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Santos e a perda de pontos irrecuperáveis

Leia o post original por Antero Greco

A matemática clássica para time que pretende disputar título é simples: ganhar o que for possível contra rivais da parte de cima e bater sempre os que estão no fundo da tabela. Pois o Santos não tem seguido essa regra básica. Por isso, não decola para a ponta do Brasileiro. Com 36 pontos, no momento é o quinto colocado e ainda pode perder uma posição, se o Grêmio (35) passar pelo Atlético-MG.

A mais recente derrapada santista aconteceu há pouco, no final da manhã deste domingo. Veio na Vila Belmiro, na derrota por 1 a 0 para o Figueirense, por ora fora do Z-4. Mesmo “pecado” cometido quando recebeu o Internacional, tempos atrás. Nessa conta, entram também derrotas para Coritiba e América, outros que lutam para safar-se da degola para a Série B.

Ou seja, a rapaziada de Dorival Júnior deixou escapar 12 pontos para equipes que vivem fase ruim na competição. Quantidade irrecuperável e que fará falta na hora da arrancada final da temporada. É fato, não especulação. Para amenizar, se servir de consolo, está o fato de que o festival de perde e ganha atinge praticamente todo mundo.

O resultado foi injusto, do ponto de vista de produção. O Santos chutou umas 20 bolas a gol, contra meia dúzia, se tanto, da equipe catarinense. Mas, na prática, o Figueira foi eficiente, pois aproveitou a melhor ocasião que lhe surgiu, no pênalti cometido por Thiago Maia e convertido por Rafael Moura, no segundo tempo. É duro, mas é assim que funciona no futebol.

Uma equipe desesperada não deixou escapulir dos pés o presente que lhe apareceu. E, além disso, teve o goleiro Gatito Fernandez em dia pra lá de inspirado. O moço pegou tudo que lhe veio pela frente. Outro indício de que não era jornada para festa santista.

Dorival recorreu ao que tem de melhor – e só deixou fora Gabriel, que acabara de voltar da Itália e entrou no segundo tempo apenas para despedir-se, antes de defender a seleção e se mandar para a Inter. Gabigol tentou sair com bola na rede, arriscou chutes, deu passes e ficou apenas na vontade. Assim como Ricardo Oliveira, Lucas Lima (que não esteve bem) e o resto da companhia.

O Santos esbarrou num Figueirense compacto e decidido, fórmula tradicional usada pelo interino Tuca Guimarães. A ideia era beliscar um ponto; volta para casa com três. Dorival ainda arriscou-se em substituições ousadas, depois da desvantagem (pôs o meia Jean Motta no lugar do zagueiro David Braz, e Vecchio na vaga de Victor Bueno), porém ficou apenas na boa intenção.

 

Um brinde à lógica

Leia o post original por Odir Cunha

As relações no futebol frequentemente são movidas pelas paixões, e se é verdade que isso tem o seu lado positivo, pois cria uma duradoura fidelidade entre o time e seus torcedores, por outro é profundamente negativo, pois o afasta das decisões mais racionais e produtivas que viriam para torná-lo forte, saudável e competitivo indefinidamente. O Santos vive esse dilema nesse momento.

Gabigol se foi. Deixará de ser o garoto mimado na Internazionale. Para começar, raspou a ridícula barba branca. Lá terá de aprender a usar o pé direito. Incompleto como jogador e imaturo como ser humano, deixará 18 milhões de euros, ou R$ 64,8 milhões nos cofres do Santos. Ótimo. Rezemos para que essa diretoria use a verba da maneira mais inteligente e transparente possível, de preferência pagando as contas que colocam o clube à beira da insolvência.

A venda do passe de Gabriel e as propostas por Zeca e Lucas Lima provam que revelar ou recuperar jogadores, e depois negociar seus passes com o mercado internacional, sempre será uma alternativa para sair do sufoco financeiro, desde que mantenha um ótimo trabalho de base. Por isso, acho muito mais importante a construção de um moderno CT para os infanto-juvenis do que uma pequena arena ao lado da Vila Belmiro.

Não vejo, porém, motivos para grandes preocupações técnicas com a saída do jovem atacante de 19 anos. Gabriel andava muito individualista, jogando apenas para si, reclamando da arbitragem e dos companheiros. Que seja feliz por lá. Das opções possíveis, eu colocaria Copete na meia-esquerda, daria liberdade para Zeca penetrar mais pela ponta-esquerda, pois ele faz isso melhor do que Copete, e providenciaria para que houvesse uma boa cobertura por aquele lado do campo.

