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Opinião: cancelamento do GP Brasil é choque de realidade no país

Leia o post original por Perrone

O cancelamento do GP Brasil de Fórmula 1, agendado para novembro, é  um choque de realidade no país que parece ignorar o fato de que ainda não controlou a pandemia.

Os mais de mil registros de novos óbitos por covid-19 quase todos os dias não provocam o impacto que deveriam na sociedade. Rola um “segue o jogo” quase que geral. Não faltam candidatos a ilusionistas. Eles torturam números aqui e pegam carona numa fake news ali para sustentar que a gravidade do caso é tentativa de lavagem cerebral por parte de jornalistas comunistas inimigos de Jair Bolsonaro.

Ler sobre o cancelamento em meio a seguidas notícias de reabertura e retomadas de atividades nas mais diversas áreas pode ter o efeito positivo de fazer o Brasil refletir se está tratando o problema da maneira certa.

É como se os americanos que controlam a Fórmula 1 dessem um cutucão nos nossos governantes e falassem: “prestem atenção no que estão fazendo”.

Vale lembrar que o GP dos Estados Unidos também foi cancelado. Claro, assim como aqui, a crise sanitária, de maneira geral, é enfrentada com uma série de erros. México e Canadá também foram riscados do mapa da categoria neste ano.

Seria incrível se os cartolas do nosso futebol entendessem a profundidade do recado que a Fórmula 1, indiretamente, manda para eles. Os dirigentes perceberiam como estão colocando seus funcionários em risco, por mais detalhados que sejam seus protocolos de segurança. É só notar que as contaminações de jogadores continuam ocorrendo. E ainda tem o efeito quase alucinógeno que o futebol pode causar fazendo torcedores acreditarem que está tudo bem e baixarem a guarda contra o novo coronavírus.

É constrangedor que esse chacolhão seja dado por executivos que também colocam em risco os funcionários que movimentam seu negócio.  A Fórmula 1 não deveria ter voltado em canto nenhum do mundo para priorizar a saúde dos seus.

Essa opinião é de quem, desde Jacarepaguá, se acostumou a ir ao autódromo para assistir o GP Brasil. Foram raras as ausências. Triste não poder cumprir o ritual em 2020, mas a medida é acertada.

Pole de número 90 chega com maturidade de Hamilton como ativista

Leia o post original por Perrone

Lewis Hamilton conquistou neste sábado, na Hungria, a pole position de número 90 de sua carreira. É emblemático que a marca histórica venha no momento em que o inglês assume seu papel de líder negro no esporte.

Uma série de fatores parece contribuir para que em 2020 o piloto da Mercedes use com uma intensidade que não havia adotado antes sua voz para combater o racismo e promover a inclusão de negros num dos esportes mais elitizados do mundo.

O movimento global iniciado  nos Estados Unidos para protestar contra a violência policial que sufoca e mata negros foi o empurrão que faltava para Hamilton evoluir como ativista.

Tal impulso talvez não tivesse movido o inglês caso não o encontrasse maduro dentro e fora das pistas.

Os seis títulos mundiais, a chuva de recordes, incluindo o de poles, e a experiência natural de quem envelhece, engrossaram voz do hexacampeão.

Ele percebeu esse poder e passou a falar alto por uma F-1 mais inclusiva. Seu barulho faz eco e dá para perceber algum movimento na estrutura da categoria para dar satisfação a seu maior astro no momento e, para boa parte dos fãs, o maior de todos os tempos.

Os efeitos ainda são tímidos, como gestos de apoio ao movimento Black Lives Matter e a indicação de uma integrante negra do time Mercedes para receber um troféu. Isso, além da pintura alusiva à causa negra nos carros da equipe alemã.

Mas foi dada a largada. Nessa área, é como se Hamilton estivesse brigando por sua primeira pole. A caminhada não será fácil, como não foi moleza chegar à marca de assegurar o primeiro lugar no grid por 90 vezes

Porém, a estrela da Mercedes parece preparada para, depois de impor sua história de sucesso à bolha em que negros não conseguiam entrar, ajudar a criar as bases para que um dia negros triunfando na F-1 não sejam casos isolados, como uma pole position única, obra do acaso.

Lewis Hamilton deve ser campeão de novo !

Leia o post original por Nilson Cesar

A Mercedes Benz e Lewis Hamilton devem ganhar tudo de novo nesta temporada. Teremos uma temporada de fórmula 1 atípica e não vejo outra equipe capaz de superar a Mercedes . Hamilton está alguns furos acima dos demais pilotos e ele também faz a diferença . Ferrari deve ser o segundo time do ano. Não estou acreditando em nenhuma surpresa nesta temporada . Teremos um ano mais enxuto e todos terão que…

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Apesar de pandemia, GP Brasil mantém previsão de vender ingressos em abril

Leia o post original por Perrone

Apesar de uma série de adiamentos no Mundial de Fórmula 1 provocada pelo avanço do novo coronavírus, o GP Brasil mantém o seu cronograma inicial.

 A previsão de começar a venda de ingressos em abril está mantida. A corrida está marcada para 15 de novembro. A informação foi dada ao blog pela assessoria de imprensa da organização do evento.

Vale lembrar que, tradicionalmente, a maior parte da comercialização das entradas é feita pela internet.

Chase Carey, CEO da F-1, já anunciou que o calendário sofrerá várias alterações e que a competição terminará depois do previsto. A data de encerramento escolhida era 29 de novembro. O GP brasileiro é o penúltimo do ano. O dirigente, no entanto, não detalhou se a prova em São Paulo será afetada.

Por conta da pandemia, o campeonato de 2020 ainda não começou. Já foram canceladas as etapas de Austrália e Mônaco. As provas marcadas para Azerbaijão, China, Bahrein, Holanda e Espanha foram adiadas.

“Reconhecemos que existe um potencial significativo de novos adiamentos no atual calendário. No entanto, nós e nossos parceiros esperamos que a temporada comece em algum momento do verão (europeu), com um calendário revisado e com entre 15 e 18 provas”, escreveu Carey em nota oficial. Estavam programadas 22 etapas.

Ele também explicou que as tradicionais férias de verão dos envolvidos no campeonato foram antecipadas para março e abril  Assim, o período original do recesso de verão será aproveitado para realizar provas adiadas.

Após notificação do Procon, GP Brasil libera entrada parcial de alimentos

Leia o post original por Perrone

O Procon de São Paulo notificou nesta quarta (13) a organização do Grande Prêmio Brasil, que será disputado neste domingo (17) no autódromo de Interlagos, sobre o veto à entrada de alimentos levados pelo público. O órgão alertou que proibir o ingressos dos torcedores com todo tipo de alimento pode configurar prática abusiva. A medida foi tomada depois de o blog questionar à instituição se a proibição fere os direitos dos consumidores. Após serem notificados, os organizadores alteraram suas regras e informaram que permitirão o ingresso no autódromo de três itens alimentares por pessoa, desde que seguidas suas regras.

Em nota enviada por e-mail, a assessoria de imprensa do órgão de proteção ao consumidor confirmou a notificação.  “O Procon-SP recomendou aos organizadores por meio de notificação enviada no início da tarde de hoje – com confirmação de recebimento – a adoção imediata de medidas para a não restrição de entrada de alimentos durante o evento Fórmula 1 Heineken Grande Prêmio do Brasil 2019. A recomendação é que somente sejam proibidos alimentos e seus congêneres que impliquem em risco à saúde e segurança do consumidor. Não permitir que as pessoas consumam alimentos comprados fora do evento sem justificativa compatível com o resguardo da segurança e saúde dos consumidores pode configurar prática abusiva – artigo 39, caput do Código de Defesa do Consumidor. A não observação da recomendação será objeto de fiscalização”, diz o comunicado.

