Arquivo da categoria: Gaviões da Fiel

Tem que protestar mesmo… precisam entender o que é Corinthians!

Leia o post original por Craque Neto

Na tarde de sexta (16) a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, marcou para protestar contra os maus resultados do time na porta do Centro de Treinamento Joaquim Grava. Muita gente da imprensa estava algo mais drástico. Digamos, agressivo. Pelo que eu vi não existiu nenhum exagero. Tudo na mais perfeita ordem. E pra falar a verdade eu sou totalmente favorável a esse tipo de iniciativa. O time que mais recebe dinheiro de TV, royalties, entre outras coisas não pode estar devendo até as calças. PIADA! Algo de muito errado está acontecendo e isso está refletindo diretamente em campo […]

O post Tem que protestar mesmo… precisam entender o que é Corinthians! apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Repúdio a Bolsonaro gera discórdia na Gaviões da Fiel

Leia o post original por Perrone

Provavelmente você faz ou já fez parte de um grupo de troca de mensagens que entrou em colapso por conta das próximas eleições no Brasil. Nesta quarta-feira, foi a vez de a Gaviões da Fiel amargar a discórdia entre seus integrantes por causa de divergências políticas.

O estopim para a cizânia foi um texto escrito por Rodrigo Gonzales Tapia, o Digão, presidente da maior torcida organizada do Corinthians. O comentário foi reproduzido pelo “Blog do Juca Kfouri” com um título didático: “Gavião não vota em Bolsonaro”.

Nele, o dirigente diz que as ideias do candidato do PSL à presidência são contrárias aos ideais democráticos da uniformizada. Em seguida, afirma que os apoiadores de Jair Bolsonaro devem repensar suas caminhadas na torcida. E, para ser mais claro, sugere que quem estiver na Gaviões por interesses pessoais e não por afinidade com a filosofia da torcida deve deixar a entidade.

A reação foi imediata. Associados passaram a cobrar outros diretores sobre a posição do presidente. Torcedores influentes ameaçaram entregar suas carteirinhas.

Digão foi “alvejado” por críticas internas e nas redes sociais, onde também recebeu apoio dos que não querem Bolsonaro como presidente.

Ao blog, a assessoria de imprensa da Gaviões afirmou que o presidente fez comentários pessoais em um perfil dele nas redes sociais. Informou ainda que não havia uma posição oficial da Gaviões sobre o tema.

Entre os que criticaram o papo reto de Digão está Ronaldo Pinto, ex-presidente da Gaviões. Ele publicou um textão em sua conta no Facebook para comentar o assunto. Disse que a mensagem do presidente da Gaviões contraria a democracia existente no país e que o comunicado não o representa.

O torcedor afirmou ainda que no primeiro turno votará em João Amoedo (Novo), mas apoiará Bolsonaro se ele chegar ao segundo com um candidato de esquerda.

Membro da velha guarda da torcida, Vladimir Magal Leite escreveu que deixa sua sua carteirinha de sócio à disposição da diretoria por discordar da mensagem do presidente.

Entre veteranos da Gaviões há o entendimento de que a entidade tem muitos assuntos para enfrentar em seu universo e no Corinthians (como cobranças à diretoria). Desta forma, precisa de união. Porém, o gesto do presidente pode provocar uma divisão que enfraqueça a torcida nessas batalhas.

Indagada sobre a turbulência provocada pela manifestação de Digão, a assessoria de imprensa negou que ela tenha acontecido. Assim como disse não ter havido movimento de sócios para entregar suas carteirinhas. Completou afirmando que o presidente não disse que quem votar em Bolsonaro tem que deixar a torcida, mas sim quem estiver na uniformizada para comprar ingressos entre outras metas pessoais. O blog mantém as informações publicadas.

