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Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

Leia o post original por Perrone

Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Sindicato de Mustafá é condenado a pagar mais de R$ 430 mil a ‘sr. Crefisa’

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Em primeira instância, a 23ª Vara Cível de São Paulo condenou o sindicato presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi a pagar R$ 430 mil com correção monetária a José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais e Ligas terá também que arcar com juros de mora de 1% ao mês a partir de 9 de janeiro deste ano. Cabe recurso.

Patrocinador palmeirense, Lamacchia acionou a Justiça alegando que emprestou R$ 430 mil ao Sindicato do Futebol, como é conhecida a entidade, e que não recebeu o dinheiro de volta ao fazer a cobrança.

Mustafá se defendeu afirmando que havia sido combinada, verbalmente, uma doação. Assim, não haveria dinheiro a ser devolvido. Alegou inexistir contrato de empréstimo.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Amor Espin escreveu que “ao contrário do sustentado pelo réu (Mustafá), o mútuo não exige forma solene, mas sim a doação de valor que não seja irrisório, exige instrumento público ou particular”.

A principal prova apresentada por Lamacchia, conselheiro alviverde assim como sua esposa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi o comprovante de depósito na conta do sindicato.

Outro ex-presidente do Palmeiras já havia sido processado por Lamacchia. Ele foi à Justiça cobrar um empréstimo de R$ 300 mil de Arnaldo Tirone. O ex-dirigente não se defendeu, pagou a quantia com correção e o processo foi extinto.

Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento

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Uma reviravolta impediu que o inquérito relacionado ao suposto envolvimento de Mustafá Contursi com a venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras fosse arquivado neste momento. O arquivamento havia sido pedido pelo Ministério Público de São Paulo.

Antes de analisar o pedido, o juiz ligado ao caso foi procurado pelo advogado que representa a Crefisa, interessada no procedimento. Ele argumentou sobre a necessidade de novas investigações para esclarecer os fatos. Por meio dos autos, o juiz Ricardo Augusto Ramos encaminhou a intervenção do advogado ao MP na última segunda (1º).

“Em busca da verdade real, manifesto-me favoravelmente em relação às diligências requeridas, a serem cumpridas no prazo de 60 dias”, escreveu o promotor Paulo Castilho em despacho nesta quarta (3). Ele havia sido o responsável por solicitar o arquivamento alegando falta de provas.

“Antes de o juiz analisar o pedido de arquivamento, foi procurado pelo advogado. Já me posicionei a favor e ele vai determinar essas novas diligências. Depois, o inquérito volta para o Ministério Público (manifestar se propõe ação penal ou solicita novamente o arquivamento)”, disse Castilho ao blog.

Desde o início das investigações, Contursi nega o envolvimento com cambistas ou que ele mesmo tenha comercializado entradas para as partidas. O inquérito apura se ele negociou ou facilitou a entrega de bilhetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora do alviverde, para revendedores ilegais.

O caso estourou no auge da crise entre o ex-presidente palmeirense e o casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Mustafá era aliado de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, também conselheiros do clube. Eles romperam por divergências durante o processo de mudanças estatutárias que culminou com o aumento do mandato para presidente de dois para três anos.

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Rachado com Galiotte, COF abre investigações sobre temas que atingem gestão

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O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras) criou três comissões para investigar e analisar casos que envolvem a atual administração ou aliados da diretoria.

No alvo estão a Palmeiras Tour, agência de turismo licenciada pelo clube, Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo e próximo de Maurício Galiotte, e um suposto vazamento de imagens de câmeras internas do clube que atinge a oposição.

Um dos casos, o que envolve a agência de turismo, é objeto também de uma investigação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público. O promotor Paulo Castilho recebeu denúncia de que ingressos destinados ao setor gol norte do Allianz Parque são desviados para a Palmeiras Tour vender as entradas por preços superiores aos de bilheteria.

O Palmeiras diz que por contrato a agência tem direito a um determinado número de ingressos na área e que seus preços podem ficar mais caros por incluírem outros serviços.

