Arquivo da categoria: José Maria Marin

Chamado de ladrão, Marin sofre nova derrota em ação contra Romário

Leia o post original por Perrone

Preso nos Estados Unidos, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, sofreu nova derrota em ação na qual cobra de Romário indenização por supostos danos morais. Na última terça (19), por unanimidade, a 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou provimento ao recurso movido pelo ex-dirigente. Ele tentava mudar decisão que considerou improcedente seu pedido de indenização contra o ex-jogador, atualmente senador pelo Podemos-RJ.

Marin foi à Justiça em 2014, quando ainda presidia a Confederação Brasileira de Futebol, por conta de uma entrevista em que o então deputado federal o chamou de “ladrão” e “corrupto”, além de dizer que ele não “tem ética em relação ao dinheiro”. Na primeira decisão, a Justiça entendeu que as declarações estavam ligadas às atividades de parlamentar do ex-jogador por conta de sua atuação na área esportiva no congresso. Assim, valeu a imunidade parlamentar de Romário. Além disso, foi considerado não ter sido provada a existência de dano moral.

No recurso, a defesa do ex-presidente da CBF alegou que a declaração não teve vínculo com a atividade parlamentar e que a imunidade não autoriza congressistas a proferirem “ofensas com base em avaliação estritamente pessoal”.

O voto do relator, desembargador Mario Guimarães Neto, seguido por seus pares, foi arrasador para Marin. Ele sustentou que o ex-dirigente “já havia sido indicado publicamente como envolvido em escândalos, vindo a ser preso na Suíça ainda no ano seguinte à declaração do deputado, em 2015, por escândalo conhecido como ‘Fifagate’ por atos relacionados ao período 2012-2015, além de banido pela Fifa no corrente ano, culpado de suborno em violação ao código de ética, o que enfraquece, de sobremaneira, a alegação de que teria sofrido abalo à honra decorrido da declaração do deputado”. Também foi mantido o entendimento de que a imunidade parlamentar deveria prevalecer. Marin, sempre negou os crimes imputados a ele.

 

Preso, Marin já se desfez de mais de R$ 40 milhões em imóveis

Leia o post original por Perrone

Condomínio em que fica apartamento vendido por Marin em dezembro do ano passado Imagem: Ricardo Perrone/UOL

Obrigado a pagar despesas processuais, multa e indenizações, José Maria Marin já se desfez de pelo menos quatro imóveis vendidos por R$ 40.350.000, no total, desde que foi preso em maio de 2015. Na contramão das vendas, foi feita pela mulher dele a compra de um apartamento, mais modesto do que os vendidos, e que deve ser provavelmente a nova residência dela. Os dados estão em registros em cartórios obtidos pelo blog.

Advogados de Marin no Brasil confirmaram ao blog que ele vendeu propriedades, incluindo sua residência, para pagar fiança, despesas enquanto estava em regime de prisão domiciliar nos Estados Unidos, honorários advocatícios e outras despesas relacionadas ao caso. Lembram que o dirigente deixou de receber salário ao sair da CBF. Porém, afirmam que o valor de aproximadamente R$ 40 milhões não é o montante líquido recebido por ele. Isso porque parte dos pagamentos teria sido feita em imóveis que, por questões burocráticas, ainda não aparecem no nome dele.

A venda mais recente e pela maior quantia aconteceu no dia 3 de dezembro do ano passado. O ex-presidente da CBF e sua esposa, Neuza Augusta Barroso Marin, negociaram por R$ 18.100.000 uma casa na Rua Colômbia, no nobre bairro paulistano do Jardim América. A Empage Construções e Empreendimentos pagou pela propriedade menos do que o valor venal de referência usado pela prefeitura para cobrança de impostos e que foi estipulado em R$ 24.344.024.

O negócio foi fechado menos de duas semanas depois de o ex-cartola ser condenado nos Estados Unidos a devolver sozinho cerca de R$ 500 mil para Fifa e Conmebol. A quantia é referente a salários e benefícios que o brasileiro, acusado de crimes relacionados à corrupção, recebeu das duas entidades. A Justiça norte-americana também determinou na mesma data que ele dividisse com outros dirigentes uma restituição equivalente a R$ 7,8 milhões para Fifa e Conmebol.

A propriedade negociada em dezembro já estava alugada para fins comerciais e havia sido comprada pelo também ex-presidente do Comitê Organizador da Copa de 2014 em 3 de março de 1983.

Em agosto do ano passado, Marin e sua mulher já tinham vendido apartamento em suntuoso condomínio da Rua Padre João Manoel, no bairro paulistano de Cerqueira César. O imóvel foi repassado para a J.L Participações por R$ 7.600.000. Nesse caso, o martelo foi batido por um preço superior ao valor venal de referência atribuído pela prefeitura que é de R$ 6.260.004. O apartamento com 609,10 metros quadrados e cinco vagas na garagem foi registrado em recente transação imobiliária como residência de Neusa Marin. A propriedade fora comprada em 3 de janeiro de 1990.

