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Testando o VAR: entenda as armadilhas que rondam o árbitro de vídeo

Leia o post original por Perrone

Foto: Simon Plestenjak/UOL

“Vou ser o seu VAR, prepare-se porque não entendo nada de arbitragem. Vai dar confusão. Se depender de mim, nós vamos apanhar”. Pelo fone, escuto o juiz responder: “não tem problema, vamos apanhar juntos, então”. Dessa forma, na última quinta (21), iniciei minha experiência no simulador de árbitro de vídeo da Federação Paulista, já preparando o espírito do árbitro que me acompanharia no teste. Ele estava em outro local, em frente a um monitor igual aos que vemos à beira dos gramados. E eu numa sala, diante da parafernália responsável pelo sistema criado para ajudar os juízes durante os jogos. O recurso será usado a partir dos mata-matas do Campeonato Paulista e em todo o Brasileirão deste ano.

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Os minutos seguintes ao sincero alerta feito por mim mudariam meu pensamento em relação ao VAR e sobre o que esperar de sua utilização. O negócio é muito mais difícil do que eu imaginava. Minha atuação começou com a cobrança de um tiro de meta. De cara, sou advertido pelo instrutor: “O vídeo é lá em cima, Ricardo”. Com duas telas na minha frente, sem contar às usadas pelo árbitro assistente de vídeo e pelo operador de equipamento, eu me confundi. Estava acompanhando o jogo pelo monitor que mostra os lances com um atraso de três segundos. Ele serve para tirar dúvidas depois que a jogada aconteceu. Nesses casos, o assistente segue de olho na partida ao vivo.

Foi desfazer a gafe, bater o olho na tela certa e ver uma falta no meio-campo para eu sair da minha zona de pequeno desconforto. Entrei numa de grande incômodo. Primeiro vem a dúvida. Foi algo relevante para eu parar o jogo? E se eu parar e não for nada? Já pensou, o estádio inteiro esperando (no mundo real eram cerca de 20 pessoas ligadas à arbitragem e envolvidas na no treinamento de VAR da FPF).

Com frio na barriga, decido impedir a continuação do jogo, pois se a partida seguir por muito tempo não dá mais para parar. Aí começa a segunda etapa da tortura psicológica. Lembrar de todo procedimento padrão. Apertar o botão vermelho que aciona o comunicador, pedir para o juiz não dar sequência ao jogo, e avisar que o lance está sendo checado.

“Paralisa por favor. Estou checando aqui”, anuncio em tom solene, tentando imaginar como um árbitro falaria e apertando com força o botão vermelho. Minutos antes, Ednilson Corona, presidente da comissão de arbitragem da federação, havia me explicado que a comunicação é uma das principais armadilhas para o VAR. “Estamos trabalhando muito para melhorar a comunicação. É um dos principais desafios. Você precisa ter certeza que foi claro para o árbitro. Já pensou se você fala ‘não foi pênalti’, mas, por algum problema, o comunicador pega a fala depois do começo e o árbitro só ouve ‘foi pênalti’? Imagina a confusão”, explicou Corona.

Ednilson Corona explica que comunicação é um dos principais obstáculos do VAR. Foto: Simon Plestenjak/UOL

Por isso apertei o botão vermelho como se ele liberasse oxigênio na sala. Estava tão concentrado nele que me esqueci do verde, instalado ao lado. Esse outro deve ser apertado cada vez que um lance duvidoso é visto. Serve para marcar as jogadas que podem precisar de revisão. Facilita a vida do operador de ‘replay’, sentado ao meu lado direito (na esquerda está um assistente para ajudar principalmente nos lances de impedimento). Nos jogos do Estadual serão dois auxiliares chamados de AVAR (assistentes de VAR).

“Preciso que você defina pra mim um ponto de contato para essa falta. Onde você acha que ela aconteceu de fato?”, pergunta o operador, já que eu não marquei o lance. Olho pra tela dele e vejo vários quadrinhos, cada um com um instante da jogada. Penso: ‘como vou saber? Não sei mexer nisso’”.

