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Citação do Allianz Parque ficou fora de negociação com a Globo

Leia o post original por Perrone

No novo acordo anunciado nesta quinta (23) entre Palmeiras e Globo não há comprometimento por parte da emissora de pronunciar o nome do Allianz Parque durante as transmissões.

A postura tradicional da emissora, que não pronuncia a nomenclatura comercial de estádios, é um dos motivos de bronca de parte da torcida palmeirense com a empresa de comunicação.

Porém, conforme apurou o blog, a citação do nome oficial da arena alviverde  não chegou a entrar na negociação. A possibilidade não foi comentada.  Isso porque os naming rights, por contrato, são propriedades de responsabilidade da WTorre. A construtora vendeu o nome para  a Allianz.

Assim, o entendimento dos dirigentes palmeirenses é de que o clube não pode colocar a propriedade em suas negociações.

Porém, em tese, nada impede que a Globo mude de postura e passe a citar o nome oficial.

Direção do Corinthians não vê postura do Palmeiras com a Globo como ameaça

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O discurso interno de pelo menos parte da diretoria do Corinthians é de que a atitude agressiva do Palmeiras em suas negociações com a Globo não representa ameaça para o alvinegro a curto ou a longo prazo.

O principal argumento é o de que a emissora teria convicção de que o alviverde não é capaz de manter uma média de audiência superior à da equipe de Itaquera.

Outra tese é a de que o Palmeiras segue com torcida menor do que a do rival e que isso se reflete no número de assinantes do pay-per-view.

Historicamente, o Corinthians ganha mais da Globo do que o Palmeiras. De acordo com o balanço dos dois clubes, em 2018, a agremiação presidida por Andrés Sanchez recebeu pelos direitos de exibição dos jogos R$ 197.756.000,00 contra R$ 136.724.000 do rival. Entre as principais fontes de receita, essa foi a única em que os corintianos conseguiram mais dinheiro.

O formato atual de pagamento dos direitos de transmissão dá pouca margem para os clubes negociarem. Na TV aberta, os R$ 600 milhões pagos pelo brasileirão são divididos pelos 20 times de acordo com critérios fixos. Do total destinado para cada um, 40% são iguais (R$ 12 milhões por time), 30% dependem da colocação das equipes na competição e 30% estão atrelados ao número de jogos exibidos.

Ou seja, para diminuir a vantagem corintiana, o Palmeiras teria que terminar o campeonato em melhor posição (o que acontece neste momento) e ter mais jogos transmitidos.

Caso se mantenha na liderança, a equipe treinada por Felipão, em tese, é um grande atrativo para a grade da Globo. Mesmo assim, ao menos uma parcela da diretoria corintiana acredita que a emissora não mudará o tratamento dispensado ao alvinegro na hora de montar sua programação.

Vale lembrar que jogos envolvendo o Palmeiras obtiveram resultados expressivos para o canal TNT até aqui. A partida contra o Internacional registrou a melhor audiência na televisão paga na ocasião.

No pay-per-view a projeção inicial é de uma divisão mínima R$ 650 milhões entre os clubes de acordo com pesquisa feita pela Globo para avaliar a quantidade dos torcedores de cada clube assinantes do sistema. O Palmeiras quer a garantia de receber pelo menos 10%. Corinthians e Flamengo têm mínimo garantido de cerca de 18,5% cada.

Além disso, as luvas podem ser negociadas de maneira independente pelos times.

O Palmeiras já mostrou força na negociação com a Globo conseguindo retirar a multa aplicada pela a emissora pelo fato de o clube ter assinado contrato com a Turner para a TV fechada.

As negociações entre Palmeiras e Globo estão adiantadas e a expectativa no clube é de que o acerto aconteça antes do final de semana.

O que a Globo deixa de mostrar sem o Palmeiras em sua grade

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Confira abaixo o que a Globo e o sistema de pay-per-view da Globosat deixaram de mostrar por ainda não haver acerto da empresa com o Palmeiras para exibir os jogos do time no Brasileirão deste ano. Os números são do site especializado em estatísticas Footstats.

Garçom

Até aqui, a Globo está sem mostrar em ação o líder de assistências no campeonato, Dudu. O jogador palmeirense já deu cinco passes para companheiros marcarem gols em quatro jogos.

Artilheiro

Ao vivo, a emissora também não mostrou os três gols de Bruno Henrique, no Brasileirão. Ele divide o posto de goleador da competição com Everaldo (Chapecoense), Ricardo Bueno (Ceará), Everton (Grêmio) e Bruno Henrique (Flamengo).

