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Palmeiras sufoca o Flu no Mané

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras sufocou quando foi preciso. Fez os gols na hora certa. E segurou o jogo quando percebeu que o Fluminense não oferecia mais perigo no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O placar de 2 a 0 ficou no tamanho certo. Se a equipe de Cuca tivesse forçado mais, com certeza teria goleado o tricolor, que mostrou fragilidade e ficou longe da disputa pela ponta. Os alviverdes lideram.

Os palestrinos pressionaram a saída de bola e, muito ligados, chegaram ao primeiro gol aos 19 minutos, quando o goleiro Diego Cavalieri não cortou lançamento na área e a bola que parecia perdida foi alcançada num lance acrobático por Dudu: 1 a 0. Mais seis minutos e o Palmeiras liquidou a partida. Depois de chute de Moisés, que rebateu em Mina, a bola sobrou para Jean. Ele acertou chute indefensável: 2 a 0. No ângulo.

Tudo poderia mudar, se o goleiro Jailson não tivesse aparecido aos 31 minutos para salvar gol certo de Wellington. O atacante chegou a passar pelo goleiro e bateu firme. Mas Jailson apareceu para impedir que o Fluminense entrasse de novo no jogo.

As tentativas de reação paravam na forte marcação verde. Todo o time de Cuca estava envolvido em bloquear qualquer ação. Quando retomavam a posse da bola, vinha contra-ataque perigoso.

Levir Culpi tentou mudar a história no segundo tempo, com a entrada de Marquinhos e Aquino, para o Flu ficar mais rápido. Não deu muito certo. Mas quando dava, quem aparecia? Jailson, como aos 14 minutos, ao fazer grande defesa em cobrança de falta de Gustavo Scarpa.

Gabriel Jesus marcou o terceiro, mas estava impedido. Cavalieri e a trave impediram mais uma vez o terceiro gol. E Wellington Silva salvou para escanteio, depois de Dudu ter driblado Diego Cavalieri.

De ruim, só a arbitragem de Ricardo Marques Rebello. Não errou lance decisivo. Mas, permitiu que a partida fosse truncada por lances desleais dos dois lados. Conversava e distribuía cartões. Foram 12 no total.

Diego e Robinho alegram a manhã de domingo

Leia o post original por Antero Greco

Robinho e Diego foram símbolos da segunda geração dos Meninos da Vila, no início dos anos 2000. Garotos recém-saídos da base, brilharam no Santos campeão brasileiro, despontaram como candidatos a astros. Ficaram pouco tempo por aqui, bateram asas e foram tentar fama e fortuna no mundo.

Agora, veteranos, na fase derradeira das respectivas trajetórias, estão de volta, de novo em clubes de ponta. E, por essas conjunções do destino, marcaram gols decisivos no final da manhã deste domingo. Diego fez o segundo do Flamengo, nos 2 a 1 sobre o Grêmio, no Mané Garrincha, e carimbou de forma positiva a estreia. Robinho garantiu o 1 a 0 do Atlético-MG sobre o Atlético-PR no Independência.

Velhos amigos, compadres, parceiros que estão prontos para ajudarem os times deles na corrida pelo título nacional. O Fla foi a 38 pontos, está em terceiro lugar. O Galo, com 38, é o vice-líder. Ambos torcem por tropeço do líder Palmeiras (39 pontos e que logo mais recebe a Ponte Preta). E, se possível, também secam o Santos (36 pontos, que visita o Coritiba).

Diego teve boa movimentação na primeira aparição com a camisa rubro-negra, número 35 às costas. Ainda em busca de colocação adequada no esquema de Zé Ricardo, tabelou, deslocou-se, tentou lançamentos e, na primeira conclusão a gol, marcou, de cabeça. Comemorou, vibrou, chutou placa de publicidade. No aperitivo, deixou gosto bom na boca do torcedor. Ficou a agradável impressão de que não regressou para casa só para beliscar mais alguma grana. Será peça importante na sequência do campeonato. Vale como registro, também, o gol de Leandro Damião.

Robinho decidiu a parada para o Galo aos 39 minutos do primeiro tempo. Aquele gol que vem no momento adequado, quando o Furacão se animava com a possibilidade de surpreender em Belo Horizonte. Jogo equilibrado, alguma dificuldade para o Atlético, sobretudo no sistema defensivo. A vantagem deu tranquilidade, e Robinho (artilheiro do time) ditou o ritmo. Até cansar e ser substituído aos 26 da etapa final.