Festa na Gaviões em meio à ‘maratona’? Corinthians diz que só durou 1 hora

Leia o post original por Perrone

Em meio a uma “maratona” de jogos fora de casa, parte dos jogadores do Corinthians participou na última sexta (27) de uma festa na quadra da Gaviões da Fiel para comemorar o bicampeonato paulista. A presença foi autorizada pela diretoria, que viabilizou a exibição do troféu conquistado na final com o Palmeiras no local.

Já na manhã deste sábado, os atletas treinaram para depois embarcarem a Belo Horizonte. Na capital mineira, neste domingo, a equipe enfrenta o Atlético-MG  tentando manter seu aproveitamento de 100% no Brasileiro.

O desgaste provocado por viagens e jogos pode fazer Fábio Carille, que também esteve no evento, poupar titulares. Antes do Galo, o alvinegro paulista atuou como visitante diante de Independiente, na Argentina, Paraná Clube, em Curitiba, e Vitória, em Salvador. Os duelos aconteceram entre os dias 18 e 25 de abril.

Cássio, Romero, Balbuena, Henrique, Gabriel,  Sheik, Kazim e Pedro Henrique estão entre os corintianos que participaram do festejo.

Indagada sobre a participação de jogadores na festa da Gaviões num momento de desgaste provocado por seguidos deslocamentos e jogos, a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que eles ficaram pouco tempo na comemoração.

“A torcida em questão fez uma recepção para os bicampeões paulistas e alguns membros do clube permaneceram no local durante uma hora. A programação de treinos e viagem não foi alterada”, respondeu o departamento de comunicação corintiano.

Arena Corinthians tem tumulto com PM e torcedor acusado de tráfico

Leia o post original por Perrone

No primeiro jogo do Corinthians com o setor de sua arena destinado para as torcidas organizadas do clube interditado pelo STJD houve tumulto entre torcedores e policiais militares na área sul, para onde membros de uniformizadas foram remanejados.

A confusão aconteceu no intervalo da partida com o Fluminense, neste domingo, perto do banheiro masculino. Segundo o tentente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque, houve no local um flagrante de tráfico de drogas. “Um torcedor foi preso vendendo cocaína no banheiro. Ele estava com 30 papelotes, uma quantia considerável”, afirmou o policial ao blog. O tenente-coronel disse não ter o nome do acusado no momento da entrevista.

Durante a ação, houve correria e torcedores que estavam perto do banheiro reclamaram de terem sido agredidos sem motivo pela PM com golpes de cassetete. “Teve uma tentativa de fuga e isso pode ter provocado um pequeno entrevero”, declarou Gonzaga.

Pouco depois da confusão, o blog presenciou um torcedor sendo preso sob a acusação de desacato à autoridade. “Quem é você pra me mandar tomar no c… Você não é trabalhador, trabalhador sai de casa para trabalhar, não pra me mandar tomar no c…”, dizia o policial para o homem detido. O PM chegou a desferir uma cabeçada que não atingiu seu desafeto.

A diretoria do Corinthians informou a seus sócios-torcedores que conseguiu junto ao STJD a liberação parcial do setor norte para o confronto com o Cruzeiro, na próxima quarta pela Copa do Brasil. Porém, o clube segue proibido de vender bilhetes para Gaviões da Fiel e Estopim da Fiel.

Em 2016, organizadas paulistas zombam uma vez por mês de autoridades

Leia o post original por Perrone

Em 2016, pelo menos uma vez por mês membros de torcidas organizadas paulistas debocharam das autoridades de segurança pública do Estado. Até abril, foram registrados ao menos quatro casos em que esses torcedores agiram como se estivessem caçoando de policiais militares e civis, promotores e juízes.

A sequência começou na final da Copa São Paulo. Integrantes da Gaviões da Fiel acenderam sinalizadores no jogo contra o Flamengo no Pacaembu. Além de mostrarem que não estavam nem aí para o fato de Federação Paulista punir torcidas nesses casos, eles desmoralizaram a revista feita pela PM. Deixaram claro que quando querem entrar com algo vetado nos jogos têm boa chance de conseguir.

