Arquivo da categoria: Ídolos

Bom para todos

Leia o post original por Rica Perrone

Imagine você que existem algumas pessoas que podem pagar um alto valor por algumas coisas exclusivas.  Imagine agora que na outra ponta existem pessoas que não podem pagar nada nem pra sobreviver dignamente. Entre os dois há em comum a paixão, os ídolos, o esporte, a música. Os sonhos. A ThanksFan! foi lançada hoje para …

Bom para todos

Leia o post original por Rica Perrone

Imagine você que existem algumas pessoas que podem pagar um alto valor por algumas coisas exclusivas.  Imagine agora que na outra ponta existem pessoas que não podem pagar nada nem pra sobreviver dignamente. Entre os dois há em comum a paixão, os ídolos, o esporte, a música. Os sonhos. A ThanksFan! foi lançada hoje para …

Vasco 2 x 0 Joinville | Thalles e o coração vascaíno

Leia o post original por Bruno Maia

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Os dias em que Thalles acerta, o torcedor vascaíno fica meio estranho. É tipo aquele coração já cansado de se apaixonar, de se entregar, tamanhas desilusões que já sofreu, quando vê um sorriso novo te encarando, mexendo com as esperanças. Mas logo em seguida, vem a vontade de negar o sentimento. Sucedem-se partidas medianas e é como se aquele novo amor não reparasse sua presença na festa. Volta o sentimento de “não, acho que não. Nada a ver”. Passam-se quatro, cinco festas, e ela volta a parecer que está dando alguma importância à sua presença. O coração sacode de novo.

Thalles e o torcedor vascaíno se relacionam assim. Talvez pela tenra idade do rapaz, a inconstância ainda é o maior inimigo dessa relação, onde os dois querem se apaixonar, mas ainda não inspiram confiança mútua. Porém quando o garoto acerta uma partida como a de ontem, dá vontade de transformar a esperança em certeza de gritar por aí que estamos produzindo um novo jogador de seleção brasileira, decisivo, com potencial de ídolo e que, peloamordedeus, não vendam esse moleque pelo primeiro tostão que aparecer. Julgando apenas pela idade, Thalles lembra muito Adriano, no início de carreira, só que é mais habilidoso do que o tronxo ex-mulambo. Quem é vascaíno e vê Alan Kardec dar passe de letra no São Paulo, se consolidar como nome de seleção, lembra do que era Alan Kardec com a idade de Thalles e não vê sombra de comparação. O potencial do thallesmã vascaíno é infinitamente maior. E ontem ele nos lembrou disso. Nos encarou a festa inteira, nos deixou com aquela sensação de que é capaz de nos botar rendidos de amores por ele.

Isso também tem a ver com a tal carência de ídolos que falei aqui semana passada, carência de jogadores identificados com a história do clube, etc. Por mais que existam jogadores já mais refinados que Thalles jogando no time de hoje, meu coração não balança por nenhum deles como faz quando o garoto acerta aquele passe que viria a dar no primeiro gol. Ou iniciar uma jogada no meio do campo, se infiltrar, antecipar ao zagueiro com velocidade e acertar uma cabeçada tão difícil quanto perfeita. Enquanto comemora o gol com sorriso no rosto, Thalles não vê o sorriso apaixonado de milhões de vascaínos imaginando tudo que aquilo pode ser um dia. Vascaínos imaginando a autoestima reerguida, querendo comprar a camisa 39 para dar pro filho ir vestido pra escola. Vascaínos sonhando com a chance de levantar a cabeça e desfilar entre os amigos com a gata mais foda da porra toda, camisa 9 da seleção… Era muito sorriso e suspiro para um gol só.

