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Festival de 1×1 na África

Leia o post original por Rica Perrone

Tá rolando a Copa Africana de nações.  A “Copa América” deles.  Entre zebras e resultados previsíveis, algo inusitado aconteceu. São 4 grupos, 24 jogos, dois de cada passam pras quartas de final. Até aí, ok! Só que dos 24 jogos, 9 terminaram 1×1. Até aí, também dá pra achar normal.  Mas num grupo em especial, […]

O futebol que juramos entender (Alemanha 2×2 Gana)

Leia o post original por RicaPerrone

Porque os sustos, afinal? Não somos nós, jornalistas, que achamos que um diploma de 4 anos aprendendo a colocar virgula no lugar certo nos faz entendedores de futebol?

Na verdade, meus caros, não há diploma pra isso. Essa Copa, como quase todas as outras, como quase toda semana, só serve pra confirmar que não sabemos tanto assim, ou, mais radicalmente, não sabemos “porra nenhuma”.

Quando a gente olha o futebol atual e não entende que ele foi moldado para equilibrar jogos impossíveis diminuindo espaço, campo, aumentando físico e valorizando a parte tática, fingimos não notar que tudo isso fez efeito.

Que hoje o resultado não significa exatamente o melhor preparo, melhor time nem melhor esquema tático. Significa que um conseguiu fazer mais gols que outro e se fechar, fechar espaços, possibilidades e etc. Não tem, nunca teve, e hoje tem menos ainda, a ver com o futebol praticado.

Porque a Alemanha massacraria Gana, que não foi a semifinal da Copa passada por um surto genial/escroto de Suarez?

Porque mesmo achamos que a Costa Rica não faria nada se quando ela jogou contra a seleção brasileira taxamos de fiasco e vexame? Porque não assumimos que de fato não nos informamos o suficiente as vezes e que nossa soberba é tão clara quanto a que cobramos do “futebol brasileiro”?

Não, eu não sabia quem era Costa Rica.  Desconfiei de Gana, achei que podia complicar, mas não esperava por exemplo uma Argentina tão tosca, nem mesmo um Portugal tão morto em campo.

Talvez porque como todos nós, ouvi e fui formando opinião repetindo coisas em alguns casos. Não dá pra ver tudo, então, seguimos a maré.

Fato é que o futebol mudou, não é mais um esporte que privilegia a técnica, mas sim o conjunto entre defender e ser oportunista com velocidade e força física.  E isso pode ser feito na Zambia, no Brasil ou na Bósnia. Ainda mais quando falamos de 23 caras e não de um torneio com 20 clubes e 300 jogadores.

Esta Copa nos ensinou até aqui mais futebol do que sonhamos em ter aprendido até então. Inclusive pra nos dizer que sim, eles tremem quando jogam contra torcidas barulhentas e que pulam.  E que não, não deixamos de ser a inspiração do mundo com a bola nos pés.

Até aqui, também, que não sabemos porra nenhuma de política, engenharia, meio ambiente e outras mil coisas que nos tornamos especialistas para julgar a Copa e prever o que teríamos.

Porque não acertamos nada. Nem dentro de campo, nem fora dele.

Porque? Porque não há uma aula sobre futebol na faculdade. E o fato de ser “jornalista” não dá a ninguém o poder ou o rótulo de entendedor de porra nenhuma.  Aprendemos a escrever, não sobre o que escrevemos.

E nesta Copa, até aqui, escrevemos muita merda.

abs,
RicaPerrone

Hoje foi a vez da Alemanha. Na história Klose igualou Ronaldo como maior artilheiro das Copas

Leia o post original por Quartarollo

A cada rodada a Copa mostra novidades. Os grandes da primeira rodada derraparam na segunda. Que o diga a Itália. Hoje foi a vez da Alemanha. Empatou com Gana num jogo em que era totalmente favorita depois dos 4 x … Continuar lendo

A Alemanha tem um certo Thomas que também é Müller. Portugal tem um Ronaldo que não foi Cristiano e nem Ronaldo

Leia o post original por Quartarollo

A Alemanha não tomou conhecimento de Portugal que estava órfão do grande Cristiano Ronaldo, em Salvador. Houve uma caricatura do melhor do mundo em campo, mas nem Cristiano e nem Ronaldo apareceram. Claramente o atacante está sem suas suas melhores … Continuar lendo

O “polêmico” amarelo de Valdívia

Leia o post original por Quartarollo

O rigoroso STJD ameaça punir Valdívia porque o palmeirense avisou que iria provocar o terceiro cartão amarelo contra o Paraná e cumpriu a promessa. Ele está convocado para a Seleção Chilena nesta semana e não jogaria mesmo pelo Palmeiras no … Continuar lendo

Afinal, o que quer Mano Menezes?