No final de fevereiro, para o espanto de juízes, promotores e policiais, o ex-presidente da Gaviões, Douglas Deúngaro, o Metaleiro, ameaçou Alex Sandro Gomes, o Minduim, também integrante torcida, dentro de uma sala do fórum de Santana. Diante de policiais militares ele chegou a dizer que arrancaria o pescoço de desafeto, que é assessor do deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.

Prova maior de ousadia seria dada apenas dois dias depois, no início de março. Minutos após deixarem o fórum da Barra Fundo, onde as principais torcidas paulistas tinham se reunido com o Ministério Público, o presidente da Gaviões, Diguinho, e seu secretário, Cris foram espancados no estacionamento do centro de compras em que tinham deixado o carro. Ou seja, o MP acabou sendo usado para um acerto de contas entre torcidas rivais, já que o ataque foi perto do fórum.

Os agressores mostraram não terem nenhum receio de serem pegos ao agirem debaixo do nariz do Ministério Público. E os agredidos não tiveram constrangimento, segundo investigação da polícia, de recolher objetos que teriam sido usados na ação. Para os policiais, eles não têm interesse em que os rivais sejam punidos pela Justiça. Preferem a vingança.

Em abril, a polícia prendeu um membro da Mancha Alviverde acusado de participação na emboscada a Diguinho. No mesmo dia, policiais reviraram a sede da Gaviões em busca de porretes que teriam sido usados na agressão e recolhidos. Nada foi encontrado, mas a demonstração de que as autoridades estavam apertando o cerco sobre torcedores violentos tinha sido dada.

A sensação de que a situação estava sob controle, porém, virou pó dois dias depois, quando palmeirenses e corintianos protagonizaram pelo menos quatro brigas na cidade antes e após o jogo entre os dois times no Pacaembu. O serviço de inteligência não foi capaz de evitar os confrontos. Assim como o esquema de segurança montado para tirar os corintianos do Pacaembu não impediu que eles agredissem palmeirenses perto do estádio.

O saldo do domingo sangrento foi uma pessoa, que não era ligada à torcida organizada, morta longe do Pacaembu, antes do jogo.

Apesar de os líderes das organizadas negarem que as brigas tenham sido combinadas pelas cúpulas das torcidas, é possível interpretar as confusões em diferentes cantos da cidade como mais um desafio às autoridades e demonstração de que os vândalos não temem ser punidos.

 

Torcidas e liberdade de expressão

Leia o post original por Antero Greco

As manifestações da Gaviões da Fiel tomaram espaço importante nos meios de comunicação. Não em todos, claro… As faixas de protesto levadas aos estádios (no meio da semana e no domingo) provocaram reações extremadas, de interferência da polícia, pedido de moderação de árbitro e capitão do Corinthians, até silêncio de emissoras de tevê alvos de críticas.

Discute-se se a organizada tem ou não direito de manifestar-se daquela forma. Tem direito. Os componentes da agremiação são cidadãos brasileiros, protegidos pela liberdade de expressão que lhes confere a Constituição, salvo engano a Lei Maior do País. Assim como se responsabilizam por eventuais transgressões às leis. Como qualquer um, em qualquer situação.

Protestar contra preços de ingressos, horários dos jogos, influência de mídia, bem como emitir opinião a respeito de CBF e FPF é questão de livre arbítrio. Assim como revelar descontentamento com um dos tantos escândalos que marcam a vida nacional (no caso, o das merendas escolares em São Paulo).

Como consumidores, os torcedores podem reclamar do preço dos ingressos e dos horários dos espetáculos, por exemplo. Pessoas, empresas, entidades que se sentirem aviltadas também têm o direito de acionar na Justiça aqueles que lhes parecem detratores.

Assim que funciona em países em situação democrática e com ordenamento jurídico normais.

