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7/10 – Dia da independência

Leia o post original por Rica Perrone

Há muito desconfiamos, mas era preciso uma prova determinante para poder garantir. O Brasil não é mais um país manipulado pela mídia, classe artistica e velhos partidos. Em 2018 os três poderes escolheram dizer “não” a um só homem, que sequer tinha tempo de resposta. Eram miseráveis 8 segundos de tv, o que até outro…

O Santos real. E o imaginário

Leia o post original por Odir Cunha


Esse ataque fez o real e o imaginário se fundirem.

A derrota na Copa do Brasil escancarou a crise de planejamento e de comando que aflige o Santos. Esse problema é gerado, a meu ver, por uma visão distorcida que muitos têm – entre eles a própria direção do clube – sobre o time, sua verdadeira dimensão atual e suas perspectivas futuras. Há, enfim, um Santos real e um imaginário. Enquanto os dois não se tornarem um só, talvez continuemos a discutir duas entidades diferentes. Vejamos, em primeiro lugar, algumas características do Santos imaginário:

O Santos é um dos times mais famosos do mundo
Isso é gostoso de se falar e de se ouvir. Só que na realidade o Santos não faz mais jogos internacionais e nem participa de competições fora do Brasil. Entregar os jogos no Campeonato Brasileiro e perder a vaga para a Libertadores mostra que o clube não vê como obrigatório participar da principal competição sul-americana e, sem ela, não há como chegar à disputa do título mundial.

O Santos pode ser campeão jogando só na Vila
Essa é uma falácia aceita comodamente pelo técnico e pelos jogadores, que detestam viajar. Aliás, antes de contratar um jogador, ou um técnico, o RH do Santos deveria perguntar se o sujeito tem “disponibilidade para viajar”. Se não tiver, não contrate. Depois que construiu o CT Rei Pelé, o clube passou a conviver com esse tipo de profissional que detesta sair do hotel.

O Santos lutará, sempre, pelos títulos
Estamos entrando em um período no qual os títulos mais importantes disputados por times brasileiros serão vencidos por aqueles com melhor estrutura, maior faturamento, mais visibilidade. Mesmo que em uma temporada o Santos revele ou recupere grandes jogadores, dificilmente conseguirá mantê-los no ano seguinte, pois não terá como cobrir as propostas de outros clubes mais ricos.

Mesmo muito endividado, o Santos jamais fechará as portas
O Santos tem sido dirigido como se a administração financeira não tivesse nenhuma importância. A irresponsabilidade chega às raias da loucura. O ano ainda não terminou e a gestão de Modesto Roma permitiu que a dívida do Santos, que já era altíssima, crescesse em mais R$ 90 milhões. O clube nada fez para aumentar as receitas com uma óbvia campanha de sócios, jogando mais no Pacaembu, fazendo esforços para fechar com um patrocinador máster, e nem mesmo fez os cortes necessários nas despesas, algumas definidas simplesmente como “diversas”. A direção do Santos age como se nada tivesse a ver com o problema financeiro que sangra o clube e que, poderá, sim, provocar a sua falência.

O Santos pode ser grande sendo só de Santos
Depois de perder sócios, arrecadações de jogos, patrocinadores, visibilidade e melhores cotas de tevê, creio que já tenha ficado evidente que um Santos só de Santos, voltado apenas para a cidade de Santos, estará caminhando para trás e se apequenando. O presidente Athié Jorge Cury fez um esforço tremendo para tornar o Santos um time nacional, internacional, e essa diretoria de Modesto Roma tem feito um esforço extraordinário para afastar o time dos santistas de outras cidades e se fechar nos muros da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé.

Bem, mas há também o outro lado. O Santos real tem muitas qualidades que, se bem aproveitadas, poderão fazer com que recupere o tempo perdido e volte a ser um dos maiores do País. Algumas dessas características são as seguintes:

O Santos tem uma torcida enorme
Estranho quando até mesmo jornalistas santistas vêm me dizer que o Santos tem uma torcida pequena. Amargurados, devem dizer isso como uma espécie de catarse, para que eu os convença do contrário. Ora, a realidade está aí. A média de público do Santos é pequena porque o time manda todos os seus jogos na Vila Belmiro. No único que mandou no Pacaembu, contra o nada carismático Figueirense, atraiu quase 30 mil pessoas. Outra evidência é a classificação nas milhões de apostas da Timemania, que há seis anos coloca o Santos entre o terceiro e o quarto lugar entre os times preferidos do Brasil.
Recentemente publiquei aqui no blog uma pesquisa da Pluri Stochos, de 2013, pela qual o Santos é um dos sete times do Brasil com torcida significativa em todas as cinco regiões do País e, no Sudeste e no Sul, as regiões mais populosas e de maior poder aquisitivo do Brasil, supera com folga o Vasco da Gama, que, no entanto, recebe verba bem maior da tevê.

O Santos dá muito Ibope na tevê
Como este blog previu, a final da Copa do Brasil bateu os recordes de audiência do futebol na tevê brasileira em 2015. O jogo decisivo do Campeonato Brasileiro, entre Vasco e Corinthians, tinha dado 29,4 pontos, sendo 24,1 na Globo e 5,3 na Band. Pois Palmeiras e Santos deu 38,7 pontos, com 32,1 na Globo e 6,6 na Band.
É evidente que o jogo final atrai mais a atenção do torcedor do que qualquer outro. E se o alvinegro de Itaquera garantisse tanto Ibope assim, não daria 8 pontos a menos do que o clássico Santos e Palmeiras. Ou seja, o presidente do Santos, não pode aceitar a proposta da Globo, pela qual o rival receberá R$ 170 milhões por ano, contra R$ 80 milhões do Santos.

Clique aqui para ver o Ibope de Santos e Palmeiras

Clique aqui para ver o Ibope de Vasco e Corinthians

O Santos é um dos times que dá mais espetáculo
Se o gol é o grande momento do futebol, a ponto de ser a maior atração dos programas esportivos, então o Santos é o time brasileiro que dá mais espetáculo, pois sempre se destaca por sua ofensividade e seus artilheiros. Neste ano, por exemplo, está fechando a tríplice cora dos artilheiros, com Gabriel na Copa do Brasil e Ricardo Oliveira no Campeonato Paulista e, muito provavelmente, no Campeonato Brasileiro.

O Santos é o que revela mais jogadores
Um dos times de maior destaque do Brasil em 2015, o Santos chegou a jogar com oito titulares oriundos de sua categoria de base. Sua excelência nessa área não pode ser discutida. Além de jogadores de grande potencial, como Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Zeca, Thiago Maia, Geuvânio e Gabriel, o Santos lançou Neymar, hoje apontado como um dos três melhores jogadores do mundo, e Felipe Anderson, um dos jovens de maior destaque no futebol europeu.

O Santos pode lotar grandes estádios
Se os dirigentes do clube pensassem realmente nele e não em seus interesses particulares, o Santos jogaria mais em São Paulo, onde tem uma torcida enorme, e garantiria um público médio comparável aos outros grandes do Estado. Se o Santos é o produto e a maioria de seus consumidores está na capital, evitar jogar no Pacaembu e permitir que a dívida do clube aumente assustadoramente é uma atitude egoísta e irresponsável dessa presidência e dessa diretoria.

E para você, qual é o Santos real e qual é o imaginário?


Santos, líder do Ibope

Leia o post original por Odir Cunha

Como já esclareci em muitos textos anteriores deste blog, está provado que os jogos de futebol que dão mais audiência na tevê são os decisivos, as partidas finais dos campeonatos. Assim, nunca saberemos que time dará maior Ibope em uma competição a não ser depois que ela termine. E em 2015, quando já temos as definições de todas as competições disputadas no Brasil, é possível dizer que a maior atração do futebol na tevê foi o Santos.

Presente nas maiores audiências do Campeonato Paulista, do qual foi campeão, e da Copa do Brasil, em que jogará a final, o Santos ainda tem Ricardo Oliveira, o maior artilheiro do Brasil este ano; Lucas Lima, a maior expressão técnica do futebol nacional nesta temporada; é o único time do País com dois titulares na Seleção Brasileira e é sempre lembrado como a equipe formadora do astro Neymar, que este ano concorre novamente ao posto de melhor jogador do mundo.

Como já dissemos, há vários indícios da grande popularidade do Santos no Brasil, como a terceira posição na fidedigna e abrangente Timemania, a quinta posição nas pesquisas de torcida pelas redes sociais da Internet, o número de visualizações no seu canal no Youtube, que coloca a SantosTV como a quinta mais assistida no mundo… Enfim, evidências não faltam. Mas vamos falar, exclusivamente, do Ibope na TV.

