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SPFC pega mais de R$ 37 mi emprestados. Até mensalidade de sócio é garantia

Leia o post original por Perrone

Imagem: Marcello Zambrana/ AGIF

Desde o começo do ano, o São Paulo pegou mais de R$ 37 milhões emprestados de instituições financeiras, conforme apurou o blog.

Como garantia de pagamento dos empréstimos foram dadas receitas previstas em contratos com a Globo, patrocinadores e até mensalidades pagas pelos sócios.

Indagado pelo blog sobre o assunto, o diretor executivo financeiro são-paulino, Elias Barquete Albarello, apontou efeitos no fluxo de caixa provocados por uma mudança na forma do pagamento realizado pela Globo, gastos com contratações e eliminações em competições entre os fatores responsáveis pela necessidade de empréstimos para que o clube honrasse seus compromissos.

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No BMG foram levantados R$ 10 milhões com os recebíveis dos contratos com a Globo como garantia.

A mesma quantia foi obtida com o Banco Tricury. Nesse caso, receitas geradas pela participação no Campeonato Paulista permitiram a operação.

Dois empréstimos foram tomados junto ao Banco Rendimento, um de R$ 8 milhões e outro de R$ 5 milhões. Serviram como garantias pagamentos feitos pela Adidas e mensalidades pagas pelos associados.

Duas operações de R$ 3 milhões e R$ 1 milhão foram realizadas no Banco Safra. A receita obtida com contratos de cartões de crédito garantiram esses empréstimos.

Também foi efetuada uma antecipação de quantias referentes ao patrocínio do Banco Inter, além de outras operações que elevam o total de empréstimos, mas o blog não teve acesso a elas.

Todas as transações foram aprovadas pelo Conselho de Administração do São Paulo. “Essa situação acontece por causa de alguns fatores.  A mudança na forma de pagamento da Globo, que já era prevista, alguns clubes que tinham que nos pagar não pagaram na data certa, e, evidentemente, as contratações. Tivemos um nível muito maior de contratações do que a gente estava pensando no começo do ano”, disse o diretor financeiro.

Albarello explicou que pelo novo modelo a Globo deixa para fazer no segundo semestre um maior volume de pagamentos impactando nas contas da primeira metade do ano, que ainda não foram fechadas. O blog apurou que são cerca de R$ 26 milhões.

As quedas prematuras na Libertadores e na Copa do Brasil também contribuíram para o clube recorer a empréstimos, segundo o dirigente.

“Pode colocar essas eliminações precoces na conta. Isso vai ser sentido também no segundo semestre”, disse o diretor.  Para efeitos financeiros, a direção contava com a chegada às quartas de final das duas competições.

Albarello não quis  fazer projeções sobre a venda de jogadores no segundo semestre. Mas afirmou que alguns investimentos previstos não devem ser feitos por causa das eliminações.

Citação do Allianz Parque ficou fora de negociação com a Globo

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No novo acordo anunciado nesta quinta (23) entre Palmeiras e Globo não há comprometimento por parte da emissora de pronunciar o nome do Allianz Parque durante as transmissões.

A postura tradicional da emissora, que não pronuncia a nomenclatura comercial de estádios, é um dos motivos de bronca de parte da torcida palmeirense com a empresa de comunicação.

Porém, conforme apurou o blog, a citação do nome oficial da arena alviverde  não chegou a entrar na negociação. A possibilidade não foi comentada.  Isso porque os naming rights, por contrato, são propriedades de responsabilidade da WTorre. A construtora vendeu o nome para  a Allianz.

Assim, o entendimento dos dirigentes palmeirenses é de que o clube não pode colocar a propriedade em suas negociações.

Porém, em tese, nada impede que a Globo mude de postura e passe a citar o nome oficial.

Direção do Corinthians não vê postura do Palmeiras com a Globo como ameaça

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O discurso interno de pelo menos parte da diretoria do Corinthians é de que a atitude agressiva do Palmeiras em suas negociações com a Globo não representa ameaça para o alvinegro a curto ou a longo prazo.

O principal argumento é o de que a emissora teria convicção de que o alviverde não é capaz de manter uma média de audiência superior à da equipe de Itaquera.

Outra tese é a de que o Palmeiras segue com torcida menor do que a do rival e que isso se reflete no número de assinantes do pay-per-view.

Historicamente, o Corinthians ganha mais da Globo do que o Palmeiras. De acordo com o balanço dos dois clubes, em 2018, a agremiação presidida por Andrés Sanchez recebeu pelos direitos de exibição dos jogos R$ 197.756.000,00 contra R$ 136.724.000 do rival. Entre as principais fontes de receita, essa foi a única em que os corintianos conseguiram mais dinheiro.

