Arquivo da categoria: Jorge Sampaoli

Argentino vai dar certo na Vila?

Leia o post original por Craque Neto

Mesmo com um desencontro de informações, a diretoria do Santos praticamente garantiu que o argentino Jorge Sampaoli será o novo técnico do clube para a próxima temporada. Ele chega para substituir o Cuca, que deixou a Vila no fim do Brasileirão. Mas a dúvida que fica é: será que finalmente iremos ver um treinador gringo dar certo em terras brasileiras? Sinceramente não acredito. Com exceção feita ao trabalho realizado na Seleção do Chile, onde ele deu sorte de pegar nas mãos a melhor geração da história do País, o restante da carreira como técnico foi bem meia boca. Aliás, as […]

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Tranquilizado por Tite, Ganso descarta pedir para sair do Sevilla agora

Leia o post original por Perrone

Sem ser aproveitado no Sevilla, Paulo Henrique Ganso tem recebido constantes sondagens de clubes brasileiros. Santos e Grêmio estão entre os que já manifestaram interesse em repatriar o jogador. Porém, o meia e seu estafe não têm planos para pedir uma transferência agora em busca de mais visibilidade.

A recente conversa com Tite, que esteve na Espanha e disse entender o período de adaptação dele ao futebol espanhol, acalmou o atleta em relação às suas chances de disputar a Copa da Rússia. Por isso, encontrar um time para ser titular agora não é visto como algo fundamental em busca da vaga no Mundial do ano que vem.

A ideia é que o empresário do atleta, Giuseppe Dioguardi, só converse com a diretoria do Sevilla sobre o futuro do jogador após ao final desta temporada. A partir daí, se não houver a perspectiva de ele ser aproveitado, será sugerida a negociação com outro clube europeu para que Ganso jogue com frequência e conquiste seu espaço na seleção. Voltar ao Brasil no segundo semestre também não faz parte da estratégia. Seria um retrocesso. Além disso, a negociação com um clube brasileiro é vista como muito difícil por questões financeiras.

No momento, Ganso está convencido de que deve treinar sem reclamar, pois o time está bem, briga pelo título Espanhol e não há como criticar o técnico Jorge Sampaoli por sua ausência.

O que acontece com o Ganso?

Leia o post original por Craque Neto

Sempre exaltei o Paulo Henrique Ganso como um dos últimos grandes meias armadores do futebol brasileiro. Desses personagens raros que pensam o jogo e dão o toque de qualidade na partida. A bola que esse rapaz jogou no início da carreira no Santos é impressionante. Tanto é que muita gente colocava o Neymar como coadjuvante dele naquela dupla sensacional. Agora o que vem acontecendo com ele no Sevilla é de chamar a atenção. O técnico Jorge Sampaoli, que foi inclusive quem o indicou ao clube espanhol, só o critica e não tem lhe dado oportunidades. Segundo o comandante argentino o […]

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Pizzi, outro técnico argentino em alta

Leia o post original por Antero Greco

Os técnicos argentinos continuam cheios  de moral.

O mais novo nessa constelação é Juan Antonio Pizzi, o Lagarto, apelido dos tempos de jogador de futebol.

Pois o Lagarto, aos 48 anos, anda exibindo sorriso enorme pelos campos norte-americanos, neste centenário da Copa América. Por causa da campanha do Chile, seleção sob o comando dele, que passou pela Colômbia e vai à decisão diante da Argentina de Messi & Cia., domingo, em Nova Jersey.

“… Uma Roja indestrutível. A máquina ruge. Esta seleção, a chilena, parece um bólido perfeito…” , sentenciou na primeira página o jornal El Mercurio, após os 2 a 0 marcados logo no início do jogo da noite de quarta-feira, posteriormente paralisado por duas horas e meia, em virtude de uma trovoada que caiu sobre Chicago.

Quando Pizzi foi confirmado como substituto de Jorge Sampaoli, em janeiro, muita gente ficou desconfiada. Afinal, Sampaoli tinha desempenho brilhante com a equipe vermelha e até se chegou a falar dele na seleção brasileira.

