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Oportunidades no Engenhão

Leia o post original por Odir Cunha

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Dizem que o ideograma chinês para “crise” é a soma de outros dois, que representam “perigo” e “oportunidade”. A comparação procede. Os momentos de incerteza podem proporcionar as mais inesperadas chances de sucesso. Escrevo isso na tentativa de tocar, diretamente, os jogadores santistas que logo mais, às 19 horas deste sábado, iniciarão a partida contra o Botafogo, no Engenhão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enfim, a mensagem é de que tenham fé em si mesmos e na opção que fizeram para serem jogadores profissionais de futebol.

Bem mais preocupado com a Copa Libertadores, seu compromisso de meio de semana, na Vila Belmiro, o Santos, com exceção do goleiro Vanderlei, terá um time de reservas contra os reservas do Botafogo, que também prioriza a competição sul-americana. Como tudo na vida, há um lado ruim e um lado bom nisso. O ruim a gente já conhece. Então, vamos ao bom.

Imagine-se, caro leitor e prezada leitora, na pele de um dos santistas que entrarão em campo logo mais com a responsabilidade de manter a invencibilidade de 17 partidas do time e de também manter a equipe na luta pelo título nacional. Há duas formas de encarar o compromisso.

A primeira, é pensar de forma negativa, tipo: “O homem não me escalou nos grandes jogos e agora me coloca nessa partida esvaziada. Ele que pense que eu vou correr e me empenhar em um joguinho desses. Se perder, que se dane…”

A outra, é enxergar a real oportunidade de usar essa partida para se firmar no elenco do Santos, raciocinando: “O jogo é importante, sim. Botafogo e Santos sempre foi e será um jogo importante. O Santos está invicto e ainda luta pelo título brasileiro. O adversário está em boa fase e joga casa. O clima é bom, o estádio é bonito, farei o que sempre quis em minha vida: ser titular em um grande clássico brasileiro. Darei o meu melhor em campo e sei que uma vitória, hoje, aumentará o meu prestígio junto ao técnico e aos torcedores”.

O técnico Levir Culpi deverá escalar o Santos com os reservas Daniel Guedes, Luiz Felipe, Fabián Noguera e Orinho; Leandro Donizete, Léo Cittadini e Jean Mota; Thiago Ribeiro, Vladimir Hernández e Kayke. Estou aqui pensando comigo mesmo e lembrando que cada um desses jogadores, com exceção de Leandro Donizete e do estreante Orinho, já fizeram ao menos uma boa partida com a camisa do Alvinegro Praiano. Por que não poderão repetir hoje essa atuação?

A chance que Lula pegou

Todo mundo sabe que Luís Alonso Perez, popularmente conhecido por Lula, foi o técnico que mais tempo dirigiu um grande clube brasileiro e mais títulos ganhou. Poucos sabem, porém, como começou sua carreira no time profissional do Santos. Para começar, eu direi que foi em um sábado, como hoje, numa partida contra o Botafogo, como hoje, jogada no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo.

Lula, aos 32 anos, era o interino que assumia a equipe devido à demissão do italiano Giuseppe Ottina. Nas últimas seis partidas o Santos havia perdido todas e só tinha conseguido um empate, sem gols, com o Guarani, na Vila Belmiro. A crise estava instalada. O Botafogo, treinado pelo experiente e matreiro Gentil Cardoso, tinha em suas fileiras um craque incomensurável chamado Garrincha.

Pois bem. Jogando sem medo, o Santos terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, gol de Tite. No segundo, Dino empatou aos 10 e Garrincha fez o gol da virada aos 30. Tudo parecia perdido quando Joel empatou aos 40, após boa jogada de Valter, e Tite marcou o gol da vitória aos 43, tocando a bola entre as pernas Fo goleiro Amauri, após nova jogada do inspirado Valter.

Aquela vitória, por 3 a 2, foi a primeira do Santos naquele Rio-São Paulo. Nos quatro jogos restantes o time teria mais três triunfos, culminando uma vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, no Pacaembu, diante de 25.800 espectadores.

Aquela primeira, corajosa e dramática vitória sobre o Botafogo fez o Santos embalar. Como se sabe, o time viria a ser, com aquela mesma base de jogadores, bicampeão paulista em 1955/56. Por isso é importante lembrar a escalação da equipe que, em meio à crise, foi ao Rio e vencer o Botafogo de Garrincha. Os heróis daquele sábado, 6 de junho de 1954, foram:

Manga, Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Joel, Valter, Álvaro, Vasconcelos (Hugo) e Tite.

Portanto, acredito, sim, que o Santos possa vencer o Botafogo, no Engenhão, neste 16 de setembro de 2017. A propósito, o time carioca deverá ser escalado pelo técnico Jair Ventura com Gatito Fernández,Luis Ricardo, Marcelo, Emerson Silva e Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Dudu Cearense e Marcos Vinícius; Brenner e Guilherme.

