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Projeto de candidatura de Gobbi avança no Corinthians, mas tem obstáculos

Leia o post original por Perrone

Faz praticamente dois anos que aliados do ex-presidente corintiano Mário Gobbi iniciaram um projeto para tentar convencê-lo a disputar a próxima eleição presidencial no clube, prevista para novembro.

Entre o final do ano passado e o início de 2020 o movimento ganhou o corpo. Porém, a situação é complexa. A candidatura depende da combinação de uma série de fatores.

Gobbi tem se reunido com membros de diversos grupos políticos oposicionistas. Nesses encontros ele disse que topa ser candidato se houver o apoio dessas correntes sem a negociação de cargos. Caso eleito, Gobbi ficaria livre para fazer suas escolhas.

Nem todos aceitam bem essa exigência. Há quem entenda não fazer sentido trabalhar por um candidato sem a garantia de ter uma participação ativa na administração.

Outro entrave é a já anunciada candidatura de Augusto Melo, o Tio, como opositor.

Entre os conselheiros  procurados por Gobbi está o ex-candidato oposicionista Antônio Roque Citadini. Ele explicou ao ex-presidente que já se comprometeu a ajudar na campanha de Melo, que fez o mesmo por Roque na última eleição. Em tese, a manutenção dessas duas candidaturas e o eventual surgimento de outras enfraqueceriam a oposição.

Só que na ala que combate o grupo de Andrés Sanchez há mais tempo existem conselheiros que enxergam Gobbi apenas como mais um elo da enferrujada corrente situacionista que se quebrou e originou novos grupos.

 Nesse núcleo, há certa resistência a abraçar o ex-presidente como legítimo opositor.

Antes de Gobbi movimentar suas peças, integrantes da velha guarda oposicionista, como o Romeu Tuma Júnior e Osmar Stábile, ex-candidatos à presidência, já trabalhavam num plano de administração que agradasse às diferentes alas oposicionistas. O objetivo é lançar candidato único contra a situação.

Aliados do ex-presidente admitem longe dos microfones que o carimbo de “ex-andresista” precisa ser apagado de Gobbi para a empreitada dar certo.

A ideia é montar uma chapa com nomes reconhecidamente antagônicos ao atual presidente, investir em projetos de compliance e adotar um discurso fortemente oposicionista.

Além de Citadini, Tuma, Stábile e Felipe Ezabella estão entre os nomes que já se reuniram com Gobbi.

 Ezabella, outro ex-candidato à  presidência e que esteve ao lado de Gobbi no apoio a Andrés na primeira gestão do cartola no Corinthians, deixa claro ver com bons olhos uma eventual candidatura do ex-presidente.

Caso seja candidato, Gobbi pretende levar em consideração estudos feitos pelo atual grupo de Ezabella. Ambos devem voltar a ser encontrar nesta terça-feira (3).

Nas conversas,  aliados de Gobbi têm dito que a oposição precisa se unir para vencer a eleição e provocar uma série de mudanças na gestão do do clube. Ele tem falado em retrocesso nos últimos anos e cita os distanciamentos financeiro e no futebol do alvinegro em relação ao Flamengo como exemplo.

‘Não dá para o Corinthians ter fama de devedor’, diz candidato de oposição

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Augusto Melo, ex-diretor das categorias de base do Corinthians durante a gestão de Roberto de Andrade, vai lançar a sua candidatura à presidência do clube no próximo sábado.

Ex-membro do grupo político do atual presidente, Andrés Sanchez, ele concorrerá como opositor.

A votação acontece em novembro. Oficialmente, as inscrições para o pleito ainda não estão abertas.

Abaixo, leia entrevista exclusiva concedida pelo candidato ao blog.

Blog do Perrone – Você fez parte do grupo político do Andrés, foi diretor das categorias de base do Roberto de Andrade. O que fez você divergir desse grupo que continua no poder?

