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Apesar de seus erros, Tiago Nunes faz trabalho promissor no Corinthians

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Tiago Nunes cometeu erros que colaboraram para a eliminação do Corinthians ainda na fase de classificação para os grupos da Libertadores, na opinião deste blogueiro. Mesmo assim, mostrou um trabalho promissor.

O primeiro erro do treinador foi não assumir a equipe logo após sua contratação ser anunciada. Ele desperdiçou um tempo para conhecer os jogadores que fez falta no início de 2020.

Já segurando a prancheta alvinegra sua principal falha foi insistir com Sidcley. Ainda fora de forma, o lateral-esquerdo levou um baile no jogo de ida contra o Guaraní e teve participação importante no gol da vitória do adversário.

Parecia óbvia a entrada de Piton na lateral esquerda para a partida de volta por conta de seu desempenho superior ao do  titular, fato comprovado pelas estatísticas.

A presença de Sidcley no segundo jogo foi um problema mais pelo que Piton não teve chance de fazer fazer enquanto esteve no banco do que pelo que o titular fez até ser substituído.

O reserva poderia ter sido mais útil ao time, principalmente em termos ofensivos.

Depois do jogo, Nunes citou que precisou substituir Sidcley porque, com um jogador a menos por conta da expulsão de Pedrinho, o lateral ficou sobrecarregado e se desgastou demais.

Piton está em melhor forma física e técnica, em tese, teria se desgastado menos e produzido mais.

Outro vacilo,  foi demorar para colocar Janderson em campo. A partir da expulsão de Pedrinho, ele era a melhor opção para cavar um cartão vermelho paraguaio nas jogadas individuais. Foi o que acabou acontecendo no final do jogo.

Nunes também arriscou alto ao escalar Pedrinho, jogador com quem nunca tinha atuado e que vinha de uma competição desgastante com a seleção brasileira sub-23. Isso, porém, não teve nada a ver com a expulsão do jogador.

Na prática, a formação escolhida pelo treinador funcionou bem. Apesar da eliminação com vitória por 2 a 1 sobre o Guaraní, em Itaquera, o alvinegro mostrou estar num caminho que pode render muitos frutos.

A movimentação ofensiva, com Luan, Boselli e Love trocando de posições foi bonita de se ver e eficiente. Mostra o caminho que o treinador quer seguir.

A organização do Corinthians foi tanta que, mesmo com um a menos na maior parte do jogo, o time só levou o gol em lance de bola parada. E numa falta marcada contra Gil que gerou críticas ao árbitro não apenas por parte dos corintianos. Sálvio Spínola, comentarista do grupo Globo, por exemplo, cravou que não houve infração. O juiz Nestor Pitana ainda demonstrou falta de critérios ao advertir os jogadores. Os cartões saíam de seu bolso mais facilmente quando eram mostrados para os corintianos.

O trabalho bem feito pelo treinador em busca de uma equipe organizada fez com que o Corinthians mantivesse maior volume de jogo sem ficar exageradamente exposto aos contra-ataques, apesar da desvantagem numérica.

É preciso lembrar que Nunes está começando no clube. Estamos apenas no segundo mês do ano e ele promove uma mudança radical no estilo de jogo da equipe em relação aos últimos anos.

Irregularidade e uma dose de dificuldade por parte dos atletas para assimilar o esquema são naturais. Mas nesta quarta-feira os sinais foram positivos, apesar da queda.

Os corintianos começam a trocar passes objetivos e a procurar os espaços em campo com mais naturalidade. Isso vai ajudar os atletas a diminuírem os seus erros na tomada de decisão. Eles ainda são muitos.

A recomposição defensiva foi muito bem feita durante a vitória sobre o Guaraní, apesar das adversidades. Quando perdia a bola, o time, incluindo quem falhou, voltava rapidamente para defesa.

No ataque, além da movimentação constante, a equipe dificulta a marcação adversária abrindo o jogo pelas pontas. Essa amplitude não impede o Corinthians de agredir o rival também pelo meio da área numa alternância interessante.

Claro que não chegar à fase de grupos da Libertadores faz um estrago considerável financeiramente, esportivamente e para o torcedor nas redes sociais.