Pontaria

Quem depende da Globo para assistir ao vivo aos jogos do Brasileirão, não vê a equipe com pontaria mais calibrada. O Palmeiras tem o melhor índice de acerto de finalizações: 55,1%. Em média, são 5,4 arremates com endereço certo por partida.

Melhor ataque

O time que mais fez gols no Brasileiro em cinco rodadas está fora da programação aberta da Globo e do pay-per-view do grupo. Os palmeirenses balançaram as redes 12 vezes, duas a mais do que o Fluminense, segundo colocado nesse critério.

Melhor defesa

Numa prova de que Felipão conseguiu montar um time ofensivo sem deixar sua meta desprotegida, o telespectador da Globo não pode contemplar o sistema defensivo menos vazado do Brasileirão. O alviverde só levou um gol até agora.

Evolução

Os crescimentos de Raphael Veiga e Zé Rafael também não são atrações da Globo. Eles fizeram dois gols cada em quatro jogos. A estatísticas  ainda apontam uma assistência para cada.

Nunca serviu pra nada

Leia o post original por Rica Perrone

As emissoras, marcas e agências tem uma tendência simplista de ir na direção do que parece moda e ignorar os fatores individuais de cada produto. “É live!” então vamos fazer live. “É interatividade”, então mete o povo pra participar de tudo. Eu costumo usar o exemplo da Copa de 2018 que aconteceu comigo. Foi um…

Opinião: Palmeiras acerta ao não aceitar contrato longo com a Globo

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Na opinião deste blogueiro, o grande acerto da diretoria do Palmeiras ao bater o pé por suas reivindicações na negociação com a Globo diz respeito ao tempo de contrato.

Aceitar um acordo de seis anos é dar um cheque em branco para a emissora. Digo isso pensando na internet, nas redes sociais. Desde que elas surgiram, sempre ficaram em plano secundário nas discussões entre Tvs e clubes.

Hoje, porém, é indiscutível o potencial que existe na transmissão pela internet. Parcela considerável dos torcedores já está acostumada a assistir jogos pelo computador ou pelo celular. As novas gerações já manuseiam esses dispositivos desde o berço.

A tendência desse mercado é crescer muito. Certamente, a transmissão pela internet valerá bem mais daqui a seis anos do que hoje. Por isso, o Palmeiras faz bem em pensar num prazo mais curto para acertar um eventual contrato com a Globo para a transmissão de jogos em canal aberto e outras mídias.

A emissora sabe do potencial da internet. Tanto que suas transmissões na TV estão cada vez mais conectadas à ela. Claro, o trabalho dos executivos da Globo é tentar garantir exclusividade nesse filão nas transmissões pelo maior tempo possível. Não há sacanagem nisso. Não existe vilão ou mocinho no roteiro.

Agora, o Palmeiras parece ter se ligado num ponto para o qual muitos clubes não deram a justa importância. Não se pode tratar a transmissão de jogos por esses novos meios como um chocolatinho na negociação.

Na opinião deste blogueiro, um prazo curto para respeitar as evoluções tecnológicas e sua capacidade de gerar receita é mais importante neste momento do que discutir a redução de valores proposta pela Globo pelo fato de o Palmeiras ter assinado com a Turner para transmitir seus jogos na TV fechada.

É legítimo imaginar que num futuro próximo a transmissão pela internet seja mais valiosa do que pela televisão. Os clubes precisam ter isso em mente. Acredito que a Globo já tenha.

São Paulo planeja iniciar captação milionária com fundo em 15 dias

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O São Paulo prevê que em cerca de até 15 dias coloque à venda no mercado cotas do fundo de investimento aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube em março e que espera captar até R$ 37 milhões. Esse foi o valor apresentado aos conselheiros.

A empresa que vai administrar o fundo já foi escolhida e está em trabalho avançado para a implantação.

De acordo com Elias Barquete Albarello, diretor executivo de finanças, com o dinheiro, será possível quitar empréstimos com instituições financeiras. O clube passaria a ter que reembolsar os investidores com um prazo maior.

A operação é chamada pelos cartolas de alongamento da dívida. Os juros também devem ser inferiores aos pagos atualmente pelos são-paulinos.

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc) terá como garantia de pagamento as cotas a que o clube tem direito pela transmissão de seus jogos pela TV.

Em dezembro de 2018, o São Paulo devia R$ 82.567.000 a instituições financeiras por conta de empréstimos, de acordo com seu balanço financeiro.

Autodestruição

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Bolsonaro é um cara bruto, pouco diplomático e muito disso o levou ao cargo que ocupa. Quando compra briga com a imprensa ele divide opiniões: metade acha que ele sabe o que está fazendo, a outra metade que ele está postando qualquer coisa. Sou da segunda opinião. Embora eu tenha convicção de que na guerra…

Opinião: após ‘caso do replay’, Globo deve explicar seu papel no Nacional

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Na opinião deste blogueiro, em parte, a diretoria do Internacional tem razão ao reclamar da Globo no episódio do gol de sua equipe anulado contra o Santos na última segunda (22).

