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Vai falar futuro nome da arena do Corinthians? Veja resposta da Globo

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Com o iminente anúncio da venda dos naming rights da Arena Corinthians, a pergunta do momento é se a Globo vai falar o nome do patrocinador alvinegro. O blog encaminhou o questionamento para quem pode responder: a Globo.

A emissora foi questionada se já há acordo para que seus profissionais pronunciem o novo nome do estádio corintiano e se a empresa vai mudar sua política de não pronunciar nomes de patrocinadores de equipes em diferentes modalidades. Confira a resposta abaixo.

A Globo tem diálogo constante com os clubes para tratar de assuntos de interesse comum e relacionados ao desenvolvimento do futebol brasileiro. A questão dos naming rights é um desses temas, sempre discutido respeitando os acordos estabelecidos com as marcas parceiras das transmissões esportivas da emissora”, diz a nota enviada pelo departamento de comunicação da empresa.

Apesar do pronunciamento cauteloso, entende-se que a Globo conversa com o Corinthians sobre a possibilidade de falar o novo no nome da arena, que deve ser anunciado nesta semana.

Opinião: Flamengo confunde querer pagar para ver o time com poder pagar

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Na opinião deste blogueiro, os enganos do Flamengo em sua nota oficial para justificar a cobrança de R$ 10 para liberar o acesso à transmissão do jogo contra o Volta Redonda, neste domingo (5), a quem não é sócio-torcedor são tantos que demonstram pressa e falta de cuidados ao se tomar a decisão.

O principal deslize acontece no trecho em que o clube diz “para aqueles que não quiserem pagar para ver o jogo em áudio e vídeo, a FlaTV irá disponibilizar, de forma gratuita, a transmissão somente em áudio da partida”.

Não acredito que exista torcedor do Flamengo que não queira pagar para ver o time jogar a semifinal do Estadual no canal do próprio clube. Ainda mais por ser um espetáculo com portōes fechados.

O que temos, certamente, são torcedores que não podem desembolsar R$ 10 para assistir à partida.

A direção rubro-negra, nesse ponto, parece ignorar os efeitos da Covid-19 na economia brasileira. O fato de, certamente, muitos flamenguistas terem perdido seus empregos durante esse período não foi levado em conta.

Curiosamente, a Globo, com quem o Flamengo está rompido, tem sido mais sensível nesse ponto. Durante a pandemia sua plataforma de streaming liberou pacote de séries e filmes gratuitamente.

Em outro ponto insensível de seu comunicado, o Flamengo diz que cobra “apenas R$ 10”. Em tempos em que muita gente depende de doações de cestas básicas para sobreviver não dá pra minimizar esse valor.

No mesmo trecho,  o clube cria uma armadilha para ele mesmo ao dizer que cobra um valor “muito abaixo do normalmente cobrado no mercado de pay-per-view”. Essa é a senha para o torcedor comparar o serviço prestado pela Globo e ancorado em vasta experiência com a transmissão da FlaTV, que engatinha.

É natural que a cobertura do canal flamenguista tenha imperfeições neste momento. Assim, comparações com quem já está estabelecido no mercado tendem a ser desfavoráveis para o rubro-negro.

Numa fase praticamente experimental, faria mais sentido não cobrar pela transmissão e seguir estimulando contribuições voluntárias, como no jogo anterior.

As doações geram um valor muito pequeno se comparado com a quantia que a Globo costuma pagar. Mas a decisão de não assinar com a emissora para a transmissão do Carioca foi do Flamengo. Era de se esperar que a diretoria tivesse um plano mais sólido do que querer rapidamente tornar sua plataforma de streaming imediatamente um negócio altamente lucrativo.

Todo empreendedor sabe que um novo projeto leva tempo para dar frutos. É preciso paciência, planejamento, persistência e caixa para fazer a ideia vingar.

A leitura que faço é de que o Flamengo não teve nenhum dos três primeiros requisitos.