Se os resultados foram excelentes para Fla e Galo, o mesmo raciocínio não se aplica para Grêmio e Atlético-PR. Os gaúchos têm oscilado, e ganharam 5 dos últimos 12 pontos disputados. Estão na parte de cima, lhes falta o jogo atrasado com o Botafogo, mas vêm o risco de adversários ampliarem distância no topo. O Furacão amargou a quarta derrota em cinco partidas (terceira em seguida). Com 30 pontos, está perto de sair da corrida pelo título.

 

Não tem mais bobo no futebol? Tem. Somos nós

Leia o post original por Antero Greco

Impressionante como o Brasil perdeu a capacidade de impor-se no futebol, independentemente do adversário e da competição. Tanto fez se seleção principal, juvenil ou olímpica. Os vexames se sucedem.

Também pouco importa se o rival é a Alemanha, ou a Holanda ou o Peru, ou a África do Sul ou o Iraque. E daí que o torneio seja no Chile, nos Estados Unidos ou aqui mesmo? O fracasso é idêntico. A “amarelinha” está anêmica e não assusta mais ninguém.

Claro que há evolução mundo afora. Muito bem, todos têm direito de crescer, aprimorar-se, obter feitos inéditos. Nada contra sul-africanos ou iraquianos. Ao contrário, trata-se de povos sofridos, com história recente de mudanças, de guerras, perseguições. Que tenham alegrias no esporte e em qualquer atividade da vida.

Mas, pelo amor de Deus, é obrigação do Brasil ganhar deles. Não por presunção, por soberba – por camisa, história e tradição. E pelos jogadores de cada um. Os sul-africanos jogam todos em casa, com uma exceção. Os iraquianos vão pelo mesmo caminho. E só domésticos porque não atraem olhares nem dos centros periféricos do mundo da bola.

Os brasileiros ou atuam na Série A daqui ou, em muitos casos, são astros internacionais ou na mira dos gigantes europeus. Caramba, não pode um time que tem Neymar, integrante do trupe milionária e badalada do Barcelona, jogar bola murcha como essa que mostrou nas duas primeiras rodadas da Olimpíada.

Não é admissível uma equipe passar 180 minutos sem um golzinho, sem a bendita de uma bola na rede! Contra África do Sul e Iraque. Gente, não se fala aqui de alemães, espanhóis, italianos, franceses, ingleses. Mas de duas seleções sem história. Mesmo que tenham obtido progressos – e, de novo, parabéns para eles -, não poderiam ser páreo para a turma da casa.

Só que foram, e por demérito nosso. O Brasil comportou-se como um bando, um catadão, no segundo desafio seguido no Mané Garrincha. No primeiro tempo contra os iraquianos, até houve esboço de organização. A partir do intervalo, tudo foi pro espaço.

O técnico Rogério Micale sentiu a pressão da falta de gol e de novo colocou Luan, na ilusão de que um quarto atacante transformaria a equipe numa artilharia pesada. Desajustou o meio e não arrumou na frente. Virou um bumba meu boi ou um festival de tentativas individuais de resolver sozinho.

Ah, teve bombardeio contra o gol do Iraque. Grande coisa. Se pressiona direto, claro que algum perigo surge. Mas sem coordenação, sem brilho – e sobretudo sem calma. Na Copa, a seleção teve em Thiago Silva um capitão que chorava fora de hora.

Agora, com Neymar, tem um capitão com chiliques frequentes.  Em vez de ser a luz e a referência, foi outro ponto de tensão. E saiu mudo, do campo e do estádio. O capitão acha que não tinha o que falar para o torcedor? Então, preferiu o refúgio dos fones de ouvido.

Seria essa a resposta para as vaias? Vaias duras, mas merecidas? Se sim, que pena.

Sabe o papo de que não tem mais bobo no futebol? Tem sim, e pelo visto somos nós.

Fla sobe com a estrela de Vizeu. O Galo…

Leia o post original por Antero Greco

Uma das coisas bacanas do futebol daqui é o surgimento de novos astros. A todo momento, sem nos darmos conta, aparece um moço para chamar a atenção de torcedor e crítica. E faz crescer o olho de empresários e estrangeiros… Bem, faz parte da dinâmica da vida, mostra que o Brasil, mesmo me baixa, produz talentos como poucos.

