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Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

Leia o post original por Perrone

Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Na Justiça, vices repetem discurso de ameaça e chantagem de Leila Pereira

Leia o post original por Perrone

Em ação movida por Leila Pereira, que pede indenização por danos morais, três vice-presidentes do Palmeiras em suas defesas não recuaram sobre afirmações contra a sócia da Crefisa. Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli voltaram a classificar declarações da patrocinadora do clube como ameaça e chantagem.

Na contestação enviada à Justiça, eles afirmam também que muitos consideram que a empresária usa métodos reprováveis para crescer no alviverde e age de forma desconectada ao amor à agremiação. Apontam ainda conflito de interesses por Leila ser também conselheira. Leia no final do post a resposta dela ao blog sobre a defesa dos dirigentes.

Leila foi à Justiça depois de os três vices emitirem uma nota de repúdio à entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. Na ocasião, a empresária disse que deixaria de patrocinar o Palmeiras caso um inimigo assuma a presidência. Ela pede que cada um dos processados pague R$ 100 mil de indenização.

A defesa dos vices diz que a entrevista evidencia uma “inescondível e indisfarçável ameaça – ameaça, sim! – de que o patrocínio será retirado ou não renovado”.

Para os advogados dos dirigentes, as aspirações de Leila no clube “vêm se prestando a provocar reações contrárias por parte daqueles que se apercebam das clamorosas evidências a respeito da existência atual ou potencial de conflito de interesses, bem assim do modo, da atitude, dos expedientes e dos métodos dos quais ela se utiliza para o alcance dos seus objetivos e por muitos considerados como gestos e movimentos desconectados do amor ao clube…”.

Em outro trecho, a peça volta a falar sobre ameaça e chantagem ao se referir à entrevista que originou a reação dos vice-presidentes. “Eis aí, escancarado o sabor da ameaça, com pitadas – sim! – de chantagem, não em seu significado ou tipicidade criminal, mas no sentido de que o clube ficaria à mercê do que seu patrocinador venha a fazer ou deixar de fazer…”.

A tese da defesa é de que o trio reagiu a uma declaração da patrocinadora dentro do contexto político do clube, exercendo seu direito à crítica sem a intenção de ofender a moral da adversária e usou os termos chantagem e ameaça sem conotação jurídica.

Os advogados lembram que Leila planeja alcançar a presidência e que Genaro, um dos processados, se coloca como candidato da oposição contra o atual presidente, Maurício Galiotte, no próximo pleito.

Em outra parte da contestação, eles afirmam que o clube virou refém do poderio financeiro da empresária. “Substancialmente, os contestantes (os três vices) têm a inabalável convicção de que a autora (Leila) se vale, sim e com enorme intensidade, de seu poderio e de sua bilionária condição de riqueza material, para galgar maiores espaços no clube, tornando-o cada vez mais refém de uma situação perigosa, que, ao ver de todos eles, se traduz numa inescondível contradição ou incompatibilização: a de ser patrocinadora do clube e conselheira (com notória aspiração à sua presidência) a um só tempo…”.

Apesar de pedir que o juiz considere improcedente a ação, por entender que não há dando moral, a defesa sustenta que o valor pedido pela dona da Crefisa e da FAM é exorbitante. “O valor não poderá ultrapassar o patamar de R$ 5 mil em face da condição financeira das partes (não somente a da autora, para quem o valor pretendido nada significa, mas para os réus, para os quais tal valor se afigura absolutamente excessivo”, afirma a contestação.

Por fim, os advogados falam em oportunismo da empresária e de sua “já notória jactância, traduzida em se valer da força de seu império material para galgar posições, como a de conselheira (eleita sem ter o tempo mínimo de inscrição como sócia)”. Nesse ponto, a defesa se refere à contestação que foi feita sobre a documentação apresentada pela empresária para se candidatar ao conselho. Ela nega irregularidades e o caso está encerrado internamente.

