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Veteranos brigam por título do Brasileirão, e novatos lutam contra queda

Leia o post original por Perrone

Veteranos mais perto do título e uma série de técnicos menos rodados, com exceção de Oswaldo de Oliveira, entre os mais ameaçados pelo rebaixamento. Essa é a fotografia atual da tabela do Brasileirão.

Aos 57 anos, Mano Menezes, vice-líder com o Palmeiras, é o mais jovem entre os três primeiros colocados do campeonato. Ele herdou o time  de Felipão, 70. Do trio mais bem classificado, o mais velho é o líder, Jorge Jesus, 65, comandante do Flamengo. O português assumiu a vaga deixada por Abel Braga, 67 anos. Na terceira posição do Brasileirão está o Santos de Jorge Sampaoli, 59. A trinca de técnicos tem media de idade de 60,3 anos.

O treinador com menos de 50 anos mais bem colocado é Odair Hellmann,42, que está em quarto lugar com Internacional. Ele é seguido na tabela por outro “sub 50”, o corintiano Fábio Carille, que completará 46 anos na próxima quinta-feira. Na sexta posição já aparece outro time comandado por um técnico com mais de 50 anos, o São Paulo de Cuca, 56.

Parte dos treinadores da geração de Hellmann e Carille atualmente está na briga para não cair para a Série B.  Último colocado com o Avaí, Alberto Valentim tem 44 anos e substituiu um dos profissionais da área mais experientes do Brasil, Geninho, 71. Penúltima colocada, a Chapecoense é comandada por Marquinhos Santos, 40.

Em apenas seu terceiro trabalho na carreira, Rogério Ceni, 46,  tenta salvar o Cruzeiro da degola. O time mineiro, antes comandado por Mano, é o 18º colocado do Brasileirão. O trio de treinadores que ocupa do 18° ao 20º lugar do Brasileirão ostenta média de 43,6 anos.

Dos seis últimos colocados do Nacional só o Fluminense, 17º, não é treinado por um quarentão. Seu técnico é Oswaldo de Oliveira, 68, que entrou no lugar de Fernando Diniz, 45. O CSA, 16º na tabela, tem sua prancheta nas mãos de Argel, 45. Em 15º está o Fortaleza, de José Ricardo, 48. A 14ª posição, é ocupada pelo Ceará, de Enderson Moreira, que vai completar 48 anos no próximo sábado. Vanderlei Luxemburgo, 67, vem conseguindo diminuir o risco de rebaixamento do Vasco (13º)

 

Eduardo Baptista fez bem em trocar o Sport pelo Fluminense

Leia o post original por Quartarollo

Há críticas de todos os lados. Por que o jovem e promissor treinador Eduardo Baptista, filho do ótimo Nelsinho Baptista, trocou o Sport Clube do Recife pelo Fluminense?

Simples. Saiu de um time médio para um time tradicional, considerado grande do futebol brasileiro e para um centro maior com todo o respeito e sem nenhum preconceito ao Nordeste.

A notícia sobre o Sport é a melhor possível. É um dos poucos equilibrados financeiramente e paga em dia há um bom tempo.

Montou um bom time, chegou a liderar o Campeonato, mas todo mundo sabe que brigará sempre no meio da tabela.

Não tem elenco para brigar por Libertadores e ficou 10 jogos sem ganhar no Brasileiro.

Foi ganhar há poucos dias, mas também todo mundo sabe que Eduardo Baptista não era mais unanimidade no clube recifense.

Mais dias, menos dias, seria demitido. Quando surgiu a chance do Fluminense agarrou e pegou um time que teoricamente tem mais elenco e que ainda pode se recuperar no Campeonato Brasileiro, além de tudo que já citei acima.

O Sport rapidamente pegou Enderson Moreira, ironicamente o técnico demitido pelo Fluminense, mas que tem perfil mesmo desse tipo de equipe.

Mesmo quando dirigiu Santos e Fluminense sempre me pareceu o técnico certo para o Goiás. Tomara que evolua, mas por enquanto é nota 4.