A arbitragem será de Igor Junio Benevenuto, auxiliado por Marcio Eustáquio Santiago e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais. O jogo não será transmitido pelo Sportv, apenas pelo Premiere. Convido aos colegas do blog a comentarem a partida por aqui. É uma forma de aliviar a tensão e informar aos que não terão acesso às imagens.

Mesmo perdendo, o Santos continuará em terceiro lugar, porém sua vantagem para o Palmeiras deverá cair para apenas um ponto, pois o alviverde jogará em São Paulo contra o Coritiba, na segunda-feira.

Votar, a maior responsabilidade do sócio do Santos

A eleição presidencial do Santos se aproxima, em princípio deverá ser realizada no dia 2 de dezembro, e é evidente que este será o momento de maior responsabilidade do sócio santista. Uma escolha errada e o nosso Santos prosseguirá patinando por mais três anos. Na verdade, pior do que não sair do lugar, é andar para trás, vendo suas dívidas aumentarem perigosamente, resultado de uma gestão personalista, sem transparência, que chegou a ter suas contas de 2015 rejeitadas pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho Deliberativo do clube. Estão brincando com o nosso Santos e os resultados em campo, que torcemos para que sejam os melhores possíveis, não podem esconder uma gestão temerária, capaz de levar o clube à total inanição.

Não falarei de nomes ou de chapas. Só peço que você, sócio, se conscientize da importância de votar e não marque nenhum compromisso para o sagrado dia do pleito (há uma possibilidade, ainda, de que seja dia 9 de dezembro, no sábado seguinte. Isso será confirmado).

Se a vontade das urnas, em uma eleição limpa e honesta, apontar este ou aquele, que a democracia seja respeitada e os vencedores tenham toda a força e apoio para levar, com ética e competência, o nosso Santos ao lugar que ele merece. Porém, que o colégio eleitoral seja realmente representativo da enorme massa alvinegra, e não vejamos novamente um pequeno grupo de eleitores definir a sorte de um time imenso, que não pode mais ser dirigido como uma equipe de bairro.

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra, e nos deu mais 31 dias de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais importantes da história do Santos e do futebol.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos na metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e na literatura mundial do futebol.

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No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

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Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
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Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

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E uma ficção para adultos

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Garrincha, Ruy Castro e o copo

Leia o post original por Milton Neves

Foi a semana do Garrincha.

Dias tristes.

Incrível a força que ainda tem o “Homem Alegria do Povo” de nos entristecer.

Mané, o bombeiro, Tancredo, Senna, Silvio Santos e São Marcos são as figuras mais queridas do Brasil.

Os políticos, em 91.27%, no outro extremo, os mais detestáveis.

Sim, Marcos pode ter sido exagero meu por questão de profunda admiração e gratidão por 2002 e pelas risadas que sempre provocou no rádio e na TV.

Claro, reconheço, Garrincha, os outros citados e os bombeiros (queridos em todo o planeta) ganham fácil do hoje auto-recluso boiadeiro Marcos Roberto Silveira Reis, lá em Oriente-SP.

Mas e Garrincha e seus “ossos sumidos”?

Só que não sumiram.

Um dos “milhares” de netos de Mané – teve 16 filhos, segundo “Veja Online” – garantiu que os restos mortais de seu avô famoso nunca deixaram o humilde túmulo em que foi sepultado em Magé-RJ naquele 21 de janeiro de 1983.

“A família é complicada”, disse.

E alerta o notável Ruy Castro: “É difícil extrair das filhas de Garrincha um pensamento coerente”.

Ele, o maior “garrinchista” do mundo, sabe das coisas.

Escreveu a brilhante biografia-homenagem ao número 2 do futebol do Brasil e foi… processado por algumas delas!

Queriam indenização!!!

Não sabem ou não sabiam que livro no Brasil não dá dinheiro, Paulo Coelho à parte.

Certo, amigo Marcelo Rezende?

Em meu livro recebi uns 2% do custo bancado de jantares-reunião com complicados editores.

Uma “fortuna”!

Mas valeu a pena e tenho até hoje comprado meus livros para alguns amigos ou para novos conhecidos também.

Só que, agora, passo a bola para Ruy Castro, que crava, com amplo conhecimento, a verdade sobre Mané, “O Inajudável”!

“Mas um fato como este traz de volta o velho mito nacional de que Garrincha morreu abandonado. Nossa vocação para o coitadismo precisa de um modelo, e Garrincha se presta bem a ele. A verdade, no entanto, é outra: Garrincha não morreu abandonado. E foi ajudado por muita gente —exceto por si mesmo”.

E mais: “Ninguém o ajudou mais que Elza Soares. Desde 1962, quando se conheceram, ela tentou organizar suas finanças, lutou para que não bebesse, escondeu seus porres e levou-o para clubes, cidades e países onde ainda acreditassem nele. Elza criou para Garrincha o “jogo da gratidão” no Maracanã, em dezembro de 1973, em que 131.555 pessoas pagaram ingresso, e a renda se destinou a casas para as filhas dele. Elza deu a Garrincha até um filho homem. Mas, ao fim de 15 anos, em 1977, separou-se —ou também seria destruída”.

E mais: “Garrincha foi ajudado por um empresário, um banqueiro, um juiz, o Itamaraty, o IBC (Instituto Brasileiro do Café), a LBA (Legião Brasileira de Assistência), a AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional) e até pela CBF, presidida por Giulite Coutinho. Médicos e psicólogos dedicaram-lhe tempo integral, sem cobrar; Garrincha foi assistido pelos grupos de AA do Catete e de Bangu e por jornalistas e ex-jogadores seus amigos; e, em seus últimos três anos, foi internado pelo menos 18 vezes em clínicas psiquiátricas. Todos queriam salvá-lo, mas de nada adiantou. Garrincha foi vítima da brutal ignorância brasileira sobre o alcoolismo”.

Trechos da coluna do notável Ruy Castro publicada pela Folha de S.Paulo na última sexta-feira (02).

Ave, Mané!

Opine!

Brasília em chamas e o Botafogo incendeia o Rio. Com pressa!

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Luis Benavides/AP Photo – retirada do UOL

Ah, deixemos hoje de lado a seleção do Palmeiras, o milionário fracassado Flamengo, o Tite “ideal para presidente do Brasil” e o Galo do “Neymarzinho Equatoriano” Cazares.

Falemos do Botafogo que jamais ganhou uma Liberadores.

Mal conseguia dela participar.

Nos anos de Manga, Nilton Santos, Garrincha, Rildo, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo, o Fogão da meia cinza sempre parava no timaço do Santos de Pelé.

Isso na final ou na semifinal da Taça Brasil, o torneio que credenciava nosso único representante na competição.

Antigamente só entrava, a partir de 1960, quando foi criada a Libertadores, o campeão de cada país.

Hoje já temos até um… G-7!!!

Entra todo mundo, uma festa.

É que os cartolas engordaram a quantidade de times e espicharam o tempo de disputa, de trimestral para quase anual, só para que os direitos de transmissão pela TV fossem às alturas, como foram.

E se antigamente, nos anos de Telê, “Torcer para o São Paulo é uma grande moleza” (e hoje virou “grande dureza”), atualmente é “cívico” virar botafoguense na Libertadores.

É uma questão de gratidão ao time que nos deu 41.07% da Copa da Suécia-58, 100% da Copa do Chile-62 e 49.17% da Copa do México-70.

Hoje, acabou a minha raiva do Botafogo-1995, time do “zagueiro” Márcio Rezende de Freitas, e quinta-feira foi de chorar vendo a festa da torcida de General Severiano no “Estádio Nilton Santos”.

Que o time do Pimpão siga “todo garboso” botando fogo na Libertadores na mesma época em que Brasília arde.

Sim, a vaca por lá foi para o brejo, mas por enquanto só o sininho e o rabo.

Falta ainda quase tudo, dos chifres ao traseiro.

Para o “primo” Aécio Neves, não.

Acabou!

Foi pífio e até juvenil.

Com seu algoz gravando tudo, como ele, um “macaco velho”, não sacou que “seu amigo” estava só levantando a bola para ele ir falando, falando e falando?

Quase um monóculo, com o “interlocutor” de emboscada atrás do toco esperando a onça beber água.

Faltou ser uma raposa, símbolo de seu time, ele tão burro e ela tão esperta.

Esperta como boiadeiros de Alfenas e Goiânia.

E rápidos no gatilho.

Tão rápidos que no começo de abril quase aluguei um apartamento em Nova York para um jovem executivo brasileiro, via o broker (corretor) Freddy Gouveia, brasileiro lá radicado há anos.

Mas, aflito, ele queria entrar no imóvel com tudo dentro, do jeito que estava e no “outro dia” com mulher, dois filhos menores e a babá “que estavam chegando em Nova York”.

Não deu certo porque não dava para retirar de lá “por telefone” tanta coisa particular da família cambiando de Upper East Side para Tribeca, hoje alugado para Companhia chinesa, investidora de Wall Street, bem perto.

Mundo pequeno, o lépido quase-inquilino era mais um dos famosos e hoje tão falados Batistas.

De segunda geração, filho ou sobrinho.

Que pressa, sô!

Hoje, pelas chamas de Brasília, caiu a ficha.

E que sejamos todos felizes!

OPINE!!!

Real Madrid conquista a Europa e busca penta mundial

Leia o post original por Fernando Sampaio

Real MadridO Real Madrid levou a Champions.

O primeiro campeão mundial tentará o quinto título intercontinental.

O Atlético de Madri fez bonito levando para os pênaltis.

Os clubes espanhóis estão de parabéns.

Casemiro levou seu primeiro título continental.

Fiquei feliz, o garoto era duramente cornetado pelos malas do Morumbi.

Aliás, há muitos anos os tricolores viraram a nova “turma do amendoim”.

Fiquei feliz pelo gênio Zidane.

Depois de Maradona, foi o craque que arrebentou numa Copa do Mundo.

Antes tivemos Pelé, Garrincha, Didi, Beckenbauer…

Ronaldo e Romário também arrebentaram mas eu não colocaria neste nível.

Cruyff arrebentou mas não levou.

Depois do Maradona só Zidane.

 

O Chaplin do futebol faria aniversário hoje

Leia o post original por Quartarollo

garrincha

Manuel Francisco dos Santos faria hoje 82 anos de idade.

Quem o conheceu diz que ele era uma criança até o fim.

Morreu com apenas 49 anos de idade. Bebeu o mundo e festejou a vida.

Não guardava dinheiro de jeito nenhum. Tinha apelido de passarinho: Garrincha.

Também conhecido como o anjo das pernas tortas e com elas entortava muitos laterais.

Conta a lenda que Nilton Santos quando o viu treinando pela primeira vez pediu sua contratação para não ter que enfrenta-lo como adversário.

Nilton jamais confirmou essa versão.

Sandro Moreira, grande jornalista carioca, contava muitas coisas sobre Garrincha.

Teve aquela que Zezé Moreira pedia para ele parar de driblar e jogar mais coletivamente.

Como Garrincha jogava genialmente por intuição, não obedecia o treinador.

Para resolver a situação, Zezé pôs uma cadeira antes da linha de fundo para Mané cruzar quando chegasse perto dela.

Garrincha não teve dúvida. Chegou na cadeira, deu um chapéu na cadeira, enfiou a bola debaixo das pernas da cadeira, derrubou a cadeira e foi para a linha de fundo fazer o cruzamento.

É claro que Zezé desistiu da ideia e deixou Garrincha jogar o seu jogo.

Antes da Copa de 58 em amistoso com a Fiorentina, em Firenze, Mané driblou vários zagueiros e até o goleiro, mas não fez o gol, parou em cima da linha.

Quando o goleiro voltou tentando, ele o driblou novamente e tocou para o gol sob os gritos dos companheiros e do técnico Vicente Feola que pediam para acabar logo com aquilo.

Resposta de Garrincha era uma pergunta sem sentido para todos, menos para ele: “Como eu ia fazer o gol sem goleiro?”. Simples assim e acabou.

Dizem que por causa dessa “indisciplina técnica”, Garrincha não começou a Copa de 58 como titular.

O primeiro titular foi Joel e como os resultados não eram os esperados, Garrincha foi pedido no time pelos próprios companheiros.

Jogando com Pelé foram mais de 50 partidas com a camisa da Seleção Brasileira. Os dois juntos jamais perderam um jogo com a camisa do Brasil. É um feito notável.

Em 1962, Amarildo substituiu Pelé machucado, mas quem assumiu tudo sozinho foi Garrincha que ganhou aquela Copa na marra.

Fez gol de pé esquerdo, que pouco usou durante toda a carreira e até mesmo de cabeça.

Conseguiu ser expulso de campo, outra coisa que raramente aconteceu na sua vida, e ainda jogou a final mesmo assim.

Garrincha viveu e morreu como um passarinho. Fizeram um jogo de despedida, no Maracanã, e na época deu um dinheirão.

No dia seguinte ele estava pobre de novo. Foi para a cidade de Pau Grande, onde nasceu e resolveu que precisava ajudar os seus amigos e como ele tinha amigos na época.

O dinheiro foi embora tão rápido como entrou. Elza Soares, grande cantora da música brasileira de todos os tempos, suportou os últimos anos de Garrincha com dignidade e cuidou dele mesmo nos piores momentos.

Foi muita injustiçada porque se juntou com um homem casado. Os moralistas de plantão quase acabaram com a carreira dos dois.

Elza sofreu preconceito fortíssimo ao se juntar com Garrincha.

Ela dizia que mesmo muito depois de ter abandonado o futebol, Garrincha ficava ao lado do rádio ouvindo as convocações da Seleção Brasileira na doce ilusão de que seria lembrado novamente. Para ele, o futebol não acabou nunca.