Os colorados afirmam que se a emissora decidiu não mostrar o replay do lance até o juiz se posicionar, deveria ter feito isso nos outros jogos da rodada, em especial na partida entre Palmeiras e Ceará. Faz sentido. O modelo deveria começar a valer para todos na mesma rodada. De preferência com um comunicado oficial antes das partidas para o torcedor saber o que se passa.

Ao tomar a decisão de segurar a repetição do lance para não influenciar a arbitragem, o Sportv (canal do grupo Globo), ultrapassou a fronteira do jornalismo e invadiu a área técnica e de gestão da competição.

Arbitragem é assunto para quem organiza o campeonato, no caso a CBF, e não para quem o transmite.

Caso saibam da existência da prática das equipes de arbitragem de esperarem o replay para se posicionar, o Sportv e a Globo deveriam ter investido numa reportagem sobre o tema. Seria um golaço, um serviço para o futebol brasileiro. Armar uma pegadinha foi a pior escolha.

Outra questão é a situação do assinante que pagou para assistir ao jogo contando com uma série de confortos e ficou sem esse (o replay quase imediato). No lugar da informação instantânea, o assinante ficou com a dúvida até o juiz Ricardo Marques Ribeiro tomar uma decisão e a emissora liberar a imagem. O produto não foi entregue como vendido.

Em nota oficial, a Globo disse que “a transmissão da TV optou por não exibir o replay antes da decisão como é o protocolo da Fifa quando tem a produção de imagens com árbitro de vídeo”. O Brasileirão não tem o uso do VAR.

O comunicado diz ainda que o procedimento de segurar o replay foi adotado na final da Copa do Brasil (com VAR), entre Corinthians e Cruzeiro. E que valerá a partir de agora para todas as partidas transmitidas pelo Grupo Globo, mesmo sem árbitro de vídeo. Leia a nota completa clicando aqui.

Diante do posicionamento da rede de televisão, para este blogueiro é necessário que a Globo explique melhor para o público o papel que espera exercer nos campeonatos que transmite. Elá se considera parceira da CBF e de outras entidades na gestão das competições? O esclarecimento é necessário para sabermos com que olhos devemos assistir aos jogos pela TV. E o que o consumidor pode esperar e cobrar da emissora.

 

 

Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render R$ 29 mi em dois meses e meio

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Sem calcular a venda de ingressos, quanto pode render para o Palmeiras o Campeonato Paulista, chamado de pequeno por seu presidente, Maurício Galiotte? O blog fez as contas.

O alviverde levaria cerca de R$ 2 milhões por partida na pouco provável hipótese de ser eliminado na primeira fase.

Nessa conta está apenas a cota de TV paga pela Globo a cada um dos quatro grandes do Estado pela transmissão de seus jogos. São aproximadamente R$ 24 milhões por time (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), de acordo com apuração do blog. A fase inicial da competição tem 12 jogos.

No ano passado, os grandes embolsaram cerca de R$ 19 milhões pelas transmissões no Estadual.

A receita em 2019 aumentaria de acordo com o desempenho palmeirense na competição por conta das premiações pagas pela FPF, entidade com a qual o clube está rompido.

Conforme apurou o blog, campeão paulista levará R$ 5 milhões. Ou seja, contando cota de TV e premiação por título, o Palmeiras poderia levantar por volta de R$ 29 milhões em dois meses e meio para disputar 18 partidas. Nesse caso, a competição renderia ao clube cerca de R$ 1,6 milhão por apresentação.

Galiotte rompeu com a federação por entender que pênalti a favor de seu time na final deste ano, contra o Corinthians, foi anulado com interferência externa.

Depois da partida, chamou o Paulista de campeonato pequeno. Repetiu a afirmação para a rádio Jovem Pan, na semana passada, ao dizer que não participará de reunião sobre a competição na próxima terça.

“Para o projeto do Palmeiras, o (Paulista) é pequeno”, disse o cartola. A tese é de que em comparação aos outros campeonatos que o clube participa o Estadual é menor. Por isso, com os planos para a temporada inteira em mãos, a comissão técnica vai decidir as escalações mais adequadas para o torneio.

Em termos comparativos, a Copa do Brasil de 2018 ofereceu R$ 50 milhões para seu campeão (Cruzeiro) e R$ 20 milhões ao vice (Corinthians), sem contar bônus nas fases anteriores. Os finalistas disputaram oito jogos, pois entraram já nas oitavas de final.