Arquivo da categoria: Federação Paulista

Clubes de SP e federação fazem tuitaço por volta de cerveja aos estádios

Leia o post original por Perrone

Os quatro principais clubes de São Paulo, alguns do interior e a Federação Paulista de Futebol promovem nesta sexta (28) um tuitaço a favor da volta da venda de bebidas alcoólicas, especificamente cerveja nos estádios paulistas.

A partir das 12h, eles passaram a promover em seus perfis no Twitter a hasthag #LiberaBrejaSP. A ideia é pressionar o governador João Doria (PSDB) a sancionar a lei que autoriza a volta da comercialização das bebidas alcoólicas nas arenas estaduais.

“Estádio de futebol é o único local onde é proibido beber cerveja em São Paulo. A Assembleia Legislativa já liberou, agora está nas mãos do governador para sancionar. É hora de mudar isso! #LiberaBrejaSP”, diz mensagem padrão do movimento.

Apesar de o projeto ter sido aprovado pela Assembleia Legislativa, o governador antecipou que iria vetá-lo por considerar a medida inconstitucional. A PGE (Procuradoria Geral do Estado), como faz com todos os projetos aprovados, analisou o texto. Nesse caso, indicou a Doria sua inconstitucionalidade. O entendimento é de que o Estatuto do Torcedor veta a venda. Assim, uma lei estadual passaria por cima de outra federal, o que seria inconstitucional.

Porém, deputados favoráveis ao projeto, a FPF, dirigentes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos e de pelo menos parte das agremiações do interior defendem a constitucionalidade dele. Entre outros pontos, afirmam que o Estatuto do Torcedor não veta a venda claramente.

Os cartolas enxergam um enorme potencial para aumentar a arrecadação em seus estádios com a eventual liberação da venda de bebidas alcoólicas. Por limitações no teor alcoólico é provável que apenas cerveja seja comercializada caso a lei seja sancionada. O projeto também permite a publicidade de fabricantes da bebida nas arenas.

Se Doria mantiver o veto, a assembleia ainda pode tentar derrubá-lo. Porém, passar por cima do governador seria uma atitude radical e que geraria desgastes inclusive entre aliados dele. Por isso, deputados defensores do projeto passaram os últimos dias tentando o diálogo.

 

O que mudou na relação entre Palmeiras e FPF

Leia o post original por Perrone

Mais de um ano após ter rompido com a Federação Paulista de Futebol, o Palmeiras entende estar numa fase de reconstrução de seu relacionamento com a entidade.

O clube se afastou da FPF por acreditar ter havido interferência externa  anulação de um pênalti a seu favor na final do Estadual de 2018, contra o Corinthians, que se sagrou campeão.

Hoje, a avaliação da diretoria palmeirense é de que parte de suas reivindicações, feitas depois daquele episódio foi, atendida. Por isso não há motivo para manter a mesma postura extrema de antes.

A decisão é de voltar a participar de reuniões na FPF nas quais o clube julgue ser importante se posicionar.

Mas, por enquanto, é improvável a presença de Maurício Galiotte. O presidente deve enviar representantes quando considerar ser interessante participar das reuniões na federação.

Antes, por conta do momento crítico, a diretoria entendia ser mais importante protestar com sua ausência. Entre os pedidos que o Palmeiras considera atendidos, o principal é o uso do VAR, utilizado nos mata-matas do último Paulistão.

O alviverde entende ter sido importante para a implantação do sistema no campeonato estadual.

No clube, a informação é de que depois de um áudio de comunicação entre uma equipe de arbitragem ser usado pelo STJD, o mesmo deve acontecer no próximo Estadual.

A gravação e a disponibilização do material em casos de dúvida era outro pedido dos palmeirenses.  No alviverde é dado como certo que após o STJD utilizar áudio no julgamento que rejeitou pedido de anulação feito pelo Botafogo em jogo contra o próprio Palmeiras, o TJD agirá da mesma forma no Paulista.

A aproximação só não é maior porque Galiotte tem pelo menos uma reivindicação que não foi atendida. Ele ainda quer a troca da cúpula da arbitragem da FPF.

A visão da FPF

Por sua vez, a federação entende que o pedido é descabido. O exemplo dado na entidade é que seria o mesmo que a FPF se envolver na administração do clube.

