Arquivo da categoria: Figueirense

Atrito com FPF: Palmeiras recusou duas trocas de campo na Copinha

Leia o post original por Perrone

Antes de afirmar que foi vítima de suposta má vontade na Copa São Paulo por, entre outros motivos, não conseguir jogar em Barueri, o Palmeiras recusou duas ofertas da Federação Paulista para atuar em outro campo que não fosse o de Capivari, castigado por chuvas.

Antes do duelo com o Vitória-BA pela segunda fase, a FPF procurou a diretoria alviverde para oferecer Santa Bárbara D’Oeste, sede em que estava o time baiano,  como alternativa ao estádio de Capivari. De acordo com a assessoria de imprensa palmeirense, a oferta foi rejeitada diante da avaliação de que as condições do campo sugerido eram tão ruins quanto às de onde o clube vinha jogando e, para piorar, o time ainda teria que enfrentar o deslocamento para outra cidade.

Depois do triunfo sobre o Galvez, a federação procurou de novo o Palmeiras para definir onde seria a partida seguinte. Também de acordo com a assessoria de imprensa do clube,  João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do alviverde disse que queria um campo em boas condições e pediu para jogar em Barueri. A FPF respondeu que lá não seria possível e ofereceu Jaguariúna, que era a sede onde estava Figueirense, adversário da vez. De novo, o clube da capital avaliou que foi oferecido um gramado em más condições e com o adicional de um deslocamento, assim preferiu seguir em Capivari.

Depois da eliminação nas oitavas com derrota de 2 a 1 para o Figueira, Sampaio atacou a organização da Copinha. “Queríamos um campo melhor. Pedimos Barueri e nos disseram ‘não’, mas o Corinthians pôde?”, declarou o dirigente.

O alvinegro derrotou o Visão Celeste por 8 a 0 nesta quarta (16) e avançou para as quartas de final. O discurso na FPF é de que quando o pedido alviverde foi feito os corintianos já tinham sido deslocados para Barueri porque Itu, até então sua sede, havia sido desativada. O acordo com a cidade era de que seu estádio não estaria disponível a partir das oitavas de final.

Além disso, no entendimento dos organizadores da Copa São Paulo, Barueri não poderia receber dois jogos nas oitavas, o que não ocorreu em outras sedes.

A insatisfação palmeirense aumenta o atrito entre clube e FPF que começou depois da final do Estadual do ano passado. Os palmeirenses reclamaram que houve interferência externa da arbitragem na anulação de pênalti a seu favor no Allianz Parque. O Corinthians ganhou a decisão e a partir de então o Palmeiras declarou guerra à entidade.

 

 

Crise política e menor frequência na elite. O futebol de SC após tragédia

Leia o post original por Perrone

Perto de o acidente aéreo que vitimou a Chapecoense e o principal dirigente do Estado, além de jornalistas e membros da tripulação, completar dois anos, o futebol catarinense enfrenta crise política e frequenta menos a Série A do Brasileiro.

A situação contrasta com a projeção dada ao Estado pela ascensão da equipe de Chapecó até o trágico 29 de novembro de 2016.

Disputa pelo poder na Federação Catarinense de Futebol (FCF) na Justiça, parte dos clubes reclamando da administração da entidade, perdas em contratos de TV e dificuldades em campo marcam o cenário atual.

A política na federação local começou a perder estabilidade com a morte de Delfim de Pádua Peixoto Filho, presidente da FCF e líder da oposição na CBF na ocasião. Ele estava na no voo da Chape.

Em seu lugar assumiu Rubens Renato Angelotti, que era vice-presidente da federação. Com uma série de medidas, ele ganhou a antipatia de uma ala dos dirigentes catarinenses.

Porém, a crise política foi deflagrada de vez quando Angelotti marcou para abril deste ano a eleição para a sua sucessão, apesar de a diretoria eleita só tomar posse em abril de 2019.

A oposição apontou uma série de supostas irregularidades e foi à Justiça conseguindo uma liminar que estava travando o pleito.  Recentemente, o processo foi extinto. A votação está marcada para a próxima quinta (23), e a oposição tenta agir na Justiça.

Angelotti nega falhas no processo eleitoral e rebate todas as críticas de seus opositores em entrevista publicada no final deste post.

