Arquivo da categoria: Estatísticas do Apito

10000 vezes fora de jogo (2014)

Leia o post original por Gaciba

Em 30 rodadas completas do campeonato brasileiro, 9911 faltas foram marcadas, uma média de 33,04 por jogo. Muito, mas menos que no ano passado. Pela média do campeonato, este sábado (25.10) alcançaremos a falta de número 10000 no brasileirão 2014 nos minutos finais de um dos três jogos das 16h20min.

Em época de curiosidades numéricas, faça sua aposta. Quem fará a falta 10.000 do campeonato?

Ano passado, a falta aconteceu na partida entre VASCO e GOIÁS, no término da 29ª rodada no dia 17.10.2013, uma evolução?

Ano passado a grande “honra” coube a PEDRO KEN, DO VASCO DA GAMA que, aos 12 minutos e 10 segundos, cometeu a FALTA DE nº 10000 da competição sobre HUGO DO GOIÁS apitada por WILSON LUIS SENEME.

Mas, o seu clube esta fazendo muitas faltas? Veja o quadro abaixo e confira:

faltas rodada 30

CARTÕES COBRAM UM PREÇO ALTO!

Você saberia dizer quantas equipes estão “invictas” no critério “cartão vermelho” neste campeonato?

Quem respondeu, UMA, acertou no alvo. Somente o GOIÁS pode se orgulhar de, em 30 jogos não ter perdido nenhum atleta expulso durante o brasileirão. O Atlético MG acompanhou o Goiás até esta rodada mas a expulsão de Tardelli (uma, das 5 nos 10 jogos) por reclamação deixara o Galo sem seu craque no sábado. Aliás, 17 atletas não estarão em campo por suspensões automáticas. Além dos 5 expulsos, 12 jogadores receberam o terceiro amarelo e estão impedidos de defender seus clubes.

Um número chocante está no número total de atletas suspensos no brasileirão deste ano. Os clubes já perderam 331 atletas suspensos por 3 cartões amarelos (268) e cartões vermelhos (63).

O “rei dos cartões” neste campeonato é o atleta João Vitor, do Criciúma. Só ele, já foi suspenso 5 vezes na competição. O atleta do Tigre acumula 12 amarelos e 1 cartão vermelho na competição.

Quem mais perdeu jogadores até agora foi o BOTAFOGO (26) seguido de perto pelo Criciúma (25) e o Bahia (24). Quem menos teve atletas suspensos foi o VITÓRIA (8) seguido do líder Cruzeiro (9) e Goiás (10).

Confira, no quadro abaixo, os atletas suspensos nesta rodada e os totais do campeonato de cada equipe.

suspensos 31

MAIS E MENOS FALTOSOS

Aplaudindo os jogos com poucas faltas e vaiando os que exageraram, confira o top dez do brasileirão até o momento:

menos faltas

mais faltas

Amanhã, voltaremos ao espaço para informar que atleta realizou a falta número 10000 do brasileirão. Combinado?

200 jogos, 200 suspensos!

Leia o post original por Gaciba

Você apostaria quantos atletas já foram suspensos por acúmulo de três cartões amarelos ou por receber cartões vermelhos nestas 20 rodadas já realizadas na série “A” do Brasileirão 2014?

Quem chutou 200, acertou!

Sim, 200 jogadores já foram, ou serão na rodada 21, impedidos de entrar em campo por culpa dos cartões. Até o momento são 42 atletas expulsos (21 com cartões vermelhos apresentados diretamente e 21 por dupla advertência na mesma partida) e 158 jogadores punidos por acúmulo de 3 amarelos em partidas distintas.

O recordista em punições é o atleta João Vitor, do Criciúma, que já soma 4 suspensões. São 9 cartões amarelos e um vermelho no campeonato.

20 jogadores já “dobraram” suas suspensões ficando fora de 2 partidas fechando a segunda série de amarelos (6 cartões). Na “caça” de João Vitor, 8 jogadores já abriram a terceira série de cartões: Fahel e Titi (Bahia), Cleberson (Atlético PR), David Braz (Santos), Emerson (Botafogo), Leonardo Silva (Atlético MG), Ramiro (Grêmio) e Thiago Heleno (Figueirense).

E vem bem mais por aí! Na rodada do fim de semana (21ª) entrarão em campo 103 atletas “pendurados” com 2 amarelos.

AS EQUIPES

Aqui já foi escrito e toda semana treinadores se queixam de não conseguir escalar o mesmo time rodada após rodada. Além do problema de lesões e convocações, vejam quantos atletas os clubes já perderam por suspensões (apenas penas automáticas – não inclusas punições mais longas impostas por julgamentos).

