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Opinião: Mancha, Crefisa e Palmeiras têm uma questão ética para discutir

Leia o post original por Perrone

O Palmeiras deveria aproveitar o embalo do merecido título da Mancha no Carnaval paulistano para tocar numa ferida visível mas aparentemente ignorada pela maioria no clube. Falo da relação da torcida  e da escola de samba com a Crefisa.

Conselheiros e sócios precisam discutir até que ponto é saudável para o Palmeiras membros do Conselho Deliberativo ligados à escola de samba ou à torcida Mancha Alviverde participarem de votações no órgão sobre temas que esbarram no patrocínio ao time ou nos interesses dos donos da patrocinadora.

Não opinião deste blogueiro a um desconforto ético que poderia ser sanado com os integrantes dos dois braços da Mancha se abstendo de participar de votações que tenham alguma importância para a Crefisa, a FAM e seus responsáveis.

Caso não seja possível um acordo de cavalheiros nesse sentido, seria prudente apertar o estatuto pensando nessa situação e em outras que podem ocorrer no futuro.

Os exemplos de votações no conselho que envolvem interesses da Crefisa e dos empresários e conselheiros do clube José Roberto Lamacchia e Leila Pereira são encontrados facilmente.

Entre eles está a recente mudança estatutária que aumentou de dois para três anos o mandato presidencial e teve Leila como uma das principais apoiadoras. Ela pretende ser candidata à presidência do Palmeiras.

No mesmo pacote entra a sessão na qual o Conselho Deliberativo deu seu aval para mudanças no contrato de patrocínio da Crefisa com o Palmeiras contestadas pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Por simpatia à ética, quem tem relações comerciais ou é apoiado financeiramente pela Crefisa ou seus donos deveria ficar fora de votações como estas.

A patrocinadora palmeirense é protagonista da guinada que a escola de samba deu em sua trajetória. O suporte da financeira, principalmente via Lei Rouanet, valeu até o batismo da quadra da agremiação com os nomes de Leila e Lamacchia.

Por sua vez, o presidente da escola de samba, Paulo Serdan, costuma caminhar de mãos dadas politicamente com o casal no clube. Ele também é conselheiro.

Há ainda outro lado nessa relação, a arquibancada. Como vai se posicionar a torcida Mancha Alviverde, historicamente atuante no sentido de cobrar diretorias do clube, se pintar uma questão que entre em conflito com os os caras que emprestam seus nomes para a escola de samba?

Oficialmente, escola e torcida são instituições diferentes, mas é inegável que grande parte dos que cantam na arquibancada fazem o mesmo na quadra.

Por mais que o momento seja de comemoração, seria salutar para todas as partes envolvidas, sobretudo para o Palmeiras, começar a pensar nessa situação incômoda. Adiar a discussão indigesta pode provocar danos irreversíveis.

 

Dono da Crefisa penhora imóvel de ex-presidente do Palmeiras

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A Justiça de São Paulo rejeitou novo pedido de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, para penhorar o título de sócio do Palmeiras de Arnaldo Tirone, ex-presidente do clube. O proprietário da patrocinadora alviverde, porém, conseguiu a penhora de uma sala comercial pertencente ao ex-presidente no Sopping Ibirapuera.

O empresário obteve na Justiça a condenação de Tirone para pagar mais de R$ 400 mil, levando-se em conta correções, referentes a um empréstimo que o marido de Leila Pereira alega ter sido feito e não quitado. O ex-presidente não chegou a se defender no processo.

No último dia 17, advogado de Lamacchia, conselheiro do clube assim como Leila, alegaram à Justiça que o imóvel penhorado está avaliado em R$ 400 mil. E que, como a dívida era naquele momento de R$445.086,35 por seus cálculos, deveria ser reconsiderado o pedido de penhora do título de sócio palmeirense do ex-cartola. O dinheiro arrecado com o título completaria o pagamento.

Na nova tentativa, foi lembrado que o juiz havia negado envolver o patrimônio de Tirone referente ao Palmeiras sobretudo pelo momento político que o Palmeiras vivia à época. Em seguida veio o argumento de a decisão se referia à eleição para a presidência do clube. Como o pleito já ocorreu, os advogados d Lamacchia escreveram que “não há mais que se falar em tensões políticas capazes de justificar o indeferimento da constrição”.

