Arquivo da categoria: Geuvânio

Empresa que brigou com Santos por Neymar se aproxima na gestão de Peres

Leia o post original por Perrone

De parceira do Santos nos tempos de Marcelo Teixeira, a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, se transformou em adversária do clube a partir da gestão de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Agora, com José Carlos Peres na cadeira mais almejada da Vila Belmiro, a empresa volta a se aproximar do alvinegro praiano.

Roberto Moreno, executivo da DIS, confirmou ao blog o novo momento na relação entre as partes. “O Peres já nos fez uma visita. Tem tudo para dar certo. Infelizmente, fomos afastados na gestão do Laor sem nenhuma justificativa porque sempre somos a favor da instituição Santos, independentemente da gestão”, afirmou Moreno.

A reaproximação passa pela discussão sobre eventual acordo para encerrar pendências entre as partes. “Tenho um bom relacionamento com a atual gestão, mas existem várias pendências judiciais com o Santos. André, Neymar, Wesley, Emerson Palmieri…”, escreveu o executivo em mensagem ao blog.

Segundo ele, é difícil, mas não impossível, que a empresa volte a ser parceira do clube em alguns negócios até antes de solucionar esses casos. Vale lembrar que agora a Fifa só permite que clubes tenham direitos econômicos de jogadores. No entanto, a DIS representa atletas, parte considerável nas categorias de base de diferentes times.

Peres já sinalizou que é a favor de encerrar as brigas com a empresa. Durante a campanha eleitoral, ele adotou discurso pacifista em relação a atritos gerados durante outras administrações. Isso inclui a turbulência com Neymar e seu pai.

No entanto, por meio da assessoria de imprensa do Santos, o presidente evitou falar especificamente sobre a DIS. Também não respondeu se visitou o escritório da empresa recentemente.

O departamento de comunicação santista enviou a seguinte nota sobre o assunto: “Peres tem buscado conversar com todas as pessoas físicas e jurídicas no sentido de equalizar a vida financeira do clube. Empresas e empresários que trouxerem bons negócios para o clube e não apenas às próprias empresas e empresários serão ouvidos. Se em algum momento, contudo, auditoria ou Justiça apontarem que qualquer uma dessas empresas ou empresários lesaram o clube, deixarão de ser ouvidos pela atual gestão para novas negociações.”

A principal batalha entre DIS e Santos estourou por conta da venda de Neymar para o Barcelona, em 2013. A empresa crê que as partes fizeram a negociação de uma forma que pagassem menos do que ela entendia ter direito a receber por sua participação nos direitos econômicos do atacante. Inconformada, acionou a Justiça espanhola.  Na ocasião, Laor presidia o Santos.

Divórcio

A DIS vivia em harmonia com o alvinegro durante a gestão de Marcelo Teixeira. Porém, quando Luís Álvaro assumiu à presidência, passou a questionar os valores pagos pela empresa pelos direitos econômicos de jovens promessas do clube e tentou desfazer os acordos. A partir daí a relação só piorou.

Laor, que renunciou alegando problemas de saúde, e DIS, saíram de cena na Vila Belmiro. Em seus lugares entraram Odílio Rodrigues, ex-vice-presidente, e Doyen Sports. O fundo de investimentos trouxe Leandro Damião para o clube no final de 2013. Na ocasião, o alvinegro se comprometeu a pagar cerca de R$ 42 milhões para a parceira até o fim do contrato de cinco anos do jogador, que não vingou na Vila.

Após a saída de Odílio, foi a vez de a Doyen virar inimiga. Modesto Roma Júnior, seu sucessor na presidência, não aceitou as vendas de parte dos direitos econômicos de Gabigol, Geuvânio e Daniel Guedes. Ele alegou que, de acordo com o estatuto, Odílio não poderia ter feito as negociações no final de seu mandato, em 2014. O Santos chegou a mandar o caso para um centro de arbitragem. Antes de deixar a presidência, porém, Modesto entrou em acordo com a Doyen sobre as vendas dessas fatias e também para equacionar a dívida referente a Damião.

Ao mesmo tempo em que se afastou da Doyen, Modesto estreitou os laços do clube com o empresário Luiz Taveira. Ele participou de várias negociações durante a gestão do ex-presidente. Sua constante presença nos assuntos do clube incomodou conselheiros.

Agora, o mesmo vento que sopra a favor da DIS, afasta Taveira da Vila Belmiro. A direção atual não o enxerga com bons olhos.

 

Quando o jogador quer os caras rasgam até contrato!

Leia o post original por Craque Neto

O meia Geuvânio acertou todas as bases contratuais com o Flamengo e já até apareceu com a camisa rubro-negra número 23. Na verdade o anúncio demorou a sair porque o jogador quando deixou o Brasil em 2016 para acertar com Tianjin Quanjian da China tinha assinado uma cláusula de exclusividade com o Santos para uma futura volta ao País. O que vamos falar a verdade? Baita bobagem! Claro que eu acho que contrato é feito para ser cumprido. Mas esse tipo de coisa não devia nem poder fazer já que descumpre totalmente o direito trabalhista do cidadão. Afinal de contas, […]

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Quando o jogador quer os caras rasgam até contrato!