No Campeonato Paulista, depois de muito tempo, a TV Globo transmitiu um jogo na tarde de domingo sem a presença do alvinegro de Itaquera, o seu time protegido. E o que ocorreu? Santos e Palmeiras, na Vila Belmiro, superaram a audiência de vários jogos da Copa Libertadores deste ano que tinham como protagonista o parceiro da Globo.

Clique aqui para saber que o clássico Santos e Palmeiras, na Vila, superou a audiência de vários jogos da Copa Libertadores deste ano.

A maior audiência do Campeonato Paulista veio da partida decisiva, na Vila Belmiro, em que o Santos venceu o Palmeiras no jogo e na disputa de pênaltis. A partida deu cerca de 23 pontos na Globo e 6,2 pontos na Band, somando cerca de 29 pontos no total. A história se repetiu na Copa do Brasil, que só passou a ter bons índices de audiência com os jogos do Santos.

Clique aqui para saber que o Santos começou a levantar a audiência da Copa do Brasil.

Mais um recorde de audiência de um jogo do Santos na Copa do Brasil.

Santos x São Paulo deu mesmo Ibope de Galo x alvinegro de Itaquera

Perceba nas duas matérias a seguir que o jogo entre Santos e São Paulo, pela Copa do Brasil, atingiu os mesmos 29 pontos de audiência de Atlético Mineiro e alvinegro de Itaquera, este último o de maior Ibope no Campeonato Brasileiro, com o detalhe de que na TV Globo o jogo do Santos teve mais espectadores:

Esta matéria fala do jogo de maior audiência no Campeonato Brasileiro.

Esta fala do jogo Santos e São Paulo, pela Copa do Brasil, que deu a mesma audiência do jogo decisivo do Brasileiro: 29 pontos, com liderança na TV Globo.

Final da Copa do Brasil baterá todos os recordes do ano

Ninguém duvida de que os dois jogos entre Santos e Palmeiras, pela decisão da Copa do Brasil – marcados para as noites de quarta-feira 25 de novembro, na Vila Belmiro, e 2 de dezembro, no Allianz Parque – obterão a maior audiência do futebol brasileiro em 2015. Isso ocorrerá não só pela popularidade desses dois times, mas também pela qualidade esperada dos jogos e também pela importância dos confrontos, que decidirão o título da Copa do Brasil e uma vaga para a Copa Libertadores de 2016.

Diante desses números, é pertinente perguntar se é justo manter esse sistema de distribuição de cotas de tevê estabelecido pela Rede Globo, que destina a um clube como o rubro-negro carioca, que não conquistou nenhum título e não chegou sequer a nenhuma final este ano, um valor que é mais do que o dobro daquele que será destinado ao Santos e 60 milhões de reais a mais do que a verba de Palmeiras e São Paulo?

Obviamente, o sistema implantado pela Rede Globo joga a meritocracia no lixo e vai na contramão das fórmulas bem-sucedidas empregadas na Alemanha e na Inglaterra, países que mantém os campeonatos nacionais mais prósperos e competitivos.

A Globo é a emissora certa para o futebol brasileiro?

Várias enquetes já provaram que o torcedor brasileiro prefere que os jogos noturnos de futebol comecem às 21 horas, no máximo. Para quem precisa acordar cedo para trabalhar, ou estudar, esse horário das 22 horas é proibitivo. Pesquisas mostram que o público nos estádios era bem maior quando os jogos noturnos começavam mais cedo.

Esse horário também é ruim para os atletas. Segundo fisiologistas, os jogadores não deveriam ser expostos a tanto esforço físico e psicológico em horário tão tardio, o que prejudica seu rendimento e, principalmente, o seu descanso. Porém, indiferente às queixas, a Globo insiste em colocar os jogos às 22 horas, depois da sua tradicional novela.

Outro detalhe que coloca em xeque a posição da Globo como a tevê dominante do futebol brasileiro são as investigações de corrupção nas quais ela é acusada. Há fortes suspeitas de que a emissora deu propina a Ricardo Teixeira, presidente condenado por corrupção. Será ético manter a Globo no comando do nosso futebol enquanto as investigações não forem concluídas? Analise você mesmo:

Jogo do Brasil e o assassinato do santista

Para não dizer que não falei do jogo desta noite, entre Argentina e Brasil, lembrarei que há um mês estava em Buenos Aires e pude perceber a importância que já davam a esta partida, para a qual vão se entregar de corpo e alma pela vitória. Não creio que o Brasil sairá de lá com a vitória e digo mesmo que, apesar de torcer muito para queimar minha língua, o resultado mais lógico é a vitória da Argentina.

