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Cartola do Santos ataca validade de trato com Atlético-PR, Bahia e Coritiba

Leia o post original por Perrone

O Santos pode sofrer sanções financeiras por ter descumprido acordo com Atlético-PR, Bahia e Coritiba por negociar com a Globo sozinho, rompendo o acordo de negociação conjunta assinado pela diretoria anterior? Para José Carlos Peres, presidente alvinegro, não. Ele questiona a validade do trato feito por seu antecessor, Modesto Roma Júnior e diz ter parecer de seu departamento jurídico sobre não haver motivo para temer uma punição.

“Esse acordo não foi submetido ao Conselho Deliberativo do Santos. Assim, não tem valor. Além disso, todo clube tem o direito de fazer o que acha melhor para ele e esse direito não pode ser vendido. O acordo para a negociação em conjunto fere a independência dos clubes. Não houve traição. Respeitamos Atlético-PR, Coritiba e Bahia, mas cada clube tem a sua soberania, tem o direito de agir conforme suas necessidades”, disse Peres ao blog.

Por sua vez, a antiga diretoria entende que não há exigência estatutária de o trato passar pelo conselho. E alega que havia cláusula punitiva para o caso de descumprimento. Os detalhes não são revelados sob a alegação de compromisso de sigilo.

Irritado com a atitude santista, Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, disse ao Blog do Rodrigo Mattos que há previsão de multa no documento assinado entre as quatro equipes. Porém, ele também afirmou não poder detalhar cláusulas.

“Não posso falar detalhes do acordo por causa da cláusula de confidencialidade. Mas posso dizer que o nosso departamento jurídico estudou o caso, não fizemos nada ilegal”, declarou Peres.

O presidente sustenta que o Santos tinha mais pressa para assinar com a Globo do que os outros três clubes. A urgência diz respeito à necessidade de receber o dinheiro de luvas pelo novo contrato a fim de pagar contas. O blog apurou que o montante referente ao novo acordo deve ser recebido na próxima segunda feira. O contrato com a emissora é para a transmissão dos jogos do Brasileirão em TV aberta e pay-per-view entre 2019 e 2024.

“Peço desculpas ao Petraglia, ao Coritiba e ao Bahia, mas minhas necessidades são fora do tempo deles. Tenho contas pra pagar todos as segundas. Estou pagando dívidas da gestão passada”, afirmou o presidente santista.

Além da necessidade de receber já o dinheiro das luvas do novo contrato, a atual diretoria do Santos tinha como meta reconstruir a relação com a Globo, dinamitada quando Modesto entrou em acordo com o Esporte Interativo para a transmissão dos jogos do time no Brasileirão em TV fechada.

 

Opinião: novo contrato obriga Santos a brigar com Globo por mais espaço

Leia o post original por Perrone

Ao assinar contrato para transmissão de seus jogos em TV aberta e por pay-per-view no Brasileirão entre 2019 e 2024 com a Globo, a diretoria do Santos agiu na contramão do que espera a maior parte de sua torcida, favorável a um jogo duro com a emissora. A atitude do presidente anterior, Modesto Roma Júnior, que acertou com o Esporte Interativo para as partidas em canal fechado e tinha acordo para negociar com a Globo em bloco, ao lado de Atlétcio-PR, Bahia e Coritiba, agradava mais a esses torcedores.

O grupo de santistas que costuma entoar cânticos contra a principal rede de televisão do país se queixa, entre outras coisas, de que os jogos de seu time têm pouquíssimo espaço na grade do canal.

Ao mesmo tempo, era um projeto de campanha do novo presidente, José Carlos Peres, reconstruir a relação com a antiga parceira, dinamitada desde a assinatura com o Esporte Interativo.