De novo, relembro da entrevista concedida por Corona pouco antes. “Outra dificuldade é a falta de prática dos árbitros com equipamentos de vídeos. São muitas câmeras à disposição, mas é difícil pra quem não está acostumado saber qual é a melhor para cada jogada. O operador ajuda, mas não em tudo. Se ele começar a opinar é influência externa na arbitragem, o que é proibido”, disse o presidente da comissão de arbitragem. No Campeonato Paulista serão até 19 câmeras por partida.

UOL testa o VAR

UOL testa o VAR

No meu caso, o operador foi voltando o lance até o começo da jogada (e o tempo passando, imagina no estádio, todo mundo esperando. Ali era “só” uma tropa experiente na arbitragem esperando e provavelmente pensando: esse cara não pode criticar árbitro nunca). Enfim, tive convicção do que vi e fui de novo no botão vermelho. “Por favor, reveja o lance porque o número 12 de branco (sou corrigido pelo instrutor, era 42 na verdade) pisou no de azul”. Depois de cerca de 20 segundos, sou orientado a informar ao juiz qual a melhor imagem que temos. Tem mais essa, tenho que sugerir a câmera com melhor ângulo pro árbitro. E o tempo passando.

Ele não tinha visto um pisar no outro. Havia dado apenas amarelo para o atleta de azul e marcado a falta dele. Com a minha ajuda, apesar da falta de jeito, ele expulsa corretamente o jogador de branco, mantém a falta e o amarelo para o atleta de azul. Na verdade é uma simulação, analisamos apenas a gravação de uma partida. Do momento em que avisei o juiz até a decisão ser tomada se passaram três minutos e 31 segundos. Isso num lance relativamente simples.

Terminado o desafio, retiro o fone e relato minha experiência para o estafe de arbitragem da FPF: “Mesmo com todas essa tecnologia é muito difícil”. É muita coisa pra prestar atenção. Várias telas, áudio no fone de ouvido, protocolo a seguir. E os árbitros de verdade que são convocados para trabalhar como VAR têm uma outra armadilha para tentar evitar. “Eles estão acostumados a tomar decisões, mas aqui eles só vão auxiliar. Precisam treinar para se adaptar à essa nova situação”, explica Corona.

Brincando de árbitro de vídeo entendi também porque só em quatro situações o VAR pode entrar em cena: dúvidas sobre se foi gol, pênalti, lance para expulsão e cartão mostrado para o jogador errado. Com tantas câmeras de olho em tudo, acontece muita coisa que o árbitro no campo não vê. Se quem está com a tecnologia nas pontas dos dedos resolver corrigir tudo, o jogo não vai andar.

Foto: Simon Plestenjak/UOL

E mesmo com o universo de possibilidades reduzido, ainda há muita chance de erro. As decisões têm que ser muito rápidas, a pressão é enorme, assim como é grande a quantidade de novas informações a serem assimiladas. Não é à toa que durante os treinamentos feitos pela Federação Paulista os escolhidos usam um aparelho que mede a frequência cardíaca no momento de tomada de decisões. Duas psicólogas avaliam e ajudam a preparar cada um.

Depois dos testes, a FPF vai definir quem assume cada função. Participaram dos treinos desta semana com o simulador 16 árbitros centrais de campo, mais seus auxiliares. Neste sábado (23) deve acontecer um teste com times das categorias de base do São Paulo no Morumbi. No dia seguinte está prevista uma simulação durante a partida do São Paulo contra o Red Bull. Os lances serão analisados pelo VAR, mas só para teste, sem contato com a equipe de arbitragem.

Também neste sábado, o Morumbi passará por uma vistoria a fim de ser homologado para o uso do árbitro de vídeo. Na próxima quarta será a vez do Allianz Parque. Neste estágio entra outra preocupação com o novo sistema. A segurança da equipe que trabalha grudada nos monitores. Se algum dos estádios não tiver um local apropriado, eles terão que se acomodar em containeres. O temor é de que torcedores descubram onde eles estão. Por isso, a ideia é não colocar identificação nesses locais.

Diante de todos os detalhes, a melhor definição é uma que já virou jargão entre os árbitros: “o VAR existe para tirar os elefantes que aparecem em campo. As formiguinhas vão continuar aparecendo”.