Mas há boas perspectivas pela frente. Não é o que os corintianos queriam, mas Nunes terá um calendário mais suave para aprimorar seu estilo de jogo. A tendência é de que ele monte um time forte e com capacidade para sustentar um sistema eficiente por mais de uma temporada.

Opinião: seis problemas que o Corinthians precisa superar contra o Guaraní

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Veja abaixo os principais problemas que o Corinthians precisa superar, na opinião deste blogueiro, para passar pelo Guaraní do Paraguai nesta quarta (12), em Itaquera, e avançar para a terceira fase classificatória da Libertadores.

1 – Lateral esquerda

Esse setor foi o mais falho do alvinegro na partida de ida. Fora de forma, Sidcley demorava para voltar à defesa quando o time perdia a bola. Os paraguaios aproveitaram bem os espaços dados por ele no ataque. O lateral também foi pouco eficiente no ataque.

Tiago Nunes pode escalar Lucas Piton na posição.  Em tese, se isso acontecer, há boa chance, de um desempenho melhor por ali.

Piton é o jogador do Corinthians que tem a terceira melhor média de desarmes certos no Paulista: 2,3 por jogo, segundo o site especializado em estatísticas Footstats. Isso, entre os atletas que atuaram mais de uma partida. A média de Sidcley é 1,5.

Ofensivamente, o lateral revelado no “terrão” ostenta a melhor marca de cruzamentos certos por jogo da equipe alvinegra: 2,5. Ele atuou quatro vezes no Estadual.

Sidcley não acertou nenhuma das suas cinco tentativas de cruzar a bola nas duas partidas que fez no campeonato.

2 – Cruzamentos do Guaraní

A  bola cruzada foi um dos pontos fortes do time paraguaio na vitória por 1 a 0 em sua casa. Desorganizada, a defesa corintiana se confundiu nesse tipo de lance. Atenção e organização nessas jogadas serão fundamentais para o Corinthians alcançar a classificação.

3 – Pontaria

Para avançar à próxima fase classificatória da Libertadores, o time paulista precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença para não depender da disputa de pênaltis.

No Paraguai, os brasileiros só acertaram quatro de 19 finalizações, segundo o site da ESPN. O acerto foi de apenas cerca de 22% em relação às tentativas.

De acordo com o Footstats, o índice de precisão do Corinthians nas finalizações no Campeonato Paulista é de 47,8%, o que representa a melhor marca da competição. Mas, na derrota por 1 a 0 para a Inter de Limeira, no último domingo (9), o time de Tiago Nunes acertou apenas 25% das conclusões. O treinador corintiano  começou a partida poupando vários titulares.

4 – Contra-ataques

O Corinthians deve sofrer com o dilema clássico de equipes em sua situação: como atacar sem sem ficar vulnerável a contra-ataques. Para piorar a situação alvinegra, o Guaraní já mostrou ter velocidade para contra-atacar com eficiência.

5 – Queda de desempenho de Luan

Um dos desafios do técnico corintiano na partida desta quarta é fazer Luan recuperar o bom futebol.

Após um início animador, com gols e boa participação nas demais jogadas ofensivas, o ex-gremista caiu de produção.

O meia-atacante tem média de apenas 0,6 finalização certa por jogo no Paulista, um gol marcado em quatro jogos no Estadual e nenhuma assistência, segundo o Footstats.

6 – Decisões erradas

O desempenho ofensivo do Corinthians também tem sido atrapalhado por decisões erradas tomadas por seus atletas. Chutar para o gol no lugar de passar a bola para um companheiro bem colocado é um dos exemplos desse problema.

Em tese, a falha não é simples de ser corrigida. Além de treinamento é preciso uma boa movimentação dos jogadores para oferecer alternativas claras para quem está com a bola perto da área adversária.

Insistência com Sidcley é primeiro grande pecado de Nunes no Corinthians

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Tiago Nunes já tem uma teimosia para chamar de sua como técnico do Corinthians, na opinião deste blogueiro. Trata-se da insistência com Sidcley.