O dirigente fica numa posição desconfortável ao abandonar o rumo que satisfazia a maioria da torcida. Para diminuir o risco de não ter sido em vão, ele precisa trabalhar nos bastidores para convencer a Globo a passar mais jogos do time em canal aberto. A missão é árdua, já que a emissora define sua grade de acordo com a audiência. Não há como negar que nesse quesito o Santos está atrás de Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

Assim, é difícil que só com diplomacia Peres consiga reverter o quadro. Ele precisa ser insistente. E não é só para evitar impopularidade entre os torcedores que ele precisa de mais espaço pro time no canal. O aumento de jogos transmitidos ao vivo é fundamental para o clube tentar cotas melhores no futuro, inclusive quando o atual presidente não estiver mais no cargo. A visibilidade também aumenta o valor do uniforme para patrocinadores.

Nesse cenário, na opinião deste blogueiro, ao optar por romper trato com outros clubes que pressionava a Globo, a diretoria santista pensou a curto prazo. Parece ter agido mais de olho numa injeção de dinheiro com bonificações pelo novo contrato para pagar compromissos urgentes do que preocupada em se fortalecer a longo prazo na relação com o grupo da família Marinho.

Oswaldo e Esporte Interativo: as polêmicas da noite!

Leia o post original por Milton Neves

Tinha tudo para ser uma noite de quarta-feira bem morna, com poucos times grandes em ação enfrentando equipes muito menos expressivas.

Mas não é que fora de campo a coisa ferveu?

Primeiramente, uma polêmica para lá de desnecessária envolvendo o canal Esporte Interativo e os torcedores do São Paulo Futebol Clube.

Quando a bola rolou no Morumbi para Tricolor e Bragantino, a emissora, via Twitter, publicou a infeliz imagem abaixo:

Os tricolores, claro, se revoltaram nas redes sociais.

Na sequência, o Esporte Interativo apagou a postagem, mas não conseguiu diminuir a ira dos são-paulinos.

Mais tarde, depois que a bola parou de rolar, cenas lamentáveis envolvendo o sempre tão tranquilo Oswaldo de Oliveira e o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência.

Oswaldo, inclusive, chegou a partir para cima do jornalista (veja abaixo).

Bom, eu não sei se essa rixa já vinha de outros carnavais, mas nada justifica, não é mesmo?

E outra coisa, o repórter não tem culpa se o Galo não anda jogando nada!

Atualização – Em nota, Oswaldo de Oliveira se desculpou, mas disse ter sido xingado pelo repórter

Mas, e você, torcedor?

O que achou dessas confusões?

Opine!

Ibopismo x Meritocracia

Leia o post original por Odir Cunha


Essa música resume a carta de intenções da Rede Globo de Televisão

O que é mais importante para o futebol brasileiro e o que desperta mais curiosidade no telespectador? As oitavas de final da esvaziada e secundaríssima Copa Sul-americana, ou as quartas de final da Copa Libertadores da América, a versão sul-americana da Champions League? Bem, qualquer um que acompanhe o futebol, mesmo superficialmente, saberá responder a essa questão, mas os experts em programação da Rede Globo não sabem.

Assim, na noite do dia 13 de setembro, em que o único time invicto da Libertadores, e também o único paulista, enfrentará o Barcelona em Guayaquil, a Globo transmitirá para São Paulo um jogo da Copa Sul-americana do alvinegro de Itaquera, um de seus dois times preferidos. Para o santista essa insólita decisão não foi surpresa, mas o fato pede uma análise.

Os pragmáticos alegarão que o motivo é o malfadado ibope. Em qualquer circunstância, o alvinegro de Itaquera daria mais audiência do que o Santos. Mais ibope quer dizer mais dinheiro, e esse é um argumento que, desde programadores de tevê a políticos brasileiros, ninguém discute. É por aí mesmo? Positivamente, não.

Após analisar a audiência de centenas de jogos televisionados, fiz um texto que publiquei no Metro Jornal com o título “O be-a-bá da audiência do futebol”, no qual abordo as circunstâncias que fazem uma partida atrair mais telespectadores. Sugiro que leiam antes de continuarmos a conversa:
Clique aqui para ler o artigo

Pois bem. O confronto do Santos se enquadra no item 3, “Jogo Importante”. É evidente que um título da Libertadores é milhões de vezes mais significativo para o futebol brasileiro do que um da Sul-americana. Há ainda a circunstância de a Libertadores já estar nas quartas de final, um estágio à frente da outra. Some aí o fato de o Santos ser, ao lado do São Paulo, o clube brasileiro que mais vezes ganhou a competição (três) e, como eu disse, manter-se como o único paulista e o único invicto nessa edição de 2017.

