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Corinthians e empresa fazem acordo para encerrar briga por loja no clube

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Após mais de três anos de disputa na Justiça, o Corinthians entrou em acordo com a empresa que explora a loja oficial do clube no Parque São Jorge, sua sede.

De acordo com o departamento de comunicação corintiano, ficou acertada a renovação do contrato para exploração do espaço por cinco anos, além da retirada de todos os processos.

A assessoria de imprensa, da Mmbf Artigos Esportivos, operadora da loja, confirmou o trato, mas disse que não poderia revelar detalhes.

Em março de 2015, a empresa foi à Justiça para pleitear a renovação automática do contrato de aluguel da loja. O clube sustentava que o acordo era de comodato, não de locação. Pelo menos mais um processo havia sido movido contra o alvinegro. Na última terça (4), um deles teve a homologação do acordo publicada no site do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Mmbf chegou a obter vitória em segunda instância em fevereiro de 2016 no sentido de obter a renovação do aluguel.

Durante o período de conflito, funcionários e representantes da loja reclamavam que não recebiam produtos oficiais para serem vendidos. Vários protestos foram feitos.

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Justiça nega pedido de Leila para receber indenização de vices do Palmeiras

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Decisão da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou improcedente ação na qual Leila Pereira pedia indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil dos três vice-presidentes do Palmeiras que assinaram nota de repúdio contra entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. O pedido era para que cada um pagasse R$ 100 mil.

A dona da Crefisa e do Centro Universitário das Américas, ao lado de seu marido, José Roberto Lamacchia, e conselheira do clube, ainda pode recorrer já que a sentença, assinada no último dia 23, foi dada em primeira instância.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila afirmou ao blog que irá recorrer.

Os vices Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli emitiram nota de repúdio após Leila indicar na entrevista que não renovaria contrato de patrocínio com o alviverde caso uma “pessoa inimiga” vencesse a eleição presidencial no clube.

A empresária entendeu que sua honra foi atacada nas críticas feitas pelo trio no documento. No entanto, o juiz Miguel Ferrari Júnior avaliou que os vices não cometeram crime. Segundo ele, o trio usou expressões fortes para demonstrar contrariedade com as declarações de Leila, mas sem atacar sua honra.

Os advogados da empresária citaram na ação afirmações feitas pelos cartolas, como sobre ela supostamente coagir e fazer chantagem com os sócios (eleitores) e usar “o revólver do poder econômico” com o objetivo de conquistar votos para a reeleição de Maurício Galiotte. O atual presidente acabou derrotando Genaro na eleição.

“Com efeito, muito embora os réus (vices) tenham utilizado verbos que são empregados em vários tipos penais, no contexto da nota de repúdio divisa-se que eles não tiveram a intenção de imputar à autora (Leila) a prática de qualquer ilícito penal”, escreveu o juiz em sua sentença.

Em outro trecho, ele diz que se mostrou legítima a “insurgência dos réus, que expuseram o seu posicionamento político de franca oposição aos interesses – ainda que legítimos – defendidos pela autora”.

Como de praxe nesses casos, a empresária foi condenada a pagar as despesas processuais e honorários aos advogados dos vencedores fixados em 10% do valor atualizado da causa.

 

Diretor da DIS ironiza estafe de Neymar: ‘feliz com chance de pena maior?’

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A mais recente decisão da Justiça espanhola sobre Neymar deflagrou nos bastidores uma espécie de disputa entre os estafes do jogador e da DIS, empresa que detinha 40% dos direitos econômicos do jogador, para ver quem demonstra mais otimismo em relação ao desfecho da batalha judicial.

Ao UOL Esporte, a equipe do jogador afirmou ter sido bom para o atleta o juiz responsável pelo caso se julgar incompetente para julgá-lo e determinar que um tribunal formado por três juízes faça o julgamento.

Em contato com o blog, Roberto Moreno, diretor da DIS, ironizou a visão otimista de Altamiro Bezerra, diretor financeiro do Instituto Neymar Júnior.

