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De Cueva a cartão de crédito: 21 perguntas de sócios ao presidente santista

Leia o post original por Perrone

O “Grupo Sugestões e Críticas aos Santos FC”, formado majoritariamente por sócios do clube, enviou no último 28 ao Conselho Deliberativo uma carta aberta ao presidente da agremiação, José Carlos Peres. Ela traz 21 perguntas sobre a atual gestão.

O documento apresenta perguntas sobre a contratação de Cueva, gastos do cartola com cartão corporativo da agremiação e dívidas não pagas, entre outras.

A carta foi enviada por Márcio Veratti,  membro do grupo. Ao blog, Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo, confirmou o recebimento das perguntas e informou que elas seriam encaminhadas ao Comitê de Gestão.

Por sua vez, Peres afirmou que responderia às perguntas e enviaria as respostas ao blog. Isso não foi feito até a conclusão deste post.

“São perguntas pinçadas a serviço de determinado candidato à presidência no sentido da desqualificação da gestão atual. Jogo sujo e rasteiro, não respeitando momento dramático com milhares de pessoas (mortas por Covid-19) a cada semana. Perguntas chulas: “por que não fez isto ou aquilo? Oras, isto faz parte de administração, cada ação tem um motivo”, declarou o presidente em mensagem enviada por celular.

Abaixo, leia as 21 perguntas.

28 de Maio de 2020
Carta aberta ao Senhor Marcelo Pirilo Teixeira Presidente da Mesa Diretiva do Conselho Deliberativo do Santos FC

Nós associados do Santos do Grupo Sugestões e Críticas ao Santos FC vemos o senhor Marcelo Pirilo Teixeira como atual voz dos sócios e representante maior no Conselho Deliberativo, e gostaríamos de através de seu posto, que seja nosso canal de comunicação para obtermos algumas respostas do Presidente do Comitê de Gestão do Santos FC senhor José Carlos Peres, pois são questionamentos que nenhum órgão de imprensa faz, mas que nós associados temos o direito de saber para que possamos sentir ou não sinceridade de nosso maior representante no clube.

1-Presidente José Carlos Peres, Cleber Reis foi um erro de contratação da antiga gestão sim, mas a dívida é do clube que o senhor preside, inclusive com parcelas que venceram em sua gestão, Porque o não pagamento desta dívida?

2-Presidente José Carlos Peres, Porque o não pagamento ao Atlético Nacional da contratação do atleta Aguilar, que inclusive já foi negociado? Porque não usou a receita dessa negociação para quitar essa dívida, e o por que não atender as ligações do clube colombiano?

3-Presidente José Carlos Peres, porque o não pagamento da primeira parcela da contratação do atleta Cueva e quem foi o agente intermediário da negociação do clube russo com o Santos FC?

4-Presidente José Carlos Peres, mesmo sabendo do histórico negativo do atleta Cueva pelos clubes que passou, não parou para pensar que investir R$27 milhões neste atleta seria um grande risco? Lembrando que todo pedido de um técnico deve ser analisado o custo benefício pela diretoria.

5-Presidente José Carlos Peres, anunciar no site oficial do Santos FC as contas do ano de 2019 sem o parecer do Conselho Fiscal, não seria o mesmo que uma mãe zelosa advogar para o seu próprio filho?

6-Presidente José Carlos Peres, sua trajetória como gestor do Santos FC protagonizou mais de cinco saídas de diretores e gerentes de futebol do clube, com todos eles tendo o mesmo discurso, que o senhor é uma pessoa muito difícil de trabalhar. Todos eles estão errados e o senhor está certo?

7-Presidente José Carlos Peres, sua trajetória como gestor do Santos FC também protagonizou muita confusão e falta de entendimento com empresários e agentes de atletas. Esses profissionais todos se queixaram do senhor não comparecer nos compromissos ou se atrasar muito. Todos esses profissionais também estão errados e o senhor está certo?