Para complementar o interesse, há o detalhe de o Barcelona de Guayaquil ter eliminado o Palmeiras. Ou seja, além de santistas, que torcerão a favor, palmeirenses e outros torcedores provavelmente assistiriam à partida para “secar” o Santos, aumentando a audiência.

Revanchismo da Globo?

Muitos santistas afirmam que a Rede Globo age assim com o Glorioso Alvinegro Praiano porque o Santos assinou um contrato de canal por assinatura com o Esporte Interativo. Lembram que ex-funcionários da emissora carioca costumam reclamar dos tempos em que ficam na “geladeira”, impedidos de trabalhar. Ou seja, a Globo seria vingativa e usa o seu poder enaltecer amigos e destruir inimigos. Tudo pelo ibope, ou pelo dinheiro, este último um argumento irrefutável no nosso Brasil.

É difícil acreditar que uma emissora que opera sob uma concessão do governo agiria de maneira tão sórdida. Porém, sem provas da tamanha injustiça, apenas percebo as evidências e, como todos, fico com a pulga atrás da orelha. Não foi essa mesma empresa a parceira do governo na investigada Copa do Mundo de 2014?

E por falarmos daquela Copa de tão más recordações, não seriam aqueles 7 a 1 impiedosamente assinalados pelos alemães um claro sinal de que, além da nossa badalada e frágil Seleção, havia muito mais coisas erradas no futebol brasileiro?

Bem, se aquele vexame profundo e inesquecível queria dizer que o Brasil teria de voltar a valorizar seus melhores times e jogadores, esquecer o sensacionalismo e dar valor ao que realmente é mais importante, então nada foi aprendido. Querer empurrar goela abaixo da população de São Paulo um jogo sem nenhuma significância, em vez de mostrar um duelo importante pela Copa Libertadores é o fim da picada.

Depois que o Brasil tomar outra traulitada na Copa da Rússia, que os solertes jornalistas ou quetais da emissora não venham criar teorias esotéricas para explicar um desastre que começa nos corredores da própria empresa em que trabalham.

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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo
As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem

As regras para uma boa entrevista
Da preparação à técnica de colher informações e escrever

As dez qualidades do bom jornalista
Extraídas do livro “Lições de Jornalismo”.

Como escrever para
Jornal – Revista – Rádio – TV – Blog

Mídia Social e Assessoria de Imprensa
Como planejar e divulgar cada cliente

Escrever um livro
Como pesquisar, escrever e publicar

Os limites da polêmica
Como evitar os crimes de opinião:
Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto
Clareza
Objetividade e ordem direta
Escolha das palavras simples e concretas
Uma ideia por parágrafo
Precisão. Sem ela não há credibilidade.
Isenção. A necessidade de ser neutro.
Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.
A importância de reler o texto
Criatividade e os caminhos que levam a ela

Comportamento do repórter
Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.
Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Descrição das funções Jornalísticas
Repórter – Copidesque – Chefe de Reportagem
Revisor – Editor – Editor-chefe

Como fazer
Títulos – Subtítulos – Olhos – Intertítulos – Legendas

– Tarefas na classe e em casa
– Matérias sobre eventos escolhidos
– Trabalho Final
– Entrega de Certificado de Conclusão com o número de horas/aula

Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Carga horária: 16 horas

Datas e horários: dias 5, 6, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de setembro, das 19h30 às 21h30.

Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP).

Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.

Investimento: R$ 300,00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de setembro.)

Sócios da ACEESP em dia com a anuidade não pagam.

Informações e inscrição até 4 de setembro pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br


Contrato de TV: cinco rivais se unem para tentar alcançar Corinthians e Fla

Leia o post original por Perrone

Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL em Curitiba

Cinco clubes da Série A que têm contrato com o Esporte Interativo para transmissão de jogos do Brasileirão por TV fechada a partir de 2019 discutiram nesta sexta durante reunião no Palmeiras uma estratégia para ficarem mais fortes nas próximas negociações de contrato. O objetivo é equilibrar o jogo com Flamengo e Corinthians, tradicionalmente donos das maiores cotas de televisão.