Na noite em que a gente acha que está se apaixonando de novo, a festa em si nem chama nossa atenção. É capaz de no dia seguinte, ao conversar com amigos, você saber de coisas que aconteceram ao seu lado e você não viu. Pois bem, diante da atuação de Thalles, o resto do jogo também não teve lá muita relevância. Mas o fato é que a partida não foi perfeita, como alguns jogadores acharam. Longe disso. Ontem o Vasco venceu em São Januário porque combinou uma partida em que algumas jogadas mais arriscadas conseguiram sair com uma noite extremamente infeliz do Joinville. Foi a segunda vez no campeonato em que vencemos o líder da competição por 2×0 em São Januário. Na primeira, contra o Ceará, o time teve mais autoridade, volume de jogo e consistência. Pra mim, segue sendo a melhor partida que fizemos na competição. Ontem, não. Foi uma vitória tranquila, com alguma imposição de jogo, mas o adversário esteve numa noite extremamente infeliz em que até o goleiro errava até saída de bola. Mas não vale nem a pena falar muito do resto.

Menos mérito do Vasco, mais uma noite ruim do adversário, mas daquele amor amor… nem me fale. Ainda.

Dias de luta com o Gladiador Vascaíno

Leia o post original por Bruno Maia

Um dia depois de vermos Messi no Maracanã, horas depois de ver o Muller mostrar quem é o alemão que vai quebrar o recorde do Ronaldo, voltamos para nossa realidade daqueles nomes que não vou escrever para não estragar o dia de vocês. Afinal, a Copa começou com jogos incríveis, cheios de gols, mas a verdade é que o que vem pela frente são dias de luta. Então, a chegada do Gladiador Kleber é mais que bem-vinda e promete ser o autógrafo mais disputado do elenco vascaíno durante o segundo semestre.

É verdade que Kléber e Douglas juntos são tão imprevisíveis que não há como se empolgar muito. Certos jogadores enchem muito mais de esperança pelas faíscas de lembranças que nos causam, mas esquecemos que só vieram parar no nosso time porque há muito tempo são incapazes de corresponder ao que nos lembramos deles. Infelizmente a vinda do Gladiador mostra muito mais uma baixa na carreira dele do que uma grande contratação da nossa diretoria. Mas é o que temos para hoje e já é muita coisa nesse mar de jogadores desconhecidos e que são incapazes de nos fazer lembrar de qualquer momento de brilho.

Kleber deve chegar para entrar na frente e jogar junto com Douglas. Eventualmente, pode substituir o grisalhinho e trabalhar junto com Thalles ou Edmílson na frente. O que parece é que Adílson vai ter que mexer no desenho tático que vinha usando. Com Kléber, o ataque com um homem de meio, apoiado por jogadores que abriam os jogo nas pontas, como Everton Costa, Yago, Marquinho, Montoya, não vai tem como ser mantido. O Gladiador ocupa uma faixa mais central do campo, mas não chega a ser um camisa 9 típico, homem de área, como Thalles e Edmílson. Acredito que este primeiro deva ser o titular ao lado de Kléber. O problema virá quando tiver que substituir Kleber. O elenco atual não tem jogadores com essa característica.

Considerando o atual momento, isso não chega a ser grave. Melhor ter a possibilidade dessa variação, com um jogador de potencial, que gera respeito dos adversários, que prende a marcação – o que eventualmente pode ser bom de combinar com as subidas do Yago, se o garoto jogar um pouco mais recuado – do que depender de um grupo exclusivamente de desconhecidos incapazes de nos gerar boas expectativas.

Tempos atrás falei aqui sobre a importância de contratarmos jogadores com nome para mexer com os brios e a esperança da torcida. Se confirmado, Kléber terá sido o melhor deles desde que Dinamite assumiu – não incluo o retorno de Juninho nessa lista. Um pouco tarde, no apagar das luzes, mas que renova a esperança de que o time possa encontrar um rumo.

Luganos, Concas e Valdívias

Leia o post original por RicaPerrone

Diego Lugano, Dario Conca e Valdívia tem algo em comum.  Talvez ninguém  note pois a parte técnica e a aparência física dos 3 não tem absolutamente nenhuma semelhança. Mas os três representam quase a mesma coisa para seus clubes.

