Arquivo da categoria: erro

Não foi surpresa a demissão do Rogério Ceni.

Leia o post original por Nilson Cesar

Rogério Ceni foi demitido e sinceramente para mim não foi nenhuma surpresa. Rogério queimou etapas e isso lhe custou caro. Teria que começar nas equipes de base do São Paulo e ganhar rodagem como treinador primeiro. Para ser comandante na  aviação por exemplo, primeiro precisa ser o co-piloto. Esse na minha opinião foi o grande erro do Rogério Ceni. Acho que pode dar a volta por cima e mesmo não sendo no Morumbi, pode se transformar em um excelente treinador. Rogério sempre foi um cara vencedor e tem tudo para mudar essa história.  Precisa se preparar melhor e na base da simplicidade, sem grandes invenções, será um treinador de ponta. Com certeza ainda um dia isso acontecerá.

Zé, precisamos conversar!

Leia o post original por Rica Perrone

Zé, eu to preocupado com você.  Com todas as modernidades desse mundo, acho que é hora de evoluirmos também no trato e não apenas apontando o dedo. Eu não conheço o Mayer, embora o considere ótimo ator e me sinta, tal qual você, meio íntimo dele de tanto que já o assisti. Eu não estava …

Erro grave pode rebaixar Portuguesa e salvar Fluminense

Leia o post original por Pedro Ernesto

O que aconteceu com a Portuguesa é de cabo de esquadra. Por um problema de comunicação, o time perderá quatro pontos e será rebaixado para a Série B. Reabilitará o Fluminense, 17º colocado e que, assim, voltará para a Série A. O erro é tão primário que chega a ser inacreditável. O clube, segundo o que consta, teria um advogado no julgamento.

Ou seja, estava por dentro dos acontecimentos que rolavam no STJD. O jogador Héverton foi punido com dois jogos. Ele já tinha cumprido a automática e deveria cumprir o segundo jogo contra o Grêmio. Não tendo sido informado, o técnico Guto Ferreira o colocou em campo a 14 minutos do fim da partida. Erro grave, que deve ter sido de comunicação e custará muito caro para o simpático clube paulista. Eu nunca tinha assistido a um erro tão primário.

Reposição

A anunciada venda de Leandro Damião para um grupo de investidores não implica, necessariamente, reposição. O Inter tem o argentino Ignacio Scocco, eleito neste ano o melhor jogador da última Libertadores. Ele não conseguiu jogar por aqui. Ou por lesão, ou pela presença de Damião, que o colocava na reserva.

As necessidades do Inter estão em outros setores. Faltam laterais para os dois lados, zagueiros, volantes e um atacante pelo lado. O dinheiro da venda do seu centroavante pode ser usado para essas contratações.

Grupos

É hoje o sorteio dos grupos da Libertadores. O Grêmio não é cabeça de chave, mas isso não altera muito suas chances de avançar para as oitavas de final. A primeira fase é política, com 32 clubes, a maioria sem condições técnicas de enfrentar o Grêmio. Depois, a partir das oitavas de final, é que a cobra fumará.

Foi nessa fase que o Grêmio foi eliminado neste ano pelo modesto Santa Fe, time de segunda linha da Colômbia. Koff quer fazer um bom time gastando pouco. Em outros tempos, conseguiu. Basta repetir agora.

É demaaaais!

Longe de ter o movimento ideal, as obras da Copa vivem um ritmo muito melhor. Claro que os obstáculos seguem grandes, como um sitio arqueológico na Voluntários da Pátria. Vejo que os BRTs estão em bom ritmo. O viaduto da Bento está com suas estacas quase prontas. O da Rodoviária andando com certa rapidez. Torço para que o ritmo de outras obras aumentem.

Neymar e o erro do staff

Leia o post original por Wanderley Nogueira

NeymarToda novela termina numa sexta feira.

A trama estrelada por Neymar seguiu a regra.

O jogador está  vendido .

Ele não disse qual proposta aceitou: Barcelona(28 milhões de euros) ou Real (35 mihões de euros)?

Mas, nos últimos meses, só se ouviu falar da relação entre Neymar, seus gestores e o time catalão.

Por mais que o mundo do futebol não atenda os mínimos princípios de comportamento civilizado, há limites.

Será, digamos, um pouco constrangedor mudar tão rapidamente de “amor”.