“Não quero cutucar ninguém, mas é uma incoerência ele (Altamiro) dizer que ficou feliz com a decisão. A promotoria tinha pedido dois anos de prisão, agora o juiz calcula que a pena pode chegar a seis anos. Quem fica feliz ao saber que uma pena pode passar de dois para seis anos?”, afirmou o executivo da DIS.

Ele se refere ao fato de, inicialmente, a promotoria ter pedido a condenação de Neymar por dois anos, além de multa, por suposta irregularidade na transferência do Santos para o Barcelona em 2013.

Agora, o juiz José Maria Vázquez Honrubia entendeu que a pena pode chegar a seis anos de prisão e ele só pode julgar casos com previsão máxima de condenação por cinco anos. Por isso, o juiz se considerou incompetente para julgar o caso.

“Você já viu alguém comemorar porque pode pegar uma pena maior do que antes? Não faz sentido”, afirmou Moreno, ainda sobre a reação do estafe de Neymar.

O caso envolve também os pais de Neymar, o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossell, atualmente preso por outras acusações, o atual principal mandatário do clube, Josep Maria Bartolomeu, e Odílio Rodrigues, que presidiu o Santos, além dos dois clubes.

A declaração rebatida por Moreno foi a seguinte demonstração de confiança dada por Bezerra ao UOL Esporte: “a notícia é boa para nós porque já é o segundo juiz que se considera incompetente para julgar o pedido da DIS. Isso enfraquece o pedido. Agora o juiz alegou incompetência  porque ele só cuida de casos com pedido de prisão até cinco anos. Eles pediram seis. Outro ponto favorável para nós é que a Justiça, na Espanha e no Brasil, já entendeu os valores recebidos pelo Neymar como sendo salário”.

As duas partes também esbanjam otimismo em relação ao pedido de condenação. Para a DIS, as provas contra Neymar são absolutas, e o fato de Honrubia calcular que a pena pode chegar a seis anos seria um indício de que a punição é viável.

Do outro lado do muro, o estafe do jogador do PSG diz ter certeza de que ele não será preso. Primeiro por considerar não existirem provas de que foi cometido crime na transferência dele para o Barça. Para a DIS, houve uma simulação entre os envolvidos para diminuir a quantia que a empresa tinha a receber pelos 40% dos direitos econômicos.

A defesa do astro da seleção brasileira também justifica sua posição otimista com o fato de o jogador ser primário. Pelas leis espanholas, ele só poderá ser preso ser for condenado a mais de cinco anos. O entendimento é de que um réu primário não pegaria pena perto da máxima e teria a condenação transformada em multa.

Mas a hipótese de condenação não é levada em conda pelo estafe do atleta, que sempre alegou inocência.

Em nota, a assessoria de imprensa de Neymar também afirmou que ao se declarar incompetente para julgar o caso, Honrubia, “reforça o pedido que foi negado à defesa”, que “contestava a competência desta corte em julgar o caso. Consequentemente todos pedidos e atos praticados por essa corte tornam-se nulos”.

Completando a demonstração de otimismo, o comunicado afirma que “fica claramente demonstrado que a Espanha não tem jurisdição para julgar a demanda da DIS”.
Oficialmente, Neymar foi vendido pelo Santos por 17,1 milhões de euros. O Barcelona pagou 40 milhões de euros para a N&N, pertencente aos pais do jogador. A empresa entende que essa quantia fazia parte da negociação pelos direitos econômicos. Assim, deveria entrar na conta dos 40% a que ela tinha direito.
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Sindicato de Mustafá é condenado a pagar mais de R$ 430 mil a ‘sr. Crefisa’

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Em primeira instância, a 23ª Vara Cível de São Paulo condenou o sindicato presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi a pagar R$ 430 mil com correção monetária a José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais e Ligas terá também que arcar com juros de mora de 1% ao mês a partir de 9 de janeiro deste ano. Cabe recurso.

Patrocinador palmeirense, Lamacchia acionou a Justiça alegando que emprestou R$ 430 mil ao Sindicato do Futebol, como é conhecida a entidade, e que não recebeu o dinheiro de volta ao fazer a cobrança.