Eduardo pode ir do céu ao inferno. Faz parte da profissão. Com certeza vai ganhar mais e também terá mais espaço na mídia.

Se mostrar o mesmo valor que mostrou no Sport, vai fazer bem o seu comercial.

E fez a mesma coisa que Dorival quando voltou ao Santos. Um contrato longo até dezembro de 2016, o que se cumprido, lhe dará tempo de arrumar a casa e mostrar trabalho.

Nós da imprensa criticamos muito quando há demissão ou mudança de técnico, como nesse caso.

Queremos que seja tudo do jeito que a gente prega e isso nem sempre reflete a verdade dos fatos.

Algumas mudanças surtiram muito efeito. Dorival Junior, no Santos; Oswaldo de Oliveira, no Flamengo; Argel, agora no Internacional e vamos ver como vai Mano Menezes, no Cruzeiro.

No Palmeiras, Marcelo Oliveira era o técnico preferido de Alexandre Matos desde o começo e por isso Oswaldo, que não era o preferido, foi cozido a fogo brando até cair.

A mudança não surtiu tanto efeito assim, mas pode chegar lá. Marcelo é bom treinador, Oswaldo também.

Time do Fluminense derrubou Enderson Moreira?

Leia o post original por Fernando Sampaio

fred_4Jean foi lá e fez 1×0.

Ok.

Fred teve a chance de “matar” o jogo no pênalti do Prass.

“Matar” entre aspas, esse time do Flu não mata ninguém.

Bateu longe.

Esquisito.

Neste exato momento twittei que a tendência seria o Palmeiras crescer. Não deu outra, o Verdão cresceu e empatou. Quando empatou twittei que a tendência seria virar o jogo. Não deu outra, virou.

Até aí, tudo normal.

Resultado e virada previsíveis.

Após tantas derrotas, sem confiança, era evidente que o Fluminense caísse de rendimento após o pênalti desperdiçado. Anormal foi a postura de alguns jogadores. Fred e Antonio Carlos pareciam estar de sacanagem. O zagueiro furou, não voltou, e ficou olhando o Barrios. Tudo muito esquisito.

Enderson Moreira foi demitido.

Até aí normal.

Fica a pergunta: O time queria derrubar Enderson Moreira?

Vamos aguardar os próximos jogos.

 

Foto André Durão

Palmeiras agrava o desastre do Flu

Leia o post original por Antero Greco

A sabedoria das arquibancadas ensina que, quando a fase é ruim, sempre pode ficar pior. O exemplo é o Fluminense. No primeiro tempo do jogo com o Palmeiras, na noite desta quarta-feira, fez 1 a 0, mas poderia ter terminado com dois, pois Fred perdeu gol feito. No início da segunda etapa, teve outra chance para dobrar a vantagem, mas Fred chutou pênalti pra fora.

O destino deu duas oportunidades para o tricolor carioca sair do sufoco em que se encontra. Não aproveitou. O que ocorreu, em seguida? Desmoronou, despertou os palestrinos, que aproveitaram todas as brechas que surgiram, viram e golearam por 4 a 1. Um constrangimento terrível para os torcedores que foram ao estádio e viram a sexta derrotas em sete jogos.

O panorama não indicava tropeço tão infeliz para o Flu. Ao menos na primeira metade do jogo. O time de Enderson Moreira, sem ser brilhante, soube ser um pouco melhor do que o Palmeiras. A ponto de fazer 1 a 0 com Jean, numa falha do zagueiro Jackson ao tentar a rebatida para fora da área. Já a equipe de Marcelo Oliveira não incomodou Diego Cavalieri em nenhum momento; seguia roteiro da apresentação fraca na derrota para o Inter (1 a 0).