Em relação ao quarto (caixa), a situação é mais incompreensível. O balanço do rubro-negro relativo a 2019 sugere que o clube tem gordura financeira e crédito para enfrentar pandemia e falta de contrato de transmissão no Carioca sem precisar tomar medidas apressadas

Agora, se o clube com situação financeira mais confortável do país está tão aflito, imagine o torcedor rubro-negro que estiver desempregado. Ele pode pagar R$ 10 pra ver seu time jogar?

Para cartolas, MP fortalece clubes para fazerem TV respeitar naming rights

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Há entre ao menos parte dos dirigentes de clubes brasileiros a avaliação de que a MP 984 fortalece agremiações para forçar a Globo e outras emissoras a,  contratualmente, respeitarem naming rights de arenas.

Historicamente, a Globo evita falar o nome de patrocinadores de estádios e de equipes.

A análise é de que, ao dar o direito de o clube mandante negociar sozinho os direitos de transmissão da partida, a MP aumenta a concorrência entre as emissoras. Isso porque não é mais preciso que os dois times tenham contrato com a mesma rede de TV. A comercialização passa a ficar menos burocrática. É viável, por exemplo, que um time resolva vender seus jogos de maneira avulsa, sem fechar um pacote.

O raciocínio é de que num cenário de mais concorrência e agilidade nas operações seja mais fácil os clubes pressionarem a Globo, por exemplo, a respeitar os naming rights. Isso usando esse simples argumento: “se você não aceitar falar o nome do patrocinador, arrumo quem fale”.

Antes, isso era mais difícil porque encontrar alguém com o mesmo potencial financeiro da Globo para fechar um pacote de transmissão de um campeonato inteiro com valores semelhantes aos que a Globo se acostumou a pagar era algo raro. Teoricamente, é menos complicado encontrar uma emissora com verba para fechar com um só clube ou para jogos pontuais.

Diversas vezes, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, culpou o fato de a Globo e outros veículos de comunicação não respeitarem naming rights por seu  clube ainda não ter negociado o nome da arena em Itaquera. Seus opositores, no entanto, contestam o argumento. Dizem que o problema é que o grupo político de Andrés não soube negocoar a propriedade comercial.

O Allianz Parque, do Palmeiras, também sofre em termos de divulgação por não ter seu nome respeitado.

Vale lembrar que a Medida Provisória precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, apesar de estar em vigor até lá. A Globo, porém, entende que a MP não anula contratos em vigor. Esse posicionamento gerou o imbróglio que fez a emissora considerar seu contrato para transmitir o Estadual do Rio rescindido.

‘Grupo dos 8’ vê maior independência em relação à CBF e TV com MP e união

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Ao menos parte dos dirigentes de clubes que integram o bloco de oito times que se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro na última terça (30) avalia que a MP 984 combinada com a união dessas agremiações dará a elas mais independência em relação à CBF e a emissoras de TV, em especial a Globo. No grupo que foi para Brasília estão Internacional, Coritiba, Athletico, Palmeiras, Santos, Bahia, Ceará e Fortaleza. Todos assinaram contratos para transmissão de seus jogos no Brasileirão em canal fechado com a Turner e agora brigam com a emissora. A empresa acusa cartolas de descumprirem uma série de cláusulas contratuais. Eles rechaçam a tese, e acreditam que a companhia esteja em busca de um pretexto para rescindir os acordos sem arcar com uma multa bilionária, algo que a empresa nega.

Historicamente, os clubes brasileiros dependem de antecipações dos contratos de TV, quase sempre com a Globo, e de cotas antecipadas por CBF e federações. Nesse cenário, cartolas entendem que agremiações ficaram amarradas, sem poder explorar o potencial comercial que aumentou com o rápido surgimento de novas plataformas digitais.

