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Pouca falta, gols distribuídos e lateral garçom. O estilo do líder Atlético

Leia o post original por Perrone

Um time que gosta de trocar passes para chegar ao ataque, não depende de um artilheiro, conta com um lateral garçom (Guga), um veterano que aproveita a maioria de suas chances para finalizar (Ricardo Oliveira), faz poucas faltas e é disciplinado. Esse é o retrato do Atlético-MG, surpreendente líder do Brasileirão com três vitórias em três rodadas.

A equipe do técnico interino Rodrigo Santana é a quarta que mais acertou passes na competição até agora. Foram 1.371, segundo o site especializado em estatísticas “Footstats”. Apenas Botafogo, Fluminense e Grêmio ostentam marcas melhores.

O capricho nos passes faz o Galo ficar mais com a bola do que seus rivais nas maiorias das vezes. A medida de posse de bola do clube de Belo Horizonte é de 54%, a sexta melhor da competição.

Por ficar mais com a bola, o time mineiro corre menos riscos nos contra-ataque, assim, não precisa apelar muito para faltas com o objetivo de parar o adversário. Sua média de infrações cometidas por jogo é a quinta mais baixa do campeonato empatada com a do Botafogo: 9,3 por apresentação. O CSA é o menos faltoso, ostentando média de 5 faltas por partida.

O fair-play do Atlético-MG resultou em apenas um cartão amarelo e nenhum vermelho recebido pela equipe até agora na competição.

A análise do desempenho de cada jogador atleticano ratifica a importância do lateral-direito Guga, contratado junto ao Avaí. Seu apoio ao ataque é uma das armas mais importantes do Galo.

Ele lidera o ranking de assistências do Brasileirão. Foram três passes para gol até aqui, média de um por jogo.

A iniciativa de Ricardo Oliveira de chutar a gol também se destaca. Ele divide o posto de maior finalizador da competição por enquanto com seis jogadores. Cada um concluiu nove arremates. Porém, em média, o veterano acera só um por partida.

Outra característica atleticana é dividir bem seus gols. Ninguém marcou mais do que uma vez no Brasileirão, o que mostra alto grau de participação dos atletas nas jogadas ofensivas.

Os gols foram marcados por jogadores de defesa, meio-campo e ataque: Nathan, Jair, Elias, Chará, Fábio Santos e Ricardo Oliveira.

Com seis gols, o ataque do Galo está entre os melhores do Brasileirão, ao lado de Palmeiras, Bahia, Athlético, Grêmio e Fluminense.

 

Wimbledon, imperdível para os fãs do tênis

Leia o post original por Fernando Sampaio

Vem aí Wimbledon.

Torneio maravilhoso. Clube mega estiloso. Maria Esther Bueno levou 3 canecos de simples – 1959, 1960 e 1964 – mais 5 troféus de duplas. Foram 8 títulos no Templo Sagrado do Tênis. Nada mal!!!

A maior atleta brasileira de todos os tempos reinou no “All England Club”. Depois dos títulos, foi sempre recebida com tapete vermelho. Era estrela do Last Eight, salão restrito aos oito finalistas do torneio. Fui testemunha do respeito com que  Maria Esther era tratada pelos britânicos.  Recebia muito mais reconhecimento do que no Brasil. Como brasileiro, sentia orgulho.

Vi jogos maravilhosos em Wimbledon, Agassi, Sampras, Graf, Serena, Guga, Sá, Oncins,…

Viagem imperdível para os fãs do tênis mas sempre alertei que a chuva pode ser um inconveniente. Não é fácil pagar em libras e ter a maioria dos jogos cancelados  E ali, quando chove complica. Para jornalistas credenciados é bem mais tranquilo, temos acesso a todas as salas cobertas, canais de TV, banheiros e restaurantes confortáveis.

A visita a Wimbledon vale a pena mesmo fora da época do torneio. A região é linda, você leva uma hora de trem do centro de Londres, olhando belas paisagens, depois faz uma caminhada deliciosa pelo bairro, cheio de casas, uma vila central, a igreja principal, o parque é maravilhoso.

Não perca o Museu do All England Club, foi lá onde tudo começou.

Fica a dica.

E não esqueça de acompanhar os boletins ” O Melhor do Tênis” na Jovem Pan.

Bruno Soares brilha no US Open

Leia o post original por Fernando Sampaio

soaresEspetacular !!!

Bruno Soares e Jamie Murray conquistaram o U.S.Open.

Final 6/2 6/3 contra Guillermo Garcia López e Pablo Carreño Busta.

Soares tem agora 05  títulos de Grand Slam. Ao lado de Murray, conquistou Austrália e Estados Unidos. Nas duplas mistas tem dois US Open e um Australian Open. Em Nova Iorque venceu em 2012 ao lado de Ekaterina Makarova e 2014 com Sania Mirza. Em 2016 levou Melbourne ao lado de Elena Vesnina.

Conquista espetacular, poucos brasileiros chegaram lá. No individual apenas Maria Esther e Guga. Guga tem 3 Roland Garros, Maria Esther tem 3 Wimbledon e 4 US Open. Nas duplas, Maria Esther tem 12 títulos, Thomaz Koch e Marcelo Melo tem 1. Ou seja, só 5 brasileiros conquistaram Grand Slam.

Maria Esther com 19 títulos supera todos os brasileiros.

Fiquei muito feliz, Bruno Soares é gente finíssima.

 

Torcedor santista, tem hora que gol é vitória e vitória é título

Leia o post original por Odir Cunha

claudinei
Claudinei e os Meninos, em foto clicada pelo goleiro Rafael.

Quem torce para o Santos há pouco tempo deve estar sofrendo mais com a fase atual. Depois de ganhar dois títulos por ano, tudo indica que em 2013 o Glorioso Alvinegro Praiano não só passará em branco, como correrá sério risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. É nessas horas, porém, que o verdadeiro torcedor mostra a sua cara.

Vivi o melhor tempo que um torcedor de time de futebol poderia viver. Meu time ganhava tudo, de todos, em qualquer lugar. Bicampeão mundial, bi da Libertadores, pentacampeonato brasileiro, oito títulos paulistas em dez anos, incontáveis torneios internacionais, melhor equipe do mundo, base da melhor seleção do mundo e ainda o time do Pelé de 1957 a 1974. Quer mais?

Mas também vivi o outro lado, o do Santos que não ganhava títulos, que só de vez em quando vencia um clássico contra um grande da capital, raramente tinha um jogador convocado para a Seleção Brasileira e, sem ídolos, via sua torcida diminuir a cada ano. Um Santos que poderia mesmo se apequenar não fosse a geração maravilhosa de 2002.

Mas nunca pensei em abdicar do prazer, da emoção e do sonho de ser santista. Quem tinha tido uma infância e uma adolescência tão felizes por causa do futebol, jamais poderia abandonar seu time no momento da dificuldade. Mas para isso tive de reduzir drasticamente minhas expectativas.

Se não havia mais goleadas e mesmo as vitórias eram magras e ralas, passei a comemorar cada gol como se fosse a própria redenção de todos os pecados. Ao menos naquele instante os jovens santistas que tomavam as arquibancadas podiam extravasar sua alegria, sua raiva, seu grito contido.

E se o gol valia como uma vitória, a vitória em um clássico tinha o sabor e a emoção de um título. Com a ajuda do videocassete, eu via e revia esses triunfos memoráveis, como um 3 a 0 sobre o São Paulo de Telê Santana, vitórias nos dois turnos sobre o Palmeiras campeão brasileiro de 1993 e, é claro, as memoráveis exibições de Guga, “o matador de gambás”, em dois triunfos espetaculares sobre o Corinthians.

O tempo ensina ao torcedor que, infelizmente, não há bem que sempre dure, mas, por outro lado, também não há mal que nunca se acabe. Todo time grande do Brasil já foi rebaixado ou esteve perto de sofrer essa humilhação. Teoricamente, isso não deveria acontecer, pois um time vencedor deveria saber repor seus jogadores com competência e sabedoria, de modo a não permitir uma queda tão acentuada.

Porém, decisões erradas, como se desfazer de jovens promissores e ao mesmo tempo renovar contratos caros com jogadores em fim de carreira, podem gerar uma transição dolorosa, como estamos vendo hoje no Santos. Por falta de planejamento, uma das folhas salariais mais caras entre os clubes brasileiros está tendo de ser reduzida radicalmente para evitar a insolvência financeira. Isso, obviamente, está se refletindo no rendimento do time.

