Arquivo da categoria: Imprensa

O creme de avelã raiz

Leia o post original por Rica Perrone

Veja você que loucura. O Cristiano sacaneou o Atlético, Simeone fez um gesto “obsceno” e o melhor do mundo o repetiu em campo após atuação de gala. Lá, foi “rivalidade”. Aqui, seria 2 horas num mesa redonda qualquer de debate sobre o limite do entusiasmo após um gol. O futebol é tão lindo quando tratado…

Autodestruição

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Bolsonaro é um cara bruto, pouco diplomático e muito disso o levou ao cargo que ocupa. Quando compra briga com a imprensa ele divide opiniões: metade acha que ele sabe o que está fazendo, a outra metade que ele está postando qualquer coisa. Sou da segunda opinião. Embora eu tenha convicção de que na guerra…

Negócio, bom senso e bairrismo

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Estava sem dormir na noite anterior, aguentei até metade do segundo tempo e acabei pegando no sono. Não vi o Galo fazer 2×1 e nem sofrer o empate, logo, quando acordei hoje fui direto olhar quanto tinha sido o jogo. Lembrei de uma época onde os torcedores de Grêmio, Galo, Cruzeiro e Inter brigavam comigo…

Pesos e medidas

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Gringo no Brasil é Deus. Talvez o Brasil seja o único país do mundo que entenda a palavra “importado” como sinal de qualidade.  Coisa de povo colonizado, cultural, normal. Mas não podemos fazer isso pra sempre.  Embora compreensível, é uma idiotice. Todo treinador gringo que chega aqui é tratado pela imprensa com0 o salvador do…

E o “burro” era ele…

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Outro dia o Felipão foi massacrado pela imprensa brasileira porque perdemos de 7×1. Merecido ser criticado, é parte disso, cometeu erros. Mas entre a critica e o massacre está o ponto que destoa a audiência. Quanto mais babaca você for no ar, mais gente para pra ver. Gritos, piadas idiotas e radicalismo na opinião fazem…

Bom dia, cavalo!

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O período 2014-2018 é a maior desmoralização que os comentaristas de futebol já sofreram em todos os tempos.  De lá pra cá é dito com a propriedade tosca de quem ouviu falar algumas das maiores mentiras oficializadas do mundo. A Alemanha a sua super base, dita por dezenas de pessoas que nunca sequer foram até…

Quando vamos sair do armário?

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Toda vez que vou fazer alguma reflexão sobre a imprensa esportiva uso o “nós” pra não soar arrogante, mas eu não sou parte dela. Por opinião, acho uma bosta o que é feito. Por coerência faço diferente e por consequências trago resultados que sustentam minha opinião.

Nada pessoal, apenas um negócio.

Algumas vezes me irrita muito acima do normal, como hoje.  Corinthians x Palmeiras é um clássico, uma decisão e ninguém pagou ingresso pra ver espetáculo. Pagaram pra viver uma tarde memorável de disputa e óbvia tensão.

Espetaculo você vê contra o Novorizontino. Clássico é outra coisa.  Aí vem alguém e diz que esporte não é isso, e blá, blá, blá.  Mas vende NFL que tem por um dos seus maiores atrativos a pancada.

Vende Hockey no gelo, que é quase um UFC. Vende Nascar, onde os torcedores vão pra ver acidente, não a corrida.

Torcedor gosta de ver cenas épicas e ter história pra contar. Toda vez que um time perdendo um clássico não se destemperar, é fraude.  Vai alegrar o comentarista da tv? Vai. Mas a torcida, que é quem importa, não.

É NATURAL que numa decisão de futebol haja momentos de descontrole emocional. Estão pressionados, decidindo futuro, milhões vendo e cobrando, inclusive nós.  Algumas pessoas são sangue de barata, outras não. E quem jogou meia partida no condominio sabe disso.

Quem não jogou, nem sei porque comenta futebol.

É lamentável, é ruim, “nós odiamos ter que ver e relatar isso”. Aham! Olha as capas dos sites. Olha as perguntas das coletivas. 99% briga, 1% jogo.

Quem é que odeia o combustivel que te leva adiante?

Deixem de ser hipocritas. Todo mundo quer ver o circo pegar fogo. Não queremos morte, facada, briga de torcida. Mas um belíssimo empurra-empurra com leves tapas e cenas lamentáveis para esquentar o jogo de volta é sempre muito bem vindo.

Não?

Então desafio a imprensa que acha lamentável a promover o jogo de volta sem focar 99% na briga e sim no título.  Quer apostar?

abs,
RicaPerrone

O último dos moicanos

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Quem faz muita questão do que parece ser é porque talvez não seja mas precise.  Eu cresci sendo o aluno da ultima fileira e vi muito aluno burro ser exaltado por parecer dedicado. Passei de ano igual a todos eles, cheguei no mesmo dia na mesma formatura, mas professor nenhum confia em aluno de chinelo na última fileira.

Renato é o menino que corre no intervalo, que sai antes do sinal tocar, que pede presença e sai da aula. Que passar 20 minutos no banheiro, que começa a guerrinha de papel.  Renato não parece inteligente. É o típico aluno que o professor jura que “não vai dar em nada”.

Neste caso pode trocar professor por imprensa esportiva. Com a diferença que professor estuda pra dar aula.

Jornalistas são chatos por vocação. E os esportivos mais ainda, pois são invariavelmente frustrados por terem feito de sua paixão o mais próximo que conseguiram sem ser protagonistas.  Nós contamos a história de analfabetos de fama e poder, o que irrita qualquer sujeito formado que ganha 1% do que ganha o “maloqueiro”

“O futebol é uma benção”, a gente fala quando vê um imbecil rico com um mulherão. Mas e quando nos dá o rotulo de “especialista”, não é?

Coloque lado a lado Renato e Rene Simões, sem conhece-los bem, 99% da imprensa contrataria o Rene. 99% da imprensa erraria.

Renato gosta de mulher, de praia, bebe, não usa terno, ri, brinca com situações que levam a sério demais,  vence, perde, empata, e se banca.  Não tem medo do que acham dele. Do ódio a idolatria, ele é o mesmo Renato de 1980.  Autêntico. Alguém que é e não alguém que parece ser.

O título da Libertadores não coroa apenas um mito que já era mito antes do jogo. Refaz perspectivas e ensina que nem sempre o melhor é o menino da fileira um.  Ser dedicado, ser vestido pela avó e não falar palavrão não faz daquele menino uma promessa de sucesso.  Diria que ate o contrário.  Ele provavelmente será o bobo da turma.

O bobo da turma é o neto que toda vó queria, que toda mãe se orgulha e que todo pai se preocupa.

Renato parece ser o que é. E de sunga, na praia, tomando uma gelada olhando bunda passar enquanto ouve um samba, ele entrega o que hoje, de terno, falando bonito e agradando jornalista, ninguém entrega.

Entreguem-se.  Vocês erraram!

“Aquele neguinho que andava
Descalço na rua e ao leo
Assobiando beethoven, chopin
Porém preferindo noel
Foi assim se trasformando
Num singelo menestrel”

abs,
RicaPerrone