Arquivo da categoria: escolas de samba

O dinheiro é o menor dos problemas

Leia o post original por Rica Perrone

O milhão a menos de cada escola é um problema na crise? É. Mas esse não é o grande problema da crise entre prefeitura e escolas de samba. O problema é o caráter. A forma. A real intenção. A falta de critério.  O lado pessoal e religioso acima do cargo. Crivella é um religioso fanático, …

“Se você fala de mim, não sabe o que diz…”

Leia o post original por Rica Perrone

Faz 20 anos. Era carnaval de 1997, meu pai me levou pela primeira vez à Sapucai. Eu gostava, via pela tv, decorava os sambas mas nunca tinha visto de perto. Eu já era Mocidade. Acho que sempre fui. Naquele dia eu descobri algo pelo qual me apaixonaria e nunca mais conseguiria largar. Era um ingresso …

Os sambas enredos para 2015

Leia o post original por RicaPerrone

O cd está sendo gravado. Mas os sambas para 2015 já estão todos escolhidos e devidamente anunciados em suas respectivas comunidades.  Eu não sou especialista, apenas um fã. E como tal, gostei da Beija-Flor, da Viradouro e da Imperatriz.

Acho os sambas da Mangueira e da Portela muito bons também. E o samba que mais gostei de toda a safra de sambas enredo para 2015 não entrou, que era o de Lequinho na Mangueira. Mas ainda assim a escola está muito bem representada.

Minha Mocidade teve uma safra fraca, o que aliás, é comum em sinopses do ótimo Paulo Barros. O que ele ajuda no desfile, não ajuda no samba enredo. Venceu o Ricardo Mendonça.

Como todos hoje em dia apresentam boa qualidade de gravação já como concorrente, então curta ai os 12 sambas que farão o maior espetáculo da terra em fevereiro de 2015.

Grande Rio

Enredo:  “A Grande Rio é do baralho!”
Compositores: Rafael Santos, Lucas Donato, Gabriel Sorriso, Leandro Canavarro e Rodrigo Moreira

Salgueiro

Enredo:  “Do Fundo do Quintal, Sabores e Saberes na Sapucaí”
Compositores: Xande de Pilares, Jassa, Betinho de Pilares, Miudinho, Luiz Pião e W. Corrêa

Beija-Flor

Enredo:  “Um Griô Conta a História: Um Olhar Sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos Sobre a Trilha de Nossa Felicidade”
Compositores: J.Velloso, Samir Trindade, Jr Beija flor, Marquinhos Beija flor, Gilberto Oliveira, Elson Ramires, Dílson Marimba e Silvio Romai

Mangueira

Enredo:  “Agora Chegou a Vez, Vou Cantar: Mulher de Mangueira, Mulher Brasileira em Primeiro Lugar!”
Compositores: Renan Brandão, Cadu, Alemão do Cavaco, Paulinho Bandolim, Deivid Domênico e Almyr

Imperatriz

Enredo:  “Axé-Nkenda! Um Ritual de Liberdade – “E que a Voz da Igualdade Seja Sempre a Nossa Voz”
Compositores: Marquinho Lessa, Zé Katimba, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna

Mocidade

Enredo:  “Se o Mundo Fosse Acabar, Me Diz o Que Você Faria Se Só Lhe Restasse um Dia?”
Compositores: Ricardo Mendonça, Tio Bira, Anderson Viana e Lúcio Naval

Portela

Enredo:  “ImaginaRio, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”
Compositores: Noca da Portela, Celso Lopes, Charlles André, Vinicius Ferreira e Xandy Azevedo

São Clemente

Enredo:  “A Incrível História do Homem Que Só Tinha Medo da Matinta Perera, da Tocandira e da Onça Pé de Boi”
Compositores: Leozinho Nunes, W Machado, Hugo Bruno, Diego Estrela, Ronni Costa e Victor Alves

União da ilha

Enredo:  “Beleza pura!”
Compositores: Djalma Falcão, Carlos Caetano, Gugu das Candongas, Beto Mascarenhas, Roger Linhares e Marco Moreno

Copa: turistas poderão desfilar no Sambódromo

Leia o post original por Wanderley Nogueira

O Carnaval é uma das principais atrações turísticas do Brasil. Por isso, nada melhor do que aproveitar o fluxo de turistas da Copa para promover uma atenção especial. Em entrevista à Wanderley Nogueira, Serginho, presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, revela que durante o Mundial adiantou: turistas estrangeiros vão poder desfilar no Sambódromo. Assista!


 

Como as escolas de samba conseguem patrocinadores?

Leia o post original por Wanderley Nogueira

O Carnaval movimenta milhões e aquece diversos setores da economia a cada ano. A captação de recursos favorece tanto as escolas quanto os patrocinadores, ainda que seja vetado merchandising explícito nos desfiles. Então, como fazer? O empresário Renato Cândido explica em entrevista a Wanderley Nogueira no JP Online Entrevista.


 

Resistência carnavalesca

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Desfile Escolas de Samba vazioOs desfiles das escolas de samba de São Paulo continuam castigando sambistas e o público. A apresentação das agremiações começam tarde da noite e acabam com o sol da manhã. É a chamada tortura. Poucos resistem.

Na década de 60 existia um programa chamado “Resistência Carnavalesca”. Criado pela TV. Record , teve grande sucesso.

A produção não escondia que o objetivo era testar o folego dos que 1000 participantes. Aqueles que se inscreviam sabiam o que teriam pela frente durante o carnaval.

A televisão mostrava o início da competição com o ginásio lotado de foliões.  Palhaços, índios, arlequins, colombinas, marinheiros dançavam no ritmo das músicas.

A regra era dançar os quatro dias sem parar em troca de bons prêmios.  Os guerreiros tinham direito de descansar alguns minutos por hora.

Repórteres e comentaristas analisavam o rendimento daqueles que se destacavam. A transmissão era em preto e branco.

O ritmo das músicas impunha o nível do esforço.  Frevos malucos geralmente derrubavam muitos concorrentes.  Alguns dormiam em pé, outros eram retirados de maca.

Na última noite, 20 ou 30 ainda resistiam.  Aí era a hora da bandinha entrar em ação pra valer.  Só executava músicas agitadas, rápidas, alegres.

Aos poucos, o grupo ia diminuindo.  O último , em pé, era considerado o vencedor.

Geralmente não tinha nem força para responder perguntas do repórter.  Um deles, dormiu sobre um dos prêmios recebidos.

Os grandes Raul Tabajara e Silvio Luiz comandavam as transmissões.  Outra época e aqueles que participavam conheciam as dificuldades e as regras do jogo.

Voltando ao presente, nos dois dias dos desfiles no Sambódromo , famílias inteiras não resistiram e foram embora.  Outras, fizeram das arquibancadas suas camas. Molhadas.

As últimas escolas passaram com o “teatro” praticamente vazio. Até os luxuosos camarotes foram abandonados enquanto o longo “show” prosseguia.

Os responsáveis pelo Carnaval de São Paulo precisam discutir, seriamente, o formato do evento.

Reduzir o número de escolas é fundamental. Limitar o número de integrantes é melhorar a qualidade.

Começar à noite e terminar antes do dia amanhecer é incentivar o interesse.