Por sua vez, o COF quer saber porque são fornecidos ingressos do setor em que ficam torcidas uniformizadas, além de destrinchar a relação entre clube e empresa. O órgão também quer detalhes sobre a prestação de contas da agência de turismo ao clube para verificar se os pagamentos estão em dia.

Procurada, a Palmeiras Tour indicou para falar sobre o assunto a assessoria de imprensa do Palmeiras, que afirmou que o clube não se manifestaria.

Sobre Seraphim, o COF recebeu queixa de que ele teria ferido o estatuto do clube utilizando áreas da sede social para fazer campanha a favor de mudanças estatutárias junto com Leila Pereira, dona da Crefisa. O órgão está em dúvida se tem competência para tomar decisões sobre o assunto. Por isso, montou uma comissão que irá estudar a situação de acordo com as regras estatutárias. A análise dirá se o COF pode tomar alguma medida.

“Eles que façam o que acharem que deve ser feito. Mandei uma carta para o COF dizendo que esse assunto deveria ser encaminhado ao presidente do clube. Entendo que eles deveriam arquivar o caso. Mas o COF respondeu que uma comissão vai analisar minha carta”, disse Seraphim ao blog.

O terceiro caso está relacionado a uma imagem que teria sido gravada pelas câmeras internas instaladas na sede social do clube. Nelas o ex-presidente Mustafá Contursi aparece numa situação rotineira cumprimentando Genaro Marino, vice que se distanciou na atual gestão.

O vídeo circulou em grupos de trocas de mensagens entre conselheiros. De acordo com membros do COF ligados a Mustafá, a imagem foi usada com conotação política para mostrar uma suposta aproximação entre os dois. Genaro deve ser candidato à presidência contra Galiotte no próximo pleito.

Como Contursi é “cofista”, o órgão quer que o presidente palmeirense explique se apurou o caso e se  identificou  e puniu os responsáveis pelo vazamento. Caso fique provado o envolvimento de conselheiros no episódio, o assunto será encaminhado para o Conselho Deliberativo. A diretoria também não quis se manifestar sobre esse episódio.

A criação das comissões acontece num momento de crise entre COF e Galiotte. O órgão tem reprovado as contas mensais da gestão do presidente. Os “cofistas” não concordam com a maneira como é contabilizada parte da verba que entra no clube por meio da Crefisa desde que o contrato de patrocínio foi alterado.

O órgão não aprovou a alteração contratual que transformou em empréstimo parte da receita que antes era de patrocínio feito pela parceira. A divergência se agravou depois que Galiotte pediu para o Conselho Deliberativo deliberar sobre o impasse. Os conselheiros aprovaram os adendos contratuais e o COF se sentiu desrespeitado.

Há ainda um conflito deflagrado de Leila e José Roberto La Macchia, conselheiros, além donos da Crefisa, com Contursi, influente no Conselho de Orientação e Fiscalização. Ex-aliados, eles se desentenderam depois de o ex-presidente não apoiar a alteração estatutária que aumentou de dois para três o tempo de mandato presidencial no clube.

Na diretoria há quem entenda como gesto político as criações das comissões. Já os “cofistas” alegam que atuam de maneira puramente técnica.

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MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos

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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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Ex-cartola do Palmeiras terá de pagar mais de R$ 300 mil para “Sr. Crefisa”

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Ex-presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone foi condenado a pagar R$ 300 mil com atualização monetária e juros a José Roberto Lamacchia, um dos donos da Crefisa.

O empresário, conselheiro e patrocinador do clube alegou que o ex-dirigente contraiu um empréstimo nesse valor e não quitou a dívida.

Tirone não se defendeu na ação e foi condenado em primeira instância na 22ª Vara Cível de São Paulo. A decisão, proferida no último dia 2, determina que os R$ 300 mil sejam atualizados conforme tabela usada pelo Tribunal de Justiça. Também devem ser acrescidos juros de mora de 1% ao mês a partir de 24 de maio de 2018. O ex-presidente ainda precisará pagar 10% do valor corrigido da condenação como honorários advocatícios.

Os advogados do empresário pediram em 29 de maio, no início do processo, que Tirone fosse condenado a pagar R$ 327.975,71 mais juros e atualização monetária.

Tirone mantinha amizade com Lamacchia e sua mulher e sócia, Leila Pereira, também conselheira do Palmeiras. Porém, eles se distanciaram por questões relacionadas à política alviverde.

“O réu foi validamente citado e não ofereceu contestação. Assim, a parte requerida é revel, o que autoriza o julgamento antecipado da lide”, escreveu o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati em trecho de sua decisão.

Os advogados de Lamacchia alegaram no processo que ele concedeu o empréstimo, por meio de um cheque, para Tirone quitar uma dívida trabalhista.

“Inicialmente, o réu (Tirone) havia se comprometido a quitar o empréstimo em alguns meses, tão logo fosse solicitado pelo autor (Lamacchia). Passados cerca de nove meses, o autor passou a exigir a quitação do empréstimo, tal qual as partes haviam avençado, inicialmente, em conversas realizadas. No entanto, o réu não pagou o valor devido, e tampouco justificou a impossibilidade de fazê-lo”, relataram os advogados no processo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia disse que não se manifestaria sobre o assunto.

O ex-dirigente também não quis se pronunciar. O blog apurou que ele tem uma versão diferente. A interlocutores, o ex-cartola afirma que não solicitou empréstimo, mas que recebeu uma oferta de ajuda. Lamacchia teria oferecido auxílio para Tirone resolver uma questão jurídica, só que não trabalhista. O valor cobrado seria referente ao serviço prestado por um advogado. Nesses relatos, o ex-presidente assume ter assinado documento que deu origem à cobrança.

Em sua decisão, o juiz afirmou que pelos documentos apresentados por Lamacchia ficou “demonstrada a relação jurídica entre as partes e o empréstimo fornecido”. De acordo com apuração do blog, o ex-dirigente não pretende recorrer.

Tirone é o segundo ex-presidente do Palmeiras cobrado na Justiça por Lamacchia. O empresário processou o Sindicato Nacional das Associaçõs de Futebol Profissional, presidido por Mustafá Contursi, para cobrar R$ 450 mil.

Neste caso, o dono da Crefisa também alega que levou um calote após ter emprestado o dinheiro para a entidade. O ex-presidente palmeirense, porém, declara no processo que se tratou de uma doação.

Assim como no episódio envolvendo Tirone, Mustafá era alinhado com o casal de patrocinadores. Antes de ser processado, no entanto, rompeu com a dupla.

 

 

 

Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

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Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

“O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado”, diz o compromisso assinado entre as partes.

Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamachia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. “Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido  reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro”, declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria a cláusula contratual.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

Adendo do “contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube  R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado o documento sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido irregularidades.

Procurada para comentar sobre a “cláusula de elogio”, a assessoria de imprensa de Leila Pereira, enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube”.

 

Com Leila, restaurante de luxo em SP vira palco para política palmeirense

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A entrada do casal dono da Crefisa no conselho deliberativo do Palmeiras está mudando o jeito como se faz política no clube. Ou pelo menos onde se faz, o que é degustado durante os debates e o valor das contas. Os encontros entre conselheiros não acontecem mais apenas em cantinas e pizzarias tradicionais de São Paulo. José Roberto Lamacchia e Leila Pereira abriram as portas do Fasano, um dos mais requintados restaurantes da cidade, para seus colegas.

Na última segunda, alguns deles foram convidados pelo casal para jantar no famoso estabelecimento. No lugar de pizzas e massas de gosto popular, a casa, uma das mais caras da capital e com sotaque italiano, oferece pratos incomuns para o grande público. Um exemplo é o carpaccio de vieira com iogurte e arroz selvagem crocante.

Mas no cardápio do encontro de conselheiros com Lamacchia e Leila também estavam as futuras mudanças no estatuto do clube e o novo formato do patrocínio da Crefisa com o Palmeiras. É o que explicou ao blog Seraphim Del Grande, presidente do conselho deliberativo palmeirense e também presente ao jantar.

“A Leila fez o convite. Eu aproveitei pra explicar para eles  sobre a comissão que estuda mudanças estatutárias. Ela também falou sobre esse novo acordo com o clube que todos querem saber”, disse Del Grande ao blog.

Por sua vez, a empresária não deu detalhes a respeito do que foi conversado durante o jantar em elegante ambiente. Por meio de sua assessoria de imprensa, ela disse: “foram 22 amigos que participaram desse encontro, entre eles vários conselheiros do Palmeiras. A noite foi muito agradável, falamos de muitos assuntos, mas pode ter certeza de uma coisa, ali todos estavam interessados no bem do clube, em sempre poder ajudar o Palmeiras em tudo que ele precisar.”

Del Grande é ferrenho defensor da alteração do tempo de mandato do presidente alviverde de dois para três anos. “Dois anos é pouco tempo para trabalhar. Na maioria dos clubes são três anos. A Leila também entende que esse é o melhor caminho”, afirmou o presidente do conselho.

Integrantes do grupo político do ex-presidente Mustafá Contursi, críticos de Leila, acreditam que a mudança facilitaria uma eventual candidatura da empresária à presidência. O raciocínio é de que, caso Maurício Galiotte seja eleito em novembro para mais dois anos de administração, a dona da Crefisa ainda não teria o tempo mínimo necessário para ser candidata à sua sucessão e contar com o apoio dele. Na hipótese de um mandato estendido, ela já estaria apta a concorrer e com a indicação do cartola.

“Essa proposta de mudança não tem nada a ver com a Leila. Surgiu ainda quando Paulo Nobre era presidente. Faz tempo que decidimos dividir as alterações no estatuto em fases. Estamos discutindo mais uma agora”, declarou Del Grande.

O novo modelo de contrato entre Crefisa e Palmeiras também provoca discussões acaloradas no Palmeiras. Antes, o clube apenas precisava devolver para a patrocinadora a receita que obtivesse com a revenda de atletas bancados por ela. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria todo com o Palmeiras. Mas depois de cobrança da Receita Federal junto à empresa, o trato foi modificado. Agora o alviverde precisa devolver o dinheiro independentemente de lucro ou prejuízo. Assim, se um jogador ficar sem contrato e sair de graça, o clube tem que cobrir o rombo. O conselho fiscal quer outra solução por entender que essa é arriscada para a agremiação. Já a diretoria avalia não haver risco. Acredita que jogadores bem revendidos compensariam eventuais atletas liberados sem retorno financeiro.

Não é apenas em volta de uma sofisticada mesa que Leila tem se aproximado dos conselheiros. Já se tornou tradição ela convidar os colegas para acompanhar a equipe fora de casa viajando em seu jato.

 

 

 

 

Mattos vai a jogo entre PSG e Real, fala em reforço, mas recebe críticas

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Alexandre Mattos está em Paris e vai assistir ao jogo entre PSG e Real Madrid nesta terça pela Champions League. Ele viajou com José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, donos da Crefisa e da FAM, patrocinadores do Palmeiras. A viagem gerou queixas internas de conselheiros críticos do diretor-executivo. Afirmam que ele abandonou o clube às vésperas do clássico com o São Paulo, na próxima quinta, apenas para acompanhar a partida.

Procurado pelo blog, Mattos confirmou a viagem com os parceiros, porém disse que viajou para tratar de possíveis contratações e que assistir à partida é apenas uma consequência. De acordo com ele, o duelo reúne em Paris agentes de todas as partes, o que facilita a realização de reuniões.

O cartola, no entanto não falou quem são os alvos. A prioridade do Palmeiras é um zagueiro.

Existe a possibilidade de o dirigente ir também para a Inglaterra.

Na direção alviverde, há ainda a expectativa de Mattos voltar ao Brasil com alguma proposta de venda para a próxima janela de transferências para a Europa.

Já as críticas pela ida para a França antes de um jogo importante são tratadas na diretoria como gesto político de quem é contra o dirigente.

Não é a primeira vez que Mattos vira alvo de críticas ao viajar e explica a saída com tentativas de negociações. Em novembro do ano passado, conselheiros criticaram o executivo por não participar de uma entrevista coletiva com a presenta de todos os jogadores num momento em que a equipe era pressionada pela torcida. A explicação de pessoas próximas ao dirigente para a ausência foi de que ele tinha viajado em busca de reforços para a temporada seguinte.