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Santos é futebol. Ponto

Leia o post original por Odir Cunha


Benfica 2 x 5 Santos – o jogo mais importante de um time brasileiro em toda a história do futebol. Ponto.

Cada time tem uma característica pela qual é lembrado. Uns, mais por mérito de seus torcedores, são chamados “times do povo”, outros são conhecidos pela “raça”, alguns por serem “copeiros”, outros, ainda, pelo acúmulo de títulos. O Santos, senhoras e senhores, representa o futebol. Sim, o Santos encarna o melhor e o mais romântico desse esporte, do futebol arte, dos grandes craques, enfim, o Glorioso Alvinegro Praiano é, simplesmente, o futebol.

Time mais vezes campeão paulista na era profissional, duas vezes campeão mundial na época do futebol-arte, três vezes campeão da Copa Libertadores, oito vezes campeão brasileiro, cinco vezes do Torneio Rio-São Paulo, campeão das Recopas Sul-americana e Mundial, clube que revelou alguns dos maiores craques da história do futebol brasileiro, pensar em futebol é pensar no Santos, e vice-versa.

Além de toda a sua história incomparável, há o estigma de revelar virtuoses. Um time de garotos do Santos entra em campo, como nessa Copinha, e não há quem não fique curioso para descobrir novos craques. Por isso, os outros clubes têm infanto-juvenis, o Santos tem os Meninos da Vila.

Se o Brasil fosse um país sério e se a chamada crônica esportiva tivesse o mínimo conhecimento e reconhecimento, todo programa esportivo deste país deveria começar com o hino do Santos e imagens de Pelé, Coutinho, Pepe, Zito, Gylmar, Maruco, Dorval, Lima, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Robinho, Neymar… Só depois viria o resto.

Veja você, leitora e leitor, que o auge do futebol brasileiro e mundial coincidiu com o auge do Santos. A Seleção Brasileira tricampeã em 1958, 1962 e 1970 era baseada no Santos bicampeão mundial em 1958/62 (fora a Recopa Mundial de 1968 e as três Libertadores que não quis jogar). Futebol arte = Santos e não se fala mais nisso.

Mas se eu, que sou santista, falo, dirão que sou suspeito. Então, lembro aqui o que me disse o ponta-esquerda Antonio Simões, do inesquecível Benfica, melhor ponta da história do futebol português e adversário do Santos na final do Mundial de 1962:

“É muito difícil encontrar tanto craque, tanto jogador inteligente como naquele time. Comparo o Santos de 1962 com a Seleção do Brasil de 1970. São as duas melhores equipes de futebol que vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já demonstrava há muito tempo.”

É óbvio que a Seleção Brasileira trouxe do Santos os craques, o espírito indomável e vencedor que a transformou na melhor Seleção de todos os tempos. Só não enxerga isso quem não quer ver ou é burro. A propósito, lembro agora uma frase do francês Gabriel Hanot, ex-jogador, jornalista esportivo e criador da Champions League. Maravilhado depois de assistir Santos 5, Benfica 2, no Estádio da Luz, ele disse:

“Desde há muito acompanhando o Santos pela Europa, julgo-a a melhor equipe do mundo, superior, inclusive, àquela famosa do Honved.”

Aqui, abro um parêntese para perguntar às pessoas de boa vontade: é possível comparar uma final de mundial interclubes decidida em uma melhor de três entre o campeão europeu e o sul-americano, com outra definida em uma única partida, no Japão, em Dubai ou no raio que o parta? Uma decisão em que a torcida local recebe bandeirinhas dos clubes finalistas para balançar durante o jogo? Me poupem!

A melhor e mais importante partida de um clube brasileiro em toda a história foi Santos 5, Benfica 2, no Estádio da Luz, então o maior estádio da Europa. Quem quiser debater sobre isso, estou à disposição. E a segunda maior foi Santos 4, Milan 2, no Maracanã. O resto, como diriam os cronistas antigos, não pagam nem placê.