Sobre a morte do santista agredido covardemente em um posto de gasolina da Zona Leste por um torcedor do Palmeiras, só alerto que não devemos generalizar. Palmeirenses não são piores nem melhores do que santistas. Esses que mataram não passam de animais assassinos e usam o futebol como desculpa para demonstrar seu ódio dos seres humanos.
Espero que não haja vingança, que os responsáveis sejam detidos e o fut4ebol, aos poucos, possa voltar a ser apenas um esporte – importante, posto que é a expressão da alma brasileira, mas ainda apenas um esporte.

É triste não só porque é um santista, é triste porque é um ser humano. Ninguém merece morrer assim.

E você, o que acha disso tudo?


O pay-per-view já te ouviu?

Leia o post original por Odir Cunha

naufrago
Mais um santista falando sozinho…

Leitores do blog estão furiosos com a lista de pagamentos do pay-per-view aos clubes brasileiros. Não se conformam com o Santos estar em 13º, atrás de Botafogo e Bahia, entre outros, e de receber apenas R$ 10.469.180,00, metade do Vasco, o sétimo, que jogou a Série B, e sete milhões a menos do que o Palmeiras, que o Santos salvou da B em 2014.

O canal do pay-per-view é o Premiere, mais um filhote da Globo. Muitos santistas têm certeza de que a TV carioca está sacaneando o Santos, pois ainda não engoliu aqueles gritos de “Chupa Rede Globo, é o meu Santos campeão de novo!”, muito entoados de 2010 a 2012.

Temos de analisar a situação com calma antes de tudo. Em primeiro lugar, o estranhamento do santista tem a sua razão de ser, pois em todas as pesquisas de torcida, mesmo as mais desfavoráveis ao Santos, o alvinegro Praiano jamais tem aparecido abaixo da oitava posição na preferência dos brasileiros. Justo na hora de receber um dinheirinho, ele cai para 13º?!

Em segundo lugar, é realmente inexplicável o método de aferição da torcida praticado pelo pay-per-view. Se o assinante pode dizer para qual time torce no exato momento em que faz a assinatura, o que daria uma amostragem com 100% de acerto, por que não se aceita essa informação? Por que contratar depois os manjados Ibope e Datafolha para fazer a pesquisa ouvindo apenas uma pequena amostragem do universo total de assinantes?

Vários amigos santistas contam a mesma história, entre eles o prezadíssimo Adriano Riesemberg: ao assinar o pay-per-view, tentam dizer que são santistas, mas não são ouvidos e recebem como resposta a informação de que o procedimento é outro.

Fico sabendo que 1.825 mil domicílios foram consultados pelos tais institutos de pesquisa. Quem foi ouvido aí, levanta a mão! Ora, se ainda fossem mensurar a audiência do pay-per-view para distribuir a grana, eu ficaria quieto, pois não tenho como obter essa informação, mas se há uma pesquisa em domicílios para se saber para quem as pessoas torcem, ou qual jogo estão assistindo, então porque essa pergunta não pode ser feita pelo assinante da PQP do PPW?

Ocorre ainda que tudo indica que a maioria dos assinantes do ppw são adultos, muitos deles idosos. Pois bem. Recentemente uma pesquisa mostrou que o Santos era o quarto do País nessa faixa etária. A Timemania está aí para não nos deixar mentir: há cinco anos o Alvinegro se reveza entre a terceira e a quarta posições entre as milhões de apostas no país inteiro..

Bem, agora que todas as situações foram expostas, eu lhes adianto que não direi que houve má fé com o Santos, porque se dissesse não poderia provar. O que eu digo é que a diretoria santista, que está aceitando sem pestanejar qualquer dinheiro que venha tapar os buracos, precisa pedir para conferir com atenção a pesquisa do Ibope e da Datafolha sobre as torcidas no pay-per-view. Algo me diz que tem PP nesse W.

E pra você, a divisão do pay-per-view está certa?


Pela margem de erro, Verdão é líder, Cruzeiro está no Z4 e a torcida da Lusa é maior que a do Corinthians! Por Vitor Guedes

Leia o post original por Milton Neves

palmeiras

Por Vitor Guedes

Qual a margem de erro das torcidas e audiência da bola?

