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Médico da FPF sugere gol sem abraço de jogadores na volta do Paulista

Leia o post original por UOL Esporte

Final do Campeonato Paulista de 2020. Quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Zero a Zero. Escanteio. Zagueirão no ataque sobe e marca de cabeça o gol do título. Corre sozinho para comemorar. Nenhum companheiro o abraça. Nem chega perto dele. Não rola abraço entre ninguém. Essa cena imaginária parece impossível, mas, algo parecido pode acontecer quando a quarentena para combater a transmissão do novo coronavírus acabar e (se) o Estadual for retomado.

A possibilidade existe porque Moisés Cohen, presidente da comissão médica da FPF, planeja recomendar aos jogadores que não se abracem e não tenham outro tipo de contato ao comemorarem gols.

“Temos que dar o exemplo, mesmo se tivermos segurança de que ninguém está contaminado. Então, faz o gol, pula sozinho para conmemorar. Se todo mundo se abraçar, imagina o reflexo que isso pode ter no torcedor. O cara que está assistindo pela TV vai falar: ‘se eles estão se abraçando não tem perigo’. Daí ele pode sair abraçando todo mundo”, afirmou Cohen.

Na próxima segunda, ele fará uma videoconferência com médicos de clubes paulistas para discutir protocolos de saúde para quando os jogos forem retomados. O projeto não está fechado e depende também das alegações das agremiações.

O cenário ideal para Cohen é que todos os times fiquem concentrados durante 15 dias para terminar o Campeonato Paulista. No início da concentração, os jogadores fariam testes para saber se foram contaminados pelo novo coronavírus. Nesse caso, quem testar positivo é afastado.

As diferentes condições financeiras e de estrutura entre os clubes pode ser um obstáculo. Há times que sinalizaram que teriam que manter o elenco num hotel e que não têm verba para isso.

Hoje, um problema seria conseguir os testes. Obter kits suficientes para aumentar a testagem é uma das principais dificuldades das autoridades brasileiras da área da saúde.

“Precisamos ver como estarão as coisas quando o campeonato puder voltar. É possível que a necessidade de testes em outros países já tenha diminuído e que a compra não seja tão difícil”, afirmou Cohen.

Se você achou estranha a história de comemorar gol sem abraço, pode se preparar porque o Campeonato Paulista pode voltar com outras cenas inusitadas.

Indagado pelo blog sobre as zonas mistas (locais em que a imprensa espera pela passagem de atletas para tentar entrevistá-los), o médico pensou numa inovação.

“Não tinha pensado nisso. Mas ouvindo você falar, acho que isso tem que mudar. As entrevistas podem continuar acontecendo, mas com os jogadores nos estádios e os repórteres em suas casas. Pode ser por videoconferência, como fazemos quase tudo hoje”, declarou Cohen.

E o que fazer com as rotineiras rodinhas de jogadores em volta dos árbitros para reclamar? “Também não tinha pensado nisso, mas vai ter que acabar. Acho que vai ter que dar cartão amarelo logo. Essa questão da transmissão do vírus (facilitada pelo contato físico ou proximidade entre as pessoas) vai ter reflexo em tudo. Até no pipoqueiro que trabalha no dia do jogo”, disse o médico da federação.

A diretoria da FPF ainda não tem sinalização do Governo Estadual de quando os jogos poderão voltar a ser realizados. Porém, a entidade trabalha com a hipótese de partidas sem torcida no primeiro momento em que as regras de distanciamento social forem relaxadas.

“Temos que esperar, falar em voltar com os campeonatos agora é irresponsabilidade. O futebol tem que dar o exemplo porque tem muita visibilidade. Voltar neste momento, mesmo com portões fechados, seria um estímulo para as pessoas romperem o isolamento. Na reunião que tive com os presidentes da Série A-1 tentei mostrar o que está acontecendo, a gravidade da situação”, disse o médico.

O presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos assegura que a competição será retomada

 

Por fim de torcida única, presidentes da CBF e da FPF se reúnem com Doria

Leia o post original por Perrone

Na próxima segunda (9), o presidente da CBF, Rogério Caboclo, e Reinaldo Carneiro Bastos, que preside a Federação Paulista de Futebol (FPF), irão se encontrar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O principal tema da reunião será a imposição de torcida única nos clássicos paulistas. Os dirigentes defendem o fim da medida imposta em 2016 pela Secretaria de Segurança Pública do Estado com apoio do Ministério Público estadual e da Polícia Militar.

Cartolas dos grandes clubes paulistas também são esperados no encontro.

Em novembro do ano passado, a CBF chegou a anunciar que em janeiro de 2020 seu presidente se encontraria com Doria para tentar buscar, em conjunto com todos os interessados, “uma solução definitiva para essa situação”.

Também deve entrar na pauta do encontro o veto de Doria à lei que permitiria a volta da venda de bebidas alcoólicas nos estádios paulistas.

Apesar de irritação com FPF, São Paulo está longe de romper com entidade

Leia o post original por Perrone

Apesar da irritação de dirigentes do São Paulo com a Federação Paulista por conta de recentes erros de arbitragem contra o time, o clube está longe de romper com a entidade, como fez o Palmeiras em 2018.

Isso principalmente porque os cartolas tricolores entendem que a FPF recebeu suas críticas de maneira respeitosa e num clima propício ao diálogo. Nos bastidores do Morumbi o discurso é de que os dirigentes da entidade admitiram os erros contra a equipe e que prometeram tomar providências.

Do lado da federação há  um sentimento de compreensão com as queixas do clube. Mauro Silva, um dos vices da casa, conversou com jogadores, como Tiago Volpi, e agradeceu pelo comportamento deles diante dos erros de arbitragem no empate com o Novorizontino. Isso porque crê que eles tiveram calma para evitar uma rebelião de maiores proporções em campo.

Na ocasião a FPF admitiu que dois gols tricolores foram anulados incorretamente e que a equipe sofreu com a não marcação de dois pênaltis a seu favor.

Como mostrou a coluna De Primeira, o São Paulo montou uma ofensiva para cobrar a FPF. Foram pelo menos três ligações com cobranças feitas entre sábado, dia do jogo contra o Corinthians em que o clube reclamou da não marcação de um pênalti que teria ocorrido a seu favor, e a última segunda.

O presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, telefonou para Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da federação, que estava na Itália.

Os dirigentes remunerados  Raí e Alexandre Pássaro ligaram para Mauro Silva. Nos telefonemas, os cartolas do São Paulo repetiram críticas que foram feitas em público por Lugano e Raí.

Em entrevista coletiva depois do empate sem gols com o Corinthians, Raí chegou a dizer que seu clube tem sido roubado em jogos em casa e que isso não pode acontecer.

Apesar da forte cobrança, nenhuma das conversas descambou para o bate-boca, o que sustenta a tese de que um atrito maior está descartado neste momento.

Leco não se pronunciou publicamente sobre o tema. Mas gente que conversou recentemente com o dirigente tricolor o descreve como muito irritado com a Federação Paulista, porém, sem citar a possibilidade de rompimento.

FPF assina acordo com entidade de combate à corrupção no esporte

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Na última segunda (17), a Federação Paulista de Futebol assinou acordo de cooperação com a SIGA (sigla em inglês para Aliança Global de Integridade Esportiva). A nova parceira da FPF é uma entidade internacional que desenvolve ações voltadas, principalmente, para boas práticas de gestão, fair-play  financeiro e combate à corrupção.

 Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da federação, assinou o acordo pela entidade em Roma, na Itália.

A SIGA vai ajudar a FPF a estudar mudanças em seu estatuto e regulamentos visando o combate à corrupção no futebol dentro de sua jurisdição.

Haverá ações para promover governança e compliance, como reuniões, intercâmbio de informações e eventos. As atividades vão envolver os clubes paulistas.

No dia 22 de agosto deste ano deve acontecer um seminário da SIGA em São Paulo.

Por conta da concretização do acordo, o presidente da FPF se ausentou da entidade no auge das críticas do São Paulo contra a arbitragem no Estadual. A viagem já estava programada antes de a crise ocorrer.

O que mudou na relação entre Palmeiras e FPF

Leia o post original por Perrone

Mais de um ano após ter rompido com a Federação Paulista de Futebol, o Palmeiras entende estar numa fase de reconstrução de seu relacionamento com a entidade.

O clube se afastou da FPF por acreditar ter havido interferência externa  anulação de um pênalti a seu favor na final do Estadual de 2018, contra o Corinthians, que se sagrou campeão.

Hoje, a avaliação da diretoria palmeirense é de que parte de suas reivindicações, feitas depois daquele episódio foi, atendida. Por isso não há motivo para manter a mesma postura extrema de antes.

A decisão é de voltar a participar de reuniões na FPF nas quais o clube julgue ser importante se posicionar.

Mas, por enquanto, é improvável a presença de Maurício Galiotte. O presidente deve enviar representantes quando considerar ser interessante participar das reuniões na federação.

Antes, por conta do momento crítico, a diretoria entendia ser mais importante protestar com sua ausência. Entre os pedidos que o Palmeiras considera atendidos, o principal é o uso do VAR, utilizado nos mata-matas do último Paulistão.

O alviverde entende ter sido importante para a implantação do sistema no campeonato estadual.

No clube, a informação é de que depois de um áudio de comunicação entre uma equipe de arbitragem ser usado pelo STJD, o mesmo deve acontecer no próximo Estadual.

A gravação e a disponibilização do material em casos de dúvida era outro pedido dos palmeirenses.  No alviverde é dado como certo que após o STJD utilizar áudio no julgamento que rejeitou pedido de anulação feito pelo Botafogo em jogo contra o próprio Palmeiras, o TJD agirá da mesma forma no Paulista.

A aproximação só não é maior porque Galiotte tem pelo menos uma reivindicação que não foi atendida. Ele ainda quer a troca da cúpula da arbitragem da FPF.

A visão da FPF

Por sua vez, a federação entende que o pedido é descabido. O exemplo dado na entidade é que seria o mesmo que a FPF se envolver na administração do clube.

Mesmo assim, Bastos  enxerga a situação de maneira parecida com a de Galiotte. O relacionamento não é o mesmo de outrora, mas está sendo reconstruído.

Em entrevista ao portal da Band, na última terça (25), o presidente da FPF disse que a relação é “sem dificuldades. Não é igual era antigamente, mas tenho uma relação muito boa com o Maurício [Galiotte], com o Palmeiras”. Ele também afirmou que o problema é página virada.

Internamente, a ausência do alviverde nas reuniões da FPF era vista como um buraco na política de Bastos de ouvir os clubes. Ele quer que essa seja uma das marcas de sua administração.

Por isso é importante para a federação o Palmeiras voltar a ocupar sua cadeira em encontros na entidade. Mesmo que não seja em todos e não pelo presidente.

Recentemente, Bastos e Galiotte se encontram em eventos fora da FPF e tiverem breves conversas que ajudaram a consolidar o novo status.

 

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Afastado de política, grupo do Palmeiras valoriza taça do ‘Paulistinha’

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Enquanto a diretoria do Palmeiras diminui o Estadual chamando a competição de “Paulistinha”, jogadores e comissão técnica valorizam um eventual título do campeonato. O discurso interno é de se afastar da briga política, apesar de atletas já terem criticado a FPF nesta temporada, e se empenhar para levantar a taça.

Neste domingo (7), os palmeirenses fazem o segundo jogo com o São Paulo, agora no Allianz Parque, na disputa por uma vaga na final. São vários os motivos para o grupo enaltecer uma possível conquista de título. Um deles é considerar forte o nível da competição com os quatro grandes nas semifinais. Outro é a importância que a torcida dá para vitórias e derrotas diante de seus maiores rivais. Além disso, o clube deu a volta olímpica no Estadual pela última vez em 2008. Quebrar o jejum daria fôlego ao elenco e a Felipão, cobrados por torcedores para apresentarem resultados compatíveis com o investimento feito pela diretoria. A eliminação nas semifinais ou a perda do título na final, pela segunda vez seguida, azedariam o clima pouco antes da estreia no Brasileirão.

Apesar das provocações da diretoria à FPF, ostentar o título paulista no currículo é algo que o mercado do futebol valoriza e isso também é colocado na balança pelos palmeirenses. Felipão, por exemplo, nunca venceu o estadual de São Paulo. É uma das raras lacunas em sua galeria de troféus de Copa do Mundo, Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil, entre outros. Quem convive com o treinador enxerga nele motivação de sobra para ganhar a competição.

Os ataques à federação acontecem desde que o alviverde deixou escapar o título em casa na final do Estadual de 2018 e alegou ter ocorrido interferência externa na arbitragem na anulação de pênalti a favor do Palmeiras que perdeu o caneco para o Corinthians.

A bronca dos dirigentes palmeirenses  com a FPF não passou. E nem a vontade de detonar a competição. Mesmo assim, você deverá ver os jogadores da equipe comemorando muito se passarem para a final. E o mesmo numa eventual conquista de título.

Antes de polêmica sobre VAR, Palmeiras rejeitou palestra da FPF

Leia o post original por Perrone

Antes da polêmica entre Federação Paulista e Palmeiras por conta do VAR, o alviverde recusou oferta da FPF para fazer uma palestra sobre o árbitro auxiliar de vídeo no clube. Consultada pela entidade, a direção palmeirense agradeceu, mas disse que já tinha participado de evento semelhante via Conmebol e CBF. A assessoria de imprensa da agremiação confirmou a informação ao blog.

Além de apresentações aos jogadores e comissões técnicas das equipes envolvidas nas quartas de final do Campeonato Paulista, a federação convidou treinadores para irem até a entidade para operar o equipamento de VAR. O corintiano Fábio Carille e o são-paulino Vagner Mancini foram até a entidade para fazer os testes. O palmeirense Felipão e o santista Sampaoli não apareceram.

A assessoria de imprensa de Felipão não fala com o blog, mas disse ao UOL Esporte que o “Palmeiras  não foi (à sede da federação em reunião sobre as quartas de final). Scolari é funcionário do Palmeiras.”. Por sua vez, o departamento de comunicação palmeirense disse que não chegou ao clube convite específico para o técnico testar o VAR. Também ao UOL Esporte, a assessoria de imprensa do Santos disse que Sampaoli não compareceu porque estava viajando com o time quando recebeu o convite.

Na fase de preparação para o uso do árbitro de vídeo, a FPF teve a intenção de deixar treinadores, jogadores, dirigentes e jornalistas operarem o sistema para sentir suas dificuldades. Este blogueiro operou o simulador do VAR. Além de Mancini, os são-paulinos Hudson, Hernanes e Lugano, superintendente institucional do clube, participaram dos testes, assim como o corintiano Andrés Sanchez.

Nas palestras realizadas nos clubes, a equipe da federação explica quando o árbitro de vídeo pode entrar em ação, os procedimentos a serem adotados pelos juízes em campo e o que espera do comportamento dos atletas. Dos oito participantes das quartas de final apenas o Palmeiras avisou que não gostaria de receber o estafe da FPF para a palestra.

Justamente no primeiro jogo do time nos mata-matas do Estadual, o empate em um gol com o Novorizontino, houve polêmica com o VAR. Os palmeirenses reclamam de um toque de Murilo Henrique com o braço antes do lance do gol do adversário. A federação respondeu em rede social com a imagem que a equipe de arbitragem utilizou para validar o lance, alegando que não houve infração. O clube respondeu afirmando que a federação tenta defender o indefensável.

Palmeiras e FPF se desentendem desde a final do Campeonato Paulista do ano passado, vencida pelo Corinthians no Allianz Parque. O time da casa alega que teve um pênalti a seu favor anulado após interferência externa na arbitragem, o que a federação nega ter acontecido.

Com Arthur Sandes, Diego Salgado e Eder Traskini, do UOL em São Paulo e colaboração para o UOL em Santos

Desprezo ao ‘Paulistinha’ tem a ver com choradeira ou possível eliminação???

Leia o post original por Craque Neto

Vejam como são as coisas, na última quinta-feira (21) o Palmeiras foi o único clube classificado para as quartas do Paulistão que não levou representantes na reunião da FPF para a definição das datas e horários dos jogos. Tal atitude é represália a perda do título na temporada passada, quando o Verdão foi derrotado pelo arquirrival Corinthians em pleno Allianz Parque. Aquela choradeira de arbitragem e tal, lembram? Pois é, nesse ano o presidente Maurício Galiotte tinha prometido lançar a campos os meninos do Sub-20 para a disputa do Estadual. Isso mesmo! Ele afirmou em alto e bom tom que […]

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Desprezo ao ‘Paulistinha’ tem a ver com choradeira ou possível eliminação???

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Vejam como são as coisas, na última quinta-feira (21) o Palmeiras foi o único clube classificado para as quartas do Paulistão que não levou representantes na reunião da FPF para a definição das datas e horários dos jogos. Tal atitude é represália a perda do título na temporada passada, quando o Verdão foi derrotado pelo arquirrival Corinthians em pleno Allianz Parque. Aquela choradeira de arbitragem e tal, lembram? Pois é, nesse ano o presidente Maurício Galiotte tinha prometido lançar a campos os meninos do Sub-20 para a disputa do Estadual. Isso mesmo! Ele afirmou em alto e bom tom que […]

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‘Porta-voz’, Lugano diz que momento crítico o fez se reaproximar do futebol

Leia o post original por Perrone

Há um pelotão de jornalistas buscando respostas para a crise do São Paulo. No alto da escada na sede da Federação Paulista de Futebol aparece Raí. Profissionais se preparam para ouvir o executivo de futebol do clube do Morumbi. Mas ele abre uma porta lateral e se retira. Lugano, superintendente institucional tricolor, toma a direção oposta e se dirige para a muvuca. Com paciência, responde sobre tudo. Atrito entre Jean e Mancini, possível vinda de Pato, críticas da torcida, chegada de Cuca. Sempre sem nervosismo.

A cena ocorrida nesta quinta (21), após a reunião sobre detalhes das quartas-de-final do Campeonato Paulista, mostrou um “porta-voz” com sotaque carregado representando o clube em momento de crise. Não que Raí tenha saído de cena, ele havia dado entrevista na noite anterior depois do empate da equipe com o São Caetano.

Na FPF, foi a vez de o uruguaio, de estilo despojado, metido num blazer e vestindo calça jeans, dar sua cara à tapa. Ele tem sido cada vez mais presente no futebol do clube, apesar de seu cargo não estar diretamente relacionado ao departamento. Perguntado por este blogueiro sobre sua proximidade com o cotidiano da equipe, ele disse: “o momento exige”. Então, quando a crise passar, vai se afastar? “Provavelmente, como eu já fiz (antes)”, respondeu o uruguaio, rindo.

O discurso na diretoria, porém, é de que mesmo quando a tempestade se for o ex-zagueiro vai continuar ligado ao futebol. Raí e o presidente Leco pediram sua reaproximação, após certo distanciamento, e entenderam que ele deveria estar ainda mais presente do que antes. E sendo mais ouvido em casos importantes. Seu perfil é considerado diferente do ostentado pelo ex-meia. É visto como mais enérgico, enquanto o executivo de futebol é tido como ponderado. A direção acredita ser importante esse contraste para criar equilíbrio. Lugano também é definido como um personagem importante para administrar o vestiário.

No salão no térreo do prédio federação, ele mostrou habilidade na administração de temas espinhosos diante da imprensa. Foi assim ao negar que o fato de Vagner Mancini ser treinador interino deu força para o goleiro Jean se insurgir contra o técnico. E também para rechaçar a tese de que o arqueiro desrespeitou a instituição que Lugano tanto defende. “Não, ele estava de cabeça quente, já passei 20 mil vezes por situações assim”, afirmou.

O uruguaio baseia seu discurso na tese de que problemas sempre acontecem, mas que agora, graças ao universo digital, os vazamentos são mais frequentes e tudo ganha uma proporção maior. E como resolver o problema? “Jogando melhor, tentando ganhar o Campeonato Paulista, que talvez não tenhamos valorizado na minha época (como jogador)”, declara.

Sem fechar a cara ou alterar o tom de voz, Lugano foi apagando incêndios, transformando entrevistas em bate-papo. “Eu e Raí sabíamos onde a gente estava se metendo”, afirmou ao comentar as críticas da torcida.

Diferentemente de quando chegava forte nos adversários em campo, Lugano foi gentil até ao falar de jogador adversário. Isso aconteceu ao ser questionado pela reportagem do site “Meu Timão” sobre o zagueiro Bruno Méndez, contratado pelo Corinthians. “Menino com um perfil muito bom, acho que o Corinthians contratou um ótimo jogador. É difícil no futebol que um jogador novo tenha essa visão, essa perspectiva de mundo (que o compatriota tem). Desejo o melhor do mundo pra ele. E ele é zagueiro, uruguaio”, derreteu-se o dirigente são-paulino.

Depois de cerca de 30 minutos atendendo a imprensa e tentando compartilhar a imagem de um São Paulo que se preocupa com a crise, mas não entra em desespero por causa dela, Lugano deixou a federação com pinta de bombeiro.

Com Arthur Sandes e José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo