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Cartolas não querem que Del Nero dê amplos poderes a Tite

Leia o post original por Perrone

A informação de que Tite exigiria, além de autonomia para montar a comissão técnica da seleção brasileira, escolher o substituto de Gilmar Rinaldi, gerou reação negativa de presidentes de federações estaduais e de integrantes da diretoria da CBF.

O entendimento é de que o treinador é o melhor nome para o cargo, mas que não pode ter poder até para escolher seu chefe. Esses cartolas avaliam que pelo menos o coordenador de seleções tem que ser um homem de confiança de Marco Polo Del Nero. E que se Tite não aceitar isso, outro técnico deve ser procurado.

Eles trabalham com a informação de que o corintiano quer Edu Gaspar, diretor remunerado do Corinthians, no lugar de Rinaldi, e não gostaram da indicação.

Gaspar é homem de confiança de Andrés Sanchez, principal opositor de Del Nero.

Independentemente do desejo de seus apoiadores, o histórico do presidente da CBF mostra que ele não é de deixar outros indicarem ocupantes de postos chaves nas entidades que comanda. Foi assim quando trocou quase toda a tropa de Ricardo Teixeira na confederação.

A sedução que derrubou Dunga de novo

Leia o post original por Antero Greco

A queda de Dunga era bola cantada, antes até da Copa América. Escrevi aqui e falei na tevê que a competição fora de hora só atrapalharia a vida dos clubes brasileiros e traria riscos para o treinador. Se ele conquistasse o título, teria sobrevida no cargo. Caso contrário, a cabeça seria entregue de bandeja. Não deu outra: levou um chega pra lá da CBF.

E foi dispensa sem pudor. De quebra, arrastou consigo o coordenador Gilmar Rinaldi, em teoria superior dele no organograma da entidade. Gilmar se queimou por ter bancado o ex-companheiro dos tempos de seleção de 94 desde a indicação. Morreram abraçados nessa aventura fracassada. Desfecho lógico.

Dunga tem responsabilidade na própria demissão. Em primeiro lugar, por acreditar na CBF. Só com muita ingenuidade, ou ambição, para confiar na cartolagem. Não vale o argumento de que retornou ao posto que ocupou entre 2006 e 2010 por amor à pátria, por causa de um projeto de reconstrução do prestígio da seleção ou coisa que o valha. Essa de pátria de chuteiras foi alegação usada e surrada por Zagallo e Parreira.

Dunga talvez se tenha deixado seduzir pelo desejo de dar a volta por cima. Imaginou-se, como técnico de novo da seleção, como nos tempos de jogador e após a final do  Mundial dos Estados Unidos. Quem sabe lhe tenha passado pela cabeça a imagem dele a erguer a taça de campeão e, no momento da euforia, soltar palavrões e mostrar o troféu para fotógrafos e dizer: “Para vocês, bando de traíras.”

Não teve tempo, não teve resultados, não teve competência. Dunga foi boleiro sério, construiu sólida carreira, ganhou muito. Teve liderança em campo. Mas aquelas características não garantiam que pudesse transformar em técnico de ponta. Na verdade, nem teve como testar habilidades, pois de cara assumiu a seleção. E, depois de 2010, só encarou o desafio de dirigir o Inter. Desafio que logo acabou.

Em vez de seguir na profissão, de dar topadas com equipes dos mais variados níveis, Dunga não vacilou ao aceitar o convite para pegar novamente a seleção. Até se esforçou para mudar um pouco o jeito rude no contato com os jornalistas. Mas, dentro de campo, pecou por não tornar um grupo de bons jogadores (as convocações não foram ruins) em um time confiável e vencedor.

Ficou pelo meio do caminho. É jovem para a profissão de técnico. Se tiver paciência, pode crescer e brilhar. Como acontece com o parceiro Jorginho, cada dia mais seguro no Vasco.

E esqueça desejo de reviravolta na seleção. O auge, o momento inesquecível, foi o do tetra, em 94.

 

 

Demissão coletiva não deixa legado nos escombros da seleção brasileira

Leia o post original por Perrone

A dissolução da comissão técnica da seleção brasileira, incluindo a demissão de Gilmar Rinaldi, mostra que era papo furado a história de planejamento exemplar pregada pela CBF no anúncio da dupla.

Claro que Dunga não tinha mais condições de seguir no cargo. Mas sua queda escancara o erro de planejamento que foi sua efetivação como treinador também da seleção olímpica, que terá seus planos mudados às vésperas da Olimpíada.

Já a demissão coletiva mostra que não foi feito nenhum planejamento a longo prazo. Praticamente não será possível encontrar nenhum legado nos escombros da seleção brasileira.