Estranho é a PM ir pra arquibancada, como aconteceu no meio da semana, e arrancar faixas e pessoas na marra. Em primeiro lugar porque não havia crime. Além disso, não deveria ser atribuição da polícia cuidar desse tipo de assunto – nem da segurança dentro dos estádios. Como força pública, deveria ficar fora. Dentro, os clubes que tenham suas equipes.

Idem para o árbitro. O que tem a ver Sua Senhoria com protestos dos torcedores, desde que não incitem à violência nem alimentem sentimentos xenófobos, racistas ou que revelem intolerância religiosa. Cada um tem suas convicções e pode expô-las. Repito: eventuais ofendidos podem partir para o contra-ataque, dentro da lei.

Há dúvidas, no entanto, que me cutucam a cabeça: por que questionamentos políticos, éticos, esportivos são tão esporádicos dentre as organizadas? Por que aparecem muito raramente, se há tantas oportunidades para marcar posição e os moços passam batidos? De onde vem o repentino surto de civismo? Até quando vai durar? E, ainda: quem se beneficia com as cobranças e quem eventualmente se prejudica com elas?

Sugiro que incluam nas faixas palavras de incentivo pelo fim da violência e das rixas que provocam acidentes, vendettas, mortes entre organizadas rivais. Seria um gesto de extraordinária consciência e ganharia adeptos no Brasil todo.

Para pensarmos.

 

Nota oficial mostra que PM errou com Gaviões no episódio das faixas

Leia o post original por Perrone

A confusão entre policiais militares e membros da Gaviões da Fiel na última quinta em Itaquera começou por causa de um erro de interpretação da PM em relação à punição imposta pela Federação Paulista à torcida. A conclusão é baseada em nota oficial enviada ao blog na última sexta, e assinada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

O comunicado diz que a Gaviões “cumpria punição da Federação Paulista de Futebol (FPF) para não portar faixas durante o jogo”. E que “alguns torcedores descumpriram a regra e tentaram estender uma faixa no estádio”. A briga começou quando policiais decidiram retirar da arquibancada membros da organizada que se recusaram a entregar a faixa.

Os escritos protestavam contra a Globo e a falta de transparência na prestação de contas da arena corintiana. Acontece que a punição imposta pela FPF diz que por 60 dias, a partir de 27 de janeiro, a Gaviões da Fiel está proibida de entrar nos estádios com “objetos (faixas, bandeiras, instrumentos musicais) que identifiquem” a torcida.

As faixas exibidas, porém, não identificavam a Gaviões. Ou seja, de acordo com a resposta oficial da PM via Secretaria de Segurança Pública, os policiais equivocadamente entenderam que a punição impede qualquer tipo de faixa (o que poderia ser considerado um abuso contra a liberdade de expressão).

Existe ainda outra versão, dada à Folha de S.Paulo pelo major Luiz Gonzaga. Ele afirmou que a PM agiu baseada no Estatuto do Torcedor. A regra a qual o policial se refere veta cartazes, bandeiras ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo. Assim, de acordo com o que declarou o major ao jornal, a polícia só pode ter entendido como ofensivo a torcida dizer que o Corinthians não é quintal da Globo e/ou perguntar onde estão as contas relativas à construção do estádio.

Opinião

A PM cometeu um erro grosseiro ao tentar retirar a faixa. Além disso, se no entender da PM nenhum tipo de faixa da Gaviões poderia entrar, houve também falha na revista. Como ocorreu na final da Copa São Paulo, jogo em que a torcida entrou com sinalizadores e acabou punida.

Nos dois casos, a Polícia Militar precisa ser cobrada por seus erros. Ela não faz um favor aos clubes e aos torcedores trabalhando nos estádios. A corporação recebe para estar lá. No jogo entre Corinthians e Capivariano, na noite do episódio das faixas, recebeu R$ 56.951,96, que foram descontados da arrecadação da partida.