Em 18 de janeiro, o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati rejeitou o pedido. “Embora passadas as eleições presidenciais do clube, é fato público e notório que o executado é ex-presidente da instituição. É secundário, portanto, o caráter patrimonial da sociedade, o qual, primordialmente, confere-lhe acesso às dependências do clube que presidiu”, escreveu o magistrado. Em seguida, no entanto, ele ressalta que o veto à penhora não é permanente. “O entendimento deste juízo, contudo, é de que o exequente não esgotou meios menos gravosos ao executado de obtenção de seu crédito”.

Na última segunda (11) Lamacchia pediu que fosse indicado um perito judicial para avaliar o imóvel penhorado de Tirone. A Justiça havia determinado que o credor apresentasse três avaliações de corretores imobiliários sobre a sala comercial. O juiz, então, indicou um perito com honorários estipulados em R$ 3.000.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia afirmou apenas: “meus advogados defendem meus direitos’. Por sua vez, Tirone não respondeu sobre o assunto. Porém, de acordo com fonte próxima a ele, o ex-dirigente ficou surpreso com as notícias sobre o processo e acredita que a atitude de Lamacchia tenha cunho político. O empresário nega ter intenções políticas. Segundo a mesma fonte, o ex-presidente tentou contato com os advogados do empresário e com o próprio, incluindo o envio de um telegrama, mas não obteve resposta.

O blog apurou que Tirone considera que seu título de sócio do Palmeiras tem valor sentimental inestimável, não comercial, já que o recebeu de presente de seu pai aos cinco anos de idade, em 1955.

 

 

 

 

Entenda as duas próximas disputas políticas no Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Depois de a situação ficar com a maior parte das vagas em disputa no Conselho Deliberativo no último sábado (9), duas novas batalhas começam a mobilizar os bastidores do Palmeiras. A primeira, deve acontecer em 11 de março, para quando está prevista a votação para definir o novo presidente do órgão, chamado também de CD. No dia 18 do próximo mês,  deve ocorrer a eleição de novos integrantes do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), que tem ainda membros fixos.

As disputas opõem principalmente o presidente Maurício Galiotte e Leila Pereira, dona da Crefisa, patrocinadora do time, à oposição, com destaque para Genaro Marino, ex-vice alviverde, e Mustafá Contursi, ex-presidente. Os dois opositores são originários de grupos políticos diferentes.

Para a eleição do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, já decidiu que tentará a reeleição. Ele tem o apoio da situação. Os oposicionistas ainda não definiram candidato(s).

Em tese, o principal dirigente do CD deve ser neutro, limitando-se a aplicar as regras estatutárias. Porém, a oposição acusa Del Grande de ter apoiado Galiotte e Leila nas disputas em torno das últimas mudanças estatutárias. Por isso, crê ser fundamental colocar na presidência alguém de seu grupo para supostamente neutralizar a força situacionista.

O candidato à reeleição à presidência do órgão nega que em algum momento tenha agido favoravelmente a oposição. “Se for eleito, vou continuar tentando colaborar para pacificar o Palmeiras”, declarou Del Grande.

Para a presidência do COF ainda não há candidatos declarados, já que é preciso primeiro eleger os novos integrantes. Essa disputa ganha especial importância pelo fato de o órgão ser considerado no clube como o último reduto de grande influência de Mustafá. Além disso, o COF se transformou em pedras nos sapatos de Galiotte e Leila.

A maioria dos “cofistas” discordou das mudanças feitas no contrato de patrocínio entre Palmeiras e Crefisa e da forma como o alviverde lidou contabilmente com a alteração. A partir daí, o órgão passou a rejeitar as contas da atual gestão. Ter maioria no COF e fazer seu presidente deixaria os situacionistas em vantagem teórica nos dois órgãos responsáveis por importantes decisões.

Não tem Copinha… não tem Mundial….

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Acabou agora! O Figueirense derrotou o Palmeiras por 1 a 0, em Capivari, em jogo válido pelas Oitavas da Copa São Paulo de futebol de Juniores. Com o resultado mais uma vez o Verdão, favorito ao título, ficou a ver navios na principal competição da categoria. E pra falar a verdade agora em 2019 eu estava acreditando nessa equipe do técnico Wesley Carvalho. Afinal fez uma baita temporada no ano passado, conquistando praticamente tudo o que podia, e nessa edição foi líder do grupo e classificou com goleadas na segunda e terceira fases. Essa eliminação me fez lembrar um samba […]

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Justiça nega pedido de Leila para receber indenização de vices do Palmeiras

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Decisão da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou improcedente ação na qual Leila Pereira pedia indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil dos três vice-presidentes do Palmeiras que assinaram nota de repúdio contra entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. O pedido era para que cada um pagasse R$ 100 mil.