O álcool acabou com sua vida precocemente. Até hoje é reverenciado como um dos maiores gênios que o futebol já produziu.

Disseram que ele era o Charles Chaplin do futebol. Um homem que aceita sua pobreza, faz rir, faz chorar e que não se irrita com nada. Estava mais para Carlitos do que para Chaplin. É imortal, por isso é sempre lembrado.

 

 

Garrincha, jogai e rezai por nós e pelo Brasileirinho!

Leia o post original por Milton Neves

seco

É só dar Cruzeiro contra o fraco Botafogo neste final de semana e acabou o Brasileirinho dos horríveis pontos corridos.

E a vitória do campeão Cruzeiro é certeza absoluta.

Como a derrota do Criciúma na próxima rodada diante do time azul no Mineirão na extrema-unção de um campeonato de fórmula arcaica e superada.

Aí entra em campo o sem graça do Papai Noel literalmente de saco cheio às portas do Natal.

E trazendo de presente de grego para o mundo esportivo em geral mais um Campeonato Brasileiro tão emocionante e excitante quanto dançar com a mãe de rosto colado e ouvindo “O Ébrio”, com Vicente Celestino, rodando na vitrola.

A não ser que a Estrela Solitária brilhe como nunca na vida e o timeco do Botafogo consiga bater a seleção cruzeirense.

Algo impossível.

Mas, e o rádio, hein?

Ele foi “morto” por incautos quando Assis Chateaubriand implantou a TV no Brasil em 1951.

Nada de ruim aconteceu para o rádio AM.

Pelo contrário, cresceu ainda mais.

Com a chegada do FM o rádio ficou duplamente forte.

E não é que também disseram que a internet ia transformar o rádio em Teletrim, Atari, orelhão da Telesp, Mappin Movietone, alto-falante, Caderneta de Poupança Haspa e Papa-Tudo?

Nada disso e ao contrário, os aplicativos da internet multiplicaram por bilhões o alcance do rádio em todo o planeta tanto de grandes, médias e pequenas “estações”, como era dito na época do toca-fitas, videocassete, Vitrolinha Sonata à pilha e do telefone de manivela.

E os infernais congestionamentos das regiões metropolitanas de todas as capitais do Brasil também deram outro monumental impulso à audiência do rádio brasileiro.

Nunca, desde Pedro Álvares Cabral, ouviu-se tanto rádio no Brasil, ao volante e no celular.

Louros para quem não se acomodou e investiu no rádio, como o Grupo Bandeirantes, by executivo Mário Baccei.

Nativa FM e Band FM se alternam no primeiro lugar do ibope.

A nobre Band News é a principal emissora jornalística em toda a história do FM no Brasil.

A recente Sulamérica Trânsito é sacada genial na prestação de serviço profissional “combatendo” os engarrafamentos e a Bradesco Esportes FM vai crescendo em novo inédito casamento de um banco fortíssimo com um igualmente fortíssimo grupo de comunicação.

E tem também a Bandeirantes AM e FM.

Bem, mas essa deixa para lá, dispensa apresentações, conceitos e opiniões.

Diferentemente da então pequena, mas valente TV Esporte Interativo.

Quem diria que ela golearia as gigantes SporTV, Fox e ESPN na briga pelos direitos da Liga dos Campeões da Europa?

Ah, mas é dinheiro da Turner, desdenham os derrotados.

Ora, a Globo não teve também apoio inicial fundamental da Time-Life?

E a grande marca ESPN vive em 100% só da publicidade e de assinantes brasileiros ou teve e tem seu sustentáculo na fantástica Disney?

Justo a ESPN Brasil que perdeu seu grande e talvez único carro-chefe, a não ser que se componha com a outrora pequena Esporte Interativo.

Duvidoso ou difícil, mas por enquanto é bom diminuir bem mais seu azedume crônico na base do “tudo é ruim e nada está certo” moldando-se de vez ao esporte-alegria de sua matriz americana, uma lenda no país mais esportivo do mundo.

E entendendo que “se o jornalismo tem vergonha da publicidade, que viva sem ela” (Joelmir Beting).

Mas se o “Botafogo Esporte Interativo” goleou os “Cruzeiros SporTV, ESPN e Fox”, por que não pode dar zebra também no Mineirão?

Assim, Garrincha amado, jogai por nós, drible por nós, avance por nós para salvar o Brasileirinho e rogai por nós pela volta do mata-mata!

Ave, Mané!

A popularidade de Robinho. E os críticos de prancheta

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje à tarde a volta de Robinho e a grande rivalidade entre Santos e Corinthians darão o maior ibope deste Campeonato Brasileiro.

