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Flamengo, o “mete-fofo”

Leia o post original por Rica Perrone

A Libertadores é uma vadia.

Daquelas que a gente olha, vê o problema e se enfia nele mesmo assim. É mais forte do que nós.

Ela joga sujo, aparece seduzindo, não deixa você esquecer dela e no menor indício de desinteresse ela aparece flertando com seu pior inimigo. E aí você vai lá igual um cachorrinho se submeter as mais absurdas condições só pra “estar com ela”.

Você sabe quem ela é e mesmo apaixonado por uma vadia parece não entender o que ela quer.

A Libertadores gosta de tapa na cara, Mengão. Pára de mandar flores, ela quer sexo. Só sexo.

Com amor você conquista o Brasileirão. Aos poucos, sem impacto, devagarinho. Essa aí é outra parada. Se tu não fizer, alguém faz.

Então, meu ex-malandro favorito, tira esse sorrisinho de cara, deixa a barba crescer e não chora quando goza.

Para de abrir a porta do carro pra ela. Ela acha você babaca quando faz isso, não um lorde. E pior: ela odeia lordes.

Tem conquistas fazendo amor e tem conquistas “trepando”.

Hoje você é um tremendo “mete-fofo”, Flamengo.
E pensar que tu já foi o malandro…

abs,
RicaPerrone

Flamengo: Uma igreja no inferno

Leia o post original por Rica Perrone

Ninguém abre uma casa de chá em Las Vegas. Em Londres não tem samba. E no Rio de Janeiro não é muito apelativa a “campanha do agasalho”.  Lei seca na porta de culto não arrecada nada, mas na saída da Olegário Maciel, dá muito certo.

Não existe uma fórmula infalível pra nada. Tudo funciona ou não dependendo de onde, com quem e quando.

O Flamengo jamais será uma Igreja. E se for, quando for, não será mais Flamengo.

O Flamengo não pode votar contra o mata-mata.

O Flamengo não pode ser o time menos polêmico do Brasil no dia a dia.

O Flamengo não pode jogar pra ricos apenas.

O Flamengo não pode ter um time de coroinhas.

O Flamengo precisa de algo inexplicável pra funcionar. E quando se faz tudo pra que ele funciona, é óbvio que, para ser inexplicável, ele não funcionará.

A diretoria do Flamengo é sim a melhor da história do clube e todos os títulos que o clube conquistar nos próximos 100 anos deverá uma parte a ela.

O que não significa ser uma ótima gestora de Flamengo.

De finanças, sem dúvidas. De Flamengo, tenho muitas.

A diretoria do time mais popular do país elogia a torcida que pôde ir num treino de graça. E diz em seguida: “mas nada vai mudar quanto aos preços”.

Ou seja. “Alô moleque que foi ontem lá e se emocionou, está pedindo pra virar meu eterno cliente! Tu não me interessa. Você é pobre!”.

E no mesmo dia grita que é grande porque tem 40 milhões, onde inclui os 35 milhões de pobres.

Não procurem mais o treinador vilão, o jogador enganador, nada disso. Note, é simples: o time do Flamengo é um departamento de uma empresa organizada.

Ele entrega o mínimo necessário, ninguém falta, batem cartão, não reclamam e vão pra casa. Quem vai ser demitido por falta de “algo mais”?

O Adriano teria saído do campo falando palavrão, o Pet teria mandado o Diego pra aquele lugar no meio do jogo, o Zé Roberto teria sido expulso e o Flamengo teria tomado o segundo e perdido.

Mas seria muito mais Flamengo do que empatar esse.

abs,
RicaPerrone

Corinthians e o empate sob medida

Leia o post original por Antero Greco

O Independiente Santa Fé até que pressionou, assustou um pouco ao abrir vantagem. Nada, porém, que abalasse o Corinthians, no jogo que ambos fizeram na noite desta quarta-feira, em Bogotá. No fim das contas, prevaleceu o 1 a 1, resultado sob medida para o campeão brasileiro, a um ponto da classificação para as oitavas de final da Libertadores.

