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São Paulo afasta o “fantasma Tolima”; Grêmio se complica na altitude e o Corinthians passa vergonha no Paulistão! “Zinedine Zizao” merece outras chances?

Leia o post original por miltonneves

O São Paulo mostrou porque se define “soberano”.

Diante do fraquíssimo Bolívar, o time do Morumbi passeou.

Quase nenhum susto e gols distribuídos pelos principais nomes do time.

Até o aniversariante Rogério Ceni soprou suas 40 velinhas e deixou seu tento.

Agora é só viajar até a altitude boliviana e carimbar a vaga na fase de grupos da Libertadores.

Assim, o Tricolor poderá brigar pelo segundo no lugar na chave que já tem o Galo garantido no topo.

E por falar em muitos metros acima do nível do mar, o Grêmio tomou um grande susto diante da LDU, no Equador.

O projeto de Luxemburgo está muito ameaçado, situação que acabaria com o planejamento do Imortal para esta temporada.

Já no Paulistão as partidas seguem sonolentas.

Só o Santos do gênio Neymar para dar graça ao estadual.

O Palmeiras venceu com o Oeste, mas continua sem empolgar.

E os reservas do Corinthians tropeçaram mais uma vez e perderam para a Ponte.

E nem “Zinedine Zizao” resolveu os problemas do Alvinegro.

Está na hora do Timão colocar os titulares para jogar?

Com a goleada, o São Paulo é favorito para a Libertadores?

E o Grêmio vai ter que se contentar com o estadual?

Opine!

LDU faz três amistosos

Leia o post original por Pedro Ernesto

Por Leonardo Oliveira (interino) – leonardo.oliveira@diariogaucho.com.br

A LDU também corre contra o tempo para chegar em condições mínimas no jogo do dia 23, em Quito. Como contratou 16 jogadores, a maior preocupação da comissão técnica é dar algum entrosamento para o time. Apenas 12 jogadores são remanescentes da temporada passada. Sendo que dois deles, os argentinos Ariel Nahuelpan, centroavante, e Pablo Vitti, meia, só ficaram porque não apareceram interessados.

A LDU faz a pré-temporada em seu próprio CT, na altitude de Quito, onde o clima é ameno, mais ou menos como o da nossa Serra. O técnico Edgardo Bauza, em férias pela Europa, só começa a trabalhar amanhã. É quando começa a azeitar o time. A LDU fará três amistosos. O primeiro, ainda sem data definida, será contra a Liga de Loja, time que endureceu com o São Paulo na Sul-Americana. Os outros dois serão jogos-treinos, com portões fechados.

Fechado

É verdade que o tempo de preparação é curto, há pressa para chegar afiado ao primeiro jogo da pré-Libertadores. Mas fechar os portões para o jogo-treino de domingo pela manhã, contra o Cerâmica, não é a melhor estratégia financeira.

Há muito tempo Porto Alegre deixou de ficar às moscas no verão. E assistir a um jogo na Arena seria um excelente programa de família na manhã de domingo. Os dois primeiros jogos da nova casa foram para público seleto. Certamente, teria grande apelo conhecer o estádio e ainda espiar o time.

Volante

O Inter namora Willians desde a Copa do Brasil de 2009, naquele jogo que Andrezinho classificou o time no último minuto, de falta. Willians foi o melhor em campo, sozinho dominou o meio-campo e ainda foi à frente. O vice de futebol à época, Fernando Carvalho, desceu para o vestiário encantado com atuação do volante.

No ano seguinte, a direção até tentou sua contratação, sem sucesso. Willians é bom jogador, mas precisa ser administrado fora de campo. No Flamengo, seus sumiços e derrapadas fora do horário de trabalho ficaram famosos.

Você sabia?

* Que o São Luiz, de Ijuí, acertou tudo com o meia baiano Danilo, ex-Inter, e ficou a ver navios?

* Que Danilo prometeu se apresentar no clube e, sem avisar, recuou?

* Que o Caxias desistiu do atacante Marcos Paulo, promessa do clube?

* Que Marcos Paulo, autor de gol decisivo contra o Grêmio em 2012, sumiu depois da folga de Natal?

Férias do chefe

Leia o post original por Pedro Ernesto

* Leonardo Oliveira – interino


Para os gremistas preocupados com o curto tempo de preparação até a pré-Libertadores envio um alento. A LDU, adversária na noite do dia 23, começa apenas amanhã a sua temporada. E sem o técnico. O argentino Edgardo Bauza, o Pato, só começa a trabalhar dia 10. Até lá, os jogadores ficarão sob responsabilidade do seu auxiliar, Jose Daniel di Leo, e do preparador físico, Bruno Militano.

Pato deixou Quito na véspera do Natal para passar as festas com a família em Rosário e engatou férias. Deixou pronta a reforma geral no grupo, com 13 novos jogadores, que precisarão se conhecer antes de formar um time. O lateral Reasco, ex-capitão e uma das lendas da LDU, está de saída, magoado com a direção. Os argentinos Ariel, centroavante, ex-Coritiba, e Vitti, meia, seguirão no clube, apesar do baixo rendimento. Ninguém se interessou por eles e rescindir custaria caro.