Lugano é um “dios” no São Paulo. Um jogador idolatrado pela sua raça, postura e carisma. Fora do clube, é um zagueiro de algum respeito, hoje desempregado, muito longe de ser o zagueiro dos sonhos de qualquer grande clube. Mas, para o sãopaulino, nada pode ser mais perfeito que Lugano naquela defesa.

Valdivia é um jogador de bom nível técnico, reserva da sua seleção, nada cobiçado por clubes grandes da europa e que não tem, fora do Palmeiras, o papel de craque ou “soluçào”. Aos palmeirenses, no entanto, Valdívia representa muito mais do que um meia chileno de valor médio no futebol. Foi vestindo verde que ele debochou do rival São Paulo e conquistou um Paulistão que, na época, aliviava o sofrimento do torcedor palmeirense.

Dario Conca é o melhor jogador dos 3 que citei. Mas talvez o menos reconhecido internacionalmente, já que a referência de um jogador mundo a fora é sempre a seleção, lugar onde Conca não chegou.  Mas no Flu, aquele do Fred, existe antes de tudo o “Flu do Conca”. Para eles, internamente, Conca é o grande representante do Fluminense vencedor da geração recente. Para fora, este cara é o Fred.

E se você tentar discutir o valor destes jogadores com um destes torcedores vai se deparar com um abismo. Para tricolores, Lugano é um zagueiro fantástico que resolveria os problemas do São Paulo.

Na verdade ele é um jogador esforçado, de grande identificação com o clube, porém lento, violento e que fora do esquema de 3 zagueiros não rende metade do que rendeu no São Paulo. Ainda assim, um bom jogador.

Valdívia é um jogador de mercado restrito, tido como eterno machucado, jogador de pouca decisão e de muito mais polêmica do que futebol. Lá dentro, a esperança de gols e lances geniais.  Valdívia não é sequer destaque da seleção do Chile.

Conca foi pra China, ganhou muito dinheiro, não é sequer cotado para seleção e clubes maiores da Europa. No entanto, com mais um ou dois anos disputaria fácil o cargo de maior jogador da história do Fluminense, talvez. Fora dele, um meia argentino que ninguém compraria pra revender, mas sim pela entrega e regularidade.

Destes, 2 jogam novamente em seus “ex-clubes”. Um negocia para voltar.

Apenas Conca conseguiu manter o conceito que a torcida fazia dele. Valdívia perde este espaço toda quarta e domingo há mais de 2 anos. Lugano, aos 33, sem clube, fatalmente seria também menos jogador do que imagina o sãopaulino quando sonha com o mundial de 2005.

Vale a pena arriscar perder o “dios” Lugano para um zagueiro contestável?  Valeu o “mago” Valdívia virar o “chinelinho” para tantos ex-apaixonados?

Quando Romário, Ronaldo, Zico, sabemos buscar de volta um ídolo e um jogador absolutamente fora de série. Quando nos citados, há um risco.

Vale a pena correr este risco?

abs,
RicaPerrone

Tá na hora do Jordi

Leia o post original por Bruno Maia

Levando em consideração quase todas as mais recentes mudanças de Adílson no time, acredito que o Vasco está se encaminhando pra achar seu melhor time possível em 2014. Só que nesse contexto, está na hora de colocar o Jordi para jogar.

Venho batendo na tecla do planejamento de time. Contratações, promoções dos juniores, revezamentos nas escalações… Tudo isso deve responder a um planejamento de longo prazo. O fato de estarmos na série B nos permite (e obriga!) a isso. A subida dos jovens valores da base nos dão uma esperança maior do que jogadores de empresários que, na falta de alguém pra investir momentaneamente, os alocam no Vasco para conseguir vitrines e tirá-los no fim do ano. Quero saber quem fica. É um absurdo que depois da temporada passada, o goleiro Diogo Silva ainda tenha algum crédito dos profissionais do clube. Ok, vá lá, se entendem que ele é um bom reserva. Um time grande tem que pensar em ter no elenco quem possa ser titular. O perigo do jogador ruim no elenco é que uma hora ele é escalado. Não dá pra se pautar por isso.