No mesmo  mês da venda, o ex-dirigente foi condenado pela justiça dos Estados Unidos a pagar uma multa de US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 4,5 milhões pelo câmbio atual).

A JMN Participações, criada pelo ex-cartola e que agora tem como sócios apenas Neusa e Marcus Vinícius, filho do casal, vendeu outra propriedade numa região luxuosa de São Paulo em 16 de fevereiro de 2017. Na ocasião, foi comercializada uma mansão no número 105 da Avenida Europa por R$ 11.550.000. A quantia arrecadada com a venda não chega à metade dos R$ 24.945.754 estabelecidos como valor venal de referência pela prefeitura. O montante também é inferior aos R$ 13.500.000 pagos pela empresa dos Marin pela casa instalada em um terreno de aproximadamente 2.600 metros quadrados. O documento de promessa de compra e venda foi assinado em 16 de abril de 2014, pouco antes da Copa do Mundo do Brasil. Já a transferência do imóvel para a empresa da família do ex-presidente da CBF foi feita em março do ano seguinte.

De acordo com registro do imóvel, a Meta Administradora de Bens, que comprou a casa, pretende erguer no terreno um prédio de dois andares com 20 salas comerciais.

A primeira das propriedades vendidas por Marin após sua prisão, em maio de 2015, na Suíça, foi uma cobertura duplex no Condomínio Les Saint Tropez na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.  A JMN vendeu o suntuoso imóvel em 20 de abril de 2016 por R$ 3.100.000 para Benny Binhas Kubudi. O valor atribuído pela prefeitura do Rio ao imóvel para o cálculo de emolumentos é de R$ 4.302.704.

A empresa da família Marin havia assinado um documento de compra e venda em 28 de maio de 2014 para adquirir o imóvel por R$ 1.600,00 de Lilian Cristina Martins Maia. A propriedade no entanto, só foi transferida para empresa um dia antes da venda para Benny. Além de Marin, na mesma época, Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF banido pela Fifa, também adquiriu imóvel no condomínio.

Atualmente, Marin cumpre pena de quatro anos de prisão nos Estados Unidos por ter sido condenado pelos crimes de conspiração para organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude financeira. Ele se diz inocente.

Compra

Ainda de acordo com registros de imóveis obtidos pelo blog, a mulher de Marin deve sofrer uma queda em seu padrão residencial no Brasil. Em 24 de julho do ano passado, Neusa Marin adquiriu por R$ 1.535.000, apartamento localizado no bairro de Cerqueira César. A propriedade tem valor venal de referência estipulado pela prefeitura de R$ 1.359.798. O apartamento tem 148,10 metros quadrados de área privativa e fica num condomínio mais simples do que o local da propriedade  declarada como residência de Neusa numa das operações de venda e que tem 509,10 metros quadrados de área útil.

No edifício em que fica o apartamento comprado em 2018, um funcionário informou a este blogueiro que o imóvel está sendo reformado e que a mulher de Marin só vai se mudar depois de a obra ser finalizada. Os registros mostram também a transferência para Neusa de três vagas na garagem vinculadas à propriedade pelo valor de R$ 105 mil cada uma. O blog não conseguiu localizar a mulher de Marin para falar sobre as negociações.

Justiça dos EUA nega pedido que aumentaria restituição de Marin a entidades

Leia o post original por Perrone

A Justiça dos Estados Unidos negou na última quinta (20) pedido que aumentaria a quantia a que José Maria Marin foi condenado a pagar para entidades internacionais. A iniciativa da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) está relacionada à condenação do cartola por suposta prática de corrupção. A informação foi divulgada pelo site “Law 360” e confirmada pelo blog.

O recurso visava que a juíza Pamela Chen reconsiderasse decisão de novembro na qual negou solicitação de Concacaf, Fifa e Conmebol para serem restituídas por Marin e Juan Angél Napout, ex-presidente da Conmebol, entre outros dirigentes, em mais de US$ 120 milhões (cerca de R$ 463,98 milhões na soma dos pedidos).

Na sentença original, a juíza determinou que Marin, Napout e outros condenados dividissem o pagamento de U$ 2,1 milhões (aproximadamente R$ 8,1 milhões) para entidades que se sentiram prejudicadas. Isso além de restituições individuais.

A Concacaf alega que o dinheiro destinado a ela é inferior aos gastos que teve com advogados e no processo de investigação interna para apurar eventuais prejuízos com o esquema de corrupção. Também sustenta que não será suficientemente ressarcida pela desvalorização nas negociações de direitos de TV de suas competições por conta do escândalo.