Como muitos clubes brasileiros ainda fazem, a confederação errou ao montar a comissão técnica ao gosto de seu treinador quando o caminho mais eficiente é ter uma equipe fixa de trabalho. Se é preciso trocar o técnico, a estrutura é mantida e a transição é menos traumática.

Agora, dois anos antes da próxima Copa do Mundo, o trabalho recomeçará praticamente do zero. Pior, o cheiro que vem da sala de Del Nero sugere que o erro será cometido também com o substituto de Dunga. Isso porque se fala no desembarque de Tite cercado por um estafe de sua confiança.

Assim, o futebol brasileiro caminha na base do imediatismo, do improviso. A CBF não aprendeu realmente nada com o 7 a 1.

Sistema de notas ajuda seleção a identificar jogador que amarela

Leia o post original por Perrone

Colaborou Danilo Lavieri, do UOL, em Manhattan Beach (Estados Unidos)

Em suas entrevistas Dunga e o coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, têm exaltado o centro de inteligência criado na entidade para monitorar jogador. O sistema que virou xodó da dupla inclui um protocolo de avaliação que tem como objetivo identificar a reação dos jogadores em momentos decisivos de uma partida. Ou seja, a partir dele, o técnico pode deixar de fora de um jogo ou de uma convocação atletas com potencial para amarelar.

“Avaliamos tudo que é importante para um jogador de seleção. Como ele se comporta dentro de campo, como é atitude dele durante os jogos, sob pressão, o entendimento tático dele, comportamento em equipe e seu desempenho no um contra um. Entre jogadores das categorias de base e da seleção principal monitoramos 386 atletas”, afirmou Rinaldi.

Os jogadores recebem de observadores da CBF pontos de 1 a 5 para cada quesito. Aqueles que atingem 30 pontos ganham mais atenção da comissão técnica da seleção.

Nas categorias de base, os atletas analisados são divididos nas categorias A (prontos para jogarem na seleção), B (devem continuar sendo observados), C (precisam evoluir) e D (não registrados como futuros atletas de seleção).

“Quando chegamos aqui, a CBF não tinha um banco de dados. Criamos um e fomos acrescentando critérios de observação. No futuro, o treinador da seleção terá a disposição dele todo o histórico dos jogadores desde as categorias de base para decidir quem chamar”, afirmou Rinaldi.

 

Quem acredita em CBF?

Leia o post original por Antero Greco

Um direito sagrado do ser humano é a liberdade de pensamento e de crença. Cada um acredita no que melhor lhe aprouver e não deve ser condenado por isso.

Diante de tal premissa, quem confia na CBF apenas exerce o livre-arbítrio. Mas revela senso crítico bem fraquinho. Porque, aqui entre nós, é difícil botar fé na entidade.

Verdade que dirigentes se esforçam, na tentativa de garantir que são outros tempos na casa do futebol nacional. Fazem, em algumas situações, trabalho de corpo a corpo, visitam redações, marcam encontros. Tudo para provar que ela não é mais a mesma dos tempos daquele ex que se escafedeu nem de José Maria Marin, há quase um ano preso por obra e graça do FBI.

Muito bem. Daí, nesta terça-feira, tem reunião marcada para discutir o trabalho de Dunga na seleção e, segundo o pessoal que cobre a rotina da CBF, até Marco Polo Del Nero participou, apesar de ngativa oficial. Como assim? Ele não está licenciado? Não pediu afastamento para cuidar da própria defesa na Fifa e em outras frentes? Não impingiu o coronel Nunes para guardar lugar?

Como pode, então, aparecer para botar pressão sobre o treinador? Isso mostra como é conto da Dona Baratinha a história de que passou a bola para o sucessor. Revela como é papo furado o marketing de novos ares lá pelas bandas da Barra da Tijuca, na antiga sede “José Maria Marin”.

Quer mais? Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções, concedeu depoimento no qual reforçou elogios ao bom trabalho de Dunga e comissão técnica. Isso mesmo depoimento, não entrevista. Ora, para que ser questionado, se é possível apenas passar a versão dele, sem enfrentar a curiosidade e a diversidade de opiniões dos repórteres.

Mas há quem acredita na CBF e na revolução que estaria em andamento. Há quem a considere o Brasil que deu certo.

Acredite, se quiser.

 

 

Empresa de coordenador de seleções sofre derrota para Palmeiras na Justiça

Leia o post original por Perrone

Palmeiras 1×0 Gilmar Rinaldi. Esse é o placar momentâneo da disputa na Justiça envolvendo o clube e a empresa do coordenador de seleções da CBF.

O alviverde saiu na frente porque, em primeira instância, a Justiça julgou improcedente a ação movida pela Gilmar Marketing Assessoria e Serviços Esportivos, que tem o cartola como principal sócio, e pela Ferreira Representações Profissionais, para cobrar do alviverde R$ 292.541,61 para cada uma. A cobrança se refere à participação nos direitos econômicos de Vagner Love.

