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Clima de Santos reacende Gabigol

Leia o post original por Antero Greco

Parece cascata, mas não é. Tem jogador que se dá bem em determinados clubes. Pode ir embora, por um tempo, desanda e se reencontra quando retorna. O mais famoso que me ocorre, sem forçar a memória, é Roberto Dinamite.

Lá por mil novecentos e bolinha, deu tchau para o Vasco e se aventurou a jogar no Barcelona. Quebrou a cara, voltou rapidinho para São Januário e, na reestreia, fez a farra em cima do Corinthians, com cinco gols na vitória por 5 a 2. Regressou para ser ídolo de vez.

Lembrei dessa história ao ver Gabigol marcar pela quarta vez desde que foi acolhido pelo Santos, após desastradas experiências na Inter e no Benfica. O rapaz deixou o carimbo dele na vitória por 2 a 0 sobre o Santo André, na noite deste domingo, na Vila. Anteriormente, havia mandado a bola pras redes contra Ferroviária, São Caetano e São Paulo.

Está feliz da vida. E a torcida alvinegra também, porque imaginava que seria difícil encontrar substituto para Ricardo Oliveira, que debandou para o Galo mineiro.

Gabigol tem 21 anos e as etapas na carreira se sucederam com muita rapidez. Apareceu no Santos como alguém que iria fazer a plateia esquecer Neymar, participou do grupo medalha de ouro nos Jogos do Rio, chamou a atenção dos gringos. Desembarcou na Itália cheio de confiança e, em pouco tempo, desencantou-se e murchou o ânimo dos italianos.

Teve aparições esporádicas na Inter, com menos de seis meses quase é despachado de volta para o remetente. O Benfica foi uma tentativa de recolocá-lo no mercado europeu e ver se o investimento não ia por água abaixo. Travou também em Lisboa. Gabigol não desabrochou em duas das cidades mais bonitas da Europa – e do mundo. E em dois times míticos.

A sorte lhe deu outra oportunidade, com a perspectiva de recomeçar tudo no Santos. E, ao menos por enquanto, não deve estar arrependido. Tem dado conta do recado, faz gols, recupera a autoestima. E, quem sabe?, no futuro possa tentar a Europa novamente.

Os desafios mais agudos virão com a Libertadores, as fases decisivas do Paulista e o Brasileirão. Mas como importa o presente, que curta o bom momento.

Só não pode botar na cabeça que é a salvação da lavoura santista ou que é o herdeiro de Neymar. Daí o caldo entorna. Seja Gabigol, que já estará de excelente tamanho. Respire fundo e encha o peito com os bons ares santistas.

 

Desafio para Gabriéis*

Leia o post original por Antero Greco

Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o popular Gabigol, tiraram bilhetes premiados e serão milionários com menos de 20 anos. Ambos mal saíram da fase de juvenis e já conseguiram fixar-se nos respectivos clubes, ganharam medalha de ouro olímpica, caíram nas graças do público e de Tite. Mais do que isso, receberam cheques gordos para concordar com a transferência para a Europa. O primeiro vai para o Manchester City em janeiro; o segundo se deixou seduzir por proposta da Internazionale de Milão.

Ambos se veem diante de guinada estupenda na vida e com pouquíssimo tempo de carreira. Jesus completou 19 anos em abril e Gabigol assoprará 20 velinhas depois de amanhã. Mas devem preparar-se para defrontar-se com o desafio de vencerem em dois centros glamourosos, porém difíceis e exigentes do futebol. Itália e Inglaterra oferecem muito, com a contrapartida de exigirem demais de profissionais.

Até aí, ok. Eles logo terão consciência do tamanho da responsabilidade. Além disso, terão de superar o estigma que acompanha jovens atacantes brasileiros que se aventuram no exterior. Não são muitos os que, na era moderna do futebol, vingaram digamos, com tenra idade. Em média, se deram bem na arte de fazer gols aqueles que bateram asas um tanto mais maduros.