E o Lagarto, quem era?

Esclarecimentos são necessários: embora ainda jovem, e com a carreira de técnico no início, tinha uma história de artilheiro, que passava pela Argentina e pela Espanha, com títulos pelo Barcelona, de 1996 a 98, época em que jogou ao lado de Rivaldo. Também naturalizado espanhol, jogou pela “Fúria” o Mundial da França, em 1998, com direito a um gol marcado.

Sendo assim, era alguém de nome, com títulos já como técnico pela Universidade Católica do Chile e pelo San Lorenzo, da Argentina.

Uma tentativa ousada dos dirigentes chilenos, que foram buscá-lo no Leon, do México, no começo do ano. Chegou e já ficou com moral.

A participação chilena na Copa América diz tudo. Como escreveu o jornalista Enzo Garrido, de El Mercurio: “A Roja está outra vez onde lhe agrada: a uma partida da eternidade.”

Que venham os argentinos!

(Com participação de Roberto Salim.)

CBF procura Sampaoli, mas só para ouvir sugestões

Leia o post original por Perrone

A CBF quer ouvir sugestões de pelo menos um treinador rival da seleção brasileira: Jorge Sampaoli, técnico do Chile. O argentino recebeu um convite de Gilmar Rinaldi para conversar com a comissão técnica comandada por Dunga. No primeiro telefonema dado pelo coordenador de seleções da CBF, Sampaoli não respondeu se aceita o convite.

O argentino tem dúvidas se Dunga reagiu bem à ideia. Porém, o técnico brasileiro está em sintonia com Gilmar no projeto de reunir técnicos estrangeiros para discutir o futebol nacional.

A meta do coordenador era juntar vários treinadores de outras nacionalidades de uma só vez, mas ele encontra dificuldades por conta da agenda de cada um. Assim, pode realizar encontros individuais.

O blog procurou Gilmar para falar sobre o assunto, no entanto, seu celular foi atendido pela assessoria de imprensa da CBF que declarou que informações só serão divulgadas por meio do site da entidade.

Campeão da Copa América, Sampaoli se transformou num dos estrangeiros mais desejados pelos times brasileiros desde o ano passado.

O São Paulo foi clube que mais se aprofundou nas negociações. Após a saída de Muricy Ramalho, Carlos Miguel Aidar, acompanhado do empresário e ex-volante Bernardo Silva, que tem bom relacionamento com o argentino, mas não é agente dele, teve uma longa conversa com treinador.

Durante a Copa América, foi a vez de Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, tentar a contratação em vão.

Por sua vez, apesar de querer ouvir Sampaoli e outros estrangeiros, a CBF mantém a postura de rejeitar técnicos de fora do país no comando da seleção. E assegura que Dunga segue firme no cargo.

 

Santos sonhou com Sampaoli. Agora mira Alexandre Gallo

Leia o post original por Perrone

A diretoria do Santos, inquilino da zona de rebaixamento do Brasileirão, concluiu que não pode mais manter Marcelo Fernandes como treinador do time. Acredita, após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio, no domingo, que ele está desgastado e tem até dúvidas sobre se o técnico quer continuar no posto. Assim, a palavra de ordem é tentar definir um substituto já no início desta semana.

A busca é por um treinador experiente. O sonho era o argentino Jorge Sampaoli, mas a realidade mais próxima é Alexandre Gallo.

O blog apurou que Modesto Roma, presidente do Santos e que assistiu à final da Copa América como convidado da Ambev, ouviu de uma pessoa próxima ao treinador do Chile que o campeão da competição não pretende conversar com nenhum clube agora. E que ele considera difícil conciliar as Eliminatórias da Copa de 2018 com o trabalho num clube, já que não pretende deixar a seleção chilena. O Santos até aceitaria dividir o profissional.