Augusto Melo – O trabalho que nós fizemos na base foi um trabalho de excelência, nós ganhamos todos os títulos que você imagina na gestão. Dali pra frente, a gente não concordou com algumas coisas que estavam acontecendo. Foi quando a gente acabou se desligando. Foi na época  da tentativa de impeachment do Roberto, a gente acabou preferindo tomar outro rumo.

Blog – Você pode dar mais exemplos de que exatamente você discordou?

Augusto – Eu não concordava com a maneira como era dirigida a base, com a forma que as coisas aconteciam e acabei me desligando.

Blog – O que mais te preocupa hoje no Corinthians?

Augusto – A gestão.

Blog – Por que, você acha que é uma gestão que não se preocupa com as dívidas do clube?

Augusto – É mais a parte de credibilidade, o Corinthians hoje não tem credibilidade, é o que mais preocupa. Acho que o que a gente deveria levar para o Corinthians agora é mais credibilidade.

Blog – E como fazer isso?

Augusto – Com uma gestão nova, com mais transparência, com indicação de gente séria. É o que eu falo, o Corinthians hoje tem quatro pilares muito importantes que são: a parte administrativa, finanças, marketing e o jurídico. Acho que esses são os pilares dos quais o Corinthians depende.

Blog – Então você começaria a sua gestão fortalecendo esses pilares.

Augusto – Sim. O Corinthians tem uma das marcas mais fortes desse país, não dá para você ficar com fama de devedor.

Blog – Mas você tem um problema prático aí. O Corinthians tem a dívida do estádio, o clube gasta mais do que arrecada e tem um passivo relativo a dívidas trabalhistas grande. Como equacionar tudo isso para fazer essa transformação e deixar de ter a fama de devedor?

Augusto -Na verdade, a gente só vai ter a certeza disso depois que a gente sentar lá. A gente só vai ter uma certeza depois que abrir tudo. Hoje, a gente não consegue entender nada, saber qual a real dívida, o que realmente acontece .

Blog – A saída passa por parcerias?

Augusto – Acho que a saída vai ser essa: credibilidade.

Blog – Como você avalia a questão dos “naming rights” da arena. É um produto vendável ainda, é muito difícil de vender, como você classifica?

Augusto – É complicado falar, está enperrado há tanto tempo. Mas, acredito que com uma nova gestão, é possíve, sim. Tudo vai depender do momento, como vai estar o próprio time de futebol no momento, é uma coisa que a gente só vai poder comentar quando sentar lá.

Blog – Se você ganhar, qual a primeira medida que pretende tomar?

Augusto – Avaliar todas essas contas, levantar todos os problemas que vêm acontecendo.

Blog – Hoje se comenta muito sobre clube-empresa. Você tem uma ideia formada sobre o assunto, especificamente em relação ao Corinthians?

Augusto – Hoje, em relação ao Corinthians, eu sou contra.

Blog – Por quê?

Augusto – Porque acho que o Corinthians tem pessoas capacitadas, sérias, honestas, que podem entrar, fazer um bom trabalho e, aí, sim, valorizar [o clube].

Blog – como você imagina uma montagem de elenco neste cenário de dificuldade financeira?

Augusto – Claro que existem adaptações a serem feitas. O Corinthians precise ter um elenco muito mais enxuto e dinâmico. Temos que entender e rever algumas contratações.

Blog – Você é um especialista em base do Corinthians . O que o clube precisa na base?

Augusto – Investir muito, investir de maneira que estimule o desenvolvimento de nossos talentos. E aqui eu conheço, você sabe, trabalhei bastante, a nossa gestão foi um sucesso. E não é investir em contratar jogador de base, é investir na formação deles. Desde o sub-9, sub-10, sub-11. Dar oportunidade para aquele pai que leva o filho lá na porta para fazer avaliação. Montar estrutura para essa garotada, acho que é isso que a gente está precisando no momento. Não contratar, como vem contratando, jogadores de baciada para a base.