Leia o post original por André Rocha

Oito minutos do amistoso no Craven Cottage, estádio do Fullham em Londres. Paulo Henrique Ganso, o meia na articulação central do 4-2-3-1 brasileiro sente o músculo posterior da coxa esquerda.

Diante da pressão inicial de Gana e precisando pensar rápido para suprir o desfalque inesperado, Mano Menezes manda a campo o volante Elias, reconfigurando a seleção num 4-3-3, com Neymar e Ronaldinho nas pontas e Leandro Damião no comando de ataque “brasileiro” da seleção. Teoricamente uma formação mais ofensiva. Porém, sem o controle da bola na região central. Não pela ausência do principal armador do time, mas pela inexistência de pés mais qualificados e acostumados a rodar a bola e esperar o momento para a infiltração.

Menos mal que a inconseqüência de Opare, lateral-esquerdo que entrou em campo para bater e reclamar até ser expulso aos 34 minutos, desmontou o eficiente 4-2-3-1 do sérvio Goran Stevanovic que equilibrava o jogo. No espaço aberto que o meia Inkoom, improvisado na defesa, não conseguiu cobrir, Fernandinho achou Damião para marcar o gol único do amistoso. Bela assistência do volante de boa atuação, mas incapaz de reter a bola e pensar o jogo entre as intermediárias. Lucas Leiva cuidou da cobertura da zaga e Elias correu e lutou muito, como de costume. Mas pouco produziu.

Entre a contusão de Ganso e a expulsão de Opare, jogo equilibrado com o Brasil num 4-3-3 sem ideias no meio-campo e Gana no 4-2-3-1 tentando surpreender com a chegada de Muntari ao ataque.

No segundo tempo, com vantagem no placar e um jogador a mais, o treinador se permitiu a ousadia de trocar Fernandinho por Hulk. Com a mudança, teve a chance de devolver Neymar ao lado esquerdo e trazer Ronaldinho para organizar o jogo pelo meio na volta do 4-2-3-1. Mano preferiu centralizar a jóia santista e deixar o camisa dez em sua faixa preferida no campo.

Só funcionou nos minutos finais, com o nítido cansaço dos ganeses e a entrada de Alexandre Pato, que reoxigenou o ataque na vaga do exausto Damião. Com espaços, Ronaldinho encaixou centro precioso para Pato e bela cobrança de falta. Kwarasey, goleiro nascido na Noruega, evitou com dois milagres.

Na segunda etapa, com cenário favorável, Mano Menezes voltou ao habitual 4-2-3-1, mas com formação ultraofensiva. No entanto, a opção por Neymar centralizado e Ronaldinho à esquerda só se mostrou eficiente no final, com o cansaço de Gana.

Pouco. Nem tanto pelo placar magro, muito pela produção insuficiente de um time superior tecnicamente, mas que não faz seu jogo fluir e se atrapalha diante de qualquer sistema defensivo minimamente organizado. Pelo desentrosamento natural de um grupo que praticamente não treina, mas também pelas escolhas de seu treinador. Mano Menezes mantém o discurso em defesa de um Brasil ofensivo, impositivo. No entanto, quando é testado em suas convicções, invariavelmente adota postura conservadora, cautelosa. Mais preocupada com o resultado do que com a filosofia e a proposta de jogo. Quase tão pragmático quanto o antecessor Dunga e Muricy Ramalho, primeiro nome da CBF para o cargo após a Copa da África do Sul.

As boas notícias: Marcelo provou que é o dono da lateral-esquerda com atuação segura, ainda que um tanto tímida pela presença de Ronaldinho no setor. Mesmo sem brilhar, o craque do Fla dá um peso diferente à seleção, impõe respeito. Fernandinho fez bom primeiro tempo e Hulk, apesar do posicionamento diferente à direita – mais meia que o ponteiro do 4-3-3 do Porto -, merece mais oportunidades. Assim como Damião, que comprovou sua eficiência de artilheiro e consolidou a fase iluminada em 2011.

A convocação de jogadores que atuam no Brasil para a disputa da ressuscitada Copa Roca, como previsto, teve nomes discutíveis. Henrique, Renato Abreu e Cícero, os mais questionáveis. A grande maioria, porém, não deve ganhar maiores oportunidades depois dos amistosos contra a Argentina.