Mesmo assim, Bastos  enxerga a situação de maneira parecida com a de Galiotte. O relacionamento não é o mesmo de outrora, mas está sendo reconstruído.

Em entrevista ao portal da Band, na última terça (25), o presidente da FPF disse que a relação é “sem dificuldades. Não é igual era antigamente, mas tenho uma relação muito boa com o Maurício [Galiotte], com o Palmeiras”. Ele também afirmou que o problema é página virada.

Internamente, a ausência do alviverde nas reuniões da FPF era vista como um buraco na política de Bastos de ouvir os clubes. Ele quer que essa seja uma das marcas de sua administração.

Por isso é importante para a federação o Palmeiras voltar a ocupar sua cadeira em encontros na entidade. Mesmo que não seja em todos e não pelo presidente.

Recentemente, Bastos e Galiotte se encontram em eventos fora da FPF e tiverem breves conversas que ajudaram a consolidar o novo status.

 

[

Políticos, FPF e times agem para salvar bebidas alcoólicas em arenas de SP

Leia o post original por Perrone

Deputados estaduais, dirigentes de clubes e a Federação Paulista se articulam para salvar o projeto de lei que permitiria a volta da venda de bebidas alcoólicas nos estádios paulistas.

Na semana passada, o projeto do deputado Itamar Borges (PMDB) foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Porém, em seguida, o governador João Doria (PSDB) anunciou em entrevista que irá vetar o projeto de lei sob o argumento de que ele é inconstitucional.

A assembleia pode derrubar o veto do governador, mas a medida normalmente é considerada agressiva. Por isso, o caminho escolhido até agora é o de tentar convencer Doria a rever sua posição.

“Tenho muita confiança em convencer o governador de que o projeto de lei não é inconstitucional. Vamos entregar três pareceres de especialistas atestando a constitucionalidade. Um deles será feito pela Federação Paulista”, disse Borges. Ele afirmou que também conta com o apoio de diversos clubes.

O veto segue recomendação da PGE (Procuradoria Geral do Estado). O órgão, que sempre analisa juridicamente novas leis antes de o governador sancioná-las ou vetá-las entende que o Estatuto do Torcedor proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas em estádios do país.

Assim, uma lei estadual estaria se sobrepondo à lei federal, o que é inconstitucional.

Para a PGE, o Estatuto do Torcedor proíbe a venda. “Os Estados podem fazer leis para suplementar leis federais, não para se contrapor a elas. Outros Estados que aprovaram leis que liberam bebidas alcoólicas nos estádios enfrentam ações da PGR (Procuradoria Geral da República)”, afirmou Vinícius Sanches, chefe da assessoria técnico-legislativa da PGE.

“Mas nenhuma dessas ações já  teve decisão que transitou em julgado considerando as leis estaduais inconstitucionais” rebateu Borges.

Quem defende o projeto de lei diz que o estatuto do torcedor não proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios.

O estatuto decreta que o torcedor não pode portar “objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”

“Se não pode portar, como vai beber. É uma proibição, sim”, aponta Sanches, da PGE.

Santoro discorda. “Não pode portar qual bebida? Cerveja ou nenhuma bebida? Não existe essa proibição à venda de bebida alcoólica no Estatuto do Torcedor. Não tem uma Lei Federal que está sendo desrespeitada pela lei estadual. Então não existe inconstitucionalidade” argumenta Luiz Felipe Santoro, membro da Comissão Jurídica da FPF.

Hoje, há uma lei estadual que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios paulistas. Os defensores dela alegam que ela ajuda a controlar a violência nas arenas.

Nem chegamos a discutir isso. Nossa análise foi apenas técnica e concluímos que o projeto de lei é inconstitucional”.

O projeto de lei ainda precisa ter sua redação final concluída para ser enviado a Doria. Antes que isso aconteça, Borges espera convencer o governador a mudar de ideia.