O formato atual de pagamento dos direitos de transmissão dá pouca margem para os clubes negociarem. Na TV aberta, os R$ 600 milhões pagos pelo brasileirão são divididos pelos 20 times de acordo com critérios fixos. Do total destinado para cada um, 40% são iguais (R$ 12 milhões por time), 30% dependem da colocação das equipes na competição e 30% estão atrelados ao número de jogos exibidos.

Ou seja, para diminuir a vantagem corintiana, o Palmeiras teria que terminar o campeonato em melhor posição (o que acontece neste momento) e ter mais jogos transmitidos.

Caso se mantenha na liderança, a equipe treinada por Felipão, em tese, é um grande atrativo para a grade da Globo. Mesmo assim, ao menos uma parcela da diretoria corintiana acredita que a emissora não mudará o tratamento dispensado ao alvinegro na hora de montar sua programação.

Vale lembrar que jogos envolvendo o Palmeiras obtiveram resultados expressivos para o canal TNT até aqui. A partida contra o Internacional registrou a melhor audiência na televisão paga na ocasião.

No pay-per-view a projeção inicial é de uma divisão mínima R$ 650 milhões entre os clubes de acordo com pesquisa feita pela Globo para avaliar a quantidade dos torcedores de cada clube assinantes do sistema. O Palmeiras quer a garantia de receber pelo menos 10%. Corinthians e Flamengo têm mínimo garantido de cerca de 18,5% cada.

Além disso, as luvas podem ser negociadas de maneira independente pelos times.

O Palmeiras já mostrou força na negociação com a Globo conseguindo retirar a multa aplicada pela a emissora pelo fato de o clube ter assinado contrato com a Turner para a TV fechada.

As negociações entre Palmeiras e Globo estão adiantadas e a expectativa no clube é de que o acerto aconteça antes do final de semana.

O que a Globo deixa de mostrar sem o Palmeiras em sua grade

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Confira abaixo o que a Globo e o sistema de pay-per-view da Globosat deixaram de mostrar por ainda não haver acerto da empresa com o Palmeiras para exibir os jogos do time no Brasileirão deste ano. Os números são do site especializado em estatísticas Footstats.

Garçom

Até aqui, a Globo está sem mostrar em ação o líder de assistências no campeonato, Dudu. O jogador palmeirense já deu cinco passes para companheiros marcarem gols em quatro jogos.

Artilheiro

Ao vivo, a emissora também não mostrou os três gols de Bruno Henrique, no Brasileirão. Ele divide o posto de goleador da competição com Everaldo (Chapecoense), Ricardo Bueno (Ceará), Everton (Grêmio) e Bruno Henrique (Flamengo).

Pontaria

Quem depende da Globo para assistir ao vivo aos jogos do Brasileirão, não vê a equipe com pontaria mais calibrada. O Palmeiras tem o melhor índice de acerto de finalizações: 55,1%. Em média, são 5,4 arremates com endereço certo por partida.

Melhor ataque

O time que mais fez gols no Brasileiro em cinco rodadas está fora da programação aberta da Globo e do pay-per-view do grupo. Os palmeirenses balançaram as redes 12 vezes, duas a mais do que o Fluminense, segundo colocado nesse critério.

Melhor defesa

Numa prova de que Felipão conseguiu montar um time ofensivo sem deixar sua meta desprotegida, o telespectador da Globo não pode contemplar o sistema defensivo menos vazado do Brasileirão. O alviverde só levou um gol até agora.

Evolução

Os crescimentos de Raphael Veiga e Zé Rafael também não são atrações da Globo. Eles fizeram dois gols cada em quatro jogos. A estatísticas  ainda apontam uma assistência para cada.

Nunca serviu pra nada

Leia o post original por Rica Perrone

As emissoras, marcas e agências tem uma tendência simplista de ir na direção do que parece moda e ignorar os fatores individuais de cada produto. “É live!” então vamos fazer live. “É interatividade”, então mete o povo pra participar de tudo. Eu costumo usar o exemplo da Copa de 2018 que aconteceu comigo. Foi um…

Opinião: Palmeiras acerta ao não aceitar contrato longo com a Globo

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Na opinião deste blogueiro, o grande acerto da diretoria do Palmeiras ao bater o pé por suas reivindicações na negociação com a Globo diz respeito ao tempo de contrato.

Aceitar um acordo de seis anos é dar um cheque em branco para a emissora. Digo isso pensando na internet, nas redes sociais. Desde que elas surgiram, sempre ficaram em plano secundário nas discussões entre Tvs e clubes.

Hoje, porém, é indiscutível o potencial que existe na transmissão pela internet. Parcela considerável dos torcedores já está acostumada a assistir jogos pelo computador ou pelo celular. As novas gerações já manuseiam esses dispositivos desde o berço.

A tendência desse mercado é crescer muito. Certamente, a transmissão pela internet valerá bem mais daqui a seis anos do que hoje. Por isso, o Palmeiras faz bem em pensar num prazo mais curto para acertar um eventual contrato com a Globo para a transmissão de jogos em canal aberto e outras mídias.

A emissora sabe do potencial da internet. Tanto que suas transmissões na TV estão cada vez mais conectadas à ela. Claro, o trabalho dos executivos da Globo é tentar garantir exclusividade nesse filão nas transmissões pelo maior tempo possível. Não há sacanagem nisso. Não existe vilão ou mocinho no roteiro.

Agora, o Palmeiras parece ter se ligado num ponto para o qual muitos clubes não deram a justa importância. Não se pode tratar a transmissão de jogos por esses novos meios como um chocolatinho na negociação.

Na opinião deste blogueiro, um prazo curto para respeitar as evoluções tecnológicas e sua capacidade de gerar receita é mais importante neste momento do que discutir a redução de valores proposta pela Globo pelo fato de o Palmeiras ter assinado com a Turner para transmitir seus jogos na TV fechada.

É legítimo imaginar que num futuro próximo a transmissão pela internet seja mais valiosa do que pela televisão. Os clubes precisam ter isso em mente. Acredito que a Globo já tenha.

São Paulo planeja iniciar captação milionária com fundo em 15 dias

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O São Paulo prevê que em cerca de até 15 dias coloque à venda no mercado cotas do fundo de investimento aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube em março e que espera captar até R$ 37 milhões. Esse foi o valor apresentado aos conselheiros.

A empresa que vai administrar o fundo já foi escolhida e está em trabalho avançado para a implantação.

De acordo com Elias Barquete Albarello, diretor executivo de finanças, com o dinheiro, será possível quitar empréstimos com instituições financeiras. O clube passaria a ter que reembolsar os investidores com um prazo maior.

A operação é chamada pelos cartolas de alongamento da dívida. Os juros também devem ser inferiores aos pagos atualmente pelos são-paulinos.

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc) terá como garantia de pagamento as cotas a que o clube tem direito pela transmissão de seus jogos pela TV.

Em dezembro de 2018, o São Paulo devia R$ 82.567.000 a instituições financeiras por conta de empréstimos, de acordo com seu balanço financeiro.

Autodestruição

Leia o post original por Rica Perrone

Bolsonaro é um cara bruto, pouco diplomático e muito disso o levou ao cargo que ocupa. Quando compra briga com a imprensa ele divide opiniões: metade acha que ele sabe o que está fazendo, a outra metade que ele está postando qualquer coisa. Sou da segunda opinião. Embora eu tenha convicção de que na guerra…

Opinião: após ‘caso do replay’, Globo deve explicar seu papel no Nacional

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, em parte, a diretoria do Internacional tem razão ao reclamar da Globo no episódio do gol de sua equipe anulado contra o Santos na última segunda (22).

Os colorados afirmam que se a emissora decidiu não mostrar o replay do lance até o juiz se posicionar, deveria ter feito isso nos outros jogos da rodada, em especial na partida entre Palmeiras e Ceará. Faz sentido. O modelo deveria começar a valer para todos na mesma rodada. De preferência com um comunicado oficial antes das partidas para o torcedor saber o que se passa.

Ao tomar a decisão de segurar a repetição do lance para não influenciar a arbitragem, o Sportv (canal do grupo Globo), ultrapassou a fronteira do jornalismo e invadiu a área técnica e de gestão da competição.

Arbitragem é assunto para quem organiza o campeonato, no caso a CBF, e não para quem o transmite.

Caso saibam da existência da prática das equipes de arbitragem de esperarem o replay para se posicionar, o Sportv e a Globo deveriam ter investido numa reportagem sobre o tema. Seria um golaço, um serviço para o futebol brasileiro. Armar uma pegadinha foi a pior escolha.

Outra questão é a situação do assinante que pagou para assistir ao jogo contando com uma série de confortos e ficou sem esse (o replay quase imediato). No lugar da informação instantânea, o assinante ficou com a dúvida até o juiz Ricardo Marques Ribeiro tomar uma decisão e a emissora liberar a imagem. O produto não foi entregue como vendido.

Em nota oficial, a Globo disse que “a transmissão da TV optou por não exibir o replay antes da decisão como é o protocolo da Fifa quando tem a produção de imagens com árbitro de vídeo”. O Brasileirão não tem o uso do VAR.

O comunicado diz ainda que o procedimento de segurar o replay foi adotado na final da Copa do Brasil (com VAR), entre Corinthians e Cruzeiro. E que valerá a partir de agora para todas as partidas transmitidas pelo Grupo Globo, mesmo sem árbitro de vídeo. Leia a nota completa clicando aqui.

Diante do posicionamento da rede de televisão, para este blogueiro é necessário que a Globo explique melhor para o público o papel que espera exercer nos campeonatos que transmite. Elá se considera parceira da CBF e de outras entidades na gestão das competições? O esclarecimento é necessário para sabermos com que olhos devemos assistir aos jogos pela TV. E o que o consumidor pode esperar e cobrar da emissora.