Leia o post original por Craque Neto

O meia Geuvânio acertou todas as bases contratuais com o Flamengo e já até apareceu com a camisa rubro-negra número 23. Na verdade o anúncio demorou a sair porque o jogador quando deixou o Brasil em 2016 para acertar com Tianjin Quanjian da China tinha assinado uma cláusula de exclusividade com o Santos para uma futura volta ao País. O que vamos falar a verdade? Baita bobagem! Claro que eu acho que contrato é feito para ser cumprido. Mas esse tipo de coisa não devia nem poder fazer já que descumpre totalmente o direito trabalhista do cidadão. Afinal de contas, […]

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O maior dos problemas

Leia o post original por Rica Perrone

Claro que pro rubro-negro o problema do Flamengo é a bola entrar e ponto final. Mas entre os mil acertos que essa diretoria tem, comete seus erros. E longe de ser o Zé Ricardo ou algum reforço, considero o maior erro o conceito de auto suficiencia. O Flamengo levou ao flamenguista a idéia de que …

Agiotagem da Doyen nos casos de Geuvânio e Leandro Damião

Leia o post original por Odir Cunha

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

Segundo informação do Odir, dependendo de sentença, o “empréstimo” da Doyen para comprar o Damião poderia custar 18 milhões de euros ao Santos. Como o contrato deste “empréstimo” não está à disposição, resolvi ler o contrato da venda dos direitos do Geuvânio vazado pela FOOTBALL LEAKS, para entender o MODUS OPERANDI do fundo. Em face de um rombo de 18 milhões de euros nunca será excessivo chatear aos leitores com textos prolixos e maçantes para tentar expor um ou outro elemento talvez não considerado ainda, quiçá útil para a causa do Santos.

1 – PERGUNTA AO LEITOR

Se você, leitor deste blog, tivesse vendido duas casas geminadas a um fundo imobiliário em novembro de 2014 e a primeira casa tivesse sido revendida no mercado em janeiro de 2016 com prejuízo (em relação ao preço pago a você acrescido de juros de 10% ao ano até a revenda) e o fundo imobiliário tivesse direito de exigir que você o indenizasse pelo prejuízo, e se a segunda casa não tivesse sido vendida ainda em fevereiro de 2017 e você fosse obrigado a aceitar a devolução desta pelo fundo e repagar a ele o valor do preço recebido acrescido de juros de 10% ao ano, pergunto:

…você acha que você vendeu mesmo as duas casas geminadas ao fundo imobiliário em novembro de 2014, como sugere o contrato?

Evidentemente que não, porque a despeito de qualquer falsidade nas denominações dos termos do contrato, a operação que mais se aproxima dos efeitos das cláusulas, é a de que você em 25 de novembro de 2014 não vendeu, mas cedeu as duas casas em consignação ao fundo imobiliário, recebendo deste não um preço de venda, mas um adiantamento financeiro sujeito a juros, sendo que a venda com transferência de propriedade da primeira casa ocorreu apenas em janeiro de 2016, não ao fundo imobiliário, que agiu apenas como agente, mas ao terceiro. Como o preço de venda pago pelo comprador foi inferior ao adiantamento recebido e acrescido de juros, você, proprietário da casa teve que cobrir o déficit do agente. Também a devolução da segunda casa coaduna perfeitamente com esta intepretação.

A contrapartida lógica deste contrato seria que na hipótese em que o valor de venda da casa ao terceiro em 2016 tivesse superado o valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros, o fundo imobiliário sendo apenas agente, teria que lhe remeter a quantia do superávit.

Infelizmente ledo engano meu caro, porque você cedeu uma terceira casa em 2014 ao mesmo fundo imobiliário com um contrato de conteúdo absolutamente idêntico, sendo esta a casa foi revendida igualmente em 2016, mas neste caso com superávit em relação ao valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros de 10% ao ano. Mas o fundo imobiliário, com base no contrato embolsou todo o superávit sem repassar um centavo a você. Neste caso o fundo considerou ter comprado a casa em 2014.

Então você não seria imbecil a ponto de assinar “contratos” que definem a sua verdadeira natureza dependendo de um resultado futuro, seja uma transação de consignação a um agente com adiantamento financeiro deste, ou seja, uma transação de venda efetiva no ato da assinatura do contrato, alternativas que têm a finalidade única de alocar todos os lucros ao fundo imobiliário e todos os prejuízos a você.

Um contrato destes deve ser enquadrado como AGIOTAGEM, com o fundo imobiliário no papel de AGIOTA. E você, vítima da agiotagem, além de ter pagado o custo da construção da casa durante anos, vai pagar juros, manutenção e arcar com todos os riscos envolvendo a casa no período de 2014 e 2016.

Mas as casas das quais falamos, não são casas, correspondem na verdade a 35% dos direitos econômicos do GEUVÂNIO. O imbecil não foi você, mas o Santos Futebol Clube e a imobiliária não foi imobiliária, mas a Doyen.

Evidentemente o mecanismo híbrido não é apresentado no ”Contrato de participação em direitos econômicos” da Doyen na forma em que foi exposto em nosso exemplo imobiliário. É camuflado elegantemente em duas alternativas simplórias. Na hipótese em que houver superávit na venda dos direitos no futuro, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-a, que a propriedade dos direitos foi transferida a Doyen no ato da assinatura em novembro de 2014, ficando o superávit auferido em 2016 com a Doyen. No caso em que no futuro houver déficit na venda dos direitos, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-b que a Doyen jamais assumiu a propriedade dos direitos, ficando o prejuízo constatado em 2016 a cargo do Santos. No caso em que nem mesmo a Doyen consiga encaminhar a “revenda” do jogador no mercado, a obrigação de repagamento do adiantamento financeiro acrescido de juros de 10% ao ano é instrumentado através da “opção” da Doyen para “revender” o jogador ao Santos, conforme a CLÁUSULA 13.

A taxa de juros de 10% ao ano não é barata em euros, é cara, com o risco do benefício que o Santos teria em relação às taxas de juros superiores em reais ser suplantado múltiplas vezes pelo risco cambial da dívida, como de fato foi.