Na outra metade, a história mudou, a partir de alterações. Rafael Marques entrou no lugar de Egídio (Zé Roberto passou para a lateral) e depois Lucas Barrios tomou a vaga de Alecsandro. O Palmeiras ficou mais veloz e atrevido, chutou a gol, testou a sorte. E ela lhe foi favorável, quando Fred cobrou mal o pênalti cometido por Prass em Cícero. Na verdade, não foi falta, pois o jogador do Flu foi esperto ao cair assim que percebeu a proximidade do goleiro.

Dali em diante nada mais funcionou para o Flu. Erros ocorreram um atrás do outro e resultaram nos gols de Barrios (o de empate, o terceiro e o quarto) e o de Gabriel Jesus.

Resultado duro, que nem deu a dimensão da diferença entre as duas equipes. A diferença está no estado de ânimo de cada um: no Flu, zagueiro fura (Antonio Carlos no terceiro gol), passes não pegam o efeito desejado. No Palmeiras, erros se transformam em gols (Gabriel Jesus pisou na bola, no gol de empate, e esta sobrou para Barrios).

O Flu volta a conviver com o fantasma do rebaixamento. O Palmeiras sonha de novo com uma boquinha no bloco que vai para a Libertadores.

Flu perde o prumo e o Sport tira peso

Leia o post original por Antero Greco

O Fluminense não é um time ruim. Mas tem jogado futebol chinfrim. Já há algum tempo entrou numa espiral negativa e não consegue reencontrar o prumo. Foi assim de novo, na derrota por 1 a 0 para o Sport, no início da noite deste domingo, em Recife. Já a equipe pernambucana tirou peso enorme das costas, pois havia dez rodadas não sabia o que era comemorar vitória.

Fred voltou. Eis um ponto de esperança para o torcedor tricolor. O centroavante é líder e artilheiro, referência para companheiros e preocupação para adversários. Isso em circunstâncias normais. Porém, a fase que o Flu vive é tão inconstante que pouco valeu a presença do atacante em campo. Teve atuação abaixo da média e arriscou um ou outro chute sem perigo.

O Sport optou por formação mais agressiva, com Maikon Leite, Hernane, André, como alternativa para encerrar o jejum. O atrevimento de Eduardo Baptista deu certo, com o gol de Danilo e domínio do jogo. Enderson Moreira mexeu o Flu no segundo tempo, colocou gente para pressionar na frente (Osvaldo, sobretudo) sem que conseguisse alterar a forma da equipe se comportar.

Amarga outra derrota, emperrou de vez no meio da tabela e corre risco de fazer apenas figuração daqui em diante. A compensação está no fato de que um bloco significativo de concorrentes frequenta o mesmo setor. Do qual, aliás, faz parte o próprio Sport, que o ultrapassou na classificação (36 a 34 pontos).

E, no meio desse furacão, a dúvida: e Ronaldinho Gaúcho?

Fluminense 2 x 1 Figueirense

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Enfim, o dia chegou.

Maraca não tão cheio (muito devido às manifestações na Praia de Copacabana), mas quem foi, prestigiou. E vibrou. Assistiram a estreia da dupla Ronaldinho e Fred, no ataque tricolor.

O jogo começou movimentado. Com o Flu tomando a iniciativa, pois só a vitória traria de volta a 4ª colocação e a certeza de terminar o 1º turno entre os quatro melhores.

Flu 2015_POSICIONAMENTO 1

Formação inicial do Flu de Enderson Moreira: 4-2-3-1 com muita movimentação do quarteto ofensivo.

O 4-2-3-1 tricolor tinha no quarteto ofensivo Oswaldo pela esquerda, Cícero na direita, Ronaldinho e Fred flutuando pelo centro do ataque, muita movimentação e tentativa de romper as linhas compactas do Figueira, herança essa de Argel Fucks, hoje no Internacional.

Com a maioria posse de bola, o Flu não sabia o que fazer com ela. Ate sabia, mas falhava nos momentos decisivos. Não tinha eficiência. Tinha muitas dificuldades na transição ofensiva, não conseguia propor o jogo. Tocava muito a bola na intermediaria. Sem criar chances de gol.

