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Por que executivos viraram protagonistas em clubes e até torcida opina?

Antes chamado de “Mittos” pela torcida do Palmeiras, Alexandre Mattos foi demitido no último domingo após um desgaste que incluiu protestos de organizada em frente ao condomínio em que mora e ameaças de torcedores. Agora, a discussão sobre seu substituto provoca engajamento de torcedores que tratam o assunto como se estivessem falando da contratação do próximo técnico ou de um grande craque. No São Paulo, virou tema prioritário se o clube deve manter ou demitir Raí, dirigente remunerado tricolor. Mas como os diretores executivos de futebol viraram “menina dos olhos dos clubes” e fizeram os torcedores se importarem tanto com eles? Para tentar responder à pergunta, o blog ouviu profissionais da área.

Entre as análises estão o excesso de exposição desnecessária de cartolas remunerados, uma visão equivocada de seus trabalhos nas agremiações e o grau de complexidade que as contratações de atletas e outras funções no departamento de futebol ganharam nos últimos anos.

A final da Copa do Brasil de 2011, vencida pelo Vasco na decisão diante do Coritiba, é um momento importante para se entender a visibilidade que os dirigentes remunerados ganharam no país. Na ocasião, recebeu destaque da imprensa o duelo entre dois cartolas profissionais: Rodrigo Caetano, então no Vasco, e Felipe Ximenes, que trabalhava para a equipe paranaense.

O interesse jornalístico nas atividades dos dois atraiu a atenção dos torcedores e ela não parou de crescer na direção dos profissionais dessa área. Porém, a função já existia há tempos, mas sem tanta badalação. Caetano é prova viva dessa transformação. Passou a ser tratado com status de craque em seu ramo. Hoje está no Internacional e divide com Diego Cerri, do Bahia, o posto de preferido dos dirigentes amadores do Palmeiras para a vaga de Mattos com direito a tratados escritos por torcedores nas redes sociais.

Mattos é um dos que mais colaboraram para a consolidação da fama dos dirigentes profissionais. Com dois títulos brasileiros durante sua gestão no Cruzeiro, ele já chegou ao Allianz Parque com pinta de ídolo.

“A importância é proporcional à responsabilidade que cada um (diretores executivos, outros profissionais e dirigentes estatutários) assume dentro da estrutura. Acho natural que, com a responsabilidade e o papel que todos esses agentes do negócio, do futebol, assumem que isso seja reconhecido”, afirmou Bruno Spindel, diretor executivo de futebol do Flamengo.

Com passagens por São Paulo e Santos como diretor remunerado, Gustavo Vieira de Oliveira, atualmente membro do conselho de administração da Botafogo S/A, ligada ao Botafogo de Ribeirão Preto, atribui, em parte, o destaque dado aos executivos de futebol à participação deles em contratações de atletas.

“Embora as atribuições do executivo sejam bem mais amplas, o que mais gera visibilidade são as negociações, e, nos últimos 15 anos, as negociações passaram a ser mais complexas, demandando maior dedicação de tempo, relacionamentos e expertise para sua condução. Soma-se a isto, o fato de a opinião pública acompanhar com maior interesse, o que tem a ver também com o fenômeno das redes sociais. O executivo personifica o clube neste mercado com mais visibilidade”, afirmou o filho do ex-jogador Sócrates.

Tal visibilidade leva os dirigentes profissionais a serem exaltados ou massacrados nas redes sociais e virarem personagens de selfies ou protestos de torcedores dependendo do resultado do time. Para Tiago Scuro, CEO da parceria entre Red Bul e Bragantino e ex-executivo do Cruzeiro, a atenção que esses funcionários das agremiações recebem tem a ver com a exposição de parte deles na mída.