“As condições para a eleição não mudaram. Os requisitos previstos no estatuto impedem o processo democrático”, disse ao blog Alexandre Beck Monguilhott. Sua candidatura implodiu por não conseguir o número de assinaturas exigido para lançar uma chapa. Em seguida foi à Justiça apontando supostas falhas nos procedimentos exigidos para os candidatos. Neste momento, o atual presidente é candidato único.

“O edital da eleição foi feito para não existir disputa. A situação recolheu as assinaturas e lançou o edital depois que não dava mais para outra chapa se inscrever (por falta do número mínimo de apoios)”, disse Alessandro Abreu, advogado de Monguilhott.

Na ação, a oposição alega que houve fraude eleitoral porque, entre outros motivos, o processo eleitoral só duraria cinco dias, impossibilitando que o opositor recolhesse assinaturas de apoio. E que a situação já sabia das regras com antecipação, por isso viabilizou a chapa única.

Episódio parecido aconteceu em recente eleição na CBF. O situacionista Rogério Caboclo colheu número de assinaturas que impediu o opositor Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, de se candidatar. Caboclo foi eleito um ano antes de sua posse.

Política e arbitragem

No processo, o opositor alega que na chapa situacionista o candidato a vice-presidente é chefe da arbitragem na federação (Marco Antônio Martins) e que isso pressiona os clubes eleitores.

“De acordo com informações extraoficiais, o atual diretor de arbitragem é candidato a uma vice-presidência pela chapa da situação o que causa intimidação, especialmente aos clubes de futebol que se sentem compelidos a apoiar a chapa sob o risco de afrontar o departamento de arbitragem”, diz trecho da ação escrito pelos advogados da oposição.

Delfinzinho

No pacote que fez Angelotti ganhar a antipatia de uma fatia dos cartolas catarinenses está a demissão de Delfim Pádua Peixoto Neto, filho do ex-presidente da FCF.

Delfinzinho, como é conhecido o ex-dirigente, era assessor do pai e tem a simpatia de vários dirigentes catarinenses. Sua demissão ocorreu pouco depois de Angelotti assumir o poder.

Como o atual presidente é alinhado com Marco Polo Del Nero, o afastamento foi visto por cartolas amigos de Delfinzinho como uma medida para agradar o ex-presidente da CBF, hoje banido do futebol pela Fifa. Angelotti nega que a decisão tenha tido caráter de retaliação.

Os críticos da demissão afirmam que como o atual presidente está completando o mandato de Delfim, deveria, por respeito, manter seu filho até o final da gestão. “Ele (Angelotti) falou que veio ordem de cima para me demitir”, declarou Delfinzinho.

TV

Críticos da gestão de Angelotti apontam o fracasso na negociação para venda dos direitos do Campeonato Catarinense em TV por assinatura e pelo pay-per-view como sinal de debilidade do futebol local.

Ao discutir a renovação de seu contrato para a transmissão da competição, o grupo Globo desistiu de comprar os direitos sobre essas duas propriedades.

Presidente de clube local que atribui a atuação de Angelotti na negociação como fator importante para o desacerto calcula que os clubes perderam cerca de R$ 4 milhões com a decisão do grupo Globo de não mostrar as partidas do catarinense pelo Sportv e pelo pay-per-view.

O mesmo cartola avalia que o atual presidente não tem a mesma capacidade de liderança que Delfim tinha. Isso teria atrapalhado na negociação. Ele pediu para seu nome não ser divulgado com medo de retaliação por parte da federação.

Porém, a opinião de que o fracasso nas tratativas deve ser atribuído principalmente a Angelotti não é unanime.

“A federação poderia ter sido mais produtiva, e a associação dos clubes (de Santa Catarina) também. Mas os clubes foram lentos demais para se posicionar, pecaram por não viabilizar. Agora isso não é um privilégio do futebol catarinense. Ouvimos das televisões que só o Paulista dá dinheiro entre os estaduais. Elas só se interessam pelos de São Paulo e do Rio, este, talvez, por questões políticas”, disse o presidente do Figueirense, Cláudio César Vernalha de Abreu de Oliveira.