Algum “gênio” do staff de Neymar deveria perceber que esse leilão de última hora é péssimo para a imagem do atleta.

A palavra de um homem é o retrato do seu caráter.

Em alguns momentos não é aceitável ficar em dúvida.

O Santos decidiu vender Neymar para não ficar com o cofre zerado.

E o jogador vai “analisar as duas propostas”?

Isso não é coisa para ser “pensada” agora.

Essa “dúvida” cria narizes torcidos em Barcelona e em Madri.

Até mesmo o destino escolhido terá  restrições silenciosas, antes mesmo da chegada.

Refiro-me aos torcedores, que dão muita importância a pequenas demonstrações de gratidão, seriedade, preferência, postura firme, lealdade, simpatia e desapego.

A escolha de Neymar deveria ter sido feita do alto da janela na Vila Belmiro, no final do último capítulo.

Um anúncio rápido, objetivo e seguro.

Os gestores da carreira do jogador… escorregaram.

Arbitragem: erro visto na TV não é erro

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Arbitros paulistas recebem ISOGustavo Caetano Rogério, reconhecidamente, é um dos maiores conhecedores de arbitragem no Brasil. É um consultor permanente sobre o tema.

Nunca foi árbitro. Mas ocupou postos importantes no setor. Foi supervisor técnico da CEAF-SP entre 90 e 93; diretor da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol entre 94 e 2002; orientador técnico do setor de árbitros entre 90 e 2002; instrutor nacional de arbitragem entre 98 e 2002 e inspetor de árbitros da Conmebol entre 98 e 2002.

Gustavo Caetano é apaixonado e um profundo estudioso dos assuntos que envolvem a arbitragem de futebol.

Em 2012, a arbitragem não viveu um bom ano.

Para o especialista, só existe uma maneira de começar a melhorar:

“A primeira coisa a ser feita pelo comando do futebol é criar a Escola Nacional de Arbitragem.Com linguagem única. A chance da arbitragem seguir um critério seria muito grande. Hoje, isso não existe. Cada um apita de um jeito.”

“Sobre erros de arbitragem, é preciso uma análise justa. Erros que só são vistos graças à TV não devem ser considerados erros. Erros que todo mundo vê, menos o árbitro, esses são graves.”

Juari: “errei quando assumi a condição de ídolo”

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 26/02/1981

Amadurecido pela vida, Juari confessa o desejo de voltar ao futebol brasileiro e jogar pelo selecionado. Como tantos outros, tornou-se ídolo prematuramente e a queda rápida também. A ausência de uma estrutura maior e a presença de falsos amigos geraram a chegada de maus momentos. Criado pelo clube, não conseguiu libertar-se facilmente do cordão umbilical e o atrito foi inevitável. Apesar de gestos alegres e extrovertidos, seus olhos não escondem uma permanente tristeza interna. As pessoas ainda continuam chocadas pelo fato do negro Juari ter casado com uma moça branca. Este experiente moço de 21 anos não esquece os treinadores que o ajudaram e nem o conselheiro Ailton Lira. O que mais ressalta em Juari é o desejo de voltar à Vila Belmiro. Foi criado nela e por ela. Conquistou e conservou amigos. As praias provocam uma paixão interminável e o amor provoca reações inexplicáveis. O veloz atacante tem lugar em muitos clubes brasileiros e o grande obstáculo é o seu alto salário atual, mas até ganhando menos ele admite voltar.

Ele sente que está maduro suficiente para suportar muitas coisas que não conseguiu num passado recente.

É um experiente aos 21 anos de idade. Campeão Dente de Leite, Campeão Infanto-Juvenil, Campeão Juvenil, Campeão e artilheiro do Paulistão de 1978, Campeão do Torneio Cidade de Leon-México em 1977.

Enfrentou bons e maus momentos. Foi considerado ídolo e mascarado; alegre e irresponsável; sincero e falador. Um jogador polêmico e que indiscutivelmente se identificava com a jovem e extrovertida torcida do Santos. Da Vila Belmiro foi para o México e daquele país foi transferido para a Itália onde vem se destacando, apesar de jogar num time que não representa uma grande força do futebol italiano: o Avelino.