“Essa situação no Brasil é única. Em outros países, esse profissional não tem a mesma relevância. Na Premier League (Inglaterra), quantas vezes você vê o executivo de futebol dando entrevista coletiva, falando na zona mista ou apresentando jogador contratado? A função do executivo é gerir o clube, não reagir a tudo que acontece. O executivo não deveria ter esse protagonismo que tem no Brasil, mas uma atuação mais discreta como acontece em outros países. Claro, alguns momentos específicos vão exigir um posicionamento (pela imprensa)”, disse Scuro. Recentemente, ele foi sondado para o lugar de Mattos no Palmeiras, mas entendeu que não poderia deixar o projeto de Red Bull e Bragantino num momento de implantação.

Para Gustavo, essa exposição passa por uma estratégia dos dirigentes amadores. “Há interesse também de conferir visibilidade ao executivo por parte da diretoria estatutária na necessidade de expor alguém que seja o contratado (e descartável) e não aquele que tem carreira política”, analisa. Ou seja, esses profissionais estariam sendo usados como escudos pelos cartolas tradicionais. “A pergunta que temos que fazer é: ‘querem um escudo contra o que?”, opina o executivo do Red Bull Bragantino.

Profissionalismo x amadorismo

A convivência entre “cartolas de carteirinha” e profissionais do futebol nos clubes tem sido conflituosa em alguns casos. E a corda costuma estourar do lado dos funcionários. Na Santos, recentemente, Paulo Autori reclamou de declarações de José Carlos Peres que sugeriam interferência dele no futebol do clube e avisou que deixará a agremiação ao final da temporada. O próprio Gustavo foi demitido na Vila Belmiro depois de uma curta passagem tumultuada por problemas políticos. No Palmeiras, após a saída de Mattos, Maurício Galiotte optou por criar um comitê de diretores amadores para atuar no futebol, sem dispensar a contratação de um novo executivo. Por sua vez, Leco, presidente do São Paulo, sofre grande pressão interna e até de parte da torcida para demitir o executivo Raí, um dos principais ídolos do clube do Morumbi.

“O (diretor estatutário)  tem o desejo de participar, o clube espera que ele participe, ele próprio fez carreira política com a intenção de participar das decisões, ele é perguntado na rua e na família por sua participação, há uma sensação geral de que fazer futebol é fácil, enfim, é muita tentação e pressão para o estatutário administrar o próprio ego e abster de interferir”, afirmou Gustavo ao ser indago sobre a relação entre diretores profissionais e amadores.

A demissão de Mattos também levantou a questão sobre como o trabalho dos executivos é avaliado. O ex-funcionário do Palmeiras não resistiu à falta de taças na atual temporada, mesmo tento no currículo dois títulos Brasileiros e um da Copa do Brasil pelo alviverde.

“Essa importância maior dada aos executivos veio na visão de tirar um pouco o poder do treinador. Mas existe uma distorção na visão sobre as responsabilidades do cargo, creditam o fraco desempenho ou o êxito ao executivo. Dão muito valor às contratações, como o se o executivo contratasse sozinho. Muitas vezes, ele contrata quem o dirigente pede. Como em qualquer indústria, o executivo deve liderar um departamento, ele é parte de uma engrenagem. Sua avaliação não pode ser só em relação às contratações e aos resultados do time. É preciso ver todo seu trabalho. Mas, não existe vítima nessa história. O executivo, muitas vezes, precisa ter um posicionamento mais discreto. Dirigentes e imprensa precisam avaliar melhor esse trabalho. Até o torcedor precisa entender mais essa função”, declarou Scuro.

Gustavo também avalia que jornalistas, dirigentes amadores e torcedores não estão preparados para analisar a atuação desses profissionais do futebol. “Seguramente não. Imagina-se que o trabalho do executivo seja somente contratar e vender atletas, sendo que as atribuições são muito mais amplas. Além disso, os clubes não definem claramente suas metas. E, quando o fazem, têm receio de comunicar ao torcedor. O executivo deveria ser executor das estratégias instituídas pelo clube”, ponderou o profissional da Botafogo S/A.

Por sua vez, o diretor do atual campeão brasileiro e da Libertadores não reclama das avaliações instantâneas de acordo com os resultados do time. “Acho que, como em toda a carreira, qualquer que seja ela, as pessoas são avaliadas pelos seus resultados. Então, é natural que tenha uma avaliação imediata. Nas vitórias e títulos uma avaliação boa. E quando acontece o contrário, dependendo como foi, que seja em sentido contrário. Acho que isso é natural, não dá para esperar nada diferente disso”, afirmou Spindel.