O Corinthians, que pagou a conta, deveria cobrar da PM explicações. Não se trata de defender a organizada, mas de exigir qualidade na prestação do serviço pelo qual paga. Afinal, se a confusão tivesse maior proporção, o Corinthians poderia ser punido como mandante da partida.

Abaixo veja a nota assinada pela Secretaria de Segurança Pública na íntegra e a resolução da FPF punindo a Gaviões

 

 

 

 

Torcidas causam 4 confusões em um mês, mas tentam mudar imagem

Leia o post original por Perrone

Em cerca de um mês com bola rolando, torcidas de Corinthians, São Paulo e Palmeiras já se envolveram em pelo menos quatro confusões, sem contar protestos feitos pela Gaviões da Fiel em frente à sede da Federação Paulista.

Curiosamente, enquanto brigam, causam tumultos, depredam, apavoram até garotos das categorias de base, as uniformizadas tentam demonstrar uma mudança de postura.

O principal exemplo é a são-paulina Independente, que protagonizou briga com policiais e atos de vandalismo em Mogi das Cruzes, que recebeu jogo da equipe contra o Rondonópolis pela Copa São Paulo. A prefeitura local cobrou o prejuízo de São Paulo e FPF, mas a uniformizada se comprometeu a pagar a conta de R$ 68,8 mil. Uma reunião acontecerá após o Carnaval para torcida e município acertarem os detalhes.

Vale lembrar que o jogo aconteceu em estádio menor do que o que vinha sendo usado para as partidas do time tricolor e muitos torcedores não conseguiram entrar, dando início aos tumultos.

Já os líderes da Gaviões da Fiel e da Mancha Alviverde enviaram mensagens para seus membros evitarem confrontos na última quinta durante seus deslocamentos, criticando a federação por colocar os dois times para jogar no mesmo dia. O tom das rivais agora é de que o inimigo em comum é a FPF.

As duas torcidas também já se envolveram em confusões em 2016. A Gaviões ascendeu sinalizadores durante a final da Copinha e foi suspensa, o que gerou protestos diante do prédio da federação. Além disso, torcedores corintianos cercaram o ônibus do time sub-15 do Corinthians após eliminação na Copa do Brasil.

Por sua vez, sócios da Mancha brigaram em sua sede com integrantes da vascaína Força Jovem durante festa de aniversário da torcida palmeirense e chegaram a anunciar o rompimento de uma das mais tradicionais alianças entre uniformizadas do país.

Impasse entre PM e Justiça deixa brigões de Gaviões e Mancha sem ‘castigo’

Leia o post original por Perrone

O caso é emblemático no que diz respeito às dificuldades enfrentadas e, muitas vezes, criadas pelas autoridades para manter brigões longe dos estádios brasileiros.

Desde o dia 17 de março, seis integrantes da Gaviões da Fiel e dois da Mancha Alviverde, todos acusados de participação em briga que matou dois palmeirense em 2012, estão obrigados a se apresentar num batalhão da Polícia Militar. Isso nos dias de jogos de seus times como mandantes em São Paulo e até o julgamento do caso. Mas, por causa de um impasse que envolve Justiça e a PM, eles não estão cumprindo a medida restritiva aplicada pelo juiz. Nunca chegaram a cumprir, segundo um dos advogados de defesa.

O problema acontece porque a Polícia Militar, escorada numa determinação da Secretaria de Segurança Pública, não aceita a receber os réus. Assim, por enquanto, eles não têm onde ficar durante as partidas.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública enviou nota ao blog informando que “foram alterados os locais de cumprimento de medidas restritivas para torcedores”. E que agora “elas são realizadas no Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal, Instituto de Criminalística e Rede de Reabilitação Lucy Montoro”. A resposta diz ainda que os locais de cumprimento são definidos pela Central de Penas e Medidas Alternativas, da Secretaria de Administração Penitenciária.

Procurada, a assessoria de imprensa da central não respondeu ao blog até a publicação deste post.