Mesmo sem conhecer o “contrato de empréstimo” firmado entre o Santos e a Doyen para financiar a compra do DAMIÃO, mas a julgar pelas informações fragmentárias publicadas na mídia, como a de que no mínimo 80% do lucros da “revenda” do Damião ficam com a Doyen, é quase certo que se trata igualmente de uma compilação de transações diferentes empacotadas num único contrato, valendo aquela que dependendo do resultado da venda futura beneficiar a Doyen e prejudicar o Santos.

Se o desempenho do Damião, estacionado no Santos, fosse mal e o seu valor não atingisse 18 milhões de euros, o contrato funcionaria como um contrato de empréstimo e o Santos fica devendo 18 milhões de euros à Doyen. Mas se o jogador fosse bem, a Doyen não se considera mais cedente de um empréstimo, mas proprietária de no mínimo 80% dos direitos desde o início da transação em Janeiro de 2014.

2 – GEUVÂNIO: AS CLÁUSULAS 6.3 e 10-C DE EXPECTATIVA DE REVENDA AO “VALOR RAZOÁVEL”

No modelo simplificado não ilustramos a CLÁUSULA 6.3, que define um “VALOR de oferta de transferência RAZOÁVEL e valor mínimo de mercado do jogador” de 4 milhões de euros como parâmetro para uma “revenda” dos seus direitos, o que para a fatia de 35% da Doyen corresponde a um valor de 1,4 milhões de euros, ou seja, um rendimento de 86,7% (1,4 /0,75 milhões). A expectativa de atingir este valor numa “revenda” teria sido considerada “por ambas a partes como essencial para a assinatura do contrato”.

Mesmo que a CLÁUSULA 6.3 não estipule de forma afirmativa uma obrigação do Santos de indenizar a Doyen caso o rendimento não atingir a marca do valor razoável, tal obrigação pode ser deduzida de forma indireta da CLÁUSULA 10.1-c, que usa o artifício da possibilidade de renúncia da Doyen a uma indenização (definida por “valor adicional devido”), nos casos em que ela “concordar voluntária e explicitamente ” em receber apenas o valor da venda efetiva, quando inferior ao “valor razoável”.

Assim a CLÁUSULA 10.1-c parece servir também como instrumento de pressão para oferecer graciosamente ao Santos a renúncia ao valor “RAZOÁVEL” em troca de novos direitos econômicos de outros jogadores. Acrescente-se que o contrato através de extensas cláusulas, aqui não comentadas, é orientado para incentivar o Santos a ceder novas fatias como forma de pagamento.

Considerar o “valor razoável” como base de indenização do Santos à Doyen para garantir a ela uma rentabilidade mínima de 86,7 % na “revenda” da fatia, não passaria de AGIOTAGEM DELIRANTE. O valor de 4 milhões de euros não tem qualquer fundamentação econômica e deveria ser simplesmente ser ignorado pelos tribunais.

3 – GEUVÂNIO: A CLÁUSULA 7.4, LÓGICA, MAS POSSIBILITADORA DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA

A CLÁUSULA 7.4 do contrato do Geuvânio prevê que se houver uma oferta de terceiros pelos direitos econômicos do jogador e o Santos não quiser vender a sua parte ou ceder o jogador, a Doyen terá o direito de exigir do Santos o montante oferecido pela “fatia dela”. Se a Doyen fosse realmente proprietária da fatia, a cláusula seria sem dúvida lógica do ponto de vista econômico, mas com o defeito de teoricamente poder possibilitar a formação de quadrilha contra o Santos. Seria o caso teórico em que Doyen incitar um clube amigo europeu em fazer uma oferta superfaturada para poder superfaturar o Santos.

Ocorreu uma situação na qual houve forte suspeita de que a Doyen tenha fomentado uma oferta falsa. O Olympique Marseille, cujo presidente Vincent Labrune é parceiro do presidente Nélio Lucas da Doyen, sendo que o denominaria por “Jerry Maguire” em alusão ao personagem encarnado por Tom Cruise no filme “A grande virada”, ofereceu 15 milhões de euros pelos direitos do Damião em carta oficial enviada ao Santos. A oferta do Oympique ao Santos foi grotescamente superfaturada em relação a desempenho pífio do jogador no Santos e no Cruzeiro, mas pôde ser feita sem risco de realização, porque naquele momento o Santos não podia aceitá-la, visto que o jogador havia conseguido romper o seu vínculo na justiça. É possível que a Doyen tenha incitado o Olympique Marseille a fazer a oferta superfaturada para justificar “um valor de mercado” irreal como prova para uma eventual contenda judicial com o Santos. A cronologia dos eventos sustenta esta hipótese, porque a oferta de foi feita em 30 de agosto de 2015, três meses após da absurda sentença de 3 de junho de 2015 do juiz Pérsio Luís Teixeira de Carvalho da 4ª Vara do Trabalho de Santos rescindindo o contrato do jogador com o clube, que faturaria 650.000 reais mensais, sem justificar nem 20.000.

Porque o Olympique tão interessado no Damião, não renovou a sua oferta de 15 milhões de euros quando apenas quatro meses após (em janeiro de 2016) o Santos e o Damião entraram em acordo? Em janeiro de 2016 vários sites anunciaram que Doyen foi à Justiça para cobrar uma dívida acima de 80 milhões de reais do Santos. Se a “oferta” do Marseille tiver sido anexada como PROVA nesta ação da Doyen contra os Santos, o que não sabemos, haveria suspeita de formação de quadrilha contra o Santos.