Sobre a maneira como imprensa, torcedores e dirigentes analisam o trabalho dos executivos, o diretor rubro-negro ainda afirma que não se pode generalizar. “O torcedor é o maior patrimônio do clube. No caso do Flamengo é a maior torcida do Mundo. Por eles que a gente faz tudo e o que a gente mais quer é que o clube vença sempre para que eles estejam felizes e que aconteça o que agente viu. Isso não tem preço, o que aconteceu no apoio ao time esse ano todo. Imprensa e dirigente também é difícil de generalizar. O fato é que quanto mais preparado o dirigente do clube, que é representante do torcedor do sócio, mais bem tomadas vão ser as decisões. Imprensa, de forma geral, acho que a qualidade da informação que a ela recebe, tem o papel do clube, dos funcionários, dos executivos de informar e dar o maior subsídio possível à imprensa para que a opinião seja formada à luz das melhores informações possíveis”, declarou o diretor do Flamengo.

Filho de Sócrates notifica Corinthians por uso de imagem do pai

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O ex-jogador Zé Maria e o lateral Fágner posam em volta da estátua de Sócrates        Reprodução/Twitter

Por meio de advogado, Gustavo Vieira de Oliveira, filho do ex-meia Sócrates, enviou notificação judicial ao Corinthians sobre o uso da imagem de seu pai. No documento, o clube é alertado para que a partir de agora pedidos de autorização para usar a imagem do ex-jogador sejam encaminhados para Gustavo. Isso porque ele é o inventariante (responsável na Justiça pelo inventário do pai, morto em dezembro de 2011).

A notificação aconteceu porque o alvinegro fez uma promoção para lançar seu novo uniforme homenageando a Democracia Corintiana. Parte do material publicitário faz referência a Sócrates, um dos líderes do movimento marcante nos anos 1980. Na última quarta, antes do empate com o Ceará, uma estátua do ex-jogador foi inaugurada na Arena Corinthians.

“Não acusamos ninguém de ter dado autorização sem poder para isso. Só perguntamos ao clube se houve autorização para usar a imagem dele e, se houve, quem deu. Explicamos que, na condição de inventariante, qualquer que seja a manifestação, o Gustavo precisa ser consultado. Isso porque, se alguém deu autorização erroneamente, ele precisa avisar o juiz (que cuida do caso). A família respeita a entidade, tem apreço pelo fato de o Sócrates ter uma pequena participação na história do Corinthians e não quer animosidade com o clube”, afirmou ao blog o advogado Paulo Henrique Marques de Oliveira, autorizado por Gustavo a cuidar do inventário de seu pai. Ele deixa claro não exisitir a intenção dos familiares de processar o clube pelo ocorrido. Oliveira afirmou ter enviado a notificação na semana passada.

O problema é que o Corinthians alinhavou a campanha com Kátia Bagnarelli Vieira de Oliveira, viúva de Sócrates. A estátua foi doada por ela, segundo o clube. Kátia alega que recebeu por escrito autorização do marido para usar com exclusividade sua imagem por meio de uma empresa dela. No entanto, há discordância com a família. “Na qualidade de único legitimado a autorizar o uso da imagem já informei ao clube que estamos à disposição para coordenar qualquer iniciativa de interesse do Corinthians”, declarou Gustavo ao blog por meio de mensagem de texto. Ele afirmou que a família se sentia honrada com a homenagem e não demonstrou descontentamento com alvinegro. Também não acusou o clube de agir irregularmente.

Por sua vez, o Corinthians confirmou que recebeu a notificação, mas assegura que o uso da imagem também foi alinhado com Gustavo. “Sim (o clube tem um acordo feito com a viúva). Se necessário, será rescindido. Mas a utilização da imagem do Sócrates também foi alinhada pelo Corinthians com o inventariante do espólio e representante dos demais herdeiros. É importante ficar claro que o clube não cometeu irregularidade”, declarou Luiz Felipe Santoro, um dos advogados da agremiação.