Veja como os Meninos do Santos foram campeões na África do Sul:

Santos vence Benfica por 2 a 0 e é campeão em Durban

João Igor, o herói do título

A equipe Sub-19 do Santos, orientada por Pepinho, filho do grande Pepe, venceu o Benfica por 2 a 0, com dois gols de João Igor, que entrou no segundo tempo, e se tornou campeã do Torneio de Durban, África do Sul. Mais do que a vitória e o título internacional, os meninos do Santos espalharam alegria na África do Sul e sentiram um pouco do carinho que o grande Santos sentiu quando jogava pelos cinco continentes. Este é o destino do Santos – ser um time do mundo e cativar torcedores de todo o planeta. Isso foi esquecido ou abandonado, mas precisa voltar. Veja e se emocione com uma visita dos Meninos da Vila a uma escola de Durban:

Confira aqui a cobertura no site Supersports, da África do Sul

A popularidade de Robinho. E os críticos de prancheta

Quem não gosta de Robinho e de Neymar provavelmente não teria gostado de Garrincha

Quando voltou ao Santos, em 2010, Robinho, como todos sabem, estreou fazendo, de letra, o gol da vitória diante do São Paulo. Na saída, um repórter ouvia pequenos fãs que esperavam pelo autógrafo do ídolo. Entre os meninos, havia um com a camisa do São Paulo. O repórter lhe perguntou: “Mas você não é são-paulino? Por que quer o autógrafo do Robinho?”. Ao que o garoto, demonstrando uma espontaneidade e uma sabedoria que geralmente escapam das mesas redondas das tevês, respondeu, com um sorriso: “Ué, Robinho é Robinho, né?”.

É difícil encontrar essa mesma sensibilidade em um jornalista, mas há muito tempo conversei com um que a tinha. Não me lembro exatamente quem foi, mas me recordo em detalhes a sua expressão sincera e arrebatada ao falar da dificuldade de ser um jogador de futebol: “Pô, os caras analisam como se jogar futebol fosse fácil. Eu acho que uma das coisas mais difíceis do mundo é ser jogador de futebol. Já pensou entrar naquela estádio lotado, os caras querendo te arrebentar, e você ter de dominar a bola, correr, fazer jogadas, gols… Pô!… (ele sorria, sarcástico, como se interiormente completasse: “Esses caras não sabem de nada!”).

Veja o desafio a que Robinho se impôs: o de ser um artista, um criador de jogadas, um criativo em meio a um bando de burocratas militarizados com a faca dos dentes. Sim, pois hoje o futebol é isso. Trocentos zagueiros, trocentos volantes, todo mundo ajudando na marcação, todos com ordem de matar o contra-ataque adversário, nem que seja na porrada e só um ou outro para fazer o que o torcedor realmente quer, que é o drible, o gol, a irreverência. Robinho, meus amigos, é um sobrevivente.

É importante que haja jornalistas esportivos especializados em números e estatísticas. Também é interessante que existam outros essencialmente críticos, como se estivessem sempre mal-humorados. Das críticas sempre se tira algo proveitoso. Porém, se todos forem assim, as pré-históricas mesas-redondas da tevê virarão uma chatice. Foi o que ocorreu sexta-feira na ESPN.

Não me pergunte o nome do programa. Estava zapeando entre o clássico “O Encouraçado Potemkin”, um documentário sobre Luis Carlos Prestes e o jogo entre Roger Federer e David Ferrer, quando me deparei com o programa comandado pelo José Trajano. Falavam de Robinho. Fiquei pra ver. E percebi o que muitos leitores do blog também perceberam: a má vontade, a indiferença, a quase falta de respeito com um ídolo popular do nosso combalido futebol.

Clubismo? Falta de respeito com um ídolo do Santos? Não chegarei a tal ponto. Mas posso afirmar que se meus colegas de ESPN julgassem todos os jogadores brasileiros com a mesma severidade com que julgaram Robinho, sobraria muito pouca gente para contar a história.

Um jogador que está há nove anos na Europa – jogou três anos no Real Madrid, dois no Manchester City e está desde 2010 no Milan – e recebe um salário equivalente a um milhão de reais por mês, está muito longe de ser um fracassado. Não foi o número um do mundo, como queria, e como todos nós queríamos, mas daí a dizer que passou em branco pelo continente que tem os mais poderosos clubes do planeta, vai uma grande diferença.

Se usarmos o mesmo rigor para analisar a passagem de outros brasileiros pela Europa, como faríamos para definir o estágio de Sócrates, que jogou apenas um ano pela Fiorentina, em 1984/85 e em 25 jogos dez apenas seis gols (um a menos do que marcou pelo Santos em 1988/89)? Ou Junior, que entre 1984 e 1989 defendeu os pequenos Torino e Pescara e voltou para o Flamengo sem nenhum título, nem mesmo em torneios regionais? Ou Roberto Dinamite, que ficou apenas uma temporada no Barcelona (1979/78), fez 8 gols em 17 jogos e voltou correndo para o seu Vasco? Ou mesmo Zico, que defendeu apenas o humilde Udinese por dois anos e, por não receber proposta de nenhum grande europeu, voltou para o seu eterno Flamengo?