4 – O SUBFATURAMENTO ELOQUENTE DA FATIA DO GEUVÂNIO

O Santos “vendeu” a fatia de 35% dos direitos do Geuvânio em 25 de Novembro de 2014 à Doyen por 750.000 euros, o que corresponde a 2,143 milhões de euros por 100% dos direitos. Naquele momento o jogador já havia superado a fase negra iniciada antes da Copa, recuperando o nível paulatinamente após. Já em 26/9/2014 depois da derrota para o Atlético em Minas por 3×2, o Odir comentava: “Destaques para Lucas Lima e para Geuvânio, que substituiu Robinho muito bem”.

Exatamente 14 meses depois da “venda” da fatia à Doyen, o jogador acabou vendido por 11 milhões de euros ao clube chinês Tianjin Quanjian. Uma “valorização” de 2,2 a 11 milhões em 14 meses seria ainda mais surpreendente se levarmos em conta que até ser vendido, o jogador estava quatro meses ausente dos campos após a sua contusão em setembro de 2015.

Se argumentássemos que o Geuvânio foi vendido a um preço acima das expectativas devido a um “inflacionamento chinês”, e se considerássemos em vez dos 11 milhões pagos, que o jogador valia apenas 6 milhões de euros, este valor seria ainda o triplo do preço fixado de apenas 2,2 milhões de euros.

Tampouco seria honesto recorrer à valorização de jogadores em sites europeus, que incorrem no “bias” sistêmico de atribuir valores extremamente baixos para jogadores brasileiros que não saíram do país e valores mais realistas quando estão na Europa. Pegue-se o caso do site alemão Transfermarkt, que valoriza o Galhardo, eleito melhor lateral direito do Brasileirão de 2015 a 1,75 milhão e o Bruno Peres, seu ex-concorrente no Santos, em 10 milhões de euros. Óbvio que a confirmação da capacidade do jogador em alguns campeonatos europeus aumenta o seu valor, mas jamais nas proporções que transparecem nos sites eurocêntricos; jogador não aprende futebol quando está sentado no avião cruzando o Atlântico, ainda mais quando já tem a idade de 23 anos como o Geuvânio.

O Corinthians andou exigindo uma compensação de 2 milhões de euros pelo juvenil Vitinho, que saiu com 15 anos para o Manchester City, exatamente o valor que o Orlandelli e do Odílio aceitaram pelo consagrado Geuvânio de 23 anos, eleito melhor meia e revelação do Paulista de 2014. É portanto evidente que houve subfaturamento brutal na “venda” da fatia do Geuvânio, lesando o Santos em milhões de euros.

5 – O FERIMENTO DO ESTATUTO DO SANTOS NA VENDA DAS TRÊS FATIAS

Antes dos contratos com a Doyen terem sido vazados, conjecturava-se que a venda das fatias de três jogadores efetuada nos últimos três meses anteriores ao término do mandato, teria ferido no mínimo o espírito do Artigo 91 do Estatuto, que cita apenas direitos “federativos” e não explicitamente os econômicos. Mas a própria redação do Artigo definindo “compra e venda” de direito federativo, implicava que abrange os econômicos, porque os federativos não se vendem, são apenas registros em federação, decorrentes da venda dos econômicos, os únicos vendíveis.

Mas para acabar com as dúvidas, contrato divulgado pela Footbal Leaks revela que o Estatuto foi mesmo violado, porque a Doyen foi solicitada pela CLÁUSULA 7.8 a prospectar “desde já” (portanto desde 25 de novembro de 2015) propostas de transferência do jogador, incluindo a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes aos Santos, a partir do dia 1° de janeiro de 2015. Se a partir deste dia o Santos se recusasse a vender a fatia dos direitos econômicos que ainda lhe pertencem, a Doyen poderia fazer uso da CLÁUSULA 7.4 e forçar o Santos recomprar a fatia “vendida” em 25 de novembro de 2014, o Santos sendo obrigado a ceder por falta de caixa. Portanto concedendo esta configuração de cláusulas, a gestão Odílio deu poderes a um terceiro a encaminhara a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes ao Santos “desde já”, o que equivale à uma permissão para transferência do direito federativo, ferindo o-pé-da-letra do Artigo 91 do Estatuto, porque dar permissão a alguém vender, equivale a vender.

Sendo “ineficaz o ato em contrário” como diz o Artigo 91 do Estatuto, os três contratos de venda de fatias do Geuvânio, do Gabriel e do Daniel Guedes não têm validade jurídica pelo Estatuto.

6 – MEDIDAS A SEREM TOMADAS PELO SANTOS

Imagino que o contrato do Geuvânio seria considerado inválido pela justiça em vários países, porque transgride os mais elementares princípios que regem contratos em geral e transações patrimoniais em particular. Seja pelo fato da verdadeira substância do contrato ser definida apenas retroativamente na dependência de um resultado futuro, sempre para direcionar o lucro à Doyen e prejuízo ao Santos, o que é ilícito, seja com a violação do princípio de que lucros ou perdas na revenda de patrimônio, só podem ser atribuídos aos proprietários do patrimônio, e não como decorre pelas cláusulas 10.1-b e 14 a supostos “ex-proprietários”, ou no caso do Damião ao suposto “cedente de empréstimo financeiro”, seja por falsidades ideológicas na terminologia do contrato e por fixação de valores fantasiosos.

Os termos agiotas e ilícitos do contrato da Doyen não podem ser, como pretendido pelos seus autores, escondidos e desativados pela CLÁUSULA 22 de confidencialidade, dissimulados através da troca dos conceitos de “cessão” e “financiamento por empréstimo”, tampouco serem neutralizados por terminologias ou textos dissimulatórios, como a denominação eufemística de “RAZOÁVEL” da relação entre a “Taxa de concessão” e o valor da CLÁUSULA 6.3, na realidade extorsiva e fantasiosa, ou por alegações falsas nas CONSIDERAÇÕES (2) e (3) que o Santos“ estudou diversas alternativas“ considerando a transação como “a alternativa mais vantajosa do mercado”, pontos que NÃO DISSIMULARÃO a agiotagem perante os tribunais.

Também a intenção dissimulatória das CLÁUSULA 16.2 com a declaração do Santos que o Estatuto não foi ferido, primeiro, não oculta o ferimento do mesmo pelo próprio contrato e segundo não provaria qualquer alegação da Doyen de desconhecimento do Estatuto do Santos, que é do domínio público, obtenível no site do clube, nas federações e qualquer advogado zeloso e digno desse nome como também os advogados da Doyen devem tê-lo no dossiê do “empréstimo” milionário feito ao Santos para financiar a compra do Damião. Finalmente A CLÁUSULA 17 estipulando que a Doyen não tem direito de exercer influência na administração do Santos, visando blindagem do regulamento da FIFA, não dissimula a interferência da Doyen no Santos pelo próprio contrato. Enfim o ”contrato” da Doyen parece um verdadeiro pasquim de compilação de arbitrariedades ilícitas e de cláusulas cosméticas que tentam dissimulá-las.

Inevitável que a bomba dos “contratos” da Doyen em si desequilibrados pelo favorecimento ilícito do fundo, detonaria no dia em que um jogador não desse certo. Foi o caso do Damião. Espera-se que a Justiça limpe o futebol e proteja os clubes brasileiros da agiotagem de investidores nacionais e internacionais, bem como de “empresários” que manipulam causas trabalhistas de jogadores de salários milionários, apenas para pilhar direitos econômicos.

7 – O OBJETIVO DO SANTOS NO CASO GEUVÂNIO

Fato é que o Comitê de Gestão do Odílio pressionado pelo peso das obrigações financeiras geradas pelo Damião, que no ponto 8 que se segue, consideramos falsas, acabou “cedendo“ as fatias dos três jogadores. O Odílo nega que tinha avalizado pessoalmente dívidas com a Doyen, não podendo então ser este o motivo da venda das três fatias. Se confessasse o que o motivou na calada da noite a vendê-las, prestaria um enorme serviço ao Santos na sua ação contra a Doyen.

Mesmo que o Santos tenha sido prejudicado essencialmente pelo subfaturamento na cessão do Geuvânio, que em magnitude absoluta superou todos os demais dispositivos agiotas do contrato, o objetivo de uma ação judicial seria invalidar e “desempacotar” o contrato, que encerra elementos de transações distintas e validar apenas a transação que se aproxima mais da substância real, considerando os preceitos de consistência econômica, obedecendo aos princípios elementares de “arms’ length” e excluindo os elementos extorsivos e agiotas.

Pelas razões citadas, a substância mais realista é que a transação do Geuvânio corresponde a um mero empréstimo financeiro da Doyen concedido ao Santos em euros e a juros de 10% ao ano, permitindo à Doyen obter um futuro benefício pelo clube europeu que comprasse o jogador.

Um elemento suplementar de grande relevância para se concluir de que a suposta “venda” não passa de mero empréstimo financeiro, é o fato do Santos ter arcado durante anos com os custos de formação do jogador, pago o seus salários, sustentado os custos de suas prolongadas contusões e ter faturado em janeiro de 2016 por sua fatia de 35% apenas 3,6 milhões de euros, enquanto que a Doyen nada mais fez que investir 750.000 euros e pretende faturar igualmente 3,6 milhões de euros, quase o quíntuplo do investimento feito 14 meses antes. Tampouco a Doyen investiu na venda do jogador, que foi inteiramente da inciativa do treinador Vanderlei Luxemburgo, que já em janeiro de 2015 pretendia a sua contratação pelo Flamengo, time que então treinava.

Finalizando, o Santos no caso do Geuvânio deve à Doyen apenas o repagamento do empréstimo financeiro de 750.000 euros acrescido de juros e nada mais, sendo esta interpretação realista da substância da transação compatível com o Estatuto do Santos. Também as fatias do Gabriel e do Daniel Guedes jamais foram vendidas à Doyen, como pretendem os respectivos contratos ilícitos.

8 – OBJETIVO DO SANTOS NO CASO DAMIÃO

Se o valor de 18 milhões de euros pelo qual a Doyen estaria processando o Santos, corresponder a um valor definido por “RAZOÁVEL”, como na Cláusula 6.3 do contrato do Geuvânio, deve ser considerado fantasioso. O único valor real da transação são os 12 milhões de euros transferidos.

Já havia opinado em comentário no post do Odir de 27/01/2016 “Somos todos Grande Rio!” que os direitos do Damião jamais pertenceram ao Santos, que serviu apenas de laranja. Sempre com a ressalva de não conhecer o “contrato de empréstimo”, apenas informações derivadas, acho que o objetivo no caso Damião é idêntico ao do caso Geuvânio, “desempacotar” o contrato ilícito que encerra uma confusão de elementos de operações diversas e validar apenas aqueles que correspondem à substância mais realista dos fatos.

O apetite da Doyen em canalizar 12 milhões de Euros através do Santos, sabidamente um dos clubes mais endividados do Brasil, e a exigência contratual do auferimento de 100%, no mínimo 80% dos lucros na “revenda“ do jogador a benefício Doyen e não ao Santos, falsamente considerado“ proprietário” dos direitos, revela de forma incontestável a substância real da transação, de que o Santos serviu apenas de “laranja” para uma fatia de direitos econômicos pertencentes de fato ao fundo maltês. A Doyen teve dúvidas quanto à capacidade do jogador e estacionou os seus direitos no Santos, dissimulando a transação em “contrato de empréstimo financeiro” para o que na verdade é um contrato de empréstimo de direitos econômicos, visando deixá-los definitivamente nas mãos do Santos, caso o jogador não justificasse o valor (o que de fato ocorreu).

O objetivo é uma sentença determinando que no mínimo 80% dos direitos do jogador sejam considerados pertencentes à Doyen a partir de Janeiro de 2014. E que consequentemente os juros eventualmente pagos sobre o falso ”empréstimo”, sejam devolvidos ao Santos, que em contrapartida deverá transferir os direitos econômicos que detém ainda gratuitamente à Doyen.

O risco tomado pela Doyen ao consignar 80% dos direitos econômicos ao Santos deveria ser desmembrado em duas categorias, primeiro o da evolução do valor de mercado dos direitos e segundo, o da perda da fatia de 80% dos direitos em nome do Santos.

O RISCO DE PERDA DE VALOR DE MERCADO afetando no mínimo 80% dos direitos do Damião foi tomado claramente pela Doyen como detentora real destes e o prejuízo de sua desvalorização não pode ser de forma nenhuma atribuído ao Santos, que deu todas as chances imagináveis ao jogador, prejudicando até a classificação nos campeonatos, devido às suas pífias atuações. O mesmo sucedendo no Cruzeiro.

Consignando a sua fatia de direitos econômicos de 80% a um clube financeiramente frágil, a Doyen assumiu também em parte o RISCO DA PERDA DA FATIA PELO SANTOS, porque os direitos poderiam ser perdidos não apenas por negligência e má fé do Santos, como também por iniciativas de terceiros fora de controle do clube, como atos do próprio jogador e do seu ganancioso “empresário” e de sentenças da Justiça de Trabalho Brasileira, que podem ser falhas.

Mas na medida em que a Justiça julgue o Santos responsável pela perda de parte dos direitos (segundo post do Odir, apenas 45% estão registrados em seu nome), a indenização do Santos à Doyen se limitaria ao valor atual de 35% dos direitos que foram perdidos (80%-45%=35%), porque, como opinamos, 45% detidos pelos Santos deveriam ser transferidos gratuitamente para a Doyen.

O valor atual dos direitos do Leandro Damião deveria ser determinado por uma corte arbitral. Supondo como exemplo um valor de 4 milhões de euros, o Santos deveria indenizar a Doyen por 4 milhões x 35%= 1,4 milhão de euros.

E você, o que acha deste artigo de Tana Blaze?


Também o Geuvânio?!

Leia o post original por Antero Greco

Crônica do jornalista Roberto Salim.

Tianjin Quanjin, time do Vanderlei Luxemburgo, é o destino do meia Geuvânio. A diretoria disse que não dava para segurar, diante da oferta de 11 milhões de euros., mais de 50 milhões de reais.

A história é sempre a mesma: vende-se o juvenil, a promessa, o jogador que começa a se destacar, outro que já está virando ídolo da torcida. Vende-se a tradição e só não consigo entender por que não vendem também o nome do clube. Deviam vender de uma vez.

Só não conseguem vender a torcida.

Mas deviam: a massa alvinegra santista pode virar chinesa, se levarem de quebra o Lucas Lima, o Ricardo Oliveira e o Gabigol.

Seria duro convencer aquela turma das numeradas, mas com jeitinho e com os dirigentes que temos, as coisas chegariam a bom termo.

O Geuvânio pintou como promessa, foi se destacando, ganhou moral, fez gols, virou xodó da torcida. É claro, jovem, deu uma escorregada. Agora estava voltando a ser esperança.

Mas onze milhões são onze milhões.

E a diretoria tem que dividir o “tutu” com os investidores. E assim é mais um que vai sem dizer adeus bater sua bola fora de nosso país.

Enquanto isso em Santos o outro assunto é a construção de um novo estádio, em parceria com a Portuguesa Santista.

Arena para 20 ou 25 mil pessoas.

A alegação é a de que na Vila o glorioso alvinegro não pode mandar uma final de Libertadores.

Santo Deus! Quantas finais de Libertadores o time vai disputar na vida? Tomara que sejam muitas… mas, quantas?

E a Vila que é um charme, que tem história, que exala futebol real vai virar o quê?

Parece que os dirigentes não sabem que sem os “Geuvânios” a torcida vai se afastar cada vez mais de suas paixões.

O ideal seria que os chineses viessem buscar também nossos dirigentes e os levassem para a federação e os clubes de lá.

E que eles nunca mais voltassem.

Santos quer ficar com fatia de parceiro para vender Geuvânio

Leia o post original por Perrone

O Santos já concordou com o valor oferecido (e não revelado oficialmente pelo Tianjin Quanjian) pelo atacante Geuvânio. Porém, a venda ainda não foi feita porque o clube brasileiro quer receber também a quantia referente aos 35% dos direitos econômicos pertencentes ao grupo Doyen Sports.

Mas os chineses discordam da operação e ficaram incomodados com a postura santista. Conversaram com a empresa e pretendem pagar para ela 35% do montante.

A divergência acontece porque o Santos considera que o ex-presidente Odilio Rodrigues feriu o estatuto do clube ao negociar os direitos referentes ao jogador no final de seu mandato. Assim, a atual diretoria acionou um centro de arbitragem previsto em contrato para tentar anular a operação.

Vale lembrar que hoje a Fifa proíbe a participação de empresas e empresários em direitos econômicos de atletas.

 

Já são 150 milhões de preju!

Leia o post original por Odir Cunha

Leandro Damião, o maior bonde da história do Santos. Comprado fiado por Odílio Rodrigues e caloteado por Modesto Roma Junior, o jogador só deu despesas.