Aproveitando o clima de eleições que tende a permanecer aquecido com a reedição do Fla-Flu no plano nacional, é possível afirmar, com 95% de confiabilidade, que, pela margem de erro do Ibope, o Palmeiras pode ser campeão brasileiro, e o Cruzeiro pode ser rebaixado!

Brincadeiras à parte, o fracasso do Ibope nas pesquisas de boca de urna merece, no mínimo, um estudo e uma análise. No futebol, Corinthians e Flamengo, e, logo abaixo, São Paulo, ganham muito mais dinheiro da TV do que os adversários porque têm mais torcida e, pois, dão maior audiência. Faz todo o sentido do mundo.

Acontece que, quem mede as torcidas e a audiência? O Ibope? Ora, considerado a margem de erro registrada em alguns Estados no pleito de domingo, como no Rio Grande do Sul e na Bahia (só para ficarmos em dois erros absurdos, um a favor, e outro contra o PT: na verdade, ambos contra todos os eleitores), é possível a Portuguesa estar entre as maiores torcidas do país… É claro que não! Mas o caso é, no mínimo, de questionar a veracidade dos números.

Que Flamengo, Corinthians e São Paulo têm as três maiores torcidas do país não resta dúvida, agora em relação à diferença, quem é que sabe? Pelos resultados do Ibope do Sul, dá para colorados e gremistas levarem a sério os números?

Se as pesquisas influenciam alianças, arrecadação de campanhas e apoios, parece óbvio que os números aferidos (ou divulgados) pelo Ibope influenciam na assinatura ou não de patrocínios, nos valores desses patrocínios, na divisão da grana da TV…

É preciso repensar também o futebol!

*O jornalista Vitor Guedes, o Vitão, que é ZL e pai do Basílio, assina diariamente a coluna Caneladas do Vitão, no jornal Agora São Paulo, e blogueiro do Portal Terceiro Tempo. Siga e curta o Vitão nas redes sociais e acompanhe as atualizações do BLOG DO VITÃO.
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Ibope mostrou mais uma vez que não é confiável

Leia o post original por Odir Cunha

Confira a previsão do Ibope um dia antes das eleições

No sábado, o Ibope divulgou pesquisa – encomendada pela Rede Globo e o jornal O Estado de São Paulo – em que Aécio Neves aparecia em segundo lugar no primeiro turno, com 24% dos votos válidos. A nota explicava que a pesquisa tinha margem de erro de dois pontos percentuais. Pois bem. Acaba de sair o resultado das eleições e Aécio teve 33,62% dos votos, mais do que nove pontos percentuais acima do previsto pelo Ibope!

Se esse instituto de pesquisas pode cometer erro tão grosseiro no caso de uma eleição presidencial em que apenas três candidatos se destam, é fácil supor o tamanho de seus buracos quando se atreve a pesquisar a preferência dos torcedores de futebol do Brasil – um universo heterogêneo composto de infindáveis grupos de aficionados divididos entre mais de uma centena de clubes grandes, médios e pequenos.

Se, no caso das eleições presidenciais, esses erros são gravíssimos, pois induzem o eleitor até a mudar o seu voto, adotando o chamado “voto útil”, e com isso alterando o rumo natural do pleito que define o presidente do País; no caso das pesquisas com torcedores eles são também importantes, pois essas pesquisas servem como base para a distribuição de cotas de tevê aos clubes e são usadas por estes na busca de patrocinadores.

No caso das eleições do domingo, o Ibope também errou redondamente em várias eleições estaduais, destacando-se as da Bahia e Rio Grande do Sul. Ficou mais uma vez provado que seus métodos de pesquisa não são cem por cento confiáveis e mesmo as “margens de erro” não são respeitadas.

E você, até que ponto acredita nas pesquisas do Ibope?

O craque Robinho perdeu para o populismo

Leia o post original por Odir Cunha

Contra um queridinho da mídia, todo cuidado é pouco

Sabe aquelas expulsões nebulosas, aqueles pênaltis mandrakes, aquelas agressões que o juiz não vê, aqueles gols absurdamente anulados, ou validados? Pois é. Essas coisas geralmente acontecem a favor dos dois queridinhos da mídia, da CBF e do governo. Por isso, todo cuidado é pouco neste sábado, a partir das 16h20m, no Maracanã, quando o Santos enfrentará o Flamengo do professô Luxemburgo.

Time por time, dá para ser um jogo equilibrado e até terminar com uma vitória santista, mas a gente sabe que nessas partidas contra os dois privilegiados, nem só o futebol resolve. O trio de arbitragem será baiano. O sr. Marielson Alves Silva será auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira. Que façam um trabalho correto e honesto.

