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Eleição marca falta de engajamento de dirigentes e jogadores

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A eleição presidencial no Brasil, que tem hoje seu segundo turno, marcou a falta de engajamento político de dirigentes de clubes e de seus jogadores.

Durante todo o processo, praticamente não houve debate entre as agremiações e também entre jogadores sobre o candidato que melhor pudesse representar seus interesses.

Foram apenas manifestações pontuais e na maioria das vezes superficiais, como as declarações de voto em Jair Bolsonaro feitas por Felipe Melo, Lucas Moura e Jadson.

Um caso emblemático é o de Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR. O cartola fez campanha por Bolsonaro e estimulou o clube a realizar ações que remetiam ao candidato do PSL. Porém, procurado pelo blog para falar sobre se conhecia as propostas do deputado federal para o futebol, o dirigente disse que não falaria sobre o assunto.

Apesar de existirem temas a serem discutido na esfera do Governo Federal, não houve mobilização dos clubes e de jogadores sobre suas necessidades.

Tópicos como qual o posicionamento de  Bolsonaro e Fernando Haddad a respeito das questões trabalhistas envolvendo jogadores e clubes não foram levantadas.

Outros agentes da sociedade reviraram intensamente o caldeirão político em busca de respostas para suas demandas, como artistas, universitários e torcidas organizadas. Mas os envolvidos diretamente com o futebol brasileiro seguiram superficiais ou alienados.

CBF e federações, que poderiam ter convidado os candidatos para falar sobre o que pensam para o futebol e ouvir seus anseios, não o fizeram.

Com esse distanciamento político, o futebol brasileiro perdeu a chance de debater, reivindicar e se posicionar.

Análise: eleição marca esfriamento entre Corinthians e PT

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O primeiro turno das eleições neste domingo (7) simboliza a mudança sofrida na relação entre Corinthians e PT, por meio de representantes das duas instituições.

A proximidade de Andrés Sanchez, filiado ao partido, com Lula e o projeto da Arena Corinthians criaram laços entre as duas partes, embora o clube nunca tenha admitido formalmente o relacionamento com o partido.

A atuação de Lula para fazer o projeto da casa corintiana sair do papel é admitida por Andrés e executivos da Odebrecht. Na esteira dela, as afinidades entre os dois lados aumentaram gradualmente.

Como presidente da República, o principal dirigente do PT fez discurso no Parque São Jorge para festejar o centenário alvinegro. Em 2012, como ex-presidente corintiano e diretor da CBF, Sanchez escoltou Fernando Haddad por ruas da Zona Leste pedindo votos para o colega de partido tentar se eleger prefeito. Andrés se elegeu deputado federal pela sigla.

A idolatria ao líder petista podia ser medida numa foto dele na sala da presidência corintiana. Ela foi retirada no final de 2016, durante a gestão de Roberto de Andrade, quando Lula já estava acuado pela Lava Jato. Oficialmente, o quadro saiu temporariamente junto com todos da sala por conta de uma mudança na decoração.

Com Lula fora da presidência e cada vez mais atingido por acusações, o relacionamento começou a ficar menos amistoso. O ex-presidente da República foi alvo de um procedimento no Conselho Deliberativo do clube que poderia culminar com sua exclusão do órgão por excesso de faltas não justificadas às reuniões do órgão. Em agosto de 2016, ele renunciou ao cargo de conselheiro vitalício, concedido ainda na gestão de Alberto Dualib.

Em outra frente, mesmo fora da presidência, Andrés se desgastava com Haddad, então prefeito paulistano, por conta de dificuldades envolvendo os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) usados para arrecadar recursos visando o pagamento da dívida corintiana pela construção de seu estádio.

Em novembro de 2017, conforme reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, Sanchez chamou o ex-prefeito de mentiroso e incompetente durante depoimento ao Ministério Público. As declarações foram dadas em investigação aberta após o atual candidato à presidência pelo PT dizer ter recebido denúncia de que o promotor Marcelo Milani havia pedido dinheiro para não entrar com ação contestando a legalidade dos CIDs. O cartola corintiano e o promotor negam o episódio.

