessoas contratam? Hoje, às vezes, o diretor quer, vai para o avaliador de desempenho… Então, nós vamos ter uma hierarquização. Primeiro, quem tem que apresentar a necessidade de contratação é o técnico. Vou montar o CAF (Comitê Avançado de Futebol), com a figura de um ex-jogador ou ex-técnico, figura de um especialista financeiro, uma pessoa com visão médica, clínica e fisiológica. Quando isso vem para para o CAF, e eu vou participar como presidente, a gente pergunta: ‘esse jogador que você quer vem para compor elenco ou para ser titular?’ Se ele falar que é pra compor elenco, nós vamos fazer uma avaliação prioritária da base. A base tem que ter um jogador pronto para compor elenco. Porque, se não estiver pronto para compor elenco, a base tem que ser questionada. Se você contrata um jogador para compor elenco e ele não dá certo, você gasta e pode inibir o aparecimento de alguém bom da base. Esse comitê vai avaliar a vida pregressa do jogador que o técnico quer, se ele é ‘chinelinho’ ou não, como ele jogou, qual o estado de saúde dele, qual a idade, porque a idade vai determinar o tempo de contrato. Então, se não acharmos na base o jogador que o técnico quer para compor elenco, vamos procurar no mercado dentro de uma responsabilidade financeira. Então, como vamos compor isso com responsabilidade financeira? Vamos ter jogadores cascudos, jogadores da base e também algumas estrelas. O que não pode é contratar cinco ou seis jogadores numa faixa muito alta de salário. Mas você pode ter dois e mais um com salário intermediário. Depois você mescla com um time competitivo e que tenha a base também”.

Marco Aurélio Cunha

“O presidente não pode só sentar na cadeira, contratar jogadores que agradam a torcida e achar que está tudo bem. Se fizer isso, nós vamos continuar gastando e não ganhando de ninguém. Temos que pensar na estrutura do time. Não é só contratar o ídolo. O time precisa dos carregadores de piano também. Na nossa história, fomos campeões com participações importantes de jogadores que carregavam o piano, como Pintado, Ronaldão, Lugano… E isso passa pelo executivo de futebol, que precisa ter essa visão de estrutura de time, de equilíbrio”.

Roberto Natel

“Acho que o próximo presidente, a primeira coisa, ele vai ter que focar na dívida. E usar a base, vai ter que mesclar mesmo. Ter dois ou três jogadores para dar confiança para os garotos, é por aí. Acho que não tem muito como fugir disso. Nenhum dos candidatos pode dizer que tem uma mágica. A mágica é ter coerência, refletir bem, porque o problema do São Paulo é a grande dívida que vai ficar, e usar, sim Cotia, a equipe de base, e ir mesclando com alguns jogadores que não sejam aquela fábula de dinheiro que hoje o São Paulo gasta com salários. Você trazer um Daniel Alves para fazer aquela parte psicológica que traz para os garotos uma confiança muito grande, aí tudo bem. Agora, você trazer vários, é o que acontece com o São Paulo hoje. O São Paulo está com uma dívida muito grande por falta de um planejamento.

Sylvio de Barros

“Minha filosofia não é do futebol, é do São Paulo Futebol Clube. Você tem um problema, por má gestão, por tudo o que aconteceu, tem um problema de déficit financeiro muito alto. Então, temos que achar uma fórmula para contornar esse problema e, de uma forma ou de outra colocar o clube em ordem. Na nossa opinião, primeiro temos que fazer uma comunicação, conversar diretamente com nossos credores, saber o que é possível fazer, saber de que forma podemos ordenar nossas necessidades. Ter uma conversa coma a torcida, ter uma conversa com os jogadores. Dessas conversas, vai sair um plano que seja viável para o clube e para todos que o rodeiam. Os artistas têm que ser ouvidos. A torcida tem que ser ouvida. Então, é uma forma de você achar o caminho. A ideia é criar um grupo grande de apoio para que, juntos, a gente possa reorganizar o São Paulo

Entenda crise na oposição do SPFC após anúncio de filho de ex-presidente

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O movimento que pode colocar o filho do ex-presidente do São Paulo Marcelo Portugal Gouvêa na presidência do Conselho Deliberativo do clube gerou estresse na oposição e esvaziou a convenção do grupo para escolher o candidato à presidência do órgão na eleição de dezembro. O processo que culminou com a candidatura de Marcelinho Portugal Gouvêa foi visto como uma virada de mesa por parte dos opositores e provocou a saída dos outros dois pré-candidatos.