Pois quem mais vem sofrendo no quesito é a equipe do Bahia. São 17 suspensões (12 por amarelos e 5 por vermelhos) e, de forma curiosa, vem da “boa terra” também a equipe que menos “dor de cabeça” está tendo com cartões. O Vitória, até o momento teve apenas 3 jogadores suspensos (2 por amarelos e 1 expulsão).

Apenas 3 equipes ainda estão “Invictas” no critério expulsões: Atlético MG, Chapecoense e Goiás. Do outro lado da moeda Bahia e Figueirense já amargaram 5 expulsões no campeonato.

Veja abaixo o quadro completo das 20 equipes da série “A” em números de atletas suspensos:

RODADA 20 - SUSPENSÕES

OS MOTIVOS

Ao me deparar com números tão impressionantes, uma curiosidade me inquietou. Qual seria o motivo desta quantidade tão grande de cartões amarelos? Em um trabalho detalhado mapeamos todas as 200 súmulas da série A do campeonato para descobrirmos a resposta.

Cabe relatar que nestes números estão inclusos os motivos dos cartões amarelos duplos que somados se transformaram em vermelho.

Ainda, nos motivos citados pelos árbitros nas súmulas, alguns não são específicos como a “atitude inconveniente/antidesportiva” que pode ser utilizado para inúmeros fatores. Mas, comparando súmulas e imagens percebemos que este motivo é citado prioritariamente quando atletas discutem com adversários, trocam empurrões ou se metem em qualquer tipo de confusão.

Em “comemoração” estão inclusos: tirar a camisa, subir no alambrado ou escadas de acesso nas novas arenas.

Também em “calçar o adversário” estão inclusos, além do óbvio calço, carrinhos e jogadas bruscas.

O “retardamento” inclui demoras na reposição de bola em tiros de meta, laterais e faltas e também os atletas que, após uma paralisação da partida chutam a bola para longe para ganhar tempo.

Em “simulação” estão os lances em que o atleta se atira para protelar faltas inexistentes e quando faz uma “cena” de dor e logo em seguida ergue-se pronto para jogar.

Em “empurrar” estão inclusos além das ações com as mãos também o uso ilegal dos braços.

Confira no quadro abaixo os motivos dos cartões amarelos do Brasileirão 2014:

RODADA 20 - MOTIVO DOS CARTÕES

Como não tenho fontes para comparar as advertências de outras competições, não saberemos se os motivos se repetem em outros campeonatos mas, podemos comparar o Brasileirão deste ano com o do ano passado.

Os quadros são muitos semelhantes. O que mais chama a atenção é o aumento percentual de punições por faltas táticas impedindo ataques promissores que pularam de 0,5% em 2013 para 4,9% em 2014 e as atitudes inconvenientes/antidesportiva que subiram de 3,1% no ano passado para 6,8% este ano.

Queda significativa são percebidas principalmente em cartões por reclamações que desceram de 11,2% para 9,0% este ano.

Levando-se em conta que no retardamento, reclamações, atitude antidesportiva/incoveniente, entrar sem autorização, comemorações e desrespeitar a distância regulamentar a bola “normalmente” está fora de jogo; temos uma porcentagem surpreendente de 23,4% de cartões aplicados com o jogo parado.

Números expostos, hora de suas análises…

Na próxima segunda-feira, divulgaremos a última atualização do “TROFÉU FAIR PLAY”, a corrida do jogo limpo…

A COPA DAS CONCESSÕES

Leia o post original por Gaciba

Fim de Copa, hora de balanços. Cada área olhando para o seu desempenho e com a arbitragem não é diferente. Infelizmente, creio que caso façamos uma análise imparcial e sincera, o saldo não será positivo.

Primeiro, as grandes mudanças já que tivemos a inclusão do sistema DAG (detecção automática de gol) e com o mundo conhecendo um velho companheiro dos árbitros brasileiros: o spray para auxiliar no controle da distância regulamentar; ambos aprovados com ganhos significativos para o futebol. Os generosos e justos acréscimos são bons exemplos que podem e devem ser seguidos pelos nossos árbitros.

O que claramente não funcionou foi o sistema de controle disciplinar da partida e as aplicações de cartões amarelos e vermelhos foram alvos de críticas fortes de treinadores, imprensa e jogadores.