Nesse cenário de animosidades, diferentemente do que fizera em 2012, Andrés não saiu em campanha ao lado de Haddad para ajudar o candidato de seu partido à presidência.

O corintiano também decidiu não tentar a reeleição como deputado federal, dinamitando, ainda que involuntariamente, mais uma ponte que ligava o alvinegro ao PT. Essa ligação hoje não só é rejeitada por influentes cartolas corintianos como notadamente causa constrangimentos por conta da prisão de Lula e das diversas acusações que assolam o Partido dos Trabalhadores.

Enquanto o vermelho do PT descolore no Parque São Jorge, outros partidos começam a pintar suas cores por lá. O PSD, que apoia Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência, tem o deputado federal Antonio Goulart presidindo o Conselho Deliberativo corintiano. Ele tenta a reeleição na Câmara.

Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube, faz campanha para Monica Rosenberg, sua filha, candidata a deputada federal pelo Novo, que tem João Amoêdo como candidato à presidência. Um dos vídeos da propaganda dela divulgados pelo dirigente há menção a petistas como corruptos e a esquemas que “criaram raízes”.

No entanto, ainda existem no Parque São Jorge heranças do auge do namoro entre clube e PT. Uma delas é a atuação de Joana Saragoça, filha de José Dirceu, como funcionária do clube. Ela foi contratada em 2015 após indicação de Andrés, que não estava na presidência. Sempre que questionados sobre Joana, dirigentes corintianos elogiam seu trabalho.

Na diretoria de relações institucionais e internacionais o titular é Vicente Cândido, colega de Andrés como Deputado Federal pelo PT, mas que também não tentará a reeleição.

Tanto Monica como Cândido costumam ficar fora dos holofotes. Também sem visibilidade é como a maioria dos dirigentes corintianos parece querer que fique o recente passado de afinidade com o partido de Lula. A rejeição a esse histórico é deselegante.

A questão que ainda carece de resposta é: como vai ser o relacionamento de Andrés com Haddad e a relação institucional entre o clube e o governo caso o PT volte à presidência?

 

 

 

 

Promotor denunciado por Haddad diz que nunca viu Andrés e fala em processo

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O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) afirmou ao blog que deve entrar com ação por calúnia, difamação e danos morais contra Fernando Haddad por conta de imbróglio envolvendo a Arena Corinthians.

O ex-prefeito de São Paulo escreveu no site da “Revista Piauí” ter sido informado, no final de sua gestão, de que Milani teria pedido propina de R$ 1 milhão para não entrar com ação na Justiça que contestava a emissão dos Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), usados para ajudar o clube alvinegro a pagar pela construção de seu estádio. Milani já havia ingressado com a ação, que atingia o então prefeito Gilberto Kassab, quando Haddad teria sido informado do suposto ato ilegal cometido pelo promotor.

“A afirmação dele (Haddad) é absolutamente mentirosa. Ele tornou público um factoide sem prova nenhuma. Afirmou que ouviu dizer alguma coisa e jogou meu nome na lama. Vou entrar com um processo contra ele. Estou analisando com meus advogados qual é o melhor caminho”, disse Milani ao blog.

Haddad não revelou em seu texto quem fez a acusação, porém, segundo a “Folha de S.Paulo”, a informação foi dada pelo deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians.

“Sabe quantas vezes vi o Andrés pessoalmente? Nenhuma. Só pela televisão. E parece que ele já disse (ao Ministério Público) que não falou nada sobre isso”, afirmou Milani. O ex-presidente corintiano não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido sobre o assunto.

Haddad escreveu também que depois de ouvir a denúncia informou a corregedoria do MP sobre o caso e que passou a ser perseguido desde então por Milani.

