Arquivo da categoria: Juvenal Juvêncio

Déficit contábil do São Paulo em 2014 foi de cerca de R$ 54 milhões

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A diretoria do São Paulo apresenta nesta segunda para aprovação no Conselho Deliberativo seu balanço de 2014 com um déficit contábil de aproximadamente R$ 54 milhões no ano.

Assim como praticamente todos os clubes brasileiros, o time do Morumbi enfrenta forte crise financeira. Logo depois de assumir a presidência, em abril do ano passado, Carlos Miguel Aidar reclamou principalmente das dívidas bancárias feitas por seu antecessor. São gastos por volta de R$ 2,7 milhões mensais com juros bancários. Nesse cenário, o débito com instituições financeiras subiu de R$ 92,8 milhões em 2013 para cerca de R$ 150,4 milhões no ano passado.

A atual administração cortou os gastos em R$ 5 milhões em 2014. Mas as receitas despencaram. Foram R$ 112,8 milhões a menos em 2014 na comparação com o ano anterior.

No último ano completo de gestão de Juvenal Juvêncio, o clube arrecadou R$ 362,8 milhões. Nessa conta entra o dinheiro da venda de Lucas para o PSG (R$ 86,5 milhões). A transferência do jogador fez o clube fechar 2013 com um superávit de R$ 23,5 milhões.

Sem uma grande negociação no ano passado, a receita foi de cerca de R$ 250 milhões. A falta de um patrocinador principal também fez a entrada de dinheiro diminuir e ajuda a explicar o déficit superior a R$ 50 milhões.

 

“Cardeais” do São Paulo tentam acabar com barracos entre Juvenal e Aidar

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A paciência de conselheiros históricos do São Paulo com os barracos dados por Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar acabou. Constrangidos, eles decidiram entrar em ação para evitar as brigas que consideram envergonhar o clube. Outro problema é o risco de a guerra contaminar o time. Muricy Ramalho foi trazido de volta para o clube por Juvenal Juvêncio e já foi pressionado publicamente por Aidar.

O recado para o atual e o ex-presidente é claro: só devem levar para o Conselho Deliberativo acusações novas e documentadas. Os cardeais são-paulinos não querem mais cenas como a da reunião da semana passada em que Juvenal voltou a falar do contrato feito por Aidar com sua namorada e a repetir que o presidente tem medo dele. O atual mandatário, por sua vez, voltou a falar sobre o contrato com o Habib´s, mirando seu antecessor.

A discussão impressionou principalmente quando Juvenal discursou a poucos metros de Aidar com o dedo em riste, deixando a impressão de que tocaria seu desafeto. A reação foi negativa, e alguns conselheiros discursaram pela paz.

“O sentimento da maioria é de que essa briga precisa acabar. Temos muitas coisas importantes para discutir no Conselho, então, o certo é que só levem temas novos e documentados. Temos muitos conselheiros de grife dispostos a ajudar a acabar com essa situação”, disse o conselheiro Marco Aurélio Cunha.

Entre os que já começaram a tentar convencer os dois cartolas a pararem de se atacar estão Ives Gandra Martins, José Paulo Leal, Olten Ayres de Abreu e Júlio César Casares, vice-presidente do clube.

Briga com Juvenal faz Aidar dispensar um dos ‘melhores advogados do país’

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Por causa de sua briga com Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar suspendeu os serviços de um advogado que, em suas palavras, é um dos melhores do país na área esportiva. Carlos Eduardo Ambiel está fora do clube desde a última terça.

O presidente do São Paulo  havia dito ao advogado que o clube deixaria de contar com seus serviços caso ele não rompesse com José Francisco Manssur, seu sócio no escritório de advocacia. Ambiel não cedeu e levou cartão vermelho.

O problema acontece porque Manssur é conselheiro do clube e um dos principais escudeiros de Juvenal, de quem foi assessor. O presidente suspeita que ele alimentou a imprensa contra sua gestão, fato que Manssur nega.