Apesar da rivalidade continental, o técnico brasileiro pode e deve aproveitar a chance para fazer mais observações. Principalmente dos jogadores com idade olímpica. Mas será que, mais uma vez, Mano colocará o resultado de agora acima do projeto que tem como objetivos principais os Jogos de Londres no ano que vem e, principalmente, a Copa de 2014?

Não há como duvidar. Assim como é cada vez mais difícil compreender o propósito do comando técnico da CBF. E a pergunta segue ecoando: Afinal, o que quer Mano Menezes?

Jogos que eu vi: Brasil 1 x 0 Gana

Leia o post original por Lédio Carmona


Confesso que não estava muito empolgado para comentar esse amistoso do Brasil. Tudo meio devagar, insosso, sem muito sabor. E, claro, o que eu escreveria seria idêntico ao da maioria dos meus colegas. Jogo óbvio, com resultado quase óbvio e com análise, obrigatoriamente, óbvia. Pediram tanto que resolvi repetir tudo o que já disseram. Então vamos lá.

1. Escrevo e falo isso há uns seis meses. Leandro Damião é o melhor centroavante do Brasil – dentro ou fora do país. Tem muito mais presença de área do que Pato. É superior a Fred. Tem mais força física e técnica do que Luis Fabiano. Entreguem a camisa 9 para ele e fiquem tranquilos. Ontem, ele decidiu a partida. 36 gols na temporada. Ainda faltam 100 dias até o fim do ano da bola. Querem mais? Mano deve estar arrependido de não tê-lo levado à Copa América.

2. Ronaldinho Gaúcho jogou bem. Tem que ficar. Enquanto ele estiver a fim, tem que ficar. E, anotem, Kaká também terá que voltar. Está bem no Madrid. Mourinho começa a apostar nele. Sábado, contra o Getafe, será titular na vaga do cansado Di Maria. Deixemos de pose: o Brasil precisa de RG e Kaká. Desde que inteiros e interessados, é claro.

3. Marcelo jogou bem? É o melhor lateral-esquerdo do Brasil? Grande novidade… Todo mundo sabe disso.

4. E a tal evolução do futebol africano? Ouço essa cantilena há 30 anos. Só se for evolução física… Como batem aquelas crianças…

5. Renato Abreu e Kleber para os amistosos contra a Argentina? Eu, hein, Mano… Já viu Renato, o do Botafogo, jogar?

Com Ronaldinho Gaúcho, a Seleção melhorou! Mas ganhar de 1 a 0 de Gana com um jogador a mais ainda é muito pouco. Ah se o Mano fosse um piloto de Boeing…

Leia o post original por Milton Neves

Crédito da imagem:
@CowboySl

Até que enfim uma vitória!

Mas eu quero ver o Brasil vencer um adversário de peso.

De Gana, qualquer um ganha. Ainda mais um time recheado de estrelas.

Agora, com um jogador a mais desde o início do primeiro tempo, o Brasil convenceu?

Pra mim, não!

Falta muito para o Mano fazer da Seleção Brasileira uma equipe competitiva.

Contra Gana, tinha que ter goleado!

Ronaldinho Gaúcho, a bem da verdade, foi bem.

Já o Ganso…

Saiu machucado aos 8 minutos do 1º Tempo com uma lesão muscular na coxa esquerda.

O que será que está acontecendo com ele?

Não sara nunca!

E o Mano é um piloto de teco-teco que não consegue mesmo mostrar que tem bala na agulha para pilotar o Boeing da Seleção Brasileira!

E depois da partida, Mano fez a convocação para os jogos frente à Argentina, pela Copa Rocca (14/09 em Córdoba e 28/09 em Belém-PA).

Foram chamados apenas jogadores que atuam no Brasil.

Confira a lista e dê sua opinião:

Goleiros:

Fábio – Cruzeiro
Jéfferson – Botafogo
Rafael – Santos

Zagueiros:

Henrique – Palmeiras
Mario Fernandez – Grêmio
Réver – Atlético Mineiro
Rhodolfo – São Paulo
Dedé – Vasco da Gama

Laterais:

Bruno Cortês – Botafogo
Kleber – Internacional
Danilo – Santos

Volantes:

Ralf – Corinthians
Rômulo – Vasco da Gama
Casemiro – São Paulo
Cícero – São Paulo
Paulinho – Corinthians

Meias:

Lucas – São Paulo
Oscar – Internacional
Renato Abreu – Flamengo
Thiago Neves – Flamengo

Atacantes:

Neymar – Santos
Leandro Damião – Internacional
Fred – Fluminense
Ronaldinho Gaúcho – Flamengo