O técnico Enderson Moreira deve repetir o time que no meio da semana bateu o Botafogo por 3 a 2, no mesmo Maracanã, pela Copa do Brasil. O Glorioso Alvinegro Praiano provavelmente entrará em campo com Vladimir, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Robinho, Geuvânio e Leandro Damião.

O rubro-negro carioca, um pouco atrás do Santos na classificação do Brasileiro, terá Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Samir e João Paulo; Victor Cáceres, Márcio Araújo, Héctor Canteros e Everton; Gabriel e Alecsandro.

Minha coluna no jornal Metro:
Por que a Espn e o Sportv torceram para o Botafogo contra o Santos?

Na quinta-feira à noite, no emblemático Maracanã, Robinho marcou dois gols de extrema categoria contra o Botafogo, tabelando na entrada da área e tocando, com tranquilidade, na saída do goleiro da Seleção Brasileira. Com isso, chegou a 101 gols só pelo o Santos, próximo de 200 na carreira.

Graças ao talento e ao sangue-frio de Robinho o Santos venceu um respeitável adversário fora de casa, dando um passo importante para chegar à semifinal da Copa do Brasil. Entretanto, quem lesse os jornais de ontem, ou acompanhasse certos programas de tevê, ou rádio, acharia que o grande personagem do futebol brasileiro na quinta-feira foi o atacante Guerrero, o peruano que atua no Alvinegro de Itaquera.

Qualquer criança sabe que fazer dois gols é melhor do que fazer um; que Robinho é o melhor atacante em atividade no Brasil – com dois títulos brasileiros, uma Copa do Brasil, um Paulista, participação em duas Copas do Mundo e ainda chamado, e não dispensado, pela Seleção Brasileira. Vai fazer 31 anos no dia 25 de janeiro, mas ainda é 24 dias mais jovem do que Guerrero, que fará aniversário no primeiro dia de 2015.

Robinho é craque, pela habilidade, visão de jogo, e personalidade. Aos 18 anos pedalou, colocou a bola embaixo do braço e decidiu um título brasileiro contra o alvinegro da capital. Guerrero é um jogador limitado que às vezes faz gols, quase sempre de cabeça, tem bem menos títulos, fez menos gols na carreira (30 a menos do que Robinho) e é um atacante tão descartável da humilde Seleção do Peru, que foi dispensado do próximo jogo de sua equipe. É badalado no Brasil simplesmente porque joga no time que parte da imprensa esportiva resolveu badalar, seguindo a perniciosa tendência populista que nosso País amarga no momento.

Imagine se Robinho jogasse no time do sistema. Na sexta-feira ele teria foto de corpo inteiro nas primeiras páginas de todos os cadernos esportivos e os comentaristas não cansariam de dizer que ele deve ser o titular da Seleção de Dunga, pois está ainda melhor do que quando surgiu no Santos, já que agora, além da habilidade, tem mais liderança, visão de jogo e tranquilidade.

Para completar a notícia, ainda haveria o fato de ter sido expulso absurdamente. Se os programas de esporte gastam tanto tempo falando sobre nada, imagine se decidissem analisar com profundidade a expulsão do atacante santista… Pois é. Mas a determinação é falar do time considerado mais popular, com ou sem notícia. E assim, essa mania de topar tudo pelo Ibope está desmoralizando a imprensa esportiva brasileira.

Trabalhei anos em veículos conhecidos da imprensa esportiva (Jornal da Tarde, jornal O Globo, rádios Globo, Record, Boa Vontade), fui diretor cultural da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, e fico sinceramente triste com essa preocupação excessiva da imprensa paulista de tentar agradar a maioria, prática que não combina com o bom jornalismo, pois acaba distorcendo os fatos e os méritos do esporte.

O feito de Robinho foi muito mais importante para o futebol brasileiro, do que o do atacante peruano que atua no alvinegro de Itaquera. Só não viu quem não quis, não entende de futebol ou é mal intencionado. Mas é importante que ao menos os santistas saibam disso.

Entrevista de José Carlos Peres no jornal A Tribuna de Santos

E você, o que achou das performances de Robinho e Guerrero na quinta-feira?

Só o mata-mata ressuscita o Brasileiro!

Leia o post original por Milton Neves

blog

Vou torcer muito neste domingo pelo Galo e pelo São Paulo.