O caso Leandro Damião lembra o daquele sujeito remediado que compra uma Mercedes com prestações a perder de vista, mas, como seu dinheiro só dá para a entrada, não faz seguro. Então, o carro é roubado e ele fica a pé e com 200 prestações altíssimas para pagar. Segundo Rodrigo Capelo, da revista Época, o Santos, que perdeu os direitos sobre Leandro Damião, ainda terá 65 milhões de reais para pagar à Doyen, valor que é corrigido mensalmente, em euros. Com isso, este primeiro ano da gestão Modesto Roma Junior, sob o impagável slogan “o Santos é de Santos”, já alcançou 150 milhões de reais de prejuízo ao clube!

Clique aqui para ler a matéria da revista Época.

A compra de cem por cento dos direitos do atacante Leandro Damião, por R$ 42 milhões de reais!, foi um negócio extremamente temeroso praticado pelo presidente Odilio Rodrigues. As chances de dar algum retorno financeiro eram mínimas. Porém, o clube ainda poderia recuperar parte do capital investido se o atual presidente, Modesto Roma Junior, não tivesse deixado de pagar ao menos o maldito terceiro mês de atraso. Esse terceiro mês deu ao jogador o direito de entrar na Justiça Trabalhista pedindo o seu desligamento do clube, o que finalmente acabou conseguindo nesta semana.

Agora estou sabendo que a diretoria pensa em fazer aquele temido segundo amistoso contra o Barcelona a fim de usar o dinheiro para pagar o passe de Marquinhos Gabriel. Acho o rapaz um bom jogador, mas estranho essa disposição da presidência e da diretoria de pagar uma fortuna por ele. Caso o negócio seja concretizado, acho que todo sócio gostaria de ver o extrato real dessa negociação. Entretanto, quando se sabe que a atual gestão só apresentou o balancete do primeiro semestre, creio que o balancete do quarto semestre de 2015 só será entregue depois do mandato de Roma.

Enquanto isso, como o condenado à cadeira elétrica que goza sua última e lauta refeição, a direção do Santos continua fingindo que está tudo bem. Fala-se em construir um inútil estádio para 25 mil pessoas colado na Vila Belmiro – que, ampliada, caberia mais do que isso –, especula-se a compra do caríssimo e mediano Marquinhos Gabriel e já se admite a venda dos principais jogadores, como Lucas Lima, Gabriel e Geuvânio.

Para mim, além da incompetência administrativa assustadora dos últimos dirigentes do Santos, pesa o fato de virarem as costas para o mercado mais rico do Brasil, que é a cidade de São Paulo e o Interior do Estado. A visão bairrista e o imobilismo da administração Modesto Roma Junior está levando o Santos, aceleradamente, para o brejo. Se um dia a torcida santista ficar restrita apenas aos moradores da cidade de Santos e adjacências, teremos, no máximo, a sorte da Ponte Preta, que jamais ganhou um título em sua centenária existência.

Mas se é tão óbvio que, para crescer, faturar mais, ter mais visibilidade, manter-se rico e forte, o Santos precisa extrair o máximo de sua torcida no planalto, por que seus dirigentes não o fazem? Ora, porque não estão verdadeiramente preocupados com o futuro do Santos, mas sim com suas questões particulares. Em uma cidade com poucas grandes empresas, o Santos é um cabidão de empregos que não requer prática nem perfeição, apenas fazer campanha, repetir as palavras de ordem e ser amigo de alguém importante no clube. O Santos é um osso que os aproveitadores do Santos, aqueles que mais tiram do que dão ao clube, não querem largar. E usam o bairrismo para mantê-lo atrelado a práticas escusas e retrógradas, que o afastarão cada vez dos melhores times do futebol.

Em 2015 o clube ainda foi bafejado pela sorte. Em 2016, pelo jeito, será preciso um milagre para mantê-lo entre os grandes do Brasil. Vamos pedir ao pastor Ricardo Oliveira e aos seus colegas religiosos que incluam o Santos em suas rezas. Se bem que, como diz minha sábia mãe, Deus faz a sua parte, mas desde que façamos a nossa.

E você, o que acha disso tudo?


Um bom ano, apesar de tudo

Leia o post original por Odir Cunha


Vitor Bueno, autor do quarto gol do Santos, mais um Menino da Vila bom de bola (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

A goleada de 5 a 1 sobre o Atlético Paranaense, em que o Santos chegou a usar nove jogadores oriundos de sua base, amenizou a decepção do santista pela final da Copa do Brasil e mostrou que há motivos para acreditar em uma boa temporada em 2016.

Além dos garotos já conhecidos, contra o Atlético vimos o volante Fernando Medeiros e o atacante Vitor Bueno, dois jogadores que levam jeito. Bem orientados, poderão se firmar entre os profissionais. Como quase sempre em sua história, o Santos compensa suas administrações caóticas com o surgimento de jogadores promissores.

Quarto do ranking do blog

A perda do título da Copa do Brasil e de uma vaga para a Copa Libertadores de 2016 impediram que o Santos pudesse ser considerado, ao lado do Corinthians, o melhor time do País em 2015. Porém, o Alvinegro Praiano não fez uma má temporada e, na opinião deste blog, foi a quarta equipe brasileira mais bem sucedida no ano.

O campeão brasileiro fica com a primeira posição, o Palmeiras vem em seguida, com o vice paulista e o título da Copa do Brasil (que diferença faz um pênalti convertido a mais!), e o Atlético Mineiro fecha o pódio, com o título mineiro e o segundo lugar no Brasileiro.

Se o critério mais importante fosse a classificação para a Libertadores, a quarta posição deveria ficar com o Grêmio, campeão gaúcho e terceiro colocado no Brasileiro, e o quinto lugar com o São Paulo, quarto colocado no Brasileiro e também classificados para a competição sul-americana. Entretanto, coloco o Santos em quarto.