Visivelmente, o lateral esquerdo ainda está fora de forma, por mais que o treinador diga o contrário.

Isso ficou evidenciado na derrota corintiana por 1 a 0 para o Guaraní, nesta quarta (5), pela segunda fase preliminar da Libertadores, no Paraguai.

Quando avançava, e o Corinthians perdia a bola, Sidcley não tinha fôlego para voltar com a velocidade necessária. Deixava espaços para os paraguaios.

No ataque, sua produtividade foi baixa. De novo, o lateral corintiano que mais participou do jogo no campo de ataque foi Fágner, pela direita.

Nunes demorou para enxergar o óbvio e custou a colocar Píton no lugar de Sidcley na etapa final.

Como era de se esperar, a revelação corintiana deu mais velocidade e mobilidade ao time. Ficou ainda mais difícil entender sua permanência no banco de reservas.

A justificativa de Nunes de que Sidcley precisa jogar para ganhar ritmo não se sustenta. A recuperação do lateral é mais importante do que o desempenho coletivo do Corinthians? O caminho não poderia ser inverso, com Sidcley entrando aos poucos para ganhar condição de jogo? As boas atuações de Piton não deveriam ser premiadas com a titularidade?

Na minha opinião as respostas são óbvias e deixam o técnico numa situação desconfortável.

Nunes deveria tentar responder a essas questões antes do confronto de volta com o Guaraní. Com a obrigação de vencer, o treinador não pode se dar  luxo de deixar quem está melhor na reserva.

Claro que Sidcley não foi o único responsável pela derrota no Paraguai. Luan, por exemplo, teve atuação apagada. Janderson não foi bem e Boselli não acertou a pontaria. Porém, a lateral direita é o ponto crítico alvinegro neste momento.

Está fácil de corrigir com Piton como titular. No entanto, se Nunes não repensar seus conceitos em relação à disputa na lateral esquerda, corre sério risco de amargar uma queda precoce na Libertadores.

Estatísticas apontam Boselli como trunfo corintiano na ‘pré-Libertadores’

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Sem medo de errar, o torcedor do Corinthians pode dizer que Boselli é uma das principais armas de seu time para tentar derrotar o Guaraní, nesta quarta (5), no Paraguai, pela segunda fase preliminar da Libertadores. Números do site especializado em estatísticas “Footstats” mostram a evolução do argentino em relação ao ano passado.

O crescimento do atacante vai além da quantidade de gols marcados. Boselli é um dos artilheiros do atual Campeonato Paulista com quatro gols em quatro jogos.

A média de um tento por partida contrasta com a marca ostentada por ele no Brasileirão do ano passado: 0,3. Foram 7 gols anotados em 22 jogos. Essa quantidade foi suficiente para o argentino terminar a competição nacional como artilheiro do Corinthians.

No Paulistão de 2020 Boselli tem se destacado também nas assistências.

O atacante é o corintiano que deu mais passes para gols até agora. Foram dois, mesmo número que registrou em 22 apresentações no último Campeonato Brasileiro. No Estadual deste ano, apenas Chico do Mirassol tem média melhor em relação ao corintiano com uma assistência por partida.

A finalização tem sido outro ponto forte de Boselli em 2020. O argentino é o jogador que mais acerta finalizações em média no Paulista ao lado de Júnior Todinho, do Guarani. Cada um faz em média dois arremates com perfeição por partida.

A evolução do argentino acontece no momento em que o Corinthians opta por ser mais ofensivo graças a seu novo treinador (Tiago Nunes). O alvinegro tem o melhor índice de acerto de finalizações do Paulista: 53%. Os corintianos estão empatados com os são-paulinos com a melhor média de conclusões certas por partida. Cada um arremata 7,3 vezes com perfeição por jogo.

No último Brasileirão, com Carille e depois Coelho no comando, o Corinthians registrou média de 4,3 conclusões corretas. Seu índice de acerto foi de 35,8%.

 

Flamengo e Cruzeiro são exemplos para times pararem de poupar jogadroes

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O Brasileirão de 2019 deixa como uma de suas principais lições o quanto pode ser maléfico para os clubes poupar jogadores pensando na Libertadores ou em outras competições. É emblemático que o campeão Flamengo tenha evitado na maioria das vezes preservar atletas e que o rebaixado Cruzeiro tenha agido de maneira oposta.

