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Corinthians na ponta e o Rei de Roma perde a elegância

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians venceu a partida por 1 a 0, está mais que nunca na briga pelo título e mostrou que pode evoluir ainda neste campeonato. Isso é uma coisa. A outra é que o Internacional está fazendo uma das piores campanhas de sua história até agora: completou 9 jogos sem vencer e está deixando seu velho ídolo perder a elegância.

Acreditem: Paulo Roberto Falcão, que sempre primou pelo bom gosto no trajar, apareceu na tela da TV Globo, para todo o país, com a camisa para fora da calça. Eram 21 minutos do primeiro tempo no Beira-Rio e ele tentava instruir o zagueiro Paulão – a situação era mesmo de dar nos nervos do treinador.

O Inter parece que não tem ânimo para construir jogadas de ataque. E sua defesa com Paulão e Leandro Almeida parece um queijo suíço.

Não que o Corinthians estivesse jogando o fino da bola: nem dá, com um ataque em que André ainda não se encontrou, Romero procura ser uma opção inteligente e Marquinhos Gabriel se esforça para criar situações de perigo.

Para piorar o panorama em Porto Alegre, os jogadores protagonizavam cenas dignas de um pastelão: Elias e Ariel quase se pegaram, Fabinho recuou uma bola para o goleiro Marcelo Lomba, que chutou para trás, e outra vez o capitão Paulão surgiu para dar uma joelhada inacreditável nas costas de Romero.

Ainda assim, o Corinthians era melhor. E aos 42 minutos, após uma jogada confusa e uma série de erros, Romero tocou para Elias. O meia, que voltava ao time, bateu sem defesa para o goleiro colorado: 1 a 0.

No segundo tempo, Falcão arrumou a camisa e tentou arrumar o time, voltando com o promissor Nico Lopez e Sacha no ataque. E a torcida se iludiu por dez minutos. Logo o controle da partida voltou aos pés do time de Crisóovão, que desperdiçou boas chances nos contra-ataques: a melhor delas com Luciano.

Com a vitória, o Corinthians se candidata de vez ao título.

Com a derrota, o Inter se candidata a ser um dos piores times de sua gloriosa participação no Campeonato Brasileiro.

Thiago Santos, a cara do Palmeiras que sabe marcar

Leia o post original por Antero Greco

Quando o jogo acabou no friorento Beira-Rio, um jogador sentou-se no gramado, foi arrancando as chuteiras e fez cara de choro, misto de dor e cansaço. Na verdade, o camisa número 21 do Palmeiras tinha a noção exata da missão cumprida: ele não é craque de bola, mas como marcou o time adversário! Como apareceu na partida para impedir que o Inter saísse da má fase!

E conseguiu: graças a Thiago Santos o Palmeiras pôde comemorar o fim de um tabu de 19 anos, venceu o Colorado por 1 a 0, em Porto Alegre, e finalmente mostrou que não é líder por acaso.

Mas o time de Cuca não foi brilhante. No entanto, jogou o suficiente para garantir outro ótimo resultado.

Teve a ventura de fazer o gol da vitória aos 11 minutos do primeiro tempo, em um lance de esperteza do atacante Eric, que usou a sua velocidade e se antecipou a William, tocando sem defesa para o estreante Marcelo Lomba.

Daí em diante, o Inter do também estreante Paulo Roberto Falcão procurou à base da elegância de seu treinador equilibrar a partida, mas não conseguiu. O Palmeiras marcava com perfeição,  cobria os espaços e ainda contabilizou outras duas oportunidades de marcar com Gabriel Jesus (uma delas no comecinho da partida) e outra com Roger Guedes, que arrematou muito fraco.

Esperava-se um Inter mais decidido no segundo tempo.

Falcão voltou com Valdívia. Era o sinal de que o time seria ataque o tempo todo. Mas aí apareceu Thiago Santos, com trabalho impecável. A dedicação dele contagiou os demais. Até os atacantes. Para se ter uma ideia do empenho alviverde, Gabriel Jesus desviou três bolas para escanteio em sequência. E ainda cometeu faltas que não são comuns. Merecia até receber o segundo cartão amarelo e ser expulso.

Apesar da pressão e de ter ficado sem Cleiton Xavier (que deixou o campo machucado), o goleiro Fernando Prass não foi muito acionado. O Inter reclamou de uma falta cometida por Zé Roberto no argentino Ariel, já nos descontos. O árbitro não marcou o pênalti.