Gastos

Outra conta feita por críticos da gestão de Angelotti diz respeito a um aumento nas despesas da federação. Os opositores reclamam dos salários pagos pela atual gestão.

O balanço da Federação Catarinense publicado no site da CBF mostra que em 2017 a despesa operacional da entidade foi de cerca de R$ 5,1 milhão contra aproximadamente R$ 3,59 milhões em 2016.

A entidade fechou 2017 com deficit de R$ 139,3 mil. Em 2016, havia sido registrado superávit de R$ 28,1 mil. Apesar do déficit no ano passado, a federação registrou aumento em sua receita líquida. Foram R$ 5,3 milhões diante de R$ 3,9 milhões no exercício anterior.

Os opositores também afirmam que a atual administração aumentou valores de taxas, afetando o caixa dos clubes. O balanço aponta que em 2017 a entidade arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão com taxas e emolumentos. Em 2016, essa arrecadação foi de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

Angelotti, no entanto, nega que tenha aumentado as taxas.

A receita da federação no ano passado com participação em jogos também aumentou. Ela ficou em por volta de R$ 1,5 milhão contra R$ 991,3 no ano anterior.

Declínio?

Em campo, atualmente, os catarinenses não contam com uma sensação como era o time da Chape vitimado pelo acidente aéreo e que disputava o título da Copa Sul-Americana.

Na ocasião, além da Chapecoense, o Figueirense também representava o Estado na Série A, mas foi rebaixado naquele ano. Hoje só a Chape, 14ª colocada está na elite do Nacional entre os catarinenses. Em 2015, durante a gestão de Delfim na federação, a equipe de Chapecó teve a companhia de Avaí, Figueirense e Joinville na primeira divisão. Porém, Avaí e Joinville terminaram o ano rebaixados.

Em 2014, Figueirense, Chape e Criciúma, este rebaixado, jogaram na primeira divisão brasileira.

Hoje, Avaí, Figueirense e Criciúma estão na Série B. O Joinville acaba de ficar entre os rebaixados da Série C do Brasileiro.

“Não vejo os problemas do futebol catarinense como pontuais, são gerais do futebol brasileiro. Não tenho queixas da federação”, afirmou o presidente do Figueirense.

O que Angelotti diz

Abaixo, leia entrevista do blog com Rubens Renato Angelotti feita por meio de mensagem de celular.

Blog – A oposição fala em fraude eleitoral. Isso ocorreu?

Angelotti – Todos os procedimentos relativos ao processo eleitoral foram cumpridos conforme o estatuto.

Blog – A oposição diz que o diretor de arbitragem da federação, Marco Antônio Martins é o principal articulador de sua campanha e é candidato à vice. Alega também que isso intimida os clubes. Como analisa essa afirmação?

Angelotti – Ele faz parte de nosso grupo de trabalho que vem
conduzindo a FCF junto comigo. Nao existe impedimento legal para ele estar na chapa.
Blog – Parte da oposição culpa a federação pelo fracasso na negociação com o grupo Globo pela transmissão do Catarinense em TV fechada e pelo pay-per-view. Na sua opinião o que provocou essa situação?

Angelotti – Não há fracasso, o contrato foi renovado com base nos anos anteriores,com participação dos clubes na negociação. Quanto à TV fechada, foi política da Globo não renovar com alguns estados, motivada por redução de custos.

Blog – Na sua gestão houve aumento na folha salarial da federação? De quanto? Por quê? De quanto foi o aumento no número de funcionários?

Angelotti – A FCF teve suas contas aprovadas por unanimidade pelos clubes e ligas filiadas no mês de abril de 2018. Houve aumentos naturais em função de dissídio coletivo. E reorganização do quadro de funcionários.

Blog – O senhor já recebeu críticas de clubes ao desempenho de seu superintendente, Lédio D’Altoé e em relação ao salário dele? Se sim, o que respondeu?

Angelotti – Houve questionamentos sim e de pronto esclarecidos.

Blog – Em quanto aumentaram as taxas cobradas na sua gestão e por quê?