8-Presidente José Carlos Peres, foi provado através de extratos que o senhor usou o cartão corporativo do clube para gastos pessoais, como por exemplo aromatizante em loja feminina, jantar em local que não serve jantar (o cartola diz que houve um erro e que na verdade comprou presente para ser dado em nome do Santos), MCdonald’s, (alegando sendo encontro de negócios que me parece um pouco estranho a escolha, pois acredito que os possíveis parceiros do Santos FC possam ter mais de 15 anos) e pagamentos de assinaturas de blogs informativos na internet. Com esse cenário, o senhor só ressarciu o clube depois de meses por conta da cobrança do Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo. Porque efetuou esses gastos pessoais e ressarciu o clube apenas ser cobrado? E porque o gasto com um blog que não é oficial do clube?

9-Presidente José Carlos Peres, o senhor diz até hoje ter acabado com a mamata no Santos, mas os números dos relatórios fiscais mostram um aumento de mais de 200 funcionários e tendo a folha mensal de pagamento quase dobrada. Como o senhor explica essa situação adversa a sua fala com provas válidas documentadas, votadas e sacramentadas em plenário?

10-Presidente José Carlos Peres, o senhor diz não ter relação nenhuma com o empresário Renato Duprat, o mesmo que intermediou a contratação de Leandro Damião. Apesar de um conselheiro ter provado em púlpito no plenário do conselho a participação de Renato Duprat na negociação de Cueva, o senhor continua negando?

11-Presidente José Carlos Peres, porque sua gestão tem tanta dificuldade em lidar com renovações de contratos de atletas, onde na maioria das vezes o clube deixou que atletas saíssem de graça?

12-Presidente José Carlos Peres, em campanha, o senhor prometeu chegar a 100 mil sócios e recuperar o patrocínio máster. A sua gestão já está muito próxima do fim, e o clube não passa de 27 mil sócios e o patrocínio máster nunca apareceu. O que aconteceu de errado?

13-Presidente José Carlos Peres, Roberto Diomed é um empresário interessado em investir no Retrofit da Vila Belmiro. Por onde anda Roberto Diomed? Quanto custou e quem pagou o pré-projeto do arquiteto e a maquete? E se Roberto Diomed está interessado em investir no Santos FC, porque há uma outra negociação com a WTorre? Mesmo bem próximo do fim de sua gestão, o senhor ainda sonha com o Retrofit?

14-Presidente José Carlos Peres, o senhor sofreu dois processos de impeachment por irregularidades estatutárias, mas se defende dizendo que os processos foram políticos. O que o senhor diz da justiça comum negar seis (6) liminares do senhor para tentar impedir o pleito com a decisão dos sócios? O senhor não acha que se os processos não tivessem validades legais regidas dentro do estatuto social do Santos FC, o senhor não teria êxito nessas seis (6) liminares decididas por juízes isentos nos assuntos do clube?

15-Presidente José Carlos Peres, o senhor promoveu uma concorrência para implantar o voto a distância e não consultou as empresas que atuam no Grêmio e no Internacional, escolhendo uma sem experiência com clubes de futebol da grandeza do Santos. Por que elas não foram contatadas?

16- Presidente José Carlos Peres, Porque o senhor reluta tanto em realizar a auditoria no quadro associativo do Santos FC já votada e aprovada em plenário e já auditada? Adiantamos que sua resposta da reformulação já feita eliminando os associados sem CPF não é suficiente e não transmite imparcialidade.

17-Presidente José Carlos Peres, A Santos Business Center foi criada na cidade de São Paulo com o objetivo de aproveitar o mercado da grande metrópole. Que grande negócio, parceiro ou patrocinador a Business Center trouxe para o clube?

18-Presidente José Carlos Peres, o senhor declarou e mencionou que vice-presidentes de outros grandes clubes ninguém sabem os nomes, que não tem tanta importância, onde apenas no Santos tinha, sendo contra a essa situação. Mas o Santos FC não é um clube presidencialista, e sim gerido por um comitê de gestão com decisões tomadas em colegiado com o vice-presidente do comitê (Orlando Rollo) de gestão e os demais membros. Seu pensamento não vai contra o que rege o estatuto social do Santos FC?