Inicialmente, José Carlos Ferreira Alves, José Roberto Ópice Blum e Homero Bellintani Filho, o Homerinho participariam da convenção. A crise começou depois de Alves retirar seu nome da disputa alegando que teria dificuldades para conciliar o eventual cargo com seu trabalho como desembargador. Os outros dois candidatos entenderam que a disputa estava fechada entre eles. Mas foram surpreendidos com o anúncio de que o filho do ex-presidente decidiu participar da convenção, ainda sem data marcada. O evento também vai definir quem será o candidato da oposição. Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Sylvio de Barros estão no páreo. Júlio Casares é o candidato que tem o apoio do presidente Leco.

O blog apurou que Homerinho entendeu não ser justo o lançamento da candidatura de Marcelinho aos “45 minutos do segundo tempo”, se sentiu sem respaldo da coordenação da coligação de oposição e se retirou da disputa. Na última quinta (25), foi a vez de Blum fazer o mesmo por, segundo apuração da reportagem, não ter concordado com a forma com que foi conduzido o processo que alçou o filho do ex-presidente à condição de pré-candidato.

Homerinho acreditava que teria o apoio de Alves na convenção. Já Marcelinho diz que decidiu se candidatar depois de o desembargador desistir e perguntar se ele teria interesse em tentar o posto.

“Retirei minha candidatura para não rachar o grupo. Penso que seriam muitos nomes concorrendo na convenção, talvez não fosse escolhido o melhor nome para ganhar a eleição. Posso garantir que a eleição para a presidência do conselho (antes da entrada de Marcelinho na disputa) estava ganha. Agora não sei mais”, disse Homerinho, antes de saber da desistência de Blum. “Estou magoado”, completou ele, referindo-se ao que entende ter sido de falta de respaldo de parte da coalisão. O ex-pré-candidato diz que agora se considera neutro na política tricolor, como antes de entrar na coalizão oposicionista. “Vou votar em que eu achar melhor para o São Paulo”, declarou.

Marcelinho afirmou ao blog não ver problemas em relação à sua pré-candidatura. “O processo de convenção é muito democrático. Acho que todo mundo que tem a intenção de se tornar candidato da oposição deve concorrer. Se a pessoa não tem a intenção de concorrer e retira seu nome da disputa, claro, cada um tem seus motivos particulares, mas eu estou num sistema democrático, disputando a convenção e há a disposição de disputar com qualquer nome que surja”, afirmou o filho do ex-presidente tricolor.

Antes de ser pré-candidato, ele apoiava Alves na candidatura, mas que quando sua possível pré-candidatura foi colocada em pauta passou a ter incentivo de vários conselheiros e entendeu ser natural sua entrada na convenção. Ele também afirmou ter procurado Homerinho antes de lançar sua pré-candidatura. “Liguei para ele antes de decidir pela minha candidatura. Liguei quando começaram a surgir as primeira conversas. Perguntei o que ele achava, falei com ele por duas vezes de uma forma são-paulina. Ele é um excelente nome, já prestou muitos serviços para a instituição, continua prestando até hoje. Um cara que respeito muito, então o Homero foi um dos primeiros a saber que eu teria a intenção de concorrer. Conversamos duas vezes. Na segunda, ele deu a entender que, eu concorrendo, ele desistiria. Eu o incentivei a concorrer, mas ele optou por desistir. Com o Blum não falei ainda, mas estou aberto a falar com qualquer conselheiro do São Paulo, de qualquer lado político”, disse Marcelinho na última sexta (26).

Por mensagem pelo celular, Blum afirmou que não daria entrevista. O conselheiro apenas confirmou que havia retirado seu nome da convenção para definir o candidato oposicionista à presidência do conselho. A situação lançou o nome de Olten Ayres de Abreu Júnior.

Dois opositores ouvidos pelo blog acreditam que a crise deve ter mais desdobramentos na oposição. Situacionistas comemoram o episódio como uma fratura precoce no time adversário. Historicamente, é importante nos clubes o presidente da agremiação ter no comando do Conselho Deliberativo um aliado político.

Veja como possíveis candidatos planejam estancar déficit do Corinthians

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Por conta do déficit de R$ 177 milhões apresentando pelo clube em seu balanço de 2019, a redução de gastos ganhou ainda mais importância na eleição para a presidência do Corinthians, prevista para 28 de novembro.