Dizendo que poupar jogadores não faz parte de sua cultura, Jorge Jesus ajudou o rubro-negro a levantar a taça continental, além da nacional. O português transformou em papo furado a prática de seus colegas brasileiros. Justamente ele, que tinha mais argumentos para colocar reservas para atuar em algumas partidas do Brasileiro por ter um elenco muito robusto.

Por outro lado, o time mineiro começou a temporada com pinta de que poderia brigar por todos os títulos que disputasse. Tinha um trabalho consolidado com Mano Menezes e uma equipe jogando um bom futebol. Porém, Mano menosprezou o Brasileirão e começou a encher o time de reservar pensando em evitar contratempos na Libertadores. Mas seu elenco não era equilibrado como o do Flamengo.

Os maus resultados começaram a aparecer na competição nacional, o time foi ficando para trás e, inicialmente, ninguém levou a sério o risco de rebaixamento. Direção e comissão técnica agiam como se a situação estivesse sob controle. Mas não estava.

Seria ingenuidade creditar o rebaixamento cruzeirense apenas à prática de poupar atletas. Uma série de fatores contribuiu para isso. Péssima gestão, falta de comprometimento de jogadores e dirigentes, remunerações atrasadas, a aposta em um técnico novato como Rogério Ceni para domar medalhões como Thiago Neves, a falta de habilidade de Abelão para fazer o time reagir e a confiança de que um ídolo do clube (Adilson Batista) seria o salvador da pátria. Paro por aqui de listar os problemas que afundaram o Cruzeiro para o leitor não perder o fôlego.

Porém, mesmo com esse caminhão de erros, quatro pontinhos perdidos com reservas em campo enquanto o clube celeste ainda disputava a Libertadores teriam evitado esse vexame histórico. Estamos cansados de saber que quando um time grande está na zona de rebaixamento a perna dos atletas pesa mais, o nervosismo é inevitável e o que parecia simples vira impossível. A torcida ameaça quem precisa de apoio, e nem todos reagem bem. Tem aqueles que somem nos momentos decisivos. Definitivamente, não dá pra brincar com o monstro do rebaixamento.

A situação cruzeirense já bastaria pra os clubes repensarem essa bobagem de poupar jogadores. Porém, se a fobia em relação à Série B não for suficiente, vale olhar para o Flamengo e realizar que dá, sim, para vencer Brasileirão e Libertadores ao mesmo tempo. Cabe às outras diretorias cobrarem uma nova postura de suas comissões técnicas a partir de 2020.

Análise: como sucesso do Fla pressiona quatro grandes paulistas

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De uma certa forma, o sucesso do Flamengos, campeão da Libertadores e do Brasileirão, pressiona todos os seus rivais nacionais. Abaixo, veja como essa pressão funciona com os quatro grandes de São Paulo, na análise deste blogueiro.

Palmeiras

É o principal atingido. Isso porque, apoiado pela Crefisa, é o único clube brasileiro com poderio financeiro para trazer reforços do mesmo peso que os buscados pelo Flamengo.

O sucesso rubro-negro aumenta a pressão de conselheiros e até de parte da diretoria sobre Mattos. Faz tempo que o diretor executivo de futebol é criticado por supostamente montar times que não justificam os altos investimentos, apesar dos títulos recentes.

Agora, o Flamengo serve como comparação. Carlos Eduardo foi trazido por cerca de R$ 23 milhões. Por sua vez, Bruno Henrique custou R$ 23.620.000, de acordo com documento oficial do clube da Gávea. Bruno Henrique é um dos protagonistas do Flamengo, e Carlos Eduardo é pouco aproveitado no Palmeiras.

A cobrança de conselheiros e torcedores é para que o alviverde contrate no mesmo nível do Flamengo.

Outro ponto que mostra a pressão direta sobre o Palmeiras é a brincadeira feita por Gabigol com o time paulista durante o festejo pela conquista da Libertadores. Rolou a famosa música que entoa: “o Palmeiras não tem mundial”. A disputa por títulos recentes entre os times fez a rivalidade aumentar.