19- Presidente José Carlos Peres, porque o não pagamento do atleta Luan Peres?

20- Presidente José Carlos Peres, o que o senhor pensa com declarações de muitos jogadores em rede nacional cobrando vencimentos atrasados, valorização e alguns declarando que sonham jogar em outros clubes?

21-Presidente José Carlos Peres, sabemos que o cargo de presidente do comitê de gestão do Santos FC não é um cargo remunerado, e que também ocupa 100% de seu tempo disponível onde faz o senhor trabalhar até 16 horas por dia como o mesmo já disse. Como o senhor administra atualmente sua vida financeira, já que nas últimas três (3) gestões do Santos FC o senhor teve cargos remunerados e agora não?

Atenciosamente,
Grupo Sugestões e Críticas ao Santos FC

Santos planeja ir à Justiça para cobrar multa de Sampaoli na próxima semana

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O Santos pretende entrar na próxima semana com ação na Justiça cobrando multa de cerca de R$ 10 milhões de Jorge Sampaoli por suposto rompimento contratual. Os advogados santistas trabalham na elaboração da petição inicial.

Desde a última segunda, após desastrosa reunião entre o argentino e o presidente do clube, José Carlos Peres, o alvinegro encara a relação com sua comissão técnica como uma guerra. Os passos seguintes da direção foram cuidadosamente calculados. Praticamente toda a estratégia girou em torno da multa rescisória prevista no contrato de trabalho do treinador.

Na reunião com Peres, Sampaoli não assinou um pedido de demissão, mas deixou claro que não ficaria no clube. Peres disse ao Comitê de Gestão que o treinador queria a liberação de quatro integrantes de sua comissão técnica sem pagar multa. No dia seguinte, o presidente avisou ao treinador que o CG, que ele preside, determinou que o clube cobrasse todas as multas. Eles superam R$ 3 milhões.

No final da noite da última terça (10), o Santos anunciou em seu site que Sampaoli havia pedido demissão no dia anterior. Foi um movimento tático. A divulgação do comunicado aconteceu pouco antes de se encerrar o prazo de validade da multa rescisória prevista no contrato do argentino. Assim que a quarta-feira começasse ele estaria livre para deixar o clube sem nada ter que pagar. Então, o alvinegro registrou publicamente sua versão de que a demissão teria ocorrido ainda durante a vigência da penalidade contratual.

Na outra trincheira, Sampaoli formalizou sua saída no dia 11, quando a multa já tinha caído. O treinador também fez questão de registrar publicamente sua decisão quando a penalidade não existia mais. Ele divulgou uma carta de agradecimento ao Santos. Os documentos produzidos pelas duas partes provavelmente serão usados na disputa judicial.

A reunião em que o Santos alega ter ouvido o pedido demissão aconteceu na segunda de manhã. Mas o clube só publicou a nota quase no final da terça-feira. Nesse intervalo, Peres já comandava suas tropas em direção ao combate com a comissão técnica estrangeira. Entre as primeiras decisões estava a medida de tratar os quatro integrantes da comissão trazidos por Sampaoli como funcionários sem vínculo empregatício com o técnico. A ideia era dizer que o trabalho deles continuava interessando ao alvinegro, mesmo após a saída do comandante. Isso os obrigava a pagarem suas multas rescisórias para poderem seguir o chefe, desejado pelo Palmeiras.

Por sua vez, o batalhão argentino também avançou no campo de batalha. Foi à Justiça para tentar a liberação contratual sem ter que pagar a multa. Na manhã da última quinta (12), a Justiça do Trabalho negou pedido de liminar feito por Sampaoli para se livrar do vínculo alegando que o Santos não depositou por quatro meses valores referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A Justiça entendeu que não há motivo para a concessão e que o treinador deve aguardar a tramitação do processo. Os assistentes do técnico também não obtiveram sucesso. Uma audiência foi marcada para 3 de fevereiro.