Adílson tem conseguido organizar o time para que os jovens da base sejam promovidos e entrem no time fazendo funções que os permitam desempenhar bom papel e se firmar. Jordi já está merecendo uma oportunidade desde o ano passado. Ele, sim, pode ter um futuro no clube. Diogo Silva, todos sabemos, não tem. Jordi precisa ser preparado e para isso tem que jogar. Boa parte de seus companheiros de geração já estão no time, o que justifica ainda mais essa aposta.

A declaração de Adílson Batista de que o Jordi terá sua chance no momento certo ficou velha. O momento certo é agora. Não concordo, mas posso até entender não tê-lo lançado ano passado para não queimá-lo em meio a um time em frangalhos e a uma maldição que vinha desde a saída de Fernando Prass. Ok, poupou-se o menino. Mas agora é diferente. Todos sabem que Martín Silva é titular. O único representante vascaíno na Copa do Mundo é unanimidade com a torcida. Ocupar seu espaço por alguns jogos é a medida exata do que Jordi precisa. E fora que esta é a decisão mais acertada quando se pensa a longo prazo.

Alexandre Pessoal, um grande vascaíno

Leia o post original por Bruno Maia

NOTA | Infelizmente foi confirmada a morte cerebral do Alexandre Pessoal. Luz na sua passagem, amigo.

Força e solidariedade de todos os vascaínos para toda a família.

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urgente://// Vascaínos em estado de oração e fé por um de seus grandes representantes e defensores. Alexandre Pessoal, antes de ser filho de Erasmo Carlos, é um vascaíno convicto, intenso, genial e genioso, com um amor abnegado pelo clube. Durante anos esteve a frente da Vasco TV. Em 2011, foi o diretor musical do DVD Vamos Todos Cantar de Coração, quando tivemos a oportunidade de dividir nossa paixão pelo Vasco em prol do clube. Todos que o conheceram, hoje estão arrasados. A notícia precipitada de sua morte foi substituída pela esperança no fim da noite, ainda que o quadro seja gravíssimo. Nosso amor solidariedade e carinho para Erasmo Carlos e sua família. Gugu, como é conhecido entre os amigos, é uma camarada especial e sua recuperação merece toda nossa torcida. Como ele provavelmente diria: “Vai, filho! Sai dessa!”

Abaixo, um dos programas que Alexandre apresentou a frente da VascoTV.

Homenagem a Dener

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: GDA (via blog Incondicionalmente Vasco)

Hoje é impossível não lembrar do quão chocado eu fiquei há exatos 20 anos, vendo um ídolo morrer estupidamente. Mal sabia que duas semanas depois, seria o Senna. Aqueles também foram dias desleais, porém que foram honrados com o nosso tricampeonato.

Esta semana, o Globoesporte.com publicou um excelente especial sobre Dener, mostrando todo o brilho que o fez explodir no futebol brasileiro e os absurdos envolvendo o descaso do Vasco em resolver a situação de sua família. Para mim, Dener era uma coisa fora do normal. O que ele jogava não era futebol, como os seus colegas de gramado. Era uma parada diferente que eu não sei que nome tem. Dener parecia estar sempre em busca de algo de mágico no caminho entre o ponto que recebia a bola e aquela meta, 30 ou 40 metros a sua frente. Mais do que comemorar o gol, ele parecia querer dar uma risada meio Grande Otelo no fim do lance. Dener flutuava e olhava no olho do marcador. Tinha a marra e a explosão misturadas à candura do sorriso. Dener realmente tinha cara de menino, não parecia que iria envelhecer e jovem ficou.