Mas a imagem de Juari ficou ou começou a ficar arranhada quando foi taxado de mascarado:

“Foi um período difícil na minha vida. Saí do juvenil, ingressei no time principal do Santos, integrei a Seleção do Brasil e muita coisa começou a mudar. Passei a criar um certo status e fiquei mais sério. Mas as pessoas começaram a falar que eu estava mascarado. Entretanto, posso afirmar, que minha consciência está e sempre estava tranqüila. Eu sempre estive bem comigo mesmo…”.

“Admito que fiquei um pouco empolgado e resolvi mudar de carro e consegui alguns novos amigos. Aliás, alguns deles demonstraram falsidade…”.

“Meu rendimento dentro do campo caiu muito também e as pessoas diziam que eu estava mascarado. Conheci falsos amigos e não quero citar nomes. Depois que conheci minha esposa aprendi muita coisa. Hoje para uma pessoa participar do meu círculo de amizade, há necessidade de algum tempo para um perfeito conhecimento. Não quero mais ter decepções…”.

“As pessoas exigiram muito de mim. Todos: jornalistas, torcedores, companheiros. Claro que não agiram errado, mas eu não estava preparado para suportar toda a carga. Os momentos tentos: minha mãe morreu, fiquei um pouco perdido, só pensando no presente, nem olhando para o futuro…”.

“Cheguei numa verdadeira encruzilhada e tive que decidir entre ser um playboy ou jogador profissional de futebol. Optei pela segunda”.

“Disse e confirmo: se pudesse escolher não seria jogador. Desgasta muito e seu eu pudesse voltar atrás seria advogado. Mas agora não há alternativa e dedico-me inteiramente ao futebol e na verdade hoje as coisas são mais fáceis porque sou muito mais maduro, experiente, calejado”.

“Não ocorreu nenhum atrito com o Clodoaldo. Apenas foi um choque de opiniões que hoje entendo estar totalmente ultrapassado”.

“Nunca fui ingrato com o Clodoaldo. Aliás, ele ajudou-me muito enquanto estive no Santos. Mas decidi não permitir nenhuma interferência na minha vida particular. Tanto o Clodoaldo como outros companheiros não aprovavam o meu casamento, mas hoje posso garantir que foi a melhor coisa que aconteceu na minha existência…”.

“Depois da morte da minha mãe, fiquei quatro ou cinco meses completamente abalado. Mas conheci minha mulher atual e depois fui vendido para o futebol mexicano. Eu e ela começamos a decidir tudo sozinhos e o entendimento foi sensacional. Quando estava começando a entender o idioma, fui transferido para a Itália e outra vez passamos a viver muito bem. Tenho hoje uma situação financeira quase estável. Ganhei dinheiro na três últimas transferências. Quando deixei o Santos só tinha o carro, nada mais”.

“Muitas vezes, na Itália, as pessoas perguntam porque um negro casou com uma branca e nós respondemos que nos amamos e que somos felizes”

“Tenho no meu clube um bom relacionamento e são muitos os casais amigos. Há alguns dias recebi um prêmio – Top 11 – e encontrei grandes jogadores italianos e fiquei até emocionado pela maneira com que fui recebido pelos colegas. Quero só ter amigos”.

“Confesso que muitas coisas que eu disse no passado não deveria ter dito, mas de qualquer maneira valeu o fato de ter sido sincero”.

“O meu maior erro foi ter assumido a condição de ídolo do Santos. Fui envolvido por uma série de aspectos”.

“Quero dizer também que não conheci ninguém com intenções de prejudicar-me dentro do futebol. Encontrei sim, muitas pessoas apoiando-me, como por exemplo: Olavo, Zé Duarte, Alfredinho, Oto Gloria, Formiga, Pepe, Pelé e muitos outros jornalistas”.

“O Ailton Lira ensinou-me muitas coisas da vida e do futebol. Meu pior momento foi quando em 1979 tive que discutir o meu contrato com o Santos. Minha saída começou a acontecer nesta discussão. O Santos, na minha opinião, ficou muito preocupado com o possível fato de perder o controle daquele que era chamado um menino da Vila.

“Alguma pessoas não entendiam que eu estava crescendo e começava a ter as minhas próprias opiniões. Eu ouvia sugestões, esclarecimentos, mas a decisão final era minha”.

“Não consegui descobri porque alguns não queriam o meu casamento. Acho que apenas não perder o menino Juari. O argumento mais usado era o da minha idade, mas dois anos se passaram e tudo está bem”.