Angelotti – Não houve aumento de taxas e sim redução de custos para os clubes filiados:

A – redução de pessoal de trabalho nos jogos, consequentemente baixa no custo do borderô;

B – subsídio e até isenção das taxas de arbitragem nas séries B,C e Base;

C – fornecimento de bolas gratuitas em todas as competições;

D – Pacotes para inscrição de atletas reduzindo o custo dos clubes. Cabe salientar que no primeiro ano tivemos dificuldades em função de negociação de impostos não recolhidos.

Blog – O senhor disse que houve redução de taxas. Foi a partir de 2018? Pergunto porque o balanço de 2017 da federação registra aumento nas receitas com taxas e emolumentos e também nas receitas com a participação em jogos. Isso em relação a 2016.

Angelotti – 2017. Houve redução de custos para os clubes. E o aumento das receitas é porque houve maior controle na arrecadação com informatização de borderô eletrônico.

Blog – Procede que o senhor disse ao Delfinzinho que ele foi demitido por ordens superiores? Por que ele foi demitido? Recebeu pedido do Marco Polo Del Nero para isso?

Angelotti – Quando assumimos realizamos alguns ajustes no quadro de colaboradores, não houve nenhuma retaliação ao Delfinzinho. Inclusive sua esposa, filho e enteada continuam trabalhando na FCF.

Blog – Em sua opinião, houve queda técnica dos times catarinenses? Se sim, por quê?

Angelotti – A FCF é responsável pela organização das competições apoia os clubes para que melhorem seu desempenho técnico. Você é nosso convidado a fazer uma visita a FCF para conhecer nosso trabalho.

 

 

 

 

 

 

Jogo feio em Florianópolis

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Eduardo Valente/Gazeta Press
Foto: Eduardo Valente/Gazeta Press

O jogo entre Figueirense e Corinthians foi muito ruim. O baixo nível do jogo não foi surpreendente, o Figueirense está praticamente rebaixado e o Corinthians neste momento joga um futebol muito próximo das equipes que lutam contra o rebaixamento.

O time caiu de produção ao longo do ano. Perdeu jogadores importantes no início do ano, mas ainda tinha a mesma comissão técnica e manteve uma estrutura de jogo. Durante o ano, saíram Felipe, Bruno Henrique e Elias. Tite e sua comissão foram para a seleção, a estrutura de jogo foi embora, Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira não chegaram com respaldo e sofreram com a falta de paciência da torcida.

Fora de campo a situação é difícil e reflete no elenco. Falta dinheiro para montar um elenco melhor e falta apoio político para a atual direção buscar alguma mudança. O Corinthians ainda pode chegar na Libertadores, mas o momento é difícil e a perspectiva de futuro não é otimista.

Galo e Santos estão vivos. Muito vivos

Leia o post original por Antero Greco

Pessoal, certo que as atenções se voltam para Palmeiras e Flamengo, os dois primeiros na corrida pelo título. Mas Atlético-MG e Santos mostraram, na noite deste domingo, que continuam vivos. Correm por fora – e ainda assim não podem ser considerados cartas fora do baralho. É bom ficar de olho neles, que tendem a fazer estragos na rodada do fim de semana.

Ambos jogaram em casa. O Santos, com 58 pontos, recebe o Palmeiras, em primeiro com 67. O Galo, que está com 59, recepciona o Flamengo, que tem 60 e pode perder a vice-liderança. Ganharem não é fora de cogitação. Se isso ocorrer, os cinco rodadas restantes do Brasileiro pegarão fogo.

O Galo fez a parte dele no Horto, com os 3 a 0 no Figueirense. O placar é peremptório, porém o time catarinense deu trabalho. O primeiro gol mineiro veio aos 15 da etapa inicial, com Otero. Os outros dois só depois dos 40 da segunda fase – com Júnior Urso aos 42 e Fred aos 44. Àquela altura, o Figueirense tinha um a menos, com a expulsão de Werley aos 26 minutos. Depois, Josa também levou vermelho, mas aos 45.

Marcelo Oliveira poupou alguns titulares, Robinho o principal deles, para o primeiro tira-teima pela semifinal da Copa do Brasil, diante do Internacional. O Galo sentiu dificuldade diante de um rival que está na zona de rebaixamento. Contou pra variar com Victor e com a eficiência, quando teve chance para definir o placar.