O que está em jogo no dérbi além dos três pontos?

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Futuro de Avelar

A sequência de fracas atuações de Danilo Avelar transformam o lateral-esquerdo corintiano em candidato a vilão no clássico. Corintianos e palmeirenses costumam ser cruéis com quem falha no dérbi. Uma atuação infeliz pode inviabilizar de vez a sequência de Avelar no alvinegro.

Paciência com técnicos

Por conta de seus currículos vencedores, Felipão e Fábio Carille começaram a temporada com créditos. Existe pressão no corintiano por conta dos maus resultados no Paulista e, com menor intensidade, em Scolari por não fazer o time apresentar um futebol condizente com o investimento alviverde, apesar das vitórias. Só que o dérbi funciona como um game que consome bônus avassaladoramente. Caso um dos dois seja derrotado no clássico, deverá ter que lidar com uma pressão incompatível com início de temporada.

Marketing

Principalmente por conta de provocações feitas pela diretoria corintiana, há no momento um duelo particular no quesito patrocínio entre os dois clubes. Os corintianos atacam dizendo que as quantias pagas pela Crefisa são irreais e alardeiam que o BMG patrocinador alvinegro, não tem interesses políticos no Parque São Jorge. A referência política é alusão ao fato de Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, ter virado conselheira do Palmeiras e alimentar o desejo de presidir o clube. Publicamente, o lado alviverde evita responder às provocações. Mas internamente há indignação com o comportamento corintiano, especialmente de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing. Nesse cenário, a vitória no clássico terá sabor especial para os envolvidos com patrocínios nos dois clubes.

Mattos x Andrés

O clássico das 17h no Allianz Parque é um round na competição paralela sobre quem administra melhor seu departamento de futebol. Os modelos são completamente diferentes. No Palmeiras, o presidente Maurício Galiotte dá autonomia para Alexandre Mattos, executivo de futebol. No Corinthians, Andrés Sanchez participa praticamente de tudo relacionado ao departamento. Os dois cartolas têm a agressividade nos negócios como semelhança.

Arbitragem

Até agora, o Campeonato Paulista não sofreu com grandes polêmicas por conta das atuações dos juízes. Porém, eventuais erros no dérbi terão exposição muito maior. Além do tamanho do jogo influenciar, há a interminável queixa palmeirense de supostamente ter havido interferência externa favorável ao rival na final do último Estadual, vencida pelos alvinegros. Certamente, os cartolas da FPF cruzam os dedos para a arbitragem sair ilesa do clássico e evitar mais turbulência nos bastidores.

 

Federação adverte empresa por problemas com catracas na estreia do SPFC

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A Federação Paulista advertiu por meio de notificação a empresa responsável pelo sistema de ingressos do São Paulo por conta de problemas na estreia do time no Campeonato Paulista. Em seu comunicado para a Total Acesso, com cópia ao clube do Morumbi, a entidade lista as falhas que detectou no último sábado no Pacaembu, pede explicações até a próxima quarta (23) e ainda diz que a companhia será descredenciada em caso de reincidência. O descredenciamento impede a participação em jogos que tenham a FPF como organizadora.

Notificações semelhantes foram enviadas para Omni, por falhas em Bragantino x Guarani, e Acesso Mais, devido a falhas em Red Bull x Palmeiras, ambos pela primeira rodada do Estadual de 2019. As três advertências foram confirmadas ao blog pela federação.

Antes da vitória são-paulina por 4 a 1 sobre o Mirassol, torcedores tiveram dificuldades para entrar no Pacaembu. Na notificação, a federação afirma constar no relatório do jogo que catracas não funcionaram adequadamente. Aponta também erros e atraso no momento da manobra de transferência de energia para o gerador, catracas que pararam de funcionar, falta de configuração nas antenas de comunicação e outros problemas com ingressos.

De acordo com o documento feito pela FPF, centenas de torcedores foram afetados por conta dos problemas na entrada do estádio. “Iremos responder ao ofício da Federação Paulista na data estipulada. Na ocasião abordaremos as causas dos problemas ocorridos no Pacaembu e apresentaremos quais as medidas preventivas a serem adotadas para os próximos jogos, visando mitigar problemas futuros”, disse ao blog David Jesus, da Total Acesso. Por sua vez, o São Paulo repetiu que está apurando o ocorrido, como havia dito em nota oficial.