Além do alviverde, Santos, Coritiba, Atlético-PR e Bahia participaram do encontro. A estratégia deles é fazer as próximas negociações em bloco. Todos teriam uma só posição, o que em tese aumentaria o poder do grupo. A ideia é atrair os demais times que fecharam com o EI, que também participou da reunião para tratar de assuntos ligados ao seu acordo.

O raciocínio é que se estiverem separados no mercado, Flamengo e Corinthians continuarão tendo mais peso nas tratativas com as emissoras por terem as maiores torcidas do país.

O primeiro teste da nova tática deve ser a negociação da transmissão pelo pay-per-view. Os cinco clubes combinaram de negociar em conjunto. Eles já decidiram que não aceitam as pesquisas com assinantes como um dos critérios para dividir as cotas, método previsto no acordo atual com a Globosat. A ideia é que todos compradores de pacotes declarem seus times para dar mais precisão ao levantamento. Acreditam que dessa forma, a diferença para Flamengo e Corinthians vai cair.

Outra briga será para que a emissora que fechar contrato aumente a participação dos clubes na arrecadação obtida com o pay-per-view. Hoje, eles ficam com cerca de 30% da receita. A fatia maior beneficiaria a todos, incluindo os que não estiverem negociando em bloco.

Entre alguns dos participantes, o projeto é visto como uma tentativa de reconstruir o que foi destruído com o fim do Clube dos 13, entidade que era encarregada de negociar os contratos de transmissão pela TV. Em 2011, o Corinthians, presidido por Andrés Sanchez, liderou a implosão do C13 ao sair dele para negociar separadamente seus contratos. Dessa forma, conseguiu um trato muito mais vantajoso. O mesmo aconteceu com o Flamengo.

Outras tentativas de uma nova união entre os clubes já foram feitas, mas todas sem sucesso.

A próxima reunião para debater esse posicionamento unificado está prevista para 15 de março, em Santos.

Não há jornalismo esportivo

Leia o post original por Rica Perrone

Pode parecer uma forma impactante de manchetar o post, mas não. Na real é o que penso, o que sempre defendi e o que me fez tomar os caminhos que tomei na vida. O conceito base de jornalismo é a isenção. Você só pode fazer boa apuração e se comprometer com a verdade caso não …

EI não pensa em acordo com Globo por jogos de times de emissoras diferentes

Leia o post original por Perrone

O Esporte Interativo (EI) não está preocupado sobre o que fazer em partidas entre equipes com as quais tem contrato e as que assinaram com a Globo para a transmissão em TV fechada do Brasileiro de 2019 a 2024. A avaliação da emissora é de que ela não precisa desses jogos para fazer com que seu modelo seja rentável.

A menos que exista acordo entre TVs e clubes, os duelos em que as equipes possuem acordos com canais por assinatura diferentes não podem ser transmitidos nesse sistema.

“O desenho do nosso projeto prevê só os jogos com os times que assinaram com a gente. Não precisamos de outras partidas”, disse Bernardo Ramalho, diretor da Turner, dona do EI.

Ao blog, porém, a Globo já admitiu conversar com a concorrente para viabilizar as transmissões dessas partidas.

Na última terça, o EI anunciou oficialmente ter assinado com Santos, Internacional, Bahia, Criciúma, Joinville, Atlético-PR, Ceará, Fortaleza, Paissandu, Paraná, Coritiba, Ponte Preta, Sampaio Corrêa e Santa Cruz. Mas o time pernambucano alega que firmou só um pré-contrato e que depois se acertou com a Globo.

Cartolas que fecharam com EI agora dizem não temer retaliação da Globo

Leia o post original por Perrone

Com Felipe Pereira, do UOL Esporte, em São Paulo

Durante as negociações com o Esporte Interativo (EI) tanto clubes que aceitaram a proposta da emissora como os que a recusaram repetiram o mantra de que temiam represálias da Globo. Porém, agora que o acordo para a transmissão dos jogos do Brasileiro em TV fechada entre 2019 e 2024 foi oficialmente anunciado, o discurso mudou.