A filosofia implantada de “proteger” os atletas faltosos e “valorizar” a aplicação de cartões durante as partidas claramente foi um fracasso. Conversei com membros de diversos países que estavam comemorando a baixo número de cartões e uma média de faltas menor do que a copa passada. Para mim, um equívoco! A imagem da comissão de arbitragem da FIFA, claramente, saiu manchada desta copa.

Vale lembrar que as regras do futebol e seus aperfeiçoamentos realizados durante estes 150 anos sempre foram no intuito de proteger aos atletas talentosos, para ajudar o futebol ARTE e punir aquele que se utiliza de subterfúgios escusos para atrapalhar o espetáculo. Pois a arbitragem desta copa INVERTEU profundamente estes valores. Ao não punir com cartões amarelos e vermelhos os atletas que disparavam pontapés durante os jogos, a arbitragem “colaborou” com os que param repetidamente de forma ilegal uma partida. Deu “cartão branco” para atletas que confundem a marcação forte e leal com botinadas, uso ilegal dos braços, reclamações excessivas e desrespeito a autoridade. Uma verdadeira FALTA DE FAIR PLAY com a regra do jogo e com quem queria jogar dentro dela.

Mas, falar sem provar é muito subjetivo. Ao terminar a competição, fizemos um levantamento para ver se a tendência utilizada foi uma sensação nossa ou uma realidade destes 64 jogos que vimos no Brasil.

A primeira comparação vem da Copa com ela mesma. Os números disciplinares desta edição fazem com que voltemos 28 anos de evolução. Veja no quadro abaixo a semelhança dos números da Copa de 2014 com a de 1986. Leve em conta toda a evolução da lei do jogo sendo cada vez mais rigorosa para proteção dos atletas e perceba que a equação não fecha!

CARTÕES COPA

Alguns podem pensar: Mas este é um padrão único ou há comparação? Vamos mostrar! Para não sermos injustos e realmente percebermos se houve uma discrepância em relação a outras competições em relação à aplicação de cartões e número de faltas marcadas. Comparamos a Copa daqui com a última copa do Mundo, jogos Olímpicos e copa das Confederações realizadas.

ok

 

Percebam que a relação na copa do mundo do Brasil é muito mais alta que as outras competições da FIFA. Aqui, precisaram existir 188 faltas para um atleta ser expulso e uma média de mais de dez faltas para a aplicação de um cartão amarelo. Comparado com a copa da África (6,7 faltas cometidas para cada amarelo e 154 para cada vermelho) percebe-se o tamanho das concessões feitas pelos árbitros neste Mundial.

Vendo a arbitragem da copa me recordei do início das minhas funções como árbitro de futebol quando apitava olimpíadas escolares e tínhamos a orientação de explicar as crianças ao invés de aplicar cartões quando as mesmas infringiam as regras. No esporte de alto nível, isso não é um bom exemplo. Fico imaginando como virão os vídeos de instrução da FIFA utilizando como exemplo as jogadas da copa do Mundo.

Será que irão corroborar as decisões do campo de jogo? Será que a orientação, claramente feita aos árbitros mundialistas serão pulverizadas pelo mundo? Torço que não! Aliás, o futebol torce…

Cartão pesa?

Leia o post original por Gaciba

Após 89 jogos disputados no Brasileirão, você tem noção de quantos atletas já foram ou serão impedidos de atuar pelos cartões que receberam durante a competição?

Num campeonato tão parelho, estes números podem fazer a diferença. Pasmem: 62 ATLETAS já foram ou serão impedidos de jogar na 10ª rodada por terem somado 3 cartões amarelos (44 jogadores) ou pela automática pelo cartão vermelho (18 jogadores).

Como anda a sua equipe neste critério? Veja na tabela abaixo que somente o Corinthians, até o momento, não perdeu nenhum jogador suspenso e o Galo e o Figueira já tiveram 6 desfalques cada.

MÉDIA DE FALTAS

Um trabalho de formigas! Assim é definido pela comissão de arbitragem o trabalho na luta pela diminuição da média de faltas do Brasileirão. Praticamente 10% em 5 anos de competição realmente é um ritmo de formigas. Confira as média comparativas dos últimos 5 anos de nosso campeonato.

 OS ESCOLHIDOS (OU OS SORTUDOS)

Ainda sofrendo com a “lei” ridícula que prevê sorteios para árbitros centrais, a CBF acelerou o processo de renovação no início deste brasileiro. Já são 6 os estreantes entre os 39 árbitros que apitaram a série “A”.

 

TROFÉU FAIR PLAY 

Na corrida pelo troféu “Fair Play” da temporada o Timão está na frente. Com a menor média de faltas e sem nenhum jogador expulso é a única equipe abaixo de 3,00 na média de PP (para ver critérios de disputa consultar posts anteriores).