Domingo na Vila, dia do tigre

Neste domingo, às 11 horas da manhã, o Santos enfrenta o Figueirense na Vila. Sabemos que o time jogará bem diferente de como o faz longe do centenário Urbano Caldeira. Nenhum santista poderá duvidar da vitória. O time deverá ser Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Copete e Ricardo Oliveira.

No time de Santa Catarina o técnico Angel Fucks já rodou e o novo professor é Tuca Guimarães, que, sem o experiente Carlos Alberto, suspenso, deverá escalar o time com Gatito Fernández (Thiago Rodrigues), Ayrton, Marquinhos, Werley (Bruno Alves) e Marquinhos Pedroso; Jackson Caucaia, Elicarlos, Ferrugem e Elvis; Lins e Rafael Moura.

No meio da semana o Figueirense, em casa, fez 4 a 2 no Flamengo, com boa atuação do artilheiro Rafael Moura, que merece atenção. A arbitragem será de Bruno Arleu de Araujo (CBF), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises e Thiago Henrique Neto, ambos do Rio de Janeiro.

Marcelo Teixeira é contra o estádio em Santos

Como já escrevi, por incrível que possa parecer para alguns, o ex-presidente Marcelo Teixeira tem se mostrado menos bairrista e mais racional do que o atual presidente do Santos, Modesto Roma Junior. Para Teixeira, o Santos deve construir o seu estádio, preferencialmente, na região do ABCD ou na Capital. Isso é o óbvio dos óbvios, pois nessas regiões o time teria um público bem maior e poderia cobrar mais pelo ticket médio, mas a afirmação causa surpresa por vir de Teixeira, para muitos o criador da criatura que hoje dirige o clube.

Sei que esses assuntos são discutidos com muita paixão e há quem se aproveite do preconceito, do bairrismo e do pouco conhecimento do torcedor para jogar santistas contra santistas e assim dividir para reinar. Porém, se os santistas usassem apenas a lógica para suas opiniões e decisões sobre o clube, creio que quase todos concordariam que o futebol, profissional e de base, deve permanecer em Santos, assim como todas as áreas do clube, menos o marketing, que deve estar próximo dos maiores potenciais patrocinadores.

Quanto ao local dos jogos, para mim não é hora de se arriscar em um negócio nebuloso como este da areninha. O correto é continuar revezando as partidas entre Vila Belmiro e Pacaembu. E na hora de se construir um novo estádio, que a decisão seja tomada por profissionais.

E você, o que acha disso?


Palmeiras e Corinthians ficaram devendo na rodada

Leia o post original por Nilson Cesar

O Corinthians foi muito mal e quase perdeu o jogo para o Figueirense jogando em casa. O time que quer ser campeão precisa vencer adversários mais fracos jogando em seu estádio. Esses são 3 pontos muito difíceis para que possam ser recuperados. Nos últimos 6 pontos que jogou em casa o Corinthians ganhou apenas 2. Isso é preocupante, sem dúvida. O Palmeiras enfrentou um adversário muito duro dentro de casa e perdeu para o Atlético MG . Foi um resultado justo e agora o Palmeiras precisa aprender a jogar sem Gabriel Jesus durante a Olimpíada. Moisés também está fazendo muita falta ao verdão. O campeonato sera muito equilibrado e só conheceremos o campeão nas rodadas finais. Atlético MG tem um grande elenco, esta crescendo e entre na briga pelo título sem dúvida.

Tropeço do Corinthians

Leia o post original por Flavio Prado

Foto Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians só empatou com o Figueirense em Itaquera. Mais do que o resultado ruim, preocupa a atuação do Corinthians. Em poucos momentos o Corinthians pressionou, o time sofre muito quando precisa trocar passes e envolver o adversário para encontrar espaços.

Cristóvão fez algumas mudanças na equipe quando assumiu. Saiu Guilherme, Giovanni Augusto foi da direita para o meio, Romero entrou pela ponta e Luciano como centroavante. O time engatou uma sequência de vitórias, mas sempre com dificuldades de ter a iniciativa do jogo.

Muitas mudanças aconteceram, no time e na comissão técnica, a oscilação é normal, mas sempre a cobrança será forte.

Alexandre Pato, se realmente estiver disponível, pode ajudar. Deve assumir a posição de centroavante, Luciano, Danilo e André não firmaram na posição e Giovanni Augusto centralizado caiu de produção. Cristóvão terá que buscar alternativas, Guilherme parece ser a opção com mais capacidade para tentar melhorar o setor criativo, ou no centro da linha de meias ou até mesmo como homem mais avançado.