Pois é. Os idiotas da objetividade torceram para o Santos acabar quando Pelé parou. Estavam loucos para ter uma oportunidade de falar de seus times, de dourar a pílula da mediocridade até que se tornassem pérolas. Bem, esses não estavam e não estão interessados na história do futebol, mas sim em seus decadentes times “do povo”. Mas aí veio Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Ailton Lira, Robinho, Diego, Neymar, Ganso, Ricardo Oliveira, Lucas Lima…

E, contra tudo o que se vê nos viciados noticiários de tevê, neste século XXI, que já tem 17 anos completos, o retrospecto do Glorioso Alvinegro Praiano contra os chamados grandes clubes brasileiros não poderia ser melhor: o Santos tem saldo positivo contra todos eles.
A informação vem do amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória do Santos Futebol – um departamento que deveria ser ampliado e melhor aparelhado, pois a história é o melhor marketing do Santos.

Bem, mas como eu ia dizendo, o Guarche me passou o retrospecto do nosso querido Santos contra os chamados grandes de São Paulo e Rio de Janeiro. Vejamos essa informação que, sei lá por que, a imprensa esportiva brasileira ignora. Escreve-me o Guarche:

Contra o Corinthians foram 57 partidas, com 25 vitórias santistas,14 empates e 18 derrotas. Portanto, sete vitórias de saldo.

Contra o São Paulo, em 56 partidas, 28 vitórias do Santos, 10 empates e 18 derrotas, ou seja, saldo de 10 vitórias!

Contra o Palmeiras, 49 partidas, com 19 vitórias, 13 empates e 17 derrotas, duas vitórias de saldo.

Contra o Flamengo, 35 partidas, com 11 vitórias, 14 empates e 10 derrotas, uma vitória a mais.

Contra o Fluminense, 37 partidas , com 14 vitórias, 7 empates e 13 derrotas, outra vitória de saldo.

Contra o Botafogo, 32 partidas, com 14 vitórias, 9 empates e 9 derrotas, cinco vitórias a mais para o Santos.

Contra o Vasco da Gama, 29 partidas, com 13 vitórias, 7 empates e 9 derrotas, ou seja, quatro vitórias a mais para o Santos.

Então, minha cara e meu caro, se a imprensa esportiva brasileira não vê ou finge ignorar um time que neste século supera, no confronto direto, todos os outros chamados grandes de São Paulo e Rio de Janeiro, podem estar certos de que o problema não é do Santos, mas da nossa míope imprensa esportiva.

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Santos x Benfica

Leia o post original por Odir Cunha

Festa na embaixada de São José dos Campos

Alô, alô, santistas de São José dos Campos e região. Neste domingo, dia 9, a partir das 9 horas, a Embaixada do Peixe em São José dos Campos promove a festa “Futebol e Churrasco”, com a exposição da Taça de Campeão Paulista de 2016 e a apresentação da Nova Camisa III.
O evento será realizado na Associação Sabesp, na Travessa Lineu de Moura, 522, próximo ao Clube Santa Rita.
Contribuições para participar da festa:
Futebol: 10 reais.
Churrasco individual: 25 reais. Churrasco dupla: 40 reais. Número da rifa, com diversos prêmios: 10 reais para Sócio e 15 reais para não sócio.

Promoção dos livros Time dos Sonhos e Dossiê acaba neste domingo

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E você, o que acha disso?


A bela imagem do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

Li no comentário do leitor PCabral um trecho da entrevista de Luis Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente de marketing no alvinegro de Itaquera, hoje na Portuguesa. O que Rosemberg disse não é novidade para mim. É o mesmo que me revelou em uma matéria para a revista Four Four Two, da qual quando fui editor entre 2009 e 2010. Sua opinião sobre o Santos continua a mesma, conforme descreveu agora para o portal Terra:

É necessário conhecer muito bem a cultura para desenhar o clube de acordo com as origens e os valores de cada um. A característica maior do Santos é o futebol atrevido, jovem, bonito. Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles. Está no DNA. É um comando totalmente provinciano, retrógrado, que segura o Santos, mas não adianta. É algo que floresce. Imagina fazer o Santos sem essa característica? Enquanto que o Palmeiras tem que crescer em volta da sua origem italiana, precisa valorizar isso. E o São Paulo precisa ser empresa. O São Paulo não tem torcedor, tem consumidor. E o consumidor do São Paulo vai encher o Morumbi se o serviço for de qualidade. Hoje eu acho que o time mais sem rumo é o São Paulo, que era o líder em modernidade na virada do século. É preciso trabalhar a sua identidade. Tem que fazer o seu modelo.