 Agora é esperar pelo retorno e respirar COPA DO MUNDO 24 horas do dia. Até lá!

Uma tendência?

Leia o post original por Gaciba

Parece pouco, ainda falta muito; mas, percebi uma tendência interessante nesta 5ª rodada do campeonato brasileiro.

Árbitros deixando o jogo correr, contatos físicos sem ser punidos, preocupação em agilizar o jogo. Seria somente uma sensação? Apelei aos números para comprovar meu sentimento. Mesmo que ainda esteja longe de ser um número para ser comemorado, nos 9 jogos disputados tivemos 271 faltas marcadas com média de quase 30 faltas por partida.

Pouco se compararmos com os outros campeonatos nacionais mas, se olharmos para o nosso próprio umbigo; tivemos uma diminuição de mais de 10% na rodada. Três jogos com menos de 30 faltas e um número máximo de 36 faltas.

Destaque para Cruzeiro e Coritiba com apenas 24 faltas e máximo para Corinthians e Figueirense com 36.

Resisti em escrever as próximas linhas mas, a equipe que menos fez faltas (Botafogo – 7) perdeu e a que foi mais faltosa (Figueirense – 24) venceu. Tomara que seja pura coincidência.

 Os benefícios para o futebol são imediatos. Para os clubes, a média de amarelos caiu de 4,50 para 3,66 e com menos amarelos, menos gente punida. Para o futebol, mesmo que nenhum jogo tenha alcançado os tão sonhados 60 minutos de bola em jogo, Goiás e Botafogo chegou muito perto (59’36″).

Destaque negativo para Criciúma e Internacional com 44’27″, menos que um tempo de partida! Na média, os torcedores viram 55’20″ de bola rolando.

Ainda precisamos melhorar muito mas, parece que os árbitros deram o primeiro passo. Oxalá!

CONDUTA VIOLENTA E JOGO BRUSCO GRAVE

O lateral do Criciúma, Eduardo, foi expulso de forma justa ainda no final do primeiro tempo da partida contra o Internacional mas, creio que a discussão é válida. O árbitro do jogo não viu o lance e teve que ser informado pelo seu assistente sobre o fato. Aplausos ao bandeira que evitou que um atleta que cometeu uma conduta violenta prosseguisse no jogo. Mas a informação estava “meio certa”! Para sorte da equipe de arbitragem Eduardo já tinha amarelo e foi expulso por, conforme a súmula do jogo:

“Aos 43 minutos do primeiro tempo, fui informado pelo assistente de nº 2, sr carlos augusto nogueira junior, que o sr carlos eduardo santos oliveira de nº 2, da equipe do criciúma e.c., atingiu com seu braço esquerdo de maneira temerária o rosto de seu adversário de nº 12, sr alex raphael meschini, na disputa de bola.informo que o atleta infrator, já havia sido advertido com cartão amarelo anteriormente, recebendo assim sua segunda advertência e consequentemente o cartão vermelho.”

Você viu o lance?

Estou trazendo a jogada pois nesse caso o atleta será julgado pela segunda advertência quando na verdade, NA MINHA OPINIÃO, deveria ter recebido o vermelho direto e ser julgado por conduta violenta. Há uma diferença enorme nisso. Chamo a atenção principalmente por uma nova orientação da FIFA a respeito deste lance. Há pouco tempo atrás, este jogador era punido por jogo brusco grave pelo fato do lance ocorrer “na disputa da bola”; hoje, mesmo que a bola esteja em jogo e próxima a FIFA diz que a disputa da bola era feita com os pés e a “agressão” foi feita com o braço, alterando a natureza da falta. Parece pouco? Não é; uma falta de jogo brusco grave pode punir um atleta por bem menos jogos que a conduta violenta. Creio que Eduardo deve repensar seus atos…

AUXÍLIO LEGAL

A outra expulsão da rodada foi a de Fred, do Fluminense. Normalmente criticamos a omissão dos adicionais mas creio que neste fato, o árbitro adicional mandou bem. Você viu a expulsão?

O critério foi o mesmo para todos os 4 envolvidos. Pará e Fred, no primeiro lance. Conduta inconveniente e amarelo para os dois. Fred e Alan Ruiz no segundo lance. Conduta inconveniente e amarelo para os dois. O problema, para Fred foi que ele se envolveu em duas confusões de forma seguida.

Leia o relato dos cartões em súmula.