Demora do VAR em final do Paulista incomoda até comissão de arbitragem

Leia o post original por Perrone

Foto: Daniel Vorley/AGIF

A demora do VAR para analisar lances no primeiro jogo entre  São Paulo e Corinthians pela decisão do Campeonato Paulista, no último domingo, incomodou pelo menos parte da comissão de arbitragem da Federação Paulista de futebol. O incômodo existe principalmente em relação à ultima jogada analisada, um suposto pênalti a favor dos corintianos. Nesse caso, foram cerca de quatro minutos de espera, no final da partida, até que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira indicasse que a marcação não seria mantida.

O desconforto acontece porque existe o entendimento entre ao menos uma parcela da comissão de que a fase inicial do uso do árbitro de vídeo já passou e a análise já deveria se mais rápida. A avaliação é a de que nenhuma das jogadas revisadas tinha um grau de dificuldade que justificasse eventuais demoras.

VEJA TAMBÉM

Por isso, a agilidade na tomada de decisões deverá motivar uma conversa entre os responsáveis pela arbitragem no Estadual e os juízes de campo e de vídeo. A ideia é que o processo seja mais rápido se o VAR voltar a ser utilizado na partida decisiva do campeonato, domingo (21), em Itaquera.

Até então, a cúpula da arbitragem paulista vinha mantendo o discurso de que em início de trabalho uma certa demora era admissível. Agora já há quem diga que do jeito que está não está bom e não pode ficar.

No último dia 10, Ednilson Corona, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, deixara claro que o próximo passo era reduzir o tempo para as análises serem concluídas. “O processo demora um tempo relativamente pequeno. Mas temos certa insegurança para acertar, e aí eles acabam fazendo uma vez mais para ter certeza. O processo é esse. Dá para adiantar, mas a questão da insegurança está atrasando a decisão. O tempo é importante, mas a precisão é ainda mais importante”, afirmou Corona.

No Morumbi, no lance da revisão mais demorada, o corintiano Henrique foi puxado por Hudson dentro da área, aos 48 minutos do segundo tempo. O pênalti não foi marcado pelo entendimento de que no mesmo lance Vagner Love estava impedido, o que anularia a marcação da penalidade. Desde o início do uso do VAR, a FPF e a Comissão de Arbitragem batem na tecla da importância de ser feita justiça com o recurso eletrônico.

 

Afastado de política, grupo do Palmeiras valoriza taça do ‘Paulistinha’

Leia o post original por Perrone

Enquanto a diretoria do Palmeiras diminui o Estadual chamando a competição de “Paulistinha”, jogadores e comissão técnica valorizam um eventual título do campeonato. O discurso interno é de se afastar da briga política, apesar de atletas já terem criticado a FPF nesta temporada, e se empenhar para levantar a taça.

Neste domingo (7), os palmeirenses fazem o segundo jogo com o São Paulo, agora no Allianz Parque, na disputa por uma vaga na final. São vários os motivos para o grupo enaltecer uma possível conquista de título. Um deles é considerar forte o nível da competição com os quatro grandes nas semifinais. Outro é a importância que a torcida dá para vitórias e derrotas diante de seus maiores rivais. Além disso, o clube deu a volta olímpica no Estadual pela última vez em 2008. Quebrar o jejum daria fôlego ao elenco e a Felipão, cobrados por torcedores para apresentarem resultados compatíveis com o investimento feito pela diretoria. A eliminação nas semifinais ou a perda do título na final, pela segunda vez seguida, azedariam o clima pouco antes da estreia no Brasileirão.

Apesar das provocações da diretoria à FPF, ostentar o título paulista no currículo é algo que o mercado do futebol valoriza e isso também é colocado na balança pelos palmeirenses. Felipão, por exemplo, nunca venceu o estadual de São Paulo. É uma das raras lacunas em sua galeria de troféus de Copa do Mundo, Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil, entre outros. Quem convive com o treinador enxerga nele motivação de sobra para ganhar a competição.

Os ataques à federação acontecem desde que o alviverde deixou escapar o título em casa na final do Estadual de 2018 e alegou ter ocorrido interferência externa na arbitragem na anulação de pênalti a favor do Palmeiras que perdeu o caneco para o Corinthians.

A bronca dos dirigentes palmeirenses  com a FPF não passou. E nem a vontade de detonar a competição. Mesmo assim, você deverá ver os jogadores da equipe comemorando muito se passarem para a final. E o mesmo numa eventual conquista de título.

Testando o VAR: entenda as armadilhas que rondam o árbitro de vídeo

Leia o post original por Perrone

Foto: Simon Plestenjak/UOL

“Vou ser o seu VAR, prepare-se porque não entendo nada de arbitragem. Vai dar confusão. Se depender de mim, nós vamos apanhar”. Pelo fone, escuto o juiz responder: “não tem problema, vamos apanhar juntos, então”. Dessa forma, na última quinta (21), iniciei minha experiência no simulador de árbitro de vídeo da Federação Paulista, já preparando o espírito do árbitro que me acompanharia no teste. Ele estava em outro local, em frente a um monitor igual aos que vemos à beira dos gramados. E eu numa sala, diante da parafernália responsável pelo sistema criado para ajudar os juízes durante os jogos. O recurso será usado a partir dos mata-matas do Campeonato Paulista e em todo o Brasileirão deste ano.

VEJA TAMBÉM

VAR do Brasileiro custará R$ 19 mi e tem empresa da Copa; times pagam parte
No Twitter, VAR foi destaque nas partidas das oitavas da Liga dos Campeões

Os minutos seguintes ao sincero alerta feito por mim mudariam meu pensamento em relação ao VAR e sobre o que esperar de sua utilização. O negócio é muito mais difícil do que eu imaginava. Minha atuação começou com a cobrança de um tiro de meta. De cara, sou advertido pelo instrutor: “O vídeo é lá em cima, Ricardo”. Com duas telas na minha frente, sem contar às usadas pelo árbitro assistente de vídeo e pelo operador de equipamento, eu me confundi. Estava acompanhando o jogo pelo monitor que mostra os lances com um atraso de três segundos. Ele serve para tirar dúvidas depois que a jogada aconteceu. Nesses casos, o assistente segue de olho na partida ao vivo.

Foi desfazer a gafe, bater o olho na tela certa e ver uma falta no meio-campo para eu sair da minha zona de pequeno desconforto. Entrei numa de grande incômodo. Primeiro vem a dúvida. Foi algo relevante para eu parar o jogo? E se eu parar e não for nada? Já pensou, o estádio inteiro esperando (no mundo real eram cerca de 20 pessoas ligadas à arbitragem e envolvidas na no treinamento de VAR da FPF).

Com frio na barriga, decido impedir a continuação do jogo, pois se a partida seguir por muito tempo não dá mais para parar. Aí começa a segunda etapa da tortura psicológica. Lembrar de todo procedimento padrão. Apertar o botão vermelho que aciona o comunicador, pedir para o juiz não dar sequência ao jogo, e avisar que o lance está sendo checado.

“Paralisa por favor. Estou checando aqui”, anuncio em tom solene, tentando imaginar como um árbitro falaria e apertando com força o botão vermelho. Minutos antes, Ednilson Corona, presidente da comissão de arbitragem da federação, havia me explicado que a comunicação é uma das principais armadilhas para o VAR. “Estamos trabalhando muito para melhorar a comunicação. É um dos principais desafios. Você precisa ter certeza que foi claro para o árbitro. Já pensou se você fala ‘não foi pênalti’, mas, por algum problema, o comunicador pega a fala depois do começo e o árbitro só ouve ‘foi pênalti’? Imagina a confusão”, explicou Corona.

Ednilson Corona explica que comunicação é um dos principais obstáculos do VAR. Foto: Simon Plestenjak/UOL

Por isso apertei o botão vermelho como se ele liberasse oxigênio na sala. Estava tão concentrado nele que me esqueci do verde, instalado ao lado. Esse outro deve ser apertado cada vez que um lance duvidoso é visto. Serve para marcar as jogadas que podem precisar de revisão. Facilita a vida do operador de ‘replay’, sentado ao meu lado direito (na esquerda está um assistente para ajudar principalmente nos lances de impedimento). Nos jogos do Estadual serão dois auxiliares chamados de AVAR (assistentes de VAR).

“Preciso que você defina pra mim um ponto de contato para essa falta. Onde você acha que ela aconteceu de fato?”, pergunta o operador, já que eu não marquei o lance. Olho pra tela dele e vejo vários quadrinhos, cada um com um instante da jogada. Penso: ‘como vou saber? Não sei mexer nisso’”.

