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Opinião: contra isolamento, Bolsonaro lembra Eurico em queda de alambrado

Leia o post original por Perrone

O discurso de Jair Bolsonaro na última terça-feira (24) estimulando a população a sair de casa, apesar da quarentena imposta por governadores, lembrou uma das atuações mais bizarras do polêmico ex-presidente do Vasco Eurico Miranda. 

Em 2000, o então comandante vascaíno forçou a barra para tentar tirar torcedores caídos no campo após a queda do alambrado de São Januário. Ele queria seguir a todo custo com a final entre seu time e o São Caetano valendo o título da Copa João Havelange, correspondente ao Brasileiro daquele ano.

Tanto Jair na terça como Eurico no passado receberam críticas de todas as partes por deixarem a impressão de que consideravam algo mais importante do que vidas.

As duas desastrosas ações também se assemelham nos quesitos ataques a governadores, à imprensa de maneira geral e à TV Globo especificamente.

O presidente da República causou indignação em parte considerável da sociedade brasileira com falas contrárias ao isolamento social para combater o avanço do novo coronavírus. Foram declarações como: “nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos”, “o sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade” e “por que fechar escolas?”.

Em 2000, Eurico, morto no ano passado, foi mais seco ao entrar esbaforido, encharcado de suor e com sangue nos olhos para tentar tirar vítimas do acidente em São Januário do campo. 

 “Se você pode andar, cai fora. Se não pode andar, fica aí”, disse o cartola, conforme registro da Folha de S. Paulo à época.

Hoje, Bolsonaro demonstra tanta preocupação com a economia do país que minimiza a pandemia responsável por mais de 16 mil mortes no mundo. Até ontem à noite,  57 delas tinham acontecido no Brasil.

Por sua vez, em 2000, Eurico minimizou o acidente com mais de 160 feridos para tentar dar prosseguimento ao jogo por razões óbvias. O jogo tinha apenas pouco mais de 20 minutos, mas o 0 a 0 que vinha sendo registrado daria o título ao Vasco.

Jogar outra partida inteira daria mais tempo para o São Caetano buscar a vitória. Além disso, Romário havia saído machucado e naquele momento não se sabia as condições dele para uma eventual nova apresentação. O presidente vascaíno não tinha nem a garantia de que o outro jogo seria no caldeirão de São Januário. E não foi.

No já histórico discurso de terça, Bolsonaro disparou contra os governadores que decretaram quarentena em seus Estados. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, como proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa”, ordenou o capitão.

Na partida decisiva interrompida, o entrevero de Eurico foi com Anthony Garotinho, então governador do Rio e que determinou a paralisação do jogo.

“O governador é um frouxo, incompetente. Ele manda no coronel (responsável pela segurança do estádio), não manda no Vasco. Ele fica num gabinete com ar condicionado, fazendo preces para Jesus”, disse. 

A fúria do dirigente atingiu também a imprensa. Ele chegou a ser acusado de tentar agredir um repórter depois de chamá-lo de idiota. O cartola ainda mirou na Globo, que era um de seus alvos preferidos noutra semelhança com Bolsonaro. “Vai dar problema para a televisão. Tem emissora que está com medo do que vai acontecer com sua programação”, disse.

Ou seja, em meio à confusão no estádio, com gente ferida no gramado, o dirigente arrumou tempo para atacar a imprensa e a Globo.

Soa familiar para você? O presidente da República fez a mesma coisa num cenário muito mais grave, enfrentando uma feroz pandemia. “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão (de acalmar a população). Espalharam exatamente a sensação de pavor”, queixou-se Bolsonaro em seu discurso.

Depois, alfinetou sua inimiga íntima, a Globo, rotineiramente atacada pelo ex-presidente vascaíno.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico (Dráuzio Varella) daquela conhecida televisão.

Duas décadas atrás, Eurico venceu sua guerra. O Vasco bateu o São Caetano por 3 a 1 na nova partida, no Maracanã e levantou o caneco. Já o confronto de Bolsonaro contra os efeitos do avanço do novo coronavírus no Brasil está longe de ter um fim. No entanto, é certo que, aconteça o que acontecer, não será um final feliz. Não há felicidade quando se perde vidas.

Férias já: clubes tentam estender jogos por dezembro e manter grana da TV

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Uma das principais metas dos dirigentes de clubes brasileiros diante dos efeitos causados no futebol nacional por conta do combate ao novo coronavírus é entregar para a TV todos os jogos vendidos nesta temporada. Isso, apesar da interrupção nas competições atuais e de ameaça ao Brasileiro.