O 1º amarelo de Fred: Conduta antidesportiva por empurrar seu adversário de número 2 (senhor marcos rogério ricci lopes), com o jogo parado, antes de cobrança de tiro de canto.

O amarelo de Pará: Conduta antidesportiva por segurar seu adversário de número 9 (senhor frederico chaves guedes), com o jogo parado, antes de cobrança de tiro de canto.

O amarelo de Alan Ruiz: Reclamar com seu adversário de número 9 (senhor frederico chaves guedes) pela conduta do mesmo quando de sua advertência no lance com o atleta de número 2 do grêmio fbpa (senhor marcos rogério ricci lopes). tal fato me foi narrado pelo árbitro adicional número 1, senhor leandro júnior hermes, devido ao fato de eu estar de costas para tal atitude, não podendo observá-la.

O vermelho (2º amarelo) de Fred: Expulsei, por segunda advertência, o senhor frederico chaves guedes, da equipe do fluminense fc, por segurar com sua mão o pescoço de seu adversário de número 11 (senhor alan nahuel ruíz), empurrando-o para trás. tal fato me foi narrado pelo árbitro adicional número 1, senhor leandro júnior hermes, devido ao fato de eu estar de costas para tal atitude, não podendo observá-la.

Creio que tudo relatado e observado como ocorreu no campo de jogo. No tamanho certo e justo. Fred não poderia ser expulso diretamente por não ter “agredido” o adversário mas, também não poderia passar impune sua atitude.

OBS: Alguns torcedores do Fluminense me perguntam se Fred irá cumprir a automática já nesta 6ª rodada ou, pelo fato de se apresentar a seleção cumpriria só no retorno para o clube? Respondo: Vale, para a automática, a próxima partida do clube; portanto, a partir da 7ª rodada Fred estaria apto a entrar em campo (o julgamento é outra história).

Já são 13 o número de atletas expulsos nos 49 primeiros jogos da competição!

Largada Fair Play

Leia o post original por Gaciba

Quatro rodadas, quarenta jogos; já podemos fazer um balanço deste “preocupante” início de Brasileirão.

Você sabia que já foram marcadas 1384 faltas no Brasileirão 2014?

A média de 34,6 faltas por partida pode ser considerada normal?

Fizemos um levantamento para que possamos comparar nosso campeonato com os principais do mundo.

Vejam na tabela abaixo que somos, disparados, o campeonato com maior média de paralizações:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com os cartões, a coisa é um pouco diferente. São 178 amarelos que nos dá uma média de quase quatro cartões e meio por jogo e 11 vermelhos com uma média de quase 3 atletas expulsos por rodada.

Mas, além dos 11 atletas expulsos; na próxima rodada, a quinta da competição; 5 atletas já cumprirão suspensão por acumular três amarelos nas quatro primeiras partidas de suas equipes. Rafael Lima (Chapecoense), Edinho (Grêmio), Aranguiz (Internacional), Valdivia (Palmeiras) e Alvaro Pereira (São Paulo) desfalcarão suas equipes no fim de semana. Isso, sem contar com Paulo Roberto (Figueirense) que obteve um indesejável 100% de amarelos nas três primeiras rodadas e já não jogou contra o Santos nesta rodada.

Pouco? Ainda temos mais 25 jogadores estão “pendurados” com 2 advertências entre as equipes da série “A”.

Quem nos acompanha sabe que contabilizamos a três temporadas faltas, cartões e expulsões numa corrida “fair play” que determina qual é a equipe que joga “mais limpo” na temporada. Ano passado a CBF tornou o prêmio oficial e o capitão do VITÓRIA, o goleiro Wilson, recebeu com orgulho o troféu no programa “Bem Amigos”.

Nestas primeiras rodadas a liderança apertada pertence ao FLUMINENSE.

Vejam o quadro geral (ao término do post, critérios para obtenção da média PP (média de pontos perdidos):

 

Até o momento,  28 árbitros foram sorteados com 2 estreias Braulio da Silva Machado (MS) e Renan Roberto de Souza(PB). Confiram seus números:

 

Critérios para o TROFÉU FAIR PLAY:

RODADA DOS EXTREMOS

Leia o post original por Gaciba

A 31ª rodada vai guardar este adjetivo no mínimo interessante neste Brasileirão. A rodada deste fim de semana conseguiu ser a rodada em que menos cartões amarelos foram apresentados (27) e ao mesmo tempo a que teve o maior número de expulsões (7).