De novo, relembro da entrevista concedida por Corona pouco antes. “Outra dificuldade é a falta de prática dos árbitros com equipamentos de vídeos. São muitas câmeras à disposição, mas é difícil pra quem não está acostumado saber qual é a melhor para cada jogada. O operador ajuda, mas não em tudo. Se ele começar a opinar é influência externa na arbitragem, o que é proibido”, disse o presidente da comissão de arbitragem. No Campeonato Paulista serão até 19 câmeras por partida.

UOL testa o VAR

UOL testa o VAR

No meu caso, o operador foi voltando o lance até o começo da jogada (e o tempo passando, imagina no estádio, todo mundo esperando. Ali era “só” uma tropa experiente na arbitragem esperando e provavelmente pensando: esse cara não pode criticar árbitro nunca). Enfim, tive convicção do que vi e fui de novo no botão vermelho. “Por favor, reveja o lance porque o número 12 de branco (sou corrigido pelo instrutor, era 42 na verdade) pisou no de azul”. Depois de cerca de 20 segundos, sou orientado a informar ao juiz qual a melhor imagem que temos. Tem mais essa, tenho que sugerir a câmera com melhor ângulo pro árbitro. E o tempo passando.

Ele não tinha visto um pisar no outro. Havia dado apenas amarelo para o atleta de azul e marcado a falta dele. Com a minha ajuda, apesar da falta de jeito, ele expulsa corretamente o jogador de branco, mantém a falta e o amarelo para o atleta de azul. Na verdade é uma simulação, analisamos apenas a gravação de uma partida. Do momento em que avisei o juiz até a decisão ser tomada se passaram três minutos e 31 segundos. Isso num lance relativamente simples.

Terminado o desafio, retiro o fone e relato minha experiência para o estafe de arbitragem da FPF: “Mesmo com todas essa tecnologia é muito difícil”. É muita coisa pra prestar atenção. Várias telas, áudio no fone de ouvido, protocolo a seguir. E os árbitros de verdade que são convocados para trabalhar como VAR têm uma outra armadilha para tentar evitar. “Eles estão acostumados a tomar decisões, mas aqui eles só vão auxiliar. Precisam treinar para se adaptar à essa nova situação”, explica Corona.

Brincando de árbitro de vídeo entendi também porque só em quatro situações o VAR pode entrar em cena: dúvidas sobre se foi gol, pênalti, lance para expulsão e cartão mostrado para o jogador errado. Com tantas câmeras de olho em tudo, acontece muita coisa que o árbitro no campo não vê. Se quem está com a tecnologia nas pontas dos dedos resolver corrigir tudo, o jogo não vai andar.

Foto: Simon Plestenjak/UOL

E mesmo com o universo de possibilidades reduzido, ainda há muita chance de erro. As decisões têm que ser muito rápidas, a pressão é enorme, assim como é grande a quantidade de novas informações a serem assimiladas. Não é à toa que durante os treinamentos feitos pela Federação Paulista os escolhidos usam um aparelho que mede a frequência cardíaca no momento de tomada de decisões. Duas psicólogas avaliam e ajudam a preparar cada um.

Depois dos testes, a FPF vai definir quem assume cada função. Participaram dos treinos desta semana com o simulador 16 árbitros centrais de campo, mais seus auxiliares. Neste sábado (23) deve acontecer um teste com times das categorias de base do São Paulo no Morumbi. No dia seguinte está prevista uma simulação durante a partida do São Paulo contra o Red Bull. Os lances serão analisados pelo VAR, mas só para teste, sem contato com a equipe de arbitragem.

Também neste sábado, o Morumbi passará por uma vistoria a fim de ser homologado para o uso do árbitro de vídeo. Na próxima quarta será a vez do Allianz Parque. Neste estágio entra outra preocupação com o novo sistema. A segurança da equipe que trabalha grudada nos monitores. Se algum dos estádios não tiver um local apropriado, eles terão que se acomodar em containeres. O temor é de que torcedores descubram onde eles estão. Por isso, a ideia é não colocar identificação nesses locais.