A partir da MP, que dá ao mandante o direito de comercializar os direitos de transmissão dos jogos, pelo menos uma parcela dos dirigentes do grupo de oito clubes que assinou com a Turner entende que as agremiações ganharam liberdade, agilidade e, o mais importante, poder de negociação. Ficou mais fácil vender os direitos, já que não é preciso autorização do adversário como antes da MP, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Nesse cenário eles têm mais opções do que dizer sim ou não para a proposta da Globo, que normalmente fechava com uma série de clubes e pressionava quem estava fora do bolo e que não podia negociar jogos que com adversários “globais”.

Agora cada time pode fazer o que bem entender. Porém, o que os representantes dos oito clubes desafetos da Turner mostraram a Bolsonaro é que estão e pretendem ficar unidos. Já usam os mesmos advogados e assessores de imprensa, por exemplo. Acreditam que a liberdade dada pela MP associada à união organizada os fortalece. O discurso não vale apenas para questões comerciais. O empoderamento do bloco é visto como importante, por exemplo, para debater calendário com a CBF e federações.

“O que nos uniu inicialmente foi a dor, o problema com a Turner. A gente vem conversando desde abril. E a gente percebeu, enquanto grupo, que coletivamente a gente consegue brigar mais forte, consegue mais resultados. Vou dar o meu exemplo pessoal. No ano passado, fiquei brigando sozinho com a Turner e não tive resultado tão expressivo. Agora, coletivamente, a gente sente que as portas se abrem mais, as pessoas escutam mais. Nesse grupo, a gente está falando aproximadamente de 40 milhões de torcedores. Então, tem um peso maior. Temos um sentimento de que juntos a gente consegue mais”, disse ao blog Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. O dirigente completou afirmando que não houve conversa sobre a criação de uma Liga.

O presidente do tricolor cearense não critica CBF e Globo. Pelo contrário. Elogia a atual administração da confederação e exalta as quantias investidas pela rede de TV até aqui na compra de direitos de jogos no Brasil. Porém, Paz acredita que a mudança promovida pela Medida Provisória pode deixar os times numa situação de protagonistas ainda não atingida por eles.

“Conceitualmente, acho que os clubes têm que ter mais protagonismo em tudo no futebol. Porque o torcedor, que é a razão de existir do futebol, ele vai para o estádio para ver o clube. Os jogadores passam, os dirigentes passam, e ele continua indo no estádio para ver o clube. Então, os clubes têm que ter o protagonismo e ainda não é assim. Quando você pega Campeonatos Estaduais, olha o borderô, e o ‘time’ que mais ganhou na competição chama-se federação, é uma coisa muito errada. Talvez, com exceção do Campeonato Paulista, em todos o Estaduais, quem ganha mais dinheiro com arrecadação, estou falando de borderô e bilheteria, o ‘time” que mais ganha dinheiro em todos os Estaduais é a federação, somado o faturamento. Então, acho que os clubes tem que ter mais protagonismo, também nos direitos de TV. O modelo a partir da MP dá mais protagonismo aos clubes, desde que a gente consiga se organizar coletivamente. Essa ressalva é imprescindível”, afirmou Paz

A expectativa de dirigentes do grupo é de que as receitas das agremiações aumentem significativamente graças à capacidade de explorar novas propriedades comerciais, livres de antigas amarras burocráticas, e a um novo poder de negociação. O sentimento é de recuperar tempo e dinheiro perdidos.

Desafetos da Turner mostram a Bolsonaro novo bloco empoderado por MP

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Abrir um canal de comunicação com Jair Bolsonaro e mostrar a ele que o grupo se sente empoderado após a publicação da MP 984 estão entre os principais objetivos dos representantes de oito clubes que se encontram com o presidente da República nesta terça (30). Os dirigentes também aproveitaram o encontro para dizer ao chefe do executivo que a Turner, ao se desentender com esses times, fez movimento favorável ao monopólio da Globo nas transmissões dos jogos no Brasil na contramão do que a Medida Provisória provocou.