O que diz Leila

Por meio de mensagem de texto enviada por sua assessoria de imprensa a pedido do blog, Leila Pereira comentou os ataques que recebeu da defesa dos três vice-presidentes. Leia abaixo.

“Eles não podem simplesmente ofender uma pessoa e achar que está tudo bem.
Precisam aprender a respeitar a opinião contrária.
E não podem falar em conflito de interesse, uma coisa é a patrocinadora, cumprimos rigorosamente com tudo que está colocado no contrato, outra coisa é a conselheira, que tem direito a se expressar, precisam refletir mais sobre seus atos.
Não fui eu quem ofendi ninguém, porém acho que a Justiça é o caminho correto quando uma pessoa é ofendida, foi o que busquei”.

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

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Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento

Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento

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Uma reviravolta impediu que o inquérito relacionado ao suposto envolvimento de Mustafá Contursi com a venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras fosse arquivado neste momento. O arquivamento havia sido pedido pelo Ministério Público de São Paulo.

Antes de analisar o pedido, o juiz ligado ao caso foi procurado pelo advogado que representa a Crefisa, interessada no procedimento. Ele argumentou sobre a necessidade de novas investigações para esclarecer os fatos. Por meio dos autos, o juiz Ricardo Augusto Ramos encaminhou a intervenção do advogado ao MP na última segunda (1º).

“Em busca da verdade real, manifesto-me favoravelmente em relação às diligências requeridas, a serem cumpridas no prazo de 60 dias”, escreveu o promotor Paulo Castilho em despacho nesta quarta (3). Ele havia sido o responsável por solicitar o arquivamento alegando falta de provas.

“Antes de o juiz analisar o pedido de arquivamento, foi procurado pelo advogado. Já me posicionei a favor e ele vai determinar essas novas diligências. Depois, o inquérito volta para o Ministério Público (manifestar se propõe ação penal ou solicita novamente o arquivamento)”, disse Castilho ao blog.

Desde o início das investigações, Contursi nega o envolvimento com cambistas ou que ele mesmo tenha comercializado entradas para as partidas. O inquérito apura se ele negociou ou facilitou a entrega de bilhetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora do alviverde, para revendedores ilegais.

O caso estourou no auge da crise entre o ex-presidente palmeirense e o casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Mustafá era aliado de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, também conselheiros do clube. Eles romperam por divergências durante o processo de mudanças estatutárias que culminou com o aumento do mandato para presidente de dois para três anos.

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Rachado com Galiotte, COF abre investigações sobre temas que atingem gestão

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O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras) criou três comissões para investigar e analisar casos que envolvem a atual administração ou aliados da diretoria.

No alvo estão a Palmeiras Tour, agência de turismo licenciada pelo clube, Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo e próximo de Maurício Galiotte, e um suposto vazamento de imagens de câmeras internas do clube que atinge a oposição.

Um dos casos, o que envolve a agência de turismo, é objeto também de uma investigação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público. O promotor Paulo Castilho recebeu denúncia de que ingressos destinados ao setor gol norte do Allianz Parque são desviados para a Palmeiras Tour vender as entradas por preços superiores aos de bilheteria.

O Palmeiras diz que por contrato a agência tem direito a um determinado número de ingressos na área e que seus preços podem ficar mais caros por incluírem outros serviços.

Por sua vez, o COF quer saber porque são fornecidos ingressos do setor em que ficam torcidas uniformizadas, além de destrinchar a relação entre clube e empresa. O órgão também quer detalhes sobre a prestação de contas da agência de turismo ao clube para verificar se os pagamentos estão em dia.

Procurada, a Palmeiras Tour indicou para falar sobre o assunto a assessoria de imprensa do Palmeiras, que afirmou que o clube não se manifestaria.

Sobre Seraphim, o COF recebeu queixa de que ele teria ferido o estatuto do clube utilizando áreas da sede social para fazer campanha a favor de mudanças estatutárias junto com Leila Pereira, dona da Crefisa. O órgão está em dúvida se tem competência para tomar decisões sobre o assunto. Por isso, montou uma comissão que irá estudar a situação de acordo com as regras estatutárias. A análise dirá se o COF pode tomar alguma medida.

