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Benfica 1 x 2 Porto

Leia o post original por Mauro Beting

Liga ZON Sagres - Benfica x Porto 12-02_POSICIONAMENTO 01

Organização tática das equipes para o início da partida! Porto no 4-2-3-1 com a bola e Benfica no 4-4-2. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —– @BarudDaniel

Na abertura da 22ª rodada do Campeonato Português, o Benfica recebeu o Porto no estádio da Luz. Comandado por Rui Vitória, que nunca venceu o Porto, o Benfica tinha no clássico, a chance de ampliar a liderança, enquanto o Porto, comandado por José Peseiro, que nunca tinha vencido na casa dos Encarnados, buscava a vitória para se aproximar dos líderes.

Enquanto o Benfica liderava junto com o Sporting, o Porto estava em 3º, há 6 pontos dos dois. Em caso de derrota dos Dragões, haveria 9 pontos de distância entre as equipes e 14 rodadas restantes.

O clássico no estádio da Luz não poderia começar diferente! Agitado, pegado, com entradas firmes e muita intensidade. Com os donos da casa tomando a iniciativa, com mais posse de bola, trocando passes no campo de ataque, com mais intensidade. Já o Porto se defendia e tentava criar suas chances de gol em velocidade, principalmente pelo flanco esquerdo, com Brahimi.

O Benfica foi a campo no 4-4-2 em linhas, com Mitroglu e Jonas no ataque, se movimentando bastante, ambos saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô. Nas pontas, Nico Gaitán na esquerda e Pizzi na direita. Os volantes eram Renato Sanches, que construía e acelerava o jogo, atacava e defendia, junto com Samaris, que ficava mais na defensiva.

O gol dos Encarnados saiu aos 18’min, em passe em profundidade, após rápida transição encarnada, de Renato Sanches para Mitroglu, que tocou na saída de Casillas.

Sem título

Flagrante do 4-4-2 em linhas do Benfica. Jonas e Mitroglu no ataque isolado, fazendo com que a compactação se alongue.

O Porto foi a campo no 4-2-3-1, com Aboubakar no ataque. A linha de três meias era formada por André André centralizado, Brahimi na esquerda e Coroña na direita. Danilo e Héctor Herrera eram os responsáveis pela proteção da zaga e por fazer a transição defesa-ataque, respectivamente. Casillas salvava o Porto. Os flancos eram mais utilizados por Layún, que apoiava bastante com profundidade e amplitude, fazendo triangulações e criando oportunidades com Brahimi e André André, buscando Aboubakar na área. O gol da equipe visitante saiu por ali: o lateral esquerdo do Porto tocou para a entrada da área e achou Herrera, que acertou belo chute de fora da área. 1 a 1. Sem a bola, o Porto fechava duas linhas de 4, com Brahimi se juntando a Aboubakar no ataque.

442 Porto

Flagrante do lance do gol do Benfica: 4-4-2 em linhas do Porto em curto espaço. Chidozie foi perseguir Jonas e deixou Mitroglu no mano a mano com Maxi Pereira. Benfica 1-0.

A etapa inicial continuou bem equilibrada, com as equipes tentando e buscando o gol, principalmente pelos flancos (Pelo lado benfiquista, Eliseu era o mais acionado, enquanto Layún era o mais efetivado pelo lado dos visitantes). O Porto quando tinha a bola, preferia trocar passes com calma e tranquilidade, trabalhando a bola, rodando ela. Enquanto isso, o Benfica preferia o jogo mais incisivo, mais vertical, principalmente com os pontas e a transição rápida de Renato Sanches.

Entretanto, os sistemas defensivos, bem organizados, impediam o tento para ambos os lados. Entradas duras, ríspidas. Aos 30’min, a torcida pediu um pênalti após possível toque de mão do zagueiro Chidozie. O juiz mandou seguir. Mitroglu perdeu chance clara, dentro da área.

O primeiro tempo terminou. Com um Benfica mais controlador, porém, dando chances e espaços para criação das jogadas dos visitantes que, mesmo em desvantagem no placar e fora de casa, foram em busca do resultado.

A etapa final começou aberto. Com o Porto tentando marcar acionando Brahimi e o lateral Maxi Pereira, um Benfica compacto e saindo em transição veloz, com André Almeida e Pizzi pelo flanco direito e Eliseu e Gaitan pelo flanco esquerdo. Em rápido contra-ataque, o Benfica teve a chance de ampliar o placar, mas Casillas fez grande defesa e espalmou para escanteio.

Aboubakar quase ampliou. O Porto criava, mas esbarrava na defesa dos Encarnados. Até que aos 63’min, o camaronês, camisa 9 do Porto, não titubeou. Recebeu na entrada da área, adiantou e tocou na saída de Julio Cesar. Aboubakar. Porto 2 a 1.

Após sofrer o gol, o Benfica se lançou ao ataque, buscando o empate. Martín Indi quase marcou..contra. Casillas salvava o Porto com defesas milagrosas. O Porto recuou suas linhas e tinha o contra-ataque, mas não criava perigo ao Benfica, que tentava o empate a todo custo. Em vão. A pressão benfiquista perdeu força e o Porto voltou pro jogo. Sempre acionando Brahimi pelo flanco esquerdo.

Nos minutos finais, o tempo esquentou. A rivalidade aflorou. O bicho pegou. André Almeida arrumou encrenca com Layún. O juiz tomou as rédias e deu amarelo para os dois. Correto.

No fim, vitória dos visitantes, quebra de um tabu de 5 jogos do Porto sem vencer no estádio da Luz e retorno do Porto à briga pelo título português.

ESCREVEU DANIEL BARUD —– @BarudDaniel

capa

Capa do Jornal A Bola de Portugal, neste domingo, 13 de Fevereiro de 2016.