Assim, a cúpula santista voltou suas atenções para o mercado interno e viu poucas opções. Mano Menezes, desempregado, não agrada ao presidente. Oswaldo de Oliveira, que chegou a ter um acerto adiantado com Modesto mas foi vetado pelo Comitê de Gestão do Santos, está descartado. Isso mesmo após dois cartolas que barraram o treinador terem sido afastados.

Nesse cenário, Alexandre Gallo, ex-coordenador das categorias de base da CBF, passou a ser desejado. A seu favor pesa o fato de conhecer o clube do qual foi jogador e treinador, além de ter experiência no trabalho com jovens atletas.

Modesto chega do Chile nesta segunda e marcou para o final da tarde uma reunião, que terá a participação do ex-jogador e consultor de futebol Clodoaldo, para discutir a troca de treinador.

 

Chile de Vidal em festa e Messi de novo é vice com a Argentina

Leia o post original por Quartarollo

Foi uma longa espera. Valeu à pena. Chile pela primeira vez na história campeão da Copa América depois de empate no tempo regulamentar e na prorrogação, 0 x 0, com a Argentina.

Na decisão por pênaltis os chilenos converteram com categoria e só Messi deixou sua marca pela Argentina. Higuain e Banega perderam.

Chile fez 4 x 1 com direito a cavadinha de Sanchez para completar a série e iniciar a festa no estádio Nacional.

Vidal foi o grande jogador do time superando Aránguiz, o próprio Sanchez, o goleiro Bravo e Valdívia.

O quase ex-palmeirense saiu de campo substituído por Mathias Fernandez e esbravejou contra o técnico Sampaoli.

Esta foi a última imagem de Valdívia na Copa América. A outra foi na comemoração com filho no colo e mais calmo um pouquinho.

Na Argentina, que sem dúvida tem jogadores mais qualificados que o Chile, muita coisa não deu certo. O time completou 22 anos sem conquistar a Copa América.

Di Maria fazia boa partida até sentir contusão muscular no meio do primeiro tempo. Ele saiu para dar lugar ao tosco Lavezzi e a Argentina perdeu a força de ataque.

Messi até tentou incomodar no primeiro tempo, mas depois sumiu do jogo.

Só reapareceu no último minuto armando um belo ataque que Lavezzi não concluiu e errou ao tentar passar uma bola muito forçada para Higuain perdendo a chance de evitar a prorrogação.

Messi fica devendo de novo em uma final pela Seleção Argentina a exemplo do que aconteceu no Maracanã na Copa do Mundo contra a Alemanha.

Seria seu primeiro título com a Seleção principal. De novo é vice e já é pela terceira vez que isso acontece.

Restou a luta de Mascherano, de novo um gigante em campo com a camisa argentina.

Ele joga mais na Seleção do que no Barcelona onde é apenas um zagueirão improvisado.

Título coroa o bom trabalho do técnico do argentino Jorge Sampaoli, técnico do Chile, e mostra que Tata Martino, o argentino que dirige a Argentina, não tem sido grande ganhador nos últimos tempos.

Passou em branco no Barcelona, e por isso saiu para dar lugar ao vencedor Luiz Henrique que ganhou tudo nessa temporada, e com a seleção era seu primeiro torneio oficial.

Agora resta a Martino provar o seu trabalho nas Eliminatórias sul-americanas

 

 

 

 

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Chile 2 x 1 Peru

Leia o post original por Mauro Beting

Na semifinal entre Chile e Peru tivemos um jogo bem disputado, com ambas as equipes atacando e com boas estratégias guiadas pelos seus comandados, Jorge Sampaoli e Ricardo Gareca, respectivamente. O Chile marcou os três gols da partida, sendo dois de Vargas e um de Medel, contra.

O Chile, sob a batuta de Jorge Valdivia, aos gritos de Jorge Sampaoli, como de costume, começou intenso. Propondo o jogo, tomando a iniciativa da partida, com intensidade, marcando com as linhas altas, com triangulações, intensa movimentação, muita troca de passes, bom volume de jogo, envolvendo a seleção peruana. Diaz fazia a saída de 3, recuando entre os zagueiros.