Santos

A oposição santista usa o sucesso do Flamengo com os sex-antistas Bruno Henrique e Gabigol para ferir o presidente José Carlos Peres. Opositores argumentam que contratar Cueva, já fora dos planos de Sampaoli, pagando mais do que o clube recebeu por Bruno Henrique é prova de má gestão. O peruano foi trazido por cerca de R$ 26 milhões e só vai começar a ser pago no ano que vem.

Também é forte a cobrança para que  o presidente acalme Jorge Sampaoli, que dá sinais de irritação  com a diretoria. Manter o treinador é visto no clube como única opção para que o Santos tente encarar o Flamengo de Jorge Jesus de maneira digna.

Corinthians

Tradicionalmente, Andrés Sanchez coloca o Flamengo como principal concorrente do alvinegro no mercado. Principalmente por causa do tamanho das duas torcidas que turbinam suas capacidades de gerar receitas.

Porém, o triunfo do rubro-negro transformou o presidente corintiano em refém de suas palavras sobre o rival.

O Corinthians tem visto o Fla aumentar sua vantagem em relação as receitas geradas. E, neste ano, a diferença técnica entre os dois times é gigantesca.

Nesse cenário, a direção corintiana é pressionada dentro e fora do clube para colocar um ponto final na política de contratar muitos jogadores medianos. Ainda que essa filosofia já tenha ajudado o alvinegro. O desejo é ver nomes tão bons quanto os encontrados pelos flamenguistas chegando.

O problema é que falta dinheiro no alvinegro para concorrer com o Flamengo em termos de contratações.

São Paulo

Dos quatro grandes paulistas, o clube do Morumbi é o mais pressionado pela torcida para conquistar títulos.  Isso justamente por causa do jejum de canecos minimamente relevantes. O último foi a Sul-Americana de 2012.

Mesmo sem dinheiro em caixa e precisando recorrer constantemente a empréstimos, o presidente Leco tentou reverter a situação com reforços de peso. Trouxe nomes com Pablo, Pato, Juanfran e Daniel Alves.

Tudo que o dirigente conseguiu foi assistir ao sucesso do Flamengo, além de brigar por uma vaga na Libertadores.

A distância do São Paulo em relação ao time de Jesus aumenta as críticas de conselheiros em relação aos gastos feitos pela atual gestão.

Flamengo deveria pagar bicho ao Pratto

Leia o post original por Fernando Sampaio

Considerado pela ala ufanista da crônica esportiva brasileira como “O maior time de futebol do planeta desde a criação da Adão e Eva”, o Flamengo venceu a final da Copa Libertadores graças ao erro bizarro de Lucas Pratto. O atacante entrou aos 29′ do segundo tempo, desperdiçou dois ataques e originou o lance que mudou a partida. Fico imaginando o elenco argentino no vestiário…

Fonte

Sofrimento em final mostra novas qualidades do Flamengo

Leia o post original por Perrone

Na maior parte da decisão da Libertadores o Flamengo não jogou bem. Foi dominado pelo River. Não conseguiu colocar suas melhores armas no campo de batalha.

Muitas vezes o time de Jorge Jesus pareceu entregue. Porém, no final, conseguiu uma das vitórias mais épicas em decisões do torneio continental: 2 a 1 sobre o River Plate .

O sofrimento rubro-negro engrandece a conquista e a equipe. Todos já sabiam como esse time joga com classe.

Mas, em Lima, vimos o Flamengo triunfar quando quase tudo deu errado na maior parte do jogo.

Agora, além das  qualidades já exaltadas de todas as formas, podemos acrescentar mais algumas. Como sangue frio e capacidade de não desistir. Claro que elas só foram aproveitadas porque a equipe tem jogadores que podem passar a partida apagados e desequilibrar no final. São os casos de Bruno Henrique e Gabigol.

No Peru, o Flamengo mudou de patamar. É tudo o que nós sabíamos e agora também um time capaz de vencer sob condições extremas e quando não consegue fazer uma boa apresentação.