O Figueira quietinho na dele, com seus setores compactos, negava os espaços, com blocos médios variando para baixos, saindo nos contra-ataques, nos erros da transição defesa-ataque da equipe carioca, com a velocidade do jovem atacante Clyaton, jogava por uma bola. E ela veio.

Aos 39’min da primeira etapa, Marlon colocou a mão na bola dentro da área, após ser driblado por Clayton. O bandeirinha viu (pois a jogada foi no flanco direito de ataque catarinense, bem perto do bandeirinha), comunicou ao arbitro, que apontou para a marca da cal. O atacante convocado para o Pan de Toronto cobrou. Bola de um lado, goleiro Klever no outro. Figueira 1 a 0, em pleno Maracanã.

O Flu ainda tentou empatar na etapa inicial, mas foi em vão. 1º tempo de controle do jogo por parte do Flu, mas em um descuido da defesa, o Figueira conseguiu um pênalti (muito bem marcado e reconhecido pelo zagueiro Marlon). Apesar de ter tido mais posse de bola, foi ineficiente e o Figueira objetivo quando teve a pelota.

O 2º tempo veio. E consigo, a certeza de mais domínio e pressão tricolor. O gol iria sair. Era questão de tempo. Wellington Paulista entrou no lugar de Oswaldo, que saiu no intervalo sentindo dores.

O Flu começou pressionando, abafando, sufocando, atacando o Figuera desde o início. Mas continuava sem espaços para penetrar/infiltrar na defesa catarinense. O jeito era pelo alto.

E aos 6’min, Wellington Paulista se movimentou, saiu da área e cruzou pelo flanco esquerdo. No segundo poste, encontrou Cícero, que testou firme, cuca legal. Flu 1 a 1. Ufa! Enfim, o gol saiu.

O Flu persistiu no abafa. Pressionando. Chuveirando a bola na área para Fred e W. Paulista, que alternavam entre um na área e outro saindo para buscar o jogo.

Alex Muralha, goleiro do Figueira, salvou aos 14’min, após bela cabeçada de Cícero.

Aos 20’min, o meia tricolor acionou Fred na área, que ganhou do zagueiro e tocou na saída do goleiro. Fluzão 2 a 1. De virada

Com o gol e o placar a frente, o Flu diminuiu a intensidade.

Enderson tirou Fred e Ronaldinho. Colocou Lucas Gomes e Higor Leite, respectivamente. Casando e com câimbra, Fred saiu aplaudido.

Flu 2015_POSICIONAMENTO 2

O 4-2-3-1 tricolor, com a entrada de Lucas Gomes e Higor Leite.

Marlon foi indicado para concorrer ao Prêmio Fair Play da FIFA, dedicado ao jogador que reconhece o erro. O zagueiro do Flu concedeu entrevista o intervalo da partida e relatou que a bola tocou em sua mão, consequentemente, gerando pênalti.

O Figueira pouco incomodou Klever no segundo tempo.

Ainda deu tempo para João Vitor ser expulso, após cometer falta em Lucas Gomes pelo flanco esquerdo de campo, recebeu o segundo cartão amarelo e foi embora mais cedo para o vestiário.

NOTAS:

Klever: 6,0. Sem culpa no pênalti. Seguro quando precisou ser exigido. Assistiu grande parte do jogo.

Wellington Silva: 5,0. Apesar de ser sempre uma opção, foi irregular no ataque e, instável na transição ataque-defesa.

Gum: 6,5. Regular. Voltando a equipe, fez boa partida. Foi ao ataque, quase marcou e foi bem na defesa, apesar de ter dividido com o companheiro de time, Wellington Silva.

Marlon: 6,0. Apesar de ter cometido um pênalti desnecessário, foi feliz ao admitir que errou. Bela atitude.

Gustavo Scarpa: 7,0. Bem na posição. Apesar de não ser lateral, tem feito MUITO BEM sua parte, principalmente no segundo tempo, na parte ofensiva. Na parte defensiva, tem contido bem os avanços adversários.