O promotor, porém, nega que tenha ficado sabendo sobre o ex-prefeito ter acionado os corregedores do Ministério Público antes da revelação feita na “Piauí”.

 “Não existe perseguição. A ação dos Cids foi antes de ele ser eleito. Não é nada com ele. Entrei com outras cinco ações civis contra Haddad, mas não assinei nenhuma sozinho. Uma por causa da indústria das multas, outra pela ciclovia mais cara que já vimos, uma por causa da roubalheira no Teatro Municipal…”, declarou o promotor.

Informada pelo blog da intenção de Milani de processar o ex-prefeito, a assessoria de Haddad disse que ele não acusou o promotor. Afirmou que ele recebeu uma informação e acionou a corregedoria do Ministério Público, pois se não fizesse isso poderia ser acusado de prevaricação. Assim, entende que não houve calúnia e difamação.

O Ministério Público foi derrotado em primeira instância na ação em que pedia que os Cids fossem declarados ilegais e recorreu da decisão.

Os certificados de incentivo são papéis negociados pelo fundo que administra a arena. Os compradores usam os documentos para abater parte de seus impostos e o dinheiro da comercialização ajuda o Corinthians a pagar a construção da arena. São cerca de R$ 465 milhões em Cids autorizados pela prefeitura.

Presidente corintiano jogou a favor de construtora da arena e contra clube

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Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, jogou a favor da Odebrecht e contra o clube que ele preside ao atacar a prefeitura de São Paulo. Em nota oficial, o dirigente culpou o município pelo aumento insustentável da dívida com a construtora.

No documento, o cartola responsabiliza a prefeitura pelo fato de os Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) não terem se transformado em dinheiro para a quitação da construção do estádio. A falta dessa receita é justamente um dos pontos usados pela construtora para se defender na briga travada com os corintianos nos bastidores.

Pelo menos desde 2013, as duas partes estão em atrito. O clube reclama de atrasos na obra e da suposta troca de material sofisticado por componentes mais baratos em muitos pontos do estádio. Nas reuniões, em sua defesa, a Odebrecht sustenta que foi afetada pela falta de dinheiro para tocar a obra. Primeiro, pela demora na liberação do financiamento do BNDES. Depois, pelo fato de os Cids ainda não gerarem a receita esperada.

Publicamente, Andrade validou o argumento da construtora na batalha interna. Foi como se tivesse dado razão a ela.

Além disso, o presidente eleito recentemente deixou a impressão de que não conhece o funcionamento dos Cids. São papéis emitidos pela prefeitura pra que o clube venda e arrecade R$ 400 milhões para pagar parte da obra. O comprador pode usar os certificados para quitar uma parcela de seus impostos municipais. Como se vê, o prefeito Fernando Haddad, diretamente atacado pelo dirigente, não tem culpa se o clube não consegue vender os papéis. Não é função do município negociar os Cids. Muito menos pressionar o Ministério Público para que desista da ação em que questiona a legalidade da lei que permitiu a emissão desses títulos para o Corinthians.

Pelo menos desde o final do ano, funcionários da Odebrecht e a direção do Corinthians conversavam sobre uma forma de pressionar a prefeitura para tentar conter o MP. Esse era um dos poucos pontos sem divergência.

A prefeitura já liberou Cids no valor de R$ 400 milhões e prevê a liberação do equivalente aos R$ 15 milhões restantes até o final do mês. Até agora nenhum dos papéis foi convertido em dinheiro, e a ação do MP é vista como um repelente de interessados.

Além de ferir o prefeito, o Corinthians publicou em seu site, na última terça, prestação de contas feita pela construtora com os gastos da obra. Dessa forma, referendou o valor cobrado pela Odebrecht (R$ 985 milhões), sem contar juros de empréstimos bancários (pelo menos R$ 80 milhões). Assim, ficou para trás uma antiga divergência entre clube e Odebrecht sobre os gastos.