A dona da Crefisa e do Centro Universitário das Américas, ao lado de seu marido, José Roberto Lamacchia, e conselheira do clube, ainda pode recorrer já que a sentença, assinada no último dia 23, foi dada em primeira instância.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leila afirmou ao blog que irá recorrer.

Os vices Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli emitiram nota de repúdio após Leila indicar na entrevista que não renovaria contrato de patrocínio com o alviverde caso uma “pessoa inimiga” vencesse a eleição presidencial no clube.

A empresária entendeu que sua honra foi atacada nas críticas feitas pelo trio no documento. No entanto, o juiz Miguel Ferrari Júnior avaliou que os vices não cometeram crime. Segundo ele, o trio usou expressões fortes para demonstrar contrariedade com as declarações de Leila, mas sem atacar sua honra.

Os advogados da empresária citaram na ação afirmações feitas pelos cartolas, como sobre ela supostamente coagir e fazer chantagem com os sócios (eleitores) e usar “o revólver do poder econômico” com o objetivo de conquistar votos para a reeleição de Maurício Galiotte. O atual presidente acabou derrotando Genaro na eleição.

“Com efeito, muito embora os réus (vices) tenham utilizado verbos que são empregados em vários tipos penais, no contexto da nota de repúdio divisa-se que eles não tiveram a intenção de imputar à autora (Leila) a prática de qualquer ilícito penal”, escreveu o juiz em sua sentença.

Em outro trecho, ele diz que se mostrou legítima a “insurgência dos réus, que expuseram o seu posicionamento político de franca oposição aos interesses – ainda que legítimos – defendidos pela autora”.

Como de praxe nesses casos, a empresária foi condenada a pagar as despesas processuais e honorários aos advogados dos vencedores fixados em 10% do valor atualizado da causa.

 

Receita cresce, e Palmeiras aumenta gasto mensal médio em R$ 16,9 milhões

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Líder do Brasileirão, o Palmeiras gastou com seu departamento de futebol nos oito primeiros meses de 2018 quase a mesma quantia desembolsada no ano passado inteiro.

De acordo com o último balancete apresentado pelo clube ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), a despesa alviverde com suas equipes profissionais e de base até 31 de agosto deste ano foi R$ 408.438.983,87. Em 2017, a agremiação precisou de R$ 408.726.583,66 para tocar seu departamento de futebol.

Ou seja, em oito meses de 2018, o Palmeiras gastou R$ 287.599,79 a menos do que no ano passado todo. A média mensal de gasto com futebol atual é de R$ 51,05 milhões. Em 2017, ela foi de R$ 34,06 milhões. Os números representam um aumento de R$ 16,99 milhões na despesa média do clube por mês com futebol.

A escalada de despesas aumenta a pressão de conselheiros palmeirenses pela conquista do Brasileiro, já que a Libertadores, principal competição disputada pela equipe em 2018, não foi conquistada.

O aumento dos gastos, porém, é acompanhado pelo incremento das receitas, o que equilibra as contas. A arrecadação gerada pelo futebol do Palmeiras até agosto deste ano foi de R$ 462.883.445,59. Em 2017, foram embolsados 475.392.464,36. Assim, a arrecadação média mensal em 2018 é de R$ 57,86 milhões contra R$ 39,61 milhões no ano passado. Por mês, em média, entram nos cofres do clube R$ 18,25 milhões a mais do que no ano passado.

As receitas mais encorpadas asseguram superavit para o Palmeiras, apesar do aumento de despesas. Ele é de R$ 44,6 milhões até agosto deste ano.

Apesar do lucro, o COF manteve a postura que adotou desde o início de 2018 e reprovou as contas apresentadas pela diretoria de Maurício Galiotte referentes ao oitavo mês do ano.

A postura se dá por conta dos aditivos contratuais assinados com a patrocinadora Crefisa em janeiro. Isso apesar de o Conselho Deliberativo (CD) alviverde ter aprovado a reestruturação contratual em votação extraordinária há mais de dois meses.

O COF, de maioria oposicionista à gestão de Maurício Galiotte, entende que o CD não tinha competência para julgar o caso. A mudança nos contratos fez o Palmeiras assumir uma dívida de R$ 120 milhões com a empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia.

Para pessoas ligadas à administração Galiotte, as rejeições de contas do COF têm cunho político. Já o órgão de fiscalização mantém que suas decisões são técnicas.

