Arquivo da categoria: Fogão

Aceite: é muito grande

Leia o post original por Rica Perrone

Já era hora. Quarenta e tralalá, a certeza de mais uma derrota e a inestimável fé no que se prega não acreditar.  O botafoguense é o caso mais interessante de amor pelo futebol a ser estudado. E talvez por isso seja tão fundamental ao futebol.

Quando em alta, duvida. Quando em baixa, acredita. E nos dois casos, se o pior acontecer, “ele avisou”.

Hoje é dia de clichê. “Coisas que só acontecem ao Botafogo…”, “a cara do Botafogo”, “sempre no último minuto…”.

Mentira, oras! Todo torcedor jura que seu time adora tomar gol no fim, que é “se não for sofrido não é time x…”, entre outros.  Faz parte do delicioso folclore do futebol onde usa-se emprestado todos os termos do mundo de forma exclusiva.

Afinal, que camisa não é “manto”?

Eu gosto mesmo é do “contra tudo e contra todos”. Acho fofo. O cara todo ano se enxerga numa condição de vítima perseguida do planeta terra que conspira para evitar, veja você, um estadual do seu time. Não, você sabe que não.  Mas eu respeito e adoro o seu dom em criar um auto-drama para valorizar sua conquista ou justificar seu fracasso.

Botafoguense, meu caro e estimado botafoguense… ontem você errou.

Eu sei que você estava pronto pra dizer que “onde já se viu com um a mais…?”, ou que “o juiz roubou”.  No fundo tudo o que você mais temia e queria era ser o protagonista da festa que te convidaram por educação.

O improvável campeão, o time que mais perto esteve da crise em 2018, o eliminado da Copa do Brasil, o time sem treinador, sem dinheiro e portanto, mais uma vez prestes a assumir a sua condição “menor”.  Agora vai!

Assume, Botafogo! Tu não aguenta mais. Assume! Pede água!

– Não!

Mas meu Deus, você está devendo mais que os outros, ganha menos que eles, não tem um grande time, sequer tem perspectiva a curto prazo.  Me dá aqui seu crachá de grande logo!

– Não!

De novo? Era pra ter dado em 2016, inventou um ano mágico lá, foi bem na Libertadores ano passado, ok, mas terminou de novo sem nada! Desiste, cara!

– Não!

Futebol é dinheiro, Botafogo! Esquece a camisa, a história, a porra toda. Ou você tem pra competir ou está fora. Larga o osso, você, como dizem os comentaristas, “se apequenou”.  Aceita!

– Não!

Então o que falta pra você se convencer que não dá? Que seu lugar é menor que os outros e que seu momento de mais de duas décadas lhe descredencia?

– Falta 1 minuto.

Então acabou! Vai, eu espero.

Caraca, cadê ele?

– Ali, dando a volta olímpica… Quer esperar?

– Não…

abs,
RicaPerrone

Com ótima campanha o Cruzeiro pode até ser campeão do Brasileirão, mas o Fogão está muito mais perto do Título!!! A foto prova!!!

Leia o post original por Milton Neves

A imagem foi enviada pelo genial internauta atleticano Fabricio Oliveira.

E eu ainda acredito na pipocada homérica do Cruzeiro!!!

Fogão pertinho do título.

Mas tem o Grêmio e até o Furacão!

O que acha, torcedor?

OPINE!!!

Liderança após empate gera confusão. Só no Fogão

Leia o post original por Mion

Osvaldo vive assustado com a facilidade do Bota gerar pequenas crises. Mesmo assim é líder.

Osvaldo vive assustado com a facilidade do Bota gerar pequenas crises. Mesmo assim é líder.

       Cresci ouvindo imprensa e torcedores dizendo: tem coisa que só acontece com o Botafogo. E os fatos estão aí para comprovar que é a mais pura verdade. Após empatar com o Inter ontem por 3 a 3, o vestiário esquentou, alguns jogadores ficaram tensos e discutiram. A raiva quase tomou conta do ambiente. Graças ao experiente Seedorf a situação não piorou. Há muito tempo o clube carioca não realiza uma campanha tão equilibrada e figura entre os favoritos ao título. Não há razão para tanta ansiedade e descontrole.

De duas rodadas para cá os jogos estão mais equilibrados, os três primeiros colocados perderam pontos que normalmente ganhariam. O Cruzeiro empatou com Santos e perdeu para o Grêmio. O Coxa perdeu para o Vasco e empatou com a Portuguesa jogando em casa onde dificilmente desperdiça oportunidades. Então não é o Botafogo que fraquejou ao empatar dois jogos em casa. Além disso, Seedorf lembrou muito bem: o Inter possui jogadores de alta qualidade. Talvez o melhor elenco do país na atualidade, ainda não encaixou, quando acontecer poderá se tornar uma máquina de jogar bola. É o que o torcedor colorado espera, vamos ver se acontece. Muitas vezes grandes jogadores não formam um grupo vencedor.

Voltando ao Bota, a campanha é excelente. Hoje o torcedor tem motivos para ir a campo. O que parece incomodar constantemente é a calmaria, sempre tem que arranjar alguma justificativa para criar pequenas crises. Isso vai desgastando o ambiente gerando insegurança e instabilidade dentro de campo. O momento atual requer paz, concentração e entender que o importante é permanecer entre os quatro. O título está longe de ser definido e só a liderança não enche a barriga de ninguém. Se conseguir manter o ambiente tranqüilo e continuar trabalhando o Fogão tem chances reais de nas últimas cinco rodadas dar uma arrancada e conquistar o tão sonhado título.

Seedorf, além de craque um fora de série em tudo

Leia o post original por Mion

 

Seedorf, o craque do Fogão treina igual ou mais, faz questão de fazer parte do grupo sem regalias.

Seedorf, o craque do Fogão treina igual ou mais, faz questão de fazer parte do grupo sem regalias.

        Talvez o leitor ao ler o título deste comentário pensou: se ele é craque, lógico está na categoria de fora de série. Quando me refiro neste sentido avalio o atleta e o pessoal. Considero Seedorf genial com a bola, inteligente, habilidoso, técnico, forte, ágil, um jogador completo do mais alto nível. E aí está a sua grande virtude: pode ser exemplo para a nova geração de jogadores brasileiros talentosos promissores. Seedorf não precisa de visual diferenciado, declarações bombásticas ou regalias especiais. Simplesmente joga bola. E que bola!

Infelizmente no Brasil ainda a referência o estrelismo, marra de Ronaldinho Gaúcho e seu teatro fantasioso proporcionados pela fama e mídia muito forte prevalecem. No jogo contra o São Paulo, Paulo Henrique Ganso jogou muito melhor em comparação a R-10. Durante a partida Gaucho realizou duas ou três jogadas diferenciadas. Narradores e comentaristas babaram, supervalorizaram. Se analisarmos em termos práticos, como craque, não entrou em campo, foi um jogador normal como a grande maioria dos atletas da partida. Pouco produziu. E Ronaldinho é isso aí mesmo. Quando está motivado e com vontadde não passa de jogadas isoladas de efeito.

Seedorf, Messi, Cristiano Ronaldo (não estou fazendo comparações individuais entre eles) e outros craques mantêm alto nível durante a maior parte dos 90 minutos, não se resumem em apenas alguns lances isolados. Isso não existe no futebol, nunca existiu. No Brasil criamos esta grande ilusão: o craque pode ficar sumido a maior parte do jogo porque decide em um ou dois lances de maior talento. Pura bobagem, incentivou uma série de jogadores preguiçosos sem compromisso com os demais companheiros e resultados. Aquela história: os outros correm e eu fico parado porque decido o jogo. Craque participa do jogo com intensidade e utiliza seu talento para proporcionar vários lances aos companheiros, colabora em todos os sentidos, faz gols e decide.

Seedorf treina barbaridade, tem vigor físico impressionante. Poderia ficar paradão na meia-cancha enfiar algumas bolas e fazer alguns golzinhos. Além de craque, tem caráter e gosta de jogar bola, faz a diferença e já levou o Botafogo, neste início de 2013, ao patamar que tanto perseguia: ficar pelo menos entre os cinco melhores do país. Se Seedorf crescer ainda mais, seguido de perto pelo excelente Lodeiro, o Fogão pode figurar entre os três melhores e vai brigar por grandes conquistas.

Fogão o “Rei do Rio”. Conseguirá dar um passo maior?

Leia o post original por Mion

Apesar de pequenas turbulências, Bota manteve Osvaldo e colheu resultados. Mudou a mentalidade.

Apesar de pequenas turbulências, Bota manteve Osvaldo e colheu resultados. Mudou a mentalidade.

       Em 10 anos o Botafogo foi crescendo e nos últimos cinco conquistou a condição de dono do campeonato carioca. Se não foi campeão ficou com o vice (só pifou em 2011 quando teve que se contentar com o terceiro lugar). Acredito que agora o grande desafio seja dar um passo maior: lutar por títulos e melhores colocações nos certames nacionais. Depois sonhar mais alto e buscar conquistas internacionais. A base está aí, basta incrementar e proporcionar ao técnico Osvaldo Oliveira um grupo com mais opções de qualidade.

Citando o Osvaldo, finalmente diretoria e principalmente torcida acordaram: não adianta trocar de treinador a cada três meses. Osvaldo assumiu em dezembro de 2011 e agora o clube colhe os resultados do trabalho realizado em médio prazo. Voltando ao elenco, o Botafogo tem Jeferson, um dos três melhores goleiros do Brasil e na meia-cancha sobra qualidade: Seedorf, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel, e Lodeiro são titulares em qualquer time brasileiro. Talvez graças a este setor tão talentoso, o Bota faturou com facilidade o Carioca deste ano.

Para dar saltos mais significativos em termos nacionais, a diretoria deve pensar em dois laterais, um zagueiro e dois atacantes. Com cinco reforços de qualidade, sendo dois deles diferenciados, acima da média. Não tenho dúvida o Fogão vai brigar pelo título do Brasileirão e Copa do Brasil.

Além de um time, as opções de banco são fundamentais. Todos os poderosos do futebol brasileiro e mundial não possuem apenas 11 titulares, contam com pelo menos 15. As finanças do clube permitem? Este é o único obstáculo e cabe aos dirigentes avaliarem. Também não adianta trazer duas ou três feras e começar atrasar o pagamento. O mês tem 30 dias, jamais 60 ou até 90. Se isso acontecer todo o trabalho será jogado fora e o Bota voltará a ser um clube mediano como tantos outros que são grandes como instituição, mas pequenos em suas atitudes e irresponsabilidades administrativas.

 

Explosão de Seedorf teve razão de acontecer

Leia o post original por Mion

Seedorf explodiu com razão: os laterais apoiam sem compromisso de recompor a marcação.

Com aquele jeito de manso Osvaldo Oliveira tentou amenizar em entrevista coletiva a explosão emotiva de Seedorf no treino desta semana do Botafogo. Explicou que o holandês não está acostumado com a proporção das discussões entre jogadores. Não é bem assim. Longe do treino aqui em Curitiba já posso imaginar o que ele estava falando e reclamando: apontava para as laterais e é lógico, não precisa estar lá para saber, a mania dos nossos laterais serem apenas alas. Descem alucinadamente ao ataque e deixam buracos enormes. Os volantes e os zagueiros que se danem. Deem um jeito de tapar o buraco. Por isso hoje o Brasil tem volantes limitados, são conceituados muito mais pela força física, velocidade de que qualidade no passe ou criatividade iniciar a saída de jogo.

O pior de tudo… poucos qualificados. A maioria desce para tocar curtinho ou fazer um “chuveirinho” para a área. E eles e muitos técnicos acham que são cruzamentos. Independente da qualidade no apoio tem obrigação de voltar e recompor, ajudar a evitar o contra-ataque do adversário. Pelo menos fechar pelo meio para evitar buracos na defesa ou na cabeça-de-área. Roberto Carlos, Jorginho e tantos outros faziam isso. Por isso estão entre os melhores laterais do Brasil de todos os tempos.

Na verdade Seedorf não está acostumado com laterais descendo e pouco produzindo, deixando a defensiva desguarnecida. Lucas e Marcio Azevedo vão e não querem saber de nada. O miolo de zaga do Fogão já não é grande coisa e com as descidas dos dois, os adversários deitam e rolam. A razão da bronca de Seedorf foi esta. Tenho certeza. Os números também comprovam: o Bota briga por vaga na Libertadores, dos 10 primeiros colocados, tem a nona defesa mais vazada com 35 gols, só perde para o 10º colocado o Cruzeiro com 36. Na 7ª colocação, o Bota sofreu 12 gols a mais que o 6º colocado que é o Inter com 23 tentos sofridos. O líder Fluminense levou só 18. Já o ataque do Botafogo, entre os 10 primeiros colocados, é o segundo melhor, empatado com o Galo com 41 gols. Logo, o problema está na defesa. E grande parte porque os laterais descem alucinados e deixam buracos. Concluindo: Seedorf está certo e o técnico Osvaldo Oliveira tem que corrigir um erro que ele já deveria ter constatado. Não precisava Seedorf perder a razão e o seu batimento cardíaco subir a 160 como Osvaldo afirmou na entrevista.

Seedorf: idade só vale na carteira de identidade

Leia o post original por Mion

Além de craque, Seedorf impressiona pela velocidade, força e resistência física. Os 36 anos ficam fora de campo.

Percorrendo a história do futebol mundial são dezenas de casos de jogadores veteranos, craques que conseguem atingir idades bem avançadas sem perder qualidade, ao contrário, mostram mais bola aos 35 anos de que aos 25. Quando o Botafogo contratou Seedorf de 36 anos. Para alguns seria apenas uma jogada de marketing, outros pensavam em aposentadoria. Desembarcou no Rio no mês de julho, treinou já no dia de sua apresentação, não precisou de adaptação, afinal jogou apenas na Europa. Até seria normal um período de conhecer melhor o estilo brasileiro. Craque não tem este tipo de limitação. O resultado parcial é impressionante: 13 jogos em pouco mais de dois meses, 6 gols marcados, 7 assistências e 83% de seus passes certos, chegaram ao companheiro de time, fato raro do atual futebol brasileiro.

Assim como Seedorf outros jogadores podem ser citados, Marcos Assunção, Danilo, Juninho Pernambucano, Luis Fabiano, Felipe, Rogério Ceni, Zé Roberto e muitos outros. Neste aspecto o Brasil também está atrasado. Estacionamos na década de 80, na época o jogador que completava 32 anos tinha que parar. A mentalidade era assim: 21 anos jovem demais, 25 anos idade ideal e a partir dos 30, início de aposentadoria. O corpo humano não é uma conta matemática. No Grêmio os testes mostram que Zé Roberto está entre os cinco melhores preparos físicos aos 38 anos.

Pensando em Copa do Mundo, faltando 21 meses para a Copa do Mundo e a limitação técnica da seleção brasileira, o técnico Mano Menezes poderia analisar alguns jogadores mais veteranos para dar maturidade, principalmente qualidade técnica. Talvez não joguem os 90 minutos, entretanto podem contribuir com 20 ou 30 minutos pelo menos. A Copa do Mundo é tiro curto, se passarem por um período de preparação física bem planificada 30 dias antes da Copa não ficarão devendo nada pra ninguém. Futebol não tem idade, data de nascimento serve apenas na carteira de identidade.

A última chance da “penúltima” de Jóbson

Leia o post original por Mion

Jóbson já teve oportunidade no Fogão, Galo, Bahia e até no Barueri. Não aproveitou nenhuma.

Já perdi as contas das chances recebidas por Jóbson. A argumentação de levar em conta o ser humano tem limite. Qualquer um comete erros, porém insistir mais de cinco vezes é incapacidade emocional ou má vontade. Jóbson é um grande problema, não quer mais jogar futebol profissional de verdade. Além do mal que faz a ele mesmo, é um péssimo exemplo aos demais. Aos 24 anos não há a desculpa de ser garoto, aquele papo de ter cabeça vazia, inexperiente deslumbrado com a notoriedade. Até aos 20 anos ainda esta justificativa servia.

Do outro lado do “rio”, vemos Neymar desde aos 19 anos assumindo compromissos e levando a sério a carreira e respeitando a camisa do Santos e seleção brasileira. E Neymar é genial, Jóbson um excelente jogador. Talvez chegassse a craque. O Botafogo passa por uma fase complicada, jogou fora os seus atacantes. Até agora não explicou a saída de Loco Abreu, Herrera ainda pode arranjar a desculpa de uma proposta bem acima do potencial do clube.

Jóbson será mais um transtorno. Não vou chegar ao extremo de dizer que Jóbson deve encerrar a carreira, ainda tem clubes pequenos e até médios do futebol brasileiro que “engolem” jogadores boêmios, irresponsáveis e briguentos. O destino dele é esse: jogar mais uns quatro ou cinco anos em equipes de menor expressão. Que pelo menos tenha cabeça de fazer um pé-de-meia para não acabar na sarjeta. Parece absurdo o que estou falando? Não é, vou exemplificar citando um jogador da antiga com o mesmo estilo de Jóbson: Jota Maria, atuou no Pinheiros, Corinthians, Vasco e outros clubes. Com apenas 28 anos em 1990 encerrou a carreira no Esporte Clube Morrinhos em Portugal. Jota era craque de seleção, tanto que mesmo atuando no humilde Pinheiros do Paraná foi convocado para as seleções sub-17 e sub-20. Um menino de ouro, ótimo caráter e gente boa. Depois teve diversas oportunidades, entretanto a vida extracampo acabou com a sua carreira. O futebol brasileiro perdeu um grande talento. Espero que Jóbson não tenha o mesmo destino. Futebol de craque e cabeça … de bagre.

