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O ano em que o Marketing está vencendo a técnica

Leia o post original por Craque Neto 10

Quando a ‘mamãe’ Leila, presidente da patrocinadora master do Palmeiras, ajudou o clube a formar um elenco de jogadores caros, causou uma movimentação grande no futebol. Afinal como pode um time de futebol investir tanta grana assim em reforços? O tempo provou que esses jogadores caros, como os gringos Borja e Guerra, por exemplo, não era lá essas coisas. Mas ainda assim uma equipe forte foi criada que teve como prêmio o título do Brasileirão do ano passado. Vencido por méritos, mas pouco para quem tinha a expectativa do bi da Libertadores e do inédito Mundial de Clubes. Mas virou […]

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Ganhando se rasga dinheiro e ninguém fala nada!

Um passarinho verde me contou que o Palmeiras já estuda há algum tempo se desfazer dos gringos Borja e Guerra. Segundo a avaliação do clube – e demorou, hein?! – o colombiano não vai mais conseguir render um futebol condizente com a grana que pagaram por ele. O Guerra, então, nem se fala. O principal craque da Libertadores de 2016 sofreu com as lesões e pouco jogou pelo Verdão. Mas o que fica de concreto nessa história é o seguinte: juntando os dois a ‘mamãe’ Leila e a Crefisa desembolsaram incríveis R$ 43 milhões (são 33 do Borja e mais […]

Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

Leia o post original por Perrone

Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

“O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado”, diz o compromisso assinado entre as partes.

Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamachia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. “Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido  reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro”, declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria a cláusula contratual.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

Adendo do “contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube  R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado o documento sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido irregularidades.

Procurada para comentar sobre a “cláusula de elogio”, a assessoria de imprensa de Leila Pereira, enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube”.

 

Palmeiras só lucra com atleta ligado à Crefisa se estiver em dia com ela

Leia o post original por Perrone

Transformar parte dos contratos de patrocínio entre Crefisa e Palmeiras em acordo de empréstimo não foi a única alteração importante na relação entre os parceiros. Os dois adendos contratuais também mudaram a liberdade que o Palmeiras tinha em relação a eventuais lucros na revenda de jogadores contratados com dinheiro da parceira.

O contrato inicial previa que em caso de lucro, o clube ficaria com ele todo. Agora, o Palmeiras só pode se apossar da receita excedente se não tiver dívida em aberto com a Crefisa. Além disso,  em caso de descumprimento das regras, o clube pode ser obrigado a pagar o débito antecipadamente e arcar com uma multa.

O blog teve acesso às informações de três versões do “Contrato de patrocínio esportivo do programa avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, que registra a nova obrigatoriedade de o Palmeiras usar eventual lucro para pagar débito com a parceira, se houver. Se não existir dívida, o valor excedente fica com o alviverde.

Procurado pelo blog, o clube afirmou por meio de seu departamento jurídico que o modelo vale para todos os casos de jogadores adquiridos com aporte da empresa. Também declarou que o contrato considera dívida prestações de pagamentos que já tenham vencido, não a vencer.

O começo

Em 11 de janeiro de 2017, as partes assinaram contrato de patrocínio atrelado ao programa de sócio-torcedor do clube e à imagem de Guerra. Foi a forma encontrada pela patrocinadora para repassar a verba para a contratação.

“As partes acordam que pelos direitos e propriedades descritos na cláusula 3 deste contrato, o patrocinador pagará ao patrocinado US$ 3.727.170, equivalentes ao valor da transferência do atleta acrescido dos respectivos encargos”, diz o primeiro acordo.

O mesmo documento, em sua cláusula 5.3.2, decreta “caso os valores recebidos pelo patrocinado em razão de futura transferência do atleta venham a superar os valores descritos neste contrato, os valores excedentes – lucro da operação – serão retidos pelo patrocinado”.

Em 26 de dezembro do mesmo ano, foi assinado o primeiro adendo. Ele estabelece que no caso de venda de Guerra com lucro “os valores excedentes serão utilizados pelo Palmeiras para amortizar eventuais valores devidos pelo Palmeiras à Crefisa”, por conta das contratações de outros jogadores. “Não havendo dívidas em aberto”, diz o documento, “o Palmeiras poderá reter para si o lucro da operação de transferência futura do atleta”.