Os representantes de Internacional, Coritiba, Athletico, Palmeiras, Santos, Bahia, Ceará e Fortaleza deixaram claro para o presidente que formam um bloco sólido, unido por pautas em comum e que conta até com assessorias jurídicas e de imprensa únicas. Também explicaram como ganharam força com a MP 984, que dá ao mandante o direito de negociar os direitos de transmissão dos jogos e que ainda precisa de aprovação do Congresso Nacional. Antes, era preciso consentimento dos dois times de cada partida para a transmissão. Agora, por exemplo, quem não tem contrato com a Globo e jogar em casa pode vender a partida para quem quiser. Vale lembrar que o presidente tem longo histórico de desentendimentos com a emissora.

Os cartolas procuraram mostrar para Bolsonaro a mudança de status que a MP deu a um grupo que antes era visto como minoria, por não ter assinado contrato para TV fechada com a Globo, e que agora, agindo em grupo, pode ter os direitos de transmissão do equivalente a 40% do Brasileirão, nos cálculo dos representantes desses clubes. Também foi dito ao presidente que o bloco deve ganhar outras adesões.

“Os clubes que estavam lá é que organizaram (a ida para Brasília). A gente vem se juntando há muito tempo. A gente já tem advogado constituído conjuntamente, assessoria de imprensa constituída conjuntamente, estratégias definidas, regras de decisão interna. Os clubes já estão bem unidos há muito tempo, então a gente achou que precisava dialogar com o poder executivo e com o poder legislativo e começamos isso agora. Fomos dizer que a MP é boa e que a gente apoia, dentre outras coisas. Discutimos lei de telecomunicações no futebol, um monte de coisas”, disse ao blog Guilherme Bellintani, presidente do Bahia.  O dirigente afirmou também que os clubes preparam uma nova ida para Brasília para conversar com congressistas.

Para os cartolas a visita foi considerada bem mais do que uma mera formalidade. Segundo um dos participantes, foram cerca de 2 horas e 15 minutos de conversa com Bolsonaro. Uma das pautas mais sensíveis foi em relação ao desentendimento deles com a Turner. Os clubes trabalham com a informação de que o Governo Federal está disposto alterar a lei que impede operadoras de TV a cabo de terem o controle de canais ou de empresas que produzem conteúdo de olho em investidores como a Turner. Os cartolas provocaram a reflexão sobre possibilidade de uma companhia que acaba de entrar em atrito num movimento que, em tese, facilita o monopólio da Globo no futebol, algo que não agrada o governo, ter uma MP eventualmente favorável à ela.

A Turner acusa os clubes de descumprirem uma série de cláusulas contratuais. Eles rechaçam a tese, e acreditam que a empresa esteja em busca de um pretexto para rescindir os acordos sem arcar com uma multa bilionária, algo que a empresa nega.

Cade e ministério

O grupo ainda se encontrou durante aproximadamente uma hora com o superintendente-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Cordeiro. Ao representante do órgão que analise supostos casos de monopólio, o grupo sugeriu estudos de modelos de negociação de direitos de transmissão de jogos em outros países como forma de ajuda nas análises a respeito das questões no Brasil. Outros temas que resvalam nas transmissões dos jogos foram conversados na reunião, também de aproximadamente 60 minutos,  com Fabio Wajngarte, secretário-executivo do Ministério das Comunicações.

No final dos encontros, houve membro da delegação entendendo que o dia pode ter sido histórico no sentido de fortalecer clubes dispostos a se unirem em busca do que consideram melhores condições comerciais e legais para seus desenvolvimentos.

Ação da Globo reforça queixas sobre falta de debate antes de ‘MP do Fla’

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Com seu pedido de liminar para tentar impedir que o Flamengo transmita ou  negocie a transmissão de jogos como mandante no Campeonato Carioca, a Globo engrossa o coro de parte dos dirigentes de clubes e de parlamentares. Eles afirmam ter faltado ao presidente Jair Bolsonaro ouvir outros interessados no assunto antes de publicar a Medida Provisória 984.