A bola da vez é Felipe Vizeu. O rapaz ganhou espaço no Fla em função de oscilações da equipe, da inconstância de Guerrero e de outras opções no ataque. Sem alarde, dá conta do recado, já tem quatro gols, dois deles marcados na manhã deste domingo, nos 2 a 0 sobre o Atlético-MG. Saiu do gramado péssimo do Mané Garrincha, em Brasília, como o nome do jogo, aumenta pressão sobre o peruano e até sobre Leandro Damião, que acaba de ser contratado.

Se Vizeu será craque, goleador, fora de série, é outra história. Isso só o tempo dirá. Mas, se for preciso esperar meses, anos, até formular um conceito definitivo, então melhor nem escrever mais a respeito de futebol. A crônica diária é construída justamente da rotina, dos episódios miúdos, do momento. E no momento Vizeu é o destaque. E parabéns pra ele.

Parabéns também ao Fla, mais pelo resultado do que propriamente pela consistência. Há falhas na equipe, ela é inconstante, carece de harmonia e de criação. Mancuello e William Arão tiveram bons momentos, mas, assim como o restante do grupo, também têm dificuldade para manter o ritmo.

Mas importa que, na soma, está na parte de cima da classificação, no bloco principal, perto dos líderes. Fôlego virá quando Zé Ricardo e Jaime descobrirem a formação ideal. E quando diversos jogadores, como Guerrero, Cuellar, Mancuello e outros estabilizarem suas atuações.

De qualquer maneira, o Fla está mais sereno do que o Galo. A equipe de Marcelo Oliveira reagiu forte, rodadas atrás, e agora voltou a marcar passo. Neste domingo, sentiu demais a ausência de Cazares e Fred, além de ter um Robinho discreto, com pouco brilho. Elenco completo garante ao Atlético trajetória melhor do que a atual.

O problema é ter esse tal de elenco completo…

Corinthians agitado, mas a vitória é do Flu

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians teve momentos agitados na noite desta quinta-feira. Só lhe faltou futebol suficiente para evitar derrota (1 a 0) para o Fluminense, no clássico no Mané Garrincha.

Primeiro, houve homenagem para Tite, que debandou para a seleção. Depois, a volta de Elias, que ficou meia hora em campo e saiu machucado. Teve também Balbuena no lugar de Felipe, que foi embora para o Porto. Yago, aquele do caso de doping , atuou na zaga e foi expulso depois de cometer pênalti. Teve ainda a contusão de Walter, que abriu espaço para Cássio no gol. O ex-titular pegou pênalti chutado por Cícero, mas levou o gol no rebote.

Muita coisa ao mesmo tempo.

O Corinthians até que não foi mal na primeira apresentação sem Tite. Na etapa inicial, pelo menos, tratou de manter a posse de bola, propôs o jogo, incomodou Cavalieri. Enfim, jogou mais do que o Flu, apesar de recorrer em erro que se tornou frequente: finalizações sem muito perigo.

No segundo, o Flu equilibrou, embora sem forçar o ritmo. Saiu do aperto, empurrou um pouco o Corinthians para o próprio campo e trabalhou o suficiente para fazer um gol. Levir Culpi começou com Marcos Júnior e Richarlison na frente, e terminou com Maranhão e Magno Alves. Ele continua em busca do substituto ideal para Fred.

O Corinthians busca treinador e também um nome certo para o ataque. Luciano ficou o tempo todo, mas com participação discreta. Nada muito diferente de quando atua André. Ou de quando entrava Romero. É uma interrogação a ser desfeita sob nova direção.

 

Na volta de Luan, a vitória palmeirense

Leia o post original por Antero Greco

O jogo estava empatado, por causa de dois gols logo no início – Gabriel Jesus de um lado, Alan Patrick de outro.  Já se passavam mais de dez minutos do segundo tempo e o Flamengo jogava melhor.

Foi quando técnico Cuca chamou o atacante Luan para entrar no estádio Mané Garrincha, que recebeu o maior público do Brasileiro até agora: mais de 54 mil pagantes.

Vocês imaginam o que deve ter sentido o Luan?