Blog – Hoje, você diria que o grupo renovação e transparência, principalmente na figura do Andrés, a maneira como ele desenvolve seu trabalho no clube, é uma grande decepção para você?

Augusto – Na verdade, rapaz, tudo é um ciclo, acho que já se encerrou. São 12 anos no poder. Eu acho que já fizeram muita coisa boa no passado, mas acho que agora ele já chegou no limite.

Blog – Você chegou a conversar com outros líderes de oposição? Acha que é inviável uma chapa única de oposição na eleição?

Augusto A união é muito válida, a gente está aberto a todas as conversas. Já conversei com algumas lideranças. É lógico que se tiver uma chapa única é melhor para todo mundo. A gente está aceitando conversas, não tem problema nenhum.

Blog – Não é inviável uma chapa única de oposição no clube hoje?

Augusto – Não digo isso, acho que pode acontecer, sim. Mesmo porque muitos não estão querendo participar, estão querendo nos apoiar. Acho possível a chapa única, e a gente vem bem forte, pode ter certeza

Justiça manda Peres pagar dívida por festa da vitória. Cartola nega calote

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José Carlos Peres foi condenado em primeira instância a pagar R$ 7.750, com correção monetária, referentes à conta em um bar na festa de sua vitória na eleição para presidente do Santos em 9 de dezembro de 2017. Ele também terá que arcar com juros de 1% ao mês a partir do momento de sua citação.

A ação foi movida por Básico Comércio de Alimentos. De acordo com a acusação, metade da despesa teria sido paga por Orlando Rollo, eleito como vice, mas que está rompido com  o presidente e licenciado do cargo.

Procurado pelo blog, Peres disse que vai recorrer da decisão, tomada na última quinta (7) pelo juiz Cláudio Teixeira Villar da 2ª Vara Cível de Santos. “Não fui eu que contratei a festa. Fui convidado quando já estava indo embora. Fiquei por volta de 40 minutos e fui embora. Os reais contratantes pagaram a metade e deixaram para eu pagar a outra metade. Não sou desonesto”, afirmou o presidente santista.

Por sua vez, Rollo contestou a versão do desafeto. “Paguei a minha parte à época. Ele que cumpra a decisão judicial e pague a dele. Coitado do comerciante que tomou calote”, disse Rollo. Ele também afirmou que “todos” contrataram a festa em comum acordo.

Na ação inicial do processo, um dos sócios do bar, Sidney Garcia, conselheiro santista e integrante da chapa vitoriosa. ofereceu a casa para a confraternização. Segundo sua versão, Peres e Rollo aceitaram a oferta e ficou acordado que ambos dividiriam as despesas. “Cabe informar que o valor gasto foi de R$ 15.500. O candidato a vice-presidente, Orlando Rollo, acertou sua parte logo ao final do evento, cumprindo com o combinado”, diz trecho da peça de acusação. O sócio do bar alega que tentou receber a outra metade de maneira amigável antes de acionar a Justiça, mas não obteve sucesso.

Com Eder Traskini, colaboração para o UOL, em Santos

Justiça nega pedido de Leila para receber indenização de vices do Palmeiras

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Decisão da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou improcedente ação na qual Leila Pereira pedia indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil dos três vice-presidentes do Palmeiras que assinaram nota de repúdio contra entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. O pedido era para que cada um pagasse R$ 100 mil.

A dona da Crefisa e do Centro Universitário das Américas, ao lado de seu marido, José Roberto Lamacchia, e conselheira do clube, ainda pode recorrer já que a sentença, assinada no último dia 23, foi dada em primeira instância.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila afirmou ao blog que irá recorrer.

Os vices Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli emitiram nota de repúdio após Leila indicar na entrevista que não renovaria contrato de patrocínio com o alviverde caso uma “pessoa inimiga” vencesse a eleição presidencial no clube.