Mustafá se defendeu afirmando que havia sido combinada, verbalmente, uma doação. Assim, não haveria dinheiro a ser devolvido. Alegou inexistir contrato de empréstimo.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Amor Espin escreveu que “ao contrário do sustentado pelo réu (Mustafá), o mútuo não exige forma solene, mas sim a doação de valor que não seja irrisório, exige instrumento público ou particular”.

A principal prova apresentada por Lamacchia, conselheiro alviverde assim como sua esposa, Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi o comprovante de depósito na conta do sindicato.

Outro ex-presidente do Palmeiras já havia sido processado por Lamacchia. Ele foi à Justiça cobrar um empréstimo de R$ 300 mil de Arnaldo Tirone. O ex-dirigente não se defendeu, pagou a quantia com correção e o processo foi extinto.

Juiz dá prazo para CBF exibir ata, e MP não deve conseguir evitar pleito

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A Justiça do Rio de Janeiro se manifestou nesta quarta sobre processo no qual o Ministério Público pede o afastamento da atual diretoria da CBF. O juiz Bruno Monteiro Ruliere, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, deu cinco dias para a confederação apresentar ata de assembleia que é contestada pelo MP.

A decisão não foi bem recebida pelo Ministério Público, pois dificulta que o órgão consiga evitar a eleição para presidente da confederação marcada para o próximo dia 17. O prazo dado pelo juiz deve contar apenas dias úteis. Além disso, o magistrado ainda precisará de tempo para analisar a ata e tomar sua decisão.

O promotor Rodrigo Terra entrou com a ação no final de julho do ano passado por entender que a assembleia responsável por mudar regras eleitorais da entidade, em 23 de março de 2017,  foi irregular. Isso porque os clubes não foram convocados para ela. A reunião deu peso maior de voto para as federações, praticamente impedindo os times de lançarem um candidato com chances de vitória.

Alegando descumprimento do Estatuto do Torcedor, por haver no entendimento dele transgressão ao princípio da transparência, Terra pediu liminar para afastar a diretoria da CBF até a decisão definitiva da Justiça. Também solicitou a anulação da assembleia, porém nenhuma dessas decisões foi tomada. O juiz alegou que a ata da assembleia contestada não consta dos autos, assim, estipulou prazo para a confederação apresentar o documento.

Depois de a CBF marcar a próxima eleição para 17 de abril, o promotor fez novo pedido para a Justiça. Solicitou que  ao menos fossem suspensas as mudanças estatutárias para que a eleição não acontecesse com regras contestadas. Dessa forma, o prazo dado para a confederação mostrar a ata da assembleia desagradou ao promotor.

“Com essa decisão, a Justiça não vai ter sido capaz de evitar um dano ainda maior, que é a realização de uma eleição com base em um estatuto alterado de maneira irregular. Isso depois de o processo ficar mais de um mês para a conclusão”, declarou Terra ao blog.

A CBF nega ter havido irregularidade na assembleia e afirma que os clubes não foram chamados por se tratar de uma reunião administrativa.

Na semana passada, o blog tentou entrevistar o juiz Ruliere. No entanto, a assessoria de imprensa do órgão afirmou que ele não poderia falar porque o processo estava concluso para análise do pedido de liminar. “Segundo o juiz, a decisão será proferida o mais breve possível, observando, contudo, que a complexidade da matéria e a sensibilidade do tema exigem um tempo maior de análise da questão”, informou a assessoria na ocasião.

O novo presidente da CBF só deve tomar posse em abril do ano que vem, quando começará seu mandato. O estatuto da entidade permite que a eleição ocorra com um ano de antecedência.

Diante do risco de levar uma longa suspensão da Fifa por causa de acusações de envolvimento em atos de corrupção, Marco Polo Del Nero desistiu de se candidatar. Ele está suspenso temporariamente pela Fifa enquanto aguarda a decisão da federação internacional sobre seu futuro. O cartola nega ter praticado crimes.

Del Nero fez uma costura política que assegurou a seu homem de confiança, Rogério Caboclo, atual CEO da CBF, ser candidato único do pleito. Não sobraram oito federações, número mínimo de apoios exigido, para o lançamento de uma chapa concorrente. Também é preciso o aval de cinco clubes.

Pelo caminho, ficou Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista e que sonhava em ocupar o posto máximo da confederação.