Ele estava voltando a vestir a camisa palmeirense, depois de ter saído do clube sem muito prestígio. Após uma contusão gravíssima que o afastou dos campos por muito tempo, ninguém esperava que voltasse a jogar pelo Palmeiras.

Mas lá estava ele, com a camisa 39, grandalhão, dedicado e obstinado. Tão obstinado que nos tempos do Felipão chegou a jogar até na lateral-esquerda. Neste domingo, não. Substituiu Matheus Sales, entrou para ser atacante pelo setor esquerdo.

E não é que o Palmeiras, que vinha sendo dominado pelo Flamengo de Zé Ricardo, acabou se impondo? Exatamente pelo lado dele. O time carioca começou a se encolher e a equipe de Cuca voltou a jogar como no primeiro tempo, quando foi bem melhor.

As chances verdes apareceram. Aos 19 minutos, o zagueiro Leo Duarte desviou a bola com a mão, mas o juiz não viu o pênalti. Aos 22, Muralha fez grande defesa. Aos 26, depois de um toque por cobertura, o Palmeiras faria o segundo gol com Gabriel Jesus, nas o zagueiro César Martins voou para espalmar. Dessa vez o juiz marcou o pênalti e o Flamengo ainda ficou com dez jogadores.

Para essa história terminar como num conto de fadas, Luan teria de bater pênalti e daria a primeira vitória como visitante a seu time no Brasileiro deste ano. Mas quem cobrou foi Jean.

O Palmeiras ganhou de 2 a 1, merecidamente, e Luan voltou a vestir a camisa do clube.

(Com participação de Roberto Salim.)

E brilha a estrela tricolor de Cavalieri…

Leia o post original por Antero Greco

Quando uma partida é decidida nos pênaltis, só quem tem a ganhar é o goleiro. Se tomar os gols, não lhe cabe culpa alguma; afinal, os chutes são praticamente à queima-roupa. Mas, se defender alguma ou algumas bolas, tem tudo para tornar-se herói.

Pois prevaleceu a segunda alternativa, no clássico que Fluminense e Inter disputaram no Mané Garrincha, na noite desta quarta-feira. Depois do empate por 2 a 2 no tempo normal, a vaga para a final da edição inaugural da Primeira Liga ficou para os pênaltis.

Daí, o brilho concentrou-se todo em Diego Cavalieri. O goleiro tricolor fez duas defesas extraordinárias  – nos chutes de Jackson e Anderson – e foi imprescindível para a classificação. Deu dois voos cinematográficos, daqueles mirabolantes, e desviou para fora. O Flu venceu por 3 a 2 nesse critério.

Com a bola a rolar, o jogo foi equilibrado e isso se refletiu no placar. O Flu sem Fred, o Inter sem Alisson. Muito empenho sem o equivalente em técnica. As duas equipes foram à frente na base do esforço, com oscilações que têm mostrado na própria competição e nos respectivos estaduais.

O Inter saiu na frente, com Vitinho aos 24 e o Flu respondeu com Osvaldo aos 29. No segundo tempo, inversão dos marcadores: Osvaldo fez o gol da virada aos 19 e Vitinho empatou aos 39, o que provocou a definição do primeiro finalista nos pênaltis.

O Inter de Argel Fucks ainda tem muito a melhorar, sobretudo no meio. O Flu de Levir Culpi encorpa, mas carece de clareza no ataque. Desta vez, o treinador começou com Osvaldo e Magno Alves; depois, recorreu a Douglas (Osvaldo sentiu) e Marcos Júnior. Mas já se vê mais consistente do que nos tempos de Eduardo Baptista.

 

Lamentável

Leia o post original por JC

Na impossibilidade de uma partida acabar com a derrota dos dois times presentes, podemos dizer que o empate entre Vasco e mulambada foi um resultado justo. Mas diante do futebol apresentado pelas duas equipes, seria ainda mais justiça se nenhum dos dois levasse o pontinho conquistado com o 1 a 1 em Brasília.

Foi o típico jogo ao qual chamam de brigado. O problema é que foi a pobre da bola quem mais apanhou. Com quase cem passes errados e faltas a torto e a direito, não haveria a menor condição do Mané Garrincha receber uma partida aceitável. Do lado do Vasco, que é o que nos interessa, estivemos longe de repetir a boa atuação que tivemos contra o Inter. Sem a mesma compactação e cedendo muito terreno ao Framengo, nosso primeiro tempo parecia um flashback dos piores momentos do time no campeonato.