Com Leandro Miranda, do UOL, em São Paulo

Na Justiça, vices repetem discurso de ameaça e chantagem de Leila Pereira

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Em ação movida por Leila Pereira, que pede indenização por danos morais, três vice-presidentes do Palmeiras em suas defesas não recuaram sobre afirmações contra a sócia da Crefisa. Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli voltaram a classificar declarações da patrocinadora do clube como ameaça e chantagem.

Na contestação enviada à Justiça, eles afirmam também que muitos consideram que a empresária usa métodos reprováveis para crescer no alviverde e age de forma desconectada ao amor à agremiação. Apontam ainda conflito de interesses por Leila ser também conselheira. Leia no final do post a resposta dela ao blog sobre a defesa dos dirigentes.

Leila foi à Justiça depois de os três vices emitirem uma nota de repúdio à entrevista dada por ela ao Blog do Ohata. Na ocasião, a empresária disse que deixaria de patrocinar o Palmeiras caso um inimigo assuma a presidência. Ela pede que cada um dos processados pague R$ 100 mil de indenização.

A defesa dos vices diz que a entrevista evidencia uma “inescondível e indisfarçável ameaça – ameaça, sim! – de que o patrocínio será retirado ou não renovado”.

Para os advogados dos dirigentes, as aspirações de Leila no clube “vêm se prestando a provocar reações contrárias por parte daqueles que se apercebam das clamorosas evidências a respeito da existência atual ou potencial de conflito de interesses, bem assim do modo, da atitude, dos expedientes e dos métodos dos quais ela se utiliza para o alcance dos seus objetivos e por muitos considerados como gestos e movimentos desconectados do amor ao clube…”.

Em outro trecho, a peça volta a falar sobre ameaça e chantagem ao se referir à entrevista que originou a reação dos vice-presidentes. “Eis aí, escancarado o sabor da ameaça, com pitadas – sim! – de chantagem, não em seu significado ou tipicidade criminal, mas no sentido de que o clube ficaria à mercê do que seu patrocinador venha a fazer ou deixar de fazer…”.

A tese da defesa é de que o trio reagiu a uma declaração da patrocinadora dentro do contexto político do clube, exercendo seu direito à crítica sem a intenção de ofender a moral da adversária e usou os termos chantagem e ameaça sem conotação jurídica.

Os advogados lembram que Leila planeja alcançar a presidência e que Genaro, um dos processados, se coloca como candidato da oposição contra o atual presidente, Maurício Galiotte, no próximo pleito.

Em outra parte da contestação, eles afirmam que o clube virou refém do poderio financeiro da empresária. “Substancialmente, os contestantes (os três vices) têm a inabalável convicção de que a autora (Leila) se vale, sim e com enorme intensidade, de seu poderio e de sua bilionária condição de riqueza material, para galgar maiores espaços no clube, tornando-o cada vez mais refém de uma situação perigosa, que, ao ver de todos eles, se traduz numa inescondível contradição ou incompatibilização: a de ser patrocinadora do clube e conselheira (com notória aspiração à sua presidência) a um só tempo…”.

Apesar de pedir que o juiz considere improcedente a ação, por entender que não há dando moral, a defesa sustenta que o valor pedido pela dona da Crefisa e da FAM é exorbitante. “O valor não poderá ultrapassar o patamar de R$ 5 mil em face da condição financeira das partes (não somente a da autora, para quem o valor pretendido nada significa, mas para os réus, para os quais tal valor se afigura absolutamente excessivo”, afirma a contestação.

Por fim, os advogados falam em oportunismo da empresária e de sua “já notória jactância, traduzida em se valer da força de seu império material para galgar posições, como a de conselheira (eleita sem ter o tempo mínimo de inscrição como sócia)”. Nesse ponto, a defesa se refere à contestação que foi feita sobre a documentação apresentada pela empresária para se candidatar ao conselho. Ela nega irregularidades e o caso está encerrado internamente.

O que diz Leila

Por meio de mensagem de texto enviada por sua assessoria de imprensa a pedido do blog, Leila Pereira comentou os ataques que recebeu da defesa dos três vice-presidentes. Leia abaixo.