Em 2013, o Corinthians chegou a contratar uma auditoria para verificar os custos apresentados pela construtora. Ela havia pedido um aditamento no contrato, alegando aumento das despesas e falta de recursos. Os auditores não concordaram com os valores. Avaliaram uma despesa inferior à apontada pela Odebrecht. Após muita discussão o aditamento foi assinado.

Agora, com prestação de contas reconhecida pelo clube e briga comprada com a prefeitura, sobraram poucos argumentos para os que defendiam o alvinegro na disputa com a parceira.

Após gasto de meio bi em obras viárias, só feriado salva São Paulo na Copa

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Investir mais de meio bilhão de reais em obras viárias na região de Itaquera não basta para São Paulo suportar o trânsito  em dia de jogos de Copa do Mundo na cidade. Essa é a conclusão a que cheguei ao ler no site da Câmara Municipal sobre projeto do prefeito Fernando Haddad que o autoriza a decretar feriado nos dias das seis partidas previstas para a capital paulista.

Em sua justificativa para o projeto, o prefeito diz que “é fundamental garantir a redução expressiva do trânsito, impedindo eventual colapso do sistema viário”. O objetivo é evitar que estejam nas ruas ao mesmo tempo quem está saindo do trabalho e torcedores.

Só que o investimento em obras viárias na região do estádio é de R$ 548,5 milhões. São R$ 397,9 do Governo do Estado e R$ 150,6 milhões do município, segundo o site da prefeitura.

Ora, se todo esse dinheiro está sendo injetado e mesmo assim é preciso decretar feriado, é legítimo desconfiar de que o gasto seja desproporcional ao legado. Como vai ser quando o Corinthians jogar com casa cheia numa quarta à noite, mais cedo do que às 22h, horário de costume?

Para o Governo do Estado, 7,4 milhões de moradores serão beneficiados com as obras

Exclusivo: praça em frente ao Fielzão terá o nome de Luciano do Valle

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Luciano do Valle e MN

O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, vai assinar nos próximos dias o decreto que nomina a praça em frente ao Fielzão de praça Luciano do Valle.

A homenagem ao saudoso narrador partiu da vice-prefeita da cidade, Nádia Campeão, e do secretário de Comunicação, Nunzio Briguglio.

Luciano do Valle morreu no último sábado, 19, em Uberlândia, onde chegava para a cobertura da partida entre Atlético-MG e Corinthians.

E, cá entre nós, a homenagem é mais do que merecida, né?

Assim, a Copa do Mundo começa muito bem.

Clique aqui e conheça a história de Luciano do Valle na seção “Que Fim Levou?”

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MP notifica Haddad para não colocar dinheiro em arena corintiana e na Copa

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O Ministério Público de São Paulo enviou recomendação administrativa para o prefeito Fernando Haddad não colocar dinheiro público na Copa do Mundo.

Remetido pelo promotor do Patrimônio Público Marcelo Camargo Milani, o documento recomenda que o prefeito não banque as estruturas complementares necessárias para o estádio do Corinthians, não ofereça transporte coletivo gratuito para os voluntários que atuarão no Mundial, não coloque dinheiro nas fans fests (festas que a Fifa exige para os torcedores em dias de jogos) e que não compre ingressos das partidas. Ele fez a recomendação há 15 dias e aguarda uma resposta até a semana que vem.

Se uma ou mais recomendações não forem atendidas, Milani afirma que entrará com ação de improbidade contra o prefeito.

Repetindo o que tem dito, a assessoria de imprensa da vice-prefeita, Nádia Campeão, coordenadora da SPCOPA, afirmou que a prefeitura não vai bancar as estruturas complementares. Declarou também que não haverá dinheiro público nas fans fests e disse não estar em cogitação a compra de ingressos.

