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Opinião: Flamengo precisa falar também para sociedade, não só para seus fãs

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Em notas oficiais e por meio de entrevistas de seus principais dirigentes, o Flamengo tem priorizado falar o que imagina ser o que sua torcida quer ouvir. Claro, na opinião deste blogueiro.

Foi assim no comunicado sugerindo que críticas feitas em programas da Globo ao comportamento do clube em relação às famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu são motivadas pelas divergências comerciais e jurídicas entre partes.

Sei lá por qual motivo, muitas das torcidas dos times brasileiros adoram dizer que a Globo persegue seus clubes. Então, é fácil para os dirigentes dessas agremiações agradar seu público alvo alfinetando a rede de televisão.

Direcionar o discurso para seus fãs não é exclusividade do rubro-negro. Esse é um antigo pensamento dos cartolas brasileiros. “Meu torcedor é o meu consumidor, então só interessa a opinião dele”.

Isso já não é era eficaz antes. Num mundo conectado e com a influência das redes sociais tal estratégia se torna mais furada.

Pior ainda num caso complexo como as mortes dos dez meninos da base do Flamengo.

Obviamente, o fundamental é amparar as famílias. Mas a direção rubro-negra deveria pensar também na comunicação com a sociedade em geral, não apenas em relação aos seus seguidores.

Não vou entrar na questão se o Flamengo oferece indenizações justas. Como já escrevi aqui é muito difícil opinar.

O problema é que quando os cartolas demonstram frieza ao falar sobre o tema, geram indignação, principalmente em quem não é rubro-negro 

 A direção do clube parece não perceber que eventuais patrocinadores estão olhando isso.

Grandes empresas são detalhistas ao decidir onde colar sua imagem.

Muitas delas procuram mostrar um lado humano e preocupação social. Ou seja, as atitudes dos dirigentes do Flamengo podem afastar potenciais parceiros. Esse olhar voltado para o próprio umbigo pode ser prejudicial ao clube num futuro próximo.

14 perguntas para você responder antes de opinar sobre o incêndio no Ninho

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O incêndio que matou 10 garotos das categorias de base do Flamengo no Ninho do Urubu completa um ano neste sábado (8). Nesse período, a tragédia virou motivo para embates entre torcedores nas redes sociais.

Infelizmente, muitos usam o episódio trágico apenas para atacar o rubro-negro. Outros tantos, também lamentavelmente, minimizam o ocorrido para defender o clube da Gávea.

Se você pretende emitir seu comentário sobre o assunto nas redes sociais, aqui vão 14 dicas do blog. Antes de disparar sua opinião faça essas perguntas para você mesmo:

1 – Qual o objetivo do meu comentário?

2 – Estou comentando só para atacar o Flamengo ou só para defender o clube, sem analisar tudo que envolve uma questão tão séria?

3 – Estou bem informado sobre o tema? Quantas reportagens li e assisti sobre o assunto nesta semana? E nos últimos 12 meses?

4 – Acompanhei as últimas declarações dadas por dirigentes do Flamengo em relação ao episódio? O que eles disseram de importante?

5 – Estou por dentro das últimas reportagens com depoimentos das famílias das vítimas? O que eles falaram de mais relevante?

6 – Eu sei quanto o Flamengo ofereceu para os familiares das vítimas e quantas aceitaram o acordo?

7 – Chequei todos os números que pretendo citar referentes a valores das indenizações?

8 – Pesquisei a legislação específica antes de dizer que uma lei foi ou não cumprida pelo Flamengo durante o processo?

9 – Estou sendo insensível com os familiares das vítimas?

10 – Estou ofendendo parentes, vítimas ou dirigentes do Flamengo?

11 – Estou acusando alguém sem provas?

12 – Antes de formular meu raciocínio, eu me coloquei no lugar dos parentes dos meninos mortos ou feridos ou ainda na posição dos cartolas do Flamengo?

13 – Estou falando sobre questões técnicas das quais não tenho amplo domínio?

14 – Meu amor pelo Flamengo ou minha rivalidade com o rubro-negro me faz ter uma imagem distorcida da realidade?

Com Gabigol, Fla gasta mais do que Corinthians e SPFC esperam gastar juntos

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Para se ter uma ideia do tamanho do investimento que o Flamengo topou fazer para manter Gabigol basta olhar para alguns rivais. Só em sua compra, o rubro-negro vai gastar mais do que São Paulo e Corinthians, juntos, planejaram investir o ano inteiro em reforços

Como mostrou o UOL Esporte, a agremiação da Gávea fechou a operação com a Inter de Milão ao se aproximar dos 18 milhōes de euros (cerca de R$ 83,6 milhōes). A expectativa é anunciar oficialmente o acordo nesta terça (28).

Por sua vez, o São Paulo prevê gastar neste ano R$ 21,5 milhōes com direitos econômicos e federativos de jogadores.

Já o orçamento do Corinthians projeta em 2020 gasto de R$ 53.620.000 com aquisição e amortização (pagamentos de contratações feitas anteriormente) de direitos federativos.

Assim, os gastos previstos por corintianos e são-paulinos para este ano com direitos relativos a jogadores (contando as amortizações alvinegras) totalizam R$ 75.1200.000. São cerca de R$ 8.480.000 a menos do que o Flamengo deve gastar na compra de Gabigol.

O orçamento flamenguista prevê despesa total de R$ 138,1 milhōes em contratações em 2020.

Os gastos maiores do Flamengo em relação aos rivais são embalados por uma expectativa de arrecadação superior.  A previsão orçamentária do rubro-negro para este ano projeta receita bruta de R$ 726.295.000.

No Corinthians, a receita bruta prevista é de R$ 426,3 milhões. Ancorado no plano de vendas de atletas, o orçamento tricolor espera a arrecadação de aproximadamente R$ 516,7 milhōes.

 

Opinião: em negociação com Flamengo Globo colhe o que plantou

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A Globo não tem do que reclamar da postura do Flamengo nas negociações pelos direitos de transmissão de seus jogos no Campeonato Carioca.

O rubro-negro exerce seu direito de não aceitar a oferta de emissora por achar que suas partidas possuem um valor superior.

Porém, mais do que isso, a Globo colhe os frutos da semente que ajudou a plantar. Por anos a emissora estimulou o modelo individual de negociação.

O marco dessa história aconteceu em 2011. Seriamente ameaçada de perder os direitos de transmissão do Brasileirão para Record por conta de uma licitação feita pelo Clube dos 13, a Globo incentivou Flamengo e Corinthians a negociarem individualmente.

O Clube dos 13 foi implodido, e o modelo de negociação hoje combatido pela emissora decolou.

Com o argumento de que seu jogos davam mais audiência, os dois clubes abriram vantagem confortável sobre os rivais em termos de cotas de transmissão.

Ou seja, neste momento, a principal rede de televisão do país enfrenta o monstro que ela ajudou a criar.

Não existe mocinho e vilão na história. Quando foi conveniente para ela, a Globo aceitou a tese individualista de Flamengo e Corinthians. Agora, muda o discurso por não ser o mais interessante para seus cofres. Negócios.

 Do mesmo jeito, o rubro-negro age  pensando o que é melhor para ele. Não vejo, num ambiente extremamente competitivo, justificativa para o Flamengo aceitar ganhar menos do que entende merecer. Pensar no equilíbrio do campeonato não é papel dele.

A Globo tem o direito de mudar de opinião. Até porque Marcelo Campos Pinto, diretor que turbinou as negociações individuais, já não trabalha para empresa.

Mas não dá para trocar de mentalidade sem sofrer as consequências de sua postura anterior. É isso o que acontece com a Globo neste momento em relação ao Flamengo. A conta chegou.

 

Fla e Grêmio enfrentam concorrência de quatro europeus em reunião por Pedro

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Com Pedro Ivo Almeida, do UOL, em São Paulo

Em reunião nesta quarta-feira (15), o estafe de Pedro discutirá com a Fiorentina seis propostas pelo atacante.

Flamengo e Grêmio devem enfrentar a concorrência de quatro clubes europeus que também querem o jogador brasileiro.

Apesar de os nomes das agremiações estrangeiras serem mantidos em sigilo pelos envolvidos nas negociações, o Porto, de Portugal, é um dos times que já vinham sondando o atleta.

A ideia da Fiorentina é vender o atacante. Porém, as primeiras propostas que chegaram foram por empréstimo.

Nesse momento, uma parte do stafe de Pedro entende que é melhor para o jogador voltar ao Brasil. Por esse raciocínio, aqui ele teria mais facilidade para reencontrar o bom futebol.

Ao mesmo tempo, há a no entorno do atleta quem avalie ser mais importante para sua imagen permanecer na Europa.

De acordo com gente próxima ao brasileiro, ele prefere se transferir para o Flamengo.

 

Opinião: leitura do mercado europeu ajuda a moldar Flamengo vencedor

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A iminente venda de Reinier, 17 anos, para o Real Madrid mostra como a leitura do mercado europeu ajudou a moldar o atual Flamengo vencedor.

Basicamente, funciona assim: o clube atende à demanda europeia por jogadores com menos de 20 anos e fortalece seus cofres para trazer medalhões sem espaço na Europa.

Os cartolas rubro-negros sacaram logo que a política europeia de abrir espaço para jovens despeja no balcão de negócios veteranos que dão bom caldo por aqui. São os casos de Filipe Luís e Rafinha.

Claro que vender bem suas revelações não basta para deixar o Flamengo em condições de buscar bons jogadores na Europa. A reorganização financeira do clube feita nos últimos anos permite melhor aproveitamento das receitas.

A venda de Vinícius Júnior para o Real Madrid talvez tenha sido o ponto inicial desse modelo que “troca” jovens por veteranos rodados na Europa. A ida de Lucas Paquetá para o Milan também ajudou a roda a girar.

Há um lado melancólico nessa estratégia. A venda de atletas com entre 16 e cerca de 20 anos dificulta o surgimento de ídolos formados no Ninho do Urubu.

Um tanto triste esse efeito colateral. Mas as conquistas da Libertadores e do Brasileirão do ano passado coroaram o planejamento rubro-negro.

Além de veteranos, a nova faixa etária escolhida pela elite do futebol Mundial torna possível para um clube brasileiro forte financeiramente ter bons jovens não absorvidos, ao menos atualmente, pela primeira classe europeia.

Gabigol e Bruno Henrique estão nessa cota. Aqui, de novo, o Flamengo interpretou corretamente os sinais  emitidos pela Europa.

No entanto, o clube da Gávea não é o único a se adaptar ao novo gosto Europeu. O São Paulo, por exemplo, também aposta na venda da molecada e na contratação de medalhões como Daniel Alves, Juanfran e Pato.

Mas no Morumbi a fórmula não resultou em títulos. O elenco tricolor é inferior ao do Flamengo. Além disso, o time paulista passa por dificuldades financeiras, encara um jejum de taça e sofre turbulência política.

São fantasmas que não rondam a Gávea neste momento. Isso ajuda a explicar o fato de os dois times terem resultados distintos apesar da mesma tentativa de se adaptar ao mercado europeu.

 

Opinião: ocupado com erros antigos, Trio de Ferro não reduz vantagem do Fla

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Enquanto o Flamengo faz ajustes num elenco vencedor, seus rivais paulistanos  gastam energia para minimizar erros do passado. Tal retrato atual do mercado da bola  indica como tendência a equipe do Rio de Janeiro no mínimo manter sua vantagem técnica sobre Palmeiras, São Paulo e Corinthians.

O Flamengo tem suas indefinições, como a permanência de Gabigol. Mas já deu passos animadores para sua torcida rumo a 2020. Assegurou dois bons reforços na opinião deste blogueiro: o atacante Pedro Rocha e o zagueiro Gustavo Henrique. Os flamenguistas seguem tentando qualificar o elenco com nomes como Pedro, da Fiorentina.

Ao mesmo tempo, o Palmeiras, clube com maior poderio financeiro no país para encarar o Flamengo, demonstra estar mais preocupado em se livrar de jogadores que não rendiam o esperado do que em contratar.

A direção alviverde se esforça para diminuir a folha salarial do time vendendo ou não renovando com jogadores.

Antes de ser demitido, Alexandre Mattos era duramente criticado por contratar, com o aval de Galiotte, atletas caros e com altos salários, mas que não renderam o esperado. A nova diretoria colocou como meta corrigir a rota.

Borja tem acerto encaminhado com o Junior Barranquilla e Artur, que estava emprestado ao Bahia, com o Red Bull Bragantino. Gustavo Scarpa tem proposta do Almería, da Espanha.

Por sua vez, o São Paulo prioriza uma grande venda ainda antes do final do ano para diminuir déficit  de R$ 180 milhões previsto para 2019.

A direção sabe que tal negociação pode enfraquecer o elenco, mas está encurralada. O Conselho de Administração do clube entende que a diretoria gastou mais do que deveria neste ano para reforçar o time. Por isso, pressiona o presidente Leco a fazer cortes e mudar a política de contratações.

O Corinthians já anunciou Luan como reforço de peso e está perto de anunciar o volante Cantillo. Porém, com previsão de déficit de R$ 145,8 milhões em 2019, a diretoria trabalha incessantemente pra arrumar interessados em jogadores com bons salários mas que não resolveram os problemas da equipe.

Júnior Urso foi para o Orlando City. Clayson tem acerto com o Bahia. E Sornoza puxa a lista dos que ainda devem sair.

Assim como o Palmeiras, o alvinegro tem outro problema que o Flamengo não tem: fazer com que seu novo treinador dê rapidamente padrão de jogo ao time. Essa é a missão do corintiano Tiago Nunes e do palmeirense Vanderlei Luxemburgo. Na Gávea, Jorge Jesus já tem a equipe na mão.

Esse conjunto de fatores não sugere que o Trio de Ferro comece 2020 menos distante do Flamengo do que terminou a última temporada

 

Opinião: como Liverpool e Fla valorizaram o Mundial de Clubes

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Abaixo confira como Liverpool e Flamengo deixaram o Mundial de Clubes maior na opinião deste blogueiro.

Direitos humanos

O Liverpool transformou em algo prático e positivo o bordão “não é só futebol”. Isso ao recusar oferta dos organizadores para se hospedar num luxuoso hotel  acusado de não dar condições dignas de trabalho a ao menos parte de seus funcionários. O gesto dos ingleses jogou luz sobre um problema que tendia a ser ignorado.

Interesse europeu

Os “Reds” deram um passo importante para os ingleses e os europeus olharem o Mundial de Clubes com mais atenção.

O time de Klopp ignorou os conselhos de parte da imprensa  inglesa e de sua torcida para ir ao Qatar com reservas priorizando os calendários doméstico e continental.

A vontade de vencer a competição mostrada pelo Liverpool deve abrir uma nova discussão sobre como os europeus devem tratar o Mundial, que ganhará outro formato.

Final globalizada

Liverpool x Flamengo não se tratou de um confronto entre futebol europeu e sul-americano. Com um técnico português e alguns jogadores com anos de janela na Europa, a equipe brasileira levou para campo um jogo com pitada de estilo europeu.

O conhecimento demonstrado pelas duas partes sobre o adversário também deu um tom de globalização à final. Ninguém surpreendeu ninguém.

Equilíbrio

Não foi uma final em que o europeu encara um saco de pancadas de outra parte do planeta.

Isso aconteceu graças ao fato de o Flamengo ter levado para a disputa um time forte, capaz de criar chances para vencer o campeão da Europa. O equilíbrio torna a competição mais interessante.

Oposição corintiana usa sucesso do Flamengo para pressionar Andrés

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“Fala com o [Jorge] Jesus daqui a quatro ou cinco meses. Ele vai jogar de quarta a domingo, com viagem de avião, concentração. É outro mundo. Lá na Europa não se concentra, não viaja (tanto). Nós brasileiros temos um defeito que é falar bem dos outros e mal de nós. No dia que o Jorge Jesus perder uma Copa do Brasil ou uma Libertadores e invadirem o CT… Brasil é outro mundo”. Essas declarações dadas por Andrés Sanchez para o canal a Fox Sports em julho hoje são usadas pela oposição para criticar e pressionar o presidente corintiano.

As previsões de dificuldades não se concretizaram. O treinador português já levantou os troféus do Brasileirão e da Libertadores. No sábado (21) disputa o título do Mundial de Clubes contra o Liverpool. Adversários políticos do presidente corintiano afirmam que o cartola não só errou nas projeções como viu o Flamengo abrir larga vantagem sobre o Corinthians dentro e fora de campo.

Desde sua primeira passagem pela presidência alvinegra, Andrés diz que o rival direito de seu clube é o rubro-negro. Isso principalmente pelo fato de as duas torcidas serem as maiores do Brasil. Os opositores argumentam que o alvinegro chegou a ter vantagem em campo e nas finanças, mas que agora precisa de binóculos para ver o adversário. Eles creditam o distanciamento às atuações do grupo político de Sanchez. O “Renovação e Transparência”  está no poder desde outubro de 2007.

Enquanto o Flamengo disputa o Mundial, o Corinthians se prepara para jogar a fase preliminar da Libertadores. A situação é resultado do 8º lugar no Brasileirão conquistado com 34 pontos de desvantagem para o rubro-negro. A diferença ilustra a distância do time de Jesus dentro de campo que é alvo de queixas da oposição corintiana.