“Eles não podem simplesmente ofender uma pessoa e achar que está tudo bem.
Precisam aprender a respeitar a opinião contrária.
E não podem falar em conflito de interesse, uma coisa é a patrocinadora, cumprimos rigorosamente com tudo que está colocado no contrato, outra coisa é a conselheira, que tem direito a se expressar, precisam refletir mais sobre seus atos.
Não fui eu quem ofendi ninguém, porém acho que a Justiça é o caminho correto quando uma pessoa é ofendida, foi o que busquei”.

Com Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

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Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento

Mustafá e ingressos: pedido de advogado da Crefisa evita arquivamento

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Uma reviravolta impediu que o inquérito relacionado ao suposto envolvimento de Mustafá Contursi com a venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras fosse arquivado neste momento. O arquivamento havia sido pedido pelo Ministério Público de São Paulo.

Antes de analisar o pedido, o juiz ligado ao caso foi procurado pelo advogado que representa a Crefisa, interessada no procedimento. Ele argumentou sobre a necessidade de novas investigações para esclarecer os fatos. Por meio dos autos, o juiz Ricardo Augusto Ramos encaminhou a intervenção do advogado ao MP na última segunda (1º).

“Em busca da verdade real, manifesto-me favoravelmente em relação às diligências requeridas, a serem cumpridas no prazo de 60 dias”, escreveu o promotor Paulo Castilho em despacho nesta quarta (3). Ele havia sido o responsável por solicitar o arquivamento alegando falta de provas.

“Antes de o juiz analisar o pedido de arquivamento, foi procurado pelo advogado. Já me posicionei a favor e ele vai determinar essas novas diligências. Depois, o inquérito volta para o Ministério Público (manifestar se propõe ação penal ou solicita novamente o arquivamento)”, disse Castilho ao blog.

Desde o início das investigações, Contursi nega o envolvimento com cambistas ou que ele mesmo tenha comercializado entradas para as partidas. O inquérito apura se ele negociou ou facilitou a entrega de bilhetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora do alviverde, para revendedores ilegais.

O caso estourou no auge da crise entre o ex-presidente palmeirense e o casal dono da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Mustafá era aliado de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, também conselheiros do clube. Eles romperam por divergências durante o processo de mudanças estatutárias que culminou com o aumento do mandato para presidente de dois para três anos.

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O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras) criou três comissões para investigar e analisar casos que envolvem a atual administração ou aliados da diretoria.

No alvo estão a Palmeiras Tour, agência de turismo licenciada pelo clube, Seraphim Carlos Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo e próximo de Maurício Galiotte, e um suposto vazamento de imagens de câmeras internas do clube que atinge a oposição.

Um dos casos, o que envolve a agência de turismo, é objeto também de uma investigação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público. O promotor Paulo Castilho recebeu denúncia de que ingressos destinados ao setor gol norte do Allianz Parque são desviados para a Palmeiras Tour vender as entradas por preços superiores aos de bilheteria.

O Palmeiras diz que por contrato a agência tem direito a um determinado número de ingressos na área e que seus preços podem ficar mais caros por incluírem outros serviços.

Por sua vez, o COF quer saber porque são fornecidos ingressos do setor em que ficam torcidas uniformizadas, além de destrinchar a relação entre clube e empresa. O órgão também quer detalhes sobre a prestação de contas da agência de turismo ao clube para verificar se os pagamentos estão em dia.

Procurada, a Palmeiras Tour indicou para falar sobre o assunto a assessoria de imprensa do Palmeiras, que afirmou que o clube não se manifestaria.

Sobre Seraphim, o COF recebeu queixa de que ele teria ferido o estatuto do clube utilizando áreas da sede social para fazer campanha a favor de mudanças estatutárias junto com Leila Pereira, dona da Crefisa. O órgão está em dúvida se tem competência para tomar decisões sobre o assunto. Por isso, montou uma comissão que irá estudar a situação de acordo com as regras estatutárias. A análise dirá se o COF pode tomar alguma medida.

“Eles que façam o que acharem que deve ser feito. Mandei uma carta para o COF dizendo que esse assunto deveria ser encaminhado ao presidente do clube. Entendo que eles deveriam arquivar o caso. Mas o COF respondeu que uma comissão vai analisar minha carta”, disse Seraphim ao blog.

O terceiro caso está relacionado a uma imagem que teria sido gravada pelas câmeras internas instaladas na sede social do clube. Nelas o ex-presidente Mustafá Contursi aparece numa situação rotineira cumprimentando Genaro Marino, vice que se distanciou na atual gestão.