Os cartolas que acertaram com o EI passaram a afirmar que não existirão retaliações, como a Globo deixar de passar partidas de seus times na TV aberta. Ou oferecer a eles contratos ruins. Por sua vez, a Globo sempre negou a possibilidade de vingança.

“Nas semifinais do Paulista, a Globo vai passar na TV aberta Santos x Palmeiras. Isso é uma prova de que não tem retaliação”, disse Modesto Roma Júnior, presidente santista e cartola que mais havia afirmado temer represálias. Vale lembrar que o Palmeiras ainda não decidiu com quem fará acordo.

“Eles entenderam que o cenário mudou e que não adiantaria retaliar”, declarou Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético-PR.

“O Bahia é líder de audiência no Estado com larga vantagem sobre o segundo colocado. Você acha que a Globo vai deixar de fora nossos jogos?”, afirmou Marcelo Sant’Ana, presidente do Bahia.

Vitório Piffero, do Internacional, foi na mesma linha. “Eles não fariam isso com milhões de telespectadores. Não seria inteligente”, disse.

Quem trata com os cartolas sobre transmissão também notou a mudança do sentimento deles em relação a Globo. “Não sei qual o motivo, mas eles estão muito mais relaxados (sobre como serão tratados na TV aberta)”, contou Bernardo Ramalho, diretor da Turner, proprietária do EI.

Nesta terça, na apresentação do seu projeto para o Brasileirão, com 14 clubes (incluindo o Santa Cruz, que diz estar fechado com a Globo) das Séries A e B, a empresa também falou do efeito que sua entrada teve no mercado para os times. “Por causa da nossa participação haverá R$ 2 bilhões em dinheiro novo para os clubes”, disse Edgar Diniz, vice-presidente de conteúdo esportivo da Turner. No cálculo feito por ele estão a quantia que a emissora ofereceu a mais aos clubes em relação à proposta inicial da Globo e o aumento proposto pela concorrente após a ação do Esporte Interativo.

104 anos de luta!

Leia o post original por Odir Cunha

Um Santos que foge à luta não é o Santos. Provavelmente por isso, na reunião do Conselho Deliberativo, sentia-se no ar a disposição de, a exemplo do Brasil, passarmos o clube a limpo, acabando com as mazelas e as administrações irresponsáveis e incompetentes que o tem punido ao longo dos anos.

Com poucos votos contrários, o ex-presidente Odílio Rodrigues e os nove integrantes do seu conselho gestor foram expulsos do quadro associativo do Santos por gestão temerária. São eles: Thiers Flemming, José Paulo Fernandes, Luiz Fernando Vendramini Fleury, Júlio Peralta, Alexandre Daoun, Francisco Cembranelli, Ronald Luiz Monteiro e José Berenguer. Que isso sirva de exemplo a todas as gestões futuras do Santos, inclusive à atual. O caso ainda será levado à Justiça.

Senti entre os conselheiros uma grande aceitação ao jogo contra o Barcelona. Antes da reunião do Conselho, conversei com o diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, e ouvi dele que “esse é um jogo para o Maracanã”. Também acho. Quanto aos que consideram o time catalão invencível, acredito que mais uma derrota do esquadrão de Messi e Neymar, dessa vez para o Atlético de Madrid, derrota que o tirou da vital Liga dos Campeões, tenha mostrado que não é tão poderoso assim.

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Sabe por que o Santos não quis marcar o jogo contra o São Bento para o Pacaembu? Pela oposição dos jogadores e do técnico Dorival Junior, que garantem a vitória quando a partida é na Vila Belmiro. Tudo bem, mas então que assinem um compromisso prontificando-se a ressarcir o clube dos prejuízos causados por jogar em um estádio de menor capacidade.

O técnico Dorival Junior também é contra o jogo com o Barcelona. Não quer correr o risco de passar um vexame. Para mim, passou um vexame maior ao colocar reservas nos jogos contra Coritiba e Vasco e abrir mão da vaga na Copa Libertadores para o São Paulo, que agora tem boas chances de passar para a próxima fase da competição sul-americana.