Kátia afirma que no começo do ano passado avisou ao advogado que representa Gustavo no espólio estar disposta a desistir de exercer o direito que entende que sua empresa tem em relação à imagem de Sócrates. Porém, as medidas necessárias para isso não foram tomadas por Gustavo até agora, segundo ela. O advogado Paulo Henrique confirmou ao blog que a viúva manifestou esse interesse de desistência e enviou documentos que ainda estão com Gustavo.

Num e-mail datado de 19 de novembro, e ao qual o blog teve acesso, Kátia explica a um advogado consultado pra representá-la no pedido de desistência, os motivos que a levaram a não querer mais o direito de utilizar a imagem de Sócrates.

“Minha cortesia, doando os contratos ao espólio, completamente e de forma absoluta sem nenhum custo ou pagamentos devidos posteriormente ou até a data desta transferência, se dá pela incapacidade dos demais herdeiros de gerenciar ao meu lado tais empreendimentos e principalmente pelo fato de estarem atuando verbal e energicamente em direção a prejudicar o excelente pioneirismo no Brasil, trabalho construído por nós”, diz a viúva em trecho do e-mail.

Kátia declara que chegou a avisar ao advogado do Corinthians que desistiria de todos os contratos de exploração da imagem do Doutor, outro apelido do ex-jogador. Além da promoção feita a partir da semana passada, sua empresa tem acordo que envolve uma fabricante de roupas e o Corinthians para a utilização em conjunto das marcas do clube e do ex-meia.

“Só que ninguém me procurou para formalizar a desistência. Daí o (Luis Paulo) Ronsenberg, diretor de marketing do Corinthians, me chamou para fazer esse projeto. Minha empresa ainda tem os direitos”, explicou a viúva.

Livro

Num vídeo publicitário para lançar os uniformes inspirados na democracia corintiana, o clube usou uma camisa com o número oito e a inscrição “Sócrates”. No mesmo dia da inauguração da estátua e do início das vendas das novas camisas, passou a ser comercializado na loja do clube um livro com textos escritos por Magrão. A obra foi organizada por Kátia. Os compradores ganham uma estatueta com o rosto do Doutor.

“A estátua e as estatuetas fazem parte do projeto da editora, igual ao que eles fizeram com o livro do Ayrton Senna. São três estátuas de dois metros e três mil esculturas pequenas para os primeiros compradores do livro do Sócrates. Publiquei o livro como pude porque ouvir a voz dele na UTI dizendo: ‘linda joga isso em praça pública’  não me saía da cabeça”, contou Kátia.

Depois da inauguração da estátua, ciente do imbróglio, Caio Campos, gerente de marketing do Corinthians teve, por telefone, uma conversa amistosa com o filho de Sócrates e ex-diretor remunerado de São Paulo e Santos. Pelo menos aparentemente, não ficaram rusgas entre as partes, apesar da notificação. Gustavo havia dito ao blog o seguinte: “não se faz necessário contato somente sobre este assunto. Este é um tema menor diante de algo muito grande entre Corinthians e Sócrates. Mas vou avaliar com meus tios e irmãos”.

O Corinthians não vê irregularidade no fato de ter concordado em unir a imagem de time e jogador em camisas produzidas nos últimos anos por meio de acordo com a viúva. O clube alega que ela estava autorizada para isso.

O blog teve acesso a um contrato assinado em 18 de março de 2011 no qual o ex-jogador cede para Kátia “os direitos patrimoniais, autorais” que eventualmente sejam decorrentes da “obra audiovisual Brasil Mais Brasileiro”, apresentada por ele e com a empresa dela participando do trabalho. A cessão foi feita “em caráter inteiramente gratuito”.

Depois de um processo doloroso, Kátia e os filhos de Sócrates fizeram um acordo para que ela deixasse de fazer parte do espólio, que definirá a divisão do patrimônio deixado por Magrão.