No último dia 18, em entrevista coletiva, Aidar admitiu a pressão sobre Ambiel, que cuidava de todos os contratos do São Paulo com jogadores, entre outras funções. “Falei com o Carlos Eduardo Ambiel, um dos melhores advogados desportivos do país. E eu o formei como profissional. Ele presta serviços ao São Paulo, mas tem aquele cidadão como sócio. Eu não gostaria de suspender o serviço, mas, se continuar com ele como sócio, acabou”, disse o dirigente na ocasião.

Recentemente, Aidar contratou dois advogados que eram de seu escritório. Um deles está participando de um curso da Fifa na Europa. Segundo presidente, o clube gastou R$ 800 mil terceirizando serviços jurídicos e agora terá seus próprios advogados. A empresa de Ambiel e Manssur era a principal prestadora de serviços do clube nessa área.

Procurados pelo blog, Aidar, Ambiel e a assessoria de imprensa do presidente são-paulino não atenderam ao blog.

‘Primeira-dama’ do SPFC dá palpite em tudo e terá contrato investigado

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Na última segunda, Juvenal Juvêncio foi pela primeira vez a uma reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo desde que deixou a presidência. A noite era de festa, com coquetel e distribuição de panetones e até de cópias de uma entrevista de Carlos Miguel Aidar, atual presidente e crítico das mordomias dadas por seu antecessor aos conselheiros.

Juvenal tinha participação discreta, até que Aidar foi indagado sobre as relações de sua namorada, Cinira Maturana, com o clube e respondeu que ela tem um contrato comercial. Fica com 20% do valor dos negócios que apresentar.

“Aí eu entrei. Disse que estava estranhando. Antes a gente discutia futebol, mas agora estava discutindo assunto de namorada do presidente. Não ligo pra fofocas, mas tinha que deixar bem claro o que estava aconteceno [a confirmação de Aidar sobre o contrato]”, afirmou Juvenal ao blog.

O assunto incomodava conselheiros da oposição havia meses. A queixa é de que Cinira dá palpite em quase tudo. Até de uma reunião para a venda de Douglas ao Barcelona ela participou. Também esteve ao menos em um encontro sobre o projeto de cobertura do Morumbi , além de já ter sido fotografada no CT são-paulino.

Sua constante presença, apesar de se dividir entre São Paulo e Brasília, onde trabalha, rendeu a Cinira o apelido de Primeira-dama. E agora vai gerar uma investigação da oposiçaõ, que pedirá para o contrato ser exibido.

O grupo de Juvenal Juvêncio esmiúça o estatuto para saber se negociar com parentes (ou namorada) é passível de punição ao presidente.

Desde o início da tarde desta quarta, o blog tentou contato com a amada de Aidar. “Não tenho nenhum problema em falar, mas meu avião está decolando”, disse no primeiro contato. Depois, falou que estava pousando e conversaria mais tarde. À noite seu telefone estava ocupado e, em seguida, desligado.

Por sua vez Aidar deu entrevista coletiva na qual afirmou que ela “não trouxe um único negócio, embora tenha prospectado vários. Nós ficamos somente depois da Copa do Mundo, por volta do mês de agosto. Começamos a ter uma relação pessoal, e se ela tivesse trazido algum negócio não seria feito. Portanto, esse contrato é um zero à esquerda.”

Aidar também afirmou que não quer mais pronunciar o nome de Juvenal. Horas antes, JJ havia dito ao blog que na reunião do conselho proibiu o sucessor de falar seu nome a partir de agora. “Disse que ele precisa parar de falar de mim e começar a trabalhar pelo clube. Ele chega em casa e olha embaixo da cama para ver se estou lá”, declarou Juvenal.

Pelo tom bélico dos dois, ficou claro que, involuntariamente, Cinira ajudou a aumentar o ódio entre os amigos que viraram inimigos.

Presidente do São Paulo: demissão de Juvêncio é “assunto morto”

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Carlos Miguel Aidar não quer mais falar sobre a demissão de Juvenal Juvêncio, ex-presidente do São Paulo que o indicou para sucessor no poder no Morumbi. A dupla entrou em rota de colisão e Aidar destituiu JJ do cargo de diretor da base do futebol em Cotia. "É assunto morto. Já morreu. O presidente tem o dever de escolher os diretores. São todos cargos de confiança. Quando há uma falta de sintonia fina, a melhor solução é a saída", disse o dirigente em entrevista à Rádio Bandeirantes.

