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Rollo alega sumiço de bens pessoais em sua sala. Santos diz que guardou

Leia o post original por Perrone

O blog tentou entrevistar os dois personagens da disputa política no Santos para mostrar suas versões. Porém, só o vice-presidente Orlando Rollo conversou com este blogueiro. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa do presidente José Carlos Peres, não havia enviado de volta questões feitas ao dirigente. Por sua vez, o vice afirmou que a sala antes usada por ele na Vila Belmiro foi desmanchada e sustentou que objetos pessoais seus sumiram. O Santos alega que está tudo guardado em ambiente seguro e disponível para retirada.

Rollo também sustentou ter dificuldades para obter informações junto a funcionários do clube e deu sua versão sobre seu dia, na última segunda (11), tentando substituir o desafeto, até então suspenso pelo STJD. Abaixo veja os principais trechos da entrevista.

Relógio dado por Pelé sumiu?

“Eu estava de licença porque o Peres assinou uma portaria que me impedia de exercer as funções de vice. Só que o Conselho Deliberativo, depois de um ano e meio, considerou a portaria ilegal. Reassumi o cargo, e Peres foi suspenso por 15 dias pelo STJD. Então, fui ao clube para assumir como interino, como determina o estatuto. Chegando lá descobri que minha sala não existe mais. Desmancharam. Não encontrei meus pertences pessoais, foram subtraídos. Tinha muita coisa. Uma coleção de camisas do Santos autografadas e um relógio dado pelo Pelé para o meu avô, que me deu antes de morrer. Estou fazendo um inventário de tudo e meus advogados vão tomar providências”.

Em nota, a assessoria de imprensa do Santos negou que os bens do vice tenham sumido. Leia o comunicado na íntegra: “com o intuito de melhorar as condições de uso da presidência por todos os membros do Comitê de Gestão, a sala que Orlando Rollo utilizava passou a ter outro uso. Tal decisão foi tomada pelo Comitê de Gestão, conforme ata do dia 20/05/2019, devidamente registrada e enviada ao Conselho Deliberativo. Todos os pertences foram catalogados, fotografados, filmados e guardados, na presença de testemunhas. Os pertences estão isolados em sala trancada com chave e disponíveis para retirada.”

Sob a suspensão vale lembrar que Peres obteve efeito suspensivo junto ao Tribunal de Justiça Desportiva e retomou suas funções normalmente.

Ordens só do presidente

“Depois que eu cheguei na Vila, duas equipes de polícia vieram saber o que estava acontecendo. Como eu sou investigador, uma era da corregedoria. Mostrei que não estava em horário de trabalho e que estava lá legalmente, cumprindo minhas funções estatutárias. Comecei a pedir documentos e os funcionários negavam. Até que um deles me disse que Peres revogou a portaria considerada ilegal pelo conselho e assinou uma nova dizendo que todas as comunicações internas ou outras ordens (orais e escritas) só poderão ser encaminhadas aos departamentos com autorização da presidência. Ele não pode fazer isso. É contra o estatuto porque restringe os poderes dos membros do Comitê de Gestão. E por que ele tem medo de que a gente veja os documentos?”.

O blog teve acesso à portaria assinada por Peres. O texto confirma a informação de Rollo. No documento, o presidente diz que quem não cumprir a determinação poderá sofrer sanção disciplinar.

Demissões

“Falaram que eu demiti funcionários que se recusaram a entregar documentos. Mentira. Não demiti ninguém. Pelo contrário, fiz uma comunicação interna afirmando que ninguém seria demitido (o blog teve acesso ao documento). Afastei quatro membros do Comitê de Gestão e nomeei interinamente outros quatro porque precisava trabalhar com quem confio”.

Aliados que processam o clube

O blog questionou Rollo sobre o fato de ter retornado à Vila Belmiro na companhia de ex-funcionários que acionaram o Santos na Justiça. O fato foi criticado pelo grupo de Peres.

“Não nomeei essas pessoas para nada. São pessoas que levei para me dar embasamento em eventuais decisões. Estavam lá por seus conhecimentos técnicos. Elas estarem processando o Santos não impede que me ajudem”.

Imagem do Santos manchada

Indagado pelo blog se a guerra entre ele e o presidente prejudica a imagem da agremiação, Rollo respondeu: “infelizmente, isso acaba denegrindo a imagem do Santos, sim. Mas não sou eu que dou causa a isso.  Ele que briga com todo mundo, com o Paulo Autuori, com o Jorge Sampaoli, gerentes de futebol  já saíram. Ou as pessoas ficam quietas ou vão pra guerra. Não vou deixar o Santos se inviabilizar financeiramente nos próximos 20 anos  numa gestão de três anos.  Podem me chamar de golpista e de tumultuador. Mas de omisso não vão me taxar”. 