Os advogados de Marin e Napout apresentaram suas contestações diante do novo pedido da Concacaf. A Justiça, então, manteve a decisão inicial envolvendo, além da Concacaf, Conmebol e Fifa. A entidade sul-americana e a federação internacional seriam contempladas numa eventual mudança, mesmo sem terem entrado com o pedido de reconsideração.

Os advogados de Marin comemoraram o resultado que não altera as punições dadas a ele. O ex-presidente da CBF foi condenado a devolver sozinho US$ 137.532,60 (por volta de R$ 531,7 mil) para Conmebol e Fifa, além de entrar na divisão de US$ 2,1 milhões. Só a entidade sul-americana pedia US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões) do dirigente brasileiro.

Em agosto, o ex-presidente da CBF foi condenado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos, após ser acusado de receber propina na venda de direitos de transmissões de competições para emissoras de TV.

Cerca de dois meses depois, Marin foi transferido para o presídio de segurança mínima de  Allenwood. na Pensilvânia. Até então, ele estava no Metropolitam Detention Center, em Nova York, conhecido pelas más condições carcerárias. 

 

 

Justiça dos EUA pede que Fifa reavalie com governo valor cobrado de Marin

Leia o post original por Perrone

Na última quinta (4), a Justiça norte-americana analisou pedidos de Fifa, Conmebol e Concacaf para ser restituída financeiramente por José Maria Marin e Jose Angel Naput, ex-presidente da confederação sul-americana, acusados de corrupção. A juíza Pamela Chen apontou dificuldades para conceder as indenizações integrais pedidas por conta de uma jurisprudência nos Estados Unidos. Ela orientou as entidades a apresentarem suas contas ao governo do país em busca de um número em comum. Posteriormente, essa quantia seria analisada por ela.

A informação, confirmada pelo blog, foi revelada pelo site norte-americano “Law 360”, que cita indenização de dezenas de milhões de dólares, envolvendo também outros dirigentes e cobrada por conta de esquema fraudulento. A decisão agradou à defesa do ex-presidente da CBF, que acredita num valor menor ao pedido inicialmente pelas entidades.

Os advogados de defesa argumentaram com Chen que há jurisprudência nos Estados Unidos que refuta cálculos realizados internamente por entidades privadas como base para pedidos de restituição em casos semelhantes ao de Marin. Durante a sessão, a juíza sinalizou entender ser difícil conceder a restituição apenas com os cálculos feitos pelas vítimas por conta da jurisprudência. A menos que haja um pedido do governo.

Assim, Chen pediu para que as entidades apresentem suas contas detalhadas ao governo americano na tentativa de chegar a um número de consenso. Com suporte governamental no pedido, ela analisará se concede a restituição. A juíza deixou claro, porém, que, caso seja concedida, a indenização não será obrigatoriamente no novo valor.

Justiça dos EUA pede que Fifa reavalie com governo valor cobrado de Marin

Leia o post original por Perrone

Na última quinta (4), a Justiça norte-americana analisou pedidos de Fifa, Conmebol e Concacaf para ser restituída financeiramente por José Maria Marin e Jose Angel Naput, ex-presidente da confederação sul-americana, acusados de corrupção. A juíza Pamela Chen apontou dificuldades para conceder as indenizações integrais pedidas por conta de uma jurisprudência nos Estados Unidos. Ela orientou as entidades a apresentarem suas contas ao governo do país em busca de um número em comum. Posteriormente, essa quantia seria analisada por ela.

A informação, confirmada pelo blog, foi revelada pelo site norte-americano “Law 360”, que cita indenização de dezenas de milhões de dólares, envolvendo também outros dirigentes e cobrada por conta de esquema fraudulento. A decisão agradou à defesa do ex-presidente da CBF, que acredita num valor menor ao pedido inicialmente pelas entidades.

Os advogados de defesa argumentaram com Chen que há jurisprudência nos Estados Unidos que refuta cálculos realizados internamente por entidades privadas como base para pedidos de restituição em casos semelhantes ao de Marin. Durante a sessão, a juíza sinalizou entender ser difícil conceder a restituição apenas com os cálculos feitos pelas vítimas por conta da jurisprudência. A menos que haja um pedido do governo.

Assim, Chen pediu para que as entidades apresentem suas contas detalhadas ao governo americano na tentativa de chegar a um número de consenso. Com suporte governamental no pedido, ela analisará se concede a restituição. A juíza deixou claro, porém, que, caso seja concedida, a indenização não será obrigatoriamente no novo valor.

‘Caso Marin’ é senha para faxina no futebol brasileiro ou fim da esperança

Leia o post original por Perrone

A condenação de José Maria Marin a quatro anos de prisão nos Estados Unidos combinada com multa de US$ 1,2 milhão só reforça a importância de o caso ter desdobramentos no Brasil.