“O futebol italiano está numa fase de renovação. Já classificado para a Copa do Mundo, posso garantir que irá recuperar o prestígio. Para o sul-americano é um futebol violento, mas eu diria que é um futebol duro. O Enéas está bem e deve sair do Bologna. O Falcão é ídolo, falar mal do Falcão é como se alguém estivesse criticando o papa”.

“Quando eu cheguei aqui em São Paulo disseram que eu abandonaria o futebol por uma contusão no joelho. Não é verdade, estou em tratamento e o problema não é grave”.

“Quem joga no Santos jamais consegue esquecê-lo. O clube é ótimo e a cidade maravilhosa. Eu não consegui esquecer o Santos. E não seria algo impossível voltar ao Santos, apesar do meu salário atual. Existem situações que provocam um retorno, até mesmo ganhando um salário menor”.

“Meu sonho é voltar ao Brasil e jogar na Seleção do Brasil. Gosto do Internacional, Flamengo, Corinthians e Santos. Claro que sou profissional e jogaria em qualquer time brasileiro, mas internamente a gente sempre tem preferências. Se voltasse ao Brasil, atualmente, seria o momento certo. A vida ensinou-me muita coisa. Não sei se teria estrutura para ser ídolo, mas garanto que seria muito menos crucificado”.

“Ainda há algum tempo os jornais mostravam que eu havia levado o Santos à vitória muitas vezes e isso gera uma carga enorme de responsabilidade. Hoje as coisas seriam diferentes. Jogaria muito e não assumiria uma condição de ídolo”.

“Nunca fiz grandes contratos no Santos e isso é natural quando um jogador é criado por um clube. Mas acredito que muitos ficaram tristes com a minha saída, enquanto outros gostaram”.

“Eu gosto da torcida”.

“O jogador mais comentado na Itália é Zico e dizem que ele tem contrato assinado com o Milan. Falam do Zé Sérgio, do Serginho, do Sócrates…”.

“O Sérgio Clérice, treinador do Santos, tem muito prestígio na Itália. Quando eu saí do Santos pensava ver o Santos com um ataque formado por Batata, Claudinho e João Paulo, mas parece que isso não aconteceu, não é?”.

“Mas o Santos que eu aprendi a gostar era agressivo e tinha um ataque veloz. Esse é o Santos que eu adoro e que os italianos comentam. Queiram ou não os meninos da Vila são comentados na Europa e estou sabendo que o Sérgio Clérice segue esta filosofia”.

Errar é humano, persistir com Ronaldinho é burrice

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

Qualquer jogador tem direito e pode passar uma má fase. Inclusive os craques, porém não é o caso de Ronaldinho Gaúcho. A má fase do atacante tem outro nome: alienação. Não tenho dúvida de no caso dele os milhões amoleceram, tiraram o sentimento de competitividade e prazer em jogar bola.

Se o Flamengo ganha ou perde, nada interessa a Ronaldinho. A sua programação de festas e vida social continuam. Vive com dores musculares e preguiça de treinar. É um direito de Ronaldinho gastar e aproveitar a sua vida como bem entende, desde que não afete os direitos alheios, no caso do Flamengo e a enorme torcida.

Ronaldinho recebe uma fortuna mensalmente. A sua aquisição visava retorno em campo e fora dele. Não conseguiu nem um e muito menos outro. O fracasso de marketing foi tão grande que não faturou nem para pagar o salário. Diferente de Ronaldo, em campo pouco produziu para o Corinthians, pelo menos vendeu barbaridade, pagou o seu salário e ainda deu substancioso lucro.

Depois de um ano, o resumo na novela é o seguinte: quem acompanhava o futebol europeu já sabia que Ronaldinho pouco ajudaria o Flamengo dentro de campo.  Lances esporádicos de talento individual e alguns gols (no ano passado marcou 21). A intenção era badalar o clube, dar visibilidade através da vinda de uma estrela mundial atrelada ao faturamento milionário. Nada aconteceu. Foi um erro, como todo ser humano é normal errar, mas persistir é burrice. Chegou a hora de Ronaldinho deixar o Flamengo seguir outro rumo, parar de prejudicar o rendimento do time dentro de campo, não gerar nenhum retorno financeiro e ainda dar prejuízo.