A respeito dos problemas na partida do Bragantino, Alex Marques, gerente da Omni, declarou que foram disponibilizados pelo time de Bragança Paulista poucos bilheteiros e que já houve uma conversa para que o fato não se repita. Ele disse também que a notificação foi cancelada pela FPF. Porém, o blog apurou que o cancelamento ocorreu por causa de um nome escrito de maneira errada e que em seguida outro comunicado com o mesmo teor foi enviado.

O blog não conseguiu ouvir a Acesso Mais sobre as ocorrências registradas no duelo entre Red Bull e Palmeiras, em Campinas. A notificação emitida pela FPF alega que dois portões foram abertos com 30 minutos de atrasos provocando filas e tumultos. Relata também que crianças acabaram entrando no jogo sem os ingressos de gratuidade que servem para ajudar no controle de público.

 

Copa São Paulo tem queda em venda de publicidade estática

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Reprodução/SporTV

Chama atenção nas transmissões dos jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior a escassa quantidade de patrocinadores em placas de publicidade em volta dos campos. São apenas dois: Eurofarma e Sicredi.

Tal situação evidencia uma queda de interesse de empresas nesse tipo de anúncio na mais badalada competição da categoria do país. De acordo com dados da Federação Paulista, coordenadora do torneio, no ano passado a publicidade estática foi negociada com cinco parceiras. A venda, então, caiu em mais da metade.

Também conforme dados da FPF, em 2018 havia apenas um patrocinador ligado à arbitragem e agora são três. Em tese, esse aumento ajuda a minimizar a diminuição dos anúncios ao redor dos campos. Mas a federação não revela os valores de cada modalidade de patrocínio.

A redução de publicidade estática contrasta com o que a FPF chama de edição com maior exposição da história da tradicional competição graças à transmissão de mais de 220 jogos. Consultada pelo blog sobre o tema, a FPF enviou a seguinte nota:

“A Copa São Paulo de 2019, que chega à 50ª edição, será a com maior exposição da história. Serão mais de 220 jogos transmitidos ao vivo, por Globo, SporTV, ESPN, Rede Vida, além da FPF TV, canal de streaming da Federação Paulista. Temos dois parceiros de placas de campo nesta edição, Sicredi e Eurofarma, além de três patrocinadores da arbitragem: AOC, Odontocompany e Sky, o que evidencia a relevância da competição”.

Clubes decidem sobre VAR a partir das quartas de final no Paulista

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No congresso técnico do Campeonato Paulista, nesta terça-feira (23), às 10h30, os clubes votarão a proposta da Federação Paulista de Futebol para o uso do VAR na próxima edição do Estadual.

A entidade vai oferecer o recurso eletrônico a partir das quartas de final. Os custos seriam bancados integralmente pela FPF.

Depois da polêmica na final do Paulista deste ano, o Palmeiras exigiu em carta que o Estadual de 2019 tenha o uso do VAR em todas as suas partidas.

Mas Maurício Galiotte, presidente palmeirense, afirmou que não participará da reunião. Ele está rompido com a FPF desde que seu time se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na arbitragem na final do último estadual, vencida pelo Corinthians no Allianz Parque.

Pouco depois da queixa alviverde, a federação passou a consultar empresas e a fazer um levantamento de preços para implantar o VAR. O orçamento escolhido foi o da Hawk-Eye, que cuidou do sistema na Copa da Rússia.

Outro tema controverso que será votado pelos clubes é a continuidade da permissão para equipes mandarem seus jogos fora de casa. A questão gera polêmica principalmente por conta de times do interior que decidiram recentemente jogar algumas partidas como mandante na capital contra grandes do Estado.

Um dos principais interessados é o Santos, que tem mandado jogos no Pacaembu.

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Santos teme efeito de “traição” de Coronel Nunes na Conmebol

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Diretoria e conselheiros do Santos temem que o julgamento do caso “Sánchez” na Conmebol, na próxima segunda, tenha componente político.