Diante de todos os detalhes, a melhor definição é uma que já virou jargão entre os árbitros: “o VAR existe para tirar os elefantes que aparecem em campo. As formiguinhas vão continuar aparecendo”.

O que está em jogo no dérbi além dos três pontos?

Leia o post original por Perrone

Futuro de Avelar

A sequência de fracas atuações de Danilo Avelar transformam o lateral-esquerdo corintiano em candidato a vilão no clássico. Corintianos e palmeirenses costumam ser cruéis com quem falha no dérbi. Uma atuação infeliz pode inviabilizar de vez a sequência de Avelar no alvinegro.

Paciência com técnicos

Por conta de seus currículos vencedores, Felipão e Fábio Carille começaram a temporada com créditos. Existe pressão no corintiano por conta dos maus resultados no Paulista e, com menor intensidade, em Scolari por não fazer o time apresentar um futebol condizente com o investimento alviverde, apesar das vitórias. Só que o dérbi funciona como um game que consome bônus avassaladoramente. Caso um dos dois seja derrotado no clássico, deverá ter que lidar com uma pressão incompatível com início de temporada.

Marketing

Principalmente por conta de provocações feitas pela diretoria corintiana, há no momento um duelo particular no quesito patrocínio entre os dois clubes. Os corintianos atacam dizendo que as quantias pagas pela Crefisa são irreais e alardeiam que o BMG patrocinador alvinegro, não tem interesses políticos no Parque São Jorge. A referência política é alusão ao fato de Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, ter virado conselheira do Palmeiras e alimentar o desejo de presidir o clube. Publicamente, o lado alviverde evita responder às provocações. Mas internamente há indignação com o comportamento corintiano, especialmente de Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing. Nesse cenário, a vitória no clássico terá sabor especial para os envolvidos com patrocínios nos dois clubes.

Mattos x Andrés

O clássico das 17h no Allianz Parque é um round na competição paralela sobre quem administra melhor seu departamento de futebol. Os modelos são completamente diferentes. No Palmeiras, o presidente Maurício Galiotte dá autonomia para Alexandre Mattos, executivo de futebol. No Corinthians, Andrés Sanchez participa praticamente de tudo relacionado ao departamento. Os dois cartolas têm a agressividade nos negócios como semelhança.

Arbitragem

Até agora, o Campeonato Paulista não sofreu com grandes polêmicas por conta das atuações dos juízes. Porém, eventuais erros no dérbi terão exposição muito maior. Além do tamanho do jogo influenciar, há a interminável queixa palmeirense de supostamente ter havido interferência externa favorável ao rival na final do último Estadual, vencida pelos alvinegros. Certamente, os cartolas da FPF cruzam os dedos para a arbitragem sair ilesa do clássico e evitar mais turbulência nos bastidores.

 

Federação adverte empresa por problemas com catracas na estreia do SPFC

Leia o post original por Perrone

A Federação Paulista advertiu por meio de notificação a empresa responsável pelo sistema de ingressos do São Paulo por conta de problemas na estreia do time no Campeonato Paulista. Em seu comunicado para a Total Acesso, com cópia ao clube do Morumbi, a entidade lista as falhas que detectou no último sábado no Pacaembu, pede explicações até a próxima quarta (23) e ainda diz que a companhia será descredenciada em caso de reincidência. O descredenciamento impede a participação em jogos que tenham a FPF como organizadora.

Notificações semelhantes foram enviadas para Omni, por falhas em Bragantino x Guarani, e Acesso Mais, devido a falhas em Red Bull x Palmeiras, ambos pela primeira rodada do Estadual de 2019. As três advertências foram confirmadas ao blog pela federação.

Antes da vitória são-paulina por 4 a 1 sobre o Mirassol, torcedores tiveram dificuldades para entrar no Pacaembu. Na notificação, a federação afirma constar no relatório do jogo que catracas não funcionaram adequadamente. Aponta também erros e atraso no momento da manobra de transferência de energia para o gerador, catracas que pararam de funcionar, falta de configuração nas antenas de comunicação e outros problemas com ingressos.