Ricardo Gareca levou a campo um time com uma típica proposta: contra-ataque. Há quem pense que seria como o Uruguai, jogando por uma bola. Não foi. O Peru assustou e muito os chilenos. O 4-4-2 peruano tinha nas extremidades da segunda linha, Carrillo no flanco direito e Cueva pelo lado esquerdo. No ataque, boa movimentação do conhecido Paolo Guerrero e Farfán.

POSICIONAMENTO ANTES

A escalação inicial de Gareca, com Zambrano na zaga. O Chile mantinha o intenso 3-4-3/4-3-1-2.

 

O esquema era compacto, negava os espaços e saía com velocidade nos contra-ataques, acionando os laterais, principalmente no flanco direito, Advíncula que buscava Paolo Guerrero no ataque. Farfán, Cueva e Guerrero se movimentavam bastante no campo de ataque. O atacante do Flamengo se movimentava, saía da área, fazia o pivô, abria espaços para penetração de Farfán e Cueva. Sem a bola, o 4-5-1/4-1-4-1 dificultava as ações ofensivas chilenas. Lobatón era uma das armas peruanas no ataque. Como pede um meio-campista moderno, ele desarmava além de se aventurar pelo ataque, arriscando chutes de fora da área.

A estratégia do ex-treinador do Palmeiras parecia dar certo. Mas só faltou combinar com o juiz José Argote e com Zambrano, zagueiro da seleção vermelha e branca. Aos 20’min da primeira etapa, Zambrano é expulso após dar uma solada em Aránguiz. Gareca precisava mudar. Perder um zagueiro quando necessita ocupar os espaços é necessário mudar. O técnico argentino se vê obrigado a recuar ainda mais sua seleção. Colocou o zagueiro Christian Ramos e tirou o meia Christian Cueva. Apesar de tirar um meio-campo e colocar o zagueiro, o Peru não abdicava de atacar, com ligação direta para Paolo Guerrero que, com auxilio de Farfán, a seleção peruana assustava nas jogadas aéreas. O 4-1-4-1, virou 4-4-1, com Guerrero isolado no ataque.

POSICIONAMENTO DEPOIS

Com a expulsão de Zambrano, o 4-4-2 virou 4-4-1, com Guerrero isolado.

O Chile aumentou se volume de jogo e com muita troca de posições, movimentação ofensiva, o gol sairia. Aos 42’min, Sánchez cruzou na entrada da área, pelo flanco esquerdo, Aránguiz entrou como elemento surpresa fez o corta luz e Vargas, em posição irregular, no segundo poste, empurrou para o fundo das redes. 1 a 0.

Na etapa final, o Chile voltou com menos intensidade. Dando alguns espaços para o Peru criar. Esperava o contra-ataque para matar o jogo. O Peru criava mais que Chile e começa a assustar os chilenos, mesmo com 1 a menos, com mais objetividade.

Em bom avanço peruano pelo flanco direito, Guerrero saiu da área, fez o pivô, tocou para Advíncula, que cruzou. Medel tentou cortar e empurrou para o fundo das redes. 1 a 1.

Com o gol sofrido, o Chile saiu para o ataque. Marcando bem, Vargas recuperou a posse de bola, após erro de passe de Guerrero no campo de defesa peruano, e arriscou belo chute de fora da área. Gallese, o goleiro peruano, que estava adiantado, não teve chances de defender. 2 a 1.

O gol incendiou o jogo. O Peru se manteve no jogo, mesmo com o placar adverso. Gareca colocou Pizarro no lugar de Carrilo, buscando mais uma referencia na área. Tentando o gol de empate na bola área, já que a defesa chilena é baixa.

O Peru tentou colocar a bola na área, mas, desgastado fisicamente, não conseguia prender a bola no campo de ataque, para colocar a bola na área para a dupla de ataque. O Chile gastou o tempo , tocou a bola e ainda teve a chance de decretar a classificação com Vidal, que errou o chute.