A empresária entendeu que sua honra foi atacada nas críticas feitas pelo trio no documento. No entanto, o juiz Miguel Ferrari Júnior avaliou que os vices não cometeram crime. Segundo ele, o trio usou expressões fortes para demonstrar contrariedade com as declarações de Leila, mas sem atacar sua honra.

Os advogados da empresária citaram na ação afirmações feitas pelos cartolas, como sobre ela supostamente coagir e fazer chantagem com os sócios (eleitores) e usar “o revólver do poder econômico” com o objetivo de conquistar votos para a reeleição de Maurício Galiotte. O atual presidente acabou derrotando Genaro na eleição.

“Com efeito, muito embora os réus (vices) tenham utilizado verbos que são empregados em vários tipos penais, no contexto da nota de repúdio divisa-se que eles não tiveram a intenção de imputar à autora (Leila) a prática de qualquer ilícito penal”, escreveu o juiz em sua sentença.

Em outro trecho, ele diz que se mostrou legítima a “insurgência dos réus, que expuseram o seu posicionamento político de franca oposição aos interesses – ainda que legítimos – defendidos pela autora”.

Como de praxe nesses casos, a empresária foi condenada a pagar as despesas processuais e honorários aos advogados dos vencedores fixados em 10% do valor atualizado da causa.

 

Com Bolsonaro, times devem ser pouco ouvidos e ter saia justa com torcidas

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Pouca representatividade no Governo Federal e uma saia justa com torcidas organizadas. Em primeira análise, esse é o cenário desenhado para os clubes brasileiros especializados no futebol com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial brasileira.

Em seu programa do governo, o agora presidente eleito não listou propostas para o futebol. Ele deve incluir o Ministério do Esporte no programa de fusões ministeriais. A tendência é de que a pasta se junte a outras como Educação e Cultura.

A fusão por si só já demonstra que o futebol não terá a relevância dos tempos de Lula e Dilma Rousseff. Por conta da realização da Copa do Mundo, a modalidade ganhou destaque no Governo Federal.

Aldo Rebelo e Orlando Silva, ex-ministros do Esporte no governo petista, mantinham linha direta com dirigentes de clubes brasileiros. Costumavam frequentar os eventos promovidos pelas agremiações. Também sustentavam diálogo com a CBF. Não há expectativa de relação tão estreita agora.

Em termos comparativos, o candidato petista Fernando Haddad planejava liderar a discussão por um calendário unificado para o futebol brasileiro que contemplasse as necessidades dos clubes que não fazem parte das Séries A, B e C.

Em resposta à pergunta feita pelo blog, ainda durante a disputa eleitoral, a assessoria de imprensa da campanha de Haddad afirmou que o futebol seria a grande prioridade do governo em termos de esporte. E que lançaria o Programa de Gestão do Futebol. Por meio dele, o BNDES liberaria recursos para as agremiações que cumprissem metas de eficiência e sustentabilidade financeira, transparência, mecanismos de participação de sócios e torcedores e compromisso social. Os clubes deveriam exigir que entidades de administração, como a CBF, seguissem as regras do programa.

O blog tentou contato pelo canal de comunicação da campanha de Bolsonaro disponível em seu site para falar sobre o mesmo tema, mas não obteve resposta.

Torcidas organizadas

Uma situação delicada que o novo governo deve criar para os dirigentes é a relação com as uniformizadas. Major Olímpio, senador eleito pelo partido de Bolsonaro em São Paulo, pretende extinguir as organizadas.

E elas têm histórico de pressão sobre as diretorias da maioria dos clubes brasileiros. Ou seja, devem pressionar os dirigentes de seus clubes para ajudar a combater a proposta do senador eleito.

Como deputado federal, Olímpio já apresentou projeto para a extinção dessas instituições. No momento, ele aguarda análise na  Comissão de Esporte da Câmara.

Mas o simples fechamento das organizadas foi considerado como ato que fere a constituição no que diz respeito à liberdade de associação. Esse foi o entendimento de deputado federal Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), relator do projeto na Comissão de Segurança Pública e Combate ao crime de organizado.