Por sua vez, Claudia Mac Dowell, promotora que ofereceu a denúncia contra os torcedores, confirmou que os réus não estão cumprindo a medida porque não foram recebidos pela PM. Ela disse também que, até esta quinta, não estava definido o local em que eles passarão a ficar. “Mais um motivo para muita frustração. A Polícia Militar diz que essa recusa teria ficado acertada numa reunião com a Secretaria de Segurança Pública para a qual eu não fui convidada, nem me consta que o juiz tenha sido”, escreveu a promotora em resposta ao blog, por mensagem via celular.

A falta de local não é o único problema. O despacho sobre a medida restritiva não fala que os réus têm que prestar serviços comunitários durante os jogos. Assim, o advogado de parte deles disse ao blog que não aceita que seus clientes sejam encaminhados para instituições em que teriam que desempenhar essas funções. Sob a condição de não ser identificado, o mesmo defensor afirmou que orientou os réus a ficarem em casa, com testemunhas, nos dias de jogos. E explicou ainda que eles não chegaram a cumprir a medida nenhuma vez, por conta da decisão da PM.

Nesse cenário, é praticamente impossível que, caso tentem, os corintianos atingidos pela medida não entrem no Morumbi para assistirem ao clássico de seu time com o São Paulo, neste domingo. Já os palmeirenses podem ir ao Mineirão porque a medida que valia para todos os jogos de Corinthians e Palmeiras no Brasil foi atenuada apenas para partidas em São Paulo, com seus clubes como mandantes ou no confronto entre ambos. Além disso, um dos integrantes da Mancha já tinha sido dispensado de se apresentar à PM nos dias de jogos por estar cursando faculdade de engenharia. Ele precisa apenas apresentar relatórios de frequência na faculdade.

Abaixo, veja na íntegra nota enviada ao blog pela assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública.

Reprodução

 

 

 

Justiça decreta prisão preventiva de integrante da Gaviões da Fiel

Leia o post original por Perrone

 Após ser acusado de participar de briga com torcedores do Vasco no aeroporto de Natal, na semana passada, Carlos Roberto de Britto Júnior, o “Neguinho”, integrante da Gaviões da Fiel, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Raphael Garcia Pinto no último dia 24. A partir desta quinta, ele passou a ser considerado foragido da Justiça, de acordo com a promotora Claudia Mac Dowell, que requisitou a prisão.

Nesta quarta, Neguinho deveria ter comparecido a um batalhão da Polícia Militar duas horas antes do jogo entre Corinthians e Vasco por conta de processo em que é réu. Ele é acusado de homicídio e formação de quadrilha com outros 14 corintianos da Gaviões. Eles teriam participado em 2012 de briga em que dois palmeirenses da Mancha Alviverde morreram. Como não compareceu ao batalhão e tinha sua prisão decretada, o torcedor passou a ser considerado foragido da Justiça, segundo a promotora.

Conforme mostrou o blog, em decisão inicial da Justiça, tomada em março, Neguinho e outros acusados estavam proibidos a ir a jogos do Corinthians em qualquer estádio do Brasil. Porém, em maio, a medida foi alterada. Ficou vetada a presença deles apenas em partidas no Estado de São Paulo com o Corinthians como mandante. E em confrontos contra o Palmeiras também com mando do alviverde.

Em seu despacho, Pinto afirmou que a prisão cautelar de “Neguinho” é “medida que se impõe para garantir a ordem pública”.

“Todavia, ao que consta dos autos, mais uma vez o acusado encontra-se envolvido em brigas, tumultos e atos de violência entre torcedores organizados, evidenciando tratar-se de pessoa perigosa, violenta, audaciosa, que desrespeita a ordem pública, zomba do poder judiciário e acredita estar acima da lei”, escreveu o juiz.

O blog não conseguiu entrevistar os advogados de Neguinho até a publicação deste post.