Os santistas avaliam que a CBF está enfraquecida na entidade por conta do voto de seu presidente, Coronel Nunes, no Marrocos como sede para a Copa de 2026. Os países da entidade sul-americana tinham combinado votar em bloco na candidatura tripla de Canadá, México e Estados Unidos, que saiu vencedora.

O gesto do dirigente foi visto como traição e gerou duas críticas de cartolas da Conmebol à CBF.

Na diretoria do Santos, assim como no conselho do clube, há quem acredite que pode haver má vontade com os argumentos do clube como forma de retaliação à confederação brasileira.

O receio aumenta porque Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, foi afastado de seu posto na entidade sul-americana pela CBF. O afastamento aconteceu depois de ele tentar, sem sucesso, lançar candidatura de oposição a Rogério Caboclo, que assumirá a presidência em abril do ano que vem.

Bastos era visto pelos clubes paulistas como único representante de seus anseios na Conmebol e conhecedor dos meandros da entidade.

Desde que estourou a denúncia de que Carlos Sánchez teria jogado suspenso contra o Independiente pela Libertadores, Peres buscou apoio da CBF e também de Bastos para tentar minimizar o cenário considerado hostil nos bastidores.

Outra preocupação é em relação à influência do clube argentino. Os santistas consideram o Independiente forte nos bastidores. Um dos argumentos usados como suposta prova dessa força é a rapidez com que a confederação sul-americana abriu investigação contra o Santos.

O discurso da direção santista é de que se o julgamento for técnico, o clube está seguro, pois acredita ter argumentos convincentes.

O alvinegro contratou o advogado Mário Bittencourt, responsável por salvar no “tapetão” o Fluminense do rebaixamento para a série B em 2013.

O Santos corre o risco de ser declarado derrotado por 3 a 0 na partida na Argentina, que terminou com empate sem gols.

Palmeiras recebe esvaziada reunião por oposição na FPF

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Rompido com a FPF (Federação Paulista de Futebol) desde a final do último Estadual, o Palmeiras virou peça fundamental no jogo que pode colocar um opositor na próxima eleição da entidade. O pleito ainda será marcado para este ano e tem a sua comissão eleitoral presidida pelo promotor Paulo Castilho.

Tanto é assim que o clube alviverde sediou, nesta quinta, uma esvaziada reunião com o objetivo de ouvir as propostas de Marco Antonio Abi Chedid, presidente do Bragantino. Ele lidera a iniciativa de lançar uma chapa de oposição para concorrer com o atual presidente da federação, Reinaldo Carneiro Bastos.

Maurício Galiotte já decidiu que não irá votar em Reinaldo, porém, ainda não fechou apoio a Chedid ou um candidato lançado por ele.

O dirigente palmeirense foi procurado pelo cartola do Bragantino, que solicitou a reunião. Conforme o blog apurou, Marquinho, como é conhecido o opositor, pediu que o colega alviverde telefonasse para chamar outros dirigentes com quem teria mais contato. O são-paulino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o presidente do Oeste de Itápolis, Ernesto Francisco Garcia, e pelo menos mais um cartola foram convidados por Galiotte, a pedido de Chedid, mas não compareceram ao encontro.

Fonte com trânsito no Palmeiras afirmou ao blog que José Carlos Peres, presidente do Santos, também participou da conversa com Maurício e Marquinho. A assessoria de imprensa do santista, no entanto, diz que não o localizou depois das 21h40 desta quinta, quando foi procurada pelo blog, para confirmar sua presença.

O Oeste, ausente na reunião, já se comprometeu a apoiar a candidatura de Bastos, ao lado dos outros três times paulistas que disputam a Série B do Brasileiro. “Nós, Ponte Preta, Oeste e São Bento participamos de um encontro na federação e decidimos apoiar a candidatura do Reinaldo”, disse Palmeron Mendes Filho, presidente do Guarani. Ele não confirmou e nem negou ter recebido o telefonema do dirigente do Palmeiras.

Por sua vez, Chedid disse desconhecer que outros clubes tivessem sido convidados. “Foi um encontro só meu com o Galiotte para apresentar as propostas”, declarou o presidente do Bragantino. O blog mantém a informação sobre os convites.