No entanto, a assessoria da vice-prefeita confirma que está sendo examinado o oferecimento de transporte gratuito para 1.200 voluntários da Fifa.  “Se responder que vai pagar, o prefeito vai tomar uma ação por causa disso. Espero ele pagar e entro com a ação. É um evento privado, um estádio privado, não tem nenhuma justificativa legal, econômica, nada”, disse o promotor ao blog. Não há exigência contratual que faça a cidade bancar o transporte dos voluntários da Fifa.

Milani explicou que mencionou a compra de ingressos porque durante a Copa das Confederações algumas sedes adquiriram entradas para distribuir depois.

O alerta do MP também foi motivado pela indecisão sobre quem pagará as estruturas complementares do estádio do Corinthians. E pelo fato de Curitbia e Porto Alegre agirem para assegurarem a realização dos mesmos trabalhos nas arenas de Atlético-PR e Internacional , que não aceitaram a conta.

Nesta quinta, Andrés Sanchez, dirigente responsável pelo estádio alvinegro, deu entrevista ao programa “Bola da Vez”, que vai ao ar pela ESPN Brasil na próxima terça, declarando que o clube vai pagar a despesa de aproximadamente R$ 60 milhões, honrando compromisso assinado. Indagado pelo blog, o departamento de comunicação do COL (Comitê Organizador Local) disse à noite que não sabia informar se o órgão foi comunicado oficialmente de que o Corinthians pagará a conta. Já o presidente do clube, Mário Gobbi, concedeu entrevista declarando achar injusto e antiético bancar obras que o clube não vai usar. Afirmou também que esse ônus não é do Corinthians, numa declaração contraditória ao depoimento de Andrés.

As estruturas complementares não têm serventia para o dono do estádio após o Mundial. Elas englobam principalmente áreas de mídia e segurança em tamanhos maiores do que os necessários para depois que a Copa passar.

Não é demais lembrar que o mesmo promotor que notificou Haddad, move uma ação contra o ex-prefeito Gilberto Kassab por causa da lei sobre os CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), que serão usados pelo Corinthians para bancar R$ 420 milhões da obra de seu estádio, que já está na casa de R$ 1 bilhão.

Com PT no comando, santista e são-paulinos ganham espaço na Prefeitura e na Câmara Municipal

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Marco Aurélio foi eleito 1º vice da Câmara Municipal

Justamente no momento em que o PT, de Lula e Andrés Sanchez, retoma a prefeitura de São Paulo, políticos ligados aos rivais do Corinthians ganham força na administração e na Câmara Municipal.

Nesta terça, os conselheiros são-paulinos Marco Aurélio Cunha (PSD) e Aurélio Miguel (PR) foram eleitos, respectivamente, 1º e 2º vice-presidentes da Câmara Municipal, presidida agora pelo petista José Américo.

Enquanto foi superintendente de futebol do São Paulo, Cunha simbolizou a rivalidade com o Corinthians cortando o adversário com sua língua afiada. Ao deixar o cargo, ficou na contramão da diretoria comandada por Juvenal Juvêncio. Porém, tem auxiliado o atual presidente constantemente em questões relativas à prefeitura. O vereador é pré-candidato à presidência do clube.

Por sua vez, Aurélio Miguel é um dos mais ferrenhos opositores ao apoio da prefeitura ao estádio corintiano. Seus advogados entraram com uma ação questionando a maneira como Gilberto Kassab concedeu incentivos que ajudarão a bancar a construção do Itaquerão. Na política interna do Morumbi, o ex-judoca faz parte da atual oposição.

O estafe de Haddad ganhou pelo menos um santista roxo. Fundador da Torcida Jovem do Santos, Celso Jatene (PTB) ocupará a secretaria de Esportes e Lazer. Andrés, que fez campanha para Haddad dentro e fora do Itaquerão, era cotado para assumir o posto.

O escolhido, no entanto, é próximo do presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que vira e mexe tromba com o ex-diretor de seleções da CBF. Jatene teve apoio da Torcida Jovem em sua campanha.