Os gaúchos completaram sete partidas sem vencer, com a incrível marca de seis derrotas. Falcão vai ter muito trabalho para acertar o time.

Para o técnico Cuca, que perde Fernando Prass e Gabriel Jesus para a seleção olímpica, é hora de pensar em seus substitutos, certo de que Thiago Santos ganhou divisas de titular absoluto.

 

Quando Caçapava não foi à festa do Inter…

Leia o post original por Antero Greco

Quando o Internacional comemorou o centenário houve uma ausência sentida: o volante Caçapava não estava entre os convidados da inigualável nação colorada. Gente da diretoria disse na época que não conseguiu localizá-lo fora de Porto Alegre.

Se não esteve de corpo presente na festa, esteve em todas as conversas, em todas as recordações dos grandes feitos do Inter da década de 1970.

Falcão, por exemplo, contou de um jogo contra o Fluminense, no Maracanã. O time carioca voava e seria um duro adversário, mesmo para o Rei de Roma e companhia. Preocupado com a marcação sobre Roberto Rivellino, o meia resolveu fazer uma travessura: no hotel onde estavam concentrados no Rio, chamou Caçapava em seu quarto e disse que estava muito nervoso, porque Rivellino tinha dado entrevistas dizendo que ia acabar com Caçapava, famoso por marcar todos os craques inimigos.

Pegando uma bola, Falcão até mostrou como Rivellino iria fazer para humilhá-lo no Maracanã lotado: “Ele vai fazer assim, ó, vai te dar o drible do elástico”.

Falcão contava essa história e ria. Dizia que Caçapava quase espumava de raiva. “O pior, Caçapava, é que ele disse que nem conhece quem vai fazer a marcação sobre ele. Até perguntou ao jornalista: quem é esse tal de Caçapava?”

O volante saiu imediatamente para o seu quarto. Saiu dele só para ir para o Maracanã.

Quando o jogo começou, nem bem Rivellino tocou na bola, Caçapava foi pra cima dele e atravessou o meia. Desesperado com a violência e ainda caído no chão, Riva escutou: “Muito prazer, eu sou o Caçapava, o cara que veio te marcar”.

Histórias que acompanharam a vida toda de Caçapava. Na data da festa do Inter, ele vivia retirado em Timon, no Maranhão. O convite do Inter não chegou até ele na época.

Nos últimos anos, Caçapava era um dos embaixadores do Inter junto à torcida.

Esta manhã, ele morreu em Porto Alegre.

(Com participação de Roberto Salim.)

Fotos da semana

Leia o post original por Michelle Giannella

Oi pessoal! Junho chegou e eu amo esse mês. Meu aniversário, festa junina, inverno… só coisas boas!

A semana teve muitos cliques legais e o final de semana promete com o clássico entre Palmeiras e Corinthians. Façam suas apostas! Domingo, às 21 horas, eu te espero no Mesa Redonda com tudo sobre o jogão, ok?

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No Mesa Redonda do dia 05 de junho, Falcão foi um dos convidados. O rei de Roma falou sobre futebol, torcidas organizadas e seleção brasileira. Muito bom contar com um dos melhores jogadores que nosso futebol já teve.

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Gazeta Esportiva dessa semana.junho6 junho8

 

Bafafá no futsal

Leia o post original por Antero Greco

Crônica de Roberto Salim

“Na gafieira segue o baile calmamente, com muita gente dando volta no salão…

Tudo vai bem, mas eis porém que, de repente, um pé surgiu e alguém de cara foi ao chão…”

Parece que o velho samba “Piston de Gafieira”, cantado por Moreira da Silva, foi feito na medida para os últimos jogos da Liga Nacional de Futsal.

O que é para ser um espetáculo de muita plasticidade, jogadas incríveis, dribles impossíveis e defesas inacreditáveis, acaba virando um baile de quinta categoria no salão.

Primeiro foi o genial Falcão que perdeu a cabeça e cuspiu na torcida do Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul. Os torcedores exageram com xingamentos, líquidos suspeitos e “otras cositas mas”, porém o Falcão é o Falcão – ídolo nacional. Podia passar sem essa. No fim do jogo admitiu a culpa.

Mas o que aconteceu na noite de segunda-feira, no Centro Olímpico de Uberaba, não tem desculpa: nem para o time da Intelli, de Orlândia, nem para o policiamento do jogo realizado em Uberaba, nem para os seguranças contratados pelos organizadores, muito menos para as torcidas organizadas do Timão que se deslocaram até a cidade mineira.