Chance de fazer as pazes com Peres pelo bem do clube?

“Se o Peres começar a fazer uma gestão com transparência, com governança corporativa, tudo bem. Não tenho problema pessoal com ele. Meu problema é de gestão. Entendo que ele está afundando o Santos e estou inconformado.”

Conselheiros pedem nova punição a Peres no STJD, mas tese é controversa

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Conselheiros do Santos encaminharam nesta terça à procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) denúncia de suposta infração contra José Carlos Peres, presidente do clube paulista. Eles alegam que o dirigente teria desrespeitado suspensão de 15 dias imposta pelo órgão.

Ao blog, Felipe Bevilacqua, procurador-geral do órgão, disse ao blog ainda não ter conhecimento do documento. Porém, afirmou que o dirigente só não pode participar de atividades diretamente relacionadas a competições organizadas pela CBF.  A queixa se refere à atuação de Peres no CT santista na última segunda e por ter ido a uma reunião na Federação Paulista. Bevilacqua afirmou que, se receber a denúncia, irá analisá-la, mas ressaltou que tais atos não estão diretamente relacionados à punição.

A notícia de infração foi encaminhada pelos conselheiros Mario André Badures Gomes Martins e Luiz Fernando de Oliveira Almeida Cardoso. Considerando-se presidente em exercício, o vice Orlando Rollo, desafeto de Peres, chegou a nomear ambos para o Comitê de Gestão do clube no lugar de integrantes que ele declarou afastados.

A dupla relata que, em entrevista no CT, na segunda, Peres afirmou ter conversado com Paulo Autuori, dirigente remunerado do futebol santista. Para os denunciantes, a conversa relatada pelo presidente é uma prova de que a pena foi ignorada por ele. Consideram que o cartola desrespeitou veto a “praticar atos oficiais referentes à respectiva modalidade (futebol)”, como prevê o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) para esse tipo de punição.

Em outro trecho, a denúncia cita que, na mesma entrevista, Peres declarou que antes havia estado na Federação Paulista. A presença na entidade é apontada como outra suposta irregularidade. O texto que rege a suspensão afirma que o dirigente punido não pode exercer cargo ou função em entidades como a FPF. Os denunciantes pedem que o presidente do Santos seja julgado pelo STJD por supostamente infringir artigo que diz respeito ao não cumprimento de punições. A pena varia de três meses a um ano de suspensão.

Indagado pelo blog se comparecer ao CT para se reunir com um dirigente do departamento de futebol e ir até a FPF são atitudes que configuram desrespeito de Peres à punição, o procurador-geral do STJD respondeu que, em tese, não. Mas reforçou que precisa examinar a queixa. “É importante deixar claro que a suspensão diz respeito a tudo que for ligado à competição promovida pela CBF. Não pode ir a jogo como presidente, não pode estar no vestiário ou em outra área à qual só teria acesso como presidente”, declarou Bevilacqua.

Oposição recoloca afastamento de Peres em pauta por ‘caso Cueva’

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A situação de Cueva, afastado do Santos, alimenta o desejo da oposição no clube de realizar nova tentativa de afastamento do presidente José Carlos Peres. O cartola já sobreviveu a dois pedidos de impeachment no ano passado.

A informação de que o peruano treinou pelo time do César Vallejo, da primeira divisão de seu país nesta quinta (7) aumentou a ira da oposição. Os oposicionistas argumentam que, mesmo liberado para viajar, o meia não poderia ter participado de treinamento por outra equipe. Argumentam que o episódio configura gestão temerária, pois haveria risco ao patrimônio do clube caso o atleta sofresse lesão grave.

Todo o pacote envolvendo o meia é considerado pela oposição como exemplo de gestão temerária. Principalmente o fato de o clube ter concordado em pagar pelo jogador US$ 7 milhões (cerca de R$ 28,6 milhões pela cotação atual), a partir do ano que vem, e, antes mesmo de iniciar o pagamento, afastar o atleta e procurar clubes interessados em sua contratação.

“Ainda há possibilidade de fazer algo para ele para o próximo ano. Ele não joga mais no Santos neste ano. Para isso acontecer, tem que ter outra parte que queira isso. A ideia é fazer algo para ele fora do Santos no ano que vem”, disse o superintendente de futebol santista, Paulo Autuori, ao comentar a ausência do meia em treino na semana retrasada. 

