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São Paulo segue freguês na Arena da Baixada

Leia o post original por Fernando Sampaio

São Paulo segue freguês na Arena da Baixada

Deu a lógica.

Atlético PR 1×0 São Paulo.

Deu Furacão na Arena da Baixada.

Incrível, o Tricolor jamais venceu lá.

Denis evitou ao máximo a derrota. Fez grandes defesas. No final acabou traído pela defesa. Michel Bastos não marcou o escanteio curto. O cruzamento ainda desviou no camisa sete e traiu o goleiro. Só Rodrigo Caio foi na disputa da bola, havia dois adversários. Não dá para colocar a culpa só no goleiro.

O São Paulo continua na parte de baixo da tabela.

 

Santos, do Furacão, põe o Santos na liderança

Leia o post original por Antero Greco

Eu sei que todos vão dizer que foi o Walter que tirou o Corinthians da liderança do Brasileiro. Tudo bem, o gordinho é implacável, quando recebe a bola dentro da grande área. Mas não foi só ele que construiu a vitória importantíssima do Atlético Paranaense, por 2 a 0, na Arena da Baixada.

Esse resultado tem que ser saboreado aos poucos, como convém aos grandes momentos. Primeiro, parabéns ao goleiro Santos, que fez uma defesa inacreditável, impossível, quando o jogo ainda estava empatado e Romero, quase embaixo da trave tocou para o gol. O jogador do Atlético fez uma intervenção de deixar o britânico Gordon Banks com inveja – sim, o goleiro inglês que pegou aquela cabeçada de Pelé, na Copa de 70.

Eram 20 minutos do segundo tempo e o jogo seguia equilibradíssimo. Ficaria 1 a 0 não fosse o goleiro Santos. E o Corinthians fazia uma partida irrepreensível: já não tem Tite no banco, nem Renato Augusto, nem Gil, nem o time campeão do ano passado, mas fazia um jogo veloz, com muita marcação e deslocações que o colocavam em condições de vencer. Parecia que finalmente o técnico Cristóvão Borges tinha achado o sistema tático que justificava a liderança.

Foi nesse clima que Paulo André fez um lançamento na medida para a área, o atacante Pablo passou pela bola iludindo a firme defesa corintiana e então apareceu Walter: dominou a jogada e, quando a bola caiu a sua frente, fuzilou de pé esquerdo. Um a zero, aos 32 minutos.

O Corinthians não se entregou. Continuou buscando o gol de Santos. Teve uma falta perigosa para cobrar aos 41 minutos. No rebote, Lucas Fernando iniciou um contra-ataque fulminante, escapou pela direita e, quando parecia que ia finalizar para o gol, tocou com sabedoria para… Sim, para Walter. Ele tocou de primeira, tirando qualquer chance de defesa para Cássio. Dois a zero.

O resultado deixou o Santos na liderança do campeonato. Muitos dirão que por conta dos gols de Walter. Eu digo que foi pela defesa de cinema de Santos.

Furacão e Palmeiras, bom jogo e chiadeira

Leia o post original por Antero Greco

Atlético-PR e Palmeiras reclamaram de Dewson Freitas, por considerarem que tomou decisões equivocadas no empate por 3 a 3, na noite desta quarta-feira, em Curitiba. O árbitro paraense desagradou aos dois lados – os paranaenses reclamaram de toque de mão de Gabriel Jesus no lance do primeiro gol paulista. Os palestrinos não se conformaram com a expulsão de Jackson e com a jogada que iniciou o terceiro gol do Furacão. Enfim, chiadeira pra todo lado.

Lamentações à parte, as duas equipes fizeram um jogo movimentado, sobretudo no segundo tempo, quando surgiram cinco gols. E morreram abraçadas no sonho de alcançar o G-4 até o encerramento do Brasileiro. O Palmeiras tem 49 pontos e o Furacão está com 47.

O Atlético-PR foi rápido na abertura dos trabalhos e ficou em vantagem no primeiro minuto, com Marcos Guilherme, que aproveitou a enésima falha de marcação do sistema defensivo verde. E basicamente nisso se resumiu a parte inicial. O Palmeiras teve a proeza de não chutar a gol.