Essa alteração foi mantida no adendo contratual assinado pelos parceiros em janeiro de 2018.

Hoje, a dívida do alviverde com a patrocinadora é de pelo menos cerca de R$ 120 milhões. Porém, de acordo com explicação da diretoria do clube, esse valor não conta como débito em aberto para efeito do adendo. A informação é de que o alviverde só terá que usar o lucro de uma eventual venda se outro atleta trazido pela parceira já tiver saído do clube por um preço inferior ao da compra. E ainda se a Crefisa não tiver sido ressarcida.

Prejuízo

Pelo primeiro contrato, em caso de venda por valor inferior ao gasto na contratação o prejuízo seria só da patrocinadora.

Mas a redação dos adendos muda essa situação. A alteração determina que em caso de Guerra ser vendido, o Palmeiras tem dez dias para repassar o dinheiro para a Crefisa. Se o contrato dele chegar ao fim e o clube nada receber, o prazo para o ressarcimento será de dois anos.

A alteração contratual prevê que se o valor obtido na venda for inferior ao investido pela Crefisa, o Palmeiras terá os mesmos dez dias para repassar o que recebeu do comprador para a parceira. O restante deve ser quitado em 24 meses a partir da data do fim do vínculo trabalhista do jogador. Se o Palmeiras receber a prazo, terá dez dias após cada recebimento para fazer o repasse.

As quantias injetadas pela Crefisa serão corrigidas pela variação do índice do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Os adendos estabelecem o valor devido pelo Palmeiras para a Crefisa por Guerra em R$ 12.001.487,40, sem correção.

Multa

O adendo assinado no início de 2018 também estipula o pagamento de juros de mora de 1% ao mês e multa de 2% sobre o valor devido caso o Palmeiras atrase a restituição para a Crefisa.

Em sua cláusula 10.1, o documento dá à patrocinadora o direito de rescindir o contrato e cobrar a dívida antecipadamente do clube se o parceiro descumprir o acordo. “Este contrato poderá ser rescindido de pleno direito e o valor devido se tornar antecipadamente exigível se o Palmeiras infringir qualquer cláusula deste contrato ou deixar de cumprir, pontual e integralmente, qualquer obrigação nele assumida”, determina o documento.

Empréstimo

O adendo também deixa claro que o acordo firmado entre as partes passou a ser um empréstimo. “O presente contrato foi caracterizado pela Receita Federal do Brasil como sendo de empréstimo, conforme seguinte trecho do auto de infração lavrado: ‘os sucessivos contratos firmados de patrocínio referente ao programa sócio-torcedor Avanti revelam na verdade serem instrumentos de empréstimos realizados pela Crefisa e o Palmeiras para a compra e manutenção de jogadores’”, diz o documento.

O contrato assinado em janeiro de 2017 previa a possibilidade de rescisão por descumprimento das duas partes. Sendo que, nesse caso, o Palmeiras teria que devolver integralmente o valor investido até a data do rompimento pela Crefisa na contratação de Guerra, sem multa. Já a patrocinadora deveria pagar a quantia integral combinada pela aquisição do jogador.

Penhora

Outra mudança promovida pelo adendo foi a exclusão da cláusula 5.5 do acordo inicial que isentava o Palmeiras de ressarcir a parceira caso o contrato de Guerra se encerrasse e o clube nada ganhasse.

Fica estabelecido que se Guerra rescindir seu contrato na Justiça devido à “ação ou omissão culposa” do Palmeiras, o clube deverá ressarcir integralmente a parceira “inclusive com autorização de penhora e das rendas de bilheteria e do programa sócio-torcedor Avanti”.

As partes firmaram acordos semelhantes em relação a Dudu, Borja, Luan, Bruno Henrique e Deyverson.

O que dizem as partes

Abaixo leia respostas encaminhadas ao pelo departamento jurídico do Palmeiras, por meio de sua assessoria de imprensa, sobre questionamentos em relação aos adendos.