O vídeo circulou em grupos de trocas de mensagens entre conselheiros. De acordo com membros do COF ligados a Mustafá, a imagem foi usada com conotação política para mostrar uma suposta aproximação entre os dois. Genaro deve ser candidato à presidência contra Galiotte no próximo pleito.

Como Contursi é “cofista”, o órgão quer que o presidente palmeirense explique se apurou o caso e se  identificou  e puniu os responsáveis pelo vazamento. Caso fique provado o envolvimento de conselheiros no episódio, o assunto será encaminhado para o Conselho Deliberativo. A diretoria também não quis se manifestar sobre esse episódio.

A criação das comissões acontece num momento de crise entre COF e Galiotte. O órgão tem reprovado as contas mensais da gestão do presidente. Os “cofistas” não concordam com a maneira como é contabilizada parte da verba que entra no clube por meio da Crefisa desde que o contrato de patrocínio foi alterado.

O órgão não aprovou a alteração contratual que transformou em empréstimo parte da receita que antes era de patrocínio feito pela parceira. A divergência se agravou depois que Galiotte pediu para o Conselho Deliberativo deliberar sobre o impasse. Os conselheiros aprovaram os adendos contratuais e o COF se sentiu desrespeitado.

Há ainda um conflito deflagrado de Leila e José Roberto La Macchia, conselheiros, além donos da Crefisa, com Contursi, influente no Conselho de Orientação e Fiscalização. Ex-aliados, eles se desentenderam depois de o ex-presidente não apoiar a alteração estatutária que aumentou de dois para três o tempo de mandato presidencial no clube.

Na diretoria há quem entenda como gesto político as criações das comissões. Já os “cofistas” alegam que atuam de maneira puramente técnica.

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MP pede arquivamento de investigação sobre Mustafá e venda de ingressos

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Na última segunda (24), o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento da investigação sobre suposta participação de Mustafá Contursi na venda ilegal de ingressos para jogos do Palmeiras. De acordo com a decisão do promotor Paulo Castilho, não ficou comprovado o envolvimento do ex-presidente palmeirense com cambistas. E nem que ele tenha vendido diretamente as entradas. Assim, não haverá abertura de processo na Justiça.

A investigação foi feita pela DRADE (Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes de Intolerância Esportiva) por solicitação de Castilho após o início de uma investigação no Conselho Deliberativo palmeirense.

A suspeita era de que Mustafá estaria repassando a cambistas tíquetes cedidos pela Crefisa, patrocinadora alviverde. O caso estourou no ápice da crise entre o ex-dirigente e Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, donos da patrocinadora, conselheiros alviverdes e ex-aliados de Contursi.

O documento de promoção de arquivamento, ao qual o blog teve acesso, cita que durante as investigações foi feita uma denúncia anônima dando nomes de dois homens que teriam comprado os ingressos de Mustafá na sede do sindicato de clubes presidido por ele.

Os supostos compradores prestaram depoimento, confirmaram a denúncia, mas o pedido de arquivamento diz que não foi comprovada a veracidade da acusação. “As versões são contraditórias e não existem testemunhas que visualizaram as supostas vendas. E, ainda, os funcionários do edifício afirmaram que nunca visualizaram Mustafá vendendo os ingressos na recepção”, escreveu Castilho ao promover o arquivamento do procedimento investigatório.

“Sendo assim, não existem os elementos suficientes para a propositura da ação penal. Ante o exposto, promovo o arquivamento dos autos…”, decretou Castilho no documento encaminhado à Justiça.

Outros depoimentos foram tomados na tentativa de se comprovar que o ex-dirigente repassava bilhetes entregues na sede do sindicato para cambistas, mas nenhuma prova foi obtida.

Entre as pessoas envolvidas, estava a sócia do Palmeiras Eliane de Souza Guimarães Fontana, que teria sido ameaçada por um membro da Mancha Alviverde após deixar de repassar para ele ingressos deixados por Crefisa e FAM (Faculdade das Américas) na sede da entidade presidida por Mustafá.

Ela sustentou que eram entregues envelopes separados com 50 ingressos destinados ao sindicato e 20 bilhetes que ficavam com a sócia do clube. Ainda declarou que encaminhava algumas das entradas a um homem chamado Anderson, que teria feito as ameaças. Eliane, no entanto, não ligou os bilhetes repassados por ela e nem Anderson a Mustafá.

No inquérito, o ex-presidente disse que nunca vendeu ingressos. Cedia as entradas vindas da patrocinadora de graça. Também afirmou ter diversas cadeiras cativas no Allianz Parque e que as empresta sem nada cobrar.

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