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Time japonês alega desconhecer contrato de imagem entre Zago e Red Bull

Leia o post original por Perrone

Notificado pelo Red Bull Bragantino, o Kashima Antlers respondeu desconhecer a existência de um contrato de imagem em vigência entre o treinador e seu ex-clube.

Zago não teria avisado os japoneses sobre o compromisso. Acontece que João Henrique Chiminazzo, advogado do treinador, sustenta que o contrato de imagem não se mistura com o de trabalho, rescindido unilateralmente por seu cliente. Ele também rejeita a renovação automática apontada pelo Red Bull no compromisso vinculado à imagem do profissional até 2021.

Porém, como mostrou o blog, Zago chegou a gravar em novembro de 2019 vídeo em entrevista afirmando que tinha contrato até 2021.

Após receber a resposta japonesa, o clube de Bragança Paulista elaborou nova notificação esclarecendo o contrato de imagem e reafirmando entender que o Kashima pode estar cometendo ilegalidade ao usar a imagem de Zago.

Chiminazzo não respondeu à mensagem do blog sobre o tema até a publicação deste post.

Zago entrou com ação na Justiça para depositar em juízo cerca de R$ 390 mil pela rescisão. O Red Bull cobra por volta de R$ 2,4 milhões.

 

Divergência entre RB Bragantino e Zago é de cerca de R$ 2 milhões

Leia o post original por Perrone

A diferença entre o que o Red Bull Bragantino cobra e o que Antônio Carlos Zago acredita que deve pagar pela rescisão de seu contrato é de aproximadamente R$ 2.010.000, conforme apurou o blog.

O imbróglio também conta com uma ação na Justiça movida pelo técnico e notificações extrajudiciais disparadas pelo clube para o técnico e o Kashima Antlers. O time japonês anunciou o treinador sem que RB Bragantino e Zago fechassem um acordo para a rescisão.

O Red Bull calcula que a multa original era de cerca de R$ 3 milhões. Mas o valor cai para aproximadamente R$ 2,4 milhões por causa de premiações e outras quantias que Zago tinha a receber. Isso nos cálculos da agremiação.

Zago acionou à Justiça para depositar em juízo  R$ 390 mil referentes ao que ele crê ser a multa contratual.

A divergência passa por uma renovação automática que o RB Bragantino alega existir até 2021. Pela versão do clube, ela foi definida a pedido do treinador e passou a valer a partir da conquista da vaga na Série A de 2020. Mas o novo contrato ainda não tinha sido elaborado.

Para João Henrique Chiminazzo, advogado do treinador, vale o compromisso que termina em dezembro de 2020, registrado na CBF.

“Não existiu renovação automática. O contrato previa essa possibilidade, mas ela não se confirmou. Isso está bem claro”, declarou o defensor do técnico.

“No Brasil, treinador só pode ter contrato de trabalho por dois anos. O dele começou a valer em abril de 2019. Se fosse prorrogado automáticamente até dezembro de 2021, ultrapassaria o prazo legal”, completou Chiminazzo. 

As datas são importantes porque a multa é igual a 5O% do que o treinador teria a receber. Assim, o advogado de Zago entende que o valor deve ser calculado até dezembro de 2020. A conta do RB Bragantino inclui mais um ano.

Segundo a versão do clube, a multa válida para os dois lados foi um pedido do técnico.

Outro problema é que o clube entende que a multa deve considerar o reajuste salarial a ser concedido até 2020.

A queixa na agremiação é de que o advogado de Zago fez o cálculo com o salário de 2019. São cerca de R$ 65 mil registrados em carteira de trabalho, sem contar os ganhos com direitos de imagem.

A renovação que o RB sustenta ser válida jogaria o salário em carteira para cerca de R$ 125 mil, também sem considerar a imagem.

Então, mesmo que o time de Bragança Paulista aceitasse a tese do contrato de trabalho até 2020, continuaria a discordância. Nesse caso, provocada pela diferença salarial. Por sua vez, Chininazzo não reconhece o reajuste.

Há ainda problemas em relação ao contrato de imagem. O RB sustenta que ele vale até 2021 e que seus valores devem entrar na conta.

“Direito de imagem não se mistura com contrato de trabalho [e sua rescisão]. Mas também não foi assinado contrato de imagem até 2021. Ele valia até 2020. Havia uma possibilidade de renovação que não se confirmou” disse o advogado de Zago.

 Briga

A guerra começou depois de o treinador informar ao clube sua decisão de aceitar a oferta japonesa.

Zago foi à Justiça para tentar depositar a sua versão da multa em juízo. Até agora a Justiça não se posicionou.

Em seguida, o Red Bull enviou notificação ao técnico cobrando a multa segundo seus cálculos.

O treinador respondeu com as suas contas. O RB, então, preparou outra notificação ainda mais firme. O advogado de Zago, no entanto, diz ainda não ter recebido o documento.

O RB também enviou uma notificação ao Kashima Antlers informado que Zago estava sob contrato. Nesta sexta (3), o clube brasileiro preparou outro comunicado para os japoneses.

Procurada, a direção do Red Bull Bragantino não quis dar entrevista sobre o tema.

Opinião: Real e Kashima deram aula ao mundo do futebol

Leia o post original por Perrone

O Kashima Antlers entrou em campo na final do Mundial de Clubes dando aula de como se enfrenta um time recheado de astros. Nada de ficar admirando os rivais, tremer ou cometer erros bobos. Jogou sério desde o início. Foi uma lição de aplicação tática.

O Real Madrid, depois de fazer 1 a 0, deu aula de como um gigante não deve jogar uma decisão contra um azarão. Se acomodou, dormiu em campo, parecia duvidar da capacidade do oponente.

O Kashima deu aula de como tentar matar um favorito numa final ao fazer 2 a 1 no início do segundo tempo, mas também acabou ensinando como se acorda um time com muita qualidade.

O Real Madrid deu aula de como mudar os rumos de uma decisão. Passou a jogar com mais atenção e logo sua superioridade apareceu para permitir o empate e a criação de várias chances.

O Kashima deu aula de como se manter vivo diante de um grande time que despertou. Foi salvo por seu goleiro e apostou em contra-ataques, chute de longe e no final num preparo físico que pareceu superior para terminar o jogo no comando.

O japonês Endo deu aula de como desperdiçar a oportunidade de entrar para história do futebol mundial ao perder uma incrível chance de fazer o gol do título do Kashima no último lance do tempo normal.

Em seguida, no início da prorrogação, Cristiano Ronaldo deu uma lição para Endo de como se faz quando a bola do jogo chega aos seus pés. Marcou o gol que deixou o Real perto do título e fez o que se espera de um jogador do nível dele. Decidiu mesmo sem ter feito até então uma atuação de gala. O português repetiu a dose fazendo o quarto gol do time espanhol.

O 4 a 2 (contando a prorrogação) para o Real não foi um jogo brilhante tecnicamente, mas agradável, emocionante, digno de final de Mundial e, principalmente, repleto de lições para o mundo da bola.