Edson: 7,0. Boa partida. Bem na marcação. Não deu espaços para os armadores do Figueira criar e ainda deu liberdade para Jean avançar.

Jean: 6,5. Não faltou esforço. Apesar de não ter feito boa partida, se esforçou, foi ao ataque e ajudou.

Cícero: 8,0. Foi o melhor em campo. Marcando, atacando, armando, avançando, como verdadeiro meia-atacante, chamou a responsabilidade. Mostrou faro de artilheiro ao se posicionar bem e empatar a partida e precisão de craque no lançamento para Fred virar.

Ronaldinho: 6,0. Ofuscado no meio-campo, na criação. Tentou criar, mas errou bastante. Ainda abaixo fisicamente dos demais companheiros, falta entrosamento.

Oswaldo: 6,0. Apagado. Tentou alguns dribles, sem sucesso. Saiu no intervalo, lesionado.

Fred: 7,5. Artilheiro. Líder do time. Voltou de lesão e já deixou o dele. Mostrou categoria de sempre no domínio do lançamento do gol da virada, além do faro de gol.

Wellington Paulista: 7,0. Apesar de entrar no intervalo, mostrou que veio para ajudar. Cruzamento na cabeça de Cícero, que empatou. Nos minutos finais, contribuiu na marcação.

Lucas Gomes: 6,0. Cavou faltas no campo de ataque, prendeu a bola no flanco esquerdo e ainda conseguiu expulsar um jogador do Figueirense.

Higor Leite: 6,0. Apesar do pouco tempo em campo, ajudou a gastar o tempo com a bola no pé, no campo de ataque.

ENDERSON MOREIRA: 6,5. Mexeu bem no intervalo, que foi importante na virada. Sabe que tem um bom elenco do meio para frente.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Flu e o preço por ter Ronaldinho Gaúcho

Leia o post original por Antero Greco

Duas apresentações, apenas, são insuficientes para avaliação consistente a respeito da possível contribuição de Ronaldinho para o Fluminense. Deixei claro, de antemão, que aprecio a presença de um jogador do peso do gaúcho por aqui. Por mais que esteja no declínio da carreira, é um nome importante, que tem qualidade e história.

Isto posto é necessário fazer uma reflexão: como encontrar a medida certa para Ronaldinho produzir o que pode, nesta etapa da trajetória dele nos gramados. Como fazê-lo render o máximo, com o mínimo de risco para si próprio e para a equipe. Esse o desafio que se põe para Enderson Moreira, o atual treinador da equipe.

Por que a dúvida? Porque, mesmo ao permanecer em campo os 90 minutos pela segunda vez consecutiva, está claro que Ronaldinho tem limitações. Todos sabem disso, a começar pelo ele próprio, pelos dirigentes, pelo treinador. Isso ficou claro na derrota por 1 a 0 para o Avaí, na noite deste sábado, em Florianópolis.

Ronaldinho é imenso como símbolo de futebol bonito. Além disso, empenhou-se, não se escondeu, porém esteve aquém do que o mais empolgado torcedor poderia esperar. Gilson Kleina construiu marcação eficiente em torno dele, o que o obrigou a buscar espaços. Com isso, limitou a participação a alguns passes, lançamentos, cobranças de falta. Faltou-lhe também com quem “dialogar” na frente. Pode ser Fred, quando voltar.

Não se pode esperar do Ronaldinho de hoje um jogador que se desdobre em várias funções. Nunca foi exatamente a dele, muito menos no estágio em que se encontra. O Flu carece de uma fórmula eficiente no meio para usufruir de Ronaldinho com inteligência. E, mais do que isso, sem que, em curto espaço de tempo, seja cobrado por não dar o que não pode mais.

Rodada 15: Os cariocas

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Goiás 0 x 1 Flamengo

Em Goiânia, no estádio Serra Dourada, o Flamengo venceu a terceira partida seguida. E mais uma vez com a participação de Paolo Guerrero. O atacante peruano participou bastante do jogo, se movimentando, saindo da área, fazendo o pivô, buscando o jogo, abrindo pelos flancos e ainda serviu Marcelo Cirino, que marcou o único gol do jogo.