Veja que, para ele, um estudioso e especialista do marketing do futebol, apesar de “um comando totalmente provinciano, retrógrado, que segura o Santos”, o Alvinegro Praiano se destaca pelo “futebol atrevido, jovem, bonito. Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles. Está no DNA”, enfatiza.

Os que acompanham este blog sabem que, coincidentemente, esta é mesmíssima opinião que tenho do Santos, de sua imagem pública e das amarras que o impedem de crescer. Alguns, céticos e práticos, perguntarão: “Mas de que adianta jogar bonito, fazer gols, revelar jogadores, se não ganhar campeonatos, faturar mais, ter mais torcedores?”

Eu respondo que este estigma de jogar bonito, fazer muitos gols e revelar jogadores, na maioria atacantes, de ser um time atrevido e jovem, é a grande pedra preciosa a ser lapidada eternamente pelo Santos. Ela é o princípio e o fim de todos os milagres que podem fazer o Santos crescer, sempre. É o que mantém o interesse sobre ele, que atrai torcedores e, mais importante, dá aos seus jogadores vindos da base um status, um valor agregado, que nenhum outro clube no Brasil, e poucos no mundo, têm.

Repare nessa frase de Rosenberg: “Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles”. Sim, o Santos é assim mesmo. Tive essa certeza mais de uma vez. Em uma das últimas, em um clássico com o São Paulo, no Morumbi, em que o Santos tinha Neymar e eles Lucas e fui convidado para participar de um programa de uma emissora de rádio.

Ficamos em um espaço dos camarotes, cercados de torcedores são-paulinos. Como eu era o único santista ali, a cada gol do time da casa, que venceu por 3 a 2, uns marmanjões com a voz rouca de cerveja vinham gritar às minhas costas, raivosamente, que lugar de peixe é no aquário. Enfim, o ambiente era hostil. Porém, ao apreciar o jogo, eu via um time que tocava a bola de cabeça erguida, que subiu a serra para dominar o adversário, no enorme estádio deste, e criar as melhores jogadas e situações de gol. A diferença de imagem de um time e do outro era muito grande.

Essa alegria do jogador do Santos certamente tem algo a ver com morar em uma cidade de praia, conviver com a sensação da liberdade ilimitada que o mar traz. Por isso, o Santos ser de Santos é ótimo e faz bem ao time. Só que o Santos não é uma ostra que nasceu e morrerá grudado à sua casca, à sua casa.

Manter esse espírito rebelde e essa imagem baseada no futebol bonito e ofensivo é o grande trunfo do Santos, o que o torna obrigatório ao futebol. A tentativa da Globo de jogá-lo no ostracismo não é só um crime contra o clube que tanto fez pelo esporte, ou um crime de favorecimento aos clubes com os quais essa emissora carioca mantém uma estranha e mal explicada parceria, mas é um crime contra a essência do futebol brasileiro que o Santos representa, baseada, repito, no atrevimento, na rebeldia, na busca pela arte que às vezes transcende o resultado.

Com a situação falimentar da economia brasileira, em contraste com o nascente milionário mercado do futebol na China, além das fortunas que os grandes clubes europeus reservam, a cada ano, para renovar seus elencos, é evidente que a grande saída financeira dos clubes brasileiros continuará sendo vender bem os seus jogadores e, nesse particular, o Santos sempre terá a vantagem de contar com a grife “Meninos da Vila”.

E para quem acha que Rosenberg não é confiável por torcer para o outro alvinegro, eu só lembro que ele deixou de servir ao seu clube do coração por não concordar com os métodos obscuros que levaram à construção do Itaquerão e por ser considerado ingênuo por aqueles que o queriam conivente com as safadezas arquitetadas pela direção do clube, à época assessorada por um lobista de nove dedos.

E pra você, qual é a imagem do Santos?


Espanha é sinônimo de conceito em futebol-arte

Leia o post original por Mion

Em menos de uma década a camisa espanhola adquiriu respeito. imagem de vencedora e conceito de futebol.

Em menos de uma década a camisa espanhola adquiriu respeito. imagem de vencedora e conceito de futebol.

Os 10 a 0 da Espanha consagra um conceito de futebol. O fato de ser a maior goleada de todos os tempos em competições promovidas pela FIFA realmente é importante, mas somente outro marco para esta seleção que domina o futebol mundial nos últimos cinco ou seis anos. O fato de jogar com o time reserva comprova que a forma de jogar mantém o alicerce técnico-tático do futebol espanhol. A forma de jogar não varia, a Fúria e os espanhóis criaram um padrão de qualidade. Até as seleções sub-17 e sub-20 jogam com a mesma mentalidade e estilo. Virou uma griffe e simboliza vitória.

Para a infelicidade do futebol brasileiro, há 30 anos esta era a nossa marca. Aos poucos nos afastamos e assimilamos demais o estilo europeu, porque Itália e Alemanha ganharam algumas Copas. Jogo aéreo, marcação excessiva, velocidade e força. Sempre com um centroavante fixo lá na frente (o salvador) e laterais alçando bolas na área. Enquanto os espanhóis possuem diversos jogadores que atuam na função de armadores, o Brasil possui apenas dois jogadores com esta característica: Paulo Henrique Ganso e Jádson. O primeiro é craque, entretanto fisicamente não consegue superar as graves lesões. Já o são-paulino entra na categoria de excelente jogador, falta aquele brilho especial que só craque tem. Assim não dá para depender de sua capacidade para levar a seleção adiante.

A Espanha tem uma escola. É evidente que não vencerá sempre e quando tiver uma seqüência de derrotas poderemos avaliar em até que ponto este conceito é definitivo. Tomara que não faça como o Brasil após perder algumas Copas esqueceu toda a sua história, essência e tentou imitar o futebol europeu. Hoje perdeu qualidade, criatividade e força temidas nas décadas de 60,70 e 80. O recomeço será difícil, aliás, primeiro técnicos e jogadores devem reconhecer o erro e buscar no passado a solução de revigorar um futebol brasileiro tão frágil e sem craques.

 

 

Santos, 100 anos da “DisneyWorld” do futebol brasileiro

Leia o post original por Mion

Santos 100 anos. De todos os clubes brasileiros com certeza é o maior precursor do futebol-arte. Desde a época de Pelé, passou por várias fases boas e ruins, porém nunca deixou de lado cultivar o talento e a qualidade técnica. Poderia até ganhar mais títulos caso aderisse o futebol de resultado. Enfrentou de peito aberto, manteve a tradição de jogar bola e buscar soluções em casa. Pita, Ailton Lira, Cláudio Adão, Giovani, Robinho, Diego, Paulo Henrique Ganso, Neymar… poderia citar muitos outros. No fundo do coração de todos os brasileiros, o Santos conquistou a vaga de segundo time. Não conheço ninguém que não goste do Santos. Mesmo em São Paulo, os palmeirenses, são-paulinos e corinthianos têm rivalidade entre eles, o Peixe sempre é relevado. Assim como o sonho de todo ser humano é brincar na Disneylandia, os brasileiros se divertem vendo o Santos jogar. E sonham em ver os seus times de coração seguirem o mesmo caminho. Atualmente temos excelentes times no Brasil, entretanto quem quiser ver futebol talentoso, bola rolando e se divertir vai assistir aos jogos do Santos. Parabéns Santos e obrigado por um século manter o futebol-arte vivo e preservado.

Maradona 7

Leia o post original por Fábio Soares

Pôsteres do designer Ahmed Mounir inspirados em um jogo de futebol de rua egípcio chamado Maradona 7. Nesse jogo não há times. Só um goleiro e vários competidores tentando marcar gols após uma série de malabarismos com a bola. Ganha quem somar mais pontos. A despeito da fonte inspiradora, não tem o pôster do Maradona.

@flsoares73