Postura que mudou depois do intervalo. A turma de Marcelo Oliveira deve ter levado uma bronca, acordou, pressionou e empatou com Robinho aos 8, em boa jogada de Gabriel Jesus (para mim, teve condução da bola com o braço direito antes de fazer o passe).

O Palmeiras animou-se, forçou, criou situações e virou com gol de Jackson, de cabeça, aos 28. (Poucos minutos depois, levou vermelho em lance que o amarelo teria sido mais justo.)

Para botar fogo de vez, Evandro entrou no lugar de Barrientos e comandou nova virada, aos 38 e aos 41. O terceiro gol veio em rápida cobrança de falta na intermediária – e os palmeirenses reclamaram porque antes, em situação semelhante em favor deles, Dewson não havia permitido a cobrança.

Já no final, o empate definitivo, com Alecsandro. Na comemoração, Robinho falou um monte para o juiz e foi expulso.

O que o jogo mostrou de bom para o Palmeiras? Que tem poder de reação, quando se aplica e quando Gabriel Jesus, Robinho e Dudu estão inspirados. Valeu, também, pelo retorno de Arouca, que entrou no segundo tempo. E o que revelou de preocupante? O time continua a levar gols demais, pois deixa o sistema defensivo exposto.

Palmeiras erra muito, consegue empate com o Furacão, dá adeus ao G-4 e reclama da arbitragem

Leia o post original por Quartarollo

Palmeiras empatou agora há pouco, em Curitiba, com o Atlético Paranaense, 3 x 3. Jogo foi movimentado, ninguém pode reclamar de falta de emoção.

O time fez um péssimo primeiro tempo, tomou um gol a um minuto e meio numa bobeada de Zé Roberto que não viu Marcos Guilherme aparecer nas suas costas para abrir a contagem.

Depois tomou um sufoco e não deu praticamente nenhum chute a gol nesse tempo.

Walter dominava todas as bolas e vencia a marcação do Palmeiras com toques sutis para seus companheiros de ataque.

No segundo tempo tudo mudou . Palmeiras voltou mais seguro com Arouca no lugar do insosso Amaral e o garoto Gabriel Jesus saiu do banco para o lugar de Rafael Marques.

Foi o suficiente para o time de Marcelo Oliveira melhorar e conseguir o gol de empate com Robinho depois de jogada do garoto Gabriel.

Palmeiras enquadrou o Atlético e chegou ao segundo gol em cruzamento de escanteio para a cabeça de Jackson.

A jogada é manjada, mas sempre funciona. Jackson subiu muito e até se contundiu no lance, mas valeu o esforço.

A partir daí o Palmeiras cometeu alguns erros bobos como tem ocorrido nos últimos jogos. Cometeu falhas inexplicáveis para uma equipe profissional.

Dava para fazer mais gols e conseguir uma vitória histórica, mas deu chance ao Atlético que estava mortinho em campo.

O garoto Evandro, que pertence ao São Paulo, fez o gol de empate contando, na minha opinião, com falha de Fernando Prass que caiu em câmera lenta e viu a bola passar rente as suas luvas para morrer no cantinho direito do gol.

Dois minuto depois houve uma falta pouco depois do meio-campo e Dudu devolveu a bola rapidamente para o Atlético.

Enquanto os jogadores do Palmeiras discutiam com o árbitro e esperavam um atleticano se levantar, a falta foi cobrada rapidamente e Evandro de novo venceu Prass virando o jogo para 3 x 2.

O árbitro poderia mandar parar a jogada e esperar o seu apito? Podia, sim, mas não é obrigado e o Palmeiras foi infantil.

Dudu teria que ficar marcando a bola e os demais jogadores deveriam estar mais atentos. Parecia que todo mundo ainda estava fora de órbita com o segundo gol tomado pouco antes. Time profissional não pode passar por isso.

Na sequência muitos xingamentos para cima do fraco árbitro Dewson de Freitas, do Pará, que nada fez, só ouviu e deu prosseguimento ao jogo.

Deu cartão vermelho mais tarde para Jackson por agressão ao zagueiro Ricardo Silva e acertou. O zagueiro palmeirense também foi juvenil no lance.