Nesse cenário, o blog procurou os possíveis postulantes ao cargo para falar sobre o tema.

A mesma pergunta foi enviada para Augusto Melo, que já anunciou sua pré-candidatura, e para os possíveis candidatos Mário Gobbi, ex-presidente, e Paulo Garcia. Apenas Garcia não enviou resposta até a publicação deste post. Abaixo, confira a pergunta e as respostas.

Blog do Perrone – Quais as três primeiras medidas que você vai tomar para reduzir o déficit anual do Corinthians, se for eleito?

Augusto Melo –  Teremos um conjunto de ações que irão auxiliar na redução do endividamento do clube. No período de transição vamos fazer um escaneamento de todo o Corinthians para conhecer quais são as dívidas e despesas que o clube tem. A partir dessa análise tomaremos três medidas imediatas:

1 – Não gastar mais do que arrecada. A partir da aplicação de um sistema de controle interno, com a implantação do compliance, teremos um planejamento pensado na eficiência das operações. Isso vai nos permitir diminuir gastos para adequar os custos do clube ao real orçamento disponível. Iremos rever todos os contratos de serviço e profissionalizar os departamentos. Hoje o Corinthians gasta muito e mal.
2 – Redução da quantidade de jogadores do time profissional. Não é possível ter um excesso de contratados que não são utilizados nos jogos. Essa prática é nociva ao clube e gera um gasto com folha de pagamento desnecessário para o Corinthians. É preciso contratar com qualidade e não quantidade.
3 – Rever os contratos de todos os jogadores emprestados, que não trazem mais produtividade e ganho esportivo para o clube, para diminuir a folha de pagamento, que hoje gira em torno de R$ 13 milhões por mês.

Mário Gobbi – Ressalto que ainda não decidi sobre minha candidatura, sigo em fase cada vez mais intensa de estudos. Para as questões de finanças, meu consultor tem sido o professor doutor Oscar Malvessi, quem pedi para responder suas questões:

1- Saneamento financeiro com reestruturação geral nos gastos e estrutura operacional do clube;
2- renegociação dos contratos, financiamentos e dívidas;
3- revisão das contratações, ampliação das alternativas de receitas e novo sistema de comunicação com os associados e “stakeholders” do clube.

 

Projeto de candidatura de Gobbi avança no Corinthians, mas tem obstáculos

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Faz praticamente dois anos que aliados do ex-presidente corintiano Mário Gobbi iniciaram um projeto para tentar convencê-lo a disputar a próxima eleição presidencial no clube, prevista para novembro.

Entre o final do ano passado e o início de 2020 o movimento ganhou o corpo. Porém, a situação é complexa. A candidatura depende da combinação de uma série de fatores.

Gobbi tem se reunido com membros de diversos grupos políticos oposicionistas. Nesses encontros ele disse que topa ser candidato se houver o apoio dessas correntes sem a negociação de cargos. Caso eleito, Gobbi ficaria livre para fazer suas escolhas.

Nem todos aceitam bem essa exigência. Há quem entenda não fazer sentido trabalhar por um candidato sem a garantia de ter uma participação ativa na administração.

Outro entrave é a já anunciada candidatura de Augusto Melo, o Tio, como opositor.

Entre os conselheiros  procurados por Gobbi está o ex-candidato oposicionista Antônio Roque Citadini. Ele explicou ao ex-presidente que já se comprometeu a ajudar na campanha de Melo, que fez o mesmo por Roque na última eleição. Em tese, a manutenção dessas duas candidaturas e o eventual surgimento de outras enfraqueceriam a oposição.

Só que na ala que combate o grupo de Andrés Sanchez há mais tempo existem conselheiros que enxergam Gobbi apenas como mais um elo da enferrujada corrente situacionista que se quebrou e originou novos grupos.

 Nesse núcleo, há certa resistência a abraçar o ex-presidente como legítimo opositor.

Antes de Gobbi movimentar suas peças, integrantes da velha guarda oposicionista, como o Romeu Tuma Júnior e Osmar Stábile, ex-candidatos à presidência, já trabalhavam num plano de administração que agradasse às diferentes alas oposicionistas. O objetivo é lançar candidato único contra a situação.

Aliados do ex-presidente admitem longe dos microfones que o carimbo de “ex-andresista” precisa ser apagado de Gobbi para a empreitada dar certo.