No fim, Chile classificado, com méritos e, não podemos deixar de lembrar, com ajuda da arbitragem.

Chile 1 x 0 Uruguai

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD

Era quartas de final de Copa América.

Clássico. Chile e Uruguai. Jogaço.

O duelo previa amplo domínio chileno e intensa marcação uruguaia. E foi.

Porém, com os 10 primeiros minutos invertido.

O Uruguai começou tomando a iniciativa, com intensa marcação na saída de bola chilena, que não rifava a bola, tocava a bola, girando-a da esquerda para a direita. Os uruguaios acionavam as jogadas ofensivas pelos flancos, buscando Cavani na área. Com linhas adiantadas, marcando no campo de ataque, nos primeiros minutos.

A intensidade uruguaia foi perdendo espaço e força, com a retomada chilena do controle do jogo. Daí em diante seria ataque contra defesa. O Chile empurrando o Uruguai para sua grande área e não encontrando espaços.

CHILE 1-0 URU

No 4-3-1-2/4-3-3 de Sampaoli, Marcelo Díaz recuava e fazia a saída de 3, dando amplitude e apoio para os laterais.

Foi assim por todo primeiro tempo. O Uruguai, incluía Cavani na marcação, atrás da linha da bola. Com a bola, Rolán se juntava a Cavani no ataque. Sem ela, o jovem uruguaio fechava o lado esquerdo, formando um 4-5-1.

Em vários momentos do jogo, o Chile chegou a 80% de posse de bola. A intensidade chilena mostrava que, mesmo com a bola, a seleção de Sampaoli não conseguia traduzir em chances de gols. Enquanto isso, o Uruguai se fechava a qualquer custo, se recompondo rapidamente, congestionando a intermediaria defensiva, sem dar espaços para as infiltrações chilenas.

O Chile tocava a bola e usava as laterais para atacar, com Isla na direita e Mena na esquerda. Rodando a bola de um lado para o outro.

O Uruguai tinha cautela e saía poucas vezes em contra-ataques ou continha a bola no ataque. A principal jogada uruguaia era a bola aérea. Tanto nos escanteios, faltas, lateral: jogar a bola na área, afinal, além de a zaga chilena ser baixa, a Celeste tinha Cavani, Godín e Gimenez, zagueiros altos que iam sempre ao ataque.

O Uruguai catimbava. Gastava o tempo como podia, fazendo cera, deixando o Chile pressionado, nervoso. Quando perdia a bola, os uruguaios rapidamente iam em busca dela. Aplicação muito boa na marcação, compacto, negando os espaços.

A segunda etapa previa mais pressão para os chilenos. E assim foi.

O jogo foi como o primeiro tempo. Chile atacando e Uruguai marcando, defendendo. Alexis Sanches se movimentava bastante no campo de ataque. O Uruguai, com total empenho na proposta de jogo, ficava em blocos baixos, todos se recompondo.

Até que aos 18’min, Jara provocou Cavani, em uma cena obscena, que devolveu. O juiz Sandro Meira Ricci, que estava/é muito fraco, viu. E não pensou duas vezes. Como, não tinha visto a provocação de Jara, rapidamente expulsou o atacante uruguaio.

Com a vantagem numérica, o Chile foi ainda mais para cima do Uruguai. Os espaços começaram a aparecer, com o descontrole emocional uruguaio.

De tanto insistir, aos 27’min da etapa final, após cruzamento na área, Muslera saiu mal, espalmou para a entrada da área e deu nos pés de Jorge Valdívia, que serviu Maurício Isla, ao seu lado. O lateral direito chileno bateu firme no canto esquerdo do goleiro uruguaio. 1 a 0. Festa em Santiago!

Com o gol, o Uruguai, que estava acuado, precisou sair, com um jogador a menos. Com isso, o Chile, controlava o jogo, mantendo a posse, gastando o tempo no campo de ataque.