Trecho de contrato pelo qual Sócrates cedeu para Kátia direitos sobe a obra “Brasil Mais Brasileiro”

 

SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico

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No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política pela sua saída de seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.

Desejado pelo São Paulo, Marco Aurélio diz que Del Nero decide seu futuro

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Desejado pela diretoria do São Paulo para a vaga de Gustavo Vieira de Oliveira, Marco Aurélio Cunha disse ao blog que por enquanto não foi convidado. Porém, afirmou que ouviu de pessoas do clube que o convite para ser executivo de futebol será feito.

Coordenador de futebol feminino da CBF, ele disse que o presidente da confederação é quem vai decidir sobre seu futuro, caso o chamado aconteça.

“Difícil pra mim largar as coisas que estou fazendo nesse momento. O problema todo é o meu compromisso com a CBF. E meu patrão é o Marco Polo Del Nero, que me prestigia muito. Então, se isso acontecer, ele é quem vai falar por mim e determinar o meu futuro”, declarou Cunha, que também é conselheiro são-paulino e teve passagens marcantes pelo futebol tricolor.

Gustavo deixou o posto após forte pressão de membros da diretoria e da oposição que o consideravam o principal responsável pela má fase do time e pelo enfraquecimento da equipe no segundo semestre, já que ele centralizava as decisões do departamento de futebol.

Cinco argumentos de cartolas que pedem Jardine como técnico do São Paulo

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É forte o lobby de parte da diretoria do São Paulo e de conselheiros pela efetivação do interino André Jardine como substituto do técnico Edgardo Bauza.

Esses cartolas esperam convencer o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o diretor executivo Gustavo Vieira de Oliveira de que essa é a melhor opção. Por enquanto, a dupla segue tendo como prioridade trazer alguém mais experiente. Os dois dirigentes gostam do trabalho do interino e o enxergam como futuro treinador da equipe, mas acreditam que sua efetivação imediata eliminaria etapas e poderia ser prejudicial para Jardine.

Abaixo, veja seis argumentos dos que defendem o interino.

1 – Resultado

Jardine foi elogiado pela maneira como armou o time na vitória sobre o Santa Cruz, fora de casa, na última rodada do Brasileirão, por 2 a 1. A vitória motivou seus defensores a pedirem pelo menos mais uma chance para ele antes de a diretoria tentar contratar alguém. A oportunidade será dada contra o Botafogo, domingo, em São Paulo.

2 – Treinos

O interino tem sido elogiado por implantar seus próprios métodos de treinamento e por promover mudanças no jeito de jogar do time. Quem quer a efetivação dele diz que Jardine poderia ter se contentado em dar continuidade ao trabalho de Edgardo Bauza, mas mostrou personalidade e preparo ao fazer suas escolhas.

3- Rejeição a Ricardo Gomes

A avaliação de parte da diretoria é de que foi grande a rejeição da torcida nas redes sociais à ideia de trazer Ricardo Gomes, nome que ganhou força no Morumbi pouco depois da saída de Bauza. Nesse cenário, o argumento é de que Jardine teria mais apoio dos torcedores do que Gomes.

4 – Falta de opções

Com poucos nomes atraentes no mercado, os fãs do interino avaliam que é melhor a diretoria esperar antes de agir rápido e contratar alguém que possa provocar arrependimento mais tarde. Eles sustentam que já que não está fácil encontrar um treinador, dar um tempo para Jardine tentar se firmar é uma boa saída.

5 – Adaptação

Outra tese dos defensores do técnico provisório é que mesmo se o São Paulo contratar um treinador brasileiro, o novo funcionário terá que se adaptar ao clube e conhecer os jogadores, enquanto Jardine é de casa e tem bom conhecimento dos atletas.

Após Abilio doar dinheiro, Independente repete cobranças dele a Leco

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Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

Antes do Carnaval de 2016, Abílio Diniz doou dinheiro para a Independente, principal torcida organizada do clube e escola de samba. A doação foi confirmada por assessor do empresário ao ser indagado pelo blog sobre o assunto.