E exatamente como nas piores atuações da equipe, acabamos sofrendo um gol após uma sequência de erros individuais: ligação direta mulamba, Cris tenta cortar de uma forma que não conseguiria nem que tivesse 10 anos a menos de idade ou 10 centímetros a mais de altura; o jogador urubulino recebe sem que Yotún seja visto protegendo o lado esquerdo; e igualmente sem que se veja Fagner acompanhar a subida do atacante pelo outro lado, Hernane só teve o trabalho de empurrar para o gol após receber o cruzamento.

Algo precisava ser feito para tentar mudar a constrangedora atuação vascaína. No intervalo, Dorival mexe no time, tirando Juninho e Edmilson e colocando Willie e André. Além das alterações, o time voltou com uma marcação mais adiantada e atenta. E não precisou muito tempo para empatarmos a partida, numa das poucas boas jogadas feitas pelo time (ainda que contando com a colaboração de um defensor rubro-negro). Depois de uma troca de passes rápida, a bola sobrou para o Willie marcar.

Passamos a jogar melhor, mas não por muito tempo. O juiz – mais um entre as dezenas de árbitros fracos nesse Brasileirão – picotou o jogo como pode, o que somado à enorme quantidade de passes errados fez a partida voltar a ter um nível sofrível. Faltas, chutões e erros de ambas as equipes não permitiriam que qualquer um dos dois times saísse vencedor de um jogo que simplesmente não merecia ter vencedores.

Como quem tinha maior necessidade de vencer éramos nós e não fizemos por onde, a punição pelo péssimo futebol apresentado veio junto com o empate: o retorno ao Z4 traz novamente uma tensão maior para o grupo e isso quando teremos mais um clássico na próxima rodada e contra um time superior tecnicamente ao da mulambada. E nesse jogo, se o Vasco tiver outra atuação lamentável como a de ontem, corremos sérios riscos de ver os times acima de nós abrirem vantagem.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. No site Torcida Carioca já está no ar uma coluna com as atuações dos jogadores.

Pedidos para hoje

Leia o post original por JC

À torcida vascaína, que deve comparecer em bom número no Mané Garrincha para assistir ao clássico com a mulambada: apoiem o time durante do apito inicial ao final da partida. Joguem junto com o time, porque os 11 que estarão em campo precisam muito do incentivo de vocês.

Ao Dorival: já que você ainda não decidiu qual será o time titular, que escolha com sabedoria o substituto do Dakson. O time tem jogado bem, e não é o momento da equipe mudar sua forma de jogar. Dakson não vinha sendo muito eficiente na armação de jogadas, mas estava ajudando na marcação. Seja André, Willie ou Jhon Clay, coloque na cabeça de quem for entrar no lugar do camisa 87 que é preciso dar o máximo dentro de campo e que fechar espaços e dar o combate é tão importante quanto fazer assistências ou marcar gols.

Também não esqueça Dorival, de que se for necessário substituir algum jogador, é preciso analisar bem o momento do time no jogo. Nada de desguarnecer demais a defesa nem de anular o ataque. Lembre-se sempre que o equilíbrio é o melhor caminho para as vitórias.

Ao time: determinação, vontade e atenção sempre. Vocês voltaram a jogar com aplicação e os resultados começam a aparecer. Não vão deixar que um vacilo ou outro comprometa um bom resultado nesse jogo, que se tornou ainda mais importante por conta da vitória da bambilândia ontem. Além de ser um freio numa reação que pode começar de verdade hoje, perder pontos para a urubulândia é pedir para que a torcida se estresse e dê menos força aos jogadores. Não se esqueçam que se honrarem a armadura cruzmaltina, os vascaínos estarão sempre ao lado de vocês.

À arbitragem: juiz e bandeirinhas são de fora do Rio, então não há paixão clubística no meio. De vocês só precisamos da atenção e de critérios iguais para os dois lados.

À mulambada: sigam com toda sua confiança e sorrisos. Aproveitem e comemorem bastante o milésimo jogo do provecto Léo Moura antes da partida. Continuando com essa atitude, certamente vocês não terão tantos motivos para fazer festa ao fim da partida.