Cris

Sem recursos para investir, Vanderlei Luxemburgo adota a contratação de jogadores tarimbados como solução para dar peso ao time. Foi assim com Dida, segue agora com o interesse em Cris. O zagueiro nunca foi notável pela qualidade técnica. Ganhou espaço mais pela seriedade e pela aplicação.

Aos 35 anos, Cris está longe de ser a melhor alternativa. Mas para quem começa o ano apenas com Vilson e Saimon na pré-LIbertadores, qualquer reforço é bem-vindo.


Argentinos

Meia é produto raro no mercado. O Inter se dá ao luxo de ter três de qualidade. Como Fred ficará na seleção sub-20 até fevereiro, Dátolo e D’Alessandro no grupo é um banquete. As notícias vindas do Beira-Rio na véspera da apresentação dão conta de que Dátolo seguirá no clube. O que é um acerto do Inter.

Trata-se de um jogador de alto nível, experimentado e com uma virtude ausente no time do Inter, o chute de fora da área. A questão é saber se ele seguirá sensível às dores como em 2012, o que fez colar nele o rótulo de jogador frágil.


Você sabia?

– Que o Inter jogará as duas primeiras partidas do Gauchão em Canoas?

– Que seu primeiro jogo como mandante no Centenário será apenas no sábado de Carnaval, contra Pelotas?

– Que o clube recebeu mais de 2 mil sugestões do sócios sobre os jogos em Caxias do Sul?

– Que a direção negocia para disponibilizar aos sócios ônibus até Caxias com preços razoáveis?

Adversário

Leia o post original por Pedro Ernesto

O sorteio foi muito ruim para o Grêmio. De todos os times da pré-Libertadores, o que menos interessava era a LDU. É verdade que não é o mesmo time que andou ganhando a Libertadores e a Copa Sul-Americana. Aquela geração brilhante passou e hoje existe uma extensa renovação. Foram contratados 13 jogadores, um time inteiro e mais dois reservas. Claro que não conheço a qualidade desses jogadores. Mas, como se trata de uma grande equipe do futebol sul-americano, eles devem ter qualidade para jogar lá. O Grêmio terá que encarar a altitude de quase 3 mil metros acima do nível do mar, a falta de preparo físico mais elaborado e  um time cuja qualidade se desconhece. Mas a tradição está escrita em sua história recente.

Carlos Eduardo

Esse jogador renovou por mais um ano com seu clube para poder jogar no Brasil. Gostaria muito de atuar em Porto Alegre, seja no Grêmio, onde se formou, ou até no Inter. Mas parece que nenhum dos dois se interessou pelo seu futebol. Paulo Pelaipe veio do Rio para contratá-lo para o Flamengo. Se Pelaipe conseguir fechar o negócio, acho que o futebol gaúcho vai perder um meia que poderia dar qualidade à Dupla.

Libertadores

Não há nenhum grande grupo que possa ser chamado de “Grupo da Morte”. Os principais clubes desta Libertadores moram no Brasil. Tenho muita curiosidade pelo Boca, agora com Carlos Bianchi no comando técnico. Bianchi consegue transformar times médios em competitivos e campeões. O Boca, por sua vez, sabe ser grande nas competições importantes. No mais, não vejo qualquer outro grande clube que possa ameaçar o reinado dos times brasileiros.

Você sabia?

– Que o argentino Burrito Martinez foi oferecido, mas Fábio Koff e Omar Selaimen não fecharam porque Vanderlei Luxemburgo não quis o jogador?

– Importantes empresários ligados ao Grêmio apelaram a Fábio Koff que não mais critique a Arena?

– Que o Internacional começa a “Operação Nilmar”, que está no Al Rayyan, do Catar?


Universidad de Chile: gols na final simbolizam a conquista da Sul-Americana

Leia o post original por André Rocha

Mesmo com vantagem de empate, a Universidad de Chile partiu para cima no 3-4-3 habitual e obrigou a LDU a se reorganizar em um 4-4-2.

Dois minutos de jogo no Estádio Nacional de Santiago. Mesmo com a vantagem do empate, a Universidad de Chile iniciou no 3-4-3 e partiu para cima, empurrando a LDU para a própria retaguarda e obrigando o técnico Edgardo Bauza a recuar o ala Reasco como lateral pela direita e rearmar o time equatoriano no 4-4-2. Em jogada iniciada e finalizada com precisão por Eduardo Vargas, cinco jogadores do time mandante estavam dentro da área da atônita LDU.

Trinta e quatro minutos do segundo tempo. Depois de controlar a partida compactando as linhas, tocando a bola e nunca abdicando do ataque, o time de Jorge Sampaoli, com vantagem numérica após a expulsão do zagueiro Guagua, saiu em contragolpe depois de três jogadores avançarem em um adversário na intermediária e chegou com quatro jogadores na frente. Vargas recebeu às costas de Calderón, chutou e, no rebote do goleiro Dominguez, Lorenzetti, meia que entrou no lugar de Castro mudando o esquema para o 3-1-4-2, aproveitou o rebote e encaminhou o título.