No dia 15 de setembro, uma segunda-feira, Juvenal e Aidar discutiram asperamente na sala da presidência do São Paulo, no estádio do Morumbi. A relação começou a ficar desgastada depois de uma entrevista dada por Carlos Miguel à Folha de São Paulo. O sucessor disse que herdou uma dívida de R$ 131 milhões, o que o obrigou a tomar medidas de economia, cortando privilégios de partidários de JJ e até vendendo o ônibus da delegação. Juvêncio divulgou uma carta em que desmente Aidar e o critica.

Depois da demissão, Juvenal chamou Aidar de "traidor" e anunciou que fará oposição ao homem que ele mesmo escolheu para sucedê-lo.

A diretoria do São Paulo absorveu o episódio, seguido de um pedido de demissão do vice presidente Roberto Natel, aliado de Juvenal, e o clube anda calmo. Aidar ainda mantém o discurso polido com relação a Juvêncio: "Depois de oito anos como presidente do São Paulo, talvez para o Juvenal ser diretor não fosse compatível com a história dele no clube", falou.

 

 

 

 

São Paulo descarta investigar mordomia de conselheiros criticada por Aidar

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Em reunião na última segunda-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo rechaçou a criação de uma comissão de sindicância para investigar as benesses dadas aos conselheiros do clube durante a gestão de Juvenal Juvêncio, segundo Carlos Miguel Aidar. As supostas mordomias foram criticadas pelo atual presidente em entrevista para a Folha de S. Paulo, em setembro.

A investigação foi pedida por um conselheiro e colocada em votação, mas a maioria decidiu que ela não deve acontecer. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do órgão, ainda tentou evitar que o assunto fosse votado.

“Ponderei que não era necessária [a comissão de sindicância]. Não vamos fazer do São Paulo um inferno com essa discussão. E não há o que ser investigado porque não houve ilicitude. São maneiras de administrar o clube. Historicamente, os conselheiros recebem ingressos e são convidados para viajar com o time, isso é normal. Mas quem pediu a sindicância insistiu que o tema fosse votado. De cerca de 170 conselheiros, só 10 ou 12 votaram a favor [da investigação]”, disse Leco ao blog. Ele não quis revelar o nome do conselheiro que propôs a medida.

Na entrevista para a Folha de S.Paulo, além de criticar viagens pagas a conselheiros, Aidar afirmou que vendeu 20 carros que eram usados por diretores com direito a motorista. Juvenal Juvêncio contesta a informação. Afirma que os veículos faziam parte de contrato com um patrocinador e foram devolvidos porque o acordo acabou.

De fato, administrações anteriores também presenteavam conselheiros com passagem e estadia para acompanhar o time, principalmente na Libertadores.

Juvenal diz que acordou São Paulo ao reagir a críticas de Aidar

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Nesta quarta, Juvenal Juvêncio telefonou para o blog após a publicação de post sobre a cúpula do São Paulo querer abrir o que chama de caixa preta das categorias de base depois de sua sua demissão da direção de futebol amador. Leia abaixo os principais trechos do que era uma reclamação e virou entrevista.

Juvenal Juvêncio – Por que você está puxando o saco do Carlos Miguel Aidar [presidente do clube]? Virou chapa branca? Você  não fala que ele tem três carros [para usar no clube, um de patrocinador vinculado à CBF, outro de patrocinador vinculado à FPF e um do São Paulo].

Blog – Como estou puxando o saco se publiquei isso e escrevi que ele indicou o ex-motorista particular dele para trabalhar no São Paulo?

Juvenal – Publicou, mas minimizou, tem que dar ênfase, as pessoas precisam saber. Ele gosta de dirigir, gosta de barco, não gosta de futebol. Dei duas credenciais para ele ir aos jogos [antes de ser presidente]. Ele ia para a praia. Ele pagava o motorista particular dele, agora quem paga é o clube. É isso que você tem que falar. Não fazer insinuações de que tem coisa errada na base.