Porém, a decisão foi de que os autores da ação não apresentaram provas de que a dívida existe. As duas empresas já entraram com recurso.

No processo, a Gilmar Marketing e a Ferreira Representações alegam que tinham direito a 40% (divididos entre as duas) do valor integral que o Palmeiras arrecadasse com a venda de Love para o CSKA. Acontece que na transferência do atacante, o clube brasileiro assegurou o direito de receber 10% do lucro obtido pelos russos em caso de revenda do jogador. As duas empresas afirmam, então, que Love foi vendido para o Flamengo com lucro de US$ 6.285.500. Assim, entendem que têm direito a dividir 4% desse valor, já que o Palmeiras ficaria com 10% dessa quantia.

Mas o alviverde argumentou na ação que em 2009 fez um contrato para receber Love por empréstimo e alterou a sua participação no lucro em uma futura venda para 5%. Como o acordo inicial previa que as duas empresas teriam uma fatia se o Palmeiras recebesse 10% do lucro, esse direito ficou extinto.

A defesa palmeirense também alegou que o Flamengo devolveu Love para o CSKA por não conseguir pagar o combinado. Assim, não houve venda e não há lucro a ser repartido.

Em sua sentença, o juiz Edwart Albert Lancelot D C Caterham Wickfield alegou que a empresa de Rinaldi e a Ferreira Representações não apresentaram prova idônea deque foi feita a venda de Love do CSKA para o Flamengo.

“Nós já recorremos e apresentamos a prova de que a venda aconteceu”, disse ao blog Diogo Lima de Souza, advogado da empresa de Gilmar, que segue como sócio da firma, apesar de seu cargo na CBF. “Ele não atua mais como empresário, está afastado das atividades da empresa, então não há conflito. O Gilmar tinha créditos a receber por sua atuação anterior à atividade atual, não existe motivo para ele desistir desses créditos”, completou o advogado.

 

Abre o olho, Dunga!

Leia o post original por Antero Greco

Refletia a respeito da proposta da CBF de criar uma espécie de “conselho de anciãos”, composto por todos os treinadores que comandaram a seleção. Segundo revelou Gilmar Rinaldi, esse grupo de sábios trabalharia, junto com Dunga, na tentativa de encontrar soluções para tirar o futebol brasileiro do marasmo. As ideias seriam colocadas em prática logo.

A iniciativa aparentemente mostra humildade dos dirigentes da CBF ao admitir dificuldades e revela disposição deles de ouvirem democraticamente opiniões variadas. Até escrevi a respeito disso, na minha coluna do Estadão (leia aqui: http://bit.ly/1R9Zrkh) impresso desta sexta-feira. No jornal, concluo que é mais do mesmo, muito lero-lero, como se dizia no meu Bom Retiro velho de guerra.

Aqui mantenho a linha de raciocínio, pois não boto fé nessa história. Em primeiro lugar, porque alguns ex-técnicos da seleção deixaram o posto magoados e demitidos. Outros ainda podem alimentar esperança de um dia voltar. E há os aposentados.

Quem de fato estaria disposto a sugerir para Dunga o caminho das pedras na boa, de mão beijada? E quem garante que Dunga e companheiros de Comissão Técnica os ouviriam de coração aberto, sem fazer intimamente restrições ao que ouvissem? É complicada a vaidade humana, embora compreensível.

Mas, além dessas ponderações, incluo mais uma, que me parece igualmente válida e importante: ao falar na criação de um conselho, Del Nero, por meio de Rinaldi, não estaria dando um recado a Dunga? Na base do “estamos de olho em você”? É uma leitura viável desse movimento da CBF.

E, como em cartola raramente (para não dizer nunca) se pode confiar, acrescentaria: “Abre o olho, Dunga, e entre em salas em que não haja tapetes…”

 

CBF ainda não discute privacidade da seleção na Comary

Leia o post original por blogdoboleiro

O coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, disse nesta quinta-feira que ainda não é hora de pensar em treinos fechados do time de Dunga na Granja Comary: “Não discutimos isso. Ainda é cedo. Nem pensamos em fazer treinos fechados”.

Desde que a dupla Gilmar/Dunga assumiu o comando do selecionado brasileiro, o tema foi levantado em mais de uma ocasião: a Granja Comary, centro de treinamento da CBF em Teresópolis, é devassável com campos visíveis e nenhuma barreira para câmeras de vídeo ou fotos.