Ele sugeriu e a comissão aprovou a substituição da redação que previa o fim das torcidas apenas pela volta de um artigo no estatuto do torcedor que havia sido revogado e que facilita punições individuais aos torcedores violentos independentemente de eventuais penalidades às suas torcidas.

Como Major Olímpio é um dos principais apoiadores de Bolsonaro, esse tema deve ser o primeiro ligado ao futebol levantado pelo novo governo.

Assim, a previsão é de uma situação nada confortável para os dirigentes de clubes a partir da posse de Bolsonaro.

Resultado de pleito corintiano ainda pode ser contestado. Depende de sócios

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O Ministério Público de São Paulo não tem dúvida de que o sistema de urnas eletrônicas usado na última eleição vencida por Andrés Sanchez no Corinthians não era seguro.  Para o MP, o método usado apresentava possibilidade de violação.

A promotoria propôs uma transição penal para três representantes da Telemeeting Brasil, responsável pelo sistema utilizado. O caso foi encerrado na esfera criminal mediante o pagamento de “prestação pecunária” e sem cogitar a anulação da votação.

Isso não significa que a eleição não possa ser anulada. Para isso acontecer algum sócio, conselheiro ou candidato que tenha se sentido prejudicado precisa entrar com uma ação na Justiça com esse objetivo e ganhar.

Mas por que o Ministério Público não pediu anulação se tem certeza de que o sistema era vulnerável? Quem respondeu ao blog foi o promotor Paulo Castilho, que recebeu a denúncia inicial e propôs a transição penal.

 “Recebi uma representação criminal relacionada a crime contra o consumidor (artigo 66 do Código do Consumidor). A empresa contratada não prestou o serviço exatamente como contratado. A ação não tratou do resultado da eleição, que é uma questão privada”, disse Castilho.
O artigo citado por ele fala sobre “fazer afirmação falsa ou enganosa ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços”. A previsão é de pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.
“Cabe a algum candidato que tenha se sentido prejudicado ou algum sócio do clube levar o caso agora para a esfera cível. Não vejo segurança jurídica na eleição. Fico triste por ver um dos maiores clubes do Brasil envolvido nessa situação”, completou o promotor.

A Telemeeting mantém a posição de que não houve irregularidade no pleito e afirma que estuda acionar a Justiça para pedir indenizações por injustos ataques que teria sofrido (leia nota completa ao final do post).
Paulo Garcia, segundo colocado na eleição e responsável por levar ao caso ao MP, divulgou mensagem em rede social afirmando que tomou cautela para não prejudicar o Corinthians e pediu a investigação na qualidade de candidto prejudicado. Afirmou ainda que com o desfecho do caso na esfera criminal, irá analisar com seus advogados as medidas que adotará.
Indagado pelo blog se isso significa que ele estuda ir à Justiça para anular a votação, Garcia respondeu: “não sei, vou ver com o advogado o que pode ser feito sem prejuízo ao clube”.
Parte dos conselheiros quer que o presidente do conselho chame a Comissão Eleitoral responsável pela contratação da empresa para dar explicações, coloque em discussão a tentativa de anular o pleito e ainda debata a possibilidade de o clube pedir uma indenização por supostos serviços prestados inadequadamente.
“Não tenho como convocar uma reunião específica para discutir esse assunto. Só posso agir se houver provocação dos conselheiros. Mas não entendo que seja tema para o conselho. O processo está finalizado. Cabe ao pessoal que se sentiu prejudicado tomar as medidas que entender cabíveis. Se a Justiça fizer alguma determinação, nós cumprimos”, afirmou Antônio Goulart, presidente do Conselho Deliberativo do alvinegro.
Deputado federal, colega de Andrés e candidato à reeleição, ele também é aliado do atual presidente corintiano na política do clube.
Miguel Marques e Silva, que presidiu a comissão eleitoral, entende que não é o caso para se anular a eleição. “Não houve fraude. Pode ter havido erro, mas não dolo. Acho que a empresa não deveria ter concordado com a transição penal. Deveria deixar tocar o processo. Quem acusa que prove”, afirmou Silva.
Em nota, a Teleemting sustentou que aceitou a transição por não se tratar “de admissão de culpa” e alegou também “razões econômicas e estigmatização da marca” para tomar tal atitude.
Os pagamentos que os três representantes da empresa se comprometeram a fazer são de R$ 2.862,00, R$ 1.908,00 e R$ 954,00. O dinheiro vai o FUMCAD (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente).
Abaixo, leia na íntegra nota emitida pela Telemeeting sobre o caso.
“A Telemeeting Brasil LTDA vem a público declarar que optou por aceitar um acordo de transação penal proposto pelo Promotor Paulo Castilho para encerrar a discussão na esfera criminal sobre a eleição realizada no Sport Club Corinthians Paulista em fevereiro deste ano. Tomou este caminho por não implicar em qualquer admissão de culpa, nos termos da lei, visto que tem a certeza que não houve fraude alguma nos procedimentos realizados, como bem apontou o Laudo Oficial do Instituto de Criminalística/SSP-SP, sendo certo que a acusação atual não tratava mais de fraude mas de crime contra o consumidor nos termos do Código de Defesa do Consumidor. De outro lado, por razões econômicas e estigmatização da marca da empresa no mercado, somado a morosidade que um processo penal levaria, onde poderia discutir sua culpa e produzir provas, com o dispêndio de longos anos para ser encerrado, consolidaram a decisão. Assim põe fim a questão penal estudando ainda as eventuais medidas que poderá desencadear na esfera civil de indenizações pelos ataques injustamente sofridos”.