Dando Corinthians e Cruzeiro teremos um segundo Campeonato Brasileiro modorrento.

“Culpa” do mérito do Cruzeiro, o melhor faz dois anos.

Com 10 pontos quilométricos de “gordura para queimar” adiante do São Paulo, nossa principal competição nacional de futebol voltará a adormecer.

É o Brasileiro dos “pontozzzzzzzz corridozzzzzzzzz”, by Vitor “Vitão” Guedes, fanático palmeirense da imprensa esportiva.

E aí todo mundo que orbita em torno do futebol irá penar mais uma vez.

Só o mata-mata ressuscita o futebol brasileiro dos 7 a 1.

E quero, não um, mas três mata-matas.

Um para os oito melhores para se definir o campeão e os classificados para a Libertadores.

Outro, um Ovo de Colombo, para os oito piores para se saber quais os quatro que efetivamente cairão.

Assim, os quatro piores já no segundo turno nunca mais jogarão a toalha antes da hora por confiança ainda na repescagem.

E mais um “mata-matinha” para os quatro intermediários para se apontar quem irá para a Sul-Americana.

Minha “Tese Miltista” já fiz chegar aos dois Marcelos que pagam régia e imerecidamente os antigos times grandes do Brasil.

O Marcelo Campos Pinto da Rede Globo e o Marcelo Meira da Band.

Globo e Band hoje pagam muito mais do que valem, merecem e custam os clubes para a televisão.

Flamengo e Corinthians, mais um pouco, vão receber quase o que são remunerados Barcelona e Real Madrid lá na Espanha.

Pode isso?

E com esses timecos aqui no Brasil?

E o retorno que os campeonatos europeus dão à TV é descomunal ou proporcional, e não desigual como aqui.

E com “meus” três mata-matas acaba a tese dos contristas que batem o pé na ladainha de que o mata-mata assassina os 12 clubes não posicionados entre os oito melhores finda a etapa de classificação em dois turnos.

Ora, “do meu jeito”, todos também jogarão partidas emocionantes após a fase de classificação que pode ser melhor programada e esparsada em datas com o encurtamento dos moribundos regionais.

Com o mata-mata todos ganham!

Os clubes com grandes rendas, a torcida com a emoção garantida, a publicidade, hoje ressabiada com os 7 a 1 e com a recessão, a mídia de rádio, TV, jornal, internet e o emprego do jornalista esportivo.

Todo mundo dará “mais ibope”.

E não é que o botafoguense Montenegro vendeu o Ibope?

Ibope que é marca muito forte e sinônimo de pesquisa de opinião pública, assim como o Viagra, Xerox e Gillette, em seus segmentos.

E modestamente, “Terceiro Tempo”, o referencial maior e único de pós-jogo esportivo no rádio e TV desde 1982.

Eu já fiz muito programa bom de TV que deu bom ibope.

E já fiz muito programa ruim de TV que deu péssimo ibope.

Programa de rádio, não, todos deram ibope e enorme faturamento porque sempre foram e são bons e até ótimos, desde 1978.

Mas, creiam, o ponto de ibope na TV é tão difícil de conseguir quanto o voto que o candidato tanto almeja e implora.

E no voto, milhões de vezes mais importante do que o nosso mundinho do futebol, Ibope e Datafolha não erram nunca.

Se acertam na mosca quem vai ser presidente, governador ou prefeito, por que errariam na quantificação de telespectadores de simples programas de TV?

Mas que o novo Ibope-WPP abra o olho porque, enquanto o timaço do Datafolha FC se mostra imbatível em seus múltiplos segmentos, o alemão GFK chega em 2015 com muita bala na agulha.

Ibope-WPP x GFK será o maior mata-mata da história da televisão brasileira desde 1951.

Certo, Assis Chateaubriand?

FOTO: UOL

Péssima audiência de Flamengo x Corinthians prova que Globo está errada

Leia o post original por Odir Cunha

Esse post se baseia na informação do site otvfoco.com.br – especializado em audiência de tevê.

Chega a ser bizarro. Sob a alegação de que dão muito mais audiência do que os demais times brasileiros, a Rede Globo paga ao alvinegro paulistano e ao rubro-negro carioca cerca de três vezes mais do que a outros clubes com melhor currículo do que os dois preferidos. A Globo defende que o que vale é a audiência, que gera faturamento publicitário, e não os resultados e o futebol mais bonito de uma equipe.