O Fla jogou mal, há de se ressaltar. O Goiás foi melhor, criou mais, mas a estratégia de Cristovão deu certo. A roubada de bola para o contra-ataque rubro-negro era a arma mortal do time, que falhava muito na organização defensiva. César salvou o Fla em diversas vezes. E aos 44min da etapa final, a trave também salvou a equipe rubro-negra.

O Fla começou dominando o jogo, com mais posse de bola, mas não achava os espaços para a criação. No típico 4-3-3 de Cristovão, o tripé de meio-campistas era formado por Cáceres, Márcio Araújo e Canteros. No ataque, Éverton, Guerrero e Marcelo Cirino se movimentavam bastante, porém sem sucesso.
Julinho Camargo aproveitava as fragilidades do sistema defensivo carioca, apostando nas investidas ofensivas do lateral Diogo Barbosa e do atacante Murilo, que aproveitavam os espaços deixados por Ayrton, quando o mesmo apoiava ao ataque. Se não fosse o goleiro rubro-negro, o Goiás tinha feito pelo menos 3 gols.

O intervalo veio e Cristovão mexeu. Tirou os três volantes. Ufa! Que alívio!!! O time pouco criou na primeira etapa, apesar de ter tido mais posse de bola. Canteros saiu para a entrada de Alan Patrick. Ayrton, a mina de ouro do Goiás, saiu para a entrada de Pará. E os espaços diminuíram.

Até que aos 27min da segunda etapa, Alan Patrick iniciou a jogada no meio, achou Guerrero na intermediária ofensiva, que serviu Cirino, cara a cara com o goleiro Renan, escolheu o canto e não titubeou. Fla 1 a 0. Vitória sofrida e muito importante, pulado de 14º para 11º, a melhor colocação da equipe nas 15 rodadas.


CHAPECOENSE 2 x 1 FLUMINENSE

Na Arena Condá, em Chapecó, o Flu perdeu a segunda partida seguida. Apesar de dominar e controlar o jogo, o Flu cometeu algumas falhas defensivas e, no final do jogo, sofreu o segundo gol.

O jogo começou movimentado, com as duas equipes criando oportunidades. O Flu apostava na movimentação do quarteto ofensivo, com Oswaldo pela direita, Marco Junior na esquerda e Scarpa na meia central. Fred era o capitão. Edson e Jean formavam a dupla de volantes.

A Chapecoense apostava nas investidas pelo flanco direito com Apodi, buscando Bruno Rangel na área. Ananias era o outro atacante. Organizada no 4-4-2, fechadinha e compacta, a Chape investia nos contra-golpes. Quase todas as jogadas ofensivas catarinense passavam pelos pés de Cléber Santana que, junto com Tiago Luis, eram os armadores da equipe de Chapecó.

O Flu articulava bem as jogadas, mas falhava no último passe e na conclusão das jogadas. No sistema defensivo, muitos erros na transição defesa-ataque, erros de passe e até de posicionamento. Aos 26min da primeira etapa, Edson errou passe na intermediária defensiva, Dener lançou Bruno Rangel, que dominou, ajeitou e bateu bem. Chape 1 a 0.

O Flu não se abalou. E logo aos 28min, Oswaldo cruzou, o goleiro Danilo espalmou para a entrada da área e Edson, que tinha acabado de falhar, acertou belo chute no canto esquerdo. 1 a 1.

O Flu ainda teve um gol anulado, de Marcos Junior. Após cruzamento de Breno Lopes pelo lado esquerdo, Fred tentou desviar, mas a bola sobrou para o jovem atacante do Flu, que cabeceou e a bola tocou na bola dele. O juiz marcou o gol, mas voltou atrás e anulou.

O Flu voltou melhor para a etapa final, marcando em cima, sufocando a Chape, criando mais oportunidades, mas falhando na conclusão. Fred sentiu a coxa e saiu para a entrada de Magno Alves.