 

 

Quem sabe, moleque?

Leia o post original por Rica Perrone

Não te prometeria, seria um erro. A probabilidade de voce crescer num pais corrupto, talvez ate influenciado desde cedo a participar disso é enorme.

Queria te ajudar, tento da minha forma, mas ao contrário do que prega-se hoje em dia essa responsabilidade é dos seus pais, nao da Globo, da escola ou do video game.

Se você crescer um merda sem valores e princípios provavelmente a culpa sera deles, e mais provavelmente ainda jogarao essa culpa para terceiros.

Moleque, eu nao sei nem seu nome. Provavelmente nunca vou te conhecer e voce sera sempre uma foto bonitinha que viralizou em epoca de Copa.

Mas se voce tinha 1% de chance de viver num lugar decente, hoje foi mantido.

Um tio muito mau roubou muita gente, inclusive seus pais. E quase deixaram esse tio escapar! Mas não. Foi só um susto.

Dorme bem, moleque! Talvez voce ainda tenha uma chance. 😉

abs,
RicaPerrone

Torcedor acusado de revenda ilegal de ingresso aciona Corinthians e perde

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Em primeira instância, a Justiça julgou improcedente pedido de indenização feito por um torcedor contra Corinthians e Omnigroup, empresa que cuida do sistema de venda de ingressos de partidas do time. O caso é curioso porque o autor do processo é acusado de revender bilhetes para as partidas do alvinegro. Mesmo assim, alega ter direito a ser indenizado em R$ 5 mil pelas duas partes.

Carlos Henrique Antonialle Moreira acionou a 1ª Vara Cível de Casa Branca (SP) para pedir a indenização. Ele alega que organizou uma excursão para assistir ao jogo entre Corinthians e Vitória em 19 de agosto do ano passado. No processo, Moreira afirma que comprou cinco ingressos e cedeu quatro para amigos, mas que ao chegar à Arena Corinthians não conseguiu retirar os bilhetes por suposta falha de segurança no site. Então, comprou entradas de cambistas.

Passado o dia do jogo, ele declara que em telefonema para resolver o problema foi informado de que sua conta e seus ingressos tinham sido bloqueados porque ele teria atuado como cambista, oferecendo seus tíquetes a outros torcedores pelo Facebook. O corintiano nega a acusação, sustentando que só repassou os ingressos para amigos com o intuito de diminuir as despesas da viagem.

Além dos R$ 5 mil, o torcedor pediu a restituição de R$ 78,56 referentes à locação de uma van e às despesas com pedágio. Esse pedido também foi negado pelo juiz José Alfredo de Andrade Filho.

Em sua defesa, o Corinthians alegou que Moreira frequentemente oferece em redes sociais transporte para os jogos do time e ingressos em valores “oficialmente comercializados pelo clube”. Os advogados alvinegros também informam que a revenda pelo mesmo preço ou por quantia superior sem autorização é vedada pelas regras de comercialização dos bilhetes e que tal prática configura “cambismo”. Sustentam que a agremiação não cometeu ato ilícito, assim não existem danos materiais e morais. O clube informa que um dia antes do jogo os bilhetes já estavam cancelados e com previsão de estorno do dinheiro.

Por sua vez, os advogados do Omnigroup declararam que Moreira constantemente monta caravanas e revende ingressos para os jogos por valores superiores em relação aos cobrados pelo clube.

Em sua decisão, o juiz concordou com a tese de que o Corinthians e a empresa “não praticaram qualquer ato ilícito capaz de gerar o dever de indenizar”. Ele também concluiu que o cancelamento dos ingressos não foi arbitrário porque a revenda sem autorização do clube é proibida pelas regras de comercialização dos tíquetes. Moreira pode recorrer.

 

CBF decide fazer eleição em abril, e Justiça fica mais pressionada

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Rogério Caboclo, atual diretor-executivo da CBF, deve ser eleito presidente da entidade já em abril. A confederação decidiu fazer a eleição no mesmo dia em que fará uma assembleia para aprovar as suas contas. Assim, já aproveitará a presença dos dirigentes, evitando novo deslocamento. A data do pleito, no entanto, ainda não foi definida oficialmente.

Pelo estatuto da CBF, a eleição poderia acontecer até abril do ano que vem, quando o novo mandatário tomará posse. Porém, foi escolhido o mesmo mês em que a Fifa definirá se pune definitivamente Marco Polo Del Nerto, suspenso preventivamente por atos de corrupção negados por ele.

A decisão de definir o próximo presidente em abril aumenta a pressão para a Justiça do Rio de Janeiro resolver em primeira instância se concede liminar para anular as últimas mudanças estatutárias na entidade e afastar toda a diretoria atual até o caso ser julgado definitivamente.

Como mostrou o blog, o promotor Rodrigo Terra, autor da ação, e o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), responsável por acionar o Ministério do Público, cobram celeridade do juiz Bruno Monteiro Ruliere, que é quem cuida do processo agora. A ação foi distribuída em julho de 2017, mas ainda não houve resolução sobre a liminar.

Promotor e parlamentar alegam que se a decisão não for tomada antes da próxima eleição, o pleito acontecerá com regras contestadas na Justiça.

Terra entrou com a ação porque a CBF mudou seu estatuto numa reunião sem a presença dos clubes. As agremiações nem foram avisadas sobre a assembleia que aumentou o peso do voto das federações. O representante do MP alega que, como as agremiações não foram convocadas para discutir a mudança, houve falta de transparência e descumprimento do Estatuto do Torcedor.

Pelas normas antigas, votavam as 27 federações e os 20 clubes da Série A. Todos os votos tinham o mesmo valor. Agora, o de cada federação tem peso 3. Os dos clubes da Série A valem 2. Já a indicação de time da Segunda Divisão possuem valor unitário.

No novo formato, mesmo estando em menor número, as federações continuam ganhando se votarem em conjunto. É o que deve acontecer em abril. Após articulação de Del Nero, a maioria das entidades estaduais se comprometeu a votar em Caboclo, seu homem de confiança. Não sobraram oito federações para apoiar outro candidato, como exigem as regras. Também é necessário o aval de cinco clubes. Desta forma, Caboclo deverá ser candidato único.

 

 

Manobra de Del Nero vira argumento a favor de ação contra CBF

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A última manobra de Marco Polo Del Nero dá mais força para ação na Justiça contra a CBF. Isso no processo em que  é requerida a anulação da mudança estatutária responsável por dar peso maior aos votos das federações nas eleições da entidade. Também é pedido o afastamento da atual diretoria. Essa é a avaliação do promotor Rodrigo Terra e do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ).

O parlamentar fez no ano passado uma representação ao Ministério Público e, em seguida, o promotor entrou com a ação.

Na última quinta, Del Nero, suspenso preventivamente pela Fifa por suspeitas de corrupção, articulou o apoio da maioria das federações a seu preferido para sua sucessão, o diretor executivo Rogério Caboclo. Não sobraram federações disponíveis para que outro candidato consiga disputar o pleito. São necessários os apoios de oito instituições estaduais e cinco clubes. Os representantes dos times nem foram chamados para as reuniões.

Promotor e parlamentar entendem que a jogada de Del Nero reforça os argumentos de que a diretoria precisa ser afastada e a mudança estatutária anulada.

“Na ação já mostrávamos que isso podia acontecer. Agora esse episódio prova que o estatuto da CBF se transformou num chancelador da vontade de quem está no poder. Por isso, é ainda mais importante que a Justiça tome uma posição rapidamente”, declarou Terra ao blog.

“Essa escolha do sucessor do Del Nero é a prova da prepotência da CBF. Eles não esperaram nem a Justiça decidir (sobre as novas regras para a eleição)”, afirmou Leite.

A ação com pedido de liminar para o afastamento imediato dos cartolas e a suspensão dos efeitos da alteração no estatuto foi distribuída em 25 de julho de 2017, mas até agora não houve decisão.

Tempo é algo que o juiz Bruno Monteiro Ruliere não tem, caso queira evitar que a situação se complique mais ainda. Isso porque, conforme apurou o blog, a CBF pretende marcar a eleição presidencial para o próximo mês com as regras que são contestadas na Justiça. O estatuto permite que o novo presidente seja eleito agora e só tome posse no ano que vem, quando começa o novo mandato.

“Pedimos a liminar porque sabíamos que algo assim poderia acontecer. Por isso é importantíssimo que uma decisão seja tomada rapidamente”, afirmou o promotor.

Marco Polo agiu num momento em que a Fifa está prestes a decidir seu futuro. Até o próximo dia 15 a entidade deve anunciar o resultado de seu julgamento. Se o cartola for banido definitivamente ou levar um longo gancho, terá a tranquilidade de saber que um dirigente obediente a ele assumirá o comando da CBF. Del Nero nega ter cometido atos de corrupção.

Caso a Justiça determine a suspensão da mudança estatutária antes da próxima eleição, os clubes passariam a ter maior poder. Antes da alteração, votavam as 27 federações e os 20 times da Série A. Todos os votos tinham o mesmo valor. A alteração colocou os 20 clubes da Série B também no colégio eleitoral. Porém, para manter as entidades estaduais com mais poder, a CBF ampliou o peso delas para 3. Os votos dos times da Série A tem peso 2. Os da Segunda Divisão possuem valor unitário. Ou seja, se todas as federações votarem em conjunto, jamais serão derrotadas.

Caso opte pela suspensão da alteração, porém, a Justiça não mudará o fato de que o acordo costurado por Del Nero coloca Caboclo como candidato único. O estatuto antigo previa o mesmo número mínimo de apoios necessários para o lançamento de chapas.

A mudança estatutária aconteceu em assembleia sem a presença dos representantes dos clubes. Alegação foi de que se tratava de uma reunião administrativa, o que dispensaria a exigência de convocação das agremiações. Terra, no entanto, entende que houve falta de transparência e consequente desrespeito ao Estatuto do Torcedor, por isso entrou com a ação. Já a CBF diz que não houve ilegalidade.

 

Como Corinthians e Odebrecht tentam reverter decisão sobre dívida por arena

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No último dia 22, Corinthians e Odebrecht deram o primeiro passo para se defenderem da sentença na qual a Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou o pagamento imediato da dívida com a Caixa Econômica referente  ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES

As duas partes apresentaram embargos declaratórios (instrumento jurídico que pede esclarecimentos sobre determinado ponto da senteça). A alegação é de que juíza Maria Isabel Pezzi Klein não teria levado em consideração na sua decisão um laudo de avaliação atualizado dos terrenos da sede corintiana dados como garantia de pagamento do empréstimo.

O documento citado por Corinthians e Odebrecht  mostraria que os dois terrenos em que ficam a sede do clube e o estádio do Parque São Jorge são suficientes para cobrir o valor da dívida. Há também outras garantias dadas pela Odebrecht.

A intenção é fazer com que a juíza leve em consideração o laudo citado nos embargos e que com base nele altere sua decisão desistindo de pedir o pagamento antecipado. Caso a decisão seja mantida, clube e Odebrecht irão recorrer em segunda instância.

Em trecho da sentença, Maria Isabel argumenta que imóveis sofrem depreciações com o tempo, enquanto os juros do financiamento aumentam constantemente o valor do débito. Assim, ela conclui que as duas propriedades corintianas valiam suficientemente para cobrir o financiamento de R$ 400 milhões em 2013. Mas que a hipoteca delas não deve bastar para quitar o débito atual.

No processo, a juíza faz referência a um laudo de avaliação dos imóveis apresentado pela Caixa em junho de 2017 mas com data base de 24 de maio de 2013.  O documento avalia a área em que está o estádio Parque São Jorge em R$ 193 milhões. Já o terreno da sede social do Corinthians aparece com valor de R$ 222 milhões. Os dois juntos, então, atingiam na ocasião R$ 415 milhões. No processo, a dívida é calculada em cerca de R$ 475 milhões, apesar dos pagamentos já efetuados. O aumento se deve a juros e a um período de inadimplência.

Durante a ação, o Ministério Público Federal chegou a pedir a reabertura do prazo para a apresentação de provas a fim de que uma nova avaliação dos imóveis fosse feita. O pedido foi negado pela juíza.