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‘Porta-voz’, Lugano diz que momento crítico o fez se reaproximar do futebol

Leia o post original por Perrone

Há um pelotão de jornalistas buscando respostas para a crise do São Paulo. No alto da escada na sede da Federação Paulista de Futebol aparece Raí. Profissionais se preparam para ouvir o executivo de futebol do clube do Morumbi. Mas ele abre uma porta lateral e se retira. Lugano, superintendente institucional tricolor, toma a direção oposta e se dirige para a muvuca. Com paciência, responde sobre tudo. Atrito entre Jean e Mancini, possível vinda de Pato, críticas da torcida, chegada de Cuca. Sempre sem nervosismo.

A cena ocorrida nesta quinta (21), após a reunião sobre detalhes das quartas-de-final do Campeonato Paulista, mostrou um “porta-voz” com sotaque carregado representando o clube em momento de crise. Não que Raí tenha saído de cena, ele havia dado entrevista na noite anterior depois do empate da equipe com o São Caetano.

Na FPF, foi a vez de o uruguaio, de estilo despojado, metido num blazer e vestindo calça jeans, dar sua cara à tapa. Ele tem sido cada vez mais presente no futebol do clube, apesar de seu cargo não estar diretamente relacionado ao departamento. Perguntado por este blogueiro sobre sua proximidade com o cotidiano da equipe, ele disse: “o momento exige”. Então, quando a crise passar, vai se afastar? “Provavelmente, como eu já fiz (antes)”, respondeu o uruguaio, rindo.

O discurso na diretoria, porém, é de que mesmo quando a tempestade se for o ex-zagueiro vai continuar ligado ao futebol. Raí e o presidente Leco pediram sua reaproximação, após certo distanciamento, e entenderam que ele deveria estar ainda mais presente do que antes. E sendo mais ouvido em casos importantes. Seu perfil é considerado diferente do ostentado pelo ex-meia. É visto como mais enérgico, enquanto o executivo de futebol é tido como ponderado. A direção acredita ser importante esse contraste para criar equilíbrio. Lugano também é definido como um personagem importante para administrar o vestiário.

No salão no térreo do prédio federação, ele mostrou habilidade na administração de temas espinhosos diante da imprensa. Foi assim ao negar que o fato de Vagner Mancini ser treinador interino deu força para o goleiro Jean se insurgir contra o técnico. E também para rechaçar a tese de que o arqueiro desrespeitou a instituição que Lugano tanto defende. “Não, ele estava de cabeça quente, já passei 20 mil vezes por situações assim”, afirmou.

O uruguaio baseia seu discurso na tese de que problemas sempre acontecem, mas que agora, graças ao universo digital, os vazamentos são mais frequentes e tudo ganha uma proporção maior. E como resolver o problema? “Jogando melhor, tentando ganhar o Campeonato Paulista, que talvez não tenhamos valorizado na minha época (como jogador)”, declara.

Sem fechar a cara ou alterar o tom de voz, Lugano foi apagando incêndios, transformando entrevistas em bate-papo. “Eu e Raí sabíamos onde a gente estava se metendo”, afirmou ao comentar as críticas da torcida.

Diferentemente de quando chegava forte nos adversários em campo, Lugano foi gentil até ao falar de jogador adversário. Isso aconteceu ao ser questionado pela reportagem do site “Meu Timão” sobre o zagueiro Bruno Méndez, contratado pelo Corinthians. “Menino com um perfil muito bom, acho que o Corinthians contratou um ótimo jogador. É difícil no futebol que um jogador novo tenha essa visão, essa perspectiva de mundo (que o compatriota tem). Desejo o melhor do mundo pra ele. E ele é zagueiro, uruguaio”, derreteu-se o dirigente são-paulino.

Depois de cerca de 30 minutos atendendo a imprensa e tentando compartilhar a imagem de um São Paulo que se preocupa com a crise, mas não entra em desespero por causa dela, Lugano deixou a federação com pinta de bombeiro.

Com Arthur Sandes e José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

 

 

Palmeiras vê Jean como opção e não planeja trazer volante se Tchê Tchê sair

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Caso se concretize a venda de Tchê Tchê para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, o Palmeiras não deve ir ao mercado em busca de um substituto. Na avaliação da diretoria Jean ocupará naturalmente o espaço.

Depois de operar o joelho em janeiro, o volante e lateral ainda não atuou em 2018. Atualmente, ele pode ser considerado a quinta opção como volante. Porém, a direção acredita que Jean, com ritmo de jogo, não deixará a desejar em relação ao colega que tem proposta para sair.

