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MP pede mais quebras de sigilos bancários por suspeitas na gestão de Aidar

Leia o post original por Perrone

O Ministério Público paulista decidiu ampliar os pedidos de quebras de sigilos bancários de envolvidos em operações feitas durante a gestão de Carlos Miguel Aidar na presidência do São Paulo.

Segundo três cartolas ouvidos pelo blog, o MP também pediu novos documentos sobre transações suspeitas. O clube, porém, não confirma o recebimento da intimação para entregar a papelada.

Em novembro, a promotoria tomou a iniciativa de solicitar à Justiça mais quebras de sigilos bancários. A medida foi fruto da apuração feita  por especialistas do órgão a partir dos dados bancários obtidos anteriormente.

Não é possível saber todos que tiveram as contas abertas e quem foram os alvos das últimas solicitações porque o caso está em segredo de Justiça.

Como mostrou o blog, a necessidade de cruzamentos das informações bancárias faz o trabalho se arrastar.

Segundo os três cartolas ouvidos, entre os novos documentos pedidos pelo MP estão todos os referentes a eventuais operações com Cinira Maturana, que se aproximou do clube na ocasião como namorada de Aidar, e uma empresa dela e outros relativos à negociação com a fornecedora de material esportivo Under Armour.

A investigação começou em 2016 depois que conselheiros oposicionistas liderados por  Newton Luiz Ferreira, o “Newton do Chapéu” levaram ao Ministério Público denúncias referentes ao período em que Aidar presidiu o São Paulo. O ex-presidente e Cinira sempre negaram terem cometido irregularidades.

Inicialmente, o foco principal dos trabalhos foi a contratação de Iago Maidana com suspeitas de lavagem de dinheiro, o que os envolvidos na operação negam.

Entre as contas que  tiveram pedido de quebra de sigilo estão as do Monte Cristo, time que vendeu Maidana ao São Paulo sem chegar a aproveitá-lo, e de uma empresa pertencente a Cinira.

Segundo as investigações feitas pelo Ministério Público, o Monte Cristo, de Goiás, pagou R$ 400 mil ao Criciúma pelo jogador usando dinheiro colocado no negócio pela empresa Itaquerão Soccer. Dias depois, o jogador foi vendido ao São Paulo por R$ 2 milhões, de acordo com a promotoria, o que gerou a suspeita de lavagem de dinheiro.

Atualmente, as investigações são conduzidas pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de dinheiro e de Recuperação de Ativos do MP.

Maidana é chamado no MP para esclarecer transferência para SPFC

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O Ministério Público paulista iniciou investigação sobre o caso Iago Maidana, jogador contratado pelo São Paulo no ano passado, após registro em um clube ponte e investimento de empresários, procedimento vetado pela Fifa.

Foram notificados para prestar esclarecimentos no MP no próximo dia 24, Maidana e, na condição de testemunha, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, ex-candidato à presidência do clube tricolor e um dos conselheiros que enviaram uma série de denúncias envolvendo a administração de Carlos Miguel Aidar para a promotoria.

A notificação foi pedida pelos promotores Arthur Pinto de Lemos Júnior, Roberto Victor Anelli Bodini, Marcelo Batlouni Mendroni e Joel Carlos Moreira Silveira, todos do  Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos). O MP pretende estender a investigação a clubes pequenos do Estado que supostamente serviriam como pontes para empresas. Por isso, também tomou providências em relação ao Brasa, clube de Mirassol.

O promotor ainda determinou que o departamento jurídico a CBF envie documentos referentes a todos os jogadores negociados por Monte Cristo, de 2010 a 2015, e Brasa, de 2008 a 2013. Dirigentes do Criciúma e do Monte Cristo também serão ouvido.

Antes de desembarcar nas categorias de base do São Paulo, Maidana foi envolvido numa operação em que a empresa Itaquerão Soccer admitiu ter pago R$ 800 mil por 30% de seus direitos econômicos junto ao Criciúma. Ele ficou dois dias registrado no Monte Cristo, de Goiás, e viu 60% de seus direitos econômicos serem vendidos ao São Paulo por R$ 2,4 milhões.

 

 

Conselheiros do São Paulo pedem documentos do ‘caso Iago Maidana’

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O “caso Iago Maidana” se transformou num ferimento que não para de sangrar no São Paulo. Além de sócios pedirem na Justiça a documentação sobre a contratação, conselheiros oposicionistas prepararam um requerimento para que a diretoria esclareça a negociação.

O pedido deve ser protocolado entre hoje e segunda-feira no Conselho Deliberativo. Assim que receber a peça, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do órgão, encaminhará a solicitação para a diretoria. Segundo ele, que foi informado pelo blog sobre a iniciativa, estatutariamente, a direção tem a obrigação de apresentar o que for solicitado.

Os conselheiros pedem cópias de todos os contratos relativos à contratação, documentos referentes aos pagamentos, incluindo comissões, com a identificação de quem recebeu o dinheiro, nome dos representantes legais da empresa envolvida e revelação de quem negociou pelo São Paulo, seja diretor ou não do clube.

No requerimento, os conselheiros explicam que o objetivo não é aprovar ou não a contratação. Mas ter informações sobre o caso para cumprirem suas funções de membros do conselho e tomarem providências, se elas forem necessárias.

“O caso é tão grave e revestido de possíveis graves ilegalidades que está sendo investigado pela CBF e pode acarretar séria punição esportiva ao nosso clube”, diz trecho do documento.

A investigação citada é para saber se a regra da Fifa que veta a participação de empresas na compra de direitos econômicos de jogadores foi ferida com o envolvimento da Itaquerão Soccer na operação. A pena prevê que os clubes infratores sejam proibidos de fazer contratações durante determinado período.

Os solicitantes querem saber por qual motivo o São Pulo aceitou pagar R$ 2 milhões (o valor pode subir mais R$ 400 mil de acordo com metas alcançadas por Iago) num zagueiro de 19 anos pelo qual o Criciúma diz ter recebido R$ 400 mil pela transferência de 100% dos direitos econômicos do atleta para o Monte Cristo (GO). No time goiano, ele ficou só dois dias até ir para o Morumbi. Sem dúvida, foi um negócio da China para a Itaquerão.