As autoridades brasileiras precisam investigar os reflexos nacionais dos crimes dos quais o ex-presidente da CBF é acusado. Sonegação de impostos é só um dos efeitos que podem ter ocorrido.

Para a Justiça americana, Marin não agiu sozinho. Logo, é preciso que as autoridades competentes sejam céleres e apontem quem mais tem culpa no cartório em território nacional. E que eles sejam punidos com o mesmo rigor aplicado pelos americanos.

O resumo da ópera é que o desfecho do julgamento de Marin pode ser o ponto de partida para uma profunda investigação no futebol brasileiro. E, dependendo da conclusão, resultar numa faxina jamais vista.

Porém, ao mesmo tempo, o caso pode ser um golpe fatal na esperança do torcedor que sonha em ver uma limpeza no futebol nacional. Se nada de prático acontecer por aqui agora, será difícil acreditar em punição para cartolas corruptos por essas bandas.

Zico pede intervenção na CBF e critica clubes

Leia o post original por Perrone

 

Zico em frente ao Pacaembu                      Foto: Ricardo Perrone/UOL

 

No banco traseiro de um carro, durante os 34 minutos do trajeto entre o estádio do Pacaembu e o Aeroporto de Congonhas, o blog entrevistou Zico na última segunda (13). O ex-jogador pediu intervenção na CBF, criticou cartolas de clubes por não se rebelarem contra a entidade e defendeu Neymar na polêmica do pênalti com Cavani.

A conversa aconteceu depois de ele participar da série “10×10”, que reúne entrevistas com vários astros que vestiram a camisa 10. A produção vai ao ar em maio pelo Esporte Interativo, canal no qual o Galinho é comentarista.

Abaixo, leia a entrevista em que Zico falou de seleção brasileira, do comportamento suspeito de cartolas da Fifa em sua tentativa de disputar eleição na entidade e da segurança no Rio de janeiro, entre outros temas.

Blog – A convocação do Tite para os últimos amistosos antes da Copa te surpreendeu muito?

Zico – Já tierei essa palavra surpresa do meu dicionário do futebol. O treinador tem todo direito de convocar quem ele acha que deve ser convocado porque é sempre a cabeça dele que está a prêmio. E a gente tem que respeitar isso. Ele é um cara que realmente vai aos estádios, vês os jogos. Então, por tudo aquilo que ele tem feito na seleção, acho que a gente tem que dar uma certa credibilidade a ele no sentido de dar um voto de confiança quando há um nome que as pessoas não esperam.

Blog – O preparador físico da seleção, Fábio Mahseredjian, disse que na lesão do Neymar há um lado positivo: o fato de ele chegar menos desgastado na Copa…

Zico – Isso aconteceu com Ronaldo e Rivaldo em 2002. Eles tiveram tempo suficiente para se recuperar de lesões e se preparar para a Copa do Mundo. Acho que o importante é isso, você conseguir a tempo para se recupear da parte clínica porque a parte física um jovem como o Neymar consegue rapidinho. O problema maior é a confiança na recuperação na parte clínica.

Blog – Tem se discutido muito a questão disciplinar do Neymar e também sobre individualismo. O que você pensa sobre essas duas questões?

Zico – Cara, eu não sou favorável a essa coisa, não. Vejo o Neymar jogando muito bem na seleção. É uma característica dele, das jogadas individuais, é por isso que hoje é o jogador de maior número de assistências no clube dele. E o time sentiu muito a ausência dele no segundo jogo contra o Real Madrid (pela Champions League), por essa falta de assistências, de jogadas individuais que ele cria e que desarma os adversários. Então, lógico, o jogador que tem uma boa condição individual, alguma vezes, é normal que exagere um pouco. Mas é tudo na tentativa de criar condições pro time dele. Se você pegar as médias dele, de assistências, de tudo,  ele tem sido muito mais decisivo do que individualista.

Blog – E a questão disciplinar?

Zico – Isso aí é do ser humano. O que vejo que o Neymar  tem que ter preocupação quando o time tá perdendo. Aí ele se enerva um pouco mais. Aí ele comete alguns erros disciplinares. Isso que ele tem que entender. Quando você tá perdendo a calma tem que estar mais a frente disso tudo. Não pode se desesperar porque é desarmado. O Neymar é um jogador que a bola pra ele é um grande brinquedo. Então, ele quer ficar com a bola o tempo inteiro. Se o cara tira a bola dele, ele fica revoltado com o cara. E aí ele esquece que é um profissional. Então isso é normal de um garoto que gosta de jogar futebol. É um jogador que não sabe marcar, como eu era. Então ele tem que ter essa tranquilidade. Perdeu a bola, é mais cercar do que ir em cima do adversário pra tirar a bola porque às vezes ele se desespera, faz faltas desenecesárias e corre o risco de sair de um jogo. E ele tem que entender que é importante, não pode deixar um time, uma seleção na mão por causa de um ato impensado.