 

Análise: Santos lamenta menos saída de Sampaoli do que você imagina

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Olhando de fora fica a impressão de que Jorge Sampaoli ganhou status de intocável no Santos por conta da campanha que culminou com o vice-campeonato no Brasileirão. Não é bem assim. Claro que o desejo no clube era de que ele permanecesse. Porém, várias críticas pontuam a passagem do argentino, que teve pedido de demissão anunciado, pela Vila Belmiro. Confira abaixo.

1 – Erros

É consenso no Santos de que o time terminou o Brasileirão com uma exibição de gala na vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo. Porém, pelo menos parte da diretoria, dos conselheiros e da torcida não esquece o que são consideradas falhas de Sampaoli na escalação do time. As principais queixas são as partidas em que ele escalou três zagueiros e as vezes em que deixou Sánchez no banco.

2 – Falta de títulos

Existe uma corrente no Santos que entende que o elenco alvinegro não é tão fraco como aponta parcela da imprensa. Há o reconhecimento de que é um feito alcançar o vice-campeonato brasileiro, porém, o sentimento é de que faltou uma taça na era Sampaoli. A principal reclamação é a eliminação diante do River Plate do Uruguai, clube com investimento bem menor, na primeira fase Sul-Americana, com portões fechados.

3 – Reforços que não funcionaram

As contratações de Cueva e Uribe são colocadas na conta de Sampaoli e usadas como exemplo de grandes erros que ele teria cometido no Santos. Cueva já tinha histórico de indisciplina quando foi contratado. Repetiu os problemas, foi afastado do time e o clube tem que pagar cerca de R$ 26 milhões por sua contratação a partir do ano que vem. Por sua vez, Uribe foi defendido pelo treinador após suas primeiras partidas ruins, mas perdeu espaço para Sasha, indicado por Jair Ventura, ex-técnico do time. Os críticos admitem que o argentino também teve seus acertos na indicação de reforços, como com Soteldo.

4 – Últimas exigências

A cobrança por reforços de peso para 2020 irritou o presidente José Carlos Peres. O cartola sustenta que nunca prometeu investimentos pesados para o segundo ano de Sampaoli na Vila Belmiro e que sempre foi transparente sobre as dificuldades financeiras. No entorno do dirigente há quem acredite que o técnico foi tão incisivo nas cobranças porque queria uma justificativa para deixar o clube. Ele é o preferido do Palmeiras para a vaga de Mano Menezes. Porém, boa parte do Comitê de Gestão santista não concorda com a tese. Avalia que essa é a forma de trabalhar do técnico. No entanto, a ideia geral é de que o Santos não poderia gastar mais do que planeja para satisfazer o argentino. Assim, entre endividar ainda mais a instituição e perder o treinador a segunda opção era a preferida.

Rollo alega sumiço de bens pessoais em sua sala. Santos diz que guardou

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O blog tentou entrevistar os dois personagens da disputa política no Santos para mostrar suas versões. Porém, só o vice-presidente Orlando Rollo conversou com este blogueiro. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa do presidente José Carlos Peres, não havia enviado de volta questões feitas ao dirigente. Por sua vez, o vice afirmou que a sala antes usada por ele na Vila Belmiro foi desmanchada e sustentou que objetos pessoais seus sumiram. O Santos alega que está tudo guardado em ambiente seguro e disponível para retirada.

Rollo também sustentou ter dificuldades para obter informações junto a funcionários do clube e deu sua versão sobre seu dia, na última segunda (11), tentando substituir o desafeto, até então suspenso pelo STJD. Abaixo veja os principais trechos da entrevista.

Relógio dado por Pelé sumiu?