Campeão paulista, vice da Copa do Brasil na disputa de pênaltis – depois de vencer as duas partidas contra São Paulo e Corinthians –, o Santos foi um dos destaques do futebol nacional em 2015, com vitórias nos jogos de ida e volta da Copa do Brasil contra São Paulo e Corinthians, pelo sucesso de Lucas Lima e Ricardo Oliveira e por ter obtido o que está sendo chamado de tríplice coroa da artilharia.

Rejuvenescido, Ricardo Oliveira foi artilheiro tanto do Campeonato Paulista, com 11 gols, como do Brasileiro, com 20. E na Copa do Brasil a primazia coube a Gabriel. Isso confirma a vocação santista para revelar e consagrar artilheiros.

Goleada triste

Ganhar de goleada, como o Santos fez contra o Atlético Paranaense, é sempre bom. Ainda mais quando o destaque fica para garotos como Gabriel e Geuvânio, cada um autor de dois gols, e Vitor Bueno, que marcou o quarto gol em uma jogada de muita decisão e oportunismo. Sair perdendo e virar para 5 a 1 foi empolgante. Pena que o jogo valia muito pouco.

Com a vitória, o Santos terminou o Brasileiro em sétimo – o que não é ruim, para um time que chegou a beirar a zona de rebaixamento, mas é pouco para quem estava no G4 e resolveu poupar os titulares em jogos contra Coritiba e Vasco, dois dos times mais fracos da competição.

Mas o grande problema do Santos não é dentro do campo. Lá, parece que sempre se dá um jeito. O problemão é fora. Nesse domingo o time jogou para 3.836 pagantes, com renda de R$ 124.970,00. Um time grande não pode jogar para públicos assim.

Mas como atrair público depois de uma decepção como a do meio da semana, perguntarão alguns. Eu respondo que o óbvio dos óbvios, recurso usado pelos clubes europeus há décadas, é vender o carnê de ingressos para todos os jogos com mando do Santos logo no início do campeonato. Isso garantirá rendas melhores e bons públicos em todos os jogos.

Bem, fico por aqui. No próximo post vamos iniciar a enquete para saber quais os jogadores do elenco profissional do Santos, na opinião dos leitores deste blog, devem permanecer no clube, e quais devem partir. Mas não se adiante. Por enquanto comente os assuntos deste post.

Como o Vasco pode ganhar R$ 20 milhões a mais do que o Santos?

Apesar das promessas de seu boquirroto presidente, o Vasco foi rebaixado pela terceira vez desde 2008. Ou seja, em oito anos, três rebaixamentos no Campeonato Brasileiro. E no ano que vem a Globo já anunciou que pagará R$ 100 milhões por ano ao time carioca, R$ 20 milhões a mais do que ao Santos. Se o presidente do Santos aceitar isso, será o fim da picada.

Além dos rebaixamentos, pesquisas comprovam que a torcida do Vasco é a que mais tem diminuído dentre as dos times considerados grandes do Brasil. E como a pesquisa da Pluri Stochos de 2013 mostrou, o Santos tem mais torcedores do que o Vasco nas regiões Sudeste e Sul, as de maior poder aquisitivo do Brasil. Agora, o presidente do Santos só precisa juntar todas essas evidências e ir lá brigar pelos direitos do clube. Um frequentador assíduo da Série B ganhar mais do que o Santos já é demais.

Você concorda que o Santos foi o quarto melhor time brasileiro de 2015?


Dia de luta, dia de glória

Leia o post original por Odir Cunha


Professores: o clima na Vila para a decisão (Ivan Storti/ Santos FC).

Dia de final do Santos traz sempre uma nuvem de expectativa que nos acompanha o tempo todo. Há a angustiante espera pela vitória consagradora, mas há, também, o receio pela dor da derrota. São irmãos antagônicos que convivem com o torcedor enquanto houver vida e sonho.

Passamos o dia querendo ter a certeza de algo que não nos dá nenhuma garantia. O mundo do apaixonado por um time de futebol é dramaticamente incerto. De seguro só podemos ter a certeza de que nossos jogadores, aqueles que nos representam, usarão seu talento, sua força e sua alma para serem e nos fazerem felizes.

A única certeza que o santista tem nessas horas é a de que o Santos foi criado, há 103 anos, por um bando de garotos visionários para romper limites, ignorar os preceitos preestabelecidos, criar seu próprio caminho. E é isso o que tem feito.

Quando os adversários apostam que não se reerguerá mais, ele ressurge, tão forte, atrevido e imponente como nos seus melhores dias, seus melhores jogos, suas maiores conquistas. E por ser, mais do que todos, apenas futebol, sem o jogo ou a sujeira dos bastidores, o Santos é o lado bom e puro do esporte, o lado de quem acredita no mérito e nas vitórias apenas na bola.

Por isso, torcer para o Santos é uma boa causa. Sabemos que estamos do lado do time que não depende de conchavos políticos, verbas estatais, nem a bajulação da imprensa para continuar especial, predestinado. Sua força, repito, está apenas no futebol. No puro futebol, no futebol puro.

Sei que nesses dias de tensão, em que a angustia nos aperta o peito à espera do grande momento, é essencial conversar, falar e ouvir, colocar para fora nossos pensamentos e sentimentos sobre o jogo que decidirá o campeonato. Nessa hora, venha para cá e desabafe. Este blog existe pra isso. Não espere meu post sobre o jogo. Opine, analise, extravase suas emoções. Uma decisão de título jamais acaba com o apito do árbitro.

O que você tem a dizer sobre o Santos na decisão da Copa do Brasil?