“Eles que façam o que acharem que deve ser feito. Mandei uma carta para o COF dizendo que esse assunto deveria ser encaminhado ao presidente do clube. Entendo que eles deveriam arquivar o caso. Mas o COF respondeu que uma comissão vai analisar minha carta”, disse Seraphim ao blog.

O terceiro caso está relacionado a uma imagem que teria sido gravada pelas câmeras internas instaladas na sede social do clube. Nelas o ex-presidente Mustafá Contursi aparece numa situação rotineira cumprimentando Genaro Marino, vice que se distanciou na atual gestão.

O vídeo circulou em grupos de trocas de mensagens entre conselheiros. De acordo com membros do COF ligados a Mustafá, a imagem foi usada com conotação política para mostrar uma suposta aproximação entre os dois. Genaro deve ser candidato à presidência contra Galiotte no próximo pleito.

Como Contursi é “cofista”, o órgão quer que o presidente palmeirense explique se apurou o caso e se  identificou  e puniu os responsáveis pelo vazamento. Caso fique provado o envolvimento de conselheiros no episódio, o assunto será encaminhado para o Conselho Deliberativo. A diretoria também não quis se manifestar sobre esse episódio.

A criação das comissões acontece num momento de crise entre COF e Galiotte. O órgão tem reprovado as contas mensais da gestão do presidente. Os “cofistas” não concordam com a maneira como é contabilizada parte da verba que entra no clube por meio da Crefisa desde que o contrato de patrocínio foi alterado.

O órgão não aprovou a alteração contratual que transformou em empréstimo parte da receita que antes era de patrocínio feito pela parceira. A divergência se agravou depois que Galiotte pediu para o Conselho Deliberativo deliberar sobre o impasse. Os conselheiros aprovaram os adendos contratuais e o COF se sentiu desrespeitado.

Há ainda um conflito deflagrado de Leila e José Roberto La Macchia, conselheiros, além donos da Crefisa, com Contursi, influente no Conselho de Orientação e Fiscalização. Ex-aliados, eles se desentenderam depois de o ex-presidente não apoiar a alteração estatutária que aumentou de dois para três o tempo de mandato presidencial no clube.

Na diretoria há quem entenda como gesto político as criações das comissões. Já os “cofistas” alegam que atuam de maneira puramente técnica.

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MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos

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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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Ex-cartola do Palmeiras terá de pagar mais de R$ 300 mil para “Sr. Crefisa”

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Ex-presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone foi condenado a pagar R$ 300 mil com atualização monetária e juros a José Roberto Lamacchia, um dos donos da Crefisa.

O empresário, conselheiro e patrocinador do clube alegou que o ex-dirigente contraiu um empréstimo nesse valor e não quitou a dívida.

Tirone não se defendeu na ação e foi condenado em primeira instância na 22ª Vara Cível de São Paulo. A decisão, proferida no último dia 2, determina que os R$ 300 mil sejam atualizados conforme tabela usada pelo Tribunal de Justiça. Também devem ser acrescidos juros de mora de 1% ao mês a partir de 24 de maio de 2018. O ex-presidente ainda precisará pagar 10% do valor corrigido da condenação como honorários advocatícios.

Os advogados do empresário pediram em 29 de maio, no início do processo, que Tirone fosse condenado a pagar R$ 327.975,71 mais juros e atualização monetária.

Tirone mantinha amizade com Lamacchia e sua mulher e sócia, Leila Pereira, também conselheira do Palmeiras. Porém, eles se distanciaram por questões relacionadas à política alviverde.

“O réu foi validamente citado e não ofereceu contestação. Assim, a parte requerida é revel, o que autoriza o julgamento antecipado da lide”, escreveu o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati em trecho de sua decisão.