Zico não vê motivo para Cavani reclamar de Neymar       Foto: AFP PHOTO/CHRISTOPHE SIMON

Blog – Você cita o exemplo de um pênalti que deixou de bater na Copa de 1986 pro Careca cobrar porque ele disputava a artilharia. Neymar teve uma situação semelhante em relação ao Cavani e fez questão de bater. Acha que ele deveria ter tido uma atitude como a sua?

Zico – Isso aí é de cada um. É aquele momento que você vive o clima ali na hora. Não acho que tenha sido errado. Acho que é questão de você saber o que pode ser melhor no momento. Acho que o Cavani não tem que reclamar nada dele porque o Neymar deixa o Cavani toda hora na cara do gol pra fazer gol. Eu, no lugar do Cavani, fico na minha esperando a hora porque uma hora a bola vem no meu pé, às vezes até sem goleiro. Acho que isso é um erro muito grave. Por isso que o Real Madrid é grande, o Barcelona é grande, o Bayern é grande, o Milan já foi grande. Porque essas picuinhas não saem com facilidade (na imprensa). Eles detonam isso logo de cara. E o PSG ainda tá imaturo nessa questão. São muitas coisas que saem e parece que não há uma estrutura adequada pra fazer com que essas coisas não saiam e não perturbem o ambiente.

Blog – Agora sobre Vinícius Júnior. Você acha melhor ele se transferir no meio deste ano para o Real Madrid ou só sair do Flamengo em 2019?

Zico – O melhor é ele continuar jogando. Não tenho dúvida que, chegando lá, se o Real achar que ele ainda não tá preparado, vai fazer alguma coisa com ele (emprestar para alguém). Hoje, eu vejo ele totalmente preparado para jogar de início no time do Flamengo. Se for pra jogar em outro time (emprestado pelo Real), acho melhor ele jogar aqui. Ele já tá consolidado aqui. Lá ele vai ter que ter performance muito boa porque sempre vão estar comparando o valor da transação (45 milhões de euros). Ele sempre vai carregar esse peso. Os caras que custam isso aí, não tem como não fazer esse tipo de comparação hoje no futebol.

Blog – E eu não tenho como não comparar. Se os caras valem tudo isso que valem hoje, quanto você acha que valeria se jogasse nessa época?

Zico – Ah, cara. É difícil porque você tem que colocar em termos de números. Hoje, a valorização de um jogador acontece pelos números dele. De gols, de participação, assistência. Hoje fazem uma matemática nesse sentido. Então, hoje eu seria um jogador muito valorizado por isso, né? Porque eu tinha resultado nessas avaliações.

Quanto valeria Zico hoje?                         Foto: Homero Sérgio -15.out.1988/Folhapress

Blog – Você lembra por quanto foi vendido do Flamengo para a Udinese?

Zico – Lembro. Por quatro milhões de dólares.

Blog – Hoje você não compra ninguém por esse valor.

Zico – É, acho que hoje é difícil (risos).

Blog – Sobre CBF. Marco Polo Del Nero (presidente suspenso preventivamente por acusações de corrupção negadas por ele) fez uma manobra e praticamente assegurou que seu sucessor será Rogério Caboclo (CEO da confederação), que é seu homem de confiança… (Zico interrompe).

Zico – Mas essa manobra não foi feita agora, os clubes silenciaram, aceitaram. Desde o momento em que ele (Del Nero) criou aquele critério dos pesos dos votos (dando peso maior para as entidades estaduais do que para os clubes), tava na cara. Qualquer manobra é pinto perto do que ele fez. Se ele tem as federações nas mãos, desde o momento em que os clubes aceitaram aquilo, aceitam qualquer coisa. Se eles não se rebelaram, é porque eles estão satisfeitos com o que está acontecendo hoje na CBF.

Blog – Parece que os clubes não querem ser ajudados.

Zico – Exatamente. Hoje eu só trabalho pra quem tem uma causa.

Blog – Talvez por isso que você tentou ser candidato à presidência da Fifa, mas não teve vontade de se candidatar à CBF agora?

Zico – Porque a CBF passou, cara. Você chega a um ponto que passa. Ou é naquele momento ou não é. Então, hoje, quando entra o presidente atual da CBF, ele vai ficar 12 anos. Ele (Del Nero) fez um trabalho para ficar 12 anos, só não deu por causa dessa questão da suspensão dele (imposta preventivamente pela Fifa até seu caso ser julgado). Mas tava na cara que isso iria acontecer. Então, hoje, ninguém consegue entrar. Pra se candidatar você precisa de oito federações e cinco clubes. Ele pegou vinte cartas (federações), só sobraram sete. Não tem mais carta para os outros.