Festival de selvageria.

Agressões estúpidas, em um ambiente cheio de crianças e mulheres – e, em muitos casos, mulheres e filhos dos próprios jogadores.

Toda essa turma citada tem culpa.

Tem.

Mas a culpa maior é de técnicos renomados e jogadores habilidosos, que se transformam em animais. São entradas desleais, pontapés, cotoveladas, verdadeiras agressões presenciadas pela arbitragem que assistia a tudo placidamente.

O comportamento dos reservas fora da quadra também é revoltante. Parece que são gladiadores prontos a entrar numa arena e não jogadores de futsal.

O ambiente contaminou a torcida.

E daí para o quebra-quebra foi um “tirico” – como dizem os mineiros.

Quando a polícia chegou.

Quando o jogo virou apenas um evento esportivo, aí sim pudemos ver as magníficas defesas do Guitta e do Edu, os dribles de Simi e Ciço, os gols de Gadeia, Douglas, Davis, Leandro e Elisandro.

O resultado da semifinal?

Intelli 3 x 3 Corinthians.

Na prorrogação o time de Orlândia obteve a classificação.

Essa turma deveria se preocupar apenas em mostrar sua arte.

São Paulo quer Cuca. Ou… ou… ou…

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo continua perdidinho da silva no que se refere a sucessor de Doriva. O preferido dos cartolas para herdar o cargo é Cuca, que permanece ligado, por contrato, ao Shandong Luneng. Os chineses, pelo visto, não estão dispostos a abrir mão dele. Ao menos por enquanto.

Até aí, tudo bem. Clube pode pretender o treinador que quiser, até o Guardiola, o Löw ou o Mourinho. Curioso é que se fala em “plano B”, caso não dê certo a investida sobre Cuca. Daí, se especulam nomes como os de Autuori e Aguirre. Antes, foram feitas referências a Roger (do Grêmio) ou Falcão (Sport). Muito papo e pouca confirmação.

Autuori foi sonho de consumo durante muito tempo; quando veio, foi uma decepção. Aguirre teve passagem conturbada pelo Inter. Roger é iniciante (e promissor) na profissão. Falcão até hoje não se firmou como nome de peso na função…

A diretoria oficialmente fica na moita e no máximo traça o perfil ideal que busca para planejar um 2016 bem melhor do que a temporada atual. E as qualidades são as de sempre: vencedor, moderno, que saiba lidar com jovens, que se adeque a política de contratações rígida, etc e tal. Ou seja, se procura um profissional raro de se encontrar no mercado.

Fato é que a demissão de Doriva mostrou o quanto o São Paulo não tem projeto e como as turbulências políticas interferem no futebol. É um tal de sair e voltar dirigente, de contratar e demitir técnico, de negociar jogador. O ambiente não teve sossego em 2015. A nação tricolor carece de rumo.

E, pelo jeito, boataria não vai parar, até que se anuncie o Grande Comandante para o próximo ano. Se possível, com vaga na Libertadores.

A eterna magia de Pelé

Leia o post original por Quartarollo

pelé

Hoje Pelé comemora 75 anos de idade. Edson Arantes do Nascimento, que lhe empresta o corpo e a voz, vai nessa carona e também faz a festa.

A magia de Pelé continua eterna. Imbatível. Todos os dias quando surge um bom jogador logo já se diz: “É o novo Pelé”

É Pelé disso, Pelé daquilo. Pelé suplantou Edson há muito tempo e passou a ser sinônimo de coisa genial, de alta qualidade.

Não é necessário falar dos feitos do eterno Pelé, isso todos já falam, mas a magia perdura e atravessa décadas e invadiu o novo século.

Esse é um cara iluminado. Convivi com Pelé menos do que gostaria e mais do que muita gente pretendia.

Sou um cara de sorte. Entrevistei Pelé várias vezes, nunca no auge do seu futebol.

Nasci em 1957 quando ele explodia genialmente para o mundo. Conheço suas histórias e suas conquistas, mas vi Pelé jogando pela primeira vez contra o XV de Piracicaba no Barão de Serra Negra, em Piracicaba, em 1973, se não estou equivocado.

Não foi o grande Pelé de sempre, já caminhava para se despedir, mas ainda é o que mais chamava a atenção da torcida e dos adversários.

O XV festejou porque empatou em casa com o Santos de Pelé, 0 x 0, com direito a bola na trave do rei e com Edu jogando demais na ponta-esquerda.

Comecei em rádio em 1972, ele ainda era a majestade dos campos. Quando cheguei em São Paulo, na Rádio Gazeta, em 1980, tive mais contato profissional com Pelé.

O entrevistei várias vezes e via que ele atendia a todo mundo com o mesmo carinho. Vi Pelé deixar de almoçar, deixar a comida esfriando no prato, para atender seus fãs.

Quantos cafezinhos ficaram nas xícaras por causa disso. Era dar uma bicadinha e já vinha alguém, posso tirar uma foto com o senhor seu Pelé?

E lá ia o Rei atender seus súditos independente de onde eram, quem eram ou para quem torciam.

Em 1985, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, em Assunção, no Paraguai, estávamos todos, imprensa e jogadores, concentrados no Hotel Ita Enramada, e naquela época você entrevistava os craques da Seleção a qualquer hora.

Tomava café com eles, jogava baralho e na folga tomava até cerveja junto. Eram todos muitos próximos, jogadores e imprensa, nem a figura atual do assessor, ou censor de imprensa, existia.

Na manhã do jogo com o Paraguai, no saguão do hotel, estávamos fazendo matérias para rádio, jornal e televisão e todos os jogadores ali batendo papo e a torcida querendo também falar com os atletas.

Nisso chegou Pelé. Falecido Sócrates, do alto da sua inteligência, começou a sorrir.

Eu olho para ele e pergunto: “Tá rindo de quê, Magrão?” e ele respondeu: “Agora acabou nosso papo com vocês, todos vão querer falar com o maior de todos. O rei chegou, a atenção é para ele. Qualquer coisa tô no café”

O incrível é que naquela seleção havia gente consagrada como o próprio Doutor Sócrates, Falcão, Careca, Casagrande, Renato Gaúcho, Leandro, Júnior e outros mais.

Era a base do belíssimo time de 82 com algumas mexidas. Ninguém era maior que Pelé e Sócrates sabia disso de longe.

Eu estava lá pela rádio Record e o grande Roberto Silva, ainda na Rádio Bandeirantes, tinha mais intimidade com Pelé e foi falar com ele.

“Pelé, a gente precisa fazer uma entrevista com você. Pode ser agora?”

O Rei todo sorridente e atendendo todo mundo que se aproximava: “Roberto, prazer em revê-lo, estou chegando de viagem, vou subir tomar um banho e em meia hora desço para falar com vocês e atendo todo mundo”

Não deu outra, meia hora depois estava e eu e outros companheiros ao vivo com Pelé para o rádio do Brasil, como costumamos dizer.

Quando saiu para o estádio ainda perguntou se tinha atendido todo mundo e isso valia também para os torcedores que queriam fotos e autógrafos.

Há pouco tempo, Flávio Prado resolveu fazer um programa para a TV Gazeta reunindo os cinco jogadores daquele que é considerado o melhor ataque de todos os tempos: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Pelé topou a parada na hora e avisou: “Vamos fazer lá na minha casa, no Guarujá”

Flávio topou e na época eu estava participando da campanha da Jovem Pan por respeito ao Hino Nacional nos estádios e faltava falar com Pelé que sempre estava viajando.

Pois com Pelé é assim, se você chegar perto passa a ser do time dele e ele te abraça e os assessores não falam mais nada, mas se precisar de ajuda para chegar e ele não sabe que você quer falar com ele, há uma certa complicação.

Pedi ao Flávio para que ele gravasse um depoimento de Pelé sobre o Hino Nacional. Ele fez mais do que isso, me convidou para ir junto.

“Já falei com Pelé que você vai conosco e ele falou que não precisava nem pedir. Você está convidado, vamos lá”

Lá fui eu com um motorista e um técnico da rádio. Pelé nos recebeu de braços abertos, se emocionou ao reencontrar seus antigos companheiros, fez questão de que a TV Gazeta pagasse um cachezinho, com o qual ele colaborou pessoal e secretamente para que não ficassem melindrados, para cada um dos seus velhos amigos, fez comida para a gente almoçar, levou-nos ao altar da Santa de sua devoção que cuida todos os dias com carinho e contou histórias de vida, de família como se fosse um igual a nós.