Os argumentos da emissora na ação na Justiça coincidem com a tese de cartolas e congressistas de que o presidente da República agiu para atender à vontade do rubro-negro e, ao mesmo tempo, alfinetar o grupo de comunicação, que tem como desafeto. Esse sentimento fez a medida ficar conhecida no Congresso Nacional como “MP do Flamengo”.

“Conforme declarado à imprensa pelas partes envolvidas, a MP foi editada para atender a um pedido específico do Clube de Regatas do Flamengo, que pretende, com a polêmica retomada do Campeonato Carioca, poder transmitir e televisionar seus próprios jogos”, escreveram os advogados da Globo no pedido de liminar.

Antes da Medida Provisória, um jogo só poderia ser televisionado com a concordância das duas equipes envolvidas. Nesse cenário, a maior rede de televisão do país, que comprou os direitos do Estadual do Rio, não poderia exibir os jogos do rubro-negro na competição, pois não entrou em acordo com ele. Por outro lado, o clube da Gávea também não poderia negociar separadamente suas partidas.

Agora, a emissora alega que a MP não pode ter valor retroativo afetando contratos assinados antes dela. Por isso pede que o Flamengo já não possa exibir seus jogos ou negociá-los enquanto a ação se desenrola. A Medida Provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas está em vigor até que isso aconteça.

Como mostrou o “Blog do Rodrigo Mattos“, no pedido de liminar, os advogados da Globo deixam explicito o entendimento de que faltou debate, o que coincide com o pensamento de cartolas como Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG.

“Note-se bem: a discussão sobre a melhor forma de alocar os direitos de transmissão de um evento esportivo é legítima e precisa ser feita. O que não se pode admitir em ordenamentos jurídicos sérios é que isso se dê numa canetada para beneficiar aliados, sem qualquer debate sobre o tema”, escreveram os representantes da rede de TV na ação.

No último domingo, 21, o principal dirigente do Galo havia se queixado da falta de diálogo antes de a Medida Provisória ser assinada.

“Foi um voo solo do Landim. Acho que a forma como foi feita pegou todo mundo de surpresa, e isso incomodou os presidentes”, havia dito Sette Câmara.

Na ação, a Globo anexou entrevistas de cartolas criticando a falta de debate, como esse trecho atribuído a Mário Bittencourt, presidente do Fluminense: “o que nos preocupa inicialmente na publicação dessa Medida Provisória é ela ter sido feita num momento de pandemia quando tem tantos outros assuntos mais
emergenciais no país. Em segundo lugar, ter sido elaborada sem uma discussão ampla e profunda com os
maiores interessados, que são os clubes de futebol. Não houve um grande debate, não houve o esgotamento do tema.
Um tema que pode trazer muitos impactos econômicos e comerciais aos clubes”.

Também pela ausência de debate congressistas falam em modificações na MP, como mostrou o blog.

No pedido de liminar, a Globo diz que, incomodado com a situação atual, o Flamengo buscou ajuda de Bolsonaro para mudar a antiga regra relativa aos direitos de transmissão.

“Conforme amplamente noticiado
por inúmeros veículos de imprensa e relatado, em primeira pessoa,
pelo presidente do Flamengo em entrevista ao vivo para a TV Band,
em almoço com o presidente da República no último dia 17,
o Flamengo expôs a sua insatisfação e solicitou a mudança da regra que o impedia de dispor dos direitos de transmissão de uma partida sem a anuência da equipe contrária, no que foi prontamente atendido com a edição da MP”, escreveram os advogados da Globo na ação.

Eles também reproduziram no pedido de liminar trecho de entrevista televisiva dada por Rodolfo Landim, presidente do Flamengo para a Band.