Está certo que nos quatro anos em que defendeu o Santos, Robinho fez mais gols (94) do que nos nove de Europa (81), mas mesmo assim seu desempenho no futebol europeu não pode ser desprezado. Foi seis vezes campeão, três pelo Real Madrid e três pelo Milan.

Sem contar sua participação na Seleção Brasileira, pela qual fez 102 jogos (8 pela Sub-23) e marcou 32 gols (3 pela Sub-23). Em 2007 foi artilheiro (6 gols) e considerado o melhor jogador da Copa América, vencida pelo Brasil. Também foi bicampeão da Copa das Confederações, em 2005 e 2009.

E Robinho é o tipo de jogador que não pode ser analisado apenas pelo currículo. Ele pertence a uma classe especial e em extinção, que é aquela que reúne os artistas, os palhaços, aqueles que fazem rir com arte. Ele, como Neymar, é da mesma estirpe de Garrincha, capaz de alegrar o povo sem fazer gol. É isso o que faz tão querido pelo torcedor comum, mesmo pelo adversário.

E veja que, ao contrário de Garrincha, Robinho levou o seu time, o Santos, a dois títulos brasileiros e a uma final da Libertadores, enquanto o título mais importante que o grande Mané ganhou com o seu Botafogo foram três estaduais. Por aí se vê que os números, o currículo, nem sempre definem a relevância da carreira de um jogador.

Na verdade, todos esses jogadores que citei foram grandes, enormes mesmo, para o futebol brasileiro, e é isso que mais deveria interessar aos jornalistas esportivos nesse momento de penúria, e não o desempenho que tiveram na Europa. Quem está com o pires na mão, quem não tem ídolos e nem jogadores carismáticos, quem vê seus times mais populares caindo pela tabela, o público se afastando dos estádios e da tevê, é o pobre futebol que já se considerou o melhor do mundo.

A volta de Robinho ao Brasil deveria ser saudada ao menos como um sinal de esperança, pois, ao contrário de outros que, como o salmão, sobem o rio e voltam às origens para terminar sua história, Robinho ainda tem físico e habilidade para mostrar um futebol que não se vê mais por aqui. E se Alex, aos 36 anos, pode ser uma das últimas reservas de categoria e inteligência que ainda se vê em nossos campos, Robinho ainda tem alguns anos de boa lenha para queimar.

Será que o Robinho está em forma?

E pra você, como a imprensa tem tratado a volta de Robinho?

A dor pela ausência de Neymar

Leia o post original por Odir Cunha

Brasil x Alemanha – a emoção contra a perfeição

Alemães são pragmáticos, organizados, equilibrados, eficientes. Sua seleção de futebol espelha isso. O time brasileiro não tem essas qualidades e, por isso, no campo estrito da técnica e da tática, não pode ser considerado favorito nesta semifinal. Entretanto, os grandes momentos do futebol exigem outros componentes e a emoção é o mais importante deles. E essa emotividade, que tanto pode fazer tremer as pernas nos momentos decisivos, como adicionar uma energia extra e uma determinação inesperada às jogadas, convive com o brasileiro. E se torna mais intensa em momentos como este, em que um estádio e um país clamam pela vitória. Por isso, o que veremos em luta não serão apenas dois times, ou duas escolas, mas dois temperamentos, dois carácteres, duas formas de viver e sentir o futebol.

Tristeza, este é o sentimento que ainda me envolve e certamente me acompanhará por muitos dias. Imagino o tamanho da amargura do nosso eterno Menino da Vila e a desolação de milhões de pessoas que o adoram. A verdade é que uma Copa no Brasil sem Neymar não é uma Copa completa.

O que eu sempre temi, aconteceu. O garoto caçado a cada jogo, que ao invés de ser protegido, como todo craque deveria ser – ainda mais em nossos tempos áridos de beleza e criatividade no futebol –, era desrespeitado e ironizado por muitos, finalmente foi tirado de campo. E justamente em uma Copa do Mundo, o momento de sonho, tão aguardado por todo jogador.

Que me perdoe o colombiano Zuñiga, mas arremessar-se, joelho à frente, contra as costas de um adversário parado e desprevenido, não me pareceu acidental. O joelho fez a função de um aríete, concentrando a pressão e partindo a terceira vértebra lombar do jogador brasileiro, que ficará, no mínimo, três semanas longe da bola.