Foi assim com Careca (Napoli), Bebeto (Deportivo La Coruña), Jardel (Porto), Jonas para lembrar um quarteto importante – e só o último está em atividade, a divertir-se no Benfica. Primeiro cansaram de carimbar redes por estas bandas; só então, calejados e com cicatrizes de botinadas nas canelas foram encarar zagueiros europeus.

Mesmo emigrando com alguma experiência, nem todos brilharam. Roberto Dinamite saiu com 25 anos, passou uma temporada no Barcelona e fez o caminho de volta para casa. Luizão tinha 22 anos, quando se mandou para o La Coruña e resistiu a um campeonato. Adriano partiu para a Inter com 19 anos, mas rodou por Fiorentina e Parma até se fixar em Milão, entre os 22 e os 26 anos. Dali em diante, vida e obra entraram em parafuso. Pato saiu quase adolescente do Inter e nunca foi ídolo no Milan. Aos 21, Keirrison se maravilhou com a perspectiva de vestir a camisa do Barcelona e quebrou a cara.

Com 18 anos, Jô embarcou para o CSKA, de Moscou, e parecia exceção à regra. Desandou a fazer gols até despertar interesse do Manchester City. Na Inglaterra, travou. Ainda passou pelo Everton antes de ir para o Galatasaray. No regresso ao Brasil, jogou no Inter, teve o melhor momento no Atlético-MG – defendeu a seleção na Copa de 14! –, até ir pra Arábia e de lá pra China.

Exceção pra valer só Ronaldo. Não por acaso ganhou o apelido de Fenômeno. Saiu do Cruzeiro para o PSV, com 18 anos; e, da Holanda, ganhou mundo com Barcelona, Inter, Real Madrid, Milan. Conquistou títulos e prêmios, superou duas contusões terríveis e terminou a carreira no Corinthians.

A conversa toda nesta crônica não é para secar, agourar, zicar os Gabriéis (com o perdão do plural que magoa os ouvidos). Serve para mostrar que a Europa implica riscos para atacantes em formação. Ressalve-se que os rapazes são talentosos e atualmente o amadurecimento se processa de maneira rápida.
Na teoria, a missão de Jesus será menos árdua, pois jogará numa equipe que tende a ter sistema leve e de muito toque de bola, à maneira de Guardiola. Já Gabigol entrará num clube com dinheiro farto (de indonésios e chineses) e pressionado pela ausência de títulos, após o penta italiano entre 2006 e 2010. Gabriel pode esquivar-se do comando do ataque, com a alegação, correta, de que funciona bem na armação. Assim não o verão como homem-gol.

Por ora, resta curtir o que for possível. Gabigol voltou da Itália e jogou o segundo tempo do jogo com o Figueirense. Gabriel Jesus desfila a arte dele no Mané Garrincha, no clássico que o Palmeiras faz hoje com o Fluminense. E a torcida verde já começa a ter saudades dos prodígios dele…

*Crônica publicada em parte da edição deste domingo do Estadão.

No mundo de Dodô, ninguém esperava pelo chamado de Dunga

Leia o post original por blogdoboleiro

Dodô estava dormindo em seu apartamento em Milão. Os pais do lateral esquerdo, “seo’ Benê e dona Lurdinha estavam na frente da tevê, na casa da família em Campinas, quando viram o nome do filho na tela, dentro da lista dos convocados por Dunga para os dois jogos da seleção brasileira contra Argentina (dia 11, em Pequim) e Japão (dia 15, em Cingapura). A assessoria de comunicação do jogador teve que correr para produzir alguma repercussão.

Ninguém do mundo de Dodô esperava pela convocação de Dunga.

O atleta tomou conhecimento quando acordou e, a caminho do banho, chegou as mensagens no celular. Lá estava o recado do pai, todo feliz com a volta à seleção do Brasil.

Dodô tem 22 anos e passagens por seleções de base. Foi campeão sul-americano Sub-17 (2009). Formado na base do Corinthians, teve que disputar posição com Roberto Carlos quando subiu ao time profissional. Não ganhou na confiança do técnico Mano Menezes, que apontava “uma certa timidez” em campo do jovem talento. Só atuou em 19 partidas nos três anos em que esteve no elenco principal.

Em 2011, foi emprestado ao Bahia. Disputou 31 partidas e fez dois gols. Num lance com o zagueiro Bolívar, então no Internacional, ele sofreu lesão no joelho e teve que passar por cirurgia. Mesmo assim, a Roma decidiu contratar o lateral que adora subir ao ataque e, antes de ganhar experiência profissional, subia o tempo todo.

Nesta quarta-feira, Dodô soube que vai à China com o time do Brasil, mas nem fez muita festa. Conversou com os pais por telefone e seguiu para o treinamento na Internazionale, clube onde joga desde o início da temporada, emprestado pela Roma. Nesta quinta, o time milanês vai enfrentar o Dnipro pela Liga Europa.

Na Itália, o novo escolhido de Dunga diz ter aprendido a segurar o ímpeto ofensivo, jogando do lado esquerdo da primeira linha de quatro jogadores da defesa. Nos amistosos da pré-temporada, ele jogou como titular da Inter e ganhou elogios do técnico Walter Mazzarri. Nos dois primeiros jogos do Campeonato Italiano (contra Torino e Sassuolo), ele começou como titular.

A experiência na base da CBF pesou na convocação do jovem atleta que volta a vestir a amarelinha, desta vez na seleção adulta.

E ele nem esperava por isso.    

A ADEG informa: substituição no time da Internazionale…

Leia o post original por Emerson Gonçalves

 

…Sai Moratti, entra Thohir.

É isso, não resisti a uma velha lembrança de outras eras, quando o alto-falante do Maracanã anunciava alguma substituição. Não que desse para ouvir muito bem, mas essa frase acabou marcando. Acho eu que mais pelo Canal 100 do que ao vivo no estádio, o que eu, paulistano, só fiz duas vezes antes da ADEG virar SUDERJ, quando o Estado da Guanabara deixou de existir.

Agora, um duplo click no ícone “Máquina do Tempo” e voltamos ao presente, quando o futebol é muito, muito diferente daquele de outrora. E, por favor, nem melhor, nem pior, mas diferente, adaptado à realidade de um tempo impensável, tantas e tão grandes foram as transformações do mundo, no mundo e em todos nós.

A tradicional Internazionale de Milão, ou Inter, simplesmente, mudou de controlador, pois 70% de seu capital foi adquirido por Erick Thohir. Gravem esse nome, acredito que vai ser muito comentado.

Thohir é indonésio e ainda jovem, tem somente 42 anos, o que explica sua “baixa”colocação na lista Forbes dos bilionários do mundo: 736º mais rico. Começou a construir sua fortuna nos anos 90, quando voltou dos Estados Unidos, recém-formado. Concentrou sua atenção e investimentos em empresas de mídia e no esporte. Em alguns casos juntou o melhor dos dois mundos, com suas empresas transmitindo atividades esportivas nas quais ele participava ou era o dono. Sinergia…

Segundo a Forbes, não gosta muito de esportes como golfe ou tênis, prefere o basquetebol e o futebol, com suas disputas acirradas, entre times e jogadores. Na Indonésia é dono de um time de basquete e outro de futebol, acumulando, ainda, funções como dirigente da confederação de basquete do Sudeste asiático.

Antes de chegar à Itália e à Internazionale, Thohir já era um dos donos do Philadelphia 76ers, como um dos membros do consórcio comprador (Will Smith e sua esposa são sócios, também). Foi o primeiro asiático a ser dono, mesmo parcialmente, de um time da NBA. Depois do basquete, ele adquiriu o DC United, repetindo o que já fizera em seu país, colocando um pé no basquete e outro no futebol.

Thohir não faz o gênero Abramovich e dificilmente irá injetar dinheiro na Inter da mesma forma como fez o magnata russo no Chelsea, ou fazem agora os novos donos do Manchester City e Paris Saint-Germain. Inteligente, em seu discurso de posse como presidente mandou um recado claro:

“Será importante para a nova administração fazer da Internazionale um time vencedor, que jogue bonito e emocionante para ver, que goze de boa saúde financeira para competir em nível internacional. O mundo do futebol está mudando, o Fair Play Financeiro não é um aspecto secundário. Nosso objetivo é tornar esse clube mais forte.”

Nesse sentido, o novo presidente vem fazendo declarações sobre a importância da base e o aproveitamento de jovens valores para o time principal, como essa: “Meu sonho? É usar mais jogadores da base, que estão indo muito bem em seu campeonato.” Fala-se, igualmente, na vinda de jovens dos Estados Unidos, em treinamento no DC United. Seria mais fácil e movimentado se ao invés de Washington o United estivesse em Brasília, trocando a proximidade da Casa Branca pela do Alvorada.

A perspectiva hoje é que o clube consiga sanear suas finanças e volte a ter um time competitivo, o que é muito importante para a base de negócios de Thohir, a Indonésia, onde os nerazzurri tem mais de dois milhões de torcedores ou de fãs. Sinergia, lembram?

 

Post scriptum I

A edição do diário esportivo espanhol Marca desse domingo, traz como um dos destaques a posse de Thohir na Internazionale (ver P.s. II sobre essa questão do gênero), e a chamada não poderia ser mais bombástica:

“¿Comprar a Messi, por qué no?”

Não creio. Na verdade, vendo a resposta completa – “¿Comprar a Messi, por qué no? Hablaré con el entrenador” – fico com a impressão de uma fina ironia.

Para dar um temperinho a mais, o Marca relembrou entrevista de Thiago Motta à TV da Inter, há um mês, quando ele disse que “se Messi deixar o Barça, a Inter é o primeiro time para o qual ele vai”.

Então tá e haja sinergia para tanto.

Fica o registro para o leitor do OCE e, convenhamos, não deixa de ser legal para um começo de domingão.

 

Post scriptum II – O ou A?

Vale a regra, tal como fez a Redação do portal GloboEsporte na chamada em destaque para esse post: O Internazionale.

Mas, é aquela coisa, né? Meio paulistano, meio caipira, ou mezzo paulistano, mezzo caipira, criado em família com raízes italianas e caboclas, sempre foi a Inter, como sempre foi a Juve, a vecchia signora. Então, num texto de caráter autoral, tenho me dado o luxo de escrever em desacordo com a regra.

Que fique registrado, porém, o que é correto.

 

Internazionale confirma o que o São Paulo ainda tenta esconder

Leia o post original por Quartarollo

moratti

morattiA Internazionale, de Milão, de forma oficial informou que desistiu de contratar o atacante Lucas do São Paulo porque não tem como concorrer com a proposta do Paris Saint Germain pelo atleta. Segundo o presidente do clube italiano, Massimo Moratti … Continuar lendo


O dia em que o Real Madrid não quis Roberto Carlos

Leia o post original por Quartarollo

roberto carlos

roberto carlosEssa quem me contou foi o amigo José Lázaro, o homem que mais entende de bastidores e de tabelas na Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Lázaro, sempre um empresário bem informado, foi contatado no início da década de 90 por … Continuar lendo


O dia em que o Real Madrid não quis Roberto Carlos

Leia o post original por Quartarollo

roberto carlos

roberto carlosEssa quem me contou foi o amigo José Lázaro, o homem que mais entende de bastidores e de tabelas na Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Lázaro, sempre um empresário bem informado, foi contatado no início da década de 90 por … Continuar lendo



Brunoro critica a incoerência de Ronaldo

Leia o post original por Quartarollo

brunoro

brunoroJosé Carlos Brunoro não gostou da intromissão de Ronaldo na negociação de Paulinho que acabou ficando no Corinthians. Jogador tinha boa proposta da Internazionale, de Milão, mas resolveu ficar com ótima valorização salarial proposta pelo clube. Brunoro representava o Audax … Continuar lendo



A “gangorra” de Juventus e Internazionale no Calcio

Leia o post original por André Rocha

O que pode acontecer no duelo entre um time tradicionalíssimo, maior vencedor em seu país, em processo de reconstrução com arena nova, comprometimento, bom time e campanha invicta e histórica, apesar dos 14 empates em 29 jogos, jogando em casa e uma equipe envelhecida, destroçada por maus resultados e desempenho irregular, sem brios e comando firme?

Em futebol, tudo. Ou apenas o óbvio, ainda que por caminhos surpreendentes.

O massacre esperado da rediviva “Vecchia Signora” sobre a decadente Inter em Turim nem aconteceu na primeira etapa. Muito pelo resgate das duas linhas de quatro que equilibrou os neroazzurri nas oito vitórias seguidas no início do trabalho de Claudio Ranieri.

Com o jovem Poli bloqueando as eventuais descidas de Pirlo – mais plantado no 4-3-3 inicial de Antonio Conte, a Inter deixava a iniciativa e a posse de bola para o adversário (terminou os primeiros 45 minutos com 31%) e saía em velocidade procurando Forlán e Diego Milito. Buffon salvou a Juve com pelo menos quatro intervenções importantes.

O time bianconero funcionava melhor pela direita, com o uruguaio Caceres, substituto de Lichtsteiner, Pepe e o apoio de Vidal para cima de Nagatomo e Obi. Foi pouco e o time de Milão teve o controle do jogo marcando e assustando nos contragolpes.

Primeiro tempo: Juventus no 4-3-3 com Pirlo mais contido e tridente ofensivo pouco efetivo; Inter no 4-4-2 que obteve melhor encaixe com Ranieri se fechou e deu trabalho a Buffon nos contragolpes.

Conte foi perfeito ao trocar Bonucci e Del Piero por Pepe e Matri. O 4-4-2, com Vidal mais aberto à direita, encaixou a marcação pelo “espelhamento”, deu mais liberdade a Pirlo como meia central, Chiellini foi deslocado para a lateral-esquerda e o setor ganhou força e qualidade.

Mesmo com a timidez de De Ceglie e uma certa displicência de Vucinic, a Juventus manteve o domínio da posse de bola, porém com mais contundência. Pirlo apareceu na bola parada cobrando escanteio na cabeça do iluminado Cáceres, que já tinha sido decisivo na semifinal da Copa da Itália contra o Milan e encaminhou o triunfo com testada tão simples quanto bisonha foi a defesa da Inter, incluindo Júlio César. Impressiona uma retaguarda com o goleiro brasileiro e ainda Maicon, Lúcio e Samuel, pilares do time campeão de tudo em 2010 com José Mourinho, errar tanto e não inspirar mais confiança alguma.

Conte trocou Vucinic por Quagliarella, que perdeu gol feito com o jogo já definido. Mais uma das 12 conclusões bianconeri contra seis dos visitantes. O toque de categoria na frente veio mesmo com Del Piero, ídolo que aceita a reserva e quando aparece costuma ser decisivo. Assistência perfeita de Vidal, o melhor em campo, e gol do eterno camisa dez para consolidar de forma ainda mais simbólica no “Derby d’Italia” o abismo entre os gigantes italianos.

No 4-4-2, Juventus cresceu com Vidal pela direita, Pirlo solto e Del Piero decidindo na frente; Inter com três atacantes no final pouco criou e expôs ainda mais as fragilidades defensivas.

É hora da Internazionale pensar em renovação, de elenco e comissão técnica. Ranieri até tentou arrumar a equipe na segunda etapa com Faraoni pela esquerda na vaga de Obi, liberando Nagatomo, além de soltar três avantes na troca de Poli por Pazzini. Só que o time parece sem forças para reagir. Nos jogos e na temporada. O momento pede mudanças radicais, mas sem rasgar o dinheiro que anda escasso na Europa.

A Juve ainda acredita no 28º scudetto apesar dos quatro pontos de vantagem do líder Milan, mas a jornada de recuperação já deu frutos, como a vaga garantida na Liga dos Campeões, a presença da final da Copa da Itália contra o Napoli e a visibilidade de campanha condizente com o tamanho do clube. Mais importante que a invencibilidade de 33 partidas ou qualquer variação tática de Conte é manter o clima de comunhão que contagia jogadores, dirigentes e os tifosi.

Na “gangorra” do calcio, a maior campeã da história volta a ficar por cima e a grande vencedora do Século XXI parece tocar o chão. Sinal dos tempos.