Na conversa, de acordo com a reprodução feita pelos advogados da Globo, Landim diz o seguinte:

“Como vocês sabem o Flamengo, diferente dos demais clubes, não assinou o contrato de cessão dos direitos de transmissão com a rede de televisão que detém de todos os outros. Por causa disso, os jogos do Flamengo não vinham sendo transmitidos. Quando nós tivemos o problema de público, nós entramos em contato com eles para poder abrir para o público. Nós negociamos fazer isso com a abertura da mídia digital. […] A gente ficou conversando com o presidente ontem, teve essa posse do Ministro de Comunicações. Ele convidou a mim, ao Felipe Melo e ao próprio Ministro. Nós estávamos conversando e o presidente perguntou: ‘Vai voltar mesmo o futebol no Rio? E o televisionamento?’ Eu expliquei para ele em detalhes que a gente tem um problema na legislação que diz o seguinte: os dois clubes precisam aprovar para que um jogo possa ser passado. […] Dito isto, eu expliquei isso para o presidente, falei como ocorre em vários outros países, diversas outras ligas, onde o mandante tem direito sobre seus jogos. […] O Presidente entendeu isso,  disse que ia agir rapidamente, e eu recebi a notícia aqui de que ele acabou de publicar no Diário Oficial uma medida dizendo que o direito de imagem do clube é do mandante do jogo”.

Após reproduzirem as palavras do presidente flamenguista, os representantes da emissora concluem que “assim, sem que o tema tenha sido tratado com os demais clubes do país, com as federações de futebol, com veículos de mídia,
potenciais cessionários dos direitos, atletas e sindicatos ou
quaisquer das outras diversas entidades e pessoas impactadas direta
e indiretamente, mudou-se a norma que regia os Direitos de Arena
consagrada na Lei Pelé e em legislações anteriores desde 1973”.

Por sua vez, Landim chegou a dar e entrevista afirmando que a MP é boa para todos os clubes. A direção rubro-negra mantém o entendimento de que, enquanto o Congresso Nacional decide se aprova ou não a MP, a agremiação tem o direito de exibir ou negociar seus jogos como mandante.

Nesta quarta (24), o site do Flamengo publicou declaração do vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, exaltando a Medida Provisória.

“Entendemos que a MP para gente é uma carta de alforria, uma lei áurea. No estatuto do torcedor, o mandante tem que cumprir com suas responsabilidades e obrigações. A MP assinada é um sopro de esperança, e tomara que seja aprovada no Congresso Nacional. Essa é a nossa opinião”, disse o cartola.

Criticada por falta de debate, ‘MP do Flamengo’ deve sofrer alterações

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Criticada por parte do Congresso Nacional pela falta de debate sobre o tema, a Medida Provisória 984 assinada na última quinta pelo presidente Jair Bolsonaro para dar o poder de os clubes mandantes negociarem os direitos de TV deve ser alvo de alterações, segundo congressistas ouvidos pelo blog.

As mudanças seriam fruto de intensas discussões que os parlamentares mais interessados no assunto pretendem fazer. No entanto, ainda não é possível identificar as modificações mais prováveis na MP, que também trata de outros assuntos. Um deles é o fim do repasse da parte dos jogadores no dinheiro da TV para entidade de classe. O dinheiro passa a ser direcionando diretamente aos atletas participantes dos jogos.

Leia também:

Há deputados federais e senadores que reclamam de o Governo Federal não ter promovido uma discussão sobre o tema antes de tomar a decisão.

O cheiro político no Congresso é de que a medida foi tomada por Bolsonaro para  tentar prejudicar a Globo e tendo o Flamengo como única fonte de inspiração entre os clubes. O presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, se encontrou com Bolsonaro na véspera de a MP ser assinada e não entrou em acordo com a Globo em relação aos direitos do Estadual do Rio de Janeiro.