Blog – A primeira coisa que deveria mudar é essa exigência de apoios pra se candidatar?

Zico – Claro, a primeira coisa que você tem que mudar é o tipo de eleição. Tem que aumentar o colégio eleitoral. Não sei porque os clubes da Série C e da Série D não têm direito a voto. Por que os atletas não votam? Podia se criar um modelo, atletas que foram campeões mundias, que têm tantos títulos têm direito a voto. Aí você não teria essa possibilidade de ter só um grupo e se eleger. Por isso, hoje ninguém vai conseguir entrar.

Blog – Por isso não te motivou?

Zico – Não me motiva. De maneira nenhuma. Aquele momento da Fifa era importante e aconteceu a mesma coisa. Você tinha que ter cinco cartas (apoios de federações nacionais) pra poder se candidatar, o que é difícil porque esse sistema tá viciado. E um sistema viciado te leva a ter que oferecer alguma coisa. Você fala o teu projeto, aí você para de falar e o cara fica: “e aí?”. Ele quer aquele extra que o pessoal tá acostumado a dar. E não tem esse extra. Daí o cara vai te dar carta? Nunca. Ele não vai ganhar nada com isso. É a troca que eles fazem.

Blog – Chegaram a te propor essa troca na Fifa?

Zico – Eu não falava. Eles não vão propor, né? Porque me conhecendo, eles não vão se meter a falar alguma coisa.

Blog – Mas chegaram a insinuar que queriam algo em troca para te apoiar?

Zico – Basicamente, o cara ficava esperando você falar alguma coisa. Como eu não falava… Eu vi isso no congresso da Fifa. Teria uma eleição após o congresso. Antes de encerrar, o (Joseph) Blatter (ex-presidente da Fifa afastado por acusações de corrupção) falou: “a gente teve um saldo positivo e vai destinar uma quantia tal para todas as federações”. Todo mundo sorriu. Daí ele continuou: “vocês acham que eu devo ser eleito? Quem for a favor levanta o braço. Todo mundo levantou o braço. Mas dois minutos antes o cara deu uma verba pra cada federação. Isso é vergonhoso. Não é à toa, onde tá o cara? Um dia pegam, né?

Blog – E é difícil imaginar que isso não se reflita aqui.

Zico – Sem dúvida, se você tem um preso (José Maria Marin), outro (Del Nero) não pode sair do país, suspenso, e outro também acusado (Ricardo Teixeira), é sinal de que a conivência é total. (nota do blog: os três cartolas negam terem cometido irregularidades).

Blog – Onde o futebol brasileiro vai parar desse jeito, com cartolas se perpetuando no poder?

Zico – Eu não sei. Se não houver uma intervenção, acho que fica difícil. Acho até que a CBF, na parte de baixo tem trabalhos bons, que às vezes ficam escondidos por causa de quem tá em cima. (Nota do blog: o Ministério Público do Rio tenta obter uma liminar para o afastamento da atual diretoria da confederação com a consequente nomeação de um interventor. Também é pedido o afastamento definitivo por suposta irregularidade na reunião que mudou o peso dos votos já que os clubes não participaram).

Blog – Por falar em intervenção na CBF, o que você pensa da intervenção militar na segurança do Rio?

Zico – Acho que o importante é se fazer qualquer coisa em termos de segurança da população porque isso não pode ser uma coisa pontual, passageira. Tem que ser um projeto que possa trazer benefício pra segurança do Rio de Janeiro. É uma cidade maravilhosa, porta de entrada do Brasil, então, os caras que estão lá vendo acham que a necessidade é essa, temos que dar um voto de confiança. Do jeito que estava, é complicado.

Blog – Como chegamos ao aeroporto, a última: como você vê o estágio atual do futebol carioca, com públicos baixíssimos nos jogos.

Zico – Nota 1. Uma tristeza. O campeonato sendo disputado fora do Estado. Daí você abre o Maracanã pra 5 mil pessoas, 300 pessoas. Não do. Lamento porque isso já foi motivo de grandes competições, grandes públicos, grandes rivalidades. Você não pode ter um campeonato que você jogue 11 jogos sendo oito deficitários. É lamentável.

Blog – Por que chegou nessa situação?

Zico – Pela falta de infraestrutura e de valorização de competição.

 

 

‘Cara do Del Nero’ e ‘homem do não’. Conheça Rogério Caboclo

Leia o post original por Perrone

A sala de reuniões na Federação Paulista estava repleta de cartolas entediados e apressados para deixar o local. Em pé, empolgado, apresentando infinitas planilhas estava Rogério Caboclo, então jovem dirigente da entidade que hoje está prestes a se transformar no novo presidente da CBF.