“A assessoria de imprensa de Abilio Diniz informa que o empresário fez pequena contribuição à Independente após solicitação de ajuda da torcida para seu galpão de Carnaval”, diz o comunicado enviado por-email. O valor e a data exata não foram revelados. Porém, membro da Independente que pediu para não ser identificado afirmou que a contribuição aconteceu no início deste ano.

Em contato telefônico com o blog, Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, primeiro negou que tenha existido a doação. Ao ser informado que Abilio confirmara a contribuição, disse que houve uma ajuda à torcida, mas não relacionada ao Carnaval. Só que rapidamente voltou a negar com veemência que a Independente tenha recebido dinheiro de Abilio tanto para a escola de samba como para a torcida, que possuem CNPJs diferentes.

“Não envolva a Independente nisso porque não é verdade. Não recebemos nenhuma doação do Abilio. Estão brigando dentro do São Paulo e ficam usando o nosso nome, mas a torcida não é marionete de ninguém. Não queremos saber de Leco (presidente do clube), de Abilio e nem de (Carlos Miguel) Aidar (ex-presidente)”, disse Baby.

Diniz é consultor do Conselho Consultivo do São Paulo, trabalhou pela saída de Aidar, que renunciou, e apoiou a candidatura de Leco. Logo depois da eleição passou a divergir do presidente e virou o opositor. A demora do cartola em tirar Ataide Gil Guerreiro da vice-presidência de futebol, a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira como dirigente remunerado e o afastamento de Milton Cruz do cargo de auxiliar técnico para atuar com análise de desempenho até ser demitido estão entre os motivos que fizeram Abilio entrar em rota de colisão com Leco.

Algumas das bandeiras do empresário também foram levantadas pela Independente, que gritou o nome de Milton Cruz, além de criticar Ataíde e Gustavo, dupla que para Diniz entende pouco de futebol e nada de gestão, como ele escreveu em seu blog no UOL.

“O que fizemos não tem nada a ver com o Abilio. O Milton Cruz, por exemplo, nós entendemos que, quando o (Edgardo) Bauza chegou, ele era a única pessoa que poderia orientar o técnico. Por isso, queríamos a presença dele, mas não estava nem aí se ele seria demitido. A Independente não se envolve na política do São Paulo”, disse Baby.

Em 17 de fevereiro, quando a doação de Abilio já tinha sido feita, a torcida protestou após a derrota por 1 a 0 para o The Strongest no Pacaembu pedindo, entre outras reivindicações, a volta de Cruz, amigo do empresário e defendido ferrenhamente por ele, ao cargo antigo. Quatro dias depois, a Independente fez uma manifestação no Pacaembu, antes do jogo contra o Rio Claro, na qual foi exibida faixa com os dizeres: “o único salário que não atrasa é o seu, Gustavo, R$ 120 mil”. A torcida também voltou a pedir a saída de Ataíde, algo que já tinha feito em novembro do ano passado, além de criticar jogadores.

No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”. O empresário não é conselheiro e não pode se candidatar à presidência. Ele afirma não ter esse desejo.

 A assessoria de Abilio não comentou o fato de a torcida apoiar ideias semelhantes às do empresário, após receber a doação.

Vale lembrar que recentemente Leco disse à “Folha de S.Paulo”, colaborar com a Independente.

Crises de Palmeiras e SPFC têm em comum situações de cartolas remunerados

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As crises enfrentadas por Palmeiras e São Paulo têm ao menos um ponto em comum: as situações dos executivos de futebol dos rivais.

Tanto o palmeirense Alexandre Mattos quanto o são-paulino Gustavo Vieira de Oliveira têm suas demissões cobradas por conselheiros da oposição e da situação. No caso do funcionário tricolor, até parte dos diretores pede a saída.

Uma das queixas contra eles é igual: ambos são considerados por seus críticos profissionais que têm dificuldade de comunicação com os jogadores. Por isso, não conseguem fazer uma rápida e correta leitura do vestiário, dificultando a identificação de problemas, de acordo com as reclamações.

Porém, com a mesma intensidade das cobranças, Mattos e Gustavo são defendidos por seus presidentes, noutro ponto em comum nessa história.