Apoio de peso

O dirigente afirmou que a candidatura de oposição só vai sair do papel se os quatro grandes do Estado tiverem interesse. “Se eles quiserem mudança, teremos uma chapa, que ainda não tem um candidato definido. Se não quiserem, fica como está. Os clubes pequenos querem mudar, mas em conjunto com os grandes”, disse Marquinho.

Além do Palmeiras, outro apoio estratégico é o do Corinthians. Andrés Sanchez, é amigo de longa data de Bastos e Chedid. Procurada, a assessoria de imprensa da diretoria corintiana informou apenas que o voto do clube será surpreendente.

Para registrar chapa, cada candidato precisa do apoio de 12 filiados, sendo cinco integrantes da Série A-1, que terão votos com peso seis na eleição.

CBF

A votação na entidade paulista reflete uma briga pelo controle do futebol nacional. Bastos tentou se lançar como candidato de oposição à presidência da Confederação Brasileira. Não conseguiu o número mínimo de apoios e viu Rogério Caboclo, escolhido por Marco Polo Del Nero, ser o único postulante. Ele assume a presidência em abril do ano que vem.

Desde então, o presidente da FPF passou a ser visto como inimigo por Del Nero e seus aliados. Logo perdeu seus cargos na CBF e na Conmebol após a frustrada tentativa de participar do pleito.

O grupo de Bastos agora enxerga a tentativa de Chedid de lançar um candidato de oposição em São Paulo como uma vingança de Marco Polo, banido pela Fifa por causa de atos de corrupção negados por ele.

Ao UOL, três representantes de clubes do interior afirmaram, sob a condição de não serem identificados, que Chedid teria pedido votos declarando que sua candidatura foi incentivada por Del Nero. O presidente do Bragantino nega que isso tenha acontecido e que já seja pré-candidato.

O Palmeiras entra nessa história porque trava uma batalha com a FPF desde que se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na anulação de um pênalti a seu favor na final do último Campeonato Paulista, vencida pelo rival Corinthians em pleno Allianz Parque.

Com Marcello De Vico, do UOL, em São Paulo

 

 

 

Chefe do TJD vê Gagliotte em campanha e diz: ‘não vai ser campeão no grito’

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“A federação é tão profissional que não vai dar o título pro Palmeiras e pra nenhum clube no grito. Quer ganhar, vai ganhar na bola”. Essa é só uma das fortes afirmações feitas ao blog pelo delegado Antônio Olim, presidente do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista. Ele respondia sobre as novas críticas feitas por Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, ao órgão (leia a resposta do dirigente no final deste post).

Desde que o alviverde perdeu o Campeonato Paulista para o Corinthians, o dirigente está em guerra com a federação e o tribunal. Sem sucesso, ele tenta impugnar o resultado da partida por suposta interferência externa na anulação de um pênalti a favor de seu time.

Porém, para Olim, Gagliotte estica o assunto por ter motivações eleitorais. O presidente palmeirense deve ser candidato à reeleição em novembro. Na opinião do chefe do tribunal, sem conquistar o Estadual, o cartola estaria tentando ganhar o apoio dos eleitores por meio da briga com FPF e TJD.

“No começo eu entendi a posição dele. Estava no calor do jogo, o cara fica fora de si, é normal. Mas agora passou dos limites. Acho que ele está pensando em segurar o mandato dele. Tem eleição este ano, perdeu o título, precisa culpar alguém, arrumar um Cristo. Ataca o tribunal. Ele tem que ganhar a eleição no voto, não assim”, disparou Olim.

Nesta sexta (4), Galiotte se revoltou com a decisão do presidente do TJD de rejeitar o pedido de impugnação da partida alegando que o Palmeiras perdeu o prazo para reclamar. O dirigente também crê que o clube levou ao órgão provas de que houve interferência no tribunal e reclamou de ninguém ter sido punido.

“O Palmeiras não cumpriu o que está escrito no artigo (sobre impugnação). Tudo que foi levado ao tribunal foi investigado. Se não teve como provar, vamos jogar futebol. O Palmeiras tem um time caro, deixa jogar. O palmeirense quer ver o time jogando, não tribunal. Fala pra ele (Maurício) ficar no clube dele, no tribunal mando eu”, disse Olim.

