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Antiga cúpula do Fla vê CT como o melhor e nega ter ‘escondido’ contêineres

Leia o post original por Perrone

A antiga cúpula do Flamengo, encabeçada por Eduardo Bandeira de Mello, sustenta nos bastidores, posicionamento semelhante ao da atual diretoria em relação à tragédia com os jogadores das categorias de base e funcionários do clube no Ninho do Urubu.

Assim como a gestão atual, a anterior faz ponderações em relação a irregularidades apontadas pela prefeitura. Diz, por exemplo, que os contêineres que pegaram fogo não apareciam no projeto enviado às autoridades municipais porque ele se referia à nova obra. Nela, a área dos dormitórios improvisados se transformaria em estacionamento. Outro argumento é de que seria impossível esconder a existência dos alojamentos, já que eles foram instalados há anos e que várias equipes de órgãos municipais foram durante esse período no centro de treinamento e não teriam como não visualizar essas estruturas.

Porém, como mostrou o Blog do Mauro Cezar, a prefeitura afirma que em nenhum dos projetos (antigo ou recente) apresentados à ela está escrito que o local receberia os dormitórios dos atletas.

Também em sintonia com os dirigentes atuais, a antiga direção não vê, pelo menos sem uma investigação completa por parte dos órgãos competentes, relação entre os contêineres e o incêndio. Pelo contrário. A estrutura dada aos meninos é descrita como a melhor do Rio de Janeiro em termos de categorias de base, apesar de os alojamentos serem em contêineres.

Noutro ponto semelhante, o comando que antecedeu à atual gestão fala na hipótese de um pico de energia ter causado o problema no ar-condicionado que teria causado o desastre.

A versão sobre a autorização a ser emitida pelo Corpo de Bombeiros também é parecida com dos novos diretores: o processo estaria no final, com as últimas exigências sendo atendidas pelo clube.

 

Olympikus deixa de pagar Vágner Love e interrompe obras de museu do Fla por causa de flerte com Adidas

Leia o post original por Perrone

 A Olympikus deixou de pagar R$ 50 mil mensais referentes a 10% do salário de Vágner Love que estavam sob sua responsabilidade. Também interrompeu as obras do museu do Flamengo. A fabricante de material esportivo não fala sobre o assunto, mas o blog apurou que as decisões foram tomadas por causa da negociação do clube com a Adidas.

Os executivos da empresa não gostaram da forma como o Flamengo conduziu o caso. A diretoria recebeu uma oferta da Olympikus para cobrir a proposta da concorrente, mas até agora não enviou uma resposta para a atual parceira.

O problema maior é a Olympikus avaliar que o vazamento do interesse da Adidas derrubou a venda de seus produtos ligados ao rubro-negro. Em 2012, a comercialização não atingiu nem 30% da marca registrada em 2011, segundo fonte ligada à empresa.

Assim, os homens da Olympikus decidiram cumprir só o que está no contrato. Como ela já investiu R$ 10,4 milhões no museu e o acordado era um gasto de R$ 8 milhões, os trabalhos foram suspensos. Um novo aporte milionário seria necessário para completar a obra, porém, a parceira não vai colocar mais dinheiro. Dessa forma, a conclusão do museu está ameaçada.

A ajuda dada para o clube pagar Vágner Love é vista na empresa como um bônus, não previsto em contrato. Isso justifica a suspensão do pagamento. O mesmo aconteceu em relação aos R$ 50 mil mensais que eram dados a Deivid. A quantia deixou de ser paga antes de ele deixar a Gávea, noutro sinal de insatisfação por parte da patrocinadora.