Os advogados de Lamacchia alegaram no processo que ele concedeu o empréstimo, por meio de um cheque, para Tirone quitar uma dívida trabalhista.

“Inicialmente, o réu (Tirone) havia se comprometido a quitar o empréstimo em alguns meses, tão logo fosse solicitado pelo autor (Lamacchia). Passados cerca de nove meses, o autor passou a exigir a quitação do empréstimo, tal qual as partes haviam avençado, inicialmente, em conversas realizadas. No entanto, o réu não pagou o valor devido, e tampouco justificou a impossibilidade de fazê-lo”, relataram os advogados no processo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia disse que não se manifestaria sobre o assunto.

O ex-dirigente também não quis se pronunciar. O blog apurou que ele tem uma versão diferente. A interlocutores, o ex-cartola afirma que não solicitou empréstimo, mas que recebeu uma oferta de ajuda. Lamacchia teria oferecido auxílio para Tirone resolver uma questão jurídica, só que não trabalhista. O valor cobrado seria referente ao serviço prestado por um advogado. Nesses relatos, o ex-presidente assume ter assinado documento que deu origem à cobrança.

Em sua decisão, o juiz afirmou que pelos documentos apresentados por Lamacchia ficou “demonstrada a relação jurídica entre as partes e o empréstimo fornecido”. De acordo com apuração do blog, o ex-dirigente não pretende recorrer.

Tirone é o segundo ex-presidente do Palmeiras cobrado na Justiça por Lamacchia. O empresário processou o Sindicato Nacional das Associaçõs de Futebol Profissional, presidido por Mustafá Contursi, para cobrar R$ 450 mil.

Neste caso, o dono da Crefisa também alega que levou um calote após ter emprestado o dinheiro para a entidade. O ex-presidente palmeirense, porém, declara no processo que se tratou de uma doação.

Assim como no episódio envolvendo Tirone, Mustafá era alinhado com o casal de patrocinadores. Antes de ser processado, no entanto, rompeu com a dupla.

 

 

 

Vice diz que Leila faz o que quer no Palmeiras e (quase) todos aceitam

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Em entrevista ao blog, Genaro Marino, um dos três vices do Palmeiras processados por Leila Pereira, presidente da Crefisa, afirmou que a patrocinadora e conselheira faz o que quer no clube com a aceitação de todos.
Ele lembrou, porém, que há um grupo de pelo menos 70 conselheiros que não concorda com a situação.
Marino também afirmou que a empresária não tem consciência do estatuto do clube e vê conflito de interesses no fato de ela resguardar os interesses de sua empresa enquanto é conselheira alviverde.

Procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, Leila disse: “não tenho nada para responder para este senhor”.
A empresária pede na Justiça R$ 100 mil de indenização de cada um dos três dirigentes. Os outros vices são Victor Fruges e José Carlos Tomaselli.
Leila entrou com a ação por conta de nota de repúdio escrita após entrevista na qual ela diz ao Blog do Ohata que deixará de patrocinar o Palmeiras se alguém que é contra o patrocínio assumir a presidência. Os vices acusaram a conselheira de coagir o clube e reforçaram críticas em outro comunicado divulgado nesta quarta.
Abaixo, leia as principais declarações de Marino ao blog.
Processo
“Não chegou a ser uma surpresa ela nos processar. Achei um pouco exagerado. Não pensamos em ofender a Leila quando escrevemos a carta. Pensamos em defender a instituição. Ela faz assim. É como ela quer ou reage desse jeito. Nós só quisemos mostrar pra ela que o clube tem regras, estatuto. Ela usou o poder financeiro e envolveu as pessoas, o presidente do Conselho Deliberativo (Seraphim Carlos Del Grande) para conseguir o que quer. O clube não funciona assim, tem regras. Faço parte da diretoria, tenho que seguir as regras. Ela chegou agora, acha que tudo é fashion, viagens, pizzas (em período de campanha para alterar o estatuto do Palmeiras a empresária convidou conselheiros para viajar em seu jato para acompanhar jogos do time e para jantares). Pra Leila funciona assim: ou você tá com ela, passeia de avião com ela (para assistir às partidas do equipe) ou é contra. Queria saber se ela está nos atacando porque fazemos parte dos dissidentes que ficaram do lado do Paulo Nobre (ex-presidente, desafeto da patrocinadora e rompido com Maurício Galiotte).”
Providências em relação ao processo
“Estou analisando ainda. Vou perguntar para o departamento jurídico do clube se ele vai se posicionar. Pra mim, ela está abrindo uma ação contra a entidade porque nós nos manifestamos como vice-presidentes. Não quero fazer ironia, mas ela diz que se ganhar o processo vai doar o dinheiro para o Palmeiras. Fico preocupado. Será que não vai transformar a doação em empréstimo depois?”
Mudanças no contrato de patrocínio
“Ela tinha um contrato de patrocínio (atrelado ao programa de sócio-torcedor) e mudou para empréstimo alegando que foi por causa da Receita Federal. A Leila não tem consciência do nosso estatuto, da nossa tradição. O estatuto diz que o presidente (Galiotte) não poderia assinar essas alterações sem falar com o COF. Sou responsável também, se houver prejuízo para o Palmeiras. Nesse caso, não pago porque estou alertando que foi feito de maneira inadequada (Galiotte e Leila negam irregularidades). Ela fez o que entendia ser melhor para a empresa dela. Só que é conselheira, tem que pensar nos interesses do clube. Existe um conflito aí” (nota do blog: ao Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras a empresária assegurou que a agremiação não terá prejuízo).”
Patrocínio
 “Ninguém é insano de ser contra o patrocínio (da Crefisa), mas as regras existem. Ela faz o que quer, e isso é aceito por todo mundo. Não atacamos a Leila ou o patrocínio na nossa carta. Defendemos o Palmeiras. Só dissemos: ‘não coloque a espada na nossa cabeça, temos nossas regras, nossa tradição.’”
Insatisfação
“Hoje, existem insatisfeitos com a maneira como as coisas estão sendo feitas no Palmeiras em diversas alas políticas. Não contei, mas pelo menos uns 70 conselheiros pensam como nós.”

Críticos de mudanças no contrato entre Palmeiras e Crefisa perdem round

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Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo do Palmeiras, decidiu rejeitar dois requerimentos de conselheiros para impedir que o órgão vote se considera válidas mudanças feitas nos contratos entre clube e Crefisa.

Um dos pedidos já foi oficialmente rejeitado. O segundo, assinado por integrantes do COF (Conselho de Orientação Fiscal) terá o mesmo caminho, segundo afirmou Del Grande ao blog.

Por solicitação do presidente alviverde, Maurício Galiotte, Seraphim marcou para o próximo dia 20 reunião para o conselho deliberar sobre os adendos contratuais. O COF já se posicionou contra as alterações.

“Rejeitei o primeiro requerimento porque ele diz que o Conselho Deliberativo não tem poder para votar balancetes do clube. Só que o presidente pediu a reunião para os conselheiros se posicionarem em relação ao impasse sobre o aditivo. Já respondi que não vou tirar a deliberação da ata porque nenhum balancete vai ser analisado”, disse Del Grande.

Ele ainda afirmou que o COF tem o poder de fazer recomendações, mas o Conselho Deliberativo é capacitado para tomar decisões.

O impasse faz membros do conselho de orientação cogitarem irem à Justiça tanto para impedirem a reunião como invalidarem as alterações.

As contas de janeiro a março apresentadas por Maurício Galiotte já foram rejeitadas pelo COF. O órgão aponta que o presidente não poderia ter assinado os aditivos sem consultá-lo.

Leila Pereira chegou a ir ao conselho de orientação para explicar as mudanças. A principal delas transforma o contrato de patrocínio atrelado ao programa de sócio-torcedor em empréstimo. Antes o clube só precisava devolver o dinheiro usado em contratações se recebesse algo na saída dos atletas. Eventuais prejuízos seriam só da parceira e o lucro ficaria com o Palmeiras.