Por isso, os cartolas incluíram em seu pacote de propostas para os jogadores férias de 30 dias com início imediato, como mostrou o UOL Esporte.

Se isso acontecer, será alterado o calendário atual que prevê férias a partir do dia 7 de dezembro. Os jogos se estenderiam pelo último mês do ano.

Até a conclusão deste post, os clubes ainda aguardavam um posicionamento das entidades que representam os atletas a respeito de suas sugestões.

Conseguir completar o calendário evitaria redução nos pagamentos das emissoras de TV, especialmente da Globo em relação ao Brasileirão.

Por tabela, a manutenção das competições em seu formato atual, em tese, também evitaria corte nos pagamentos de patrocinadores, já que eles manteriam a exposição prevista.

Globo: ‘tratar de eventual impacto financeiro de parada fica para depois’

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Se os Estaduais forem cancelados ou encurtados por conta do combate ao novo coronavírus, haverá redução nos pagamentos feitos pela Globo aos clubes?

Qual o prazo máximo de suspensão das competições sem que os pagamentos sejam afetados?

A emissora vai dar sugestões sobre eventuais modificações nos campeonatos com calendário afetado pelo combate ao Covid-19?

A Globo tem que restituir patrocinadores por conta da situação?

O que aconteceria em termos de restuição a patrocinadores no caso de os Jogos Olímpicos de Tóquio serem adiados? O COI (Comitê Olímpico Internacional) devolveria algum pagamento? A Globo foi consultada, consultou ou vai consultar o COI sobre esse possível adiamento? Qual a posição da emissora atualmente sobre o tema?

Como fica a situação dos patrocinadores da transmissão da Fórmula 1, que já teve etapas canceladas? Eles serão restituídos?

Essas e outras perguntas foram enviadas pelo blog para Fernando Manuel Pinto, diretor de direitos esportivos da Globo, por meio da assessoria de imprensa da emissora.

O departamento de comunicação da Globo respondeu ainda ser cedo para o executivo conseguir falar sobre essas questões num cenário “muito incerto e muito especulativo”.

No lugar das respostas de Fernando Manuel, a comunicação da Globo enviou a nota abaixo.

“Neste momento, acreditamos que o mais importante é apoiar os protocolos definidos pelas autoridades para enfrentar a pandemia do Coronavírus. Os cancelamentos de eventos esportivos serão tratados posteriormente com realizadores, clubes e patrocinadores. Estamos certos de que é comum a todos a preocupação maior com a saúde do que com eventuais impactos financeiros”.

Opinião: Flamengo precisa falar também para sociedade, não só para seus fãs

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Em notas oficiais e por meio de entrevistas de seus principais dirigentes, o Flamengo tem priorizado falar o que imagina ser o que sua torcida quer ouvir. Claro, na opinião deste blogueiro.

Foi assim no comunicado sugerindo que críticas feitas em programas da Globo ao comportamento do clube em relação às famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu são motivadas pelas divergências comerciais e jurídicas entre partes.

Sei lá por qual motivo, muitas das torcidas dos times brasileiros adoram dizer que a Globo persegue seus clubes. Então, é fácil para os dirigentes dessas agremiações agradar seu público alvo alfinetando a rede de televisão.

Direcionar o discurso para seus fãs não é exclusividade do rubro-negro. Esse é um antigo pensamento dos cartolas brasileiros. “Meu torcedor é o meu consumidor, então só interessa a opinião dele”.

Isso já não é era eficaz antes. Num mundo conectado e com a influência das redes sociais tal estratégia se torna mais furada.

Pior ainda num caso complexo como as mortes dos dez meninos da base do Flamengo.

Obviamente, o fundamental é amparar as famílias. Mas a direção rubro-negra deveria pensar também na comunicação com a sociedade em geral, não apenas em relação aos seus seguidores.

Não vou entrar na questão se o Flamengo oferece indenizações justas. Como já escrevi aqui é muito difícil opinar.

O problema é que quando os cartolas demonstram frieza ao falar sobre o tema, geram indignação, principalmente em quem não é rubro-negro 

 A direção do clube parece não perceber que eventuais patrocinadores estão olhando isso.

Grandes empresas são detalhistas ao decidir onde colar sua imagem.

Muitas delas procuram mostrar um lado humano e preocupação social. Ou seja, as atitudes dos dirigentes do Flamengo podem afastar potenciais parceiros. Esse olhar voltado para o próprio umbigo pode ser prejudicial ao clube num futuro próximo.

Opinião: em negociação com Flamengo Globo colhe o que plantou

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A Globo não tem do que reclamar da postura do Flamengo nas negociações pelos direitos de transmissão de seus jogos no Campeonato Carioca.