Mais do que se preocupar com a possível perda de Tchê Tchê, a diretoria alviverde comemora a chance de lucrar com um reserva pelo qual não precisou pagar para adquirir 100% dos direitos econômicos. A venda para o clube ucraniano foi encaminhada por 4,8 milhões de euros (cerca de R$ 20,6 milhões). O atleta acertou com o alviverde após o término de seu contrato com o Audax.

Para o negócio vingar, falta o acerto entre jogador e Dínamo, além de ele ser aprovado em exames médicos.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

 

Cinco problemas que se repetem no São Paulo

Leia o post original por Perrone

Em cerca de dois anos e meio como presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Sila, o Leco vê  problemas se repetirem incomodamente. A falta de solução causa mudanças constantes na comissão técnica e na diretoria, mas a maioria não surte o efeito esperado. Abaixo, veja cinco desses problemas recorrentes.

1 – Erros em campo

Passes errados e falhas individuais, especialmente na defesa, são problemas que perseguem o São Paulo nas últimas temporadas. Rogério Ceni e Dorival Júnior caíram sem encontrar solução. Diego Aguirre já viu em sua estreia que terá dificuldade para se livrar deles.

2 – Substituto de Rogério Ceni no gol

A aposentadoria do ídolo deixou uma preocupante lacuna no gol tricolor. Dênis, Sidão e Renan Ribeiro não conseguiram se firmar na posição. Jean, a bola da vez, sofreu um baque ao sair catando borboleta no cruzamento que gerou o gol da vitória contra o São Caetano. A falha foi pontual e está longe de indicar que ele não é o cara certo pra posição. Mas é preciso ver como o goleiro vai reagir ao golpe.

3 – Inconstância de Cueva

A trajetória do peruano no Morumbi é marcada por altos e baixos. Ele alterna grandes partidas (cada vez menos) com atuações apagadas. Constantemente recebe críticas de cartolas e membros da comissão técnica por suposta falta de comprometimento. Em janeiro, num momento de atrito com a diretoria, o jogador chegou a pedir para não atuar contra o Mirassol. Depois pediu desculpas e voltou o time. Ele já tinha sido multado por atrasar em seis dias sua reapresentação à equipe no início da temporada. O camisa 10 foi substituído por Marcos Gilherme no primeiro confronto das quartas de final e não participará do segundo, nesta terça, no Morumbi, por estar com a seleção peruana.

4 – Trocas na comissão técnica

Os últimos dois treinadores contratados por Leco foram demitidos com menos de nove meses no cargo. Ceni ficou seis meses e Dorival Júnior oito. Diego Aguirre assinou contrato por nove meses e perdeu na estreia para o Azulão comandado por Pintado. O treinador adversário é um dos que simbolizam as trocas na comissão técnica tricolor. Auxiliar que deveria ser fixo, ele foi afastado após a chegada Dorival. Por sua vez, Aguirre, depois do começo ruim, certamente já será pressionado se o São Paulo não conquistar a vaga para as semifinais. De quebra, ele tem a sombra de André Jardine, auxiliar que encanta parte considerável dos conselheiros.

5 – Busca por diretor de futebol que resolva os problemas com rapidez

O rodízio de diretores e executivos no departamento de futebol é uma das características da administração de Leco. Já passaram pelos cargos nomes como Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Oliveira, Luiz Cunha e Vinícius Pinotti. Atual diretor remunerado, Raí ainda não conseguiu solucionar com rapidez antigos problemas. A contratação de Aguirre, mais por vontade sua e de Lugano do que do restante da diretoria, aumenta a pressão sobre o ex-jogador.

 

 

 

Opinião: derrota do SPFC no ABC ressalta benefício injusto ao Corinthians

Leia o post original por Perrone

Não foi por jogar fora de casa que o São Paulo perdeu neste sábado (17) por 1 a 0 para o São Caetano. O time da capital até tinha a maioria dos cerca de 5 mil torcedores no Anacleto Campanella. Mesmo assim, o resultado ajuda a entender como foi injusta a decisão da Federação Paulista de permitir ao Bragantino mandar sua partida desta tarde contra o Corinthians no Pacaembu. O fracasso são-paulino reforça também a bagunça no Estadual.

Mesmo jogando na segunda casa alvinegra, a equipe do interior pode vencer. Mas o jogo seria muito mais complicado para os corintianos em Bragança. Assim como seria mais difícil para o Azulão bater o São Paulo com um confronto no Morumbi e outro no Paulo Machado de Carvalho. Se o primeiro duelo das quartas de final do Paulista tivesse acontecido na capital, apesar do mando do São Caetano, a presença da torcida tricolor seria maior. Consequentemente, a pressão sobre o adversário também aumentaria.