Pelo menos parte dos parlamentares quer aproveitar o período de análise da MP para realizar o debate que acreditam ter faltado e sugerir mudanças.

“Acho que essa MP sofrerá algumas modificações no Congresso. Difícil passar algo no Congresso sem ouvir as partes interessadas. Precisamos ouvir os clubes, as Federações, a própria CBF, afinal são eles que organizam as competições”, afirmou ao blog o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

“Temos que aproveitar a MP e rediscutir os direitos de transmissão, dar um passo além do que foi dado”, disse o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ).

Autor do projeto que regulamenta o clube empresa e tramita no Senado, ele entende que é um avanço definir o mandante como dono dos direitos. Até então, cada jogo só poderia ser transmitido com a anuência dos dois clubes envolvidos. No entanto, o deputado defende que os direitos de transmissão das competições sejam negociados coletivamente pelos times participantes.

A MP entrou em vigor na última quinta, mas precisa ser aprovada em plenário na Câmara e no Senado, além de poder ser alterada por meio de emendas. Caso seja aprovada com alteração, o presidente tem poder de vetar parcialmente ou integralmente o texto final.

FPF faz videoconferência entre clubes e médico por volta do Paulista

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A Federação Paulista marcou uma videoconferênciacom a participação de dirigentes de clubes da primeira divisão de São Paulo com o médico Moisés Cohen. Ele é o responsável por elaborar um protocolo de prevenção contra a transmissão do novo coronavírus num eventual retorno do Estadual deste ano.

Conforme o blog apurou, a reunião foi marcada para esta quarta (15).

A expectativa da FPF é de que os presidentes das agremiações participem da conversa. 

Cohen vai expor as exigências de prevenção para evitar riscos à saúde dos profissionais envolvidos na disputa.

A federação seguirá as orientações do médico para definir como será retomado o campeonato assim que o Governo de São Paulo permitir a volta da realização de jogos no Estado.

A tendência é que a retomada seja feita sem a presença de público. Ainda não há uma previsão de data.

A volta do Paulista o mais rapidamente possível é importante para que a FPF tente entregar para a televisão todos os jogos contratados, evitando redução da receita gerada pela transmissão. A Globo suspendeu o pagamento por causa da paralisação, o que gerou grande preocupação dos cartolas.

 

Análise: antecipação de férias é vital para cofres dos clubes na pandemia

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Os 20 dias de férias antecipadas dados pelos principais clubes do país a seus jogadores durante o período de isolamento social têm importância fundamental para os cofres das agremiações.

Independentemente das negociações entre cada clube e seus atletas para eventuais reduções salariais, o ponto central é tentar preservar o formato original do Campeonato Brasileiro e de outras disputas no segundo semestre.

Com as férias concedidas agora, os cartolas ganham datas para estender as partidas por dezembro, provavelmente até o final do mês. Assim, avaliam ter mais chances de entregar para as emissoras de TV todos os jogos contratados, evitando eventual redução nas cotas a serem pagas.

A maior preocupação é com o dinheiro da Globo relativo ao Brasileirão. A emissora já suspendeu pagamentos referentes a alguns dos Estaduais. Segundo a Globo, a suspensão chegou a até 25% do valor total, o que, de acordo com ela, é uma porcentagem menor do que a de jogos ainda não realizados.

Nem todos os Estaduais foram afetados pela suspensão de pagamentos, segundo a emissora. O Campeonato Paulista está entre os atingidos.

Caso não dessem as férias agora, os dirigentes teriam que convencer os atletas a não pararem no final do ano, se quisessem esticar o calendário para honrar compromissos com as TVs.

A ideia é não marcar jogos no Natal e no dia 31 de dezembro, mas aproveitar ao máximo o último mês do ano.

Inicialmente, as férias dos atletas começariam no dia 7 de dezembro.

O sucesso do plano depende de quando os campeonatos poderão voltar, o que está diretamente ligado às medidas de distanciamento social impostas para combater a transmissão do novo coronavírus.