Esta agressão seria punida severamente mesmo no violento e permissivo futebol norte-americano, aquele que se joga com as mãos e no qual os atacantes costumam ser esmagados. No entanto, passou em branco para o árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo. Uma pena que, mesmo atuando em casa, o Brasil tenha sido vítima constante das arbitragens indecifráveis da Fifa.

Mas, dizem, há sempre um desígnio nos acontecimentos, mesmo nos mais desalentadores. Qual seria o interesse divino por trás dessa contusão do eterno Menino da Vila? Fazer seus inimigos gratuitos, esses sarcásticos, invejosos e mentirosos que pupulam pelo País, reverem suas gritantes mediocridades? Ou dar um descanso e poupar Neymar do grande desastre que está por vir?

Sim, pois agora o Brasil não é mais favorito, se é que em algum momento tenha sido, e nem merecerá dos adversários o mesmo temor. Talvez, se o espírito de David Luiz se espalhar pelo grupo, o título ainda venha, mas a verdade é que outras equipes estão jogando melhor e mostrando mais personalidade do que a brasileira.

E será que o Brasil merece mesmo ganhar essa Copa, depois de tantas lambanças na administração da verba pública destinada ao evento? De tamanho uso político de uma festa que deveria ser estritamente popular? E será que outro contendor não terá reunido mais méritos para erguer a taça?

Por outro lado, a ausência do grande craque da Seleção pode dar a seus companheiros a oportunidade de provar que formam um time de alto nível, mesmo sem ele. Porém, mesmo que o título venha, não será mais a mesma coisa, assim como a conquista da Copa do Chile, sem Pelé, não teve o mesmo brilho e encanto da glória obtida em campos suecos, quatro anos antes.

A dor de Neymar feriu a todos que gostam de futebol. Um pouco Garrincha, um pouco Pelé e muito Neymar, gosto de lembrar dele como o menino que surgiu no Santos com o uniforme bailando no corpo, e que, ao lado de Madson e Paulo Henrique Ganso, ouviu, humildemente, os conselhos da Suzana na festa de encerramento do Campeonato Paulista de 2009.

“Vocês são muito bons. Continuem assim, com essa alegria de jogar futebol”, insistia minha mulher, acostumada a educar adolescentes pelo esporte, aos jovens e sorridentes talentos santistas. Nos olhos de Neymar via-se a alma pura de um garoto sem maldade. Guardei essa imagem. Prefiro pensar nele assim, sem os milhões do Barcelona, sem o seu numeroso staff, sem os seus empresários, sem ser a personagem de nove entre dez comerciais do momento. O Neymar sozinho, o menino que só quer ser feliz jogando futebol.

Por este menino que está dentro de Neymar sempre torcerei. E se a consagração não pôde vir nesta Copa, que seja na próxima. Pelé sofreu com contusões nos Mundiais da Suécia, Chile e Inglaterra, mas aos 29 anos e oito meses ressurgiu com toda a majestade no México. Neymar tem, no mínimo, mais duas Copas para brilhar. Que assim seja!

E você, o que sente pela ausência de Neymar na Copa?

Morre o capitão do primeiro título mundial do Brasil, o homem que eternizou o gesto de levantar a taça!

Leia o post original por Milton Neves

Clique nos nomes dos craques e veja a história deles na seção “Que Fim Levou?“.

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Morreu nosso primeiro capitão, o homem que eternizou o gesto de levantar a taça. Em um ano, perdemos boa parte da defesa campeã na Copa do Mundo de 1958. Gylmar do Santos Neves, De Sordi, Djalma Santos, Nilton Santos e, agora, Bellini. Outra coincidência, todos morreram na casa do dia 20 (Gylmar do Santos Neves – 23 de agosto de 2013; De Sordi – 24 de agosto de 2013; Djalma Santos – 23 de julho de 2013; Nilton Santos – 27 de novembro de 2013).

Temos que reverenciar esses atletas que mostraram para os estrangeiros que a capital do Brasil não era “Buenos Aires”.

Bellini foi internado ontem após sofrer uma para cardíaca. O Capitão também sofria do Mal de Alzheimer há 10 anos.

O zagueiro brilhou com a camisa do Vasco da Gama, ganhando 10 títulos com o time carioca, e ainda jogou pelo São Paulo.

O gesto de Bellini após a conquista da Copa do Mundo na Suécia é até hoje repetido em qualquer competição. Tentando fazer com que todos vissem a Taça Jules Rimet, ele a levantou por cima da cabeça e marcou a história do futebol mundial.
Documento sem título

Cliquem nas fotos de cada  herói brasileiro campeão do mundo em 1958 e veja o arquivo mais completo da memória esportiva virtual

BelliniVicente FeolaDjlama SantosZitoNilton SantosOrlando PeçanhaGylmar dos Santos NevesGarrinchaDidiVaváZagalloPaulo Amaral