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Eleições no Flamengo: vai ficar tudo bem

Leia o post original por Rica Perrone

Nas últimas semanas conheci e entrevistei os dois principais candidatos a presidência do Flamengo. Não conhecia pessoalmente nenhum deles, tive a oportunidade diante dos mesmos assuntos e praticamente no mesmo momento. O Lomba é amigo  de alguns amigos muito próximos meus. Foi mais a vontade comigo, mais fácil de entrevistar, entender e trocar idéias. O …

Eleição marca falta de engajamento de dirigentes e jogadores

Leia o post original por Perrone

A eleição presidencial no Brasil, que tem hoje seu segundo turno, marcou a falta de engajamento político de dirigentes de clubes e de seus jogadores.

Durante todo o processo, praticamente não houve debate entre as agremiações e também entre jogadores sobre o candidato que melhor pudesse representar seus interesses.

Foram apenas manifestações pontuais e na maioria das vezes superficiais, como as declarações de voto em Jair Bolsonaro feitas por Felipe Melo, Lucas Moura e Jadson.

Um caso emblemático é o de Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR. O cartola fez campanha por Bolsonaro e estimulou o clube a realizar ações que remetiam ao candidato do PSL. Porém, procurado pelo blog para falar sobre se conhecia as propostas do deputado federal para o futebol, o dirigente disse que não falaria sobre o assunto.

Apesar de existirem temas a serem discutido na esfera do Governo Federal, não houve mobilização dos clubes e de jogadores sobre suas necessidades.

Tópicos como qual o posicionamento de  Bolsonaro e Fernando Haddad a respeito das questões trabalhistas envolvendo jogadores e clubes não foram levantadas.

Outros agentes da sociedade reviraram intensamente o caldeirão político em busca de respostas para suas demandas, como artistas, universitários e torcidas organizadas. Mas os envolvidos diretamente com o futebol brasileiro seguiram superficiais ou alienados.

CBF e federações, que poderiam ter convidado os candidatos para falar sobre o que pensam para o futebol e ouvir seus anseios, não o fizeram.

Com esse distanciamento político, o futebol brasileiro perdeu a chance de debater, reivindicar e se posicionar.

7/10 – Dia da independência

Leia o post original por Rica Perrone

Há muito desconfiamos, mas era preciso uma prova determinante para poder garantir. O Brasil não é mais um país manipulado pela mídia, classe artistica e velhos partidos. Em 2018 os três poderes escolheram dizer “não” a um só homem, que sequer tinha tempo de resposta. Eram miseráveis 8 segundos de tv, o que até outro…

Lixo eleitoral do lado de fora da arena ofusca ação corintiana por limpeza

Leia o post original por Perrone

Sujeira eleitoral em volta da arena Foto: Ricardo Perrone/UOL

Com a ajuda de uma empresa parceira, o Corinthians planejou ação de limpeza e demonstração de educação em sua arena na última sexta (5), durante derrota para o Flamengo por 3 a 0. A louvável iniciativa, porém, foi ofuscada pelo lixo eleitoral que empesteou o entorno do estádio.

Do lado de dentro, a ideia era de que o torcedor, após receber saquinhos de lixo, recolhesse sua própria sujeira ao final da partida, como costumam fazer torcedores japoneses. Pelo menos no setor sul, muitos corintianos não aderiram a campanha. Não só largaram seus copos e caixas de pizza pelo caminho como os próprios saquinhos. Compreensível, já que uma mudança significativa de comportamento costuma levar tempo.

O que chamou mesmo a atenção foi o caos promovido pela campanha política do lado de fora. Candidatos, cabos eleitorais e torcedores demonstraram desrespeito com a cidade emporcalhando o entorno da Arena Corinthians.

Enquanto um divulgador pedia voto para uma candidata “corintiana e com ficha limpa”, outro promovia uma chuva de santinhos. Em movimentos ritmados, apoiadores de candidatos entregavam os papéis para os torcedores que, na maioria das vezes, jogavam a propaganda no chão.

Santinhos de um mesmo político amontoados no chão indicavam que alguns cabos eleitorais tentaram se livrar do serviço mais cedo simplesmente fazendo sujeira com as próprias mãos.

Claro que o Corinthians não tem culpa nessa bagunça. A via pública em volta de seu estádio é que foi vítima da falta de educação que começa com os candidatos, passa por sua militância ou seus prestadores de serviço e termina no eleitor. Foi a repetição de um péssimo velho hábito numa noite que deveria servir de inspiração para sua extinção.  Uma melancólica prévia do que deveremos ver hoje pelas ruas do país. E tomara que não chova para esse desrespeito não se materializar em forma de enchente.

Análise: eleição marca esfriamento entre Corinthians e PT

Leia o post original por Perrone

O primeiro turno das eleições neste domingo (7) simboliza a mudança sofrida na relação entre Corinthians e PT, por meio de representantes das duas instituições.

A proximidade de Andrés Sanchez, filiado ao partido, com Lula e o projeto da Arena Corinthians criaram laços entre as duas partes, embora o clube nunca tenha admitido formalmente o relacionamento com o partido.

A atuação de Lula para fazer o projeto da casa corintiana sair do papel é admitida por Andrés e executivos da Odebrecht. Na esteira dela, as afinidades entre os dois lados aumentaram gradualmente.

Como presidente da República, o principal dirigente do PT fez discurso no Parque São Jorge para festejar o centenário alvinegro. Em 2012, como ex-presidente corintiano e diretor da CBF, Sanchez escoltou Fernando Haddad por ruas da Zona Leste pedindo votos para o colega de partido tentar se eleger prefeito. Andrés se elegeu deputado federal pela sigla.

A idolatria ao líder petista podia ser medida numa foto dele na sala da presidência corintiana. Ela foi retirada no final de 2016, durante a gestão de Roberto de Andrade, quando Lula já estava acuado pela Lava Jato. Oficialmente, o quadro saiu temporariamente junto com todos da sala por conta de uma mudança na decoração.

Com Lula fora da presidência e cada vez mais atingido por acusações, o relacionamento começou a ficar menos amistoso. O ex-presidente da República foi alvo de um procedimento no Conselho Deliberativo do clube que poderia culminar com sua exclusão do órgão por excesso de faltas não justificadas às reuniões do órgão. Em agosto de 2016, ele renunciou ao cargo de conselheiro vitalício, concedido ainda na gestão de Alberto Dualib.

Em outra frente, mesmo fora da presidência, Andrés se desgastava com Haddad, então prefeito paulistano, por conta de dificuldades envolvendo os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) usados para arrecadar recursos visando o pagamento da dívida corintiana pela construção de seu estádio.

Em novembro de 2017, conforme reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, Sanchez chamou o ex-prefeito de mentiroso e incompetente durante depoimento ao Ministério Público. As declarações foram dadas em investigação aberta após o atual candidato à presidência pelo PT dizer ter recebido denúncia de que o promotor Marcelo Milani havia pedido dinheiro para não entrar com ação contestando a legalidade dos CIDs. O cartola corintiano e o promotor negam o episódio.

Nesse cenário de animosidades, diferentemente do que fizera em 2012, Andrés não saiu em campanha ao lado de Haddad para ajudar o candidato de seu partido à presidência.

O corintiano também decidiu não tentar a reeleição como deputado federal, dinamitando, ainda que involuntariamente, mais uma ponte que ligava o alvinegro ao PT. Essa ligação hoje não só é rejeitada por influentes cartolas corintianos como notadamente causa constrangimentos por conta da prisão de Lula e das diversas acusações que assolam o Partido dos Trabalhadores.

Enquanto o vermelho do PT descolore no Parque São Jorge, outros partidos começam a pintar suas cores por lá. O PSD, que apoia Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência, tem o deputado federal Antonio Goulart presidindo o Conselho Deliberativo corintiano. Ele tenta a reeleição na Câmara.

Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube, faz campanha para Monica Rosenberg, sua filha, candidata a deputada federal pelo Novo, que tem João Amoêdo como candidato à presidência. Um dos vídeos da propaganda dela divulgados pelo dirigente há menção a petistas como corruptos e a esquemas que “criaram raízes”.

No entanto, ainda existem no Parque São Jorge heranças do auge do namoro entre clube e PT. Uma delas é a atuação de Joana Saragoça, filha de José Dirceu, como funcionária do clube. Ela foi contratada em 2015 após indicação de Andrés, que não estava na presidência. Sempre que questionados sobre Joana, dirigentes corintianos elogiam seu trabalho.

Na diretoria de relações institucionais e internacionais o titular é Vicente Cândido, colega de Andrés como Deputado Federal pelo PT, mas que também não tentará a reeleição.

Tanto Monica como Cândido costumam ficar fora dos holofotes. Também sem visibilidade é como a maioria dos dirigentes corintianos parece querer que fique o recente passado de afinidade com o partido de Lula. A rejeição a esse histórico é deselegante.

A questão que ainda carece de resposta é: como vai ser o relacionamento de Andrés com Haddad e a relação institucional entre o clube e o governo caso o PT volte à presidência?

 

 

 

 

Quem é você, presidente?

Leia o post original por Rica Perrone

Um dia eu fui entrevistar Campello e Brant, candidatos da mesma chapa pela presidência do Vasco.  Foram horas ouvindo duas pessoas claramente desalinhadas em diversos pontos, mas muito focadas em falar sobre moralidade, tirar o Eurico, fazer eleições honestas e transparentes. Bom, eles brigaram. O Campello fez uso da brecha que teve para ser eleito…

Deu a lógica no Timão: Andrés Sanchez está de volta!

Leia o post original por Milton Neves

A eleição no Timão não poderia ter sido diferente, ou seja, no melhor estilo corintiano, com muita emoção.

Nos últimos dias, uma série de liminares e brigas na Justiça contra impugnações de candidaturas anunciavam o que estava por vir na votação.

Porém, apesar de pequenos desentendimentos, o clima até que foi razoável, já que muita gente prestigiou o momento.

Que sirva de modelo aos outros clubes, hein?

Nesse contexto, a maioria dos sócios elegeu o sucessor de Roberto de Andrade no Corinthians.

E Andrés Sanchez está de volta!

Presidente do Timão entre 2007 e 2012, ele terá o privilégio de assumir o clube mais uma vez e cumprir o mandato durante três anos, de 2018 a 2020.

Ele repetirá o sucesso da primeira gestão?

Isso só o tempo nos dirá!

Porque, naquele tempo, tirar o Alvinegro da Série B para ganhar tantos títulos importantes foi um verdadeiro milagre, não é mesmo?

E algumas propostas de Sanchez são dignas da atenção do torcedor, como por exemplo, estruturar o futebol, atenção na base e modernização do estádio.

Aliás, creio que Sanchez poderá enfim vender os naming rights da Arena, um belo Cavalo de Tróia montado por ele, Lula, Odebrecht, BNDES e políticos municipais.

Mas e você corintiano, aprova Andrés Sanchez como presidente?

Ele conseguirá construir um elenco mais forte e ainda mais vitorioso?

E títulos, o Corinthians conquistará nessa gestão?

Vai uma Libertadores aí?

OPINE!!!

O Vasco ou o poder?

Leia o post original por Rica Perrone

Eu conheci Julio e Campello e os entrevistei. Pareciam diferentes, embora alinhados de que o fundamental ali era tirar o que hoje estupra o Vasco da Gama. Eles se uniram pra isso, e se separaram sabe-se lá porque.

Não cometerei o erro de julgar o Campello por ter rompido. Talvez ele tenha razão, não sei. Não estava lá, não ouvi as discussões. Mas mesmo que ele saísse, concorresse sozinho, uma coisa ele não poderia fazer nem mesmo pra ser eleito: aceitar o apoio do Eurico.

É o Lula envolvido em corrupção. Ele passou 30 anos vivendo de dizer que “comigo não!”. E quando chegou lá, fez. O dele se torna mais grave que os anteriores, pois ele se fez exatamente por jurar que não se misturaria.

Uso o exemplo do Lula porque o Campello é um dos anti Eurico. Ele podia tudo, menos receber o apoio do Eurico pra ser eleito. De graça não saiu. E nem me refiro a dinheiro.  Me refiro a poder.  Ninguém muda um cenário político em horas sem fazer movimentos “inteligentes” que lhe deem a vantagem.

A eleição do Vasco aconteceu na sede e deu Julio. A Urna 7 é uma vergonha, e graças a ela tudo isso chegou até aqui. E aqui, numa virada “dentro das regras”, mas absolutamente covarde, o presidente surgiu das costas de quem ele apoiou.

Lembra até um pessoal em Brasília. Mas enfim.

Eu honestamente nem me preocupo tanto com a administração porque acho que o Campello não fará pior que o Eurico e o Vasco sobreviverá.  Mas e o que há no coração vascaíno? Sobreviverá intacto?

Clube de futebol vende sonho e identificação. Nele você sai da realidade e vive um poder de vitória paralelo que te faz se viciar naquela disputa. E nele você vê características suas e por isso ostenta aquela camisa. Hoje o vascaíno mal reconhece sua camisa.

Eu sei, tô nisso ha tempo suficiente pra saber que dia 31 na Libertadores tudo será festa se vencer e ninguém vai lembrar muito dos dirigentes. Exatamente por isso eles fazem o show que fazem. Porque são protagonistas de porra nenhuma tendo seu momento de glória e poder.

Quando o Vasco cai de divisão o torcedor sofre pelo clube dele. Hoje ele sente que o clube não é mais dele.

É bem pior.

Campello, meu caro e educado Campello…. torcerei pelo seu sucesso. O futebol precisa do Vasco. Mas você não precisava fechar com o teu inimigo pra chegar onde queria.

Tu não venceu. O Eurico não venceu. O Julio não venceu.

O Vasco perdeu. E como nunca havia perdido antes.

Mas vai virar. Como muitas vezes já virou.

abs,
RicaPerrone