O Santos não teve vida fácil no 1 a 0 sobre a Chapecoense, na Arena Condá. Está certo que fez o gol logo aos 3 minutos, com Lucas Lima, em início muito bom. Depois, tirou o pé, recuou para ver que bicho ia dar. Estratégia arriscada, pois a equipe catarinense martelou, martelou, chutou 20 bolas e parou em Vanderlei e nos próprios erros.

A impressão que ficou era a de que a rapaziada de Dorival Júnior se resguardou para o duelo desábado à noite com o Palmeiras.  Pode ser, mas não deveria. Houve risco desnecessário.

Palmeiras, vantagem para não perder na reta final

Leia o post original por Antero Greco

A combinação de resultados dos principais jogos deste domingo foi extraordinária para o Palmeiras. O líder bateu o Figueirense por 2 a 1, foi a 64 pontos. Cumpriu, portanto, a parte dele. Mas foi ajudado, por tabela, com derrotas do vice-líder Flamengo (2 a 1 para o Inter), que se manteve com 60, e do Atlético-MG (3 a 2 para o Botafogo), estacionado em 56.

A vantagem verde é de 4 pontos, teoricamente pequena, pois faltam sete rodadas até o encerramento – ou 21 pontos em disputa. Mas que pode se transformar em diferença enorme. Vai depender de Cuca e seus rapazes para navegarem rumo ao título sem maiores turbulências.

A vitória sobre o Figueira, a 19.º até agora no atual torneio, não foi suave. O resultado não veio com naturalidade, na base da superioridade incontestável. O Palmeiras teve trabalho, por limitações próprias e, claro, pela postura do adversário, agora forte candidato ao rebaixamento. Cuca fez modificações na equipe, sobretudo nas laterais e no meio-campo, com entrada de Fabiano, Egídio e o deslocamento de Jean.

No primeiro tempo, morno, não houve lances de destaque. O Palmeiras jogou com freio de mão puxado; o Figueirense tampouco foi pra cima. Muito toque pra cá e pra lá, sem emoção para a torcida.

Na segunda parte, o Palmeiras decidiu arriscar-se, como manda o protocolo de quem briga por título. Apertou um pouco, criou oportunidade com toque de letra de Moisés. Logo em seguida, uma jogada importante: Gabriel Jesus salta na área, com Bruno Alves, e o juiz Benevenuto marca pênalti. Pra mim, disputa pela bola e nada além disso. Jean cobra e abre o placar.

Com isso, o Palmeiras cresceu, acalmou-se, tocou a bola com inteligência e sem pressa. Chegou ao segundo gol, de novo com Jean, e teve chance do terceiro, em falta de Jean que Gatito Fernandez defendeu. O Figueirense diminuiu com Rafael Silva e esforçou-se para chegar ao empate. Os catarinenses reclamaram ainda de pênalti a favor, em jogada de Egídio sobre Rafael Silva. Pra mim, foi.

Ou seja, o Brasileirão segue com suas polêmicas. Não há rodada em que não surja discussões. Independentemente disso, o Palmeiras tem seguido firme no caminho da taça. Já são 14 rodadas de invencibilidade, 13 em primeiro lugar. Conta com o melhor ataque e uma das defesas menos vazadas.

Curiosamente, porém, é visto como um líder frágil e em crise. Vai entender…

 

Palmeiras abre vantagem

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras

A rodada foi ótima para o Palmeiras. O time fez sua parte contra o Figueirense em Florianópolis e contou com as derrotas de Flamengo e Atlético-MG.

Cuca tem muitas opções no seu elenco e sabe usar. Neste domingo colocou Jean no meio-campo e funcionou, em muitas outras oportunidades jogadores que saíram do banco resolveram.

O Palmeiras não tem feito atuações brilhantes, Flamengo e Galo também não, acho possível jogar bem, mesmo na reta final, mas essa é outra discussão. O fato é que o Palmeiras é um time difícil de ser batido, perde pouco, soma pontos e tem alternativas para reverter situações difíceis.

Foi um passo importante na luta pelo título, ainda não definitivo, mas o Palmeiras encaminhou bem sua situação. Ainda tem jogos complicados pela frente, principalmente os duelos contra Santos e Atlético-MG fora de casa, mas o time mostra consistência e seus adversários também perderão pontos na competição.