Ainda deu tempo de Fucile ser expulso, após entrada em Aléxis Sánchez, duvidosa, mas perigosa. Daí em diante, a confusão reinou. O Uruguai descontrolado emocionalmente. Nos momentos finais, o Uruguai ainda alçou algumas bolas na área, mas sem sucesso.

Venceu quem propôs, quem controlou o jogo, quem manteve mais de 80% da posse de bola, quem foi mais intenso, quem mereceu. O Uruguai tentou, mas ficou atrás, em busca de uma bola. Enfim, venceu o melhor.

ESCREVEU DANIEL BARUD

Copa América: Primeira Rodada

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVEU DANIEL BARUD —- Twitter: @BarudDaniel

Terminou a primeira rodada da Copa América.

Algumas surpresas. Zebras. Ou seriam azarões?! Já dizia o ditado: “Não tem mais bobo no futebol!”

Chile, Uruguai e Brasil venceram. A Venezuela também.

O Paraguai, disseram, seria goleado pela Argentina. Seria. Se não fosse o futebol. 2 a 2, com o gol de empate aos 45’min do 2º Tempo.

CHILE 2 X 0 EQUADOR

O Chile abriu a Copa América diante do Equador e venceu. Mas não convenceu. A equipe de Sampaoli foi a campo no 3-4-3/3-4-1-2, com Mena (até então lateral/ala-esquerdo), de terceiro zagueiro pela esquerda. Beausejour  era o ala esquerdo, enquanto Isla era o ala direito. Sem a bola, eles recompunham e formavam o 5-4-1. Valdívia e Vidal eram os meias que se aproximavam do ataque, com Sánchez se movimentando bastante, buscando o jogo, fazendo bem o pivô. Marcelo Díaz fazia a saída de bola chilena.

Escalações iniciais de Chile e Equador.

Escalações iniciais de Chile e Equador.

O Chile, como já era de se esperar, começou pressionando. Sufocando na marcação e intenso no campo de ataque. Apesar de ter a posse de bola e muita troca de passes, o Chile esbarrava nas conclusões. Com 64% de posse de bola na primeira etapa, o Chile não conseguia penetrar nas linhas equatorianas.

O Equador sob o comando de Gustavo Quinteros era organizado. Fechado, compacto, formava duas linhas de 4 e Enner Valencia e Miller Bolaños no ataque. O jogo equatoriano era o contra-ataque. Saindo rápido com os wingers Jeferson Montero e Fidel Martinez. Valencia e Bolanos também aceleravam o jogo.

No segundo tempo, Sampaoli mudou. Saiu do 3-4-3 e organizou a seleção no 4-3-3. Tirou Beausejour e colocou Vargas. Mena foi deslocado para a lateral esquerda e Vidal foi recuado para o meio campo. Sánchez na esquerda, Valdívia no centro e Vargas na direita. O Equador também voltou no 4-3-3 com Bolanos recuado formando o triangulo de volantes, com Noboa e Lastra. No ataque, Jeferson Montero na esquerda, Fidel Martinez na direita e Enner Valencia na referencia.

O Chile não jogou bem. O primeiro gol saiu após pênalti de Bolaños aos 21’2º Tempo. O atacante equatoriano puxou Vidal pela camisa. O juizão marcou e o meia chileno abriu o placar. O Equador, apesar de ter sofrido o gol, pressionou, mas não acertava o gol. Em saída de bola errada equatoriana, Ibarra errou passe e entregou no pé de Sánchez, que tocou para Vargas ampliar e decretar a vitória chilena, que não convenceu.

ARGENTINA 2 X 2 PARAGUAI

Formações iniciais de Argentina e Paraguai.

Formações iniciais de Argentina e Paraguai.

Sim, o Paraguai empatou com a Argentina. E ainda foi por 2 a 2. Na estréia de Messi, Aguero e companhia, os hermanos chegaram a ter 82% de posse de bola, porém não conseguiam fazer com que a superioridade na posse de bola se traduzisse em gols. A Argentina mantinha a posse de bola, controlava o jogo, mas não achava os espaços necessários para efetuar as jogadas ofensivas.