A maneira como o rubro-negro buscou a taça serviu como um processo de fortalecimento para um time que ainda tem muitos desafios pela frente. Sofrer fez bem ao Mengo.

 

 

Mais caro do River, Pratto custou menos do que Fla pagou por Gerson

Leia o post original por Perrone

A diferença de poderio financeiro entre Flamengo e River Plate, adversários na final da Libertadores neste sábado (23), em Lima, pode ser medida pela aquisição de Lucas Pratto pelo time de Buenos Aires, no ano passado. Tratado pela imprensa argentina como a contratação mais cara da história do clube, ele ficaria em terceiro lugar na relação dos reforços mais caros do rubro-negro para a atual temporada.

O River aceitou pagar pelo ex-são-paulino R$ 49.542.000, segundo registro no balanço financeiro do São Paulo referente a 2018. Nessa conta não estão bônus por desempenho acertados na negociação.

A quantia desembolsada pelos argentinos por Pratto é inferior ao investimento feito pelo Flamengo em Gerson, sua segunda contratação mais dispendiosa para este ano. O meio-campista adquirido junto à Roma custou ao rubro-negro R$ 51.347.000, sem contar gastos com intermediação. O dado está disponível em balancete publicado pelo clube da Gávea em seu site.

O mesmo documento aponta como maior investimento feito pelos rubro-negros para a atual temporada a aquisição de Arrascaeta. A compra foi acertada por R$ 76.096.000. Isso sem levar em consideração despesas com comissões e eventuais bônus por desempenho. De acordo com o balancete, desse valor ficou definido o repasse de R$ 51.084.000 para o Cruzeiro com o restante sendo destinado ao Defensor (URU).

Pratto só aparece com valor superior a partir de Bruno Henrique, que custou ao Flamengo R$ 23.620.000 e foi o terceiro maior investimento do time brasileiro. Ao contrário do que acontece com o ex-santista, Arrascaeta e Gerson, Pratto começa a decisão na reserva. Após ser importante para o River na conquista do título continental em 2018, ele perdeu sua vaga entre os titulares na atual edição.

Vale lembrar que, em setembro deste ano, a diretoria do São Paulo acionou a Fifa reclamando de inadimplência do River Plate em pagamento de parcela referente à contratação do atacante.

Opinião: o que o Vasco mostrou para o River sobre o Flamengo

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Flamengo 4 x 4 Vasco, na última quarta (13) foi um prato cheio para a comissão técnica do River Plate, que estuda o rubro-negro pensando na final da Libertadores. O time de Vanderlei Luxemburgo expôs a equipe de Jorge Jesus como nenhuma outra havia feito. Abaixo, o que os vascaínos mostraram de importante para os argentinos na opinião deste blogueiro.

1 – Saída de bola

Ficou claro que o melhor caminho para minar a criação de jogadas do Flamengo é fazer a marcação alta na saída de bola. Com zagueiros e Arão, que encosta neles para facilitar o início das jogadas, bem marcados, fica mais difícil municiar os laterais. É uma maneira de forçar o time de Jesus a buscar alternativas menos confortáveis.

2 – Volume de jogadas ofensivas

Como todas as defesas, a do Flamengo também tem seus problemas. Mas, para eles aparecerem e resultarem em falhas decisivas é preciso que o adversário ataque. Como o rubro-negro quase sempre controla as partidas, sua zaga não fica tão exposta. Porém, o Vasco conseguiu ter volume de jogo ofensivo, forçou mais os defensores flamenguistas e os erros apareceram.

3 – Contra-ataques

Dica valiosa para o River Plate: o Flamengo teve muitas dificuldades para se reorganizar defensivamente nos contra-ataques em alta velocidade do Vasco. Essa é uma boa aposta para os argentinos.

4 – Controle emocional

Contra o Vasco, vários jogadores do Flamengo aparentaram estar de cabeça quente, preocupados em trocar provocações com os adversários. Tanto que saiu confusão após a partida. Se já foi assim num clássico nacional, como será na tão sonhada final da “Liberta” e contra argentinos, que normalmente estão acostumados a guerras de nervos? Aposto que o River está de olho nisso.