Num cenário de indefinição, parte dos dirigentes vê com bons olhos a retomada com portōes fechados, claro, se as autoridades da área da saúde autorizarem.

A conta que se faz é que faria menos falta a receita de bilheteria do que o dinheiro da TV e as verbas de patrocínio.

Hoje, conseguir disputar todos os jogos programados para o Brasileirão é visto como um fio de esperança para os principais clubes do país. É a chance de minimizar os efeitos de uma temporada que se desenha dramática para as já combalidas finanças da maioria das agremiações.

Suspensão de pagamentos da Globo por Estaduais é de até 25%

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Por conta da paralisação dos jogos devido à pandemia de Covid-19, a Globo suspendeu até 25% dos pagamentos referentes às transmissões dos Estaduais. A informação foi dada ao blog pelo departamento de comunicação da emissora.

Apesar do congelamento das parcelas, a rede de TV diz que em alguns casos já pagou 100%  do valor combinado por campeonatos Estaduais. Nas competições mais afetadas, foram pagos 75% do valor integral. No entanto, a nota não esclarece a situação de cada pagamento.

A comunicação da Globo diz que a TV pagou até aqui mais do que recebeu pelos campeonatos. Isso porque calcula que foram realizados entre 55% e 65% dos jogos comprados em cada Estadual. Alguns pagamentos foram feitos já com os campeonatos suspensos.

A emissora também relata que até agora manteve pagamentos aos clubes referentes às disputas das séries A, B e C do Brasileirão e da Copa do Brasil.

Ainda de acordo com o comunicado, a Globo tem discutido com CBF e clubes soluções para enfrentar os reflexos causados no futebol pelo isolamento social necessário para o combate ao avanço do novo coronavírus. A emissora fala na necessidade de “revisão completa do calendário anual do futebol”.

O Campeonato Paulista está entre os estaduais que tiveram seus pagamentos de cota de transmissão suspensos.

Abaixo, leia a nota enviada pela comunicação da Globo.

“A crise causada pela pandemia do Coronavirus19, que está provocando adiamentos e cancelamentos nos calendários esportivos, faz com que todos os elos que compõem a cadeia produtiva do futebol precisem analisar seus modelos de negócio e renegociar seus compromissos: clubes, federações, empresas de mídia, anunciantes e patrocinadores, entre outros parceiros. Esta não é uma realidade exclusiva do Brasil, e ocorre também em demais competições e modalidades esportivas ao redor do mundo. 

Faz parte deste processo a decisão da Globo de reavaliar o pagamento de futuros vencimentos – em alguns casos a última parcela – de competições que foram interrompidas ou adiadas, e que ainda não têm data nem formato para voltar a acontecer. Cada caso está sendo tratado segundo suas especificidades.

A Globo até o momento vem mantendo o pagamento dos clubes participantes do campeonato brasileiro série A, série B e Copa do Brasil. No caso dos Estaduais, a Globo pagou em alguns contratos 100% e em outros 75% dos valores referentes a esses campeonatos, mesmo com a entrega efetiva de 55% a 65% dos jogos.

Alguns pagamentos foram realizados já com as partidas suspensas e precisamos buscar entre todos uma solução de equilíbrio que depende agora de uma revisão completa do calendário anual do futebol.

Estamos discutindo diariamente, de maneira transparente e serena, formas de atravessar esse período difícil com todos os parceiros – anunciantes, clubes, federações e CBF – e temos a convicção de que juntos vamos encontrar os melhores caminhos.

Até lá, estamos empenhados em soluções criativas que têm assegurado outros tipos de apoio ao futebol brasileiro, com a exposição dos clubes em todas as nossas plataformas, grades de programação e coberturas. Como parceiros de mídia do esporte, temos total interesse em achar um caminho que garanta competições fortes, equilibradas e competitivas”.