Pergunta – Eventuais valores devidos pelo Palmeiras e citados no adendo são apenas dívidas vencidas ou também a vencer? Por exemplo: se Guerra for vendido com lucro de R$ 10 milhões hoje, esse dinheiro tem que ser usado para pagar parte dos R$ 120 milhões que a Crefisa emprestou, apesar de não existir nenhuma parcela aberta neste momento?

Resposta – “Vale apenas para as dívidas vencidas e não para as dívidas a vencer. Isso é justamente uma das justificativas que demonstra que os contratos são individuais. Ou seja, se vendermos o Dudu por 15 milhões de euros, mas não houver dívidas vencidas nos demais contratos, a lucratividade da operação pode ser totalmente apropriada pelo Palmeiras”.

Pergunta – Essa cláusula que vale para o caso do Guerra vale para outros contratos também?

Resposta – “Sim, essa cláusula vale para todos os contratos”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, não esclareceu as dúvidas do blog e se manifestou da seguinte forma:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o clube”.

Discordância

O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras discorda das alterações. Alega que elas não poderiam ter sido feitas sem sua anuência, entre outras supostas irregularidades. O presidente Maurício Galiotte nega ter cometido falhas no processo.

Cadê a força do elenco?

Leia o post original por Craque Neto

No início da temporada confesso que engrossei o discurso de que o Palmeiras estava contratando um elenco com muitas peças de qualidade. Várias opções para quase todos os setores do time. Mas esse jogo diante do São Caetano no Allianz Parque provou deficiências sérias nessas peças de reposição. Vamos lá, até pelo Verdão já estar classificado para a fase final do Paulistão, o técnico Roger Machado optou por escalar uma equipe completamente reserva para encarar o Azulão. Só que muitos desses jogadores não corresponderam. Sobretudo os que estavam na parte defensiva. Vamos ser sinceros? O que dizer de uma linha […]

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Palmeiras sem direito a chorumelas

Leia o post original por Antero Greco

Tinha um personagem na “Escolinha do Professor Raimundo” – aquela do Chico Anisio – que se chamava Pedro Pedreira. O intérprete era o falecido Francisco Milani. O sujeito era nervoso e enrolador. Diante de afirmações complicadas, ele pedia provas, documentos, depoimentos.

Enfim, queria certezas. E ainda arrematava com um bordão delicioso. “Não me venha com chorumelas!” Quer dizer, sem papo furado.

Pois, ao ver a derrota do Palmeiras para o São Caetano por 1 a 0, na noite desta segunda-feira, no Allianz Parque, me vieram em mente frase e comediante. Não tem desculpa para o tropeço. E, mais do que o resultado, para o futebol pobre apresentado para a plateia.

Não convence dizer que se tratava de mistão, já que os titulares descansam para o clássico de quinta-feira com o São Paulo. Não vale o papo de desentrosamento. Nem a conversa de que o adversário foi lá para jogar “por uma bola” e se defender.

Era obrigação do Palmeiras ganhar. E ele negou fogo. Como aliás, aconteceu nos empates com Linense (em casa) e Ponte Preta, além da derrota para o Corinthians. São quatro rodadas sem vencer. E, ressalto ainda, com futebol pouco convincente.

A turma que Roger Machado colocou em campo em grande parte já foi titular. Prass, Fabiano, Michel Bastos, Guerra, Keno, Tchê Tchê e por aí vai. Fora Scarpa, contratado como a jogada de mestre do mercado da bola em 2018.

Jogadores de elenco badalado, de novo apontado como candidato a papar títulos. Títulos, bom lembrar, que não vieram no ano passado.

O Palmeiras levou o gol aos 6 minutos (Chiquinho) do primeiro tempo, por desatenção total. Meio atordoado, ainda deu espaço para o São Caetano arriscar e quase toma outro. Demorou para acordar e para incomodar, um pouco, Helton Leite, goleiro que se machucou no segundo tempo.

Roger inovou com Guerra centralizado, com Scarpa e Keno pelos lados. Não deu certo, mesmo com o empenho do venezuelano. Mudou na etapa final, com a estreia do jovem Papagaio (no lugar de Guerra), depois colocou Willian na vaga de Tchê Tchê e Moisés substituiu Bruno Henrique. A equipe não se soltou.

Tudo bem que ainda é período de avaliações e testes. Ok que a classificação já está garantida. Isso não invalida a constatação de que, no torneio local, o Palmeiras deu uma baixada tremenda no nível de atuações.

Se Estadual não é parâmetro quando um time vai bem, o que pensar quando começa a ratear? No mínimo, coloca pulga atrás da orelha…

Palmeiras e o tropeço em boa hora

Leia o post original por Antero Greco

Caro amigo palestrino, você gostaria que seu time ganhasse todas? Pergunta desnecessária, com resposta óbvia. Ainda mais quando vem embalado, joga em casa, contra adversário tecnicamente inferior. Enfim, só festa.

Era esse o panorama para o duelo com o Linense, na noite desta quinta-feira, no Allianz Parque. De um lado, o líder com seis vitórias consecutivas. De outro, um franco-atirador, sem maiores pretensões. Tudo levava a crer que seria outro sparring fácil de derrubar. Sensação que aumentou após o gol de Borja logo aos 4 minutos.

Ilusão.

A vantagem estufou a autoconfiança do Palmeiras, que chegou a ter mais de 70% de posse de bola, como se isso fosse indício de superioridade absoluta. Só que, aos poucos, o Linense equilibrou, avançou, empurrou o rival para o próprio campo. Ficou cheio de graça. E empatou pouco antes do intervalo, com Adalberto.

Deu uma esfriada na turma verde.

No segundo tempo, o roteiro parecia repetir-se, ao menos em parte. A parte boa, com outro gol de Borja e os 2 a 1 no placar, após eficiente jogada de apoio de Marcos Rocha. O Palmeiras estava mais ligado do que na etapa inicial.

Outro engano.

O Palmeiras topou com a marcação insistente do Linense, de novo se viu obrigado a recuar, assistiu a tentativas do visitante e levou o gol do placar definitivo, em chute forte de Murilo, de fora da área. Depois disso, o líder do Paulistão arriou e não criou lances de destaque.

Roger Machado acertou ao manter a estrutura da equipe, com a novidade de Guerra no meio-campo desde o início. O venezuelano foi discreto e participou do primeiro gol. Depois, cedeu lugar para Scarpa, que não teve lances significativos. Ainda entraram Keno (Lucas Lima) e William (Dudu), mudanças que se têm tornado corriqueiras.

As falhas do Palmeiras, hoje: vacilou na marcação, deixou exposta a zaga, criou pouco e, por extensão, finalizou menos do que em outras ocasiões. Chutou menos a gol do que o Linense.

Mas, se serve de consolo, sustenta a invencibilidade na competição. E, com o perdão do lugar-comum, há tropeços que vêm em boa hora. Melhor ceder dois pontos agora, na fase de classificação, do que ser surpreendido nas etapas eliminatórias.

O tropeço serve também para tirar qualquer tentativa de jogadores calçarem salto alto.

 

Medo de reservas irritados? Palmeiras vê trabalho para controlar vestiário

Leia o post original por Perrone

Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Dudu, Felipe Melo, Borja, Guerra… Para parte dos conselheiros do Palmeiras tantos jogadores de bom nível fazem o time correr o risco de ter um vestiário tumultuado nesta temporada. O temor é de que quem ficar na reserva reclame e azede o ambiente.

O desentendimento entre Felipe Melo e Cuca depois de o volante perder espaço entre os titulares é citado como exemplo do que pode acontecer.

No entanto, a diretoria não demonstra preocupação. O discurso é de que há convicção no trabalho da direção e da comissão técnica para manter o vestiário sob controle. E que não seria sensato perder oportunidades de mercado, como a contratação de Scarpa, pensando num eventual efeito colateral provocado pela quantidade de bons atletas.

Outro argumento é de que o problema no ano passado não foi a falta de harmonia no elenco e nem entre jogadores e comissão técnica. A avaliação é de que a maior dificuldade foi uma atraso no planejamento provocado pela demora na definição se Cuca iria continuar no clube. A partir daí, a montagem da equipe atrasou.

Para começar a última temporada como técnico alviverde, Eduardo Baptista foi anunciado na metade de dezembro de 2017. Roger Machado, técnico atual, foi definido em 22 de novembro. O clube começou 2018 com o grupo quase fechado.

Apesar do receio de problemas com jogadores insatisfeitos, a maioria dos conselheiros elogia o nível dos atletas contratados. Mas há novas críticas em relação aos gastos, em especial por parte de aliados do ex-presidente Mustafá Contursi, que prega austeridade financeira.

A direção, considera o elenco pronto, mas afirma que novos reforços podem chegar se aparecerem boas oportunidades. Ricardo Goulart ficar disponível seria uma.

Verdão não se cansa de passar VERGONHA???

Leia o post original por Craque Neto

Acabou o jogo do Palmeiras nesta segunda-feira. E para a surpresa de todos o time do Alberto Valentim conseguiu a PROEZA de perder para o Avaí, que até então era o vice-lanterna do Brasileirão. Com todo o respeito aos catarinenses mas é inconcebível o Verdão e seu time milionário perder essa partida. É verdade que o time alviverde já garantiu vaga na Libertadores do ano que vem. Mas é incrível a capacidade que esse time está tendo em fazer o seu torcedor passar VERGONHA. Pelo amor de Deus! Foi a décima segunda DERROTA do Palmeiras no Brasileirão em 36 rodadas […]

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Palmeiras, catadão; Vasco, sofrível

Leia o post original por Antero Greco

Vasco e Palmeiras já decidiram até Campeonato Brasileiro. Em outros tempos, favoráveis… No duelo mais recente, o deste domingo, ambos proporcionaram tédio, raiva e alguma emoção (só no fim) para as torcidas. Ficaram no empate por 1 a 1, resultado que não resolve a vida de ninguém. Porém, merecido.

O Palmeiras foi a Volta Redonda todo desfigurado, em relação àquele time que no meio da semana ganhou do Barcelona, pela Libertadores, e foi eliminado nos pênaltis. Jaílson, Mina, Dudu serão baixas por semanas. Moisés foi poupado, Myke e Willian ainda se recuperam de contusão. E Egídio nem viajou, para não receber mais pressão da torcida.

Cuca colocou Jean na lateral direita e Michel Bastos na esquerda. Tchê Tchê voltou ao meio, Guerra iniciou o jogo, assim como Bruno Henrique, depois substituído por Keno. Resumo da ópera: a equipe criou muito pouco, na base da boa vontade e como um catadão. No melhor lance, Roger Guedes finalizou fraco, para defesa com os pés de Martin Silva. Em compensação, Prass só assistiu ao jogo.

O Vasco, na tentativa de não se aproximar da zona do perigo, contou com Luís Fabiano na frente e, no segundo tempo, também com o reintegrado Nenê, o meia que queria ir embora, mas não encontrou quem o quisesse contratar. O técnico Milton Mendes armou o time para sair em contragolpes. Isso na teoria, pois na prática raramente conseguiu jogadas coordenadas. O futebol foi sofrível.

O festival de horrores e sonolência só foi interrompido depois dos 30 minutos. Primeiro, com o gol de Guerra, uma das exceções em campo pela inteligência e estilo. E, quase no final, com o gol de empate de Manga Escobar, após cobrança de escanteio. O Vasco ainda pressionou e assustou Prass, nos descontos, com finalização de Luís Fabiano.

Por falar em acréscimos, Cuca mandou Borja entrar aos 46 do segundo tempo, na vaga de Tchê Tchê. Calma lá, o colombiano, contratação mais cara do ano, está jogando bolinha pequena. Mas poderia ter passado sem essa de tapar buraco por dois minutos, ou menos. Não fez sentido entrar. A não ser que, na superstição do treinador, ele fosse resolver num lance.

E só. O placar mostrou como dois gigantes estão desnorteados. Dá-lhe paciência para as torcidas.