Blog – Não insinuei. Escrevi que a diretoria afirma que o empresário Joseph Lee ganhou comissão na venda do Lucas Evangelista [por formação e desenvolvimento, mas ele foi formado no clube].

Juvenal – Lee ganhou comissão porque ajudou a trazer Rhodolfo (zagueiro) e Cortez (lateral). Ele pôs 1 milhão de euros e ficou de ter uma participação em outros jogadores para compensar o prejuízo que teve. Não ganhou nada com Cortez [hoje no Criciúma] e Rhodolfo [trocado por Souza] do Grêmio. Como faz? É um parceiro importante, fica a ver navios? Foi isso que aconteceu. Respeito a sua pena, mas você tem que me respeitar, não tergiverse sobre o que eu falo. Pare de ficar ouvindo tanto o Aidar. Ele fez tratamento que afetou os neurônios dele, precisa parar o tratamento, disse isso pra ele. Agora, o Aidar comeu pudim e gostou [em relação a experimentar a presidência]. Mas está com os dias contados. Tem prazo de validade, vai ficar dois anos e meio [até o fim do mandato] e vai embora [sem se reeleger].

Blog – Por quê?

Juvenal – Por que eu acordei o São Paulo. Mostrei o que está acontecendo, o que ele queria fazer não vai fazer mais [depois de ser demitido, Juvenal afirmou que Aidar planejava demitir Muricy Ramalho no final do ano, mas o presidente nega essa intenção]. Na reunião do Conselho Deliberativo, dia 13 [de outubro], ele queria aprovar o projeto da cobertura, iria aprovar um pacotão com outras coisas, mas agora já está falando que vai ser só uma consulta. Disse pra mim que colocaria em votação por um sistema que não precisa do quórum de 75% para aprovar a cobertura [por causa dessa exigência o projeto não foi votado na gestão de Juvenal. A oposição boicotou a reunião].

Blog – Mas o senhor vai votar ou boicotar?

Juvenal – Sou o primeiro a querer a cobertura, mas quero ver tudo, conhecer todos os detalhes. E os 75% têm que valer pra ele também. Eu não quero guerra. Ele veio dizer que falei da filha dele [Mariana Aidar, ex-assessora do atual presidente]. Não falei nada, não sou de coisas pequenas. Ele demitiu duas moças porque disse que são minhas amigas. Demitiu o Gilberto, um sacrossanto que cuidava dos nossos gramados, porque que é meu amigo. Saí da presidência e fiquei cinco meses sem falar com jornalistas. Ele foi e deu uma entrevista para a Folha de S.Paulo que foi um desastre. Veio falar que vendeu 20 carros [do clube para cortar gastos e mordomias a cartolas], vendeu nada. Isso era um acordo com a Volkswagen e que acabou. Os carros foram devolvidos [ao blog, Aidar disse não saber sobre essa situação]. Ele pagou o Alan Kardec com dinheiro que eu deixei no caixa porque peguei R$ 50 milhões na Globo. Ele tentou pegar R$ 25 milhões na Globo, não conseguiu, não deram, não vão dar. Você vai perguntar pra ele, e ele vai dizer que é mentira. Aí você não publica, sei como funcionam as coisas.

Blog – O senhor sabe como funciona o jornalismo, sabe que é preciso ouvir os dois lados [indagado pelo blog, Aidar negou a tentativa de levantar o dinheiro com a emissora].

Juvenal – Não me goze que eu também te gozo. Você quando trabalhava na revista “Placar” recebeu uma denúncia contra a base do São Paulo, procurou, procurou e não achou nada. Saiu uma matéria chocha, porque não tem nada errado lá. Pare de ficar falando do Geraldo [Oliveira, funcionário do CT das categorias de base, em Cotia, também demitido por Aidar].

Blog – Mas muita gente reclamava do Geraldo.

Juvenal – Falam porque ele não deixava ninguém entrar lá, tocava aquilo num regime militar, vai ver se diretor entrava lá. Tem um dirigente de clube que me falou que não consegue controlar as categorias de base dele. Em Cotia não tem escândalo, sacana não entra lá. Tem pai de jogador com porcentagem de atleta? Tem. Como não vai ter? O pai fala: ‘quero’, e você tem que dar.