FLAMENGO X VASCO
Paulo Victor; Léo Moura, Wallace, Chicão e João Paulo; Amaral, Elias, Carlos Eduardo (Luiz Antonio) e André Santos; Paulinho e Hernane.Diogo Silva; Fagner, Jomar, Cris e Yotún; Pedro Ken, Fillipe Soutto, Juninho e Marlone; Edmilson e André (Willie ou Jhon Cley).
Técnico: Jayme de Almeida.
Técnico:  Dorival Jr.
Estádio: Mané Garrincha. Data: 05/10/2013. Horário: 16h. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Rafael da Silva Alves (RS).
O Canal Premiere transmite para seus assinantes de todo o Brasil no sistema Pay-per-view.
O GLOBOESPORTE.COM acompanha o confronto em Tempo Real, com vídeos.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. E no site “Ao Vasco, Tudo!” há uma nova coluna na qual falo sobre a venda do volante Danilo.

Espaços novos. E vazios*

Leia o post original por Antero Greco

Há muitos e muitos anos assisto a toneladas de jogos pela televisão, por lazer e por obrigação profissional. Tantos que tem hora que embaralha tudo, ainda mais quando são dois ou três interessantes ao mesmo tempo. Até o controle remoto fica maluquinho. O exagero de ver balão subindo e descendo passou a me provocar, de uns meses para cá, uma estranha sensação: parece que os estádios construídos ou reformados para o Mundial ficaram iguais. Pelo menos na parte de baixo das arquibancadas e com a proximidade dos gramados. Fora as intermináveis fileiras de cadeiras vazias, sobretudo na área central.

Escrevo “parece” que se trata da mesma obra erguida em cidades diferentes, pois as imagens que o ângulo das câmeras de tevê nos transmitem induzem a esse julgamento. Quem esteve em diversas dessas modernas praças esportivas (não tem jeito de me acostumar a chamá-las de arenas) garante que não se assemelham, têm caráter próprio. Acredito e torço por isso. Como não tive, ainda, a fortuna de visitá-las, eu me atenho à visão proporcionada pela telinha. E esta é desalentadora.

A percepção é de solidão, imensa e escancarada por aqueles bancos novos e padronizados, à espera sabe-se lá de quem. O populacho foi empurrado para as curvas e bem lá pra cima. Cá embaixo, há lugares vagos, abandonados, sem calor humano. Pode conferir, a sequência é monótona e invariável, no Mineirão, no Maracanã, no Mané Garrincha, na Fonte Nova, no estádio de Recife. No máximo, tem uns gatos pingados a ocupar espaço agora considerado nobre. Essa turma fica até sem graça para vibrar, espernear, gritar, torcer.

Desanima constatar que, a nove meses do Mundial, nossas casas de cimento, aço e tinta frescos carecem de gente. Em vez de programas de incentivo para atrair público, entrou em ação um esquema para afastá-lo. Busca-se o emergente para tomar posse de zonas vips dos estádios e empurra-se a gentalha para os cantos que a tevê não mostra. O sujeito que tem grana é o alvo. Quem não aguentar pagar caro que se vire com o radinho de pilha. Atitudes como a do São Paulo, de baratear ingressos para chamar a torcida e apoiar o time, recebem críticas por banalizarem as tribunas e depreciarem o produto. Oras!

Futebol é bonito por definição e só fica lindo com estádios lotados, com bandeiras e barulho. Com pessoas lá, e não na poltrona de casa. Não venho com papo saudosista, mas hoje se festeja um Fla-Flu com 25 mil pagantes. Antes, era público de treino. O jogo arrastava pra mais de 100 mil ao Maracanã. Algum sábio pode observar que só os grandes jogos tinham plateia expressiva. Digamos que sim. Então, por que hoje diminuiu tanto a frequência até nos clássicos? Nem vale dizer que o Maracanã baixou a capacidade para 60 mil. Então, que se ocupem os 60 mil!

Violência, torcidas organizadas, horário impróprio, preços dos bilhetes, falta de transporte, lanches caros, preguiça, pay-per-view. Existem inúmeros motivos para explicar por que o brasileiro vai menos a campo de futebol, com as exceções de praxe. Isso, eu e você estamos carecas de saber. Frustra ver que não se faz nada para mudar a situação. Nem com a euforia do Mundial.

As imagens das arquibancadas novinhas e vazias dizem muito.

*(A parte principal de minha crônica no Estado de hoje, sexta-feira, 13/9/2013.)