Agora, além de ter que devolver integralmente a verba, mesmo se o jogador sair de graça, o alviverde só pode usar o lucro se não tiver dívidas em aberto com a patrocinadora. O empréstimo é de pelo menos R$ 120 milhões.

Além das questões técnicas, há um caldo político na disputa. Grande parte dos contrários à mudança pertence ao grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, rompido com Leila e seu marido José Roberto Lamacchia. Antes, ele ajudou o casal a se eleger para ocupar postos no Conselho Deliberativo. Mustafá também se afastou de Galiotte, aliado dos patrocinadores.

Por sua vez, Del Grande é acusado de desrespeitar o estatuto do clube por participar de eventos com Leila pela aprovação de mudanças estatutárias. Ele nega ter cometido ilegalidade.

 

Por contrato, Palmeiras deve elogiar Crefisa pela compra de Guerra

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Por contrato, a diretoria do Palmeiras deve se esforçar para elogiar a participação da Crefisa na contratação de Guerra. A exigência está cravada na cláusula 4.2 de documento assinado em janeiro de 2017.

“O patrocinado (Palmeiras) se compromete, observadas as disposições deste contrato, a efetuar a apresentação oficial do atleta juntamente com o patrocinador (Crefisa) ou com empresas a este coligadas, bem como a envidar seus melhores esforços para externar, sempre que possível, a importância do patrocinador na contratação do atleta pelo patrocinado”, diz o compromisso assinado entre as partes.

Guerra foi apresentado na FAM (Faculdade das Américas), de propriedade do casal José Roberto Lamachia e Leila Pereira, donos da Crefisa.

Na ocasião, Alexandre Mattos ressaltou a importância dos parceiros para a concretização da negociação. “Faço um agradecimento especial aos nossos patrocinadores. Acho que posso chamá-los de amigos. Sem eles, a presença do Guerra e de outros jogadores seria impossível. Num gesto de merecido  reconhecimento quero chamar Leila para entregar a camisa ao Alejandro”, declarou o diretor. Mattos disse ao blog que não comentaria a cláusula contratual.

Na apresentação do meia, Leila e seu marido estavam na reta final de suas campanhas por vagas no Conselho Deliberativo do clube. Ambos foram eleitos.

Adendo do “contrato de patrocínio do programa Avanti por intermédio do atleta Alejandro Guerra”, assinado em 20 de janeiro de 2018, registra que a patrocinadora repassou ao clube  R$ 12.001.487,40 para a contratação.

Antes de o contrato ser alterado, o Palmeiras só precisava devolver à parceira o valor investido na hipótese de venda do atleta. Em caso de prejuízo, ele seria só da parceira. O lucro ficaria com o clube. Como mostrou o blog, o alviverde só poderá lucrar na operação se estiver com eventuais pagamentos à patrocinadora em dia.

As alterações contratuais referentes aos investimentos feitos pela Crefisa na compra de jogadores por meio de acordos de marketing são contestadas pelo COF (Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras).

O órgão entende que Maurício Galiotte não poderia ter assinado o documento sem consultá-lo, entre outras supostas irregularidades. Tanto o presidente palmeirense como a Crefisa negam terem cometido irregularidades.

Procurada para comentar sobre a “cláusula de elogio”, a assessoria de imprensa de Leila Pereira, enviou a mesma nota que havia encaminhado ao blog no dia anterior para responder a outras questões sobre as alterações:

“Perrone, primeiro quem estiver passando esses contratos para o senhor tem a nítida e clara vontade de prejudicar o Palmeiras, talvez seja a mesma pessoa que levou o primeiro contrato para a Receita, mas enfim essa pessoa deveria respeitar a cláusula de sigilo, que é muito comum em contratos. Mas o senhor e os torcedores do Palmeiras podem ter certeza, eu jamais vou fazer qualquer coisa que prejudique o Clube”.