A equipe colombiana precisava da vitória para saltar para a ponta. Era, portanto, quem entrou com responsabilidade de não decepcionar no El Campin. A turma de Tite, líder do Grupo 8 agora com 10 pontos, ficaria satisfeita com empate, já que encerra participação em casa, diante do Cobresal, lanterna com zero.

O roteiro é conhecido nesse tipo de situação. O Santa Fé foi pra cima, apertou, expôs a contragolpes, mas chegou ao intervalo com a vantagem, no gol de Otero aos 47 minutos. Merecido, porque o Corinthians tratou de segurar o ritmo, não se desgastar mais. Ainda mais que Tite optou por escalar todo mundo que jogou contra o Palmeiras, na derrota de domingo. A tropa sentiu o baque.

Na segunda fase, o Corinthians constatou o óbvio: dava para encarar o Santa Fé sem maiores riscos. Acelerou, apelou para o bom preparo físico, e empatou. Elias, aos 13 minutos, enfim voltou às redes, depois de meses de seca e estaleiro. Dali em diante, os corintianos meteram o pé no freio, desempenharam o papel que sabem de cor – o de defender-se – e apostaram no desespero do anfitrião. Deu certo. Quase deu muito certo, pois se corresse um pouco mais, haveria a virada.

O Corinthians ainda pode até fechar a fase de grupos com a maior pontuação – ou uma das mais altas. Isso é bom, porque lhe permitirá decidir em casa, sempre que pegar adversário que tenha feito menos pontos. Ou seja, cumpre os prognósticos que o davam como candidato forte na chave e na competição em geral.

E, não custa lembrar, essa equipe se reconstruiu nestes últimos três meses; a rigor, menos até do que três meses. Um fenômeno nada desprezível.

Timão e santa paciência

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians é líder do grupo 8 da Taça Libertadores, conseguiu a segunda vitória consecutiva, com o 1 a 0 sobre o Independiente Santa Fé, em casa, e alivia pressão de início de caminhada.

Então a torcida está confiante e acredita que o novo time montado por Tite pode repetir o sucesso do ano passado? Por enquanto, o recomendável é só esperança, porque está longe daquele de 2015.

Venderam os craques, Elias está machucado e o Tite, mesmo sendo o melhor técnico do país, se desdobra para montar o quebra-cabeças. Está a ponto de fazer milagres.

O Corinthians alcança resultados, mas não joga futebol vistoso; não encanta. Tanto que nas últimas partidas, vinha fazendo gols em cima da hora.

O Independiente Santa Fé conseguiu segurar os corintianos e, em alguns momentos, esboçou jogar de igual para igual. Por pouco, não voltou para casa com um ponto.

O primeiro tempo foi equilibrado. No Corinthians, Giovanni Augusto tentava e fazia algumas boas jogadas. E Rodriguinho era o outro jogador lúcido de um time lento, previsível, que errou passes a aceitou a forte marcação.

A grande chance alvinegra aconteceu numa falha da zaga adversária: Giovanni Augusto tocou para o gol, mas Balanta salvou em cima da linha. Em compensação, os colombianos quase abriram o placar num chute que desviou em Felipe e só não foi a gol, porque Cássio é goleiro de Seleção.

No segundo tempo, o equilíbrio se manteve. E o gol corintiano saiu aos 19 minutos, numa escapada de Rodriguinho pela direita. O creuzamento e o complemento de Guilherme para o gol.

Seis minutos depois, mais uma vez Rodriguinho mostrou talento ao dar ótimo passe a Fagner, que bateu mal na bola. Depois, tratou de segurar a vantagem e permitiu pressão dos colombianos, que flertaram com o empate nos minutos finais.

A Fiel deixou o Itaquerão aliviada com a vitória magrinha, percebe que há esforço para remontar o time. Mas fica a dúvida: como será hora em que vierem os jogos de mata-mata?

(Com colaboração de Roberto Salim.)