MP pregunta à Fifa se Del Nero violou suspensão em eleição na CBF

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O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou no final de março inquérito para investigar a suposta influência de Marco Polo Del Nero no processo eleitoral na CBF com o objetivo de colocar no poder Rogério Caboclo, seu homem de confiança. As primeiras medidas foram enviar para a Fifa cópias de reportagens sobre suposta manobra do presidente suspenso temporariamente e indagar à Federação Internacional se ele violou a suspensão ao articular a escolha de seu sucessor.

Del Nero está suspenso provisoriamente enquanto a Fifa o julga por acusações de atos de corrupção negados por ele. Mesmo afastado, ele teria articulado com federações estaduais um apoio em massa a Caboclo, eleito presidente nesta semana. Com o suporte das entidades estaduais, não sobraram outras oito instituições para apoiar uma candidatura alternativa. Também era necessário o aval de cinco clubes para um opositor disputar o pleito. Essa suposta articulação é vista como possível manipulação pelo MP.

O blog não conseguiu falar com Del Nero sobre o assunto. A interlocutores, Caboclo assegurou que o presidente suspenso não participou das reuniões que ele fez com dirigentes das federações em busca de votos. O atual CEO da CBF só deve tomar posse em abril do ano que vem.

O promotor Pedro Rubim Borges Fortes também pede que a Fifa compartilhe em até 60 dias com o MP cópia integral dos processos instaurados no Comitê de Ética da entidade relacionados a Del Nero.

No documento que determina a abertura de inquérito, o Ministério Público cita que há “notícia de abuso de poder político e econômico caracterizado pelo pagamento de uma contribuição mensal às federações”. O texto também faz referência à “importância da observância do princípio democrático da imparcialidade e do exercício equilibrado do poder para o direito dos torcedores” em relação à qualidade das competições esportivas.

Outra medida do promotor foi requerer o auxílio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor criado pela Procuradoria-Geral de Justiça.

 

Juiz dá prazo para CBF exibir ata, e MP não deve conseguir evitar pleito

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A Justiça do Rio de Janeiro se manifestou nesta quarta sobre processo no qual o Ministério Público pede o afastamento da atual diretoria da CBF. O juiz Bruno Monteiro Ruliere, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, deu cinco dias para a confederação apresentar ata de assembleia que é contestada pelo MP.