Ah, antes de tudo isso, foi buscar pessoalmente o motorista e o técnico da rádio que estavam no carro lá fora esperando pela matéria para voltar à São Paulo.

Foram levados para dentro para almoçar e passar o dia com a gente. Esses dois jamais esqueceram o fato: “Ser convidado por Pelé em pessoa era demais para eles”

O gozado foi Pelé me perguntando. “Cadê os meninos que vieram com você?”

Estão lá fora me esperando, vou passar a matéria e voltar para São Paulo.

“Vai nada, espera aí, vou chamar os dois. Nada disso. Vamos almoçar todos juntos” e assim aconteceu.

Tempos depois estou entrevistando Mané Maria, ex-excelente ponta-direita do Santos dos anos 70 e amigo pessoal de Pelé até hoje, e ele me fala assim: “Quartarollo, tenho aqui um garoto que quer pedir uma ajudar para você. Você pode conversar com ele na Jovem Pan?”

“É claro que posso, bota o menino aí no telefone”.

“Oi seu Quartarollo, aqui é o Edson, tô procurando um time para jogar e ninguém me dá chance”

“Ah, é? O que você sabe fazer?

“Sei chutar com o pé direito, com o pé esquerdo. Sei cabecear, driblo bem, faço muitos gols, mas ninguém me dá chance”

E eu entrando na brincadeira do Rei. “Ah, você sabe tudo isso. Quem você pensa que é, pensa que é o Pelé?”

Gargalhadas à parte, veio na sequência mais uma grande entrevista cheia de histórias boas e análises sobre os rumos do futebol brasileiro.

É por isso que quando alguém quer comparar algo muito bom, pode se comparar a Pelé, mas ele é inigualável, é o maior de todos sem nenhum favor.

Quando um jogador se destaca muito a primeira questão é: “Esse é melhor que Pelé, esse é igual a Pelé”

Agora é a vez de Messi ser comparado. Logo, logo isso passa. No passado outros também foram comparados a ele, mas Pelé só existe um, mas é gente igual a gente. Tenha certeza disso.

Pelé tem um grande coração. É do tamanho desse aí de cima na foto magistral de Luiz Paulo Machado que teve a felicidade de pegar o exato momento em que o suor fazia um desenho perfeito no peito do Rei.

E ele conseguiu isso numa época em que as máquinas fotográficas eram bem diferentes dessas de hoje. Não dava para inventar e nem montar. Era isso ou isso e nada mais.

Machado era um dos Pelés das fotografia. E era ótimo. Parece que realmente os polos, ou os pelés, se atraem.

Idolatria tem limite?

Leia o post original por Neto

Dunga foi demitido do Internacional

Durante a última Copa do Mundo fui muito crítico ao Dunga pelo comportamento dele no comando da Seleção Brasileira. Mas não tem como negar que ele desenvolveu um bom trabalho no período. Conquistou muitos títulos! Como treinador do Inter ele também iniciou o trabalho com vitórias. O problema é que em algum momento a coisa desandou, os resultados não vieram e ele acabou demitido. Teve muita pressão negativa e torcedor colorado chamado ele de burro. Isso mesmo! Um ídolo do clube saindo do Beira-Rio pelas portas do fundo.

Essa atitude me fez lembrar de outros casos e fiquei pensando: até que ponto vale a pena um ídolo como jogador se arriscar a voltar no clube como técnico ou dirigente? Vejam só, lá no Inter mesmo o Falcão seu deu mal e também foi vaiado. Dá pra acreditar? O Renato Gaúcho hoje está muito bem como treinador do Grêmio, vice-líder do Brasileirão. Mas o que será dele quando começar a perder? Vão xingar o cara? Vão xingar um dos maiores ídolos (se não for o maior) por causa do rendimento de técnico? E o que ele fez no passado? O torcedor sabe separar?

Fico impressionado como os dirigentes do Flamengo conseguiram contratar e demitir o Zico em questão de pouco meses. Sem o menor respeito com um dos grandes mitos da história do futebol. O Roberto Dinamite, hoje presidente do Vasco, é um dos mais xingados nos jogos de São Januário. E de pensar que trata-se do maior ídolo do clube de todos os tempos.

Os casos são muitos. Mas é duro ver como a idolatria de uma vida inteira pode ser jogada fora em questão de dias. O torcedor esquece  muito rápido tudo o que o cara fez no gramado. Toda dor sentida em anos de bola. Êita futebol cruel!