Corinthians volta a sentir limitações em empate em casa

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians orgulha-se de ter retrospecto formidável em casa, onde raramente perde. Mas, nas últimas duas apresentações na Arena em Itaquera, deixou escapar quatro pontos. Em ambas, com empates por 1 a 1: na semana passada com o São Paulo e neste sábado diante do Figueirense. Dessa maneira, pode perder contato com o líder Palmeiras, desde que ele ganhe do Atlético-MG no domingo.

Os dois empates recentes têm, porém, aspectos diferentes. O primeiro foi diante de um rival tradicional, que vinha “mordido” pela desclassificação na Libertadores. Dava para entender a maior dificuldade. O Figueirense, ao contrário do São Paulo, trata de fugir da zona de perigo, do rebaixamento. Isso significa que tem tido mais problemas técnicos, não é das equipes de ponta da competição. Pela lógica de quem pretende brigar por título, era obrigação ser batido.

No entanto, o Corinthians voltou a mostrar limitações, deu sinais de que pode perder fôlego na corrida pelo topo daqui em diante. No primeiro tempo, sobretudo, pecou por erros de passes, por baixa criatividade e por enganos no sistema defensivo. Ok, teve chance de abrir o placar, numa com Giovanni Augusto e noutra em cabeçada de André que Pará tirou em cima da linha. Mas foi pouco para quem precisava vencer e convencer.

O meio-campo sobretudo não empolga. Cristóvão começou com Bruno Henrique, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel. Na segunda etapa, os três primeiros saíram e entraram Elias Guilherme Danilo. Sem muita alteração na produção final. Valeu por Danilo, autor do gol de empate aos 38 minutos, quando se desenhava a derrota. O Figueira tinha aberto o placar com Dodô aos 13.

O time catarinense tratou de defender-se, e isso ficou claro desde o início. E da forma como fosse possível. Tanto que, com pouco mais de meia hora, quatro jogadores haviam recebido cartão amarelo. Na etapa final, apostou em contragolpes, foi feliz no lance do gol e teve outra oportunidade, em uma jogada interrompida com falta de Cássio na entrada da área. O goleiro corintiano merecia vermelho, mas o árbitro ficou só amarelo. No mais, o Figueirense agarrou-se ao ponto obtido fora de casa.

O Corinthians tem muito o que melhorar, e se nota a falta de repertório do elenco. Faltou-lhe ousadia, mesmo que também na segunda parte do jogo tenha criado ao menos outras duas chances claras de gol. Ainda assim é pouco, para quem almeja mais na Série A. Pior é que Cristóvão não tem muitas opções de alta qualidade para modificar o time. Além disso, há jogadores inconstantes, como Rodriguinho, Romero, Balbuena. E outros fora de forma, como é o caso de Elias.

Paciência e trabalho – e contratações, se possível – serão necessários.

 

O que falta para Jesus?

Leia o post original por Antero Greco

Ah, o menino é genioso! Toda hora reclama da arbitragem. E parece que está sempre choroso com aquelas sobrancelhas grossas.

Tudo bem, ainda é novo, pode corrigir fácil, fácil esses problemas de comportamento imaturo. Mas em campo, o que falta além da vivência?

É frio como matador do velho-oeste para empurrar a bola para o gol, não tem medo de zagueiro botinudo, dribla como poucos, é veloz e é corajoso.

“Tudo isso é verdade, mas não cabeceia…” – podiam dizer até a noite desta quinta-feira os mais desconfiados. Mas até isso ficou para trás, depois dos 4 a 0 sobre o Figueirense, que levaram o Palmeiras à liderança isolada do Brasileiro, com 25 pontos em 12 rodadas.

Os alviverdes têm ainda o melhor ataque (26 gols) e o artilheiro Gabriel Jesus com 9 gols marcados – um deles de cabeça. Não uma cabeçada comum, em jogada também incomum: Dudu tocou para Zé Roberto, que cruzou com precisão para a chegada do camisa 33 subir como os velhos centroavantes. Girou a cabeça no ar e desviou do goleiro Gatito Fernandez – terceiro gol do Palmeiras na partida. Lembrou antigos artilheiros históricos do clube, que cabeceavam como ninguém: Luizito Artime e Leivinha.

E já aos 45 minutos do segundo tempo, ainda teve faro de goleador para tocar para as redes: o quarto gol, comemorado com um abraço em outro juvenil, o meia Vitinho.