Com um homem a mais, o time chileno confirmou a conquista com mais dois gols atuando num 3-1-4-2 compacto e que procura Vargas na frente.

Quarenta e dois minutos. Vargas faz jogada individual e consagra jornada perfeita no torneio continental com um golaço, o 11º do craque da competição. Artilharia e conquista da Copa Sul-Americana consolidadas.

Mais que justas. Foram 21 gols marcados e apenas dois sofridos. Dez vitórias e dois empates. 35 partidas de invencibilidade e grandes chances de faturar os dois títulos nacionais. Futebol moderno, essencialmente ofensivo. Mas que garante a solidez da defesa exatamente por afastar os oponentes da própria área.

Os três gols na grande decisão contra a pragmática e guerreira LDU simbolizam a volúpia ofensiva, a organização com variações táticas e o talento de “La U”. Time histórico pelo primeiro título internacional do clube e, principalmente, pelo futebol apresentado. Coletivamente, o melhor da América do Sul.


LDU 0×1 Universidad de Chile – Feito histórico e título encaminhado

Leia o post original por André Rocha

O time equatoriano se impôs no Estádio Casablanca sobre Fluminense (duas vezes), Internacional e Estudiantes em suas conquistas internacionais recentes, não só pela altitude de 2.743 metros em Quito, mas também pela proposta de jogo baseada em intensidade, controle do jogo e contundência.

Mesmo com os desfalques de Urrutia, Vera, Miller Bolaños, De La Cruz, Walter Calderón e Luis Bolaños, que iniciou na reserva, a equipe de Edgardo Bauza, armada no 3-4-1-2, tentou acuar o oponente e encontrou no lado direito, com Reasco, Equi González e Bieler, um bom “atalho” para as ações ofensivas.

Mas desta vez a LDU encarou um time que não se intimida, independentemente do mando de campo. “La U” teve personalidade e inteligência para controlar o ritmo do jogo desde o início. Mesmo com o volante Acevedo substituindo o atacante Castro para seguir Equi, o time chileno, no 3-1-4-2, avançou suas linhas nos primeiros dez minutos e apostou em velocidade, compactação e intensa movimentação de Eduardo Vargas ao lado de Canales na frente. Quase marcou com o ala Rodríguez logo no primeiro minuto.

Só a partir dos 20 minutos a LDU equilibrou as ações e passou a empilhar chances pela facilidade de criar jogadas pela direita para cima de Mena e Rojas, que falhava seguidamente na cobertura. Na oportunidade mais cristalina, o passe primoroso de Bieler achou Reasco livre, mas o ala direito se atrapalhou à frente de Johnny Herrera. Barcos, mais badalado atacante no Equador, perdeu com um golpe de canela outro gol certo em centro de Equi, mais uma vez pela direita. Parecia a última jogada de perigo na primeira etapa.

Mas Diaz desceu pelo meio e o passe preciso – característica marcante dos meio-campistas da equipe chilena – achou Vargas na infiltração em diagonal às costas de Calderón. O atacante ganhou de Araújo, limpou o goleiro Domingues e marcou seu nono gol na Sul-Americana. Lance simbólico da fase exuberante de um time invicto há 33 partidas.

Primeiro tempo: LDU no 3-4-1-2 forçando pela direita com Reasco, Equi González e Bieler; Universidad de Chile no 3-1-4-2 apostou em compactação, toque de bola e aproveitou passe preciso de Diaz para a infiltração de Vargas em diagonal.

Bauza trocou Bieler por Luis Bolaños no intervalo e, no 3-4-2-1, a LDU se lançou à frente, passou a atacar também pela esquerda e partiu para o “abafa”, apostando na superioridade física. Sobrou fôlego, mas não futebol.

Jorge Sampaoli arriscou tudo apostando no entrosamento de seus comandados, mesmo com o nítido cansaço. Ainda assim, “La U” teve chances de ampliar duas vezes com Aranguiz, que muitas vezes se transformou em meia de ligação, e uma com Rodríguez. Sampaoli trocou Canales por Castro e só mexeu novamente nos minutos finais para ganhar tempo.

Bauza mandou Gámez a campo no lugar do extenuado Reasco, mas não melhorou a produção pela direita. A LDU forçou as jogadas aéreas, deu algum sustos, muito pelas saídas tresloucadas de Johnny Herrera, porém sem objetividade. Até porque a noite do artilheiro Barcos, sete gols no torneio continental, foi profundamente infeliz.

No 3-4-2-1 com Gamez e Luis Bolaños nas vagas de Reasco e Bieler, a LDU partiu para o abafa, mas sem objetividade – muito pela noite infeliz de Barcos. Sampaoli trocou Canales por Castro,e o time chileno cansou com a altitude, mas não abdicou do ataque e teve chances de ampliar.

Melhor para o time mais forte da Sul-Americana, agora favorito absoluto com o triunfo histórico em Quito. Desnecessário dizer que não há nada definido, mas o título parece bem encaminhado para “La U”, equipe talentosa, organizada e cada vez mais segura de sua força.