Os opositores que pregam o impeachment de Peres, além do afastamento de outros membros do Comitê de Gestão que tenham concordado com a contratação de Cueva, usam artigo do estatuto santista que cita gerar risco excessivo e irresponsável para o patrimônio do clube como atos de gestão temerária. O documento classifica como um dos motivos para pedir a saída do presidente  acarretar “prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Santos.” Também existe a ideia de uma ação para que a agremiação receba dos cartolas envolvidos o valor que terá que desembolsar pelo peruano.

Para o processo de impedimento ser iniciado é necessário requerimento assinado por pelo menos 20 conselheiros. O blog enviou mensagem ao presidente do Santos sobre o tema, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

 

Cartolas exaltam chance de redução de encargos trabalhistas com ‘empresa’

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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Ao menos parte dos dirigentes brasileiros vê como um dos pontos principais do projeto para incentivar clubes a se transformarem em empresas mudanças nas relações trabalhistas com os jogadores e outros profissionais. Isso, apesar de assegurarem que essa não é a questão central, mas, sim, a reorganização do futebol nacional

A proposta mais avançada na Câmara prevê que os contratos de jogadores e membros de comissões técnicas com salários superiores a aproximadamente R$ 11 mil sejam regidos pelo direito civil, desde que as duas partes tenham sido assistidas por advogados de sua escolha e com uma série de garantias constitucionais. Isso significa que no lugar de parte do salário registrado na carteira de trabalho, atletas, treinadores e seus assistentes passariam a ser prestadores de serviço. A alteração reduziria os custos das agremiações com encargos trabalhistas.

Os cartolas também projetam seria reduzido drasticamente o número de ações movidas por ex-atletas e ex-treinadores na Justiça do Trabalho. Cobranças para equiparar direito de imagem a salário, assegurando benefícios, são comuns atualmente. “Hoje, você contrata um jogador por três anos, atendendo a legislação, com CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) mais direito de imagem. E se ele não render? Pra você dispensar, jogador ou comissão técnica, é obrigado a pagar o restante do contrato, além das obrigações de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), pagando multa de 40%”, disse ao blog José Carlos Peres, presidente do Santos.

O blog procurou a Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol) para ouvir sua opinião. Segundo seu presidente, Felipe Augusto Leite, a entidade precisa de mais informações sobre o tema. “Existem 111 projetos de lei no Congresso Nacional que tratam de mudanças no esporte. Esse texto ainda não chegou para nós. O que posso dizer é que precisamos de uma redação especial para tratar dessa relação (trabalhista entre jogadores e clubes). Nunca fizeram”, declarou Leite.

Ele ainda afirmou que o grande problema a ser atacado deve ser o desemprego no futebol, referindo-se aos clubes menores que não têm competições para disputar a temporada inteira e dispensam seus jogadores.

Nesta quarta (11), cartolas de alguns dos principais clubes brasileiros foram recebidos na Câmara e voltaram animados falando da disposição do presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em aprovar o projeto rapidamente.

 

Peres diz ter acordo para pagar imagem atrasada a Sampaoli em até 15 dias

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José Carlos Peres, presidente do Santos,  disse ao blog que fez um acordo com Jorge Sampaoli para quitar em até duas semanas pagamento de direito de imagem atrasado.

Imagem um mês (atrasada) e já foi acordado colocar em dia em no máximo 15 dias”, escreveu o dirigente santista em mensagem de aplicativo de celular.

O cartola afirmou que os pagamentos de salários do treinador registrados em carteira de trabalho estão em dia.

Como mostrou o blog, o técnico chegou a cobrar o clube por e-mail de atraso em parte de seus vencimentos que deveria ter sido paga em junho.

Sampaoli cobra Santos por atraso em pagamento por escrito

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Jorge Sampaoli cobrou o Santos de atraso em seu pagamento por escrito.

José Carlos Peres, presidente santista, não respondeu  à mensagem enviada por este blogueiro sobre o tema.

Porém, fonte próxima ao dirigente afirmou que a notificação sobre o atraso foi feita por e-mail. Pela mesma versão, só houve atraso referente à quantia relativa a direito de imagem que já  deveria ter sido paga neste mês.

O relato também é de que Sampaoli sempre age assim diante de atrasos.

 

Desafetos tentam excluir filha de Peres do Santos. Ela fala em ir à Justiça

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Mensagens atribuídas a mulher e filha de Peres criticam oposição e o vice Orlando Rollo (à esq. na imagem). As duas negam a autenticidade do áudio. Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Na última terça (14), um grupo de conselheiros do Santos protocolou no Conselho Deliberativo pedido de expulsão de Daniela Rocco Peres do quadro associativo do clube. Filha do presidente José Carlos Peres, ela é acusada de ter ofendido adversários políticos de seu pai em sua conta no Facebook.

Daniela nega ter feito as ofensas, afirmando que as mensagens atribuídas a ela são falsas. Ao blog, a filha do cartola também falou em eventualmente se defender na Justiça.

“Não fui notificada sobre esse requerimento, só ouvi dizer. Então, não tenho nada a declarar. Vou esperar chegar algo pra mim e vou me defender. Se precisar, vou até à Justiça fazer a minha defesa. É um pedido totalmente político”, declarou ela.

O imbróglio começou no mês passado, depois de as contas de Peres serem reprovadas pela primeira vez (nesta terça o conselho ratificou a reprovação). Naquela ocasião circularam em grupos de WhatsApp mensagens que teriam sido postadas pela mulher de Peres, Maria de Lourdes Rocco.

“Esses conselheiros são amigos do Marcelo Teixeira e do (Modesto) Roma (ex-presidentes), que quase fechou as portas do Santos. São abutres querendo trazer o tal (Orlando) Rollo (vice-presidente licenciado) de volta. Nós, torcedores do Santos, temos que abrir o olho, senão os ladrões vão voltar”, dizia uma das mensagens. À Daniela, foi atribuído o seguinte comentário, supostamente em resposta à mãe: “li. Essa corja não vale nada”.

Em meio à polêmica, Maria de Lourdes escreveu texto afirmando que as afirmações eram falsas. A mulher do presidente não é sócia do Santos, por isso o requerimento não pede medidas contra ela.

O documento, encabeçado pelo conselheiro Antônio Alfredo Glashan diz ser inadmissível parentes do presidente do clube irem às redes sociais criticar conselheiros eleitos para fiscalizar a gestão.

A solicitação de expulsão se baseia em artigo que prevê a possibilidade dessa punição para quem “atingir por ato público ou manifestação escrita ou verbal a reputação, a integridade, o prestígio ou o conceito moral e o bom nome do Santos, de seus órgãos ou dos membros desses órgãos.”

O estatuto santista diz que cabe ao Comitê de Gestão (CG) decidir sobre eventuais punições aos associados. Porém, o requerimento afirma que, como Peres preside também o CG, ele participaria do julgamento da própria filha. Assim, o documento pede para o caso seja decidido pelo Conselho Deliberativo (CD).

O blog procurou Marcelo Teixeira, presidente do CD para saber sua decisão sobre o caso. “Não vimos ainda o requerimento. Pode ter sido protocolado depois da reunião. A mesa (do CD) se reunirá e avaliará o pedido. Se necessário, vai encaminhar à comissão do estatuto para um parecer”, afirmou o dirigente.

Durante a reunião, Teixeira negou solicitação de conselheiros para que o órgão aprovasse uma manifestação de repúdio contra supostas manifestações de mulher e filha do presidente. “Houve o esclarecimento, não pertencia à página (da mulher de Peres) e não foi autora do texto. Foi retirado e postado texto dirimindo quaisquer dúvidas”, afirmou o presidente do conselho justificando a negativa.

Com Eder Traskini, do UOL, em Santos

Opositor santista propõe mudança para ‘cumprir’ promessa de Peres

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Raphael Vita Costa, conselheiro santista e membro da oposição, apresentou proposta de alteração do estatuto do clube para obrigar presidente e vice a quitarem novas dívidas que gerarem durante suas gestões.

A emenda sugerida visa colocar em prática uma promessa de campanha apresentada pelo atual presidente, José Carlos Peres, ao blog em outubro de 2017. Na ocasião, como candidato, ele afirmou que proporia ao Conselho Deliberativo a criação de um dispositivo estatutário para colocar uma trava na dívida santista. A sugestão era de que o dirigente que aumentasse o débito pagasse pelo aumento do próprio bolso.

O estatuto santista está em processo de alteração, mas Peres não apresentou essa proposta. Procurado, o dirigente não respondeu mensagem enviada pelo blog sobre o tema. Também não foi possível falar com o cartola por meio de sua assessoria de imprensa.

Em 2018, sob o comando de Peres, o Santos registrou deficit de R$ 73.386.000. As contas do exercício foram reprovadas pelo conselho do clube.

Abaixo, leia na íntegra a proposta de Vita, que é advogado e foi membro do Comitê de Gestão do Santos na administração anterior. Ele apresentou outras oito propostas de mudanças estatutárias.