Sobre a reclamação palmeirense de que nenhum membro da equipe de arbitragem foi punido, o delegado diz não terem sido encontradas provas de interferência externa e que “se a arbitragem foi mal, o Palmeiras tem que cobrar a federação, não o tribunal”.

Segundo o presidente do TJD, o dirigente alviverde pode voltar a ser denunciado no órgão pelas novas críticas. Ele já foi convocado para falar sobre declarações anteriores.

Procurado, Galiotte deu a seguinte resposta:

“Como presidente do Palmeiras estou fazendo meu papel em defender a instituição diante de uma irregularidade explícita. Aproveito e deixo a ele (Olim) as seguintes perguntas:
1 – Por que o delegado Olim, como presidente do TJD, não faz o seu papel de investigar o que aconteceu?
2 – Por que o TJD deu um parecer sobre o inquérito em 7 dias, mesmo tendo 15 dias de prazo?
3 – Por que nenhum membro da arbitragem foi afastado ou denunciado?
4 – Por que o TJD não analisou as imagens que o Palmeiras enviou comprovando claras irregularidades na final do Paulista?
5 – Por que, desde o início, o TJD procurou desviar a atenção do que aconteceu e procurou encontrar subterfúgios processuais para não levar a investigação adiante?”

Após queixa do Palmeiras, FPF procura empresas de gravação de voz e vídeo

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A Federação Paulista de Futebol abriu conversas com empresas especializadas em filmagens para a implantação do árbitro de vídeo. Também estão sendo consultadas companhias que possam criar um sistema de gravação da comunicação de voz entre os membros de equipes de arbitragem.

Após se sentir prejudicado na final do Campeoato Paulista diante do Corinthians, o Palmeiras emitiu nota exigindo essas duas medidas para a competição estadual do ano que vem. Na ocasião, a entidade respondeu que estava atenta ao anseio do clube.

Conforme apuração do blog, duas empresas já foram procuradas para apresentar projetos relativos à gravação das conversas entre os árbitros e quatro para tratar dos vídeos.

O processo relativo à gravação de voz é teoricamente mais simples. Basta basicamente criar um modelo confiável no sentido de não deixar dúvidas sobre eventuais edições.

Para a direção do Palmeiras, essas gravações evitariam problemas como o ocorrido na segunda partida decisiva do Paulista vencida pelo alvinegro. O alviverde suspeita que pênalti a seu favor tenha sido desmarcado por causa de interferência externa e recorreu ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). A gravação dos áudios mostraria o que foi conversado entre os árbitros e revelaria fielmente como a decisão foi tomada.

Já em relação ao árbitro de vídeo, o assunto é mais complexo. Uma das principais questões é definir se seriam fornecidas imagens pela Globo, o que baratearia a implantação do sistema. A projeção na entidade é de que o gasto por partida sem a ajuda da emissora seria de aproximadamente R$ 50 mil.

Tanto para imagem como voz, mais empresas devem ser procuradas pela federação. A ideia é apresentar projetos e orçamentos para os clubes definirem os vencedores das concorrências. Também é necessário discutir como seriam pagos os custos. As agremiações precisam aprovar as novidades. Ou seja, a movimentação da FPF não assegura que os dois planos serão colocados em prática em 2019. Há ainda muitas etapas a serem concluídas.

 

Briga do Palmeiras com FPF abafa críticas a Roger e ao contrato com Crefisa

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Desde a perda do título Paulista diante do Corinthians, em casa, no último domingo, a diretoria do Palmeiras praticamente só fala sobre o clube supostamente ter sido prejudicado pela arbitragem e de sua guerra com a Federação Paulista. A revolta abafou outros temas importantes no clube. Veja abaixo quais são os principais.