Foi mostrando organização e obsessão pelo controle das finanças da entidade estadual, como na longínqua cena descrita acima, que ele começou a conquistar Marco Polo Del Nero. Nesta quinta, seu padrinho político articulou a manobra que assegura apoio da maioria das federações estaduais para a candidatura de Caboclo, 45 anos, à presidência da confederação. Não sobraram entidades para outro candidato conseguir o aval e atingir o mínimo de oito federações para se candidatar, além do apoio de mais cinco clubes. A eleição pode ocorrer até abril de 2019.

Conselheiro do São Paulo e filho do Carlos Caboclo, tradicional cartola tricolor, Rogério foi diretor executivo do clube aos 28 anos na gestão do presidente Paulo Amaral, que hoje atua na federação paulista. Dois anos depois, Caboclo chegou à FPF. Lá organizou e blindou a área financeira. Só passava informações para o presidente Del Nero. Reinaldo Carneiro Bastos, que era vice e atualmente preside a entidade, tinha acesso a todas as áreas, mas ficou sem trânsito em relação às finanças.

Reinaldo foi justamente o maior prejudicado com a decisão de Marco Polo de transformar Caboclo em seu sucessor. O presidente da federação preparava campanha para tentar sentar na cadeira mais cobiçada da CBF.

Lealdade

Demonstrando fidelidade canina à Del Nero, Rogério virou seu homem forte. Naquela época, ele começou a mostrar uma característica que mais tarde viria a incomodar presidentes de federações na confederação: a facilidade em dizer não a pedidos de dirigentes e a dificuldade em liberar verbas. Ninguém conseguia nada sem convencer Marco Polo a falar com seu diretor.

Depois de ser vice da FPF, ele virou CEO da CBF, com José Maria Marin como presidente, mas por obra de Del Nero. A patente de oficial do exército de Marco Polo ficou rapidamente evidente para quem trabalhava na confederação. Um ex-funcionário conta que Marin foi logo avisando: “cuidando com o que você fala para o Rogério porque ele é homem de confiança do Marco Polo”.

O novo executivo impressionou seus colegas de trabalho pela formalidade e gentileza no trato diário. Mesmo gentil, ele colecionou desafetos por conta de uma série de demissões atribuída a ele. O paulista organizado e polido passou a ser visto como uma pessoa obcecada em abrir espaço para os homens da confiança de Del Nero na confederação.

Entre dirigentes, consolidou a fama de ser “o homem do não” por causa dos pedidos negados. Enquanto isso, Caboclo se orgulha de ter cortado gastos e aumentado receitas, entre outros feitos na CBF. Um deles é negociação do novo contrato referente à transmissão da Copa do Brasil. Segundo a entidade, a competição se tornou a mais rentável do hemisfério sul pagando R$ 50 milhões para o campeão.

Recentemente, Rogério também foi escolhido para ser CEO da Copa América de 2019, marcada para o Brasil.

Cartolas que frequentam a Confederação, classificam Caboclo como técnico, objetivo, eficiente na área financeira, porém sem conhecimento político. Essa é a principal crítica dos que são contrários à sua candidatura. Ele não teria desenvoltura para agir nos bastidores da Fifa, por exemplo, por nunca ter dirigido uma entidade antes. Isso, na análise de alguns conhecedores da CBF, é sinal de que Caboclo será guiado por Marco Polo.

Suspenso provisoriamente pela Fifa, ele terá seu caso decidido até o próximo dia 15. No cenário atual, se for banido ou levar um longo gancho por conta de acusações de corrupção, Del Nero teria o conforto de ser sucedido por alguém que, acredita, nunca o trairá.

Hoje, apesar de o vice Coronel Nunes ter assumido a presidência, Caboclo já é tido como quem preside a confederação defendendo os desejos do presidente afastado. Marco Polo nega as acusações.

Rogério Ceni

Ao mesmo tempo em que elogiam a capacidade administrativa do provável novo comandante da confederação, cartolas e ex-funcionários da CBF apontam a falta do assunto futebol em suas conversas. Jogos e atuações de jogadores são temas que não parecem empolgar o candidato à presidência.

Um de seus interlocutores ouvidos pelo blog afirma ter como rara lembrança de Caboclo falando sobre futebol uma mágoa com Ceni. Pelo relato, o dirigente não engoliu o episódio em que representante do ex-goleiro apresentou uma proposta que seria do Arsenal. O presidente são-paulino na ocasião, Paulo Amaral, de quem Caboclo era diretor, consultou o clube inglês que negou ter feito a oferta. O episódio terminou com uma suspensão ao goleiro.

O pupilo de Del Nero pode ser ainda descrito como um homem que gosta dos negócios em família. Casado e com um filho, seu nome aparece na Junta Comercial como sócio em quatro negócios, todos ao lado de parentes. Advogado e administrador de empresas, ele está, segundo os registros, entre os donos de Caboclo Participações e Empreendimentos Imobiliários, Caboclo Distribuidor e Romma Distribuidora, que são dois atacados de mercadorias, em especial alimentos, e Cromma Logística Empresarial, voltada para transporte de cargas.