 

Fogão trouxe o arco e jogou fora a flecha

Leia o post original por Mion

Bota tem que explicar melhor a saída de Loco Abreu.

Não há dúvida que o Botafogo é o clube capaz de passar por situações inusitadas e geralmente sem explicações claras. Tem coisa que só acontece com o Botafogo, como se diz no Rio. A diretoria fez um esforço tremendo para trazer o craque Seedorf. Em poucas partidas o holandês comprovou toda a sua qualidade técnica em criar jogadas mais agudas, talento em extinção no futebol mundial, principalmente no brasileiro. Após uma luta insana consegue Seedorf, em seguida facilita a saída de Loco Abreu. Se antes tinha dificuldade na criação de jogadas, agora não possui quem empurre a bola para dentro do gol. Seedorf dá show de toques, abre espaços, faz gols entretanto falta aquele homem que complete a obra iniciada. No jogo de quarta contra o Palmeiras, os três gols aconteceram através dos meias Renato, Seedorf e Lodeiro. Loco Abreu sofreu para fazer mais gols por faltar armadores, hoje o Bota tem e Loco está no Figueirense. Bem longe do Fogão.

E tem algo muito estranho na saída de Loco Abreu logo após a chegada de Seedorf, ele entrou pela porta da frente e Loco saiu pela dos fundos, quietinho sem muito alarde. Qualquer outra torcida não aceitaria passivamente a saída de seu grande artilheiro. A imprensa também não deu importância, talvez saiba mais detalhes dos bastidores e não torne público. E os números de Loco são dignos de destaque. Abreu chegou ao Bota em 2010, realizou 101 jogos marcou 62 gols: média de 0,61. Poucos jogadores no futebol brasileiro atingiram tal marca na última década no futebol brasileiro. Em dois anos ficou entre os 5 principais artilheiros do futebol brasileiro.  Os gols e números mais importantes comprovam:

Campeonato Carioca 2010 – 9 gols

Campeonato Carioca 2011 – 9 gols (vice-artilheiro do certame)

Campeonato Carioca 2012 – 11 gols (vice-artilheiro)

Campeonato Brasileiro 2010 – 11 gols (5º maior artilheiro do campeonato)

Campeonato Brasileiro 2011 – 13 gols (novamente em quinto lugar na tábua de artilheiros)

Os números estão aí, Loco só evoluiu no campeonato carioca de 2012 fez mais gols do que 2011 ( 11 contra 9) e no Brasileiro também 13 gols em 2011 contra 11 de 2010. Em 2012, logo após o Carioca houve uma queda de rendimento. Loco Abreu caiu em baixa, ficou triste e desanimado. Algo aconteceu. Voltando ao assunto principal: de maneira sorrateira Loco deixou o Fogão, entrou em uma furada (na verdade foi tirar férias nas praias de Santa Catarina), o Figueira que me desculpe, mas não dá.

A equipe tem o craque criativo Seedorf, acompanhado em alto nível por Renato, Andrezinho e Felipe Gabriel, sem contar com o menino uruguaio Lodeiro, que ainda vai dar muito o que falar.

A meia-cancha está recheada de qualidade, porém falta o goleador nato. Apesar da falta de um centroavante, o ataque alvinegro está entre os três melhores da Série A, só perde para o Galo e fica ao lado do Coritiba. O maior problema é a defesa, uma tremenda peneira. Nas últimas partidas o Bota joga bem, mas tropeça. O goleador da equipe é Andrezinho com 7 gols e Elkeson que ocupa a vaga de Loco marcou apenas 5 gols. Imagine se Abreu estivesse no ataque, não tenho dúvida o Bota estaria brigando pelas três primeiras posições. Sem Loco e a defesa furada, o Fogão ocupa apenas a sétima colocação. Com a palavra e explicações, a diretoria do Bota e o técnico Osvaldo Oliveira. Por que Loco Abreu está de “castigo” no Figueirense e não no Fogão?