O rubro-negro exerce seu direito de não aceitar a oferta de emissora por achar que suas partidas possuem um valor superior.

Porém, mais do que isso, a Globo colhe os frutos da semente que ajudou a plantar. Por anos a emissora estimulou o modelo individual de negociação.

O marco dessa história aconteceu em 2011. Seriamente ameaçada de perder os direitos de transmissão do Brasileirão para Record por conta de uma licitação feita pelo Clube dos 13, a Globo incentivou Flamengo e Corinthians a negociarem individualmente.

O Clube dos 13 foi implodido, e o modelo de negociação hoje combatido pela emissora decolou.

Com o argumento de que seu jogos davam mais audiência, os dois clubes abriram vantagem confortável sobre os rivais em termos de cotas de transmissão.

Ou seja, neste momento, a principal rede de televisão do país enfrenta o monstro que ela ajudou a criar.

Não existe mocinho e vilão na história. Quando foi conveniente para ela, a Globo aceitou a tese individualista de Flamengo e Corinthians. Agora, muda o discurso por não ser o mais interessante para seus cofres. Negócios.

 Do mesmo jeito, o rubro-negro age  pensando o que é melhor para ele. Não vejo, num ambiente extremamente competitivo, justificativa para o Flamengo aceitar ganhar menos do que entende merecer. Pensar no equilíbrio do campeonato não é papel dele.

A Globo tem o direito de mudar de opinião. Até porque Marcelo Campos Pinto, diretor que turbinou as negociações individuais, já não trabalha para empresa.

Mas não dá para trocar de mentalidade sem sofrer as consequências de sua postura anterior. É isso o que acontece com a Globo neste momento em relação ao Flamengo. A conta chegou.

 

‘Concorrente’ detido: Globo diz ser contra liberdade de trabalho ferida

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Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL, em São Paulo

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação da Globo negou ligação com o episódio em que um repórter da Rádio de Transamérica de Curitiba acabou detido pela Polícia Militar após acusação de gravar vídeo ferindo regras estipuladas pela CBF para Série B  do Campeonato Brasileiro durante jogo em Santa Catarina, na última terça (19).  A nota enviada por e-mail também afirma que a rede de televisão é contrária a medidas que ferem a liberdade profissional de jornalistas. Os direitos de transmissão para Criciúma 1 x 1 Paraná Clube pertenciam ao Grupo Globo através de SporTV e Premiere. Ou seja, o envolvido no imbróglio não trabalha para uma empresa que podia registrar imagens das partidas.

“Não tivemos envolvimento com o ocorrido, só soubemos do que aconteceu pela cobertura da imprensa sobre o caso. Somos contra qualquer ação que tire a liberdade de jornalistas fazerem seu trabalho”, diz a nota assinada pela comunicação da Globo.

O repórter Jairo Silva Júnior foi conduzido pela PM para uma sala do estádio Heriberto Hülse, teve seus celulares apreendidos e assinou um termo circunstanciado depois, de segundo ele, filmar atitude truculenta da Polícia Militar contra diretor do Paraná  no final do empate em Criciúma.

Em seu comunicado o departamento de comunicação da Globo não respondeu se o contrato de transmissão obriga a CBF a retirar de campo quem esteja gravando imagens, ainda que não sejam da partida, quais medidas toma em casos como esse e se vai se apresentar às autoridades como parte interessada.

Relatório do delegado da CBF no jogo, Emerson Lodetti, confirma a versão de que a confusão com Junior teve origem na proibição de imagens serem gravadas por integrantes de veículos que não compraram os direitos da competição.

O documento aponta que a encrenca começou quando o policiamento foi acionado para tirar da entrada do acesso aos vestiários o jogador Rodolfo, do Paraná, que havia sido expulso e teria se recusado a deixar o local. O delegado da CBF afirma ter sido informado pelo supervisor de imprensa da Federação Catarinense, Robson Cechinel, que o diretor do Paraná Alex Brasil estava junto ao atleta e também se recusou a sair de lá. Novamente, os policiais foram acionados.

Ainda pela versão escrita no relatório sobre a partida, neste momento, Júnior e Irapitan Costa, assessor de imprensa do Paraná, passaram a filmar a ação policial. “O repórter, ao ser informado pelo supervisor de que não poderia fazer as filmagens, (o) que é proibido devido as diretrizes técnicas da competição, agiu de forma agressiva com o supervisor com a polícia fazendo a intervenção do ato. Devido aos fatos os celulares do assessor de imprensa do Paraná Clube e do repórter da Transamérica foram apreendidos, com ambos prestando depoimentos. Vale ressaltar que em nenhum momento a polícia usou de violência com os envolvidos. Informo que todas as informações do ocorrido como diretor, assessor e repórter foram passadas a mim pelo supervisor de protocolo, sr. Robson Cechinel”, relatou o delegado da CBF.

A diretriz técnica da confederação para a Série B, no entanto, não cita a apreensão de celulares, algo que, evidentemente, a entidade não poderia determinar. Em seu artigo 36, o documento diz que é “vedado aos radialistas toda e qualquer produção de imagens sejam com câmeras ou celulares.” O artigo que trata das sanções aponta que o descumprimento das diretrizes “implicará na suspensão do credenciamento do profissional para o entorno do gramado, podendo o veículo solicitar a sua substituição”. Determina ainda que, em caso de reincidência, haverá suspensão do credenciamento do veículo para o entorno do gramado.

O departamento de comunicação da CBF declarou que a entidade não prende ninguém, nem pode e nem quer prender. Afirmou ainda que o supervisor de imprensa foi escolhido pela Federação Catarinense e que ele pode pedir, eventualmente, ajuda da polícia para retirar do gramado alguém que é reincidente em fazer algo que é vetado, ressaltando que isso não é o mesmo do que levar uma pessoa presa.

Por sua vez, a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina argumentou que os celulares foram apreendidos, segundo o comandante do policiamento, porque o policial entendeu que os aparelhos possuem provas que poderiam auxiliar o juiz na audiência sobre o caso e que serão liberados depois de utilizados.

Em áudio enviado à reportagem, Júnior negou que tenha reagido de forma agressiva. “O supervisor tentou usar da autoridade dele pra fazer algo que era completamente fácil de ser resolvido”, declarou o jornalista. Também segundo sua versão, os policiais agiram de maneira truculência com o diretor do Paraná.

“Eu instintivamente tentei fazer o registro jornalístico, em nenhum momento virei a câmera para o campo, em nenhum momento filmei ou fotografei o jogo, os jogadores, tentei fazer o registro jornalístico da ação policial”. O repórter ainda argumenta que o supervisor de imprensa da federação catarinense tentou tirar o celular da sua mão de uma maneira “um pouco mais brusca”. “Ele falou: ‘o senhor não pode filmar e fotografar aqui no entorno do campo’. Eu falei pra ele: ‘tudo bem, mas o você não tem nenhum direito de tentar tomar o celular da minha mão. Coloca no seu relatório e a CBF vai me punir’”, relatou o repórter.

Depois disso, de acordo com a versão de Júnior, o supervisor chamou a polícia para retirá-lo. Ele foi levado para uma sala na qual ficou até assinar o termo circunstanciado e no dia 19 de fevereiro de 2020 terá que participar de uma audiência sobre o caso. Repórter e a Rádio Transamérica estudam como vão agir juridicamente.

 

SPFC pega mais de R$ 37 mi emprestados. Até mensalidade de sócio é garantia

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Imagem: Marcello Zambrana/ AGIF

Desde o começo do ano, o São Paulo pegou mais de R$ 37 milhões emprestados de instituições financeiras, conforme apurou o blog.

Como garantia de pagamento dos empréstimos foram dadas receitas previstas em contratos com a Globo, patrocinadores e até mensalidades pagas pelos sócios.

Indagado pelo blog sobre o assunto, o diretor executivo financeiro são-paulino, Elias Barquete Albarello, apontou efeitos no fluxo de caixa provocados por uma mudança na forma do pagamento realizado pela Globo, gastos com contratações e eliminações em competições entre os fatores responsáveis pela necessidade de empréstimos para que o clube honrasse seus compromissos.

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No BMG foram levantados R$ 10 milhões com os recebíveis dos contratos com a Globo como garantia.

A mesma quantia foi obtida com o Banco Tricury. Nesse caso, receitas geradas pela participação no Campeonato Paulista permitiram a operação.

Dois empréstimos foram tomados junto ao Banco Rendimento, um de R$ 8 milhões e outro de R$ 5 milhões. Serviram como garantias pagamentos feitos pela Adidas e mensalidades pagas pelos associados.

Duas operações de R$ 3 milhões e R$ 1 milhão foram realizadas no Banco Safra. A receita obtida com contratos de cartões de crédito garantiram esses empréstimos.

Também foi efetuada uma antecipação de quantias referentes ao patrocínio do Banco Inter, além de outras operações que elevam o total de empréstimos, mas o blog não teve acesso a elas.

Todas as transações foram aprovadas pelo Conselho de Administração do São Paulo. “Essa situação acontece por causa de alguns fatores.  A mudança na forma de pagamento da Globo, que já era prevista, alguns clubes que tinham que nos pagar não pagaram na data certa, e, evidentemente, as contratações. Tivemos um nível muito maior de contratações do que a gente estava pensando no começo do ano”, disse o diretor financeiro.

Albarello explicou que pelo novo modelo a Globo deixa para fazer no segundo semestre um maior volume de pagamentos impactando nas contas da primeira metade do ano, que ainda não foram fechadas. O blog apurou que são cerca de R$ 26 milhões.

As quedas prematuras na Libertadores e na Copa do Brasil também contribuíram para o clube recorer a empréstimos, segundo o dirigente.

“Pode colocar essas eliminações precoces na conta. Isso vai ser sentido também no segundo semestre”, disse o diretor.  Para efeitos financeiros, a direção contava com a chegada às quartas de final das duas competições.

Albarello não quis  fazer projeções sobre a venda de jogadores no segundo semestre. Mas afirmou que alguns investimentos previstos não devem ser feitos por causa das eliminações.

Citação do Allianz Parque ficou fora de negociação com a Globo

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No novo acordo anunciado nesta quinta (23) entre Palmeiras e Globo não há comprometimento por parte da emissora de pronunciar o nome do Allianz Parque durante as transmissões.

A postura tradicional da emissora, que não pronuncia a nomenclatura comercial de estádios, é um dos motivos de bronca de parte da torcida palmeirense com a empresa de comunicação.

Porém, conforme apurou o blog, a citação do nome oficial da arena alviverde  não chegou a entrar na negociação. A possibilidade não foi comentada.  Isso porque os naming rights, por contrato, são propriedades de responsabilidade da WTorre. A construtora vendeu o nome para  a Allianz.

Assim, o entendimento dos dirigentes palmeirenses é de que o clube não pode colocar a propriedade em suas negociações.

Porém, em tese, nada impede que a Globo mude de postura e passe a citar o nome oficial.

Direção do Corinthians não vê postura do Palmeiras com a Globo como ameaça

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O discurso interno de pelo menos parte da diretoria do Corinthians é de que a atitude agressiva do Palmeiras em suas negociações com a Globo não representa ameaça para o alvinegro a curto ou a longo prazo.

O principal argumento é o de que a emissora teria convicção de que o alviverde não é capaz de manter uma média de audiência superior à da equipe de Itaquera.

Outra tese é a de que o Palmeiras segue com torcida menor do que a do rival e que isso se reflete no número de assinantes do pay-per-view.

Historicamente, o Corinthians ganha mais da Globo do que o Palmeiras. De acordo com o balanço dos dois clubes, em 2018, a agremiação presidida por Andrés Sanchez recebeu pelos direitos de exibição dos jogos R$ 197.756.000,00 contra R$ 136.724.000 do rival. Entre as principais fontes de receita, essa foi a única em que os corintianos conseguiram mais dinheiro.

O formato atual de pagamento dos direitos de transmissão dá pouca margem para os clubes negociarem. Na TV aberta, os R$ 600 milhões pagos pelo brasileirão são divididos pelos 20 times de acordo com critérios fixos. Do total destinado para cada um, 40% são iguais (R$ 12 milhões por time), 30% dependem da colocação das equipes na competição e 30% estão atrelados ao número de jogos exibidos.

Ou seja, para diminuir a vantagem corintiana, o Palmeiras teria que terminar o campeonato em melhor posição (o que acontece neste momento) e ter mais jogos transmitidos.

Caso se mantenha na liderança, a equipe treinada por Felipão, em tese, é um grande atrativo para a grade da Globo. Mesmo assim, ao menos uma parcela da diretoria corintiana acredita que a emissora não mudará o tratamento dispensado ao alvinegro na hora de montar sua programação.

Vale lembrar que jogos envolvendo o Palmeiras obtiveram resultados expressivos para o canal TNT até aqui. A partida contra o Internacional registrou a melhor audiência na televisão paga na ocasião.

No pay-per-view a projeção inicial é de uma divisão mínima R$ 650 milhões entre os clubes de acordo com pesquisa feita pela Globo para avaliar a quantidade dos torcedores de cada clube assinantes do sistema. O Palmeiras quer a garantia de receber pelo menos 10%. Corinthians e Flamengo têm mínimo garantido de cerca de 18,5% cada.

Além disso, as luvas podem ser negociadas de maneira independente pelos times.

O Palmeiras já mostrou força na negociação com a Globo conseguindo retirar a multa aplicada pela a emissora pelo fato de o clube ter assinado contrato com a Turner para a TV fechada.

As negociações entre Palmeiras e Globo estão adiantadas e a expectativa no clube é de que o acerto aconteça antes do final de semana.