“Eu estava de licença porque o Peres assinou uma portaria que me impedia de exercer as funções de vice. Só que o Conselho Deliberativo, depois de um ano e meio, considerou a portaria ilegal. Reassumi o cargo, e Peres foi suspenso por 15 dias pelo STJD. Então, fui ao clube para assumir como interino, como determina o estatuto. Chegando lá descobri que minha sala não existe mais. Desmancharam. Não encontrei meus pertences pessoais, foram subtraídos. Tinha muita coisa. Uma coleção de camisas do Santos autografadas e um relógio dado pelo Pelé para o meu avô, que me deu antes de morrer. Estou fazendo um inventário de tudo e meus advogados vão tomar providências”.

Em nota, a assessoria de imprensa do Santos negou que os bens do vice tenham sumido. Leia o comunicado na íntegra: “com o intuito de melhorar as condições de uso da presidência por todos os membros do Comitê de Gestão, a sala que Orlando Rollo utilizava passou a ter outro uso. Tal decisão foi tomada pelo Comitê de Gestão, conforme ata do dia 20/05/2019, devidamente registrada e enviada ao Conselho Deliberativo. Todos os pertences foram catalogados, fotografados, filmados e guardados, na presença de testemunhas. Os pertences estão isolados em sala trancada com chave e disponíveis para retirada.”

Sob a suspensão vale lembrar que Peres obteve efeito suspensivo junto ao Tribunal de Justiça Desportiva e retomou suas funções normalmente.

Ordens só do presidente

“Depois que eu cheguei na Vila, duas equipes de polícia vieram saber o que estava acontecendo. Como eu sou investigador, uma era da corregedoria. Mostrei que não estava em horário de trabalho e que estava lá legalmente, cumprindo minhas funções estatutárias. Comecei a pedir documentos e os funcionários negavam. Até que um deles me disse que Peres revogou a portaria considerada ilegal pelo conselho e assinou uma nova dizendo que todas as comunicações internas ou outras ordens (orais e escritas) só poderão ser encaminhadas aos departamentos com autorização da presidência. Ele não pode fazer isso. É contra o estatuto porque restringe os poderes dos membros do Comitê de Gestão. E por que ele tem medo de que a gente veja os documentos?”.

O blog teve acesso à portaria assinada por Peres. O texto confirma a informação de Rollo. No documento, o presidente diz que quem não cumprir a determinação poderá sofrer sanção disciplinar.

Demissões

“Falaram que eu demiti funcionários que se recusaram a entregar documentos. Mentira. Não demiti ninguém. Pelo contrário, fiz uma comunicação interna afirmando que ninguém seria demitido (o blog teve acesso ao documento). Afastei quatro membros do Comitê de Gestão e nomeei interinamente outros quatro porque precisava trabalhar com quem confio”.

Aliados que processam o clube

O blog questionou Rollo sobre o fato de ter retornado à Vila Belmiro na companhia de ex-funcionários que acionaram o Santos na Justiça. O fato foi criticado pelo grupo de Peres.

“Não nomeei essas pessoas para nada. São pessoas que levei para me dar embasamento em eventuais decisões. Estavam lá por seus conhecimentos técnicos. Elas estarem processando o Santos não impede que me ajudem”.

Imagem do Santos manchada

Indagado pelo blog se a guerra entre ele e o presidente prejudica a imagem da agremiação, Rollo respondeu: “infelizmente, isso acaba denegrindo a imagem do Santos, sim. Mas não sou eu que dou causa a isso.  Ele que briga com todo mundo, com o Paulo Autuori, com o Jorge Sampaoli, gerentes de futebol  já saíram. Ou as pessoas ficam quietas ou vão pra guerra. Não vou deixar o Santos se inviabilizar financeiramente nos próximos 20 anos  numa gestão de três anos.  Podem me chamar de golpista e de tumultuador. Mas de omisso não vão me taxar”. 

Chance de fazer as pazes com Peres pelo bem do clube?

“Se o Peres começar a fazer uma gestão com transparência, com governança corporativa, tudo bem. Não tenho problema pessoal com ele. Meu problema é de gestão. Entendo que ele está afundando o Santos e estou inconformado.”