A ideia é montar uma chapa com nomes reconhecidamente antagônicos ao atual presidente, investir em projetos de compliance e adotar um discurso fortemente oposicionista.

Além de Citadini, Tuma, Stábile e Felipe Ezabella estão entre os nomes que já se reuniram com Gobbi.

 Ezabella, outro ex-candidato à  presidência e que esteve ao lado de Gobbi no apoio a Andrés na primeira gestão do cartola no Corinthians, deixa claro ver com bons olhos uma eventual candidatura do ex-presidente.

Caso seja candidato, Gobbi pretende levar em consideração estudos feitos pelo atual grupo de Ezabella. Ambos devem voltar a ser encontrar nesta terça-feira (3).

Nas conversas,  aliados de Gobbi têm dito que a oposição precisa se unir para vencer a eleição e provocar uma série de mudanças na gestão do do clube. Ele tem falado em retrocesso nos últimos anos e cita os distanciamentos financeiro e no futebol do alvinegro em relação ao Flamengo como exemplo.

‘Não dá para o Corinthians ter fama de devedor’, diz candidato de oposição

Leia o post original por Perrone

Augusto Melo, ex-diretor das categorias de base do Corinthians durante a gestão de Roberto de Andrade, vai lançar a sua candidatura à presidência do clube no próximo sábado.

Ex-membro do grupo político do atual presidente, Andrés Sanchez, ele concorrerá como opositor.

A votação acontece em novembro. Oficialmente, as inscrições para o pleito ainda não estão abertas.

Abaixo, leia entrevista exclusiva concedida pelo candidato ao blog.

Blog do Perrone – Você fez parte do grupo político do Andrés, foi diretor das categorias de base do Roberto de Andrade. O que fez você divergir desse grupo que continua no poder?

Augusto Melo – O trabalho que nós fizemos na base foi um trabalho de excelência, nós ganhamos todos os títulos que você imagina na gestão. Dali pra frente, a gente não concordou com algumas coisas que estavam acontecendo. Foi quando a gente acabou se desligando. Foi na época  da tentativa de impeachment do Roberto, a gente acabou preferindo tomar outro rumo.

Blog – Você pode dar mais exemplos de que exatamente você discordou?

Augusto – Eu não concordava com a maneira como era dirigida a base, com a forma que as coisas aconteciam e acabei me desligando.

Blog – O que mais te preocupa hoje no Corinthians?

Augusto – A gestão.

Blog – Por que, você acha que é uma gestão que não se preocupa com as dívidas do clube?

Augusto – É mais a parte de credibilidade, o Corinthians hoje não tem credibilidade, é o que mais preocupa. Acho que o que a gente deveria levar para o Corinthians agora é mais credibilidade.

Blog – E como fazer isso?

Augusto – Com uma gestão nova, com mais transparência, com indicação de gente séria. É o que eu falo, o Corinthians hoje tem quatro pilares muito importantes que são: a parte administrativa, finanças, marketing e o jurídico. Acho que esses são os pilares dos quais o Corinthians depende.

Blog – Então você começaria a sua gestão fortalecendo esses pilares.

Augusto – Sim. O Corinthians tem uma das marcas mais fortes desse país, não dá para você ficar com fama de devedor.

Blog – Mas você tem um problema prático aí. O Corinthians tem a dívida do estádio, o clube gasta mais do que arrecada e tem um passivo relativo a dívidas trabalhistas grande. Como equacionar tudo isso para fazer essa transformação e deixar de ter a fama de devedor?

Augusto -Na verdade, a gente só vai ter a certeza disso depois que a gente sentar lá. A gente só vai ter uma certeza depois que abrir tudo. Hoje, a gente não consegue entender nada, saber qual a real dívida, o que realmente acontece .

Blog – A saída passa por parcerias?

Augusto – Acho que a saída vai ser essa: credibilidade.

Blog – Como você avalia a questão dos “naming rights” da arena. É um produto vendável ainda, é muito difícil de vender, como você classifica?

Augusto – É complicado falar, está enperrado há tanto tempo. Mas, acredito que com uma nova gestão, é possíve, sim. Tudo vai depender do momento, como vai estar o próprio time de futebol no momento, é uma coisa que a gente só vai poder comentar quando sentar lá.

Blog – Se você ganhar, qual a primeira medida que pretende tomar?

Augusto – Avaliar todas essas contas, levantar todos os problemas que vêm acontecendo.