Aos 41 da segunda etapa, Antonio Carlos e Bruno Rangel disputaram a bola na entrada da área, Bruno Rangel caiu e o juiz marcou falta. O auxiliar Daniel Zioli informou ao árbitro que havia sido pênalti. Bruno Rangel cobrou firme no meio do gol, Cavalieri ainda tocou na bola, mas a Chape fez o segundo e venceu. Com a derrota, o Flu caiu de 3º para 7º.


 

VASCO 1 X 4 PALMEIRAS

Em São Januário, a torcida do Vasco até compareceu (recorde de público em São Janu: 13.775 pessoas), mas o time não fez valer o mando de campo. O Verdão não tomou conhecimento da equipe carioca e aplicou 4 a 1 e entrou no G-4, pulado de 6º para 3º colocado.

Em São Januário, a torcida do Vasco até compareceu (recorde de público na Colina: 13.775 pessoas), mas o time não fez valer o mando de campo. O Verdão não tomou conhecimento da equipe carioca e aplicou 4 a 1 e entrou no G-4, pulado de 6º para 3º colocado.

As coisas começaram bem para a equipe paulista. E, quando a fase não é boa, a coisa não fica boa para as equipes da parte debaixo.

Arouca dominou no meio-campo, logo aos 3min da primeira etapa, fez boa jogada e tocou para Leandro Pereira, que chutou de fora da área. A bola desviou em Aislan e foi entrando calmamente no gol de Martin Silva, que estava vendido no lance. 1 a 0.

Após jogada pela esquerda, a defesa cruzmaltina se atrapalhou, Dudu marcou o segundo. Isso com 17 minutos do primeiro tempo.

A partir daí, o Vasco pareceu que acordou. Tentou colocar a bola no chão e jogar, mesmo com o placar adverso. Mas só parece.

O Palmeiras aproveitou a velocidade e intensidade dos contra-ataques e ampliou. Egídio cruzou, Martín Silva saiu muito mal, não achou nada, a bola bateu em Aislan e sobrou para Victor Ramos só empurrar para o gol. 3 a 0 com 34’min na primeira etapa.

Antes do primeiro terminar, Herrera ainda protagonizou um lance INACREDITÁVEL. Sozinho no campo de ataque, ele conduzia a bola após erro de passe da defesa alviverde, driblou Fernando Prass, ajeitou e bateu: NO TRAVESSÃO!!!! INACREDITÁVEL.

No intervalo, Celso Roth queimou as tres substituições: Jordi no lugar de Martin Silva, Serginho no lugar de Aislan, Riascos no lugar de Dagoberto. Mas nada mudou. O Vasco estava apático e muito desorganizado, tanto ofensiva quando defensivamente. A equipe não incomodava o goleiro alviverde, Fernando Prass. Ainda deu tempo de Leandro Pereira ampliar a goleada: 4 a 0. E aos 23min da etapa final, Riascos fazer o gol de honra. 4 a 1.

Com o resultado, o Palmeiras entrou no G-4 enquanto o Vasco, atropelado em casa, segue na zona do rebaixamento, na vice-lanterna.

 

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Flu joga bem, mas cai em jogo polêmico

Leia o post original por Antero Greco

Um amigo veterano de televisão me dizia que locutor erra, como qualquer profissional. Mas, se errar, tem de ser com convicção, com classe e categoria. Sem direito a vacilo, pois aí fica chato e o telespectador percebe e pega no pé.

Talvez o raciocínio se aplique também a juiz de futebol. O árbitro falha, e como! Porém, ao falhar, precisa fazê-lo com autoridade, firmeza e de cabeça levantada. Só assim deixará jogadores, torcedores e críticos em dúvida e divididos. Uns criticarão, outros defenderão até chegarem à conclusão de que se tratou de “lances polêmicos”.

Mas, e se o árbitro acerta sem certeza? É melhor ou pior do que errar com convicção? A plateia se divide da mesma maneira, com a diferença de que o considera um vacilão.