Após 36 minutos, Juvenal avisou que encerraria a conversa.

Blog – Tudo que nós conversamos pode ser publicado?

Juvenal – Você gravou tudo? Tem que gravar e publicar. Abraço.#uolbr_geraModulos(‘embed-lista’,’/2014/leia-tambem-1410957231798.vm’)

Saiba como foi a conturbada reunião que provocou a queda de Juvenal

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Pouco antes das 16 horas desta segunda, dia em que Juvenal Juvêncio foi demitido da direção de futebol amador do São Paulo, Muricy Ramalho recebeu uma mensagem de Carlos Miguei Aidar em seu celular. O presidente avisava que JJ tentaria minar a relação entre eles.

O auxiliar Milton Cruz e o diretor Gustavo Vieira de Oliveira receberam o mesmo recado em seus telefones. Cerca de uma hora após o envio das mensagens, Juvenal deu entrevista ao UOL Esporte afirmando que o presidente pretende demitir o trio no final do ano. A declaração do ex-dirigente foi dada logo depois de uma bélica reunião que ele teve com seu sucessor.

Aidar mostrou a Juvenal a nota oficial que o ex-presidente divulgou na semana passada para rebater as críticas feitas por seu antecessor em entrevista à “Folha de S. Paulo”. Indagou o que JJ quis dizer quando afirmou que não deixaria a direção de futebol amador porque “a base é o futuro do São Paulo e não poderá cair em mãos de aventureiros, sobretudo daqueles que (conhecemos muito bem), devem estar pressurosos por isso”.

O presidente disse a Juvenal que a insinuação sobre o interesse nas categorias de base já seria suficiente para que ele fosse demitido. Em meio ao bate boca, Juvenal afirmou que Aidar faz um tratamento de beleza que afetou seus neurônios. Como resposta, o presidente preguntou se seu interlocutor se olhou no espelho.  Juvenal faz tratamento contra um câncer.

Aidar também afirmou que não havia mais espaço para os dois no clube e tirou da gaveta duas cartas para Juvenal escolher qual seria validada. Numa delas, JJ assinaria um texto no qual afirmaria que pediu demissão espontaneamente e que deixava o clube feliz pelos títulos conquistados. Nesse caso, o ex-presidente ainda receberia uma homenagem de seu sucessor.

Na outra versão, a que acabou valendo, Aidar demitia seu diretor de futebol amador. JJ mandou Aidar para aquele  lugar e saiu da sala disparando xingamentos, como ele mesmo afirmou ao canal Fox Sports na noite de segunda. Pouco depois, aconteceu uma reunião extraordinária de diretoria. Nela, Aidar encarregou José Moreira, diretor administrativo, de pedir nesta terça que Juvenal devolvesse o carro do clube que usava como diretor, além de liberar dos serviços o motorista e o segurança que o acompanhavam. Juvenal alega que fez a devolução na segunda à noite mesmo, sem o presidente saber.

No mesmo encontro, o vice-presidente Roberto Natel confirmou o que dissera ao blog antes de ir ao Morumbi e pediu demissão. Ele ainda afirmou que Aidar estava dando ouvido a fofocas de mulheres referindo-se a funcionárias do clube. Mais nenhum dos presentes pediu para sair. Porém, João Paulo de Jesus Lopes, vice de administração e finanças, e Júlio Casares, vice de marketing, não compareceram por estarem viajando.

Quanto amadorismo e ingratidão! Aidar apunhala seu padrinho Juvenal Juvêncio bem no melhor momento do São Paulo em anos. Será que a briga refletirá em campo? E, de tão nervoso, ex-cartola tricolor passa mal em programa de TV!

Leia o post original por Milton Neves

juju aindar sl

Que briguinha mais fora de hora, hein, são-paulinos?

Bem na semana em que o São Paulo conseguiu encostar no líder Cruzeiro, o presidente Carlos Miguel Aidar resolveu apunhalar o seu padrinho Juvenal Juvêncio e explodiu uma desnecessária guerra política no Morumbi.

Quanto amadorismo!