O alviverde Paulo Nobre e o tricolor Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, dão seguidas demonstrações de confiança em seus executivos, sem sinais de pretenderem demitir os profissionais.

No Palmeiras, desde o ano passado, o presidente banca Mattos contra os críticos. Demitiu o treinador Marcelo Oliveira, mas manteve o dirigente remunerado.

No São Paulo, Leco e Luiz Cunha, novo diretor de futebol, traçaram planos para a recuperação do time. Definiram a demissão de Milton Cruz, que trabalhava havia 22 anos no clube. Em suas conversas, nem tocaram na possibilidade de demitir Gutavo, filho de Sócrates e sobrinho de Raí. Vale lembrar que até o ex-vice de futebol do clube, Ataíde Gil Guerreiro, não resistiu aos maus resultados e às críticas ao seu trabalho, sendo remanejado para a diretoria de relações institucionais.

Mudanças incompletas na diretoria aumentam pressão sobre Leco

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Mudar a diretoria de futebol do São Paulo deveria ser um bálsamo para Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, mas a receita teve efeitos colaterais e provocou novas dores de cabeça para o presidente são-paulino.

O resultado é que ele está ainda mais pressionado e o time segue vulnerável à troca de tiros entre cartolas. Um dos motivos para isso é a permanência de Gustavo Vieira de Oliveira como executivo do departamento de futebol. Sua cabeça é pedida por membros da diretoria, conselheiros e pelo empresário Abilio Dniz, integrante do Conselho Consultivo. Assim, ainda há um alvo por perto do vestiário tricolor.

Mas existem outras sequelas. Conselheiros que cobravam o afastamento do vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, se queixam de ele ser transferido para a diretoria de relações institucionais. Avaliam que o cartola ainda terá influência na diretoria.

Por outro lado, há descontentamento de membros dos grupos políticos de Ataíde e Rubens Moreno, diretor de futebol, também afastado, por não terem sido consultados sobre as mudanças.

“Não existe diálogo (por parte da diretoria) com ninguém. Por isso disse que nosso grupo hoje não é situação e nem oposição. Vamos só acompanhar o que a direção está fazendo”, afirmou Harry Massis Júnior, conselheiro do partido Vanguarda, ao qual pertence o diretor de futebol afastado e que formou a base aliada de Leco.

“Não tenho nada contra o Gustavo e o Ataíde, mas a limpeza deveria ser geral. Se saiu o diretor (estatutário), o executivo tinha que sair também. E o Ataíde não deveria ter aceitado outro cargo. Como o Moreno, que recebeu o convite para assumir outro posto e não aceitou. Tem que deixar o presidente dar uma arejada”, completou Massis.

“Ataíde vai continuar com um lugar para poder articular o que quiser no clube, e o Gustavo ficou. Então, não mudou nada”, disse Itagiba Alfredo Francez, influente conselheiro da oposição.

Ele é um dos mais indignados com a situação. “Sou do tempo em que o São Paulo era respeitado, hoje virou uma zona. Tem crise, administrativa, financeira, moral e no futebol”, declarou Francez.

“Como a gestão não é profissional, é amadora, ele (Leco) não demite, só arruma outro cargo”, criticou Newton Ferreira, o Newton do Chapéu, oposicionista e que foi candidato à presidência em disputa com Leco.

O aumento das insatisfações provocado justamente pela tentativa do presidente de conseguir uma trégua, cria um ambiente propício para fortalecer a oposição, o que em tese é sinal de mais chumbo grosso pela frente.

“Resolvi fazer união das oposições. Já tinha decidido isso antes dessas mudanças. Devemos fazer uma reunião na terça-feira. Agora vai ser sem grupinho, não vai ter grupo disso, grupo daquilo, vai acabar tudo. A oposição precisa ser uma só. Fazemos convenções com todas as alas e no final temos um só candidato. É o único jeito”, afirmou Francez. A próxima eleição para presidente do clube será em abril do ano que vem.

 

Cúpula do São Paulo vê atletas insatisfeitos e busca negociações

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A cúpula do São Paulo poupa Edgardo Bauza ao analisar os maus resultados obtidos pela equipe. Os cartolas estão convencidos de que o problema não é tático. Enxergam evolução no trabalho do treinador e acreditam que ele precisa de um pouco mais de tempo.

Na radiografia feita pelo comando tricolor erros individuais e dois ou três jogadores insatisfeitos são os responsáveis pelos tropeços.

O técnico Edgardo Bauza durante jogo contra o Palmeiras (Crédito: Rivaldo Gomes/Folhapress)

O técnico Edgardo Bauza durante jogo contra o Palmeiras (Crédito: Rivaldo Gomes/Folhapress)

A falha de Carlinhos, que resultou na jogada do primeiro gol na derrota por 2 a 0 para o Palmeiras é usada como exemplo de erros que minam o time.

Em relação aos jogadores identificados como insatisfeitos, a cúpula tricolor prefere não falar publicamente quem são. Isso porque a estratégia é conseguir colocar esses atletas em outros clubes. Assim, não pretende botar ninguém na geladeira. A medida desvalorizaria os afastados. Os cartolas trabalham para conseguir trocas com outros clubes envolvendo quem é visto como problema hoje.

O blog apurou que uma das metas é negociar Michel Bastos, identificado como um dos insatisfeitos. Ele está entre os mais criticados pela torcida e recentemente discordou de Lugano, que foi contra a decisão do elenco de não dar entrevistas como forma de protesto em relação aos atrasos nos direitos de imagem, já pagos segundo a diretoria. Publicamente, o jogador admitiu a discordância com o uruguaio, mas negou que tenha discutido com ele, assim como nega insatisfação por estar no Morumbi.

Outro ponto analisado é o desempenho de Gustavo Vieira de Oliveira, que tem seu afastamento pedido até por membros da diretoria por supostamente não falar a língua dos jogadores, o que dificulta a leitura do vestiário, e ganhar, na opinião de seus detratores, mais do que merece. No caso do executivo, a avaliação é de que o trabalho tem sido bem feito. Em tese, não há motivos para mudança.

Porém, vale para o comando tricolor a máxima de que no futebol qualquer um pode perder o emprego se os resultados não aparecerem.

 

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Após queixa de Abilio, empresa recebe lote de documentos do futebol do SPFC

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Na última sexta, Abilio Diniz escreveu em seu blog no UOL Esporte que a diretoria de futebol do São Paulo não colaborava com as consultorias pagas por ele para auditar o clube. Horas depois da publicação, a direção do tricolor procurou a empresa McKinsey e prometeu entregar um lote de documentos na última terça. A promessa foi cumprida e marcou mais um capítulo no atrito entre o empresário e o presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Para aliados de Diniz, a documentação só foi entregue por causa do barulho feito pelo empresário, que também é consultor do Conselho Consultivo do clube. Já a direção acredita que ele usou politicamente o fato por saber que na última sexta terminava o prazo para a entrega de papéis. A diretoria de futebol, porém, nega que tenha se mexido apenas após a cobrança de Abilio.

Ao blog, a assessoria de imprensa do São Paulo afirmou que o departamento de futebol já vinha colaborando com a McKinsey. Tanto que a empresa havia entrevistado uma série de pessoas do departamento para levantar os métodos de trabalho. Mas que na semana que antecedeu o carnaval, após o fim das entrevistas, foi estipulado que até a última sexta uma série de documentos deveria ser entregue. Então, de acordo com a assessoria, a direção explicou para a empresa que teria dificuldades para cumprir o prazo por causa da grande quantidade de papéis pedidos. E por problemas como responsáveis pelas categorias de base estarem de férias. Assim, o departamento de futebol negociou com a consultoria a entrega na terça.

Enquanto Abilio vê má vontade de Gustavo Vieira de Oliveira, dirigente remunerado, e Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, em colaborar com a consultoria, a assessoria de imprensa do São Paulo afirma que nunca houve problema entre o departamento de futebol e a empresa. Alega também que o trabalho de auditoria foi uma bandeira da campanha de Leco.