Tudo indica que Gabriel Jesus vai completar um campeonato para ninguém discutir o seu futebol. Vai desfalcar o time durante a Olimpíada, pois é peça importante na seleção nacional. E é gostoso ficar imaginando do que será capaz ao lado de Neymar.

Se o futuro do menino parece traçado, o do Palmeiras no campeonato vai depender do técnico Cuca achar o equilíbrio que a equipe não mostra. Em casa, é um time. Fora dele é outro: meio acovardado, perdido, sem elo de ligação com o ataque.

Talvez seja questão de entrosamento, que virá com o tempo. Talvez seja questão emocional: alguns times são leões em casa e gatinhos no campo inimigo.

Agora é esperar para ver.

(Com participação de Roberto Salim.)

Argel levanta polêmica desnecessária no Inter

Leia o post original por Antero Greco

Argel Fucks é bom treinador. Ou ao menos mostra potencial para ter destaque na profissão. Já havia chamado a atenção ao mercado pelo bom trabalho no Figueirense. Agora, leva o Inter a excelente campanha no Brasileiro.

Mas, se não tomar cuidado, vai expor vício de treinador antigo: o de reclamar demais e ficar com fama de chorão. A prova preocupante veio após a derrota por 3 a 2 para o Figueirense, no final da tarde deste domingo.

Ele se irritou com o árbitro Luís Flávio de Oliveira, ligado à Federação Paulista de Futebol, por erro na marcação de pênalti em favor dos catarinenses. (Lance duvidoso, vá lá.) Na avaliação que fez, a decisão influenciou o resultado final. Até aí, tudo bem. Não há um técnico que não chie contra arbitragem, ao se sentir prejudicado.

O pior veio na sequência. Não quando lembrou que Luís Flávio havia apitado jogo do Inter contra o América e tinha sido generoso na distribuição de cartões. Chato mesmo foi falar que fica estranho colocar “árbitro paulista” num momento em que o time dele disputa a liderança com time de São Paulo (no caso, o Palmeiras).

A ideia foi imediatamente comprada pelo vice de futebol colorado, Carlos Pellegrini, que usou discurso semelhante e promete pressionar a CBF. Típico raciocínio pequeno, preconceituoso e que não beneficia em nada o clube e o campeonato. A CBF não é modelo de transparência, mas com nove rodadas fazer esse tipo de insinuação só serve para tumultuar e, em algumas situações, para mascarar os próprios erros.

Pior é que tem torcedor que compra esse tipo de conversa e passa a ver qualquer tropeço do próprio time como consequência de uma trama maldosa. Sempre a maldita história de teoria de conspiração, um dos atrasos de vida no nosso futebol.

Com isso, coloca pilha nos jogadores e a gente sabe como esse filme termina. O Inter tem qualidade pra brigar pelo título, se se preocupar em jogar bola. Árbitros erram muito, até a favor, como no segundo gol do próprio Inter contra o Figueirense…a bola tinha saído.

 

E o convocado Ganso não resolveu…

Leia o post original por Antero Greco

Ganso arrasou no clássico de domingo com o Palmeiras – a ponto de marcar até o gol da vitória. Nesta quarta-feira, entrou em campo animado com a convocação de última hora para defender a seleção na Copa América. Mas a alegria do regente tricolor não resolveu a parada e o time dele perdeu para o Figueirense por 1 a 0.

Dois tempos distintos. No primeiro, o São Paulo foi dispersivo, apático e improdutivo. E levou o gol de Rafael Moura, com apenas 15 minutos de bola a rolar. No segundo, reagiu, buscou ao menos o empate, para continuar na parte de cima da classificação. Apertou, sem atingir o objetivo. Foi a segunda derrota em cinco rodadas.

Edgardo Bauza manteve o esquema de rodízio, para movimentar o elenco e evitar desgaste excessivo dos principais jogadores. Estratégia que considera adequada para acumular pontos no Brasileiro e manter o ritmo para quando chegar as semifinais da Libertadores – em julho tem jogos contra o Atlético Nacional, da Colômbia.

Por isso, lançou mão de Lucão, Matheus Reis, Auro, além de ter colocado depois Kelvin, João Schmidt, Rogério. Fora algumas baixas incontornáveis, por contusão e seleções. Em algumas ocasiões, a mistura se mostrou satisfatória. Desta vez, não. Não deu certo. O time sentiu as mexidas e esbarrou, também, na boa marcação do Figueira.

E o primeiro tempo muito aquém do desejado foi fatal para o São Paulo. No segundo, mesmo com esforço e até bola na trave, não furou o esquema defensivo do time catarinense. Tipo do tropeço que pode pesar mais adiante.