Doença

Já como cartola da CBF, Caboclo passou por um momento dramático. Esteve internado por causa de uma grave doença. Ele se recuperou e reassumiu suas funções bem mais magro. O blog pediu à assessoria de imprensa da CBF explicações sobre a enfermidade, mas não obteve resposta.

Já um pedido de entrevista foi negado pela assessoria. Caboclo não quer se pronunciar neste momento. Procurado pelo blog, o cartola não foi gentil como descrevem seus colegas. Não atendeu ao telefone e nem respondeu à mensagem de texto.

Num momento em que a notícia da manobra de Del Nero por ele ainda chacoalha os bastidores do futebol brasileiro, o provável futuro presidente da CBF demonstra não querer se expor.

Colaborou Rodrigo Mattos, do UOL, no Rio de Janeiro

Opinião: mais importante do que pena de Marin é investigar caso no Brasil

Leia o post original por Perrone

Anunciada a decisão do júri em Nova York de considerar José Maria Marin culpado por uma série de crimes, saber de quantos anos será a pena não é o mais importante agora. O que interessa é a reação das autoridades brasileiras. Elas irão procurar a fundo no Brasil possíveis reflexos criminais das atitudes atribuídas ao cartola. Ele alega inocência.

Fraude financeira e lavagem de dinheiro, dois dos crimes que o ex-presidente da CBF praticou no entendimento dos jurados, frequentemente são acompanhados de sonegação de impostos e outros crimes tributários. Os cofres brasileiros não foram atingidos por tais delitos que os americanos afirmam terem ocorrido? Marin também foi condenado por conspiração para organização criminosa. Essa organização cometeu crimes em solo brasileiro? Responder a essas perguntas com celeridade e farejar os rastros de Marin,Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, ambos supostamente envolvidos, é o mínimo que se espera das autoridades brasileira.

A condenação é mais uma chance para a polícia, a Receita Federal e a Justiça nacionais esclarecerem se casos suspeitos que estamos cansados de ouvir no futebol pentacampeão mundial de fato aconteceram ou não passam de fruto da imaginação de indivíduos levianos. Os americanos já têm a sua resposta. Agora falta a nossa.

 

Isolado, Del Nero terá dificuldade para reverter situação na Fifa

Leia o post original por Perrone

Um combinação de fatores torna improvável uma reviravolta na Fifa em relação a Marco Polo Del Nero. A tendência é que o cartola, suspenso preventivamente por 90 dias, sofra uma punição mais dura e vire carta fora do baralho no futebol.

Único dos principais dirigentes suspeitos de receber propina em negociações por transmissões de jogos a seguir em seu cargo, o brasileiro perdeu velhos aliados que poderiam ajudá-lo a dar a volta por cima. Para piorar, por não viajar para fora do país com receio de ser preso, o presidente da CBF não criou vínculos com a nova cúpula da Fifa. Del Nero e Gianni Infantino, atual comandante da federação internacional, só se encontraram uma vez, em agosto do ano passado na CBF, desde que o suíço assumiu o posto de Joseph Blatter. O ex-presidente renunciou após denúncias de corrupção e foi suspenso por seis anos. Ele mantinha boa relação com o brasileiro.

Sem poder colocar os pés na Suíça, Del Nero também não se aproximou da secretária-geral da Fifa, a senegalesa Fatma Samoura. A informação entre cartolas brasileiros é de que ela é uma das pessoas na Fifa mais incomodadas com a permanência de Del Nero. Isso porque, além de não representar o Brasil nos eventos da entidade, ele, involuntariamente, relembra um passado que a Fifa quer esquecer. As notícias sobre acusações contra o brasileiro não colaboram para a federação construir uma nova imagem.

Quem cuida do caso é o Comitê de Ética, em tese, independente da diretoria da federação internacional. O órgão foi o responsável pela suspensão de 90 dias aplicada ao brasileiro e toca a investigação sobre as denúncias feitas contra ele durante o julgamento de José Maria Marin e outros dirigentes em Nova York.

Uma das possibilidades aventadas por cartolas brasileiros é a de que o Comitê de Ética convoque o presidente suspenso da CBF para depor e se defender pessoalmente. Como ele evita viagens internacionais, sua situação ficaria ainda mais complicada.

Além do isolamento enfrentado pelo brasileiro na instituição máxima do futebol internacional, o histórico de castigos severos aos outros acusados no ‘Fifagate” também faz com que a previsão não seja animadora para o ex-presidente da Federação Paulista.

Del Nero nega irregularidades e deve lutar contra uma eventual punição mais dura fora da Fifa, como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos.