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Opinião: mudar formato aumenta crise de identidade do Mundial de Clubes

Leia o post original por Perrone

Desde sempre a disputa pelo título de campeão mundial de clubes sofre uma crise de identidade. Os diferentes formatos e nomenclaturas geram desnecessárias polêmicas entre torcedores sobre quem é legítimo detentor do título e desvaloriza o produto.

Tudo que a competição não precisava é de mudança, como a anunciada agora pela Fifa. De cara, a decisão de realizar o torneio a cada quatro anos cria o incômodo de quebrar a tradição de se definir quem é o melhor de cada ano.

Os critérios para a escolha dos participantes, ainda não definidos oficialmente, têm potencial problemático. A Conmebol, por exemplo, pretende enviar como seus representantes os campeões das quatro Libertadores anteriores à edição do Mundial a ser disputada. Como a qualidade dos times no continente sofre brutais mudanças rapidamente, é possível ver equipes absurdamente enfraquecidas entrando em campo.

Os europeus sofrem menos com a irregularidade de seus clubes. Um modelo assim, em tese, reduziria ainda mais as chances de representantes de outros continentes levantarem a taça. A tendência é que os times da Europa dominem as fases mais agudas da competição. Será que faz sentido um torneio assim diante do sucesso que é a Champions?

Com tantas incertezas, a Fifa deveria se preocupar mais em ouvir jogadores e torcedores antes de escolher um caminho. É preciso saber o que mais motiva atletas e fãs para que o Mundial seja, enfim, um sucesso. Também é necessário que o novo formato tenha vida longa. Cada vez que uma fórmula é testada e abandona, menos credibilidade tem a competição. E mais discussões pouco produtivas acontecem.

Além do ‘Aeroleco’: ‘ex-crítico’ da gestão assume departamento no São Paulo

Leia o post original por Perrone

Após se caracterizar por fazer duras críticas à administração de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, Antônio Donizeti Gonçalves, o Dedé, aceitou convite para assumir cargo na atual diretoria. A escolha dele para ser o primeiro a dirigir o novo Departamento de Esportes Sociais (DES) coroa a aproximação do presidente com uma das alas que mais faziam oposição a ele.

Os detalhes para Dedé assumir o posto sem remuneração foram fechados pouco depois de a presença de oposicionistas como José Eduardo Mesquita Pimenta e Douglas Schwartzmann no voo da delegação tricolor para a Argentina, chamado no clube de “Aeroleco”, na semana passada, agitar os bastidores do Conselho Deliberativo são-paulino. Eles são alinhados com Donizeti, que não viajou para acompanhar a partida com o Talleres pela Libertadores. No mesmo grupo de ex-opositores que se aproximaram do presidente está Dorival Decaussou, pai do ex-jogador e agora comentarista Caio Ribeiro.

Tanto a cúpula tricolor quanto os antigos críticos rechaçam o rótulo de costura política para definir a movimentação, mas não negam que, em tese, Leco abre vantagem confortável no conselho. A projeção menos otimista é de 36 novos conselheiros dispostos a compor com a situação em futuras votações no órgão. Ao mesmo tempo, a nova composição não é bem vista por parte da oposição mais radical e até por alguns integrantes da situação.

Entre os que trocaram os disparos contra a diretoria pelo diálogo, o mantra é de que não há interesse político no posicionamento adotado, mas defesa dos interesses do clube. O discurso é de apoio às ideias de Leco que considerarem boas para o São Paulo e de continuar criticando o que acreditarem ser ruim. Do lado do presidente, o argumento é de que ele apenas age de maneira civilizada com quem o trata com respeito. Interesse político na nomeação de Dedé também é rechaçado. A justificativa é que havia necessidade de mais um dirigente na área social e que foi escolhido alguém com experiência. Donizete já foi vice-presidente da área.

O blog não conseguiu falar com Leco sobre o assunto, nem por meio de sua assessoria de imprensa, que apenas confirmou a nomeação de Dedé. Seu departamento cuidará de  19 modalidades. Judô, atletismo, natação e futsal estão entre elas.

Dedé também não credita a nomeação à política. Afirma que por ter atuado na área durante anos sua volta era pedida por muitos associados. “Eu e nosso grupo nunca fomos oposição ou situação. Somos pelo que é bom para o São Paulo. Vamos continuar criticando o Leco quando entendermos que adotou medidas que não são boas e apoiando quando elas forem positivas”, declarou o dirigente. “Dialogando com o presidente, temos mais chances de sermos ouvidos por ele e ajudarmos o clube”, completou Dedé.

A costura

Sua aproximação em relação a Leco começou antes da reeleição do cartola. Os dois conversaram sobre desavenças do passado, Dedé disse que não o apoiaria mas se comprometeu a evitar  bombardear o cartola em suas colocações públicas voltadas para sócios e conselheiros. A costura também passou por conversas de Leco com Douglas Schwartzmann, vice de marketing e comunicação durante a gestão de Carlos Miguel Aidar e apoiador de Pimenta na última disputa presidencial.

Integrantes da nova composição entendem que Pimenta, ex-presidente do clube, deve ter a sua imagem usada institucionalmente pelo São Paulo, por isso defendiam a presença dele na comitiva que foi para a Argentina. Já no entorno de Leco a explicação é de que como atual membro do Conselho de Administração é natural que o dirigente tenha sido convidado para  integrar a delegação. O argumento é de que é importante os membros do órgão acompanharem de perto momentos importantes do clube para fazerem suas análises.

Um dos pontos importantes da costura política aconteceu quando o grupo de ex-opositores e Leco se alinharam para a eleição de conselheiros vitalícios em agosto do ano passado. Em novembro, a aliança também foi importante na votação na qual o conselho aprovou o veto a conselheiros, mesmo licenciados, em cargos remunerados. Essa era uma exigência da oposição. Mas, o diálogo de Leco com o grupo de ex-críticos contribuiu para a medida ser aprovada com validade a partir de abril de 2020. Assim, os conselheiros escolhidos pelo atual presidente para cargos remunerados não foram afetados imediatamente. No quarto mês do próximo ano, eles precisam se desligar definitivamente do conselho se permanecerem como executivos. De acordo com o estatuto, porém, alterações estatutárias precisam ser votadas pelos sócios.

Teste para o novo alinhamento entre o presidente e seus ex-críticos é o futuro de André Jardine. No grupo que se aproximou de Leco há severos críticos ao desempenho do treinador. Uma eventual queda na Libertadores contra o Talleres, na próxima quarta, antes da fase de grupos, pode fazer com que eles pressionem pela demissão do técnico.

Rejeição

Internamente, parte dos aliados de Leco demonstra não gostar de ter por perto conselheiros que atuaram como dirigentes na gestão de Carlos Miguel Aidar. O ex-presidente renunciou em meio a uma série de denúncias. Para esses críticos, a atual diretoria deveria manter distância desse grupo.

Ao mesmo tempo, há setores da oposição que não enxergam como necessária uma aproximação com Leco. “Eu entendo (o movimento de ex-críticos), mas não acho que seja necessário. Nem sempre essas alianças são refletidas nas votações do conselho. Muita coisa acaba mudando e falta muito tempo para a próxima eleição para presidente (prevista para dezembro de 2020)”, disse Marcelinho Portugal Gouvêa. Filho do ex-presidente são paulino apelidado de MPG, ele integra o grupo opositor Nova Força. “Nós vamos continuar apoiando o que for a favor da profissionalização do São Paulo e combatendo o que for contra”, afirmou ele.

 

 

 

Sim, a maior final de todos os tempos

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A princípio eu discordei de tal afirmação. É sem dúvida o maior jogo da história da Argentina, o que não implica em ser a maior do continente exatamente por não representa-lo. A final continental mais emblemática não pode ser entre clubes do mesmo país. A representação de um torneio continental é o confronto dentro do …

Fake News no Bambonera

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É tudo mentira. Os dois finalistas chegaram lá sabemos como, domingo não é dia de Libertadores e final de torcida única não é final. Ok, “a maior final de todos os tempos”  de um torneio continental é um clássico regional. Não, não pode ser. A mais animalesca, sem dúvida. A maior, jamais. E tão estranha…

Bom dia, tricolor!

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Bom dia, torcedor gremista. Aliás, dormiu?

Hoje é dia de sofrer, da hora não passar, do transito piorar, do almoço não ter sabor e do trabalho não render. É daqueles dias que dependesse de nós, pessoas de bem dependentes de futebol, seria feriado.

Mas fundamentalmente é dia de esclarecer algumas coisas que independem do resultado.

No futebol, especialmente em torneios mata-mata onde todos podem, o resultado não é tão previsível. E numa final, menos ainda.  O brasileiro tem pavor ao favoritismo. Lida mal, acha que isso o atrapalha e se lembra das vezes em que “deu ruim”.  Mas na maioria das vezes não dá.

O que todo gremista deve ter em mente hoje é colocar as coisas em seu devido lugar.  E quando digo isso me refiro ao difícil ato de assumir o protagonismo, o favoritismo e a condição de “clube maior”.

Aumenta o peso, a responsabilidade, o medo, mas se bem encarado, é também didático ao adversário.  No futebol há uma hierarquia e sim, ela pode ser quebrada. Mas há! E o Grêmio é o Grêmio, o Lanus apenas o Lanus.

Não os deixem esquecer. Toda vez que um argentino tocar na bola ele precisa ouvir e sentir que não está tudo bem, que a casa não é dele, e que o que ele enxerga por listras pretas e azuis o causa pânico.

O grande é o Grêmio. O Lanus veio sonhar. Acorde-os.

Boa sorte!

abs,
RicaPerrone

Saiba identificar ingresso falso para final da Libertadores

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Abaixo, foto de ingresso falso para a final da Libertadores apreendido com cambista pela 2ª Delegacia de Investigações de Crimes Contra o Consumidor. Frente e verso.

 

Compare a falsificação com a frente do ingresso original, um cartão de Fiel Torcedor reproduzido do site oficial do programa para torcedores corintianos. Não aparece no modelo abaixo, mas o original traz o nome do sócio na parte inferior, além do número de matrícula e data de nascimento.

Site do Boca destaca desejo corintiano de encarar time argentino

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A imagem abaixo foi publicada pelo site do Boca Juniors antes de o time argentino assegurar vaga para a final da Libertadores. A matéria que acompanha a foto explica que um torcedor corintiano comemorou a classificação mostrando que quer pegar o Boca. Para o estilo argentino, até que foi suave. Infelizmente, o site não dá o crédito para o autor da foto.

Reprodução do site do Boca