A decisão não foi bem recebida pelo Ministério Público, pois dificulta que o órgão consiga evitar a eleição para presidente da confederação marcada para o próximo dia 17. O prazo dado pelo juiz deve contar apenas dias úteis. Além disso, o magistrado ainda precisará de tempo para analisar a ata e tomar sua decisão.

O promotor Rodrigo Terra entrou com a ação no final de julho do ano passado por entender que a assembleia responsável por mudar regras eleitorais da entidade, em 23 de março de 2017,  foi irregular. Isso porque os clubes não foram convocados para ela. A reunião deu peso maior de voto para as federações, praticamente impedindo os times de lançarem um candidato com chances de vitória.

Alegando descumprimento do Estatuto do Torcedor, por haver no entendimento dele transgressão ao princípio da transparência, Terra pediu liminar para afastar a diretoria da CBF até a decisão definitiva da Justiça. Também solicitou a anulação da assembleia, porém nenhuma dessas decisões foi tomada. O juiz alegou que a ata da assembleia contestada não consta dos autos, assim, estipulou prazo para a confederação apresentar o documento.

Depois de a CBF marcar a próxima eleição para 17 de abril, o promotor fez novo pedido para a Justiça. Solicitou que  ao menos fossem suspensas as mudanças estatutárias para que a eleição não acontecesse com regras contestadas. Dessa forma, o prazo dado para a confederação mostrar a ata da assembleia desagradou ao promotor.

“Com essa decisão, a Justiça não vai ter sido capaz de evitar um dano ainda maior, que é a realização de uma eleição com base em um estatuto alterado de maneira irregular. Isso depois de o processo ficar mais de um mês para a conclusão”, declarou Terra ao blog.

A CBF nega ter havido irregularidade na assembleia e afirma que os clubes não foram chamados por se tratar de uma reunião administrativa.

Na semana passada, o blog tentou entrevistar o juiz Ruliere. No entanto, a assessoria de imprensa do órgão afirmou que ele não poderia falar porque o processo estava concluso para análise do pedido de liminar. “Segundo o juiz, a decisão será proferida o mais breve possível, observando, contudo, que a complexidade da matéria e a sensibilidade do tema exigem um tempo maior de análise da questão”, informou a assessoria na ocasião.

O novo presidente da CBF só deve tomar posse em abril do ano que vem, quando começará seu mandato. O estatuto da entidade permite que a eleição ocorra com um ano de antecedência.

Diante do risco de levar uma longa suspensão da Fifa por causa de acusações de envolvimento em atos de corrupção, Marco Polo Del Nero desistiu de se candidatar. Ele está suspenso temporariamente pela Fifa enquanto aguarda a decisão da federação internacional sobre seu futuro. O cartola nega ter praticado crimes.

Del Nero fez uma costura política que assegurou a seu homem de confiança, Rogério Caboclo, atual CEO da CBF, ser candidato único do pleito. Não sobraram oito federações, número mínimo de apoios exigido, para o lançamento de uma chapa concorrente. Também é preciso o aval de cinco clubes.

Pelo caminho, ficou Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista e que sonhava em ocupar o posto máximo da confederação.

 

 

Eleição para presidência da CBF será em 17 de abril

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Com Pedro Ivo Almeida, do UOL, no Rio de Janeiro

A CBF decidiu fazer sua próxima eleição presidencial no dia 17 de abril. Após manobra de Marco Polo Del Nero, Rogério Caboclo, atual CEO da confederação, deve ser candidato único. Depois de 20 federações se comprometerem com o escolhido pelo presidente suspenso pela Fifa, não sobraram oito entidades estaduais para aprovar outra chapa.

É necessário também o aval de cinco clubes das Séries A e B. Caboclo tem o apoio da maioria.