Uma boa notícia: o Palmeiras está mesmo embarcando no Esporte Interativo. Era um caminho óbvio, já que o Alviverde é tão “esquecido” pela Globo como o Santos. É hora de se fortalecer a parceria entre Santos, Palmeiras e Esporte Interativo. Os dois clubes e a emissora devem agir nesse sentido. Quem andou dizendo que o Santos ficaria sozinho no contrato com o EI agora deve estar desconversando. O novo canal esportivo é uma realidade. Veio para ocupar espaço importante nas transmissões de futebol no Brasil.

E você, o que pensa disso?


O Capivariano e a Globo

Leia o post original por Odir Cunha

Falarei de dois adversários do Santos: o primeiro é factual, o humilde Capivariano, que recebe o Glorioso Alvinegro Praiano neste domingo, às 18h30, pela penúltima rodada do Campeonato Paulista. Com poucas chances de se salvar do rebaixamento, o tradicional time de Capivari, a três anos de completar seu Centenário, precisa muito da vitória. O outro adversário é a Rede Globo, esse de longa data,que tem insistido em ignorar o time de história mais rica do futebol brasileiro.

Com apenas duas vitórias no Campeonato, jogando em casa o Capivariano só venceu o São Bernardo, na quinta rodada, por 2 a 0. Mas veja como são as coisas: justo esse São Bernardo dominou o Santos na Vila e quase o venceu. No final, o empate por 1 a 1 foi até bom para os santistas. O que quero dizer com essa lembrança é que o desesperado Capivariano merece cuidados e, se quiser garantir o primeiro lugar do Grupo A, neste final de semana, o Santos precisará de uma vitória, o que sempre é uma tarefa hercúlea quando se trata de jogos distantes da aconchegante Vila Belmiro.

Para quem não sabe, o Capivariano não tem nenhuma fábrica de Meninos da Vila, mas já revelou jogadores que fizeram alguma história, como o goleiro Zetti, o meio-campo Amaral, o lateral-direito Cicinho e o zagueiro Dante. Bem, do adversário de amanhã o que tinha falar era isso. Agora, vamos ao inimigo mais poderoso.

Como ficou provado agora, com a entrada triunfal do Esporte Interativo no mercado das transmissões futebolísticas nacionais, a Globo foi pouco inteligente ao criar seu plano geopolítico para o futebol brasileiro, privilegiando o alvinegro paulistano e o rubro-negro carioca. A emissora carioca apostou na inércia do mercado e na manutenção do sistema de cartéis e monopólios que dominam as relações comerciais brasileiras, e se deu mal.

Dizem que ela ainda tem um lucro monstruoso com o futebol e está pouco se lixando com as saídas dos clubes que estão assinando com o Esporte Interativo. Balela. Uma competição depende de todos os clubes participantes, e a bola dividida com o Esporte Interativo obrigará a acordos entre essas duas emissoras e os times envolvidos. Não será mais a moleza de antes.

Como esse tem sido um tema recorrente deste blog há alguns anos, sinto-me confortável para dizer que o problema da Globo pode ser resumido em suas palavras: arrogância e burrice.

Optasse pelo caminho sugerido do Mérito Esportivo, com a divisão de cotas similar às de Alemanha e Inglaterra, e não teria havido a diáspora, pois os clubes e seus torcedores estariam satisfeitos. Se há uma coisa que o torcedor respeita é o mérito do time que joga melhor. Mas a Globo esqueceu o mérito e criou um sistema de reserva de mercado que pagava muito mais aos mesmos clubes, independentemente de suas performances nas competições.

Enfim, a exemplo de tanta coisa errada que está sendo desvendada no Brasil, a Globo escolheu manter uma relação obscura e promíscua com os dirigentes de clubes, fazendo-os assinar contratos muitas vezes lesivos às suas agremiações, tudo isso com o intuito de levar adiante o maquiavélico plano geopolítico da Espanholização versão tupiniquim.

E você, o que acha disso?