Conselheiros pedem nova punição a Peres no STJD, mas tese é controversa

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Conselheiros do Santos encaminharam nesta terça à procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) denúncia de suposta infração contra José Carlos Peres, presidente do clube paulista. Eles alegam que o dirigente teria desrespeitado suspensão de 15 dias imposta pelo órgão.

Ao blog, Felipe Bevilacqua, procurador-geral do órgão, disse ao blog ainda não ter conhecimento do documento. Porém, afirmou que o dirigente só não pode participar de atividades diretamente relacionadas a competições organizadas pela CBF.  A queixa se refere à atuação de Peres no CT santista na última segunda e por ter ido a uma reunião na Federação Paulista. Bevilacqua afirmou que, se receber a denúncia, irá analisá-la, mas ressaltou que tais atos não estão diretamente relacionados à punição.

A notícia de infração foi encaminhada pelos conselheiros Mario André Badures Gomes Martins e Luiz Fernando de Oliveira Almeida Cardoso. Considerando-se presidente em exercício, o vice Orlando Rollo, desafeto de Peres, chegou a nomear ambos para o Comitê de Gestão do clube no lugar de integrantes que ele declarou afastados.

A dupla relata que, em entrevista no CT, na segunda, Peres afirmou ter conversado com Paulo Autuori, dirigente remunerado do futebol santista. Para os denunciantes, a conversa relatada pelo presidente é uma prova de que a pena foi ignorada por ele. Consideram que o cartola desrespeitou veto a “praticar atos oficiais referentes à respectiva modalidade (futebol)”, como prevê o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) para esse tipo de punição.

Em outro trecho, a denúncia cita que, na mesma entrevista, Peres declarou que antes havia estado na Federação Paulista. A presença na entidade é apontada como outra suposta irregularidade. O texto que rege a suspensão afirma que o dirigente punido não pode exercer cargo ou função em entidades como a FPF. Os denunciantes pedem que o presidente do Santos seja julgado pelo STJD por supostamente infringir artigo que diz respeito ao não cumprimento de punições. A pena varia de três meses a um ano de suspensão.

Indagado pelo blog se comparecer ao CT para se reunir com um dirigente do departamento de futebol e ir até a FPF são atitudes que configuram desrespeito de Peres à punição, o procurador-geral do STJD respondeu que, em tese, não. Mas reforçou que precisa examinar a queixa. “É importante deixar claro que a suspensão diz respeito a tudo que for ligado à competição promovida pela CBF. Não pode ir a jogo como presidente, não pode estar no vestiário ou em outra área à qual só teria acesso como presidente”, declarou Bevilacqua.

Oposição recoloca afastamento de Peres em pauta por ‘caso Cueva’

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A situação de Cueva, afastado do Santos, alimenta o desejo da oposição no clube de realizar nova tentativa de afastamento do presidente José Carlos Peres. O cartola já sobreviveu a dois pedidos de impeachment no ano passado.

A informação de que o peruano treinou pelo time do César Vallejo, da primeira divisão de seu país nesta quinta (7) aumentou a ira da oposição. Os oposicionistas argumentam que, mesmo liberado para viajar, o meia não poderia ter participado de treinamento por outra equipe. Argumentam que o episódio configura gestão temerária, pois haveria risco ao patrimônio do clube caso o atleta sofresse lesão grave.

Todo o pacote envolvendo o meia é considerado pela oposição como exemplo de gestão temerária. Principalmente o fato de o clube ter concordado em pagar pelo jogador US$ 7 milhões (cerca de R$ 28,6 milhões pela cotação atual), a partir do ano que vem, e, antes mesmo de iniciar o pagamento, afastar o atleta e procurar clubes interessados em sua contratação.

“Ainda há possibilidade de fazer algo para ele para o próximo ano. Ele não joga mais no Santos neste ano. Para isso acontecer, tem que ter outra parte que queira isso. A ideia é fazer algo para ele fora do Santos no ano que vem”, disse o superintendente de futebol santista, Paulo Autuori, ao comentar a ausência do meia em treino na semana retrasada. 