Anteriormente só tínhamos alcançado 7 expulsões na rodada de número 25 e a rodada com o menor número de amarelos era a 9ª com 33 amarelos apresentados. Para termos uma noção exata do que aconteceu neste fim de semana, a média de amarelos da competição, hoje, é de 4,35 por jogo (1348 em 310 jogos) contra 2,7 destes últimos 10 jogos. Já nas expulsões a média geral é de 0,29 vermelhos por jogo (91 em 310 partidas) o que equivale a praticamente três expulsões por rodada e somente nesta foram 7 em 10 partidas.

Vejamos os sete vermelhos distribuídos pelos árbitros nos jogos do fim de semana (merecem debate!):

Kadu – Vitória: A última equipe “invicta” no quesito expulsão deste campeonato era o Vitória.  Kadu foi expulso aos 14 minutos do primeiro tempo de forma direta. Reparem que o árbitro parece ter decidido pelo cartão amarelo na velocidade normal do jogo. Ao ver o “estrago” feito pela entrada, troca de posição e apresenta o vermelho.

Pará – Grêmio: A “entrada” mais forte do Brasileirão 2013! Todos os ingredientes para cartão vermelho estão presentes nesta jogada. O voo antes do contato, a ação com ambas as pernas, a altura do contato na perna do adversário, o ataque com a sola da chuteira e a força desproporcionada, além do “esquecimento” da bola. Mandou mal Pará, muito mal! O interessante neste jogo é que o cartão vermelho de Pará foi o “único” cartão apresentado na partida e uma das apenas 9 faltas que o Grêmio cometeu durante o jogo.

Sueliton – Criciúma: Claramente um equívoco de interpretação! O primeiro cartão amarelo é aplicado erroneamente pois a decisão correta deveria ser  tiro livre direto a favor do Criciúma. No segundo lance não fica claro nem mesmo a falta, e se ela existiu, o contato não é forte o suficiente para a aplicação de um amarelo. O árbitro não pode apitar “com o livro de regras debaixo do braço”! É importante fazer a leitura do lance como um todo. O fato do atacante cair no chão após dar dois passos a mais depois da suposta falta já mostra que a intensidade da disputa não foi tão forte. 

Ferrón – Ponte Preta: Claramente uma atitude de um atleta nervoso e pressionado. Primeiro um braço desnecessário na disputa e posteriormente a expulsão por uma “barrigada” onde todos os olhos estavam voltados para os dois atletas frente a frente. Expulsão completamente desnecessária. 

Nei – Vasco:  Ao tentar proteger a bola para seu companheiro Nei não tem o apoio esperado e ao perceber que a bola que havia tocado com a cabeça estava fugindo de seu controle e colocando-se a disposição do adversário, dá um tapa na bola deliberadamente. A câmera atrás do gol é esclarecedora. O legal é a atitude de Nei. Ele xinga o companheiro e aceita o segundo amarelo com naturalidade. E alguns querem ver mais do que o jogador envolvido diretamente no lance…

Hélder – Bahia: O atleta faz uma carga por trás, tem seu calção seguro com a mão esquerda do adversário e “perde completamente” a cabeça dando empurrões acintosos e tapas por trás. O que o árbitro viu? Acompanhe seu relato: “expulsei aos 35 minutos do 2º tempo de forma direta (cartão vermelho direto) o atleta de n° 30 sr. helder de paula  santos da equipe do bahia (ba), por agredir com um golpe na altura da nuca do seu adversário de nº8 sr. joão paulo da silva usando o seu antebraço com a bola em jogo. informo que o atleta atingido não precisou de atendimento médico e o atleta expulso deixou o campo de jogo normalmente.”

Bruno Silva – Atlético PR: Desconfiei que a expulsão tivesse sido pela entrada do jogador. Então, fui a súmula eletrônica para observar o “real motivo” do cartão vermelho. Ao ler o relato do árbitro vimos que, para ele, a falta foi normal. Será? O verdadeiro motivo foi um tapa no pescoço que sinceramente não detecto nas câmeras a minha disposição. O que é claro são os dois empurrões no peito do adversário. Leiam o teor da súmula: “expulsei aos 38 minutos do 1º tempo de forma direta ( cartão vermelho direto) o atleta de nº 17 sr. bruno cesar pereira silva da equipe do atlético (pr) por, após o mesmo cometer uma falta dentro da área penal do seu adversário, com o jogo paralisado ter agredido com um tapa na altura do pescoço do atleta adversário de n°4 sr. lucas silva fonseca. informo que o atleta atingido não precisou de atendimento médico. o atleta expulso deixou o campo de jogo normalmente.”

Obs: Atenção sr. árbitro – Os nomes dos atletas expulsos estão invertidos em seu relato na súmula.

E você; apresentaria todos estes vermelhos? Deixe sua opinião!

10.000 Vezes fora de jogo (2013)

Leia o post original por Gaciba

Aproximadamente a cada 3 minutos ouvimos um apito paralisando uma partida da série “A” do campeonato Brasileiro para a marcação de uma falta. Hoje a noite (17.10.2013), caso as estatísticas se comprovem, um atleta do Vasco ou do Goiás cometerá a falta de número 10.000 do Brasileirão aproximadamente aos 12 minutos de jogo.

No apito final da partida entre Flamengo e Bahia, ontem a noite (16.10.2013) alcançamos a soma de 9996 faltas já sancionadas nesta edição.

O número choca mas, acreditem, estamos melhorando! Ano passado, fizemos o mesmo acompanhamento e a média da competição era de aproximadamente 37 faltas por partida disputada contra 34,71 deste ano (ainda altíssima!).

Os fatores para que isso ocorra já foram profundamente debatidos neste espaço e, a grande verdade é que o “grande vilão” desta história não é único. Uma reunião de fatores concorre para este resultado, entre os quais ressalto o próprio árbitro brasileiro que “pica” demasiadamente o jogo marcando muitas faltas em contatos normais de jogo e os atletas que muitíssimas vezes optam por cair ao ser “tocados” ao invés de prosseguir nas jogadas. Não falo de simulação e sim de valorização de contato natural.

Chegamos a extremos muito grandes quando observamos os 288 jogos disputados. O Grenal do primeiro turno e a partida entre o Galo e o Coxa com 53 faltas guardam o recorde desagradável de jogos com o maior número de faltas enquanto Internacional e Criciúma podem orgulhar-se de ter jogado a partida com o menor número de faltas da competição: 16.

Aliás, chama a atenção que o árbitro Raphael Claus, de São Paulo, dirigiu as duas partidas com o menor número de faltas do campeonato. Além da citada acima, Portuguesa e Corinthians (17 faltas). Quem acompanha a carreira deste árbitro irá perceber que isso não é surpresa. Ano passado, a partida com o menor número de faltas foi disputada por Vasco e Bahia onde ambas equipes fizeram 8 faltas somando um total de 16 marcadas. Adivinhem quem era o árbitro?

Confira os jogos com os maiores e menores números de infrações:

Confira o quadro das vinte equipes do campeonato com suas respectivas médias de faltas cometidas por partida onde observamos o Internacional como a equipe menos faltosa da competição (15,2 faltas por jogo) e o Criciúma como a de maior média (19,9 por partida).

Amanhã, voltarei aqui para postar o nome do atleta responsável pela infração 10.000!

Voltei hoje; com ajuda de Carlos Telles, do Globo.com, aí está o vídeo com as faltas de número 9997 (André, do Vasco, aos 3’30″), 9998 (Roni, do Goiás, aos 4’01″), 9999 (Rodrigo, do Goiás, aos 4’58″) e a grande “honra” coube a PEDRO KEN, DO VASCO DA GAMA que, seguindo a média da competição, aos 12 minutos e 10 segundos, cometeu a FALTA DE nº 10000 da competição sobre HUGO DO GOIÁS apitada por WILSON LUIS SENEME.

Os números do apito

Leia o post original por Gaciba

A rodada número 26 do campeonato brasileiro mostra, em seus números, o quanto a competição está “pegando fogo”!

Recorde no número de faltas marcadas (408 – média acima de 40 faltas por jogo) e por consequência maior número de cartões amarelos apresentados (57 nos 10 jogos com média de 5,7 por partida). Só não batemos recordes nos cartões vermelhos que pertencem a rodada passada (7 em 10 jogos) que demonstra o momento tenso da competição.

Até esta rodada a CBF utilizou 48 de seus árbitros na série “A” (Rodrigo Raposo, do DF será o 49º ao entrar em campo nesta quinta-feira para dirigir Portuguesa e Goiás). Confira os números acumulados na competição por clubes e árbitros nas tabelas abaixo.

1. Corrida Fair Play: O Vitória segue na ponta da disputa e, hoje, receberia da CBF o troféu por ser a equipe mais disciplinada da competição.

Destaques positivos e negativos dos 3 itens da disciplina ficam com o Flamengo com o menor número de cartões amarelos (41) contrastando com o Bahia e o Coritiba com 69. Em termo de expulsões, três equipes seguem “invictas” no critério: Nautico, Vitória e Vasco. Realidade bem diferente a do São Paulo que já teve 8 jogadores expulsos durante o campeonato. Em número de faltas, o Internacional é a equipe com menor média na competição (15,1) e o Bahia o clube de maior média (19,9).

