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… de novo?!

Leia o post original por Rica Perrone

Quando o Flamengo escalou o time reservas hoje não esperava tamanha dificuldade em conseguir o empate. Mas sabia estar lidando com um time de psicológico assustadoramente frágil. Talvez por isso eu tenha dito aqui na semana passada que era melhor pro Vasco o Flamengo titular. Tiraria dele a pressão e a “obrigação”, pois poucos times…

Isso sim é Flamengo

Leia o post original por Rica Perrone

Não foi uma grande exibição, mas isso pouco tem a ver com a “grande conquista” desta quinta-feira.  O Flamengo mais Flamengo é aquele que não é obrigado a ganhar e ganha. Mais ainda só aquele que é favorito a vencer, e perde.  Hoje, a obrigação não existia.

No Brasileirão, das 5 vezes que chegou nas semifinais do Brasileirão, foi campeão em todas. Na Copinha, das 4 finais que disputou, venceu as 4.  Na Copa do Brasil não vence sempre, mas chega quase sempre pelo menos nas semifinais. É um time de chegada em mata-mata.

Curiosamente sua diretoria prefere hoje os pontos corridos. Também não chega a ser curioso considerando a diferença entre o Flamengo de 100 anos e o que a diretoria atual projeta.

Mas o antigo e o novo tem algo em comum: fazem em casa. Infelizmente a lenda de fabricar craques foi virando piada quando alguns dos seus eram trocados ou perdidos por centavos e iam brilhar fora. Flamengo faz craque… pros outros.

E mais uma vez a vida lhe oferece a chance de usar suas crias. De parar de olhar pro mercado e “monitorar” o próprio berço.  Se ali não tem um Neymar, eu garanto que tem muita gente melhor que Gabriel, Mancuello, Vaz, Cuellar, entre outros do time principal.

Esses meninos jogaram uma final irritante.  Pra mim, saopaulino, especialmente.  Sabiam fazer cera, prender a bola, truncar o jogo e como disse mais um Silva, “final não se joga. Se ganha”.

Eu não sou maluco de discordar desse moleque.  Por mais que eu ame futebol bem jogado, a final é a final. E dali se quer a taça, nada mais.

O São Paulo ficou com os aplausos, o bom futebol, a imagem de que “não merecia perder”, mas… a taça ficou na Gávea. Acho que todo saopaulino trocaria o bom futebol por ela. Entao Silva tem razão.

Flamengo marrento, folgado, decisivo e vencedor. Coletivo, esforçado, surpreendente e promissor. Flamengo que canta o hino no vestiário antes do jogo, que corre pra nação no final, que chama ela quando o jogo aperta.

Flamengo mais Flamengo que isso, pode “monitorar” o mercado do mundo todo. Não haverá.

Abs,
RicaPerrone

Rei do Rio

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Há uma lenda nacional sobre “a torcida do Flamengo”.  Dizem que são terríveis, que fazem diferença, que cantam muito alto, que empurram o time, etc, etc, etc. Os rivais dizem que é tudo mentira. Mas eu adoro uma lenda. Sou capaz de apostar que o Saci Pererê era um neguinho manco e que o transformaram naquilo …

Pais e filhos

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Era terça-feira, 26 de novembro de 2013.  Muito nublado, o Rio de Janeiro vivia um dia pouco carioca.

– Pai? ….    Pai!? ……  Preciso falar com o senhor!
– Oi, meu filho.
– Preciso falar com o senhor em particular.
– Por isso as nuvens?
– Sim, nublei tudo.
– Então diga, filho. O que tanto te aflige?
– Na verdade eu queria pedir uma coisa pro senhor que….(interrompido)
– Pára! Eu já imagino o que seja.  Não começa…
– Pai, o senhor não entende. Eles precisam, não custa nada…
– Filho, não posso fazer milagres o tempo todo no mesmo lugar e menos ainda pro mesmo beneficiado! Vai ficar muito na cara…
– Mas Pai, o senhor mesmo me ensinou a amar o próximo…
– Ah, e o outro lado não é “próximo”?
– É, mas eu moro aqui, então esse é mais “próximo”. Pegou?
– Como fala bobagem…  Ainda bem que não se mexe.
– Antes aqui com essa vista do que pregado numa cruz.
– Senso de humor ….  sinal de inteligência.
– Pai, não muda de assunto.
– Filho, minha resposta é não.  Pediu Olimpíada, Copa… chega!
– Mas, pai…
– Você está me saindo um tremendo garoto mimado!
– Pai. Me ouve.
– Vai…
– Eles se empenharam tanto, meu pai.  Eles acreditaram, deram lição de fé pra humanidade que tanto precisa.
– Não apela…
– Ok, mas pai….  O povo merece!
– Hum…O povo?
– É pai! O povão! Aquele que ama o senhor, rala muito e paga um pedaço do que ganha achando que é pra você.  Gente de fé! Gente de bem, pai!  Não os deixe na mão.
– E quem vem mais de baixo não é gente de bem?
– É, também! Mas é que aqui eles são especiais…
– São todos filhos do senhor! Amo todos igualmente.
– Eu sei, pai. Mas o senhor me ama mais do que a esse monte de filho adotivo que tem por aí no mundo, certo?
– Sim, de certa forma…
– Então, pai…
– Garoto. Desde pequeno você pede por eles, eu vou lá e faço o milagre pra você.
– É que eu gosto deles…
– Notei. Bastante, né?
– É, bastante. Mais do que devia.
– Tá bom filho. Eu faço de novo.  Mas este é seu presente de Natal! Não me peça mais nada este ano!
– Jura?! Obrigado pai! Poxa, que você se abençoe! Muito obrigado mesmo.
– Agora tira esse monte de nuvem horrível e deixa o sol entrar de novo.
– Pode deixar.  Ah, Pai! Mais uma coisinha…
– Fala.
– Posso gritar gol?
– Acho melhor não. Eles não estão preparados pra saber sequer que você fala, quanto mais pra quem você torce…

abs,
RicaPerrone

– Dedico este post ao amigo Dirceu e seu filho, que ontem fizeram a mais bela imagem do Maracanã ao chorarem abraçados eternizando o que há de mais importante no futebol.   Obrigado.