Logo após, o Palmeiras conseguiu o empate em cruzamento de Dudu para a área, chute de Lucas que Weverton defendeu com dificuldade.

Na volta Vitor Hugo joga para o meio da área, a bola bate em Alecsandro e o Palmeiras faz 3 x 3.

Se não mereceu vencer também não mereceu perder. Na comemoração, Robinho chama o árbitro de safado e vagabundo e é expulso também.

Na saída do gramado chegou a dizer que o árbitro é muito fraco porque já no lance do terceiro gol do Furacão os jogadores do Palmeiras o xingaram de tudo que foi nome e ele não teve coragem de dar cartão para ninguém, o que também é uma grande verdade.

Se o Palmeiras tem algumas razões em suas reclamações contra o árbitro, também tem que analisar seus próprios erros que são muitos de uns tempos para cá.

É um time que não passa um jogo sem tomar gol. Já tomou 47 neste Campeonato e isso explica porque hoje deu adeus a qualquer pretensão de entrar na Libertadores-2015 pelo G-4.

Sobra o sonho de chegar pela Copa do Brasil nas finais contra o Santos a partir da próxima semana.

O trabalho de Marcelo Oliveira ainda é devedor. Tinha que ter feito coisa melhor mesmo com a justificativa que perdeu alguns jogadores que eram importantes para o seu esquema como o volante Gabriel e o próprio Arouca que só está voltando agora.

Copa do Brasil, opção final para o Flu

Leia o post original por Antero Greco

O Fluminense tinha uma leve, ligeira, tênue esperança de reagir e ainda brigar pelo quarto lugar no Brasileiro nas rodadas que restavam para o encerramento da temporada. Depois da derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, em casa, essa intenção virou fumaça. Ao estagnar em 40 pontos, não vai pra lugar algum na competição. A saída para salvar o ano é a Copa do Brasil.

E é bom que Eduardo Baptista e seus rapazes façam valer a vantagem de 2 a 1 aberta sobre o Palmeiras no meio da semana. A tarefa no Allianz Parque não é tranquila, tampouco um desafio de outro mundo. O adversário, afinal, também não anda muito confiável e não parece fora de propósito garantir ao menos empate e carimbar presença na decisão.

O jogo com o Furacão foi decepcionante ao revelar que a gangorra tricolor não tem fim. O time empenhou-se, apertou, deu trabalho ao goleiro Weverton. Não se trata de falar em displicência. A questão é outra, e mais preocupante: o Flu não mantém sequência aceitável. No segundo turno, conseguiu 7 pontos em 13 partidas! Desempenho sofrível.

Eduardo mandou a campo praticamente força máxima, como forma de jogar cartada definitiva no Brasileiro. A opção não adiantou e ainda desgastou vários jogadores para o clássico da próxima quarta-feira.

Para deixar a situação mais constrangedora, o gol da vitória do Atlético foi marcado por Walter. Quer dizer que a maldição do ex voltou a funcionar… O Furacão ultrapassou o Flu, foi a 42 pontos, está em 11.º e tem um fio de esperança.

Corinthians não liga nem pro Furacão

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians anda com aoutoestima tão no alto que ignora até a fama dos adversários que visita. Foi o que fez, na tarde deste domingo, ao bater o Atlético-PR por 4 a 1, na Arena da Baixada. O líder do Brasileiro liquidou o jogo no primeiro tempo, ao abrir vantagem por 3 a 0, e controlou o Furacão, encaixotou o vento, como diria aquela personagem da política…

Com a força máxima de volta, a equipe de Tite mandou na partida do início ao fim. Em nenhum momento, se sentiu ameaçada pelo Atlético. Ao contrário, para evitar qualquer possibilidade de susto, já se impôs de cara, com Renato Augusto aos 17 minutos.

Dessa forma, desmontou esquema rubro-negro e pôde fazer o que gosta: tocar a bola, distribuir-se bem em campo e atacar. Com esse roteiro repetido à perfeição, dobrou o placar, com Vágner Love, aos 30 minutos. Para botar o Atlético de vez nas cordas, Renato Augusto marcou o terceiro aos 47.