Sendo assim, o encontro dos seus dois favoritos, domingo, deveria provocar audiência recorde. Porém, como nós deste blog já esperávamos, a audiência da partida em São Paulo foi de apenas 15,6 pontos na Globo e 4,2 pontos na Band, em um total de 19,8 pontos, inferior ao jogo Cruzeiro x Santos (20 pontos) e bem inferior a Santos x Corinthians (22 pontos).

Flamengo x Palmeiras e Vitória x Corinthians tinham sido dois dos jogos com menor audiência, alcançando apenas 18 pontos. Todas essas evidências comprovam que é um erro acreditar que a (superdimensionada) quantidade de torcedores desses dois times vai garantir grandes audiências na tevê. Primeiro, porque suas torcidas não são tão grandes como dizem ser. Na melhor das hipóteses, as duas, somadas, não chegam a 29 milhões de pessoas.

Em segundo lugar, os torcedores que assistiam a esses times só para “secar”, estão deixando de fazê-lo, o que tem reduzido drasticamente a quantidade de telespectadores dessas equipes. Em terceiro, são times que jogam feio,para ganhar por 1 a 0. E o telespectador brasileiro prefere ver times que jogam mais bonito, em jogos mais importantes.

É evidente que se a partida escolhida fosse São Paulo e Cruzeiro, o Ibope seria maior. Se a Globo não sabia disso, mostra que conhece menos do mercado do futebol e das preferências do torcedor brasileiro do que deveria.

Há quem defenda, ainda, que a Globo se comprometeu com esses dois times depois que fizeram o serviço de detonar o Clube dos Treze, e por isso insiste em transmitir seus jogos, mesmo quando há outros mais atraentes, mas isso seria uma infâmia tão grande, que não devemos nem imaginar tal hipótese.

E você, esperava Ibope tão baixo dos preferidos da Globo?

Torcedores

Leia o post original por RicaPerrone

Saiu uma nova pesquisa de torcidas no Brasil. Elas mudam, matam pessoas, fazem surgir em outras, mas o que de fato temos como certo é que Flamengo e Corinthians tem muita gente. Temos também, por questões de mercado, que os 12 grandes são os mais relevantes clubes do país e ponto final.

Mas não temos números tão inteligentes assim.

O Flamengo tem lá seus 35 milhões de torcedores.  O Corinthians tem 30. E assim por diante. Mas sejamos razoáveis ao determinar o termo “torcedor”

Você acha que alguém que não sabe quando joga, não assiste e nem quem joga no seu time é mesmo um “torcedor”?

Não precisa comprar a camisa oficial. Vamos trata-lo como “torcedor premium” este caso. Mas no mínimo saber como está, contra quem foi, quanto foi, quem joga no time faz do sujeito “torcedor”.

Na Beat, onde tenho programa toda segunda-feira, é muito comum ligar alguém pra ganhar prêmio e se dizer, por exemplo, Vascaíno.  Então eu pergunto ao ouvinte se ele acha que o Carlos Germano deve jogar domingo pela Libertadores. Ele diz que sim.

Esse cara entra na estatística?

Pode até entrar. Mas a leitura correta e de mercado que se deve fazer disso não pode constar esse sujeito como “torcedor”. Ele não é. Ele simpatiza, diz que tem um time, mas não está nem ai pra futebol.

Todo brasileiro, por cultura, tem que ter um time. Isso eleva os números a cenários absurdos.  Um clube com 35 milhões de torcedores não se mata em campanha por 2 anos pra juntar 60 mil sócios. Nem mesmo atinge a marca de 15 ou 20 pontos no ibope.

O de 1,5 milhões, idem. Sem diferença entre o maior e o menor, mas o ponto é quantos % dos torcedores de fato torcem pra seus times?

Estamos sempre vendendo a idéia de que temos X milhões de “clientes em potencial”, mas sabemos que não é verdade.  Essa pesquisa fará algum sentido mais impactante no mercado quando de fato descobrir quantas pessoas “torcem” por seus clubes, não o total de pessoas que escolhem um pra chamar de “meu time” meramente por obrigação cultural.

Não é preciso ter dinheiro e comprar a camisa de 200 reais pra ser torcedor. Mas é fundamental saber como está, quem joga e onde estará domingo que vem seu time para se dizer “torcedor”.

Essas pesquisas me soam como um simples e superficial dado para comprovar a força dos 12, o tamanho da necessidade brasileira em ter um time, e nada mais.

abs,
RicaPerrone