Mas não é hora de chorar. Até porque o torcedor é o menos culpado disso tudo. Ele é o único que apenas dá e nada retira do clube. Ele não recebe altos salários, não ganha mimos, não é bajulado, mas é o que mantém o clube de pé com sua presença nos estádios, sua mensalidade de sócio, seu ibope nas emissoras de rádio e tevê, sua participação em sites e blogs e sua defesa e difusão da história e das coisas do Santos.

Ele merece assistir a uma vitória amanhã, na Vila Belmiro, contra o respeitável Atlético Mineiro – um time que emergiu da Série B para voltar a figurar entre os melhores do País. Força e paciência, amigo torcedor. Eu sei que dias melhores virão. Por enquanto, comemore cada gol como uma vitória e cada vitória como um título. Os Meninos precisam desse carinho.

Reveja Guga construindo uma ilha de alegria em meio a um mar de lamentações:

Agora, o Rio-São Paulo de 1997, o primeiro título depois de 1984, calando o Maracanã:

E você, é torcedor também das horas difíceis? Ou só das fáceis?

Galo com sorte de campeão como Guga em 1997 em Roland Garros

Leia o post original por Milton Neves

O eterno mata-mata do tênis é como futebol em suas copas e competições quando de jogos eliminatórios.

Explico.

Um dia, em 2005, ao vivo, no Terceiro Tempo, então na Rede Record, o grande Guga, nosso Éder Jofre ou Ayrton Senna do tênis, me disse algo muito interessante sobre o próximo adversário de cada um nesse tipo de competição, o terrível mata-mata.

“Muitas vezes ou quase sempre, quando a gente acaba por ganhar o título, ganhamos de quem ganhou daquele que ia ganhar da gente”.

Muito simples.

E ele lembrou que naquele seu primeiro título de Roland Garros foi fácil só a final contra o espanhol Sergi Bruguera.

“Contra Kafelnikov e Medvedev estive quase derrotado, mas contra os adversários que eles eliminaram para me enfrentar, acho que teria sido pior”, imagina.

Pois, agora com o Galo, guardados as devidas proporções de genialidades, as coisas estão bem parecidas.

Agora vem aí o Newell´s Old Boys e quem não garante que o Boca Juniors não eliminaria o time de Cuca?

E o Flu também não seria pior?

E contra o Tijuana o Galo esteve para perder os dois jogos.

No sintético deu 2 a 2 para um Atlético lotérico.

E bota loteria no jogo desta quinta-feira.

Vi tudo aqui na “Fazenda do Ipê” de Guaxupé-MG, com 3 graus de temperatura, a 505 quilômetros de Belo Horizonte e 302 de São Paulo.

Emocionante, inacreditável, espetacular, talvez inédito, impressionante e inesquecível.

“São” Victor, por três vezes, sendo a do pênalti válida por 10 milhões, operou milagres para os aplausos de Kafunga, Marcial, Renato, Mussúla, Taffarel e Mazurkiewcz.

E vi o jogo ao lado do Lucas, o Lukinha, hoje Secretário Municipal de Esportes de Muzambinho-MG, ex-goleiro do Ituano, da Caldense, da Seleção Paulista de Novos e do Paulista de Jundiaí quando Victor era reserva dele.

É mole?

É a vida.

Lukinha parou com a bola e hoje é casado com a filha do meu amigo Jairo Paçoca, o Jairo Rondinelli, primo de “Deus da Raça” do Flamengo, nascido aqui pertinho em São José do Rio Pardo-SP.

“O Victor sempre foi largo para pegar pênalti nos treinos”, lembra o ex-titular nos tempos de reserva do atual ídolo atleticano.

Pois agora pode ocorrer algo parecido com o Galo “reserva”, em títulos, de grandões do futebol brasileiro como Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Fluminense e Grêmio.

O clube Atlético Mineiro que pode virar titular pelo Brasil na Libertadores e no Mundial de Marrocos em 2013.

Teve talento, muito talento, antes dos dois jogos lotéricos contra o Tijuana, e acabou por avançar graças ao que ele nunca teve na vida: sorte, sorte de campeão!

E, como “sorte é o encontro da capacidade com a oportunidade”, o primeiro título de “Roland Garros” do Galo está logo ali por algumas semanas.

E lá na França de Roland Garros não é tudo na base de… galo?

Certo, Guga?

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