Relatórios financeiros elaborados pelos dois clubes também mostram como o rubro-negro abriu vantagem sobre o rival paulista. Em 2016, o Corinthians terminou um ano com receita bruta operacional no departamento de futebol maior que a do Flamengo pela última vez. Os alvinegros registraram na ocasião receita no departamento de R$ 458.295.000. Os flamenguistas ficaram um pouco atrás com R$ 453.534.000.

Em 2017, o Flamengo arrecadou operacionalmente R$ 178.395.000 a mais do que o Corinthians. No ano passado a vantagem rubro-negra foi de R$ 64.645.000. Os dados financeiros dos dois clubes referentes a 2019 também não são favoráveis para os paulistas que têm previsão de terminar o ano com déficit de R$ 144,8 milhões. O número diminui se o clube conseguir vender jogadores até o fim do mês. Por sua vez, o rubro-negro já registrava em setembro (último balancete publicado em seu site) superávit de R$ 74.721.000. Vale lembrar que os corintianos têm suas receitas prejudicadas porque o dinheiro arrecado com a venda de ingressos vai para o pagamento da dívida pela construção de sua arena.

Toda essa diferença já consolidada entre os dois rivais ficará maior ainda aos olhos da oposição corintiana se o rubro-negro alcançar seu bicampeonato mundial. A pressão sobre Andrés deve aumentar.

 

Opinião: Flamengo mostra mais virtudes do que falhas em semifinal sofrida

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A dificuldade enfrentada pelo Flamengo no primeiro tempo contra o Al-Hilal pode ter desapontado seu torcedor, porém, no geral, o time brasileiro mostrou mais virtudes importantes do que falhas preocupantes na opinião deste blogueiro.

A vitória por 3 a 1 parecia algo distante após o domínio saudita na primeira etapa da semifinal do Mundial de Clubes. O Al-Hilal melhorou incrivelmente na marcação em relação à vitória por 1 a 0 sobre o Espérance, da Tunísia, nas quartas de final. Seu potencial do meio para frente já era conhecido.

Até abrir o placar, o time da Arábia Saudita fez uma eficiente marcação alta. Depois do gol, recuou. Mas, nos dois casos, fechou as laterais e impediu o Flamengo de usar uma de suas principais armas: a velocidade. Bruno Henrique e Gabigol foram peças quase decorativas nos 45 minutos iniciais.

A imobilização imposta pelo rival fez o Flamengo cometer sua principal falha no jogo: não controlar os nervos. Por conta do nervosismo, a equipe brasileira errava passes mais do que está acostumada a fazer e entregava a bola para os árabes. Seja contra Liverpool ou Monterrey, a decisão deve exigir mais controle emocional. Jesus precisa dar seu jeito para melhorar isso. Se bem que, na etapa final, os flamenguistas estavam bem mais calmos. O fato de já começarem o segundo tempo acertando contribuiu para essa tranquilidade.

As virtudes rubro-negras começaram a aparecer. A primeira a ser vista na volta do intervalo foi a capacidade de Jesus de arrumar o time sem fazer substituições. Na conversa, o treinador acalmou seus comandados, conseguiu melhorar o passe e, finalmente, explorar a velocidade no ataque. Foi assim que conseguiu a virada.

Outra qualidade foi o preparo físico aparentemente melhor do que o dos adversários. Isso depois de quase que uma temporada inteira desgastante e festas para comemorar as taças do Brasileirão e da Libertadores.

A força ofensiva rubro-negra acabou chamando atenção pelos três gols no segundo tempo. Mas é preciso destacar o trabalho na marcação. O resultado mais importante foi a capacidade de neutralizar Gomis, o melhor jogador do Al-Hilal. Encaixotado na marcação, o atacante francês só acertou uma finalização na partida inteira, além de errar duas conclusões, de acordo com o site “Footstats”. É verdade também que os sauditas mantiveram Gabigol sob controle na maior parte do jogo. Ele errou seus dois únicos arremates nos 90 e poucos minutos, também de acordo com o Footstats.

Claro que Jesus tem o que melhorar para a partida decisiva. Mas, mesmo sem ser brilhante, o rubro-negro mostrou mais uma vez como é forte. Tem força, inclusive, para virar jogos bem complicados. Já tinha sido assim na final da Libertadores diante do River Plate. E, se o Flamengo não encaixar seu jogo desde o início da decisão do Mundial, o roteiro tende a ser semelhante outra vez. Azar dos corações flamenguistas.