Pronto. Desafio liquidado e segundo tempo apenas para cumprir formalidade. O Corinthians dosou energia, permitiu o crescimento do Furacão, levou um gol (Bruno Mota aos 11) e não se abalou. Também para esfriar eventual entusiasmo do lado de lá, fechou a conta aos 17, com Vágner Love, de novo, e impedido.

Por prudência e respeito aos demais, é bom lembrar que faltam sete rodadas (e este comentário é postado enquanto jogam Sport x Atlético-MG). Mas, pelo andar do metrô (carruagem é antigo demais), o Corinthians já pode encomendar a festa do título. Só escapa a taça se houver uma sequência incrível de trapalhadas.

Continua a gangorra do SP. Agora, em cima

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo anda na gangorra no Brasileiro. Uma hora está em cima, noutra está embaixo. Na noite deste sábado, foi dormir no alto, depois de bater o Atlético-PR por 1 a 0, no Morumbi, gol de Rogério. Com o resultado, tira o Palmeiras do G-4 e espera que o rival tropece diante da Chapecoense.

O placar foi magrinho, mas não injusto. Os são-paulinos estiveram melhores do que o Furacão, que continua a saga sem vitórias na competição, perde fôlego e se distancia do bloco principal. Na verdade, o jogo poderia ter acabado com 2 a 0, se a arbitragem não errasse ao não validar gol de Rogério ainda no primeiro tempo; foi marcado impedimento em lance normal.

O São Paulo esteve sempre mais próximo do gol, e criou situações boas, com Pato, Ganso, Rogério, Centurión. Errou demais em finalizações. Em compensação, se expôs pouco na defesa, detalhe que lhe havia causado problemas nas três partidas recentes, e sem vitórias, no torneio nacional. Rogério Ceni apareceu pouco, assistiu ao jogo.

O técnico Juan Carlos Osorio mexeu no time na etapa final, mas quando a vantagem se mostrava praticamente consolidada. Fez alterações pontuais (Wesley por Ganso, Edson Silva por Rogério) para não correr riscos em contragolpes. Fechou o time e se deu bem.

Apesar de instável, com oscilações, o São Paulo não perde de vista o grupo de destaque da Série A. Por isso, segura a condição de candidato ao menos a vaga para a disputa da fase preliminar da Libertadores do ano que vem. E pode chegar ao torneio continental pela Copa do Brasil, da qual é semifinalista e terá o Santos pela frente.

 

Grêmio continua a sonhar alto

Leia o post original por Antero Greco

O título parece bem distante, mas não custa para o Grêmio sonhar nas 12 rodadas que restam até o fim da temporada. A esperança de ao menos terminar em segundo lugar faz com que mantenha ritmo intenso, como na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-PR no início da noite desta quarta-feira, em Curitiba. Com outro resultado positivo, foi a 48 pontos e encostou no Galo. Lá adiante está o Corinthians, inalcançável, mas…

O Grêmio que falhou em casa diante do São Paulo recobrou o espírito guerreiro no Couto Pereira (o Furacão não jogou em casa). Além disso, contou com atuação acima da média de Luan, que deu o passe para o primeiro gol (Douglas aos 31 da primeira etapa) e fez o segundo, aos 2 minutos da segunda fase. Evandro descontou aos 32 minutos.

A exibição do tricolor não foi brilhante, porém consistente e suficientemente equilibrada para passar pelo Atlético. A defesa esteve bem (embora um erro de Marcelo Oliveira quase vira gol), o meio-campo segurou a turma local e Luan desequilibrou na frente.

A sequência do Grêmio é tão complicada quanto a dos demais. Mas, se fica difícil emparelhar com o Corinthians (e a boa chance de encurtar caminho foi no empate da semana passada, em São Paulo), ao menos dá para ultrapassar o Atlético-MG na reta decisiva.

Pode não ser muito, mas vale, por vários aspectos: 1 – consolida a reviravolta pra cima com a chegada de Roger Machado ao comando; 2 – garante vaga direta na Libertadores de 2016.

Fla bate o Furacão. Acalma a torcida?