Os opositores que pregam o impeachment de Peres, além do afastamento de outros membros do Comitê de Gestão que tenham concordado com a contratação de Cueva, usam artigo do estatuto santista que cita gerar risco excessivo e irresponsável para o patrimônio do clube como atos de gestão temerária. O documento classifica como um dos motivos para pedir a saída do presidente  acarretar “prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Santos.” Também existe a ideia de uma ação para que a agremiação receba dos cartolas envolvidos o valor que terá que desembolsar pelo peruano.

Para o processo de impedimento ser iniciado é necessário requerimento assinado por pelo menos 20 conselheiros. O blog enviou mensagem ao presidente do Santos sobre o tema, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

 

Cartolas exaltam chance de redução de encargos trabalhistas com ‘empresa’

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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Ao menos parte dos dirigentes brasileiros vê como um dos pontos principais do projeto para incentivar clubes a se transformarem em empresas mudanças nas relações trabalhistas com os jogadores e outros profissionais. Isso, apesar de assegurarem que essa não é a questão central, mas, sim, a reorganização do futebol nacional

A proposta mais avançada na Câmara prevê que os contratos de jogadores e membros de comissões técnicas com salários superiores a aproximadamente R$ 11 mil sejam regidos pelo direito civil, desde que as duas partes tenham sido assistidas por advogados de sua escolha e com uma série de garantias constitucionais. Isso significa que no lugar de parte do salário registrado na carteira de trabalho, atletas, treinadores e seus assistentes passariam a ser prestadores de serviço. A alteração reduziria os custos das agremiações com encargos trabalhistas.

Os cartolas também projetam seria reduzido drasticamente o número de ações movidas por ex-atletas e ex-treinadores na Justiça do Trabalho. Cobranças para equiparar direito de imagem a salário, assegurando benefícios, são comuns atualmente. “Hoje, você contrata um jogador por três anos, atendendo a legislação, com CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) mais direito de imagem. E se ele não render? Pra você dispensar, jogador ou comissão técnica, é obrigado a pagar o restante do contrato, além das obrigações de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), pagando multa de 40%”, disse ao blog José Carlos Peres, presidente do Santos.

O blog procurou a Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol) para ouvir sua opinião. Segundo seu presidente, Felipe Augusto Leite, a entidade precisa de mais informações sobre o tema. “Existem 111 projetos de lei no Congresso Nacional que tratam de mudanças no esporte. Esse texto ainda não chegou para nós. O que posso dizer é que precisamos de uma redação especial para tratar dessa relação (trabalhista entre jogadores e clubes). Nunca fizeram”, declarou Leite.

Ele ainda afirmou que o grande problema a ser atacado deve ser o desemprego no futebol, referindo-se aos clubes menores que não têm competições para disputar a temporada inteira e dispensam seus jogadores.

Nesta quarta (11), cartolas de alguns dos principais clubes brasileiros foram recebidos na Câmara e voltaram animados falando da disposição do presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em aprovar o projeto rapidamente.

 

Peres diz ter acordo para pagar imagem atrasada a Sampaoli em até 15 dias

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José Carlos Peres, presidente do Santos,  disse ao blog que fez um acordo com Jorge Sampaoli para quitar em até duas semanas pagamento de direito de imagem atrasado.

Imagem um mês (atrasada) e já foi acordado colocar em dia em no máximo 15 dias”, escreveu o dirigente santista em mensagem de aplicativo de celular.

O cartola afirmou que os pagamentos de salários do treinador registrados em carteira de trabalho estão em dia.

Como mostrou o blog, o técnico chegou a cobrar o clube por e-mail de atraso em parte de seus vencimentos que deveria ter sido paga em junho.

Sampaoli cobra Santos por atraso em pagamento por escrito

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Jorge Sampaoli cobrou o Santos de atraso em seu pagamento por escrito.

