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Opositor de Leco vai ao MP para tentar provar que não articulou invasão

Leia o post original por Perrone

Em nota oficial, o São Paulo insinuou que a invasão ao seu CT por torcedores teve o dedo da oposição, mais especificamente de Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, derrotado na última eleição para a presidência do clube. Ao blog, ele confirmou que esteve no sábado retrasado na escola de Samba da Torcida Independente, mas negou que tenha articulado o protesto.

Newton afirmou que vai encaminhar autorização para o Ministério Público quebrar seus sigilos fiscal e telefônico a fim de que o órgão investigue a acusação feita pelo clube. Em seu comunicado oficial sobre o tema, o São Paulo declarou que o ato foi “infelizmente fomentado por figuras que recentemente participaram de festejo com uma das torcidas presentes”. Em entrevista coletiva, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente são-paulino, também demonstrou acreditar que o ato teve a participação da oposição.

“Pedirei ainda a quebra de sigilo telefônico e fiscal/financeiro de toda a diretoria do São Paulo, assim poderemos verificar todas as questões”.

Henrique Gomes, o Baby, presidente da Independente, principal torcida organizada do São Paulo, também negou que o movimento tenha sido articulado pela oposição e que uma das motivações seja a decisão da diretoria de parar de dar ingressos para as uniformizadas. “Mentira. Torcedor comum e organizadas estiveram presentes. Se não damos um chacoalhão agora, ano que vem é Série B”, disse o torcedor.

Abaixo, veja na íntegra nota encaminhada por Newton ao blog sobre o assunto.

“Adoro samba, inclusive sou um dos compositores, e disputei na escola de samba Dragões da Real, o samba enredo do carnaval de 2017, que perdi para um samba que considero melhor que o meu.

Estive na escola de samba Torcida Independente, no sábado passado, fui na quadra da Rosas de Ouro e, posteriormente, sugeri a criação do sócio torcedor uniformizado, proposta que encaminhei ontem ao presidente do Conselho para que a diretoria analisasse.

Enviarei uma autorização na segunda feira, para o Ministério Público Estadual, autorizando a quebra do meu sigilo telefônico, fiscal/financeiro, para que sejam investigadas as acusações feitas pelo comunicado do SPFC.

Pedirei ainda, a quebra do sigilo telefônico, fiscal/financeiro de toda a diretoria do SPFC, assim poderemos identificar todas as questões.

Outrossim, informo que em janeiro, foi divulgada declaração do Leco, onde afirmava categoricamente, na folha de São Paulo, a doação de 1.500 ingressos por jogo as organizadas”.

 

“Mato um, mato cem!”

Leia o post original por Rica Perrone

Ó, que surpresa! Torcedores organizados foram ao CT sábado de manhã e quebraram, roubaram, agrediram e invadiram.  Quem diria? A camisa de uma torcida organizada no Brasil representa o direito a ser julgado coletivamente e, portanto, livrar-se de qualquer punição por suas atitudes enquanto cidadão. Você se veste de organizada e vira “a torcida do”. …

Na primeira semana da Copa, craques ofuscam falhas de organização

Leia o post original por Perrone

Em uma semana, a Copa do Mundo no Brasil registrou alguns vexames históricos. O maior deles foi a invasão de torcedores chilenos à sala de imprensa do Maracanã.

Porém, logo na abertura, os holofotes do estádio do Corinthians falharam, uma parte se apagou. Numa simples partida de primeira divisão de campeonato estadual, já seria um erro grave. No jogo inaugural de um Mundial é inadmissível.

Outra marca registrada da Copa em solo brasileiro é o fato de os produtos acabarem logo nas lanchonetes dos estádios. Indagado por este blogueiro sobre a falta de comida, Ronaldo, membro do COL (Comitê Organizador Local), fez graça. Disse que “é um problema mundial, a fome”.

Para sorte da Fifa e do COL, no entanto, a competição também está sendo marcada por jogaços. Craques como Robben, Van Persie, Suárez, Rooney, Messi, Neymar, Müller e Drogba fazem a parte deles e ofuscam as falhas grosseiras na organização do evento. Graças a eles, a Copa no Brasil pode vir a ser lembrada como o Mundial dos grandes jogos, e não o campeonato dos vexames. No final, todo mundo fala mais dos golaços do que da cena bizarra no Maracanã.

A invasão

Leia o post original por RicaPerrone

Eu estava entrando no exato momento da confusão. Do lado de fora torcedores do Chile não muito bem intencionados estavam parados ao lado de um portão qualquer. Não tinham ingresso e nem teriam como conseguir. Mas estavam em grupo ali esperando alguma coisa.

Não entendi. Até que entrei e segundos depois ouvi um barulho quando aparentemente alguém da equipe de uma ambulância tentou entrar no portão para trabalhar. As imagens abaixo explicam melhor do que eu.

 

Só que eles não entraram na arquibancada. Aquele portão levava a sala de imprensa.  Imagine você, 100 torcedores entrando correndo sem saber onde daria e dando de cara com a imprensa do mundo todo.

Correram, foram pegos, quebraram, tentaram, e foram em cana.

Um ato pensado e selvagem de uma duzia, que levou mais uns 80 na cola deles quando viram o portão aberto e gente entrando. No video acima você vê um policial dizendo pro chileno: “Voce tem filho porra!”, achando um absurdo um pai ter colocado a criança naquele risco por um jogo de futebol.

As fotos abaixo eu que fiz também.  A invasão, a sala de imprensa, o tumulto, enfim.  Um vandalismo estúpido. Mas causado por uma minoria. A enorme parte dos chilenos se comportou muito bem no Maracanã.

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Invasão ao CT corintiano causa conflitos na segurança pública

Leia o post original por Perrone

A invasão ao CT corintiano gerou cobranças entre autoridades de segurança pública. Algo semelhante ao que acontecera após a briga de torcedores do Atético-PR com vascaínos na última rodada do Brasileirão, quando uma crise atingiu os setores envolvidos.

Nos bastidores, o Governo Federal pressiona, desde dezembro, os órgãos responsáveis para darem uma resposta dura aos seguidos crimes cometidos por membros de organizadas. Isso faz com que um setor coloque pressão no outro.

No caso do vandalismo no CT alvinegro, o judiciário é uma das partes mais cobradas. A Polícia Civil se esforça para dizer que cumpriu seu dever ao levar pelo menos dez suspeitos para a delegacia, apesar de apenas dois deles terem ficado presos. O terceiro detido foi preso por porte de arma, sem ligação direta com a invasão. Os policiais alegam que sem a ajuda da Justiça não conseguirão punir os responsáveis.

Já a polícia militar, também é criticada. Dois promotores ouvidos pelo blog reclamaram de a PM ter ido ao CT e não ter prendido ninguém no dia. A Polícia Militar se defende alegando que o clube só relatou agressões e roubos quando os torcedores já tinham saído.

Há também no MP insatisfação pelo fato de uma série de medidas para o combate aos torcedores violentos, como a criação de delegacias especializadas, ainda não ter saído do papel. As queixas frem o Governo Federal, mais especificamente no Ministério da Justiça.

Assim, enquanto as agentes de segurança pública não falam a mesma língua, os vândalos brigam até com torcedores do mesmo time, espantam criancinha na arquibancada, como ocorreu em jogo do Corinthians no Pacaembu, e esganam jogador.  O peruano Guerrero está de prova.

Corinthians adota segurança armada no CT e usa novidade para rechaçar greve

Leia o post original por Perrone

Após a invasão de vândalos ao Centro de Treinamento do Corinthians, o local passou a ser vigiado até por seguranças armados. O reforço é usado por integrantes da diretoria alvinegra como argumento de que não há motivo para o Sindicato dos Atletas de São Paulo tentar uma greve em busca de mais proteção para os jogadores.

Além do uso de armas de fogo, a segurança no CT pelo menos dobrou desde o ataque do último sábado.

A presença de vigias com revólveres sofreu contestação dentro da diretoria, mas foi adotada sob a alegação de que os invasores estavam armados com estiletes e pedaços de pau. Além de agirem com violência até contra mulheres. Duas funcionárias foram agredidas pelos intrusos, segundo os cartolas corintianos. Quem é contra os armamentos no CT teme o risco de um grave confronto em caso de novo ataque.

Garantia de segurança eficiente é o ponto central das reivindicações do sindicato, que ameaçou organizar a greve, afirmando agir a pedido dos jogadores, caso a reivindicação não fosse atendida.

Para diretores corintianos, no entanto, as medidas tomadas cobrem as exigências. Além disso, o presidente do clube, Mário Gobbi, bate na tecla de que a violência é um problema de segurança pública. Na tarde desta sexta, o sindicato descartou a greve no final de semana.

Desde sábado, santistas costuram apoio a corintianos e desagradam cartolas

Leia o post original por Perrone

Desde o último sábado, após a invasão ao CT do Corinthians, jogadores do Santos trocam figurinhas com os atletas corintianos a respeito de um movimento de protesto contra o ato violento.

Nesta terça, a diretoria santista soube que as conversas evoluíram no sentido de seus jogadores apoiarem uma greve com profissionais de todas as equipes do Campeonato Paulista no próximo fim de semana e apadrinhada pelo Sindicato dos Atletas de São Paulo.

Até a publicação deste post, a direção do clube não foi comunicada oficialmente pelos jogadores da intenção de apoiar os corintianos, mesmo assim, já há cartolas contrários a ideia. Uma das teses é de que os jogadores deveriam negociar uma paralisação com apoio da Federação Paulista e das direções dos clubes para evitar uma afronta à entidade e aos empregadores.Nesse cenário (improvável) as diferentes categorias mostrariam juntas o descontentamento com a ação hostil.

Mas existe também entre parte da cartolagem santista o sentimento de que o rival não merece o apoio santista. Isso porque no ano passado o time do litoral queria adiar o jogo contra o Corinthians, marcado para logo depois dos traumáticos 8 a 0 diante do Barcelona. Segundo dirigentes e conselheiros santistas, o time da capital foi contra a mudança.

4 estragos feitos pela invasão ao CT corintiano

Leia o post original por Perrone

1 – Reforços

O Corinthians já sofria com a falta de dinheiro para renovar um elenco desgastado. Agora corre o risco de encarar também a rejeição de atletas que estejam em seus planos. É comum jogadores se recusarem a ir para clubes em conflito com torcedores (vândalos, na verdade). Ou pedirem mais do que o normal para aceitar o convite. O Palmeiras passou por isso recentemente.

2 – Saídas

A maneira como os jogadores corintianos reagiram à ação dos vândalos no CT mostra que estão sem a mínima paciência para conviver com a insegurança no trabalho. Assim que passou o susto, eles perguntaram à diretoria o que aconteceria com o clube se não entrassem em campo contra a Ponte. Nesse cenário, o Corinthians passa a enfrentar o risco de ver jogadores pedindo para deixar o Parque São Jorge.  Pelo menos em tese, é possível atletas conseguirem liberação na Justiça alegando falta de segurança para trabalhar.

3 – Nervosismo

Contra a Ponte Preta, ficou claro o abalo emocional do time, que teve duas expulsões e voltou a jogar mal. Mas as horas de terror vividas no CT impedem cobranças da diretoria sobre jogadores e comissão técnica nesse momento. Ou seja, o alvinegro perderá tempo precioso até poder reiniciar sua tentativa de reorganização.

4 – Política

O episódio faz ferver ainda mais o caldeirão político no Parque São Jorge. A crise é um prato cheio para a oposição, composta em boa parte por ex-aliados. A ala formada pelos que já estiveram ao lado da diretoria, aliás, é mais barulhenta do que a oposição tradicional.

Pressão é normal, mas sem violência!

Leia o post original por Neto

Corintianos invadem CT na manhã deste sábado

Corintianos invadem CT na manhã deste sábado

Fui jogador do Corinthians por quase 7 temporadas. Nesse período, sem falsa modéstia e aceitem os que me odeiam ou não, era cobrado como o principal jogador do time. Era o maior responsável por fazer os gols e decidir as partidas. Quem viveu esse período sabe disso. E como qualquer mortal vivia às vezes alguns momentos difíceis. E aí a torcida caia matando! A pressão era enorme e tive que aprender a lidar com aquilo. Cheguei a tomar uns tapas, algo que repudio de fato, mas viver com cobrança foi meu ritmo de vida nesse período.

Neste sábado alguns torcedores organizados invadiram o CT Joaquim Grava para cobrar o time. Tenho três coisas a dizer: primeiro que a invasão em si é errada. Afinal o clube é um local privado. Em segundo lugar, violência, coisa que pelo que soube não existiu, também é uma coisa abominável. Agora a pressão, com todo respeito, é a coisa mais normal do mundo. Sobretudo nesse esporte aqui no Brasil onde a paixão ultrapassa na maioria das vezes a razão. Se a boleirada do Timão não quer ser pressionada, mude de profissão. Ora bolas, se o cara ganha uma bala tremenda e rende pouco, precisa ser cobrado. Senão pela direção do clube, pela torcida. Mas repito, sem violência!

Até pelo avanço da mídia, hoje a repercussão das coisas é muito maior do que no meu tempo. Esse tipo de comportamento da torcida pode ser o termômetro de que a direção do clube precisa mudar radicalmente alguma coisa. Do jeito que as coisas estão não dá pra ficar. E não é nem pela goleada sofrida pelo Santos não. A crise técnica vem desde o Brasileirão do ano passado. Parece que a equipe ganhou a Recopa e deu um apagão nos caras. Agora é tempo de recomeçar. E com uma baita pressão a tira colo.

Em tempo: Que fique clara uma coisa! Se existiu violência de alguma forma, com jogador ou com algum outro funcionário do clube, que os culpados sejam punidos. Porque aí se transforma em caso de polícia. Aliás, invasão de um lugar privado já é um caso de polícia. Furto nem se fala, né?