Blog – Hoje se comenta muito sobre clube-empresa. Você tem uma ideia formada sobre o assunto, especificamente em relação ao Corinthians?

Augusto – Hoje, em relação ao Corinthians, eu sou contra.

Blog – Por quê?

Augusto – Porque acho que o Corinthians tem pessoas capacitadas, sérias, honestas, que podem entrar, fazer um bom trabalho e, aí, sim, valorizar [o clube].

Blog – como você imagina uma montagem de elenco neste cenário de dificuldade financeira?

Augusto – Claro que existem adaptações a serem feitas. O Corinthians precise ter um elenco muito mais enxuto e dinâmico. Temos que entender e rever algumas contratações.

Blog – Você é um especialista em base do Corinthians . O que o clube precisa na base?

Augusto – Investir muito, investir de maneira que estimule o desenvolvimento de nossos talentos. E aqui eu conheço, você sabe, trabalhei bastante, a nossa gestão foi um sucesso. E não é investir em contratar jogador de base, é investir na formação deles. Desde o sub-9, sub-10, sub-11. Dar oportunidade para aquele pai que leva o filho lá na porta para fazer avaliação. Montar estrutura para essa garotada, acho que é isso que a gente está precisando no momento. Não contratar, como vem contratando, jogadores de baciada para a base.

Blog – Hoje, você diria que o grupo renovação e transparência, principalmente na figura do Andrés, a maneira como ele desenvolve seu trabalho no clube, é uma grande decepção para você?

Augusto – Na verdade, rapaz, tudo é um ciclo, acho que já se encerrou. São 12 anos no poder. Eu acho que já fizeram muita coisa boa no passado, mas acho que agora ele já chegou no limite.

Blog – Você chegou a conversar com outros líderes de oposição? Acha que é inviável uma chapa única de oposição na eleição?

Augusto A união é muito válida, a gente está aberto a todas as conversas. Já conversei com algumas lideranças. É lógico que se tiver uma chapa única é melhor para todo mundo. A gente está aceitando conversas, não tem problema nenhum.

Blog – Não é inviável uma chapa única de oposição no clube hoje?

Augusto – Não digo isso, acho que pode acontecer, sim. Mesmo porque muitos não estão querendo participar, estão querendo nos apoiar. Acho possível a chapa única, e a gente vem bem forte, pode ter certeza

Justiça manda Peres pagar dívida por festa da vitória. Cartola nega calote

Leia o post original por Perrone

José Carlos Peres foi condenado em primeira instância a pagar R$ 7.750, com correção monetária, referentes à conta em um bar na festa de sua vitória na eleição para presidente do Santos em 9 de dezembro de 2017. Ele também terá que arcar com juros de 1% ao mês a partir do momento de sua citação.

A ação foi movida por Básico Comércio de Alimentos. De acordo com a acusação, metade da despesa teria sido paga por Orlando Rollo, eleito como vice, mas que está rompido com  o presidente e licenciado do cargo.

Procurado pelo blog, Peres disse que vai recorrer da decisão, tomada na última quinta (7) pelo juiz Cláudio Teixeira Villar da 2ª Vara Cível de Santos. “Não fui eu que contratei a festa. Fui convidado quando já estava indo embora. Fiquei por volta de 40 minutos e fui embora. Os reais contratantes pagaram a metade e deixaram para eu pagar a outra metade. Não sou desonesto”, afirmou o presidente santista.

Por sua vez, Rollo contestou a versão do desafeto. “Paguei a minha parte à época. Ele que cumpra a decisão judicial e pague a dele. Coitado do comerciante que tomou calote”, disse Rollo. Ele também afirmou que “todos” contrataram a festa em comum acordo.

Na ação inicial do processo, um dos sócios do bar, Sidney Garcia, conselheiro santista e integrante da chapa vitoriosa. ofereceu a casa para a confraternização. Segundo sua versão, Peres e Rollo aceitaram a oferta e ficou acordado que ambos dividiriam as despesas. “Cabe informar que o valor gasto foi de R$ 15.500. O candidato a vice-presidente, Orlando Rollo, acertou sua parte logo ao final do evento, cumprindo com o combinado”, diz trecho da peça de acusação. O sócio do bar alega que tentou receber a outra metade de maneira amigável antes de acionar a Justiça, mas não obteve sucesso.

Com Eder Traskini, colaboração para o UOL, em Santos