Durante da Copa do Mundo deste ano no Brasil, o grupo de Luiz Felipe Scolari trabalhou a descoberto o tempo todo. Nem mesmo o costume de pedir para as equipes de jornalismo virarem as câmeras para não registrarem jogadas ensaiadas foi feito pela comissão técnica.

Na gestão de Dunga, entre 2006 e 2010, essa solicitação era comum na Comary, especialmente para a prática de lances com bola parada. O atual treinador do Brasil, na volta ao cargo, já fala em ter momentos para trabalhar sem mídia por perto.

Não há pressa porque somente em 2015,quando será disputada a Copa América no Chile, a seleção deverá passar pelo menos uma semana na Granja.

Recomeço da seleção é mais desorganizado fora de campo do que dentro dele

Leia o post original por Perrone

A primeira rodada de amistosos da seleção brasileira na volta de Dunga terminou sem grandes novidades dentro de campo. O desempenho da equipe mostrou que o treinador segue fiel ao seu estilo de forte marcação, que muitas vezes vira truculência, e de aposta nas jogadas a partir de bola parada. O time começa a ter uma cara, velha e carrancuda, mas começa a ter.

As duas vitórias pela contagem mínima sobre Colômbia e Equador já seriam suficientes para imaginar que o futuro próximo será de sofrimento para o torcedor brasileiro. É claro que é possível ser campeão sofrendo.

Porém, o que desandou foi a gestão da seleção fora de campo. Em seu primeiro teste como dirigente do time nacional, Gilmar Rinaldi não cumpriu a promessa de transparência feita quando assumiu o cargo. O ex-goleiro e ex-empresário se enrolou no corte de Maicon justamente por não ser transparente como prometera. Ele não tem culpa se irresponsáveis resolveram inventar versões, mas é preocupante o fato de alguém num cargo tão importante não conseguir administrar uma situação corriqueira no futebol como jogador que volta atrasado da folga.

Difícil não acreditar que Gilmar vacilou no episódio por sua falta de experiência na função. O agora cartola teve apenas uma passagem cargo semelhante no Flamengo.

Mais uma vez, a culpa não é de Gilmar. Fica na conta de Marco Polo Del Nero, futuro presidente da CBF, que prefere alguém de sua confiança e inexperiente a um profissional rodado, mas que não é um velho conhecido seu.

Só que o caso Maicon não foi o único que mostrou desorientação fora de campo. No começo do trabalho, estava combinado que o time principal teria uma cota de jogadores da base. Repentinamente, o protocolo mudou. Não havia mais cota. Curiosamente, no primeiro aperto foi convocado o lateral Fabinho, que estava com a seleção sub-21 no Qatar.

Em seu site, a CBF publicou que a convocação de Fabinho reforçou a integração entre a equipe principal e as demais. Se isso era tão importante, ele poderia ter sido chamado desde o início. Gilmar, Dunga e Gallo precisam definir, enfim, como serão feitas a renovação do time principal e a preparação da seleção olímpica. Do jeito que fizeram com Fabinho parece bagunça. E se existe dificuldade para lidar com o básico é de se pensar: imagine na Copa, da Rússia.

Dunga e Gilmar pecaram pela falta de transparência

Leia o post original por Neto

Maicon foi titular da lateral da Seleção nas duas últimas Copas do Mundo

Maicon foi titular da lateral da Seleção nas duas últimas Copas do Mundo

Essa história do corte do lateral Maicon da Seleção Brasileira tem dado o que falar. Muitas versões, algumas delas das mais fantasiosas possíveis, tem repercutido na mídia. A mais forte delas foi divulgada por um site que tem como característica o humor nas informações. Ou seja, evidente que não corresponde com a verdade. O que aconteceu com o Maicon em Miami foi um simples atraso. Quer dizer, era para voltar para a concentração em um horário e ele chegou bem depois.

Pra falar o português claro esse tipo de indisciplina é uma coisa bem comum no meio do futebol. Errado, mas comum. Todos os principais jogadores do planeta já aprontaram uma dessas. Que me perdoe o Pelé, até ele já deve ter esticado uma balada que não era permitida pela Seleção ou o clube.

Nesse caso do Maicon acho que faltou um pouco mais de transparência nas explicações por parte das pessoas que administram a Seleção Brasileira. E não digo nem da alta cúpula da CBF. Falo mesmo do Gilmar Rinaldi, que é diretor, e do Dunga, o treinador. Era muito mais correto da parte deles chegar na coletiva e falar publicamente que o jogador cometeu um ato grave de indisciplina. Chegou atrasado. Ignorar o fato e dizer seco que problemas internos resultaram o corte abriu margem para muita especulação. E muita polêmica mentirosa, diga-se de passagem.

O Dunga pode até ter razão em zelar pela disciplina nesse retorno à Seleção. Mas pecaram na condução do problema. Ponto negativo nesse início.