De acordo com o documento feito pela FPF, centenas de torcedores foram afetados por conta dos problemas na entrada do estádio. “Iremos responder ao ofício da Federação Paulista na data estipulada. Na ocasião abordaremos as causas dos problemas ocorridos no Pacaembu e apresentaremos quais as medidas preventivas a serem adotadas para os próximos jogos, visando mitigar problemas futuros”, disse ao blog David Jesus, da Total Acesso. Por sua vez, o São Paulo repetiu que está apurando o ocorrido, como havia dito em nota oficial.

A respeito dos problemas na partida do Bragantino, Alex Marques, gerente da Omni, declarou que foram disponibilizados pelo time de Bragança Paulista poucos bilheteiros e que já houve uma conversa para que o fato não se repita. Ele disse também que a notificação foi cancelada pela FPF. Porém, o blog apurou que o cancelamento ocorreu por causa de um nome escrito de maneira errada e que em seguida outro comunicado com o mesmo teor foi enviado.

O blog não conseguiu ouvir a Acesso Mais sobre as ocorrências registradas no duelo entre Red Bull e Palmeiras, em Campinas. A notificação emitida pela FPF alega que dois portões foram abertos com 30 minutos de atrasos provocando filas e tumultos. Relata também que crianças acabaram entrando no jogo sem os ingressos de gratuidade que servem para ajudar no controle de público.

 

Copa São Paulo tem queda em venda de publicidade estática

Leia o post original por Perrone

Reprodução/SporTV

Chama atenção nas transmissões dos jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior a escassa quantidade de patrocinadores em placas de publicidade em volta dos campos. São apenas dois: Eurofarma e Sicredi.

Tal situação evidencia uma queda de interesse de empresas nesse tipo de anúncio na mais badalada competição da categoria do país. De acordo com dados da Federação Paulista, coordenadora do torneio, no ano passado a publicidade estática foi negociada com cinco parceiras. A venda, então, caiu em mais da metade.

Também conforme dados da FPF, em 2018 havia apenas um patrocinador ligado à arbitragem e agora são três. Em tese, esse aumento ajuda a minimizar a diminuição dos anúncios ao redor dos campos. Mas a federação não revela os valores de cada modalidade de patrocínio.

A redução de publicidade estática contrasta com o que a FPF chama de edição com maior exposição da história da tradicional competição graças à transmissão de mais de 220 jogos. Consultada pelo blog sobre o tema, a FPF enviou a seguinte nota:

“A Copa São Paulo de 2019, que chega à 50ª edição, será a com maior exposição da história. Serão mais de 220 jogos transmitidos ao vivo, por Globo, SporTV, ESPN, Rede Vida, além da FPF TV, canal de streaming da Federação Paulista. Temos dois parceiros de placas de campo nesta edição, Sicredi e Eurofarma, além de três patrocinadores da arbitragem: AOC, Odontocompany e Sky, o que evidencia a relevância da competição”.

Clubes decidem sobre VAR a partir das quartas de final no Paulista

Leia o post original por Perrone

No congresso técnico do Campeonato Paulista, nesta terça-feira (23), às 10h30, os clubes votarão a proposta da Federação Paulista de Futebol para o uso do VAR na próxima edição do Estadual.

A entidade vai oferecer o recurso eletrônico a partir das quartas de final. Os custos seriam bancados integralmente pela FPF.

Depois da polêmica na final do Paulista deste ano, o Palmeiras exigiu em carta que o Estadual de 2019 tenha o uso do VAR em todas as suas partidas.

Mas Maurício Galiotte, presidente palmeirense, afirmou que não participará da reunião. Ele está rompido com a FPF desde que seu time se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na arbitragem na final do último estadual, vencida pelo Corinthians no Allianz Parque.

Pouco depois da queixa alviverde, a federação passou a consultar empresas e a fazer um levantamento de preços para implantar o VAR. O orçamento escolhido foi o da Hawk-Eye, que cuidou do sistema na Copa da Rússia.

Outro tema controverso que será votado pelos clubes é a continuidade da permissão para equipes mandarem seus jogos fora de casa. A questão gera polêmica principalmente por conta de times do interior que decidiram recentemente jogar algumas partidas como mandante na capital contra grandes do Estado.

Um dos principais interessados é o Santos, que tem mandado jogos no Pacaembu.

Leia também:

Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render 29 mi em dois meses e meio