No site oficial do GP, a organização informa na seção  “dúvidas frequentes” que é “terminantemente proibida” a entrada de uma série de itens, entre eles “alimentos, seja para consumo próprio ou que representem intuito de comercialização”.  Antes de relacionar tudo o que é vetado, o site justifica as proibições, que incluem armas e explosivos, além de comida, por questões de segurança pública, coletiva e sanitária. Também há menção a itens que não obedeçam às normas legais e sanitárias”. Não havia até antes da notificação feita pelo Procon uma relação de alimentos que possam ser levados.

Indagada pelo blog se as regras seriam alteradas por conta do alerta feito pelo órgão de defesa do consumidor, a assessoria de imprensa da organização enviou nota na qual informa a liberação de alguns alimentos. Veja abaixo.

“Não será permitido o acesso com alimentos que representem intuito de comercialização ou que possam representar riscos à segurança. Será considerado um limite de até 03 (três) itens por pessoa, desde que devidamente lacrados, como: alimentos industrializados (exemplos: biscoitos, torradas, barras de cereal, etc.) e frutas cortadas e acondicionadas em embalagem transparente e não rígida, do tipo “Zip Lock”. Qualquer quantidade que exceder este limite poderá ser descartada na entrada do evento”.

O blog apurou que os organizadores argumentaram com o Procon que a liberação de entrada com alimentação poderia colocar em risco a saúde dos torcedores. Isso pela possibilidade de alimentos estragarem após longo período sem refrigeração. Não é permitido o uso de caixas térmicas.

“Não é aceitável que proíbam o consumidor de levar seu próprio alimento para impedir a  concorrência com o que é vendido lá dentro. Em relação à questão sanitária, quem fiscaliza precisa ter bom senso. Entrar com uma barra de cereal, um pacote de salgadinhos que não vai estragar, não é problema”, disse ao blog Fernando Capez, diretor executivo do Procon.

Ele orientou os consumidores que tiverem alimentos barrados sem a devida justificativa, principalmente os não facilmente perecíveis, a documentarem a proibição. “Eles devem registrar o caso, se possível, com seus celulares, e entrar em contato com o Procon. Nós vamos analisar se cabe multa à organização”, afirmou Capez. A entrevista foi concedida antes das novas regras. Os organizadores também impedem a entrada com protetor solar em embalagens maiores do que 120 ml. De acordo com Capez, a limitação não é ilegal.

 

 

Bom de ‘mecânica’, tática e técnica, Lauda simboliza era romântica da F-1

Leia o post original por Perrone

Com  a morte de Niki Lauda nesta segunda (20), a Fórmula 1 perde uma das principais referências de sua era romântica. O austríaco está entre as lendas da época em que as ultrapassagens aconteciam aos montes, tocar roda com roda era normal, e não existiam regras que hoje impedem a agressividade nas pistas.

Lauda era rápido, técnico e estrategista. Foi um dos responsáveis por este blogueiro criar o hábito mantido até hoje de passar quase duas horas nas manhãs de domingo em frente à televisão para assistir às corridas.

Comecei acordando para ver Emerson Fittipaldi. Daí fui descobrindo outros gigantes das pistas que não falavam português. Lauda é um desses caras inesquecíveis. Depois ainda o vi no asfalto com Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Lembro como comemorei a ultrapassagem de Senna, iniciante, com uma Toleman, sobre o veterano Lauda, de McLaren, no GP de Mônaco em 1984. Valia o segundo lugar. É uma das manobras mais marcantes da F-1, na curva, sob chuva, feita por um jovem promissor em cima de um piloto lendário.

Comparar Niki com os pilotos de hoje é difícil. Os carros exigiam muito mais braço. O acerto das máquinas nos finais de semana dependia mais dos pilotos do que hoje em dia com tanta tecnologia. E ele tinha sensibilidade para tirar o melhor do carro, manjava da parte mecânica da brincadeira. Pra finalizar, sabia controlar os bólidos como só gênios da categoria sabem. Conquistou três títulos mundiais numa era que tinha muita fera pilotando, e em que a diferença entre os carros era bem menor do que hoje. Sobrava gente no grid brigando pela vitória. Perdão pelo saudosismo, mas lá se vai mais um símbolo dos bons e velhos tempos da F-1.