O antigo lorde Aidar está virando quase um Eurico Miranda…

Agora, é óbvio que essa briga refletirá em campo, exatamente quando o São Paulo vive o seu melhor momento em anos.

Afinal, quem consegue trabalhar tranquilamente enquanto os seus superiores estão em pé de guerra?

Prova disso é o Palmeiras, que vez ou outra até monta bons times, mas não consegue expressivos resultados por conta da relação instável de seus cartolas.

Mas, cá entre nós, que pisada de bola de Carlos Miguel Aidar com Juvenal Juvêncio, que foi quem o colocou no “trono” do Morumbi.

“É um traidor. Aliás, eu falei isso para ele. Um traidor vil”, desabafou JJ em entrevista ao portal UOL.

Inclusive, na noite da última segunda-feira, em participação no programa “Fox Sports Rádio”, Juvenal, por todo nervosismo da situação e também por conta de seu tratamento contra um câncer, acabou passando mal ao vivo.

Veja no vídeo abaixo:

Isso tudo, meus amigos, fez com que eu me lembrasse do saudoso José Silveira (1925 – 1999), doente jornalista tricolor que sempre duvidou da classe e educação dos cartolas são-paulinos.

“O São Paulo, intramuros, é um Palácio de Buckingham por fora e um Corinthians piorado por dentro”, dizia na TV Gazeta, fazendo analogia com “as batalhas campais e verbais do Parque São Jorge” nos tempos de Alfredo Inácio Trindade, Wadih Helu e Vicente Matheus.

Opine!

Aidar critica uso de motorista, mas indicou seu ex-chofer para o São Paulo

Leia o post original por Perrone

Entre as críticas que fez à administração de Juvenal Juvêncio, Carlos Miguei Aidar reclamou do fato de o clube ter carros com motoristas à disposição dos dirigentes. Porém, o atual presidente indicou para o São Paulo um profissional que trabalhava como seu chofer particular. Ele se chama Rogério. Juvenal fez a contratação quando ainda estava na presidência.

Aliados de JJ usam esse fato para dizer que o atual presidente reclama de benesses a cartolas, mas também desfrutou de algumas.

Na entrevista à “Folha de São Paulo” em que fez ataques que culminaram com a demissão de Juvenal nesta segunda, Aidar afirmou: “Viagens para diretores, conselheiros, passagens, hospedagens. Eu vendi 20 carros. Serviam pra quê? Para buscar pessoas. Diretor com carro e motorista por conta do clube. Meu carro está aí na porta, eu dirijo meu carro. O São Paulo parou no tempo”.

Indagado pelo blog, ele confirmou que recomendou a contratação de seu ex-motorista particular pelo clube. “Claro [que indiquei], ele é ótimo. Ele é motorista do clube, aliás, excelente. E me servia na OAB, foi assim que o Juvenal o conheceu. Serve várias pessoas, inclusive a mim de vez em quando. Geralmente, ando com meu carro, eu mesmo dirijo”, afirmou Aidar. Além de um veículo do São Paulo, o presidente, se quiser, pode usar um que é fruto de contrato de patrocínio ligado à Federação Paulista e outro à CBF.

O chofer é apenas mais no clube que acaba envolvido na guerra entre os dirigentes. A crise já fez Aidar afastar sua filha Mariana do cargo de assessora da presidência para que ela deixasse de ser alvo de ataques da oposição. João Paulo, um dos netos de Juvenal, pediu demissão logo depois da entrevista em que Aidar detonou seu avô. Ele era diretor-adjunto de finanças. Nesta segunda, após o presidente demitir seu antecessor, foi a vez de Roberto Natel, vice-presidente do São Paulo, entregar o cargo.

Juvenal colocou mais outros dois nomes no imbróglio ao dizer que o presidente planeja demitir no final do ano Muricy Ramalho, o auxiliar Milton Cruz e o gerente de futebol, Gustavo Vieira de Oliveira, como mostrou reportagem do UOL Esporte. Assim, o conflito entre os dois cardeais já atinge do estacionamento ao vestiário do Morumbi.#uolbr_geraModulos(‘embed-lista’,’/2014/leia-tambem-1410870292100.vm’)