Leia o post original por Antero Greco

O torcedor do Flamengo anda com um pé atrás com o futuro do time. Talvez nem tanto pelos jogadores, mas porque pegou birra com Cristóvão Borges. O técnico foi eleito vilão da vez, e só com muito resultados positivos para reverter a situação desconfortável. Coisas do futebol…

Bom, um passo foi dado na noite desta quarta-feira, com os 3 a 2 sobre o Atlético-PR no Maracanã. Um jogo interessante, com gols, alternativas, sustos, estreia. O resultado colocou o rubro-negro carioca de novo no meio da tabela e deixou o rubro-negro paranaense mais acima, mas distante dos líderes.

Para o Flamengo, o jogo valeu pelo primeiro tempo, em que o estreante Ederson teve boa participação em lances importantes e nos gols. Também destaque para Sheik, por um gol e muita dor de cabeça para a defesa do Furacão. E ainda para Alan Patrick, pelo belo gol de falta. O Atlético esteve abaixo de apresentações recentes, nas quais conseguiu impor-se (como no 1 a 0 diante do Palmeiras em São Paulo).

Positivo, ainda, para o Flamengo foi o fato de ter se virado bem sem Guerrero, ao menos na etapa inicial. O meio-campo marcou melhor do que em outras partidas. No segundo tempo, o time caiu, o Atlético ensaiou a reação, diminuiu a diferença com gol de Kadu aos 19 minutos, pressionou; no entanto, lhe faltou fôlego.

A torcida do Fla tem para comemorar novos sinais de que o time pode embalar. Não esperaria voos altos no campeonato, tampouco derrapadas. Cristóvão ganha um pouco de paz, até o clássico com o Palmeiras, domingo pela manhã, no Allianz Parque. Um encontro que promete fortes emoções.

Furacão corta embalo do Palmeiras

Leia o post original por Antero Greco

O tempo anda seco em São Paulo, mas um Furacão fez estragos em noventa minutos, no final da manhã deste domingo. O Atlético-PR passou pelo Allianz Parque e, ao final, saiu com vitória por 1 a 0, três pontos, o fim de uma sequência de 7 jogos de invencibilidade do Palmeiras. E, de quebra, superou o adversário na classificação do Brasileiro – ambos com 28 pontos, mas critérios de desempate favoráveis ao time paranaense.

O jogo seguiu roteiro muito conhecido e com final nem sempre surpreendente: de um lado, uma equipe na tentativa de confirmar favoritismo (o Palmeias) e, de outra, uma disposta a segurar-se de todo jeito (o Atlético-PR). Defender-se de forma limpa pode não dar bom espetáculo, tampouco deixa de ser uma alternativa. E, nessa, o Atlético se deu muito bem.

O ponto frágil palestrino, literalmente, foi o meio-campo. Gabriel, um dos pilares na marcação, torceu o joelho, num lance fortuito e talvez provocado por mau estado do gramado. Andrei Girotto entrou no lugar, batalhou, mas sem a eficiência do titular. Para aumentar a dificuldade, Rafael Marques, outro destaque do time, sentiu problemas respiratórios desde o início, suportou até o final do primeiro tempo e foi substituído no intervalo.

A saída desses jogadores influiu, por tabela, no desempenho de Dudu e Robinho, e ainda em Leandro Pereira. Consequência desse feito dominó: o Palmeiras chutou pouco, criou raras situações importantes. Melhor para o Atlético, que apostou em contragolpes e principalmente jogou com o tempo a seu favor. À medida que o relógio avançava, o empate era satisfatório.

A proposta atleticana ficou melhor ainda com o gol de Walter. O fofo centroavante entrou no segundo tempo e mostrou habilidade e senso de colocação ao aproveitar rebote, em cabeçada estranha de Lucas após cobrança de escanteio, e fez o gol decisivo. Não houve reclamação de impedimento; a irregularidade só foi detectada pelas câmeras de televisão.

O Palmeiras teve pouco tempo para a reação – e, mesmo se tivesse bastante, não sairia do lugar. Não era domingo verde, mas rubro-negro. A turma de Marcelo Oliveira dá uma brecada, após arrancada forte; nem por isso deve considerar-se carta fora do baralho. E o Furacão ganhou novo fôlego. Está mais vivo do que nunca.