A seleção de Tata Martino foi a campo no 4-3-3, como adiantamos aqui, com Messi na direita, fazendo o facão ou cortando para dentro, Aguero como falso nove, Di Maria na esquerda formando o tridente ofensivo. Pastore apoiava bastante ao ataque, já que o Paraguai pouco assustava.

Ramón Díaz armou uma tremenda retranca paraguaia. A seleção foi a campo no 4-1-4-1, com variações para o 4-5-1. Victor Cáceres, volante do Flamengo, fazia o entre-linhas. Valdez era o winger esquerdo, enquanto Bobadilha era o wigner oposto. Junto com eles, Ortigoza e Ortiz mantinham o meio-campo paraguaio congestionado, causando problemas e negando os espaços necessários para a seleção albiceleste abrir o placar. Sem a bola, o Paraguai formava uma linha de 5 no meio-campo. Com organização e sem dar espaços para Messi, a selecao paraguaia mantinha os blocos baixos, congestionando a intermediaria de ataque argentina.

O gol argentino saiu aos 28min da primeira etapa. E foi através da pressão na saída de bola paraguaia. Samudio iria recuar para o goleiro Silva (que jogou no lugar do titular Villar), mas errou o passe e entregou nos pés de Sergio Aguero. 1 a 0. O segundo gol argentino saiu em pênalti duvidoso que Messi cobrou e ampliou.

No círculo amarelo, Messi pressiona Valdez, que vacila e entrega para Aguero, no círculo preto, que abre o placar

No círculo amarelo, Messi pressiona Valdez, que vacila e entrega para Aguero, no círculo preto, que abre o placar

Com 78% de posse de bola, a Argentina dominou o primeiro tempo. Controlou o jogo, não sofreu perigo algum e fez 2 a 0. Poderia e deveria ter feito mais.

Mas restava o segundo tempo. Viraria goleada?! Que nada. O Paraguai complicou o jogo. Ramón Diaz mudou o esquema e colocou Derlis González no lugar de Ortiz. Adiantou Nelson Haedo Valdez e formou o 4-4-2 tradicional com Gonzalez na ponta direita e Bobadilha foi para a esquerda. Cáceres e Ortigoza na transição defesa-ataque. No ataque Santa Cruz e Valdez. A Argentina manteve o modelo do primeiro tempo. Com Messi caindo da direita pra dentro.

O jogo cresceu e mudou. Ficou aberto e a intensidade aumentou. O Paraguai saia rápido nos contra-ataques com os pontas enquanto a Argentina finalizava com mais perigo.  As chances começaram a aparecer para os paraguaios, através do contragolpe. O primeiro gol saiu com Valdez, após bom contra-golpe.

E o segundo e derradeiro gol de empate saiu após cobrança de escanteio, Lucas Barrios pegou a segunda bola e bateu firme e rasteiro. 2 a 2.

Uruguai vence e Colômbia perde na estréia

Sem Luizito Suárez, suspenso, o Uruguai sofreu para vencer a Jamaica. Mesmo não sendo um time propositor de jogo, o Uruguai precisava e, muitos esperavam uma boa vitória sobre a frágil seleção jamaicana. Mas não foi assim. A Celeste não conseguia criar as jogadas nem acionar Cavani no ataque. A Jamaica foi a campo no 4-4-2, sem muita organização, atacando principalmente pelo flanco direito com Mariappa, Mc Claery e tentando achar Barnes.  A vitória foi suada com gol de cabeça de Cristian Rodríguez, mais conhecido como Cebola Rodriguez, após escanteio aos 6’min da etapa final.

A seleção colombiana tropeçou na estreia da Copa América. Com James Rodriguez, Juan Cuadrado, Carlos Bacca e Falcao Garcia, a boa geração colombiana não conseguiu fazer frente a organizada seleção venezuelana.

ESCREVEU DANIEL BARUD — Twitter: @BarudDaniel