Veja no link abaixo o destaque do “troféu fair play” no site da Confederação Brasileira de Futebol e os critérios que serão respeitados para indicar o campeão da disciplina:

http://www.cbf.com.br/Notícias/Todas/2013/10/07/26ª%20rodada%20foi%20a%20com%20o%20maior%20número%20de%20faltas%20da%20competição

2. Os Árbitros: Ninguém apitou mais do que o Gaúcho Leandro Vuaden (14). Em seguida estão André Castro (GO), Heber Lopes (SC) e Wilton Sampaio (GO), todos com 12 jogos.

Divididos por categoria, confira os números de todos os 48 árbitros que já dirigiram estas 260 partidas do campeonato:

2.1. Os FIFA ( 10 árbitros – 96 jogos – 36,92% dos jogos )

2.2. Os ASPIRANTES A FIFA ( 7 árbitros – 45 jogos – 17,30% dos jogos )

2.3. Os ESPECIAIS ( 9 árbitros – 43 jogos – 16,5% dos jogos )

2.4. Os BÁSICOS ( 22 árbitros – 76 jogos – 29,23% dos jogos )

 3. O peso das punições: Vejam quantos atletas as equipes já perderam ou perderão nesta rodada por conta das punições por 3 cartões amarelos ou pelas expulsões do campeonato. São surpreendentes 290 atletas suspensos em 260 jogos disputados ( 219 por acúmulo de amarelos e 71 expulsos ). O Vitória com 6 suspensões é novamente o destaque positivo e o São Paulo e a Portuguesa devem lamentar suas 19 suspensões cada.

Flamengo lidera o “fair play”

Leia o post original por Gaciba

Atualizando nossa corrida do “jogo limpo”, ao iniciar a 17ª rodada o Flamengo está na liderança do “ranking fair play” do Brasileirão 2013.

Este troféu (por enquanto) imaginário, criado neste espaço há dois anos atrás leva em conta os seguintes critérios e legendas  descritos abaixo:

Confira a seguir o quadro disciplinar completo das 20 equipes que disputam a série A do Brasileirão 2013:

 DESTAQUES DA COMPETIÇÃO

Pinçando os principais números da tabela acima, percebemos que no critério CARTÕES AMARELOS, as melhores médias pertencem aos líderes FLAMENGO (1,31 por jogo), VITÓRIA (1,50 por jogo) e NAUTICO (1,57 por partida). Do outro lado, sofrem com um número excessivo de advertências: BAHIA (2,81 por partida), BOTAFOGO (2,69 por jogo) e VASCO (2,56 por jogo).

Já no critério EXPULSÕES, merecem destaques as quatro equipes “invictas” no campeonato que conseguem chegar a praticamente a metade do Brasileirão sem ter um atleta sequer expulso. São elas: CORITIBA, NAUTICO, VASCO e VITÓRIA. Do outro lado, os “líderes” em expulsões são SÃO PAULO e PORTUGUESA com 5 cartões vermelhos cada.

E quem para mais o jogo com FALTAS COMETIDAS? As equipes mais faltosas são: BAHIA (20,2 em média), CRICIÚMA (19,7 por jogo) e ATLÉTICO MG (19,1 por partida). E quem menos faz faltas? INTERNACIONAL (13,9 por jogo), SANTOS (14,4 por partida), FLAMENGO e VITÓRIA (ambos com média de 14,5 por jogo).

 ISSO É IMPORTANTE ?

Pergunte aos treinadores o quanto incomoda querer repetir suas formações e ser impossibilitado por excesso no número de suspensões?

Você sabia que até hoje, as equipes não tiveram ( ou terão nesta rodada ) condições de escalar 135 jogadores por motivos de cartões? São 96 atletas punidos pela sequência de três cartões amarelos e 39 jogadores expulsos nestes 156 jogos já disputados.

As equipes mais prejudicadas em número de atletas suspensos são: ATLÉTICO MG, 12º na tabela de classificação (7 por amarelos e 4 expulsos), PORTUGUESA, 19ª colocada (6 por amarelos e 5 expulsos) e SÃO PAULO, 18º classificado no momento (6 por advertências e 5 por expulsões), coincidência?

Num campeonato cada vez mais equilibrado, prestar atenção nestes detalhes pode ser um diferencial para que os clubes possam alcançar seus objetivos.