Tenho a impressão de que assim deve ter se sentido Raphael Claus, após o jogo da manhã deste domingo, em que a Chapecoense bateu o Fluminense por 2 a 1, em casa. O juiz anulou bem um gol de Marcos Júnior, quando havia empate por 1 a 1, e assinalou pênalti de Antonio Carlos, aos 43 minutos da etapa final do qual surgiu o gol da vitória da equipe catarinense.

Nas duas jogadas, ele matutou um tempo até a decisão definitiva. Na jogada do Marcos Júnior chegou a apontar o meio-campo; depois, resolveu consultar o bandeira e detectou toque no braço do jogador do Flu. Ao mesmo auxiliar recorreu ao dar pênalti do Antônio Carlos e não falta fora da área.

Nenhum dos episódios foi fácil. Pra quem está de fora, necessário ver repetidas vezes para se chegar a alguma conclusão razoável. Com direito a ponderações, controvérsias e contradições. Importa que foram momentos importantes, que determinaram o resultado do jogo. O jeito indeciso atrapalhou Raphael.

Resultado ruim para o Flu e excelente para a Chapecoense, que passeia pelo meio da tabela. O tricolor brigava para ficar colado no topo da classificação – e, ao menos pelo segundo tempo, merecia melhor sorte. Foi quem tomou a iniciativa na Arena Condá, pressionou o rival, foi pra cima, criou chances para marcar, esbarrou nas próprias limitações e nas opções do árbitro.

A Chapecoense se garantiu com dois gols de Bruno Rangel, um em cada tempo. O Flu descontou com Edson. Foi a segunda derrota consecutiva, que breca a ascensão, com uma diferença em relação ao clássico com o Vasco: desta vez, o time de Enderson Moreira foi mais ágil e bem distribuído do que na semana passada.

Marcelo Oliveira vai suar no Palmeiras

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras bateu o Fluminense por 2 a 1, de virada, no meio da tarde deste domingo. Que bom para o palestrino, pois enfim a equipe venceu na Série A nacional no novo estádio. Estava mais do que na hora e, ao menos em parte do final de semana, frequentou o Z4. E isso provoca trauma…

Por mais que o resultado tenha sido festejado – ainda mais que veio com gols em cima da hora, tanto no intervalo como no segundo tempo –, fica a constatação de que Marcelo Oliveira terá desafio e tanto para colocar o grupo no prumo. O Palmeiras do interino Alberto Valentim repetiu falhas do período em que esteve sob comando de Oswaldo Oliveira. A inconstância é o principal.

O Palmeiras alterna momentos de muita eficiência com fases de bobeira total. Um dos pontos vulneráveis é o meio-campo, que oscila demais, com reflexos na defesa e no ataque. Foi assim no primeiro tempo, em que o Fluminense esteve melhor, a ponto de abrir vantagem com Jean. Para salvação da lavoura verde, houve o empate com Rafael Marques há segundos do intervalo.

Na etapa final, aos poucos Valentim optou por colocar o time em maneira agressiva. Para tanto, foram entrando Robinho, Alecsandro (estreante) e Cristaldo. O Flu sentiu o baque na expulsão de Magno Alves, até então seu destaque e que cometeu falta dura e desnecessária sobre Gabriel.

O Palmeiras forçou, e como sempre errou em finalizações. Na base do abafa, chegou ao gol decisivo, após cobrança de falta cometida por Gum (vermelho) na entrada da área: na rebatida de Cavalieri, o centroavante Cristaldo cabeceou na trave e no rebote a bola bateu nele para entrar.

O resultado serviu para tirar um pouco da pressão sobre os palmeirenses. Mas é fato que ainda não saiu do forno um time competitivo que o torcedor espera.

E o Flu, em contrapartida, esboça ser mais regular com Enderson Moreira. Por pouco, não fechou a rodada no G4 no lugar do Corinthians. Carece também de equilíbrio.