José Carlos Peres, presidente santista, não respondeu  à mensagem enviada por este blogueiro sobre o tema.

Porém, fonte próxima ao dirigente afirmou que a notificação sobre o atraso foi feita por e-mail. Pela mesma versão, só houve atraso referente à quantia relativa a direito de imagem que já  deveria ter sido paga neste mês.

O relato também é de que Sampaoli sempre age assim diante de atrasos.

 

Desafetos tentam excluir filha de Peres do Santos. Ela fala em ir à Justiça

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Mensagens atribuídas a mulher e filha de Peres criticam oposição e o vice Orlando Rollo (à esq. na imagem). As duas negam a autenticidade do áudio. Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Na última terça (14), um grupo de conselheiros do Santos protocolou no Conselho Deliberativo pedido de expulsão de Daniela Rocco Peres do quadro associativo do clube. Filha do presidente José Carlos Peres, ela é acusada de ter ofendido adversários políticos de seu pai em sua conta no Facebook.

Daniela nega ter feito as ofensas, afirmando que as mensagens atribuídas a ela são falsas. Ao blog, a filha do cartola também falou em eventualmente se defender na Justiça.

“Não fui notificada sobre esse requerimento, só ouvi dizer. Então, não tenho nada a declarar. Vou esperar chegar algo pra mim e vou me defender. Se precisar, vou até à Justiça fazer a minha defesa. É um pedido totalmente político”, declarou ela.

O imbróglio começou no mês passado, depois de as contas de Peres serem reprovadas pela primeira vez (nesta terça o conselho ratificou a reprovação). Naquela ocasião circularam em grupos de WhatsApp mensagens que teriam sido postadas pela mulher de Peres, Maria de Lourdes Rocco.

“Esses conselheiros são amigos do Marcelo Teixeira e do (Modesto) Roma (ex-presidentes), que quase fechou as portas do Santos. São abutres querendo trazer o tal (Orlando) Rollo (vice-presidente licenciado) de volta. Nós, torcedores do Santos, temos que abrir o olho, senão os ladrões vão voltar”, dizia uma das mensagens. À Daniela, foi atribuído o seguinte comentário, supostamente em resposta à mãe: “li. Essa corja não vale nada”.

Em meio à polêmica, Maria de Lourdes escreveu texto afirmando que as afirmações eram falsas. A mulher do presidente não é sócia do Santos, por isso o requerimento não pede medidas contra ela.

O documento, encabeçado pelo conselheiro Antônio Alfredo Glashan diz ser inadmissível parentes do presidente do clube irem às redes sociais criticar conselheiros eleitos para fiscalizar a gestão.

A solicitação de expulsão se baseia em artigo que prevê a possibilidade dessa punição para quem “atingir por ato público ou manifestação escrita ou verbal a reputação, a integridade, o prestígio ou o conceito moral e o bom nome do Santos, de seus órgãos ou dos membros desses órgãos.”

O estatuto santista diz que cabe ao Comitê de Gestão (CG) decidir sobre eventuais punições aos associados. Porém, o requerimento afirma que, como Peres preside também o CG, ele participaria do julgamento da própria filha. Assim, o documento pede para o caso seja decidido pelo Conselho Deliberativo (CD).

O blog procurou Marcelo Teixeira, presidente do CD para saber sua decisão sobre o caso. “Não vimos ainda o requerimento. Pode ter sido protocolado depois da reunião. A mesa (do CD) se reunirá e avaliará o pedido. Se necessário, vai encaminhar à comissão do estatuto para um parecer”, afirmou o dirigente.

Durante a reunião, Teixeira negou solicitação de conselheiros para que o órgão aprovasse uma manifestação de repúdio contra supostas manifestações de mulher e filha do presidente. “Houve o esclarecimento, não pertencia à página (da mulher de Peres) e não foi autora do texto. Foi retirado e postado texto dirimindo quaisquer dúvidas”, afirmou o presidente do conselho justificando a negativa.

Com Eder Traskini, do UOL, em Santos