Vitória de Haddad dá fôlego a Andrés e ao ex-ministro Orlando Silva

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 Com Fernando Haddad eleito novo prefeito de São Paulo, Andrés Sanchez e o ex-ministro do Esporte Orlando Silva Júnior ganham fôlego para saírem de terrenos movediços.

O diretor de seleções tem o seu futuro cercado de incertezas na CBF desde que o amigo Ricardo Teixeira deixou o cargo e o país.  Há uma constante ameaça de reformulação na seleção que pode atingir o corintiano.

Porém, com o triunfo de Haddad, Andrés reforça para CBF que tem o que falta a José Maria Marin: prestígio junto ao PT. O ex-presidente do Corinthians participou ativamente da campanha de Haddad.

 Colaboradores do petista afirmam que Andrés ajudou na elaboração do programa de governo na área de esporte. E o próprio corintiano costuma lembrar que embarcou na candidatura de Haddad bem no início, quando ele só tinha 3% das intenções de voto.

Se a demonstração de trânsito no PT não ajudar na manutenção de seu emprego na CBF, Andrés ao menos terá em seu campo de visão a possibilidade de trabalhar na gestão de Haddad.

Haddad e Andrés em visita às obras do estádio corintiano

Já o ex-ministro do Esporte tem sua carreira política travada desde que foi ejetado por Dilma Roussef. Não se elegeu vereador em São Paulo. Agora o nome do comunista aparece como opção para a equipe da prefeitura na Copa do Mundo. Ajuda o fato de Nádia Campeão, vice do prefeito eleito, ser do PCdoB, como Orlando.

Para cartolas são-paulinos e palmeirenses, que engrossaram as fileiras da militância de Haddad em cima da hora, fica a esperança de uma relação mais suave nas tratativas relativas a seus estádios.

Confirmação de favoritismo de Haddad alivia São Paulo e Palmeiras

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 As últimas pesquisas sobre a eleição paulistana são tranquilizadoras para dirigentes de São Paulo e Palmeiras. Os dois clubes entraram na reta final da campanha de Fernando Haddad, que, segundo o Datafolha, será o novo prefeito, e temiam uma reviravolta. Havia receio de retaliações por parte do PSDB em caso de vitória de José Serra.

Tricolores e alviverdes ainda dependem da prefeitura para concluir os projetos de reforma em seus estádios. E também para o funcionamento deles como casas de espetáculos. Esse foi um dos motivos para apoiarem o favorito. Mas nos dois clubes há cartolas que consideraram a estratégia arriscada.

No São Paulo, Juvenal Juvêncio estava ciente do risco e por isso hesitou em aceitar o convite para participar de encontro com o candidato petista. Foi convencido pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Para aliados do presidente, pesou na decisão sua mágoa com o ex-governador Serra por não ajudar como poderia na batalha para colocar o Morumbi na Copa do Mundo.

Segundo Datafolha, Haddad chegou à véspera da eleição com 58% das inteções de voto, e Serra com 42%

No Palmeiras, o apoio a Haddad ainda gera polêmica. Parte dos conselheiros argumenta que Arnaldo Tirone deveria ter se mantido neutro, pois Serra é torcedor do alviverde. Talvez por isso, o presidente palmeirense tenha sido tão discreto durante o evento petista. Sua timidez até rendeu críticas de militantes do PT.

Já no Corinthians há o temor de que o esforço de Andrés Sanchez para apoiar Haddad aumente o desejo do Governo Estadual de não colocar dinheiro público nas arquibancadas provisórias do Itaquerão. Por ora, o discurso tucano é de que na falta de um patrocinador será honrado o compromisso de bancar as instalações.

Nesse cenário, os cartolas paulistanos se preocuparam como nunca com a eleição municipal. E a provável vitória do candidato escolhido por eles deve gerar uma enxurrada de pedidos à nova administração.