“O presidente e o vice eleitos devem assinar, junto ao termo de posse, um compromisso de obrigatoriedade, que obriga a quitação, ao fim do mandato, de quaisquer novas dívidas que a gestão produzir no Santos FC após sua posse, durante o triênio do mandato, descontadas juros de dívidas já existentes, autorizações do Conselho de Administração e Conselho Deliberativo para contração de dívida específica.”

Novo atrito político no Santos envolve mulher e filha de Peres

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O enredo do novo atrito político no Santos tem como protagonistas a mulher e a filha do presidente José Carlos Peres. Como cenários da trama aparecem as redes sociais. As parentes do cartola são acusadas de ofender adversários dele e dois ex-presidentes, mas rebatem se dizendo vítimas de montagens. Conselheiros oposicionistas, no entanto, planejam levar o caso ao Conselho Deliberativo (CD).

A confusão começou no início desta semana quando membros do CD passaram a trocar mensagens por WhatsApp com imagens de textos que teriam sido postados pelas duas familiares de Peres no Facebook.

“Esses conselheiros são amigos do Marcelo Teixeira e do (Modesto) Roma (ex-presidentes), que quase fechou as portas do Santos. São abutres querendo trazer o tal (Orlando) Rollo (vice-presidente licenciado) de volta. Nós, torcedores do Santos, temos que abrir o olho senão os ladrões vão voltar”, diz parte de mensagem atribuída ao perfil no Facebook de Maria de Lourdes Rocco, mulher de Peres.

O texto teria feito referência a conselheiros que reprovaram as contas de 2018 apresentadas pela diretoria.

Em resposta a uma das postagens da mãe, Daniela Rocco Peres teria escrito: “Li. Essa corja não vale nada”.

Depois de o tema bombar nos celulares de conselheiros santistas, Maria de Lourdes escreveu no Facebook que não havia escrito nada em seu perfil sobre o assunto e que as mensagens eram “fakes”. Disse que não faz comentários públicos, por tanto, se existirem mensagem públicas são falsas. Ela também avisou que excluiria os amigos santistas de sua conta e disse não se envolver na política do clube.

O blog não conseguiu falar com a mulher de Peres, mas sua filha confirmou a versão da mãe. “Tudo que eu e ela escrevemos (nas redes sociais) é fechado. Então, o que apareceu é fake”, afirmou Daniela ao blog. Ela é sócia do Santos.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Peres também afirmou que as mensagens são falsas.

Citado num dos textos, Modesto disse que não se envolve com assuntos como esse. “Quem monitora essas coisas é meu advogado, não sei de nada”, declarou. Teixeira, hoje presidente do Conselho Deliberativo, disse: “ela retirou a postagem, esclareceu com essa mensagem, damos o assunto por encerrado”.

As justificativas, porém, não convenceram pelo menos parte dos conselheiros críticos da atual gestão. Eles estudam medidas como apresentar ao conselho uma moção para declarar mulher e filha de Peres pessoas não gratas ao clube e pedir a expulsão de Daniela do quadro associativo.

 

 

Presidente do Santos diz que reembolsou clube por uso de cartão corporativo

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Indagado no Conselho Deliberativo do Santos sobre supostos gastos pessoais que teria pago com o cartão de crédito corporativo do clube, José Carlos Peres afirmou que devolveu os valores em março deste ano. A afirmação foi feita durante reunião do órgão para a votação das contas de 2018, que acabaram reprovadas na última segunda (15). O cartola foi questionado sobre o assunto pelo conselheiro Celso Jatene.

Parecer do Conselho Fiscal, que pediu a reprovação das contas e o encaminhamento de seu relatório para a comissão de ética e sindicância do Conselho Deliberativo, apontava suspeitas de uso do cartão corporativo por Peres e seu antecessor, Modesto Roma Júnior, para despesas pessoais.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o atual presidente santista repetiu ao blog que fez a devolução. Ele afirmou que em dezembro efetuou gastos para a compra de presentes dados em nome do clube, mas que mesmo assim providenciou o ressarcimento.

Trecho do parecer produzido pelo Conselho Fiscal diz: “após análise, novamente nos deparamos com pagamentos que, salvo melhores esclarecimentos, aparentemente são uso pessoal como, por exemplo, lojas de artigos de vestuário feminino, supermercados, farmácias, etc., todos com valores expressivos”. As mercadorias compradas e as quantias gastas, no entanto, não foram reveladas. O caso deve ser analisado pela comissão de ética e sindicância.

Apesar de tratar das contas de 2018, o parecer também fala de supostas compras pessoais feitas pelo presidente anterior, com o cartão do Santos. Ao blog, Modesto disse que sempre separou suas despesas particulares das do clube e que nunca recebeu pedido de explicações sobre gastos no cartão de crédito da agremiação.