A chapa terá ainda os quatro vice-presidentes atuais da confederação: coronel Nunes, hoje presidente em exercício, Fernando Sarney, Gustavo Feijó e o deputado federal Marcus Antônio Vicente (PP-ES). Como o novo estatuto ampliou para oito o número de vice-presidentes, também estão na chapa de Caboclo os mandatários das federações mineira, Castellar Guimarães Neto, acreana, Antônio Aquino Lopes, gaúcha, Francisco Noveletto, e baiana, Ednaldo Rodrigues, como mostrou o Blog do Marcel Rizzo.

A eleição acontecerá enquanto Del Nero aguarda se ele será punido definitivamente pela Fifa por conta das acusações de suposta prática de corrupção negada por ele, que inicialmente planejava se candidatar. Com Caboclo o cartola assegura que terá um aliado como sucessor. Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, queria disputar o cargo, mas ficou sem ação após a estratégia adotada pelo presidente suspenso.

No pleito, o voto das federações terá peso três. Cata indicação de time da Série A terá peso dois, e os votos dos clubes da Série B valerão apenas um. Com candidato único, o valor diferente não importa. Porém, o sistema é contestado pelo Ministério Público na Justiça do Rio. O MP  pede a nulidade da reunião em que a alteração foi feita sob a alegação de que os clubes não participaram da decisão. Também é pedido o afastamento da atual diretoria primeiro em caráter liminar e depois em definitivo.

No mesmo dia da votação, deve acontecer a assembleia para analisar as contas da confederação.

CBF decide fazer eleição em abril, e Justiça fica mais pressionada

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Rogério Caboclo, atual diretor-executivo da CBF, deve ser eleito presidente da entidade já em abril. A confederação decidiu fazer a eleição no mesmo dia em que fará uma assembleia para aprovar as suas contas. Assim, já aproveitará a presença dos dirigentes, evitando novo deslocamento. A data do pleito, no entanto, ainda não foi definida oficialmente.

Pelo estatuto da CBF, a eleição poderia acontecer até abril do ano que vem, quando o novo mandatário tomará posse. Porém, foi escolhido o mesmo mês em que a Fifa definirá se pune definitivamente Marco Polo Del Nerto, suspenso preventivamente por atos de corrupção negados por ele.

A decisão de definir o próximo presidente em abril aumenta a pressão para a Justiça do Rio de Janeiro resolver em primeira instância se concede liminar para anular as últimas mudanças estatutárias na entidade e afastar toda a diretoria atual até o caso ser julgado definitivamente.

Como mostrou o blog, o promotor Rodrigo Terra, autor da ação, e o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), responsável por acionar o Ministério do Público, cobram celeridade do juiz Bruno Monteiro Ruliere, que é quem cuida do processo agora. A ação foi distribuída em julho de 2017, mas ainda não houve resolução sobre a liminar.

Promotor e parlamentar alegam que se a decisão não for tomada antes da próxima eleição, o pleito acontecerá com regras contestadas na Justiça.

Terra entrou com a ação porque a CBF mudou seu estatuto numa reunião sem a presença dos clubes. As agremiações nem foram avisadas sobre a assembleia que aumentou o peso do voto das federações. O representante do MP alega que, como as agremiações não foram convocadas para discutir a mudança, houve falta de transparência e descumprimento do Estatuto do Torcedor.

Pelas normas antigas, votavam as 27 federações e os 20 clubes da Série A. Todos os votos tinham o mesmo valor. Agora, o de cada federação tem peso 3. Os dos clubes da Série A valem 2. Já a indicação de time da Segunda Divisão possuem valor unitário.

No novo formato, mesmo estando em menor número, as federações continuam ganhando se votarem em conjunto. É o que deve acontecer em abril. Após articulação de Del Nero, a maioria das entidades estaduais se comprometeu a votar em Caboclo, seu homem de confiança. Não sobraram oito federações para apoiar outro candidato, como exigem as regras. Também é necessário o aval de cinco clubes. Desta forma, Caboclo deverá ser candidato único.