Críticas a Roger Machado

Apesar de o Palmeiras ter feito a melhor campanha do Campeonato Paulista, conselheiros de diferentes alas políticas passaram a criticar o treinador depois da perda do título. A insatisfação pode ser medida em grupos de membros do Conselho Deliberativo no “WhatsApp”. As queixas mais frequentes são em relação à escalação do time no último jogo da decisão e às substituições. Na opinião dos críticos, o treinador deveria ter começado a partida com uma formação mais defensiva no meio. “Um dos erros foi tirar o Willian no segundo tempo e não o Lucas Lima (para a entrada de Keno). Também não dá pra tomar gol com um minuto de jogo numa final”, disse ao blog o conselheiro José Corona Neto. Ele foi contrário à contratação de Roger.

Lucas Lima

O ex-santista é o jogador mais cobrado entre conselheiros pela atuação na derrota por 1 a 0 para o Corinthians no Allianz Parque. A avaliação é de que, pelo que recebe, o meia tinha a obrigação de ser decisivo na partida. Ao lado de Dudu ele foi um dos palmeirenses que desperdiçaram pênaltis.

Pressão sobre Alexandre Mattos

A perda do título trouxe de volta antigas críticas de conselheiros contra o dirigente remunerado do Palmeiras. Apesar de a maioria dos desafetos do executivo estar no grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, existem críticos em diferentes alas. Quatro conselheiros ouvidos pelo blog reclamaram de Mattos depois da decisão. O argumento central é de que os resultados em campo estão abaixo dos investimentos feitos pela diretoria. A tese é antiga.  “Ele acertou muito nas contratações, mas também errou muito desde que chegou ao clube. Não é um executivo que domina 100% a situação. Trazer Juninho, Michel Bastos, Luan, Mayke e Deyverson, por exemplo, foram erros na minha opinião”, disse Corona. Mattos não quis comentar o fato de voltar a ser criticado. Porém, a diretoria do clube costuma tratar os ataques ao cartola como gesto político principalmente do grupo de Contursi, obcecado por corte de despesas. Nem o fato de o clube ter sido campeão brasileiro em 2016 ameniza as reclamações contra o executivo.

Jogo com o Boca

Com a diretoria concentrada em atacar a Federação Paulista por uma suposta interferência externa no lance em que um pênalti a favor do Palmeiras foi marcado e anulado no segundo jogo da decisão, pouco se falou no clube publicamente sobre a partida desta quarta contra o Boca Juniors pela Libertadores. Porém, o clima é de tensão entre conselheiros. O receio é de que o fracasso na final do estadual tenha abalado a confiança dos jogadores a ponto de produzir um novo resultado negativo em casa.

Aumento de preço dos ingressos na Libertadores

A polêmica em torno da decisão do Paulista também deixou em segundo plano os protestos de torcedores contra a decisão da diretoria de deixar mais caras as entradas para os jogos do time no torneio continental. No ano passado, o tíquete mais barato saía por R$ 90. Agora custa R$ 180, valor superior aos R$ 160 referentes aos ingressos mais caros em 2017. As queixas, no entanto, ficaram pelo caminho. A UVB (União Verde e Branca), grupo que tem entre seus líderes Wlademir Pescarmona, derrotado por Paulo Nobre na eleição presidencial de 2014, é uma das alas que chegou a propor discussão com a diretoria contra os novos preços. A direção, porém, manteve sua posição.

Contrato com a Crefisa

Paralelamente aos desdobramentos da derrota na final do Paulista, há grande preocupação de membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras em relação às novas regras da parceria do clube com a Crefisa. O órgão recomendou que a diretoria reavalie o novo acordo com a patrocinadora. Por conta de problemas com a Receita Federal,  a empresa solicitou a alteração do contrato. Antes, o clube só tinha que devolver o dinheiro investido pela patrocinadora em jogadores quando vendesse os atletas contratados com seu suporte. Eventuais lucros ficariam com o Palmeiras e possíveis prejuízos com a parceira. Agora, de qualquer forma o dinheiro precisa ser devolvido. Ou seja, se um jogador bancado pela parceira ficar livre e sair de graça, o Palmeiras tem que devolver a quantia integral. A diretoria não vê grandes riscos na negociação por entender que serão raros os casos de atletas ficarem sem contrato. A avaliação é de que os jogadores vendidos  com lucro devem compensar possíveis prejuízos. Os “cofistas” estão ávidos por uma nova proposta da diretoria, mergulhada na guerra com a FPF.