Precisamos falar do Botafogo

Leia o post original por Rica Perrone

Não há nada mais constrangedor a um comentarista do que os fatos. Eles tornam toda discussão indiscutível, todo prognóstico vazio e quando os confirmam não faz mais do que obrigação. O Botafogo 2016 é o assunto que ninguém quer tocar. Façamos esse papel e vamos assumir que erramos bizarramente nos prognósticos.  Porque não conhecíamos o …

Um Flamengo “pra casar”

Leia o post original por Rica Perrone

Em alguns momentos de sua gloriosa história, é claro, o Flamengo jogou um grande futebol.  Também viveu raros períodos onde rascunhou um futuro brilhante, organizado e profissional. Já teve sua torcida carregando no colo e levando o time até onde ele nem sabia que poderia ir.  Já vimos jogadores medianos jogarem o fino da bola …

São Paulo e a vitória para iniciar a reviravolta

Leia o post original por Antero Greco

“O São Paulo ganhou de ninguém.” Li tal tipo de comentário em redes sociais, ainda durante o jogo com o Figueirense, disputado na manhã deste domingo, no Morumbi.

Observação com indisfarçável tom provocativo, a ser desprezada. Tem importância relativa a qualidade do adversário. O que valeu foi a postura da rapaziada de Ricardo Gomes, nos 3 a 1, que encerram sequência de cinco partidas sem o gostinho da comemoração.

Os são-paulinos jogaram bem, tiveram iniciativa, pressionaram, tiveram o controle de bola, criaram chances de gol. Mandaram do começo ao fim, não foram incomodados em nenhum momento. Não correram riscos. Enfim, seguiram o figurino que se espera de equipe disposta a vencer. E, no caso, a fugir da zona de degola.

Pois o fundamental era iniciar uma reviravolta, e o duelo com o Figueirense pode representar o marco divisório numa temporada ruim na Série A. Ricardo Gomes fez algumas mexidas na equipe – as principais delas a escalação de Matheus Reis na esquerda, Wesley e Cuevas no meio, nos lugares de João Schmidt e Luís Araújo. De novo, Kelvin e Chavez mais à frente.

Desde o apito inicial, ficou clara a disposição tricolor para encurralar o Figueira. Até os 25 minutos, parecia jogo de uma equipe apenas, com direito a defesas de Gatito Fernandez e bola na trave. Os catarinenses só testaram uma vez os (bons) reflexos de Denis. De tanto insistir, veio a vantagem, com Chavez aos 30 minutos. Gol de alívio, para tirar a inhaca que ronda o grupo.

O Figueirense esboçou reagir na segunda etapa, mas ficou só na intenção. Cueva aumentou, aos 20, depois de chutar pênalti que Gatito defendeu num primeiro instante, mas não conseguiu pegar o rebote. O terceiro, de Kelvin,  aos 27, estabeleceu o nocaute. Carlos Alberto, de pênalti aos 42, diminuiu, enquanto a torcida gritava “Olé!”.

O São Paulo cumpriu com a obrigação, saiu-se bem numa disputa de “seis pontos” (com adversário na zona de degola) e melhora na classificação. Falta, agora, ter sequência positiva, para mandar para o espaço qualquer indício de risco de Série B. E, desde já, deve iniciar o planejamento para um 2017 mais saudável e menos tenso.

O Figueira… tem de precaver-se, porque o rebaixamento é risco real.

São Paulo ganhou e jogou bem

Leia o post original por Flavio Prado

O São Paulo aliviou sua situação no Campeonato Brasileiro. Venceu o Figueirense e fez boa partida, principalmente no primeiro tempo.

O grande problema do São Paulo na temporada tem sido no setor de criação. Defensivamente sofre nas bolas aéreas, mas não toma tantos gols.

As saídas de Ganso e Calleri complicaram ainda mais o setor ofensivo. O time atual depende muito de acertar a marcação adiantada para sufocar o adversário, é mais fácil para a equipe recuperar a bola e sair em velocidade do que ficar com a posse para encontrar espaço.

O próximo adversário é o Cruzeiro, que melhorou muito com Mano Menezes. Seria importante uma sequência de vitórias para sair do buraco. O momento ainda é difícil e o psicológico frágil, um tropeço na quinta pode complicar de novo a situação.