Claro que o teórico desequilíbrio na competição provocado pelo benefício ao Corinthians não tem nada a ver com a falha de Jean no gol do São Caetano e a fraca exibição são-paulina. Porém, não há como negar que essa falta de igualdade existe, não só em relação à equipe de Diego Aguirre e ao próprio Azulão, mas também em referência aos demais participantes desta fase.

Por outro lado, também não dá pra ter pena do São Paulo, que no ano passado jogou duas vezes contra o Linense pela mesma fase e avançou às semifinais com dois triunfos. E nem do Palmeiras, que 2015, na etapa de grupos, viu o Audax ser mandante no Allianz Parque e venceu por 3 a 1.

 

Tricolor FINALMENTE pode ter um sucessor de Ceni

Leia o post original por Craque Neto

Depois da aposentadoria do ídolo Rogério Ceni o São Paulo tem encontrado sérias dificuldades para encaixar um goleiro de alto nível. Todo mundo da diretoria (eu não!) achava que o Denis supriria essa carência. Até porque já estava há um bom tempo no clube. Vamos falar a verdade? Não deu certo. Depois tentaram outro nome da posição, o Renan Ribeiro, que veio do Atlético/MG. Até que não falhou tanto, mas está longe de ser unanimidade. Talvez falte carisma e personalidade ao jogador. Aí a pedido do próprio Ceni, quando ele esteve no comando técnico, a diretoria foi buscar erradamente o […]

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Bigode e Jean salvam o Palmeiras na Libertadores! Apesar da vergonha no final…

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Que jogo esse do Palmeiras na Libertadores, hein? Nunca vi um time ir tão rápido do céu ao inverno. No primeiro tempo a equipe do técnico Eduardo Baptista passou vergonha e viu o Peñarol deitar e rolar jogando em Montevidéu. Abriu 2 a 0 e poderia até ter sido mais tamanha a apatia da boleirada dentro de campo. A impressão que tive é que psicologicamente os jogadores estavam até abalados por todos os problemas internos que vinham acontecendo nos últimos dias. Mas a equipe que voltou para o segundo tempo nem parecia a mesma. Pelo amor de Deus! Jogadas de […]

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Palmeiras, vantagem para não perder na reta final

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A combinação de resultados dos principais jogos deste domingo foi extraordinária para o Palmeiras. O líder bateu o Figueirense por 2 a 1, foi a 64 pontos. Cumpriu, portanto, a parte dele. Mas foi ajudado, por tabela, com derrotas do vice-líder Flamengo (2 a 1 para o Inter), que se manteve com 60, e do Atlético-MG (3 a 2 para o Botafogo), estacionado em 56.

A vantagem verde é de 4 pontos, teoricamente pequena, pois faltam sete rodadas até o encerramento – ou 21 pontos em disputa. Mas que pode se transformar em diferença enorme. Vai depender de Cuca e seus rapazes para navegarem rumo ao título sem maiores turbulências.

A vitória sobre o Figueira, a 19.º até agora no atual torneio, não foi suave. O resultado não veio com naturalidade, na base da superioridade incontestável. O Palmeiras teve trabalho, por limitações próprias e, claro, pela postura do adversário, agora forte candidato ao rebaixamento. Cuca fez modificações na equipe, sobretudo nas laterais e no meio-campo, com entrada de Fabiano, Egídio e o deslocamento de Jean.

No primeiro tempo, morno, não houve lances de destaque. O Palmeiras jogou com freio de mão puxado; o Figueirense tampouco foi pra cima. Muito toque pra cá e pra lá, sem emoção para a torcida.

Na segunda parte, o Palmeiras decidiu arriscar-se, como manda o protocolo de quem briga por título. Apertou um pouco, criou oportunidade com toque de letra de Moisés. Logo em seguida, uma jogada importante: Gabriel Jesus salta na área, com Bruno Alves, e o juiz Benevenuto marca pênalti. Pra mim, disputa pela bola e nada além disso. Jean cobra e abre o placar.

Com isso, o Palmeiras cresceu, acalmou-se, tocou a bola com inteligência e sem pressa. Chegou ao segundo gol, de novo com Jean, e teve chance do terceiro, em falta de Jean que Gatito Fernandez defendeu. O Figueirense diminuiu com Rafael Silva e esforçou-se para chegar ao empate. Os catarinenses reclamaram ainda de pênalti a favor, em jogada de Egídio sobre Rafael Silva. Pra mim, foi.

Ou seja, o Brasileirão segue com suas polêmicas. Não há rodada em que não surja discussões. Independentemente disso, o Palmeiras tem seguido firme no caminho da taça. Já são 14 rodadas de invencibilidade, 13 em primeiro lugar. Conta com o melhor ataque e uma das defesas menos vazadas.

Curiosamente, porém, é visto como um líder frágil e em crise. Vai entender…

 

Palmeiras acorda no segundo tempo e abre vantagem na Copa

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras começou a caminhada em busca do quarto título da Copa do Brasil como se deve: com vitória folgada em casa e sem chance para a zebra passear. O atual campeão do torneio encarou o Botafogo da Paraíba com postura diferente daquela de outros tempos, em que se estrepou diante de rivais como Santo André, ASA de Arapiraca, Vitória, Ipatinga, Ceará. Lascou já 3 a 0 e encaminhou bem a vaga para as quartas de final, no confronto marcado para daqui algumas semanas.

Mas pensa que foi fácil? O placar engana. No primeiro tempo, a turma de verde (ops, de azul, com uniforme igual ao do Fernando Prass) dançou miudinho. Cuca mandou a campo praticamente todo o time titular e ainda assim não teve moleza. O Botafogo, bem ajustado, deu trabalho, ensaiou finalizações e impediu que os donos da casa ficassem folgados. A torcida ficou com a pulga atrás da orelha no Allianz Parque.

A mudança veio em dois episódios. No primeiro, a troca de Cleiton Xavier por Allione. O meia argentino deu mais mobilidade ao time. O segundo lance, e decisivo: o pênalti que o paraense Drewson da Silva marcou sobre Rafael Marques aos 9 minutos. A falta aconteceu, mas fora da área. Uns centímetros apenas, o suficiente para enganar o bandeirinha, que avisou o juiz, mas o pé de Rafael estava do lado de cá. Jean cobrou de maneira impecável e fez 1 a 0.

Daí em diante, a porteira abriu. O próprio Rafael ampliou aos 18 e Tchê Tchê fez um golaço aos 36. O Palmeiras cumpriu o dever dele, Cuca pôde fazer observações já para o clássico com o São Paulo, daqui uma semana, no próprio Allianz, mas notou que, se a marcação aperta, a equipe se enrosca. É preciso encontrar mais variações de jogadas, como na segunda etapa. E, se Cleiton Xavier anda aquém do esperado, Dudu voltou a ser fundamental. Quando ele está bem, o resto do grupo também melhora.

 

Na volta de Luan, a vitória palmeirense

Leia o post original por Antero Greco

O jogo estava empatado, por causa de dois gols logo no início – Gabriel Jesus de um lado, Alan Patrick de outro.  Já se passavam mais de dez minutos do segundo tempo e o Flamengo jogava melhor.

Foi quando técnico Cuca chamou o atacante Luan para entrar no estádio Mané Garrincha, que recebeu o maior público do Brasileiro até agora: mais de 54 mil pagantes.

Vocês imaginam o que deve ter sentido o Luan?

Ele estava voltando a vestir a camisa palmeirense, depois de ter saído do clube sem muito prestígio. Após uma contusão gravíssima que o afastou dos campos por muito tempo, ninguém esperava que voltasse a jogar pelo Palmeiras.

Mas lá estava ele, com a camisa 39, grandalhão, dedicado e obstinado. Tão obstinado que nos tempos do Felipão chegou a jogar até na lateral-esquerda. Neste domingo, não. Substituiu Matheus Sales, entrou para ser atacante pelo setor esquerdo.

E não é que o Palmeiras, que vinha sendo dominado pelo Flamengo de Zé Ricardo, acabou se impondo? Exatamente pelo lado dele. O time carioca começou a se encolher e a equipe de Cuca voltou a jogar como no primeiro tempo, quando foi bem melhor.

As chances verdes apareceram. Aos 19 minutos, o zagueiro Leo Duarte desviou a bola com a mão, mas o juiz não viu o pênalti. Aos 22, Muralha fez grande defesa. Aos 26, depois de um toque por cobertura, o Palmeiras faria o segundo gol com Gabriel Jesus, nas o zagueiro César Martins voou para espalmar. Dessa vez o juiz marcou o pênalti e o Flamengo ainda ficou com dez jogadores.

Para essa história terminar como num conto de fadas, Luan teria de bater pênalti e daria a primeira vitória como visitante a seu time no Brasileiro deste ano. Mas quem cobrou foi Jean.

O Palmeiras ganhou de